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041


Conciliação de metas, relevância e reestruturação cognitiva de crenças intermediárias

 

 Andréia da Silva Bez   


Dia 14 de julho de 2016, às 14 horas
na
Sala de Treinamento, bloco A, do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina
Banca:
Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (orientador);
Dra. Jane Rita Caetano da Silveira - PUCRS (avaliadora);
Dra. Aline Aver Vanin - UFCSPA (avaliadora);
Dra. Karin Martins Gomes – UNESC (avaliadora);
Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Andreia da Silva Daltoé – UNISUL (suplente).

 

 


Resumo:

Defendemos neste estudo que as interações comunicativas necessárias para a reestruturação de crenças intermediárias na terapia cognitiva podem ser descritas e explicadas no domínio de planos de ação intencional que mobilizam hipóteses abdutivas antefactuais habilitadoras em direção à conciliação empírica colaborativa de metas entre paciente e terapeuta, de modo a enfraquecer a conexão entre antecedentes e consequentes de pressupostos condicionais disfuncionais e a fortalecer a conexão entre antecedentes e consequentes de pressupostos condicionais funcionais. Para dar conta desta demanda, revisamos e aplicamos noções teórico-metodológicas da terapia cognitiva (especialmente BECK, J., 2013; BECK, A.; ALFORD, 2000, BECK, A. et al., 1997), da teoria da relevância (SPERBER; WILSON, 1986,1995) e da teoria de conciliação de metas (RAUEN, 2013, 2014) em um extrato de sessão terapêutica especificamente desenhado para ilustrar o processo de modificação de uma crença intermediária (BECK, J., 2013, p. 236-237). Os resultados da análise apontam que: a modelação guiada pela noção teórica de conciliação de metas de Rauen (2014), em articulação com a teoria da relevância de Sperber e Wilson (1986, 1995), permite descrever e explicar o processo pragmático-cognitivo envolvido na reestruturação cognitiva de uma crença intermediária disfuncional; a interação comunicativa da sessão terapêutica está a serviço de um plano complexo de ação intencional pautado no empirismo colaborativo e guiado pela noção de metas heteroconciliáveis; Este plano complexo de ação intencional consiste de ações antecedentes habilitadoras que visam a enfraquecer a conexão entre o antecedente e o consequente de um pressuposto condicional disfuncional para um nível tautológico, e a fornecer e, em seguida, fortalecer a conexão entre o antecedente e o consequente de um pressuposto condicional (mais) funcional para um nível minimamente condicional; e o empirismo colaborativo deste plano complexo de ação intencional é viabilizado por interações comunicativas definidas como ações antecedentes habilitadoras que envolvem três camadas intencionais, a saber, uma intenção comunicativa de tornar mutuamente manifesto um conjunto de informações, uma intenção informativa de tornar manifesto um conjunto de informações e uma intenção prática ou pragmática de atingir uma meta ou submeta no escopo de uma cadeia de metas e submetas heteroconciliáveis.


Palavras-chave: Pragmática Cognitiva. Teoria de Conciliação de metas. Teoria da Relevância. Terapia Cognitiva. Reestruturação de Crenças Intermediárias. Empirismo Colaborativo

 


versão integral

 

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