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2016

 

Título: Análise de Discurso em Rede: Cultura e Mídia

Organizadoras: Giovanna G. Benedetto Flores, Nádia Régia Maffi Neckel, Solange Maria Leda Gallo.

Referência: Campinas, SP: Pontes Editores, 2016

ISBN: 978-85-7113-679-3

Análise de Discurso em Rede: Cultura e Mídia enuncia o nosso objeto: DISCURSO, mas também a Cultura e a Mídia como macro instâncias de produção discursiva. Em seu segundo volume, traz textos nos quais os autores pensam a respeito dos “Arquivos Digitais: Constituição e Autoria” nas instâncias acadêmicas e no espaço digital, lugares de formulação mediados pela tecnologia. Tais gestos de interpretação nos interrogam a respeito dos processos de subjetivação na contemporaneidade, fortemente determinados pelos espaços digitais.
Nessa relação entre o real e o virtual pensamos também o sujeito e o corpo na mídia. Como o corpo enquanto materialidade discursiva é hoje textualizado? Na seção “Registros de Corpo: Mídia e Discurso” os autores nos convocam a pensar os diferentes arquivos de e sobre o corpo que se disponibilizam, assim como significam os sujeitos e seus corpos.
Em “Cultura e Mídia: Territórios em Disputa” buscamos refletir esse espaço, sempre tenso, do político. Espaços de tensão no qual os sujeitos dizem de si e do (O)outro marcando posições e constituindo-se em sentidos. Sentidos determinados na falha e no equívoco, que desestabilizam os territórios geográficos, os territórios institucionais e os territórios culturais.
Em seu segundo volume, esta publicação é fruto de uma organização que toma por base grupos de pesquisa na área de Análise de Discurso, na tentativa de fortalecermos nossa rede, a partir dos diferentes projetos em andamento, dos pesquisadores envolvidos e de lugares de pesquisa, tanto os lugares discursivos, quanto os lugares institucionais.
Estamos participando como organizadores, mas também como pesquisadores que buscam, principalmente neste momento, o fortalecimento de redes de pesquisa que envolvam a todos, pois sabemos que o trabalho compartilhado é sempre mais promissor.
Esperamos que essa leitura continue provocando ressonâncias em rede...
Boa leitura a todos!

Giovanna Benedetto Flores

Nádia Régia Maffi Neckel

Solange Maria Leda Gallo

Palhoça, verão de 2015

 

2015

Título: Discurso, cultura e mídia: pesquisas em rede

Organizadoras: Giovanna G. Benedetto Flores, Nádia Régia Maffi Neckel, Solange Maria Leda Gallo.

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2015

ISBN: 978-85-8019-131-8

Discurso, Cultura e Mídia: Pesquisas em Rede é fruto de uma organização que toma por base grupos de pesquisa na área de Análise do Discurso, na tentativa de fortalecermos nossa rede, a partir dos diferentes projetos em andamento, dos pesquisadores envolvidos e de seus lugares de pesquisa, tanto os lugares discursivos, quanto os lugares institucionais.

Os artigos aqui apresentados foram discutidos durante o II Seminário Nacional Discurso Cultura e Mídia, realizado em junho de 2015 na Unisul em Palhoça, Santa Catarina. Esse seminário reuniu os grupos de pesquisa em Análise do Discurso da região sudeste e sul do Brasil. Diferentes pesquisas que se debruçam sobre diferentes materialidades produzindo conhecimento em rede, ou, se preferirem, redes de conhecimento.

A nomeação dessa publicação e também do seminário enuncia nosso objeto: o Discurso, tomando a Cultura e a Mídia como macro instâncias de produção discursiva. Poderíamos enunciar, ainda, a Educação, a Política, a própria Língua como objetos, entre outros, que igualmente se prestariam a macro recortes. Fizemos uma escolha em função das linhas de pesquisa que temos mais proximidade, e que são assim tematizadas. A escolha sempre poderia ser outra, e estamos aceitando que a evidência é um efeito. Todos estão incluídos, com seus diferentes interesses discursivos.

Esperamos que as pesquisas aqui discutidas suscitem profícuos desdobramentos dessa rede afetiva e teórica formada por analistas de discurso: os que trilham o percurso a mais tempo e aos que iniciam agora essa trilha repleta de desafios e inquietações dos dizeres em curso.

Boa leitura a todos!

Giovanna Benedetto Flores

Nádia Régia Maffi Neckel

Solange Maria Leda Gallo

Palhoça, verão de 2015

 

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Título: A Sobrevivência das Imagens

Organizadoras: Alessandra Soares Brandão e Ramayana Lira de Sousa

Referência: Campinas: Papirus Editora, 2015

ISBN: 978-85-449-0126-7

Apresentação: À pergunta “O que é o cinema”, Laura Mulvey responde: “Morte 24 vezes por segundo” (2006, p. 15). A qualidade fotográfica dos frames de um filme tomados individualmente marcaria a transição do animado ao inanimado, da vida para a morte. O cinema seria marcado por essa dialética entre o velho e o novo, entre passado e presente. 24 mortes por segundo, reanimadas pelo movimento. Mulvey se coloca no conjunto de pensadores como André Bazin e Paul Virilio que exploram a relação entre cinema e morte, mas ela também se encontra com os que veem com suspeita a ideia da “morte do cinema”. Nas narrativas escatológicas do fim do cinema, este teria diluída sua ainda incipiente ontologia na complexa relação com as tecnologias digitais. Mulvey, no entanto, argumenta que possibilidades de desaceleração da imagem cinematográfica geradas pelo digital, como o uso do botão de pausa em um DVD, permite uma nova relação com o passado. Ralentando o segundo habitado por 24 mortes, o passado do cinema sobrevive.

O livro de Mulvey (apropriadamente intitulado Death 24x a second: stillness and the moving image) foi uma das perspectivas inspiradoras para a proposta de tema do XVII Encontro Socine realizado em 2013 na Universidade do Sul de Santa Catarina: A Sobrevivência das Imagens. A resiliência que o cinema tem mostrado aos anúncios de morte é diretamente proporcional à sua capacidade de sobreviver como meio e como linguagem. Por isso, preocupamo-nos em buscar propostas centradas no modo particular em que as imagens cinematográficas e audiovisuais resistem ao e no tempo, não apenas em seu aspecto material, mas também procurando entender o alcance político dessas imagens. Tivemos, então, reflexões sobre a constituição e preservação de acervos públicos e privados, sobre a reutilização de imagens de arquivo (permitindo, assim, que as imagens sejam re-significadas), em especial a forma ensaio, e sobre a importância política que as imagens que “sobrevivem” trazem para o mundo contemporâneo. De um rico conjunto de trabalhos apresentados durante o encontro temos, aqui, uma amostra significativa dessas discussões.

Uma características que esses trabalhos partilham é a preocupação com a política da sobrevivência, entendida como um deslocamento da preocupação com o aspecto espetacular da imagem onipotente para o debate da potência da imagem como resistência. Respondem, ainda que indiretamente, às reflexões de Georges Didi-Huberman que, em sua obra A sobrevivência dos vaga-lumes, explora dois regimes de luz: a luz invasora e implacável dos projetores da sociedade de controle e o brilho inconstante e frágil dos vaga-lumes. A imagem assim resiste, sobrevive, como um quase nada prenhe de mundos. Didi-Huberman indaga: "Assujeitou-se o mundo, assim, totalmente como o sonharam - o projetam, o programam e querem no-lo impor - nossos atuais "conselheiros pérfidos'?" (2011, p. 42).  Os textos que compõem esse livro sussurram “não”, afinal, como completa Didi-Huberman,  [p]ostulá-lo é, justamente, dar crédito ao que sua máquina quer nos fazer crer. É ver somente a noite escura ou a ofuscante luz dos projetores. É agir como vencidos: é estarmos convencidos de que a máquina cumpre seu trabalho sem resto nem resistência. É não ver mais nada. É, portanto, não ver o espaço - seja ele intersticial, intermitente, nômade, situado no improvável - das aberturas, dos possíveis, dos lampejos, dos apesar de tudo. (2011, p. 11)

Preocupados com a sobrevivência das imagens e como o que nelas sobrevivem (povos, sujeitos, passados e futuros), o/as autore/as presentes nesse livro se empenham no trabalho de ralentar a morte do cinema e do audiovisual. Este livro procura organizar os textos em três grande grupos e uma reflexão sobre o caráter pedagógico da sobrevivência das imagens. No primeiro bloco, dois textos discutem a imagem dos povos indígenas em uma confluência da sobrevivência da imagem e da sobrevivência na imagem. César Guimarães, cujo texto se intitula “Sobreviver com as imagens”, aproveita-se do método inventado por Aby Warburg em um esforço para compreender como os sujeitos entram na imagem e perceber como a própria experiência histórica se incrusta na dimensão sensível das figuras. A pergunta que norteia esse capítulo diz respeito à possibilidade de sobrevivência da imagem “dos povos que restam”, mais especificamente os Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, diante da brutalidade de inimigos que lhes arrestam terras e direitos. Também preocupada com com as imagens dos povos indígenas, Amaranta Cesar questiona a forma como as imagens articulam resistências e se apresentam como um impulso de sobrevivência ou salvamento. Ao discutir o projeto Vídeo nas Aldeais, Cesar complementa a questão formulada por Marie José Mondzain - “pode a imagem matar”? – com outra: “o que e em que medida pode a imagem salvar?, indagando também a força performativa da imagem e sua capacidade de fazer acontecer.

O segundo conjunto de reflexões aborda os problemas do arquivo e a ressurgência e ressignificação das imagens. [...]. O terceiro conjunto de textos está centrado no trabalho de sobrevivência das imagens no cinema de autor. [...].

Por fim, temos o texto intitulado "Montagens Audiovisuais extra-Apropriação [Por uma Pedagogia do Filme-Ensaio na Cultura Digital]” em que Milena Szafir propõe uma reflexão sobre a montagem audiovisual como possibilidades de escrituras críticas-reflexivas que partem de imagens de arquivos, apontando para uma pedagogia que se preocupa com o manejo de imagens e sons por não-especialistas, uma pedagogia do “remix”, entendido como tática reflexiva que reelabora o mundo das imagens propondo-lhes novas sobrevivências.

