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Corpo, ritual, Pelotas e o carnaval: uma análise dos desfiles de rua entre 2008 e 2013

Thiago Silva de Amorim Jesus


Dia 5 de dezembro de 2013 às 13 horas e 30 minutos;

Auditório Anfiteatro, Bloco C, do Campus da Grande Florianópolis da Unisul;

Dr. Aldo Litaiff – UNISUL (orientador);

Dra. Nádia da Cruz Senna – UFPel (avaliadora);

Dra. Miriam Furtado Hartung – UFSC (avaliadora);

Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (avaliadora);

Dr. Fernando Simão Vugman – UNISUL (avaliador); e 

Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores – UNISUL (suplente).


Resumo:

O presente estudo tem como objeto principal de análise o carnaval, aqui apresentado em sua condição ritual e mediante sua configuração enquanto rito de passagem e de inversão. O contexto escolhido é o do desfile de rua do carnaval da cidade de Pelotas, extremo sul do Estado do Rio Grande do Sul, mais especificamente os desfiles dos blocos burlescos e das escolas de samba, no período que compreende os carnavais de 2008 a 2013. O objetivo geral é apresentar e explorar a idéia do corpo como símbolo do carnaval brasileiro contemporâneo,analisando a linguagem corporal como elemento central nas relações rituais de passagem e de inversão no contexto dos desfiles dos Blocos Burlescos e Escolas de Samba do Grupo Especial do Carnaval de Rua da cidade de Pelotas/RS. Também são estabelecidos como objetivos específicos deste trabalho: ampliar e aprofundar o estudo sobre o corpo no carnaval brasileiro iniciado com a pesquisa no Curso de Mestrado em Ciências da Linguagem/UNISUL (2007/2009); descrever o contexto de ocorrência dos desfiles do carnaval de rua de Pelotas/RS na contemporaneidade (2008 a 2013); registrar e divulgar produção de conhecimento sobre o carnaval de rua do sul do Brasil, mais especificamente o da cidade de Pelotas/RS, de modo a contribuir para a difusão de carnavais brasileiros situados fora do eixo RJ/SP/Nordeste; apresentar configuração do carnaval de rua contemporâneo sob a ótica de ritual de passagem em nível macro (festa, período carnavalesco) e em nível micro (evento, desfile), pontuando seus ritos preliminares, liminares e pós-liminares; defender a noção de corpo como lugar privilegiado de comunicabilidade simbólica de inversões no contexto do carnaval de rua, especificamente no âmbito dos desfiles dos Blocos Burlescos e Escolas de Samba do Grupo Especial; e contribuir com a literatura contemporânea existente sobre o carnaval de Pelotas, especialmente em se tratando da produção a partir de 1950. Após o processo analítico e investigativo de campo, foi possível concluir que o corpo deve ser considerado como um instrumento de linguagem cuja ocorrência é primordialmente contextual, uma vez que a construção do conhecimento se dá pelas experiências singulares dos sujeitos e estas estão ligadas diretamente à ideia de sujeito-corpo. Entendo que uma das principais asserções é a ratificação da ideia que o corpo é um símbolo do carnaval brasileiro. Ainda, foi constatado que o corpo extracotidiano do tempo carnavalesco não é o mesmo do tempo regular, o que faz com que o comportamento corporal possa se deslocar da gramática gestual rígida que nos é imposta para a criação e improvisação de novos modos corporais de comportamento, configurando uma gramática gestual dinâmica, constante e transitória. O tempo extraordinário do carnaval permite a configuração de uma versão de corpo para fora da versão ordinária, uma extraversão, que abre espaço para outras possibilidades de apresentação e comportamento gestual do corpo naquele dado contexto. Considero, em suma, que assumir a excepcionalidade do comportamento corporal durante o período extracotidiano do carnaval significa atentar para a existência do ethos corpora l carnavalesco, ou seja, um modo de comportar-se corporalmente no ambiente (espaço/tempo) do carnaval, que é regido por um conjunto de valores e normas próprios, somente captados no seu contexto singular de ocorrência, circunscrito na extracotidianidade temporal do calendário social brasileiro.

 

Palavras-chave:

Carnaval de Rua. Corporeidade. Ritual. Extraversão. Pelotas.


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