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054


Maranhenses: do corpo africano à (há) produção de sentido da posição/condição mulher

 

Conceição de Maria dos Santos Pacheco


24 de julho de 2017, às 9 horas
Sala 212, do bloco B, da Unidade Pedra Branca da Universidade do Sul de Santa Catarina
Banca:

Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (orientadora);
Dra. Ana Josefina Ferrari – UFPR (avaliadora);
Dr. Thiago Silva de Amorim Jesus – UFPEL (avaliador);
Dra. Giovanna G. Benedetto Flores – UNISUL (avaliadora);
Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (avaliadora);
Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (suplente interno);
Dr. Sandro Braga – UFSC (suplente externo)


Resumo:
O gesto de leitura pela teoria da Análise de Discurso peuchetiana apresenta o estudo da manifestação cultural afro-maranhense conhecida como Brincadeira do Tambor de Crioula do Maranhão que se constitui, histórica e discursivamente, do tambor das senzalas como louvor a São Benedito. Constatou-se, no decorrer da pesquisa, novos desdobramentos da Brincadeira do Tambor de Crioula do Maranhão, em modalidades que foram acontecendo na medida em que determinações, por parte do discurso que representa o colonizador europeu, limitavam essas manifestações o que resultava em reinscrições sob forma de resistência, num processo de diferentes negociações: a Conterraneidade, o Patrimônio Cultural e a Ponta de Rua. O objetivo geral foi de compreender as possibilidades de inscrição da posição sujeito brincante coreira na brincadeira de Ponta de Rua, a partir das relações entre memória e cultura. Como objetivos específicos: interpretar o processo de produção de sentidos da posição sujeito coreira na prática de vestir/e ser vestida a/pela saia de chita; apontar os deslizamentos das materialidades significantes/corpo e os efeitos de sentidos produzidos lidos/interpretados/significados na brincadeira de Ponta de Rua. Tomou-se como corpus a brincadeira de Ponta de Rua e, como recorte o sujeito na posição sujeito coreira da brincadeira de Ponta de Rua. Utilizou-se para este exercício de análise, tanto os conceitos fundadores da Análise de Discurso (PÊCHEUX, 2010), (ORLANDI, 2002) e (HENRY, 2010) com as formulações de desidentificação (INDURSKY, 2007), arquivo, ruptura (ZOPPI-FONTANA, 2002), textualização (GALLO, 2008), imbricação, materialidade significante (LAGAZZI, 2009), corpo discursivo (LEANDRO FERREIRA, 2013), discurso artístico, tecedura, tessitura, projeções sensíveis (NECKEL, 2004 e 2010), como, a concepção de hibridismo (HALL, 2003), mestiçagem (CANCLINI, 2003), (DARCY RIBEIRO, 1995), (CATTANI, 2007) e (MUNANGA, 1999) e sincretismo (FERRETI, 2013) e para acolher a africanidade brasileira buscou-se a Epistemologia da Ancestralidade (OLIVEIRA, 2002), numa perspectiva de compreender os movimentos políticos discursivos que remontam às disputas de poder versus resistência observados nos tambores.

 

Palavras-chave: Tambor de Crioula. Discurso. Cultura.


versão integral

 

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