Este livro não pretende, claro, esgotar a potência da noção de sobrevivência das imagens. A modéstia do escopo, no entanto, não elide o esforço de todas as pessoas envolvidas nesse projeto de manter o pensamento em movimento, de buscar as aberturas de resistência e de procurar na imagem e no cinema o que ainda é possível no mundo. A busca é pelo delicado equilíbrio: nem pedir demais da imagem (“diga-nos toda a verdade”), nem dela pedir de menos, relegando-a a simples simulacro. Ou, dito de outra forma, a imagem  como o que sobrevive ao escuro profundo e ao luminoso espetáculo estultificante. [...].

É um olhar assim, de viés, que, parece-nos, caracteriza os textos a seguir. A indagação é a mesma: as imagens sobreviveram a quê? E é nesse sentido que se abre uma relação produtiva com o passado, nos dado como (de) presente pelas imagens.

Alessandra Soares Brandão

Ramayana Lira de Sousa

Título: A Voz na Psicanálise: Suas Incidências na Constituição do Sujeito, na Clínica e na Cultura
Organizador: Maurício Eugênio Maliska
Referência: Curitiba: Juruá, 2015
ISBN: 978-85-362-
Apresentação: O presente livro é uma coletânea que reúne textos de psicanalistas franceses, argentinos e brasileiros discutin­do a temática da voz na Psicanálise. Trata-se, portanto, de uma obra coletiva em que os autores oriundos de diversas formações psicanalíticas e com diferentes percursos na psicanálise convergem em torno do debate sobre a voz na Psicanálise.

A obra está dividida em três seções: na primeira, os textos de Erik Porge, Angela Vorcaro/Inês Catão e Maurício Eugênio Maliska abordam questões da psicose, do autismo e do fan­tasma, respectivamente, tomando a voz como objeto a fun­damental na constituição do sujeito.

A segunda seção, composta pelos textos de Jean-Michel Vives, Claire Gillie, Jean Charmoille e Severina Sílvia Ferreira, aborda a voz nas suas relações com a cultura, mais especifi­camente, com a música, com os ritos simbólicos, com a ópera e a religião.

A terceira seção trata das incidências da voz na prática psicanalítica, nesse sentido, os textos de Diana Voronovsky, María de Borgatello Musolino, Carlos Augusto M. Remor, Ilda Rodriguez e Frédéric Vinot mostram a importância da voz na transferência e nos desdobramentos das intervenções do analista.

 

 

Título: Análise de Discurso em Rede: Cultura e Mídia

Organizadoras: Giovanna G. Benedetto Flores, Nádia Régia Maffi Neckel e Solange Maria Leda Gallo

Referência: Campinas, Pontes Editores, 2015

ISBN: 978-85-7113-642-7

Apresentação: Análise de Discurso em Rede: Cultura e Mídia, enuncia o nosso objeto: DISCURSO, mas também a Cultura e a Mí­dia como macro instâncias de produção discursiva. Poderíamos enunciar, ainda, a Educação, a Política, a própria Língua como objetos, entre outros, que igualmente se prestariam a macro re­cortes. Fizemos uma escolha em função das linhas de pesquisa que temos mais proximidade, e que são assim tematizadas. A escolha sempre poderia ser outra, e estamos aceitando que a evidência é um efeito. Todos estão incluídos, com seus diferentes interesses discursivos.

Esta publicação é fruto de uma organização que toma por base grupos de pesquisa na área de Análise de Discurso, na tentativa de fortalecermos nossa rede, a partir dos diferentes projetos em andamento, dos pesquisadores envolvidos e de seus lugares de pesquisa, tanto os lugares discursivos, quanto os lugares insti­tucionais.

Estamos participando como organizadores, mas também como pesquisadores que buscam, principalmente neste momento, o fortalecimento de redes de pesquisa, que envolvam a todos, pois sabemos que o trabalho compartilhado é sempre mais promissor.

Na organização desse Volume I, trazemos diferentes eixos temáticos discutidos a partir da perspectiva discursiva: Memória e Política; Língua e Leituras; Imagem e Mídia e Cultura e Co­nhecimento.

Esperamos que sua leitura possa suscitar relações profícuas a respeito da diversidade de objetos de que se ocupam as análises discursivas.

Boa leitura a todos!

Giovanna G. Benedetto Flores

Nádia Régia Maffi Neckel

Solange Maria Leda Gallo

Palhoça, primavera de 2015

 

Título: Roteiros de Iniciação Científica: os primeiros passos da pesquisa científica desde a concepção até a produção e a apresentação

Autor: Fábio José Rauen

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2015

ISBN: 978-85-8019-057-1

Apresentação: O que move o ser humano a pesquisar ou investigar? Supostamente, isto decorre dos desafios da vida aliados à ânsia natural por um algo mais. O ser humano dispõe-se a conhecer, movido, basicamente, por duas necessidades intrínsecas: sobrevivência e evolução. Se, por um lado, conforme Hegenberg (1973, p. 22), a necessidade de ajustar-se ao contorno é imperiosa para o ser humano (sobrevivência), por outro, conforme Bebber e Martinello (1996, p. 1), esta propensão ao algo mais o torna “um ser em direção”, uma “seta em andamento”, em constante devir histórico, marcado por conhecimentos cumulativos e, mesmo assim, parciais e incompletos (evolução).

Em latim, a palavra investigatio significa procura diligente com vistas à solução de uma pergunta. Para que tal procura seja reconhecida como científica, ela deve seguir certos parâmetros estabelecidos pelas comunidades científicas, razão pela qual o pesquisador iniciante precisa de roteiros seguros com os quais possa avaliar suas primeiras jornadas. Sabidamente, uma viagem em terras desconhecidas será muito mais segura, se o viajante dispuser de um mapa ou de alguma publicação, tal como um roteiro de viagem que sirva para antecipar seus passos. Não sem motivo, venho utilizando o termo ‘roteiros’ como título de minhas publicações em metodologia da pesquisa (Roteiros de Investigação Científica, 2002; Roteiros de Pesquisa, 2006).

Além disto, uma viagem por terras estranhas é também uma iniciação por estas terras, de tal sorte que se obtém, com o final da aventura, não somente o conhecimento destes lugares, mas ainda o conhecimento da forma como se viaja. Logo, também não é sem motivo que resgato, no título da presente obra, o termo ‘iniciação’ do título de meu primeiro livro (Elementos de Iniciação à Pesquisa, 1999).

Estas três obras, todas esgotadas, cumpriram seu papel de auxiliar as primeiras produções científicas de muitos estudantes brasileiros. Meus livros tiveram sua contribuição na produção de centenas de trabalhos de conclusão, monografias, dissertações, teses e demais publicações, motivo pelo qual me sinto recompensado em meu papel de educador. Contudo, nestes últimos anos, vinha alimentando o sonho de produzir uma obra que, embora se norteasse pelo mesmo espírito didático dos três projetos anteriores, caminhasse no sentido de uma visão mais detida do método, assegurando ao novo pesquisador não apenas a informação de que há este ou aquele roteiro de investigação, mas o conhecimento de como tal roteiro se configura. Obviamente, não se trata, aqui, de pretender esgotar os assuntos em discussão, mas de fornecer aos viajantes das primeiras jornadas, descrições mais robustas dos principais delineamentos de pesquisa. Meu propósito foi tão somente o de enfeixar, em doze capítulos, um conjunto de temas que gravitam em torno dos primeiros passos da pesquisa, desde a concepção de conhecimento até a produção e a apresentação de textos científicos.

No primeiro capítulo, dedicado à dimensão epistemológica de ciência, destacam-se, entre todos os demais, o conhecimento científico, técnico e tecnológico; define-se ciência e caracterizam-se os modos de conhecer em ciências formais e factuais; abordam-se a origem, a essência e a possibilidade do conhecimento, a noção de verdade e os modos de saber próprios do fazer científico; distinguem-se fatos, fenômenos, leis, conceitos, teorias e quadros teóricos.

Esta incursão funciona como pano de fundo para, no segundo capítulo, tratar da dimensão metodológica, com ênfase nos aspectos lógicos de abordagem. Neste capítulo, depois de se fazer uma revisão histórica sobre o conceito de método desde os gregos pré-socráticos até a modernidade, apresentam-se noções elementares de lógica formal para, em seguida, dar conta tanto de aspectos lógicos materiais – destacando-se os métodos indutivo, dedutivo e hipotético-dedutivo prevalentes nas pesquisas quantitativas, e os métodos fenomenológico e dialético prevalentes nas pesquisas qualitativas – como da detecção de argumentos falaciosos.

O terceiro capítulo se reserva aos aspectos práticos relativos ao planejamento de pesquisas. Após terem sido definidos os conceitos de pesquisa e de suas fases essenciais, e simulando-se a elaboração de um projeto, trata-se da escolha de assuntos, delimitação de temas, definição de problemas e de objetivos, elaboração de justificativas e de fundamentação teórica, para, mais adiante, trabalhar em profundidade a definição do desenho operacional da pesquisa com o qual o pesquisador estabelece como será a coleta, a análise e a interpretação dos dados ou achados de pesquisa. Além disto, é com base em questões desenvolvidas neste capítulo que os roteiros dos demais capítulos são organizados.

Um primeiro roteiro é aquele próprio das pesquisas bibliográficas, objeto do quarto capítulo. As pesquisas bibliográficas consistem no levantamento, leitura, fichamento, análise e interpretação de informações textuais passíveis de serem arquivadas em bibliotecas físicas ou virtuais, podendo constituir tanto uma revisão ou fundamentação teórica de um estudo de maior fôlego como o próprio estudo, caso das monografias bibliográficas. O capítulo destaca cada uma destas atividades, observando não apenas aspectos sobre leitura, marcações e sublinhados, elaboração de esquemas, resumos e fichas de leitura, mas também sobre a redação de textos científicos, incluindo a adequada citação e referência de obras de outros autores.

Os cinco capítulos seguintes são dedicados aos roteiros prevalentemente quantitativos. No quinto capítulo, tomadas como elementos constitutivos das hipóteses, destacam-se as variáveis quantitativas em pesquisas empíricas descritivas, correlacionais, pós-factuais e experimentais. Discutidas as relações de associação e de causalidade entre variáveis, distinguem-se aquelas que compõem o contexto experimental, causal e ampliado de uma pesquisa experimental, para, em seguida, dar conta dos planos clássicos de prova e, tomando por base a noção de validade interna e externa, apresentar um conjunto de desenhos experimentais, pré-experimentais, quase-experimentais e não experimentais (pesquisas de levantamento, correlacionais e pós-factuais).

