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Tubarão e o imaginário de 1974: marcas simbólicas de um rio, vestígios de mitologias hídricas, a mitologização de uma catástrofe e os traços que identificam uma comunidade imaginada

 

Willian Corrêa Máximo


12 de julho de 2017, às 9 horas e 30 minutos

na Sala de videoconferência da Biblioteca Universitária, do campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina

Banca:

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora);
Dra. Eunice Simões Lins Gomes – UFPB (avaliadora);
Dr. Juremir Machado da Silva – PUCRS (avaliador);
Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (avaliadora);
Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora); e
Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (suplente).


Resumo:
Para uma comunidade do sul de Santa Catarina, Tubarão não é apenas sinônimo de peixe. O topônimo, para os tubaronenses, é uma adaptação europeia de Tub-Nharô, cacique feroz, de semblante bravio, que liderava uma aldeia Guarani nas proximidades do rio que corta a cidade de ponta a ponta: o Tubarão. Na segunda quinzena de março de 1974, o Tubarão se elevara, transformava a cidade em um mar de água e de lama e, subitamente - de guardião - se metamorfosearia em um monstro voraz, transfigurando um mero fenômeno cíclico, em um enredo simbólico. O objetivo consiste em identificar as peculiaridades daquele março de 1974 na transversalidade dos universos e microuniversos míticos e nas imagens simbólicas do devaneio hídrico dos tubaronenses, bem como as ressurgências e convergências que definem uma narrativa mítica local (o mito fundador da grande enchente de 74), sua aproximação com outros mitos diretores universais e que consubstanciam, a cada relato épico, um imaginário e uma comunidade imaginada. Esta pesquisa pauta-se em uma heurística metodológica do imaginário de Gilbert Durand (mitohermenêuticas ou mitodologias), bem como no Teste Arquetípico dos Nove Elementos (AT-9), de Yves Durand. Assim, no ano de 2016, foram realizadas 21 abordagens, com sujeitos entre 21 e 84 anos (interações face a face, individuais e coletivas, devidamente registradas - e atentando para a divisão geracional durandiana: a primeira geração, entre 21 e 50 anos e, a segunda, contemplando respondentes de 55 a 84 anos), com aplicação de protocolos AT-9 e entrevistas do gênero perguntas e respostas ou pingue pongue, com base em iscas semânticas. A partir da convergência mitohermenêutica, consubstanciaram-se duas perspectivas: a primeira, com a identificação de marcas do negrume místico, da recolha do gládio, da harmonização do tempo e da recusa em sair das imagens familiares; e a segunda, a configuração de um mito fundador local e de um imaginário, ressignificado, permanentemente, por enredos mítico-rituais universais que purificariam pelo expurgo dos pecados e regeneram a vida. Trata-se da ressonância e presença perene de um TubNharô, ora cidade, ora índio, ora rio, mas sempre símbolo, que une uma comunidade, para driblar, ao menos por um instante (que é mítico), a angústia da morte e do tempo, fazendo com que, paradoxalmente, 1974 seja - mais do que um momento cronológico ou histórico - um movimento imaginário, atemporal e, portanto, inacabado.

 

Palavras-chave: Inundações. Imaginário. Água. Mitodologia. Tubarão (SC).


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