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062


Repositórios institucionais brasileiros: entre público e privado nos processos de produção e circulação do conhecimento científico

 

Márcio José da Silva


31 de julho de 2018, às 9 horas
Sala 212, do bloco B, da Unidade Pedra Branca, Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina
Banca:

Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (orientadora);
Dra. Claudia Regina Castellanos Pfeiffer – UNICAMP (avaliadora);
Dr. Henrique César da Silva – UFSC (avaliador);
Dra. Giovanna Gertrudes Bendetto Flores – UNISUL (avaliadora);
Dra. Andreia da Silva Daltoé – UNISUL (avaliadora);
Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (suplente).


Resumo:

 

A temática central deste trabalho é a produção e a circulação do conhecimento científico na atualidade. Para tratar disso, desenvolvemos nossa pesquisa tomando como ponto de partida os repositórios institucionais (RI) brasileiros. Trata-se de uma análise pela qual buscamos compreender os diversos processos discursivos que especificam o funcionamento dos RI em relação ao(s) discurso(s). Trabalhamos nesta pesquisa-análise pensando os RI em termos de ‘público’ e ‘privado’. Esta pesquisa foi realizada em consonância com pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso (AD) de tradição francesa, conforme proposta a partir dos trabalhos de Michel Pêcheux, enquanto uma teoria materialista dos processos discursivos. Extrapolando a dimensão utilitarista dos RI, buscamos desconstruir algumas evidências pelas quais o RI é definido como ‘um tipo de biblioteca digital’ para compreender seu funcionamento discursivo. Na análise, consideramos as relações entre língua, linguagem, inconsciente e ideologia que constituem tanto os dizeres e sentidos que se produzem por meio deste funcionamento, quanto os sujeitos que aí se inscrevem. O Trabalho apresenta um aprofundamento teórico acerca da noção de arquivo, promovido por meio de uma aproximação entre as proposições de Jacques Derridá e o modo como o arquivo é tratado na perspectiva discursiva, a partir de Michel Pêcheux. Dentre os diversos efeitos de sentido que se produzem no funcionamento dos RI, formam trabalhados nesta tese alguns que dizem respeito às noções de relevância, legitimidade, utilidade, autoria e democratização. A questão da democratização do conhecimento científico é amplamente discutida no trabalho. Fazemos esta discussão considerando que o funcionamento dos RI é atravessado por diversos discursos, dentre eles, os discursos da transparência e do livre acesso à informação científica. Mobilizarmos também a noção teórica de dispositivo, deslocando-a desde a perspectiva foulcaultiana para pensar seu funcionamento em termos de uma inscrição no(s) discursos, conforme proposto por Michel Pêcheux. Ao promover tal deslocamento, extrapolamos a dimensão utilitarista inerente ao funcionamento dos RI, visando compreender como esta questão da democratização do conhecimento científico encontra-se materializada, neste funcionamento, em termos de políticas de arquivo. Neste gesto, trabalhamos tanto para especificar algumas relações entre ciência-tecnologia-administração aí presentes, quanto para propor outras políticas possíveis, isto é, outros modos de dizer-fazer ciência e outras relações entre os sujeitos nos processos de produção e circulação do conhecimento científico

 

Palavras-chave: Análise de Discurso. Repositórios Institucionais. Conhecimento Científico. Livre Acesso à Informação Científica.


versão integral

 

 

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