No sexto capítulo, destaca-se a fase de coleta de informações em pesquisas quantitativas. Primeiramente, definem-se os conceitos de amostra e população e destaca-se a importância da seleção adequada de elementos amostrais. Em seguida, consideram-se aspectos técnicos dos instrumentos de coleta de dados, com ênfase na mensuração. Mais à frente, destacam-se conceito e tipologia de observação e, levando-se em conta, especialmente, as ciências sociais, apresentam-se as entrevistas orais, os questionários e os formulários. Por fim, reserva-se espaço aos testes-piloto.

No sétimo capítulo, aborda-se a descrição das informações. Uma vez diferenciadas as operações de análise e de interpretação das informações, apresenta-se um conjunto de técnicas estatísticas e gráficas, com o objetivo de explorar, organizar e tratar os dados ou achados disponibilizados pela fase de coleta. Entre os temas tratados no capítulo, destacam-se as noções de classificação, codificação, tabulação, computação; as medidas de tendência central, de dispersão, de assimetria e de curtose; e as formas de apresentação das informações, especialmente tabelas, quadros e gráficos.

No oitavo capítulo, apresenta-se a estatística inferencial, uma vez que as pesquisas quantitativas lidam, contingencialmente, com a estimativa de parâmetros, tendo por base os dados estatísticos. A tarefa da estatística inferencial é prover testes capazes de, assumindo-se erros amostrais toleráveis, extrapolar para a população as evidências colhidas nas amostras. O capítulo dá conta de testes de significância paramétricos e não paramétricos, de coeficientes de associação e de análise de regressão.

No nono capítulo, dedicado aos delineamentos biomédicos, além de se apresentarem as múltiplas formas de classificação destes estudos, mostram-se, em seções específicas, os ensaios clínicos e quatro estudos observacionais: estudos de coorte, estudos de caso/controle, estudos transversais e estudos ecológicos, discutindo desde o conceito destes estudos até formas de tratamento estatístico dos dados obtidos.

O décimo e o décimo primeiro capítulo dedicam-se às pesquisas qualitativas. No décimo capítulo, apresentam-se as características essenciais das pesquisas qualitativas, entre as quais a objetivação, a validade interna, a validade externa, a confiabilidade e a ética na coleta, análise e disseminação dos achados. O capítulo destaca o papel da literatura nestes estudos, desde a introdução até a discussão das conclusões, apresentando algumas técnicas de coleta de informações (entrevista não estruturada, história de vida, grupos focais, observação participante, pesquisa documental), de análise e interpretação (recorte dos conteúdos, análise etnográfica, análise de conteúdo, teoria embasada) e de redação de relatos qualitativos. O décimo primeiro capítulo apresenta cinco desenhos qualitativos de pesquisa: a pesquisa fenomenológica e o estudo de caso, de caráter descritivo; e a pesquisa-ação, a pesquisa participante e a pesquisa mediadora, de caráter interventor.

No décimo segundo capítulo, finalmente, apresentam-se em linhas gerais os diversos gêneros textuais acadêmicos: monografias, dissertações e teses; relatórios de pesquisa; os livros, as coletâneas e os folhetos; os artigos em periódicos científicos; os ensaios; os papers, as comunicações científicas, os pôsteres e as resenhas críticas; e, mais adiante, os currículos e os memoriais descritivos; os sumários, resumos, descritores, palavras-chave e índices nos textos acadêmicos. O capítulo também aborda três formas de organização textual de trabalhos acadêmicos, bem como apresenta instruções para a apresentação ou comunicação de trabalhos, com ênfase em questões práticas relativas à defesa de trabalhos de conclusão de curso.

Com base neste livro, supõe-se, o leitor tem acesso a vários ‘Roteiros de Iniciação Científica’. Fundamentado nos conceitos teóricos dos dois primeiros capítulos, ele procede desde a escolha do assunto (capítulo 3) até a defesa de seu trabalho (capítulo 12), escolhendo uma gama considerável de caminhos alternativos (capítulos de 4 a 11). Não obstante, destaque-se que roteiros sem viagens nada valem. Pouca valia tem conhecer métodos, sem aplicá-los. Com este livro, não quero somente sugerir caminhos para uma jornada de investigação científica, mas também convidar o leitor a trilhá-los e descobrir por si mesmo a emoção de conhecer. Como diz Maturana (2001, p. 52), “o que faz com que alguém seja um cientista é a paixão pelo explicar.” Conhecer caminhos para a explicação é somente parte desta aventura.

Aproveito a oportunidade para agradecer a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram com a consecução desta obra. São muitas. E, todas, especiais. Em particular e enfaticamente, agradeço à professora Amaline Boulos Issa Mussi pela atenta e criteriosa revisão dos originais e pela paciência demonstrada por compreender minhas teimosias alfabetizadas. Segue também meu reconhecimento à Universidade do Sul de Santa Catarina, à Editora da Unisul e ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem pelo acolhimento, viabilização e inclusão do projeto na Coleção Linguagens.

Por fim, quero reconhecer publicamente minha dívida com todos os autores que foram citados e mesmo aqueles que sequer consegui reconhecer. Espero ter feito justiça à maioria e inclino-me diante da qualidade de suas obras primeiras. Mais uma vez, enlevo-me diante da virtuose do concerto destas “inúmeras e competentes vozes” e só me cabe agradecer a cada um dos autores que me inspiraram e pedir perdão por não ter sido competente o suficiente para entendê-los em plenitude. No que se refere ao concerto em si, deixo o julgamento de méritos e deméritos ao leitor.

 

 

2014

Título: Os sentidos de nação, liberdade e independência na imprensa brasileira (1821-1822) e a fundação do discurso jornalístico brasileiro
Autora: Giovanna G. Benedetto Flores
Referência: Porto Alegre: EDIPUCRS; Palhoça: Ed. Unisul, 2014
ISBN: 978-85-397-0637-2
Apresentação: É sempre um grato prazer apresentar um livro fruto de pesquisa por nós orientada. Recebi Giovanna pelas mãos de Solange Leda Gallo, amiga, companheira teórica e fiel escudeira de nossas batalhas compartilhadas. Giovanna foi minha primeira orientanda com formação em jornalismo. Fomos pouco a pouco habituando-nos às memórias de escrita distintas que marcavam nossas trajetórias acadêmicas e negociando uma formulação não só acadêmica mas também discursiva. É no entremeio do jornalístico e do discursivo que esta se fez.
Originalmente, Giovanna procurava compreender de que modo a imprensa brasileira – seu discurso – participou das condições de produção de (des)colonização e da construção de um efeito de sentido de rompimento político com Portugal, perguntando-se especificamente sobre o processo de significação de nação, independência e liberdade nos periódicos de 1821-1822. Giovanna pôde compreender muito mais do que isso. Deparou-se, no enfrentamento de seu material, com marcas linguísticas que apontavam para um discurso fundador: a fundação de uma posição-sujeito jornalista brasileiro. Ela compreendeu discursivamente, nas textualidades analisadas, a importante diferença entre olhar para a instauração de imprensa brasileira (a partir de 1808 com a vinda da Corte) e olhar para as condições de produção que possibilitaram a constituição de uma posição-sujeito jornalista brasileiro. Nessas condições de produção, um fato de linguagem foi fundamental: aquilo que Giovanna compreendeu enquanto um acontecimento discursivo a partir do acontecimento histórico do decreto de 2 de março, como ficou conhecido, com o qual se abole a censura prévia sobre os escritos e regula-se a liberdade de imprensa. Esse acontecimento discursivo permitiu a configuração da crônica como um poder-dizer fundador de uma discursividade no periódico O Macaco Brasileiro. Esse poder-dizer marca um lugar de autoria. A textualidade em O Macaco Brasileiro inaugura a crônica jornalística e instaura a posição-sujeito jornalista brasileiro, que depois se desdobra em várias outras formas do discurso jornalístico.

Profa. Dra. Claudia Regina Castellanos Pfeiffer
Docente do Instituto de Estudos da Linguagem – Unicamp
Pesquisadora em Análise do Discurso

 

2013

Título: Capital social: arte, ciência e cultura e desenvolvimento regional
Organizadores: Maria Luiza Milani, Nádia Régia Maffi Neckel
Referência: Curitiba: Kairós, 2013
ISBN: 978-85-63806-17-8
Apresentação:
Este livro, “Capital social: uma discussão sobre arte, ciência e cultura e desenvolvimento regional”, é fruto do IV Seminário Integrado e Interinstitucional, rea­lizado na Universidade do Contestado – Campus Canoinhas, nos dias 29 e 30 de abril de 2011, como uma das etapas integrantes da execução do projeto de pesquisa em cooperação entre as Universidades: UnC (Programa de Mestrado em Desenvolvimen­to Regional), UNISUL (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem), e UNIVILLE (Programa de Mestrado em Patrimônio e Sociedade). Tal projeto debruça-se sobre as relações culturais, observando, de um lado, como essas relações são definidas e esta­belecidas nos campos político, jurídico e administrativo e, de outro, como se estruturam e se expressam diferentes vínculos identitários, perpassando as questões da arte, do patrimônio, dos fazeres artesa­nais e da comunicação.
Os textos desta publicação discutem questões balizadas pelo conceito de Capital Social mobilizado na Arte, na Cultura e na Ciência em uma perspectiva contemporânea. No texto de abertura trazemos a fala do professor Boisier, pesquisador chileno que tem prestado estimada contribuição para as reflexões a respeito do capital Social e da Cultura nas propostas de desenvolvimento latino-americanas, assim como os processos identitários desses países.
As discussões aqui presentes foram propostas por pesquisadores reunidos em um núcleo interdisciplinar de diversas instituições de ensino e pesquisa latino-americanas que buscam refletir sobre o desenvolvimento e suas questões tangenciais, promovendo uma integração multiprofissional entre os pesquisadores fruto da (in)contigência da cultura na sociedade. Os textos resultantes das pesquisas e que compõem este livro foram divididos em quatro seções.
A primeira seção trata das questões conceituais e aplicadas ao Capital Social. Os Textos reunidos nesta seção procuram refletir sobre o conceito de capital social em sua abrangência teórica e prática desde o agronegócio, passando pelas questões de planejamento urbano e político, até o capital humano e cultural que visam aos desenvolvimentos. Esses desenvolvimentos são resultantes de um conjunto de fatores institucionais, culturais, econômicos, tecnológicos, científicos, sociais e políticos que explicitam e favorecem o processo de organização nos diversos recortes territoriais.
Na segunda seção Arte Cultura e Desenvolvimento, os autores refletem sobre as produções artísticas e culturais, tanto no âmbito regional quanto no âmbito nacional. Dessa forma, a partir das reflexões propostas é possível pensar a arte e a cultura no cenário do desenvolvimento regional em suas múltiplas expressões.
Na terceira seção O Histórico e o Político, a reflexão do político do/no Brasil é recortada pela mídia jornalística, posições de confronto que nos ajudam a compreender sócio histórica e ideologicamente os acontecimentos que nos circundam.
Na quarta e última seção, a discussão sobre as Tecnologias envolve o âmbito da educação, do desenvolvimento regional e das técnicas de produção de mercado.
Esperamos que estes textos possam contribuir com as questões referentes à Arte, a Cultura, a Ciência e aos Desenvolvimentos, uma vez que são oriundos de diferentes ancoragens teóricas e frutos de uma diversidade de pesquisas que compreendem o vasto território brasileiro e da América Latina. Uma vez que a presença do Capital Social alavanca os processos de desenvolvimento materializam a cultura em suas múltiplas expressões.

