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047


Literatura africana em língua portuguesa: a construção das identidades nas representações das mulheres na prosa de Mia Couto

 

Rosemary de Fátima de Assis Domingos


9 de dezembro de 2016, às 14 horas

na Sala 7 do Centro de Pós-Graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

Banca:

Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (orientadora);
Dra. Maria José Ribeiro - FURB (avaliadora);
Dr. Gutemberg Alves Geraldes Junior - FASATC (avaliador);
Dra. Silvânia Siebert UNISUL (avaliadora);
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (suplente).


Resumo:

Esta tese tem como objetivo analisar a construção da identidade das personagens femininas nas obras Vinte e zinco, A chuva pasmada, O outro pé da sereia e A confissão da leoa, do autor moçambicano Mia Couto. Nossa pesquisa é oriunda de reflexões realizadas junto ao Grupo de Estudos Identidades, Migrações e Representações, vinculado à linha de pesquisa Linguagem e Cultura, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. O presente estudo se insere no âmbito da Literatura Comparada, observando as obras de ficção e seu caráter intertextual e historiográfico, tendo como base Carvalhal (1986) e Nitrini (2000). Os procedimentos metodológicos recorreram aos pressupostos da microanálise e macroanálise, conforme Massaud Moisés (1981). No que diz respeito aos aspectos referentes à linguagem na obras supracitadas, apresentamos pressupostos sobre o dialogismo, a intertextualidade e a polifonia, a partir da perspectiva de Bakhtin (2002), levando em consideração como se apresenta a relação com outros textos para a produção de um novo. O que nos instigou durante a leitura das obras referidas foi, principalmente, como se dá a relação da mulher moçambicana com o meio em que vive e como ela se modifica quando está sozinha, física ou psicologicamente. Em nossa análise percebemos que, subvertendo – ainda que silenciosamente - a ordem masculina social instituída, em um país pobre, assolado por guerras civis e econômicas, tais obras fazem emergir mulheres livres, ligadas intimamente aos elementos da natureza, como o rio. Atravessadas por colonizações várias, enfrentam as lutas sociais e psicológicas, enfrentam o medo, tão recorrente nas obras do autor. Nas páginas da ficção miacoutiana encontramos mulheres como Mariamar, Naftalinda, Dona Graça, Jessumina, dentre tantas outras, as quais traduzem algo acerca das mulheres que não pode ser visto com olhos nus de sensibilidade e filosofia.

 

Palavras-chave: Literatura. Representação. Mia Couto. Mulheres.


versão integral

 

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