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Vida na arte – realismo/naturalismo e modernismo: descontinuidades e permanências

Alexandra Filomena Espíndola


Dia 22 de julho de 2014  às 14 horas;

Auditório Anfiteatro, Bloco C, do Campus da Grande Florianópolis da Unisul;

Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos – UNISUL (orientador);
Dra. Vera Lucia de Oliveira Lins – UFRJ (avaliadora);
Dr. Jorge Hoffmann Wolff – UFSC (avaliador);
Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (avaliadora);
Dr. Fernando Simão Vugman – UNISUL (avaliador); e
Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (suplente).


Resumo:

Esta pesquisa tem como objetivo compreender como a “vida na arte” do século XIX permanece e/ou descontinua na arte do início do século XX, a partir de duas ferramentas que criamos para podermos ler o realismo/naturalismo e o modernismo. Para cumprirmos esse objetivo primeiro, tivemos de percorrer alguns caminhos, como: fazer um brevíssimo reconhecimento do debate sobre a vida desde Tales de Mileto a Agamben; voltar ao final do século XIX para revisitar, reformular e ampliar nossa noção de vida na arte; rever como a crítica recebeu a arte realista/naturalista; reconhecer os procedimentos artísticos do final do século; colocar o realismo/naturalismo e o modernismo face a face, visto que este escolheu aquele como “inimigo”; questionar o conceito de arte mimética e antimimética; tentar compreender o modernismo pelo seu principal eixo, que é o projeto nacional; perceber como o modernismo se fez e se desfez na voz de um de seus maiores militantes, Mário de Andrade; analisar como os manifestos modernistas construíram suas próprias poéticas; explicitar o conceito de vida na arte que criamos na dissertação; verificar como a vida na arte está atrelada à vida fora da arte; procurar entender a vida pela questão das imagens; observar como o modernismo acaba caindo em suas próprias armadilhas; e ler alguns objetos de arte para que possamos ver mais nitidamente como a vida aparece na arte e se constitui como vida na arte. Defendemos a ideia de que a vida na arte do final do século XIX não somente se diferencia da vida na arte do início do século XX, mas também se estende, num movimento elástico de descontinuidades e permanências, causando, assim, tensões entre o realismo/naturalismo e o modernismo brasileiros. Criamos duas ferramentas importantes para lermos essas vidas na arte, são elas: semelhança de primeiro grau e semelhança de segundo grau. A primeira está intimamente ligada à técnica realista, qual seja: a aproximação com o “real”, e ainda, a arte que mostra no objeto aquilo que nossos olhos estão culturalmente condicionados a ver no mundo fora da arte. Já a semelhança de segundo grau não despreza a de primeiro grau, pois parte sempre de uma “realidade” objetiva ou subjetiva, mas se mostra como distância, uma vez que lida mais com uma ideia, um conceito do que com um objeto “puro”, “real”. Alguns objetos nos ajudaram a ver como essas semelhanças funcionam para pensarmos a vida na arte: Amolação interrompida, A leitora e outras telas, de Almeida Júnior; Remorso e Mater Dolorosa, de Corrêa Lima; Pietá, de Brecheret; Mocidade Morta, de Gonzaga Duque; Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade; e Lavrador de café, de Candido Portinari.

 

Palavras-chave:

Vida na Arte. Realismo/Naturalismo. Modernismo. Descontinuidades. Permanências.


versão integral

 

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