Título: Cinema, globalização, transculturalidade

Organizadores: Alessandra S. Brandão, Anelise R. Corseuil e Ramayana Lira

Referência: Blumenau: Nova Letra, 2013

ISBN: 978-85-7682-906-5

Apresentação: Os artigos reunidos neste livro discutem as formas como os processos de globalização e seus corolários afetam as construções audiovisuais, sem deixar de reconhecer as forças singularizantes das imagens transculturais que essas obras engendram. Os textos resultam de pesquisas e discussões realizadas no Seminário Temático Cinema, Globalização, Transculturalidade, que aconteceu durantes os Encontros da SOCINE - Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual - entre os anos de 2008 e 2011.

Título: Retratos de Tubarão e outras imagens

Organizadores: Gilmar Corrêa, Jussara Bittencourt de Sá, Maria Felomena Souza Espíndola, Miryan Maier Nunes e Pedro Antônio Corrêa

Referência: Tubarão: Ed. Copiart, 2013

ISBN: 978-85-99554-95-1

Apresentação: Retratos de Tubarão e outras imagens traça, com maestria, a arte literária, como lindas pinceladas. Mais que um livro, em cada linha, fragmentos de variados sentimentos expressos. Uma obra da Academia Tubaronense de Letras - ACATUL, dedicada ao Centenário de Willy Alfredo Zumblick, homenageando o artista maior, mestre absoluto na sua divina arte.

Um universo inigualável, revelando mais que inspiração, eternizando palavras, assim como Willy, Patrono da Cadeira 25 da Academia Tubaronense de Letras, que coloriu a História deste Município, compondo poesia entre tintas e pincéis.

Retratos de Tubarão e outras imagens enaltece Willy Zumblick, nosso gênio da arte, que pintou e encantou, com a magia de suas telas, o retrato de nossa Terra nossa gente.

 

Miryan Maier Nunes

Presidente da Academia Tubaronense de Letras

Título: Televisão: formas audiovisuais de ficção e documentário

Organizadores: Dilma Beatriz Rocha Juliano, Gilberto Alexandre Sobrinho e  Miriam de Souza Rossini

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2013

ISBN: 978-85-8019-060-1

Apresentação: A televisão pensada como meio cultural, informativo, de entretenimento marcado histórica e ideologicamente, já obteve reconhecimento há muito, na sociedade brasileira. Trata-se de um “bem simbólico” e é validada como “fato social”. No entanto, sua legitimidade acadêmica ainda é recente e são tímidas as análises que a incluem no escopo das manifestações culturais e artísticas de reconhecimento mais antigo. Esta realidade, é possível afirmar, é mais do que apenas brasileira; os estudos sobre a complexidade de produção, os intercâmbios técnicos e os hibridismos estéticos na televisão também são poucos no âmbito das pesquisas universitárias internacionais.

Adorno estava correto ao prevenir que é preciso olhar com desconfiança para a televisão em seu caráter “educativo” e “emancipatório”. A desconfiança daqueles que perguntam, que vão além da superfície do objeto, mantém sob debate a dinâmica cultural na qual se inserem as produções e os arranjos televisivos. Ampliar o modo de ver, estender linhas em várias direções, permitir o estudo das práticas televisivas em suas inegáveis conexões e infinitos cruzamentos, é a tarefa do crítico da cultura que percebe o meio imbricado na complexa rede do audiovisual contemporâneo.

É sob esta demanda crítica que o Seminário Televisão: formas audiovisuais de ficção e documentário2 traz o Volume III de sua publicação, onde podem ser lidas e recolocadas em debate as reflexões de pesquisadores, acadêmicos e produtores participantes do Seminário, em 2012.

O Seminário vem acontecendo, desde 2010, nos Encontros Anuais da SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –, que a par da dinâmica cultural estende seus estudos sobre a ficção e o documentário exibidos em TV, reunindo pesquisadores com os mais variados interesses, instituições, regiões geográficas e abordagens teóricas.

Este volume agrega o resultado dos debates desenvolvidos em 2012, mas sem encerrar ou apaziguar as dúvidas. A intenção é expor trajetórias de pesquisa, marcar lugares – sempre – provisórios de análises e contribuir para o reposicionamento da discussão sobre a complexa produção de ficção e de documentário para a TV.

Os capítulos deste livro estão distribuídos em três sessões que aproximam os textos, mas não os contêm, uma vez que é reconhecida a impossibilidade de fixar classificações em se tratando dos fluidos objetos da cultura.

versão on-line

 

2012

Título: Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos

Organizadoras: Alessandra Brandão, Dilma Juliano e Ramayana Lira

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2012

ISBN: 978-85-8019-044-1

Apresentação: Uma América Latina, um cinema latino-americano. É difícil sustentar essa unicidade no contexto contemporâneo de atravessamentos, impurezas e hibridismos. Se houve, em determinado contexto histórico a necessidade de se afirmar uma identidade latino-americana frente ao inimigo colonizador, o mundo hoje recusa essa dialética tão direta. Por isso, pensamos em cinemas latino-americanos. A opção pela pluralização, contudo, não significa uma abordagem que coloca lado a lado os cinemas nacionais do continente, formando, assim, um mosaico multicultural e desproblematizado. Indica, antes, uma atenção ao vazamento das fronteiras e uma abertura ao contágio. Uma política, uma política para o cinema latino-americano. Outra empreitada árdua, se tomada no singular morfológico. Haverá tantas políticas quantas formas de reconfigurar o comum. Aqui, apontamos três dessas formas: afetos, deslocamento e real. Três formas de pensar como o cinema pode redesenhar o comum e apontar possíveis. Políticas, pois, no plural. Políticas dos cinemas latino-americanos contemporâneos. Cinemas onde a política não é, necessariamente, uma questão de representação, afinal, como nos mostra Jacques Rancière, “A arte não produz conhecimentos ou representações para a política. Ela produz ficções ou dissensos, agenciamentos de relações de regimes heterogêneos do sensível” (2010, p. 53). A proposta dessa publicação é, pois, colocar lado a lado perspectivas diversas, formando assim uma constelação que indique diversos caminhos para entender a cinematografia latino-americana hoje. Não se buscou uma tônica metodológica; pelo contrário, optamos por múltiplos olhares sobre as políticas dos afetos, do deslocamento e do real. Temos, assim, uma série de respostas aos problemas colocados pelos filmes que revela a amplitude do campo dos estudos do cinema.

Título: Discurso, cultura e mídia: registros e discussões

Orgs: Deisi Scunderlick Eloy de Faria, Giovanna Benedetto Flores, Nádia Régia Maffi Neckel

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2012.

ISBN: 978-85-8019-050-2

Apresentação: Esta publicação é resultado dos registros e discussões fomentados durante o 1º Seminário Nacional Discurso, Cultura e Mídia e a 1ª Jornada de Pesquisas em Curso, organizados pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Linguagem – PPGCL/UNISUL e pelos cursos de Graduação em Cinema e Realização Audiovisual e Jornalismo, que ocorreu no mês de junho de 2012, no campus Pedra Branca da UNISUL em Palhoça, SC e resultou na apresentação de cerca de cento e setenta trabalhos acadêmicos.

O intuito desta nossa discussão é congregar pesquisadores que estejam discutindo a imbricação entre Discurso, Cultura, Artes e Mídias e, nesse contexto, buscar dispositivos contemporâneos de análise a respeito dos processos de formulação e circulação do conhecimento nas áreas envolvidas.

Os textos aqui reunidos apresentam uma organização multidisciplinar em duas linhas de discussão. Na primeira parte, os textos enfocam a linha Texto e Discurso pensando seus objetos a partir das teorias semânticas, discursivas e da teoria da relevância. Na segunda parte, os objetos são pensados a partir dos Estudos Culturais e suas extensões. Ambas as abordagens são pensadas a partir das ciências da linguagem.

Assim, os textos aqui apresentados procuram tratar a mídia em seu processo de transformação dos/nos processos de comunicação, suscitando interações entre os atores sociais. As pesquisas sobre as mídias contemporâneas e de diferentes épocas em seus processos de constituição de textos e discursos em múltiplas materialidades (verbal, visual, sonora, gestual, etc.) contribuem para aprofundar o conhecimento das relações entre os estudos interdisciplinares das Ciências.

Desejamos que os textos aqui propostos permitam a compreensão dos processos, do lugar, da memória, da produção de sentido e da singularidade histórica de produções da cultura mundializada.

 

Boa leitura!

Palhoça, primavera de 2012

 

Deisi Scunderlick Eloy de Faria

Giovanna Benedetto Flores

Nádia Régia Maffi Neckel Organizadoras

 

versão PDF

Título: Discurso, Ciência e Cultura: Conhecimento em rede

Autores: Giovanna Benedetto Flores, Nádia Régia Maffi Neckel, Solange Leda Gallo (Organizadoras)

Referência: Palhoça : Ed. Unisul, 2012.

