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Identidade, memória e cultura no trato com plantas medicinais: um possível diálogo entre saberes

 

Eliane Anastácio Floriano


28 de outubro de 2016, às 15 horas

na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina

Banca:

Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (orientadora);

Dr. Francisco Antonio Pereira Fialho - UFSC (avaliador);

Dra. Vanilde Citadini Zanette - UNESC (avaliadora);

Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora); e

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora).

 


Resumo:

Plantas como fontes de alimento, abrigo, defesa e fins medicinais são historicamente utilizadas entre as populações tradicionais, com base em um conhecimento transmitido de geração a geração. O que se perpetua até os dias atuais. Embora a medicina moderna possua forte aparato científico e tecnológico em várias partes do mundo, a Medicina Popular e as práticas alternativas têm provocado o interesse da população em geral. Esta pesquisa procurou investigar se as mudanças ocorridas no contexto cultural atual influenciaram na manutenção, transformação ou apagamento das práticas tradicionais com plantas medicinais. O estudo pautou-se na pesquisa bibliográfica e de campo. Com a pesquisa bibliográfica foi possível tecer uma síntese histórica sobre o uso destas plantas e de como essa prática tem orientado as atividades curativas de muitos povos, ao longo do tempo. Bem como auxiliou no discorrer sobre os autores que debatem o conceito da Pós-Modernidade, Identidade e Memória. A pesquisa de campo foi desenvolvida junto a dois grupos, um constituído por pessoas sem formação acadêmica, representantes da Medicina Popular, e o outro por profissionais com formação acadêmica na área da saúde, representantes da Medicina Tradicional. A coleta dos dados foi realizada por meio da história oral, observações e registro de imagens. A análise dos resultados apresentados permitiu concluir que não houve a extinção dos processos de memória ou de identidade das mulheres que atuam na Medicina Popular, mas a ressignificação e até mesmo validação de seus saberes a partir do encontro e do diálogo com a Medicina Tradicional. Os resultados obtidos com este trabalho inferiram que a proposta de legitimar a prática da Medicina Popular em âmbito municipal contribui para assegurar a manutenção e a transmissão desses saberes que ocorrem em uma Modernidade em Movimento, conceito elaborado para a realidade desta pesquisa, mas que pode ser extrapolado para outras situações semelhantes. As contribuições produzidas nesta investigação evidenciaram, por suas características tácitas e empíricas, que o conhecimento popular representa um importante acervo de saber e de experiências. E, por apresentar-se nessa Modernidade em Movimento, as mudanças que ocorreram ao longo do processo da história inibiram o apagamento do conhecimento popular, social e historicamente produzido, quando esse Movimento fez com que o conhecimento fosse (re)significado e amalgamado à Modernidade, sem se perder na liquidez dos tempos.

 

Palavras-chave: Plantas Medicinais. Identidade. Memória. Cultura. Modernidade em Movimento.


versão integral

 

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