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063


O imaginário e as recorrências simbólicas narradas

pelos descendentes dos colonizadores europeus sobre os índios Xokleng:

estudo de caso no município de José Boiteux – SC

 

Leidiane Coelho Jorge


31 de julho de 2018, às 14 horas
Sala 7, do Centro de Pós-Graduação, do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina
Banca:

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora);

Dr. Geam Karlo Gomes – UFP (avaliador);

Dr. Mário de Faria Carvalho – UFPE (avaliador);

Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (avaliadora);

Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora);

Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (suplente).


Resumo:

O mito, para estabelecer-se como tal, constitui-se de elementos matrizes-arquetipais, que são narrados e tecidos por um determinado grupo em um dado tempo-espaço. O fortalecimento do mito se dá através da prática das ações cotidianas, que são repletas de simbolismos. Compreender o imaginário e as recorrências simbólicas narradas pelos descendentes dos colonizadores europeus sobre os índios Laklãnõ Xokleng, partindo de um estudo de caso no município de José Boiteux – SC, é o propósito a que se destina essa pesquisa. Para cumprir essa premissa, formulamos uma técnica de coleta de dados denominada de Técnica de Associação Semântica, que consistiu em apresentar aos colaboradores da pesquisa sete iscas semânticas idealizadas a partir dos estudos bibliográficos realizados para embasar a pesquisa. A técnica foi aplicada junto a 20 colaboradores diferentes, escolhidos de forma aleatória. No total, foram coletados 140 relatos, os quais foram analisados pelo viés mitocrítico de análise proposto por Durand (1983, 1985). Podemos concluir que os arquétipos que se sobressaíram nas narrativas foram: o herói, relacionado ao colonizador e ao pacificador; o inocente, relacionado à compreensão do índio como não civilizado; e o paternal e matriarcal, direcionados à importância dos familiares para a construção da história do município. Esses arquétipos embasaram as representações simbólicas dos moradores do município. Desse modo, são esses mitos diretores ou núcleos organizadores que servem de base para a formatação das representações simbólicas e do imaginário que permeiam o município de José Boiteux desde o início de sua colonização e se perpetuam até os dias atuais.

 

Palavras-chave: Imaginário. Laklãnõ Xokleng. Colonizador. José Boiteux.


versão integral

 

 

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