ISBN: 978-85-8019-046-5

Este livro, Discurso, Ciência e Cultura: Conhecimento em Rede, é fruto do “VI Seminário Integrado e Interinstitucional”, rea­lizado na Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, em Palhoça-SC, nos dias 05 e 06 de setembro de 2011, como uma das etapas integrantes do projeto de pesquisa em cooperação entre as Universidades: UNISUL (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem), UnC (Programa de Mestrado em Desenvolvimen­to Regional) e UNIVILLE (Programa de Mestrado em Patrimônio e Sociedade). Tal projeto debruça-se sobre as relações culturais, observando, de um lado, como essas relações são definidas e esta­belecidas nos campos político, jurídico e administrativo e, de outro, como se estruturam e se expressam diferentes vínculos identitários, perpassando as questões da arte, do patrimônio, dos fazeres artesa­nais e da comunicação.

A organização capitular desse livro divide-se em duas partes: na primeira, trazemos os textos dos docentes e pesquisadores vin­culados aos programas de pós-graduação partícipes do projeto de pesquisa “As Relações Culturais e Artísticas e a Preservação de Patrimônio Material e Imaterial Implicados no Desenvolvimento Regional de Canoinhas, Florianópolis, Tubarão e Joinville”, o qual teve a duração de dois anos de atividades de pesquisa. Na segunda parte, textos de pesquisadores convidados com pesquisas em áreas afins do projeto.

Discutir a Ciência e a Cultura, em sua relação intrínseca, faz par­te de uma postura dos pesquisadores filiados à Análise do Discurso, assim como manter uma escuta apurada em relação a outras filiações teóricas e áreas do conhecimento (Estudos Culturais, Patrimônio e Sociedade, Desenvolvimento Regional). Esse livro é fruto dessa escu­ta, uma escuta em percurso. Diferentes pesquisas se debruçam sobre diferentes materialidades produzindo conhecimento em rede, ou, se preferirem, redes de conhecimento de pesquisadores e pesquisas.

Essa publicação marca o encerramento de um percurso de dois anos de pesquisas e diálogos que buscaram pensar sobre as relações científicas e culturais no âmbito das IES envolvidas; poderíamos considerar esse interesse a “espinha dorsal” das discussões que por ora apresentamos. No entanto, fica o desejo de que esse diálogo em percurso continue produzindo ressonâncias significativas tanto nas pesquisas quanto nos pesquisadores, dando continuidade aos entre­laces dessa rede de conhecimento. Desejamos que nossas filiações distintas provoquem em você, leitor, o anseio de entrelaçar-se tam­bém a essa rede de conhecimento, deixando-se tocar por tais ressonâncias. Boa Leitura!

 

Giovanna Benedetto Flores

Maria Luiza Milani

Nádia Régia Maffi Neckel

Nadja de Carvalho Lamas

Solange Maria Leda Gallo

 

Título: José Maliska Sobrinho: biografia

Autores: Maurício Eugênio Maliska; Marcos Augusto Maliska

Referência: Curitiba: Juruá, 2012

ISBN: 978-85-362-4029-9

Apresentação: Trata-se da biografia de José Maliska Sobrinho, pai dos autores que neste gesto não somente o homenageiam, mas também resgatam o seu percurso de vida e a história da Família Maliska no Brasil. Através de uma ampla pesquisa que levou doze anos de execução, os irmãos-autores realizaram um detalhado trabalho de busca em documentos pessoais e oficiais, correspondências, fotos e entrevistas para concretização desse livro. O livro está estruturado em três capítulos sendo que nos dois primeiros José dá lugar, como protagonista, ao seu avô Francisco Maliska e ao seu pai João Maliska, respectivamente. A obra não é somente uma biografia, mas o testemunho de um legado para a família Maliska e para todos aqueles que possam se interessar pela vida “simples” de uma pessoa anônima, que mesmo após mais de trinta anos de sua morte mobiliza seus filhos num projeto audacioso e entusiástico de colocar em palavras aquilo que fez parte de sua vivência.

 

Título: Sociedade, Cognição e Linguagem: Apresentações do IX CELSUL

Organizadores: Débora de Carvalho Figueiredo, Adair Bonini, Maria Marta Furlanetto e Maria Ester Wollstein Moritz

Referência: Florianópolis: Insular, 2012

ISBN: 978-85-7474-609-8

Apresentação: Esta coletânea esboça um panorama corrente da pesquisa brasileira em diferentes áreas da Linguística Teórica e Aplicada através de artigos produzidos a partir de palestras proferidas durante o IX Encontro do CELSUL (Círculo de Estudos Linguísticos do Sul), realizado em Palhoça, SC, no Campus da Universidade do Sul de Santa Catarina, em outubro de 2010. O livro tem como objetivo valorizar e difundir a produção científica nacional sobre a linguagem humana, assim como fortalecer o CELSUL, uma associação acadêmica fundada em 1995 por pesquisadores da Região Sul do Brasil cujo principal objetivo é discutir, em encontros bianuais, as pesquisas correntes no campo dos estudos linguísticos.

 

Título: Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos

Organizadoras: Alessandra Brandão, Dilma Juliano e Ramayana Lira

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2012

ISBN: 978-85-8019-044-1

Apresentação: Uma América Latina, um cinema latino-americano. É difícil sustentar essa unicidade no contexto contemporâneo de atravessamentos, impurezas e hibridismos. Se houve, em determinado contexto histórico a necessidade de se afirmar uma identidade latino-americana frente ao inimigo colonizador, o mundo hoje recusa essa dialética tão direta. Por isso, pensamos em cinemas latino-americanos. A opção pela pluralização, contudo, não significa uma abordagem que coloca lado a lado os cinemas nacionais do continente, formando, assim, um mosaico multicultural e desproblematizado. Indica, antes, uma atenção ao vazamento das fronteiras e uma abertura ao contágio. Uma política, uma política para o cinema latino-americano. Outra empreitada árdua, se tomada no singular morfológico. Haverá tantas políticas quantas formas de reconfigurar o comum. Aqui, apontamos três dessas formas: afetos, deslocamento e real. Três formas de pensar como o cinema pode redesenhar o comum e apontar possíveis. Políticas, pois, no plural. Políticas dos cinemas latino-americanos contemporâneos. Cinemas onde a política não é, necessariamente, uma questão de representação, afinal, como nos mostra Jacques Rancière, “A arte não produz conhecimentos ou representações para a política. Ela produz ficções ou dissensos, agenciamentos de relações de regimes heterogêneos do sensível” (2010, p. 53). A proposta dessa publicação é, pois, colocar lado a lado perspectivas diversas, formando assim uma constelação que indique diversos caminhos para entender a cinematografia latino-americana hoje. Não se buscou uma tônica metodológica; pelo contrário, optamos por múltiplos olhares sobre as políticas dos afetos, do deslocamento e do real. Temos, assim, uma série de respostas aos problemas colocados pelos filmes que revela a amplitude do campo dos estudos do cinema.

 

Título: Ficção de pesadelos (pós)modernos

Autor: Fernando Vugman

Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2012

ISBN: 978-85-8019-032-8

Apresentação: Por que repensar as relações entre o modernismo e o pós-modernismo na produção cultural contemporânea?

Em pleno século XXI, convivendo com um desenvolvimento tecnológico sem precedentes, com interconexões globais e intermidiáticas ao alcance de nossas mãos, somos confrontados com imagens e narrativas que questionam o nosso mundo globalizado e pós-industrial, preconizado por teóricos do porte de Fredric Jameson, Jean-François Lyotard e Guy Debord. Se de um lado temos uma economia global, neoliberal e pós-industrial, característica do momento pós-moderno, por outro, temos eventos históricos que colocam em cheque conceitos associados ao pós-moderno, tais como o suposto enfraquecimento da narrativa da nação. Recentemente, dois eventos marcaram a relação problemática entre o local e o global na contemporaneidade: o primeiro foi a crise econômica estadunidense de 2008, que arrastou consigo casas, empregos, estabilidade e crescimento, espécie de Maelström, ou olho do furacão, nas palavras de Edgar Allan Poe. O segundo foi a morte de Kadafi com imagens de barbárie reproduzidas pela mídia digital ad infinitum. Em que pós-modernidade vivemos ao nos depararmos com tais cenas? No primeiro caso temos uma barbárie econômica, sem leis que protejam os seus cidadãos; no segundo, a barbárie da mídia, que não mede esforços em seu potencial de reproduzir imagens que se perdem de seu referente para reviverem, sensoriamente a violência e o caos de imagens deslocadas de sua própria história.

Se a história está referendada em uma narrativa da nação, o global, como discurso, se reproduz livremente, sem fronteiras e referentes, a perder de vista a historicidade de tudo que nos constitui. Neste sentido, o livro de Fernando Vugman sobre o romance de George Orwell, 1984, e sua adaptação para o cinema, Brazil, apresenta uma excelente discussão sobre as relações entre o modernismo e o pós-modernismo e é atualíssimo em sua importância acadêmica e cultural frente à fragmentação do discurso da nação e do sujeito na atualidade. O livro nos faz repensar as teorias de Fredric Jamenson, Linda Hutcheon, Jürgen Habermas, Jean-François Lyotard e Guy Debord sobre o pós-modernismo em um contexto diferenciado daquele em foram lançadas. O pós-modernismo, como termo que pode dar conta da fragmentação e multiplicidade da nossa contemporaneidade, é visto a partir das definições seminais destes teóricos e aplicado em uma análise cuidadosa dos dois textos narrativos: 1984, como exemplo do modernismo e Brazil, como adaptação livre do texto de Orwell em um contexto pós-moderno.

Além de apresentar questões conceituais e filosóficas sobre o modernismo e o pós-modernismo, o livro também reflete sobre a inter-relação entre a história, a literatura e o cinema, pois Vugman contextualiza a narrativa ficcional de Orwell e Gilliam no momento histórico em que seus textos se inserem: 1984 foi publicado no período do pós-guerra, em 1949, Inglaterra, e Brazil, também inglês, foi lançado em 1985. O foco do livro é as formas como as duas obras ficcionais se relacionam com a ideologia dominante no momento em que as grandes narrativas tinham já pesos e medidas diferentes: com o neoliberalismo da década de 80, as narrativas da nação e do sujeito, coerentes e unívocas, eram substituídas pela fluidez do capital em um mundo globalizado, enquanto que, no final da década de 40, ainda se alicerçava a visão de mundo nos dois sustentáculos, nação e sujeito, mesmo que, já no pós-guerra, como bem indica Vugman, tais narrativas não davam conta da fragmentação e destruição ocasionadas pela Segunda Guerra Mundial.

