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Análise crítica multimodal da comodificação de homens e mulheres em capas de CD de música funk

Edinéia Aparecida Chaves de Oliveira


Dia 21 de outubro de 2013 às 9 horas;

Auditório Anfiteatro, Bloco C, do Campus da Grande Florianópolis da Unisul;

Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (orientador);

Dra. Débora de Carvalho Figueiredo - UFSC (coorientadora);

Dr. Adair Bonini – UFSC (avaliador);

Dra. Viviane Maria Heberle – UFSC (avaliadora);

Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora);

Dra. Ramayana Lira de Sousa – UNISUL (avaliadora); e

Dr. Maurício Eugênio Maliska – UNISUL (suplente).


Resumo:

Analisa-se neste estudo, com base na ACD e nas metafunções da linguagem da Gramática Visual de Kress e van Leeuwen (1996, 2001), a comodificação multimodal de homens e mulheres em quarenta capas de CD de música funk de 2012. O trabalho partiu da hipótese de que homens e mulheres são comodificados assimetricamente, de tal modo que (a) homens são representados como sujeitos e mulheres como objetos nesses textos promocionais; e (b) essas diferenças são indícios de representações sociais demarcadas para homens e mulheres no movimento funk. Os achados sugerem que a promoção do gênero comodifica pessoas essencialmente (38 capas). Nesses exemplares, homens são representados como Mestres de Cerimônias (MCs), Disk Jóqueis (DJs) ou cantores em imagens que (a) destacam seu protagonismo profissional e artístico nos bailes e (b) apresentam alguns de seus objetos de desejo, entre os quais carros, joias e mulheres. Mulheres são representadas como dançarinas ou posam sensualmente para um participante interativo masculino para convidá-lo à fruição da música ou mesmo seduzi-lo (corpo de fetiche). Esses resultados corroboram a hipótese de que homens são sujeitos do movimento e mulheres fazem parte da lista de seus objetos de desejo e de poder. As imagens projetam uma representação social de um consumidor masculino que quer ter o sucesso dos protagonistas e os mesmos objetos de desejo, incluindo as mulheres. Essa divisão marcada de papéis sociais nas representações de capas de CD funk, por hipótese, deve ser consequência do contexto maior dos bailes, das músicas e do próprio movimento funk. É razoável supor, portanto, que essas representações são pistas de posições sexistas que privilegiam homens sobre mulheres numa estrutura de cultura maior que domina essas práticas e discursos.

 

Palavras-chave:

Análise Crítica do Discurso. Linguística Sistêmico-Funcional. Gramática Visual. Multimodalidade. Sexismo. Funk. Comodificação.


versão integral

 

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