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013


A porta que esqueceram de fechar: o lugar do leitor na poesia de Paulo Leminski
Gutemberg Alves Geraldes Junior


Dia 3 de julho de 2014  às 14 horas;

Sala de Treinamento, Bloco A, Campus Sul da Unisul;

Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (orientadora);
Dr. Gladir da Silva Cabral – UNESC (avaliador);
Dra. Mariléia Silva dos Reis – UFS (avaliadora);
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora);
Dra. Albertina Felisbino – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (suplente)


Resumo:

Esta pesquisa procura discutir e analisar o lugar do leitor na obra poética de Paulo Leminski. Para tanto, problematizou-se o processo de construção do poeta e do leitor enquanto poeta nos contornos do pensamento do autor de Catatau, com a finalidade de elencar conceitos desse indivíduo que se constrói poeta; identificar a significação da leitura na poesia de Paulo Leminski e investigar, através de conceitos semióticos, como se dá esse lugar específico do leitor. Por isso, é lançado um olhar histórico-temporal sobre a poesia, situando-a em um tempo-espaço para que possa ser mensurada e compreendida em sua completude, bem como é apoiada nos pressupostos teóricos da percepção do leitor como um elemento de construção textual, partindo do conceito de Leitor-Modelo apresentado por Umberto Eco. Esta investigação apóia-se ainda nos conceitos de autoria elencados por Foucault, Barthes, Bakhtin, Eco e Gumbrecht, que promovem o desvelamento que Leminski tem para com este ponto importante na discussão acerca da poesia, que é o autor. Por fim, no quarto capítulo são lançadas reflexões sobre a semiótica peirciana. Sublinham-se abordagens sobre signos, seus objetos, seus representantes, seus interpretantes e as tríades que compõem a linha teórica da semiótica, a partir das reflexões de Charles Peirce e de estudiosos como Umberto Eco, Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Lúcia Santaella. Com esta base teórico-metodológica estrutural e outras leituras que compõem a tessitura deste estudo, é possível identificar na poesia de Leminski uma preocupação constante em proporcionar ao leitor elementos que facilitem a sua compreensão do texto, pistas que o façam construir um sentido do texto e signos que se completem por meio de seus interpretantes. Os resultados alcançados ratificam a hipótese de que, sabedor da condição de autor que o leitor assume ao cooperar com um poema, a obra de Paulo Leminski traz signos capazes de revelar a posição de poeta do leitor por meio de estratégias textuais que estão sempre aptas a criar conexões entre a obra, o autor e seu leitor. A poesia de Paulo Leminski se revelou uma constante atitude de experimentação que abre caminhos para discussões contemporâneas sobre leitor, autor e, principalmente, sobre a construção e o lugar do poeta. Com isso, ele busca, a partir de seus versos, tornar sempre mais tênue a linha que separa o ato criativo, de seus potenciais criadores – a independente de qual vértice poético este criador esteja ocupando.

 

Palavras-chave:

Poesia. Autor. Leitor-Modelo.


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