[...]

 

Profa. Dra. Anelise Reich Corseuil

Programa de Pós-Graduação em Inglês

Universidade Federal de Santa Catarina

 

Título: A descoberta e a vivência do virtual: experiências infantis

Autora: Heloisa Juncklaus Preis Moraes

Referência: Florianópolis: DIOESC, 2012

ISBN: 978-85-64210-50-9

Apresentação: O livro aborda o uso da internet e dos computadores, num projeto de inclusão digital, em ambiente escolar com crianças de baixa renda. O que se vê é a lógica da descoberta, da renovação, da entrada em cena de uma tecnologia, da interação entre o homem (crianças) e a máquina. A abordagem, pelo viés da sociologia compreensiva, valoriza o lúdico, o concreto, a empatia, as relações pessoais, a produção do conhecimento como um jogo feito de acertos e erros, tentativas, lances, sonhos, deslumbramentos, obstáculos e esperanças (Juremir Machado da Silva)

Título: Suicídio: um desafio para os profissionais da saúde

Autores: Alina Wallauer; Maurício Eugênio Maliska

Referência: Florianópolis: Pandion, 2012

ISBN: 978-85-30946-65-5

Apresentação: De modo geral, o livro apresenta a execução de uma pesquisa com profissionais da saúde acerca dos conhecimentos e ações em atendimento nos casos de suicídio e tentativa de suicídio. O debate é aquecido por um capítulo que questiona a ideia de prevenção e apresenta uma escuta ancorada na psicanálise, o que torna o debate ainda mais rico e instigante, tecendo o texto de modo ético e rigoroso.

 

2011

Título: Ciência e Cultura

Organizadoras: Solange Maria Leda Gallo e Nádia Régia Maffi Neckel

Referência: Palhoça, Ed. Unisul, 2011

ISBN: 978-85-8019-013

Apresentação: Este livro Ciência e Cultura: é fruto do “II Seminário Integrado e Interinstitucional: Ciência e Cultura”, realizado na Universidade do Sul de Santa Catarina - Campus Pedra Branca, nos dias 27 e 28 de setembro de 2010, como parte do projeto de pesquisa em cooperação entre as Universidades Unisul, Univille e UnC. Tal projeto debruça-se sobre as relações culturais observando-se, de um lado, como essas relações são definidas e estabelecidas nos campos político, jurídico e administrativo e de outro, como se estruturam e se expressam diferentes vínculos identitários, perpassando as questões da arte, do patrimônio, dos fazeres artesanais e da comunicação.

Os textos desta publicação discutem questões balizadas pelos conceitos de Cultura e Ciência em uma perspectiva contemporânea, principalmente entendendo-os não como conceitos estanques ou alheios, e sim, imbricados e sempre em movimento. Conceitos estes mobilizados por diferentes percursos: divulgação de ciência e cultura, fazeres artísticos e políticas culturais com vistas ao desenvolvimento regional.

Assim, o binômio Ciência/Cultura se coloca, nesta coletânea, de forma multidisciplinar relatando e refletindo as práticas de pesquisa das três IES envolvidas no projeto, buscando delinear confluências e olhares sobre as relações culturais e científicas analisadas a partir de diferentes perspectivas teóricas. É percorrendo tal multiplicidade que se percebe a diversidade dos papéis desempenhados pelos pesquisadores, artistas, críticos, curadores, gestores culturais na universidade e na sociedade. Compreender um material como este, tão diverso, requer preparar dispositivos de pesquisa e análise capazes de documentar tamanha diversidade de práticas e influências científicas e culturais com as quais nos deparamos.

A profusão multimidiática contemporânea mobiliza os conceitos de Ciência e Cultura no movimento e não na estagnação. Dispositivos analíticos logicamente estabilizados dificilmente darão conta das continuidades de complexidades da cultura e da ciência na contemporaneidade. É fato pensar que historicamente os meios expressivos de linguagem filiados a diferentes “descobertas” científicas determinaram práticas sociais e firmaram teorias. Tal processo implicou-se em diferentes áreas do conhecimento: nas artes, na estética, na filosofia, na antropologia, na história, na educação, na política, na economia... Desta forma, dispositivos multidisciplinares são cada vez mais bem vindos quando discutimos Ciência e Cultura na contemporaneidade. E, neste (des)território, é preciso considerar o atravessamento tecnológico e os deslocamentos das/nas condições de produção. Segundo Orlandi:

Estamos na era pós-industrial. A análise em termos de classes não permite mais, por si só, dar conta da organização da sociedade e de seus conflitos. Com efeito, a desarticulação das relações de produção e de reprodução gera novas desigualdades e novas formas de dominação que deslocam as linhas de clivagem. A “lutte de classes” (a luta de classes) dá lugar à “lutte de places” (a luta de lugares). Processo ligado a um processo profundo de “des-institucionalização”. E ao desenvolvimento de uma “cultura heróica do sujeito” que remete cada um à construção e à responsabilidade de seu próprio destino. (...) A produção é substituída pelo consumo. Esse consumo não é tanto aquele de produtos manufaturados, mas de produtos culturais que modelizam nossas personalidades. Participar dessa sociedade em construção tem assim a ver com a participação de fluxo de intercâmbio de informações dos sinais de pertencimento. (ORLANDI, 2007, p. 15-16)

Nesta perspectiva, o binômio Cultura/Ciência é evidenciado pelo laço social, este por sua vez, se estabelece mediado pela relação com a tecnologia. Pode-se dizer, nessa medida, que os processos científicos e culturais sofrem certos deslocamentos na contemporaneidade. Dito de outro modo, as certezas estabilizadas dão lugar ao fluxo, às ressonâncias, às relações sempre cambiantes.

É neste contexto que esta coletânea se apresenta e se inscreve. No terreno fronteiriço e cambiante da fluidez contemporânea. Onde Ciência e Cultura não mais se dividem e sim, se imbricam e se constituem mutuamente.

Espera-se que estes textos possam contribuir com o campo de investigação fluído das relações culturais contemporâneas. Boa Leitura!

Maria Luiza Milani

Nadia Régia Maffi Neckel

Nadja de Carvalho Lamas

Solange Maria Leda Gallo

 

2010

Título: Cultura: faces do desenvolvimento

Organizadoras: Nádia Régia Maffi Neckel e Maria Luiza Milani

Referência: Blumenau: Nova Letra, 2010

ISBN: 978-85-7682-516-6

Apresentação:  Este livro Cultura: faces do desenvolvimento é fruto do “I Seminário Integrado e Interinstitucional: Economia Cultura e Desenvolvimento Regional” realizado na Universidade do Contestado – Campus Canoinhas/SC, nos dias 30 e 31 de julho de 2010, como parte do projeto de pesquisa em cooperação entre as Universidades UnC, UNIVILLE e UNISUL. Tal projeto debruça-se sobre as relações culturais observando-se, de um lado, como estas relações são definidas e estabelecidas nos campos político, jurídico e administrativo e de outro, como se estruturam e se expressam diferentes vínculos identitários, perpassando as questões da arte, do patrimônio, dos fazeres artesanais e da comunicação.

Os textos desta publicação discutem questões balizadas pelos conceitos de economia, cultura e desenvolvimento, deslocando tais conceitos do modo como são comumente compreendidos. A economia, como diz Reis (2010), é tratada aqui como uma ciência de natureza humana, e o desenvolvimento como possibilidades de escolha. Por conseqüência, o conceito de cultura oferece-se como ancoragem de seus relatos: economia/desenvolvimento.

Os autores dissertam sobre a questão da cultura multidisciplinarmente, desde a temática da arte no cenário da cultura, produção e espaços expositivos, até o atravessamento do religioso enquanto constitutividade sócio-artística e cultural. Nosso percurso de leitura se inclui, ainda, a abordagem sobre cultura e traços identitários, privilegiando uma visão sócio-histórica-filosófica dos fazeres artísticos, incluindo a arquitetura e traços urbanísticos. Desta forma, a relação identidade, cultura e economia se mesclam por meio da produção de bens e produtos simbólicos.

São trazidas, ainda, contribuições do lugar da gestão pública na preservação do patrimônio histórico, enquanto possibilidade de desenvolvimento econômico e turístico. Patrimônio também é abordado na interface com a tecnologia, tendo a informação e a comunicação como aliadas na divulgação para a preservação cultural por meio de uma multiplicidade de mídias (áudio, vídeo, texto, imagem fixa) que possibilitam significar a ciência e cultura de modo não linearizado.

As discussões registradas na obra oferecem-se como subsídio para a implementação de políticas públicas patrimoniais, de cultura e de arte, pois trazem indicadores do desenvolvimento regional e mostram como as relações culturais na região se estruturam e se expressam e como esses saberes se legitimam e se institucionalizam

Esperamos, com estes textos, contribuir no campo de investigação das relações culturais. Boa leitura!

Maria Luiza Milani

Nádia Régia Maffi Neckel

Nadja de Carvalho Lamas

Solange Maria Leda Gallo

Título: O travesti e a metáfora da modernidade

Autor: Sandro Braga

Referência: Florianópolis: Editora Unisul, 2010

ISBN:

Apresentação:  Neste livro, o personagem perde seu exotismo e ganha em complexidade. Perde sua gratuidade para adquirir gravidade. E, sem perder sua graça, deixa de ser risível. Assim, Sandro o aproxima de todos nós. Ao transformar o corpo e se subjetivar em outra forma, absorve e reflete um pouco de todo homem contemporâneo. Percebo, além dos objetivos expostos pelo autor, um interesse adicional para seu trabalho que considero da maior relevância. Sua contundência ao demonstrar o que há de nós nele(a)s torna seu texto um dos pontos altos do esforço intelectual para deter a maré montante da obscuridade repressora, irônica ou moralista: “O travesti não está apenas se emoldurando numa plástica de vitrine, mas evocando e dramatizando o andamento desesperado e o ritmo frenético, que a sexualidade, a felicidade e o desejo instauram e impõem a todas as facetas do contemporâneo. Isso nos leva a sentir que participamos da ação, lançados na corrente, arrastados, fora de controle, ao mesmo tempo confundidos e ameaçados pela impetuosa precipitação gerada pela nossa não identidade, ou pela falta de sua certeza. Afinal, o que queremos, para onde queremos ir?” A grande novidade do trabalho de Sandro Braga consiste em demonstrar que, neste “regime de inversão simbólica”, “o processo subjetivo do travesti” se faz pela “mudança de traje e ornamentos”, “mutação do corpo”, temas dos quais vários outros trabalhos se ocuparam com maior ou menor brilho, mas também por “uma complexa variação da linguagem de referência a si”, do que raros trataram, poucos se referiram e ninguém discorreu de forma tão ampla e precisa quanto Sandro, associando-a ao legado constituído e dialogando com a tradição ainda recente de estudos sobre o tema. (Hélio R. S. Silva)

Título: Literatura Infantil e Juvenil: leituras, análises e reflexões

Organizadoras: Chirley Domingues, Dilma Juliano e Eliane Debus

Referência: Florianópolis: Editora Unisul, 2010

ISBN:

Apresentação: Das questões panorâmicas ao encantamento das ilustrações dos livros infantis, esta coletânea, organizada por Eliane Debus, Chirley Domingues e Dilma Juliano, sintetiza e traz nova perspectiva às discussões que se desenvolveram em mesas-redondas no 4º Seminário de
Literatura Infantil e Juvenil de Santa Catarina, evento que começou timidamente e ganha força a cada edição. Da terceira edição nossa Coleção Linguagens já criou memória, publicando A literatura infantil e juvenil de língua portuguesa: leituras do Brasil e d´além-mar, em 2008, com organização de Eliane Debus. Explorando as muitas facetas da leitura e da poesia que aí se imiscui em todos os tons, a obra que agora se concretiza compõe outra leitura, dos grandes que se dispõem a olhar ternamente para os pequenos, traçando-lhes caminhos de salutar formação para o encantamento, bem como da formação literária de quem deve dirigir o olhar da infância e da juventude para uma nova visão das coisas. Esta coletânea interessa particularmente aos estudantes e profissionais do campo literário e, por extensão, a quem tem paixão pelas letras ou começa a ser iniciado em seus labirintos de dizível e indizível, da aventura e do mistério, encantando pequenos e grandes, mobilizando quem lê e quem escreve, estimulando quem se dispõe à vida. (Maria Marta Furlanetto)

Título: Nação em Cena: Brasil, teatro, século XIX
Autor:
Jussara Bittencourt de Sá
Referência:
Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010.
Apresentação:
Esta obra apresenta uma análise das concepções de nação e de nacionalidade em peças do teatro brasileiro, circunscritas à segunda metade do século XIX. Em confronto/diálogo com a cena brasileira, percebe-se a representação do estrangeiro, seja daquele que para cá se desloca a negócios, seja do que vem para cá como imigrante. Pode-se avaliar como os dramaturgos procuraram a presença do ‘outro’ para refletir sobre a representação da própria nação. A presença de estrangeiros e, confronto, conflito, negociações com o elemento nacional, visto em suas diferentes dimensões de classe, constitui-se, nesse sentido, em chave essencial para a compreensão do imaginário sobre a nação que as peças teatrais do século XIX colocam a cena.

Título: Topics on Relevance Theory
Orgs: Jorge Campos da Costa and Fábio José Rauen

Referência: Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010.

ISBN: 978-85-7430-956-9

Apresentação: Relevance Theory (RT), as proposed by Sperber & Wilson (1986; 1995), may be identified as one of the most influential research programs on the interface of communication/cognition in the last decades. As a matter of fact, RT presents all the ingredients of an ambitious theoretical framework, in its search for an inferential approach based on human cognition as an alternative to the previous rigid code models. Having its foundation on two base principals, namely the Cognitive Principle of Relevance and the Communicative Principle of Relevance and developed by means of the notions of informative and communicative intention ruled by the notion of relevance, as a cost-benefit relation, RT aims at describing and explaining the bases of rarionality in human communication. Moreover, as we may see from the number of papers and experiments on the RT today, both in Europe as well as in the North America, the wealth of this investigation program, which spreads elucidations to diverse areas, attracts the international critical thought so as to validate or contradict its potential predictions. This means that, by being a consistent proposal that bears a high explanatory value, RT unleashes a strong interdisciplinary impact in which innumerable attemps of proving its applicability as well as theoretical efforts so as to determine its limitations and frailties coexist.

Título: Anais do II Encontro de Estudos sobre a Imigração Alemã: os vales dos rios Braço do Norte e Capivari – história, língua e cultura
Orgs: Max José Muller, Fábio José Rauen, Jussara Bittencourt de Sá
Referência: Palhoça: Ed. Unisul, 2010.
ISBN: 978-85-86870-87-3
Apresentação: O livro reúne oito ensaios sobre a colonização alemã no sul de Santa Catarina, além de um estudo do legado histórico do Pe. João Dall’ Alba, e outro sobre os sítios arqueológicos da região de Rio Fortuna, SC.
 

Título: Entre linguística e psicanálise

Autor: Maurício Eugênio Maliska

Referência: Florianópolis: Ed. Juruá, 2ªedi. 2010.

Apresentação: Este livro tenta traçar um percurso em que o conceito de real em Lacan pode ser entendido, por um lado, como um operador na leitura do Curso de Linguística Geral, edição publicada por Bally e Sechehaye, e por outro, o quanto o dizer saussuriano bordeia esse real. Não se trata de psicanalisar o texto do mestre genebrino; isso, além de indesejável é também impossível; nem tão pouco, e pelos mesmos motivos, aplicar a Linguística à Psicanálise, mas traçar um diálogo possível entre essas duas áreas, demonstrando como o conceito de real pode ser um operador para o desdobramento das insígnias saussurianas, trazendo contribuições tanto para a Ciência da Linguagem quanto para a Psicanálise.

 

2009

Título: A casa sem fim

Autor: Fernando Vugman

Referência: Florianópolis: Ed. Unisul, 2009

Apresentação: Há histórias de países, de praças e de casas que, se eternas, viram lendas. Quantos lugares não estão grudados para sempre na imaginação dos homens?

O título dessa antologia de contas de Fernando de contos de Fernando Vugman, “A casa sem fim”, pode sugerir uma porção de coisas: permanência, extensão, peso, felicidade, sombras. Tudo o que essa casa já não tem.

A sensação é de uma solidão irremediável, e quando o Autor a revisita, o que se vê é a viagem amarga de um estrangeiro ao país que não mais lhe pertence. Nessa casa de Vugman e nos ambientes que lhe deveriam ser familiares, alguma coisa profunda e indefinível se quebrou.

O autor – e não há a menor dúvida que estes vinte relatos são autobiográficos – retorna a uma casa e a uma realidade que em algum tempo lhe foi habitual, mas que, a partir de um  determinado momento, é outra coisa, vazia, desabitada, e talvez seja por isso que os contos têm raros diálogos.

Sem dúvida, esta é uma literatura diferente, mas também se percebe que o autor  não faz a mínima questão de que, no final, a história tem de dar certo. Não é sempre o que acontece, naquele ambiente de vozes desaparecidas e quase náusea. Neste seu primeiro livro, Fernando Vugman nos leva a pensar num anti-título, isto é, a casa cotidiana de todos nós, finita, com endereço certo, rotineira, mas plena surpresas, ausências e solidão.

Título: Genre in a Changing World

Editores: Charles Bazerman, Adair Bonini, and Débora Figueiredo

Referência: Fort Collins, Colorado: The WAC Clearinghouse and Parlor Press, 2009.

Apresentação: Genre studies and genre approaches to literacy instruction continue to develop in many regions and from a widening variety of approaches. Genre has provided a key to understanding the varying literacy cultures of regions, disciplines, professions and educational settings. Genre in a Changing World provides a wide-ranging sampler of the remarkable variety of current work. The twenty-four chapters in this volume, reflecting the work of scholars in Europe, Australasia, North and South America, were selected from the over 400 presentations at SIGET IV (the Fourth International Symposium on Genre Studies) held on the campus of UNISUL in Tubarão, Santa Catarina, Brazil in August 2007 — the largest gathering on genre to that date. The chapters also represent a wide variety of approaches including rhetoric, Systemic Functional Linguistics, media and critical cultural studies, sociology, phenomenology, enunciation theory, the Geneva school of educational sequences, cognitive psychology, relevance theory, sociocultural psychology, activity theory, Gestalt psychology, and schema theory. Sections are devoted to theoretical issues, studies of genres in the professions, studies of genre and media, teaching and learning genre, and writing across the curriculum. The broad selection of material in this volume displays the full range of contemporary genre studies and sets the ground for a next generation of work.

versão on-line

Título: Quem não lê, não escreve: inovação com responsabilidade social

Orgs: Jussara Bittencourt de Sá e Marilene da Rosa Lapolli.

Referência: Tubarão: Humaitá, 2009.

ISBN: 978-85-89976-08-4

Apresentação: Algumas obras conseguem registrar a essência da magnitude de uma projeto, e o “quem não lê, não escreve: inovação com responsabilidade social” bem o ilustra.

A obra se divide em dois momentos, sendo que o primeiro apresenta o histórico do projeto no ensino, na pesquisa e na extensão e, o segundo, as atividades de extensão desenvolvidas em 2007, através da parceria interinstitucional constituída entre Universidade/Empresa e a Escola Pública Estadual de Educação Básica

Título: Telquelismos latinoamericanos

Autor: Jorge Hoffmann Wolff

Referência: Buenos Aires: Editorial Gruma, 2009.

ISBN: 987-22445-2-1

Apresentação: Trabajo de archivo, reconstrucción historiográfica y elaboracción teórica se conjugan en Telquelismos latinoamericanos. Un libro sorprendente en el que el análisis de las conexiones en Brasil y Argentina con la tería crítica francesa durante los años de 1960 y 1970 torna bisturí preciso para comprender todo un clima de época y, dentro de él - especialmente atravesado por una intensa reformulación de la política - la trayectoria de cuatro de los intelectuales latinoamericanos más importantes de la época: Silviano Santiago, Leyla Perrone Moisés, Beatriz Sarlo y Ricardo Piglia. Lejos del impulso homogeneizador que vería a Latinoamérica como una unidad, la confrontación entre el Brasil y Argentina a partir del estudio de corrientes de pensamiento que fueron influyentes en ambos países permite evidenciar diálogos, contrastes y divergencias que diseñan un mapa posible de una historia intelectual común habitada tanto por diferencias como por similitudes.

Florencia Garramuño

 

2008

Título: Como o texto se produz: Uma perspectiva discursiva

Autora: Solange Leda Gallo

Referência: Blumenau: Nova Letra, 2008.

ISBN: 978-85-7682-374-2

Apresentação: Neste trabalho Solange Gallo desenvolve noções essenciais sobre o texto, à luz da AD. Sua noção de textualização resulta numa formulação muito importante para aqueles que se preocupam em desenvolver um ensino crítico e consistente. Por conseguinte, entendo que seu trabalho representa uma contribuição importante tanto para analistas de discurso, quanto para educadores.

Aqui se pode ser um cem números de questões importantes e fundamentais tanto para refletir a questão da produção textual quanto para refletir a produção da leitura, percebidas ambas a partir da prática discursiva de textualização, pois, nas próprias palavras da autora "não há TEXTO enquanto um objeto que tenha uma existência independente da prática de sua produção (ou de sua reprodução). Na verdade, é a prática de TEXTUALIZAÇÃO que produz o TEXTO. Essa prática pode ser mobilizada indefinidas vezes em que o TEXTO será reproduzido em novas leituras. O TEXTO é definido, então, pela sua inscrição, pela sua escritura".

Por isso, entre tantos outros pontos que deixo de reproduzir, entendo seu trabalho essencial e sobremodo valioso para os dois domínios teóricos em que ele se inscreve.

Título: Ciências da Linguagem: Avaliando o percurso, abrindo caminhos

Orgs: Sandro Braga, Maria Ester Wollstein Moritz, Mariléia Silva dos Reis e Fábio José Rauen.

Referência: Blumenau: Nova Letra, 2008.

ISBN: 978-85-7682-357-5

Apresentação: Esta coletânea é muito mais que um conjunto de textos, é uma intenção: a de trazer à baila o estado de arte; fazer uma retrospectiva histórica; e estabelecer perspectivas em relação às pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina.

Nesse sentido, ao mesmo tempo em que este livro celebra os dez anos de implantação do PPGCL, também renova a intenção do Programa de ajudar a construir, desenvolver e fortalecer a comunidade de pesquisadores, professores e alunos que trabalham temas com implicações, tanto em lingüística, como em literatura, comunicação social e pedagogia.

Os textos que constituem esta coletânea são resultados de pesquisas desenvolvidas pelas linhas de pesquisa Textualidade e práticas discursivas, Análise Discursiva de processos semânticos e Linguagem e processos culturais do Programa e servem ainda para situar futuros trabalhos, demarcando áreas de possíveis investigações cientificas. Consideramos que este seja um passo importante para a consolidação da pesquisa em Ciências da Linguagem em nossa universidade, uma vez que nos pautamos por um viés multidisciplinar no campo da linguagem e sociedade.

versão on-line

Título: Tópicos em Teoria da Relevância

Organizadores: Jorge Campos e Fábio José Rauen

Referência: Porto Alegre: Edipucrs, 2008

ISBN: 978-85-7430-828-9 (on-line)

Apresentação: A Teoria da Relevância (TR), tal como proposta por Sperber&Wilson (86/95), pode ser identificada como um dos programas de pesquisa sobre a interface comunicação/cognição mais influentes das últimas décadas. De fato, buscando uma abordagem inferencial centrada na cognição humana, como alternativa aos rígidos modelos de códigos anteriores, a TR apresenta todos os ingredientes de uma sistematização teórica ambiciosa. Fundamentada em dois princípios-alicerce, o Princípio Cognitivo da Relevância e o Princípio Comunicativo da Relevância, e desenvolvida através das noções de intenção informativa e comunicativa dirigidas pela noção de relevância, enquanto relação custo-benefício, a TR propõe-se descrever e explicar as bases da racionalidade da comunicação humana. Além disso, como bem o demonstra o volume de textos e experimentos sobre a TR hoje, tanto na Europa quanto na América do Norte, a riqueza deste programa de investigação, irradiando elucidações para as diversas áreas, atrai o pensamento crítico internacional na direção de corroborar ou falsear suas potenciais predições.
Isso significa que, como proposta consistente e de alto valor explanatório, a TR desencadeia um forte impacto interdisciplinar em que convivem as incontáveis tentativas de mostrar-lhe a aplicabilidade com os esforços teóricos para determinar-lhe as limitações e fragilidades. A obra que se segue é uma tentativa nas duas direções: a de mostrar o enorme potencial de aplicação da TR e, paralelamente, de trazer à tona algumas de suas dificuldades e desafios para os próximos anos. Nas origens desse trabalho, estão algumas edições do Celsul, de 1997, 2006 e 2008, e especialmente a colaboração dos programas de investigação dos cursos de Letras da PUCRS e da UNISUL.

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Título: A literatura infantil e juvenil de Língua Portuguesa: Leituras do Brasil e d'além-mar

Organizadora: Eliane Santana Dias Debus

Referência: Blumenau: Nova Letra, 2008

ISBN: 978-85-7682-355-1

Apresentação: Trazer, em forma de textos, reflexões sobre a literatura infantil e juvenil, por certo, será servirá como referência e contribuirá sobremaneira para a formação inicial de professores, em especial dos cursos de Letras e Pedagogia, bem como daqueles professores que já estão em serviço. Aos pesquisadores, este material possibilitará um encontro com a literatura para crianças por um original viés.

Essa originalidade reside em dois fatos em especial: 1) é o primeiro livro em Santa Catarina a tematizar aspectos teóricos sobre a literatura infantil e juvenil produzida por aqui; 2) aproxima de nós a literatura de recepção infantil e juvenil de Portugal, quase que desconhecida entre nós, embora falemos a mesma língua.

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Título: Lira dos Cem Anos 1908-2008

Orgs: Maria Felomena Souza Espíndola, Pedro Antônio Corrêa e Jussara Bittencourt de Sá

Referência: Tubarão: Copiart, 2008.

ISBN: 978-85-99554-11-1

ApresentaçãoTrata-se de coletânea de prosa, verso e registros fotográficos sobre a Sociedade Musical Lira Tubaronense, resgatando sua história, enaltecendo-a com poemas, relembrando passagens marcantes de sua trajetória, registrando fotografícamente fatos significativos do seu fazer musical.

Título: Multiculturalismo Tropical

Autor: Robert Stam

Tradução: Fernando Simão Vugman

Referência: Florianópolis: Ed. Nova Letra, 2008

ISBN: 8531411157

Apresentação: Robert Stam analisa em Multiculturalismo Tropical o percurso do cinema brasileiro no tratamento das questões étnicas e raciais. Discute, entre outros temas, como foram construídas as imagens do negro e do indígena no cinema, e as estratégias utilizadas por esses grupos na busca de acesso a sua própria representação. O livro é uma sobreposição de vários projetos: uma história do cinema brasileiro do ponto de vista da raça; da história do Brasil através de suas representações cinemáticas; um estudo comparativo das formações raciais no Brasil e nos Estados Unidos e um ensaio teórico sobre as análises das representações de conotação racial. O autor examina as metamorfoses progressivas das imagens multiculturais no período do cinema mudo, das chanchadas das décadas de 1930 e 1940, os filmes paulistas no estilo hollywoodiano dos anos de 1950, as diversas faces do Cinema Novo nas décadas de 1960 e 1970, até o presente.

Título: O gozo estético do crime: dicção homicida na ficção contemporânea

Autor: Fábio de Carvalho Messa

Referência: Tubarão: Ed. Unisul, 2008

Coleção Linguagens

ISBN: 978-85-86870-61-3

Apresentação: Neste livro, Fábio de Carvalho Messa descreve um percurso de leituras que evidenciam o crime, em especial o homicídio, como temática e forma de linguagem na literatura contemporânea. O autor explora o tema a partir de relações estabelecidas entre textos de diferentes autores, para mostrar a existência de uma dicção própria do narrador assassino, representada em modos distintos. O homicídio como objeto de discurso e o homicídio como discurso próprio aparecem na literatura em categorias narrativas específicas. A dicção homicida se instaura entre perspectivas existencialistas e hiper-realistas, dotada de violência e pulsão narrativa.

Veja resenha de Fábio Lopes, UFSC sobre o livro aqui.

Título: O medo e seus segredos

Autor: Eliane Santana Dias Debus

Ilustração: Bruno Grossi

Referência: Juiz de Fora: Franco editora, 2008

ISBN:

Apresentação: Brincar com palavras, sílabas e letras é uma ótima maneira de domar o medo. Veja o que acontece quando se inverte a ordem das sílabas da palavra "medo". Tome coragem, abra o livro e divirta-se desvendando os segredos do medo.

 

2007

Título: O contexto refletido: vozes sobrepostas de um diálogo

Autor: Ingo Voese

Referência: Tubarão: Ed. Unisul, 2007

Coleção Linguagens

ISBN: 978-85-86870-50-7

Apresentação: Quais as condições fundamentais da produção e da apreensão do discurso? Que determinações sociais operam para que se processe a apropriação de vozes e a interpretação – em suma, para que se efetive a interação humana com o discurso e sobre o discurso? Neste livro, que inaugura a Coleção Linguagens do Mestrado em Ciências da Linguagem da UNISUL, o autor busca compreender a complexa relação entre o  que está posto como contexto e o que está sendo produzido por aquele que se enuncia, que sofre a injunção de fazer escolhas e apropriar-se de vozes que circulam na sociedade, produzindo um discurso constitutivamente dialógico. Trabalhando com gêneros do humor irônico, o autor busca compreender e explicitar o modo de organização social em determinado contexto sociopolítico.

Título: Monteiro Lobato e o leitor, esse conhecido

Autor: Eliane Debus

Referência: Editora da UFSC

ISBN: 9788586447853

Apresentação: Neste estudo, a autora traz à luz a faceta do Monteiro Lobato que se correspondia com seus pequenos leitores – as crianças – procurando incentivá-los ao conhecimento da literatura e ao consumo de livros, além de rastrear com cuidado e firmeza as idéias de Lobato sobre leitura, bem como as ações desempenhadas por ele na direção da valorização do gosto pela literatura. 

Título: Jardim das Letras

Organizadora: Jussara Bittencourt de Sá

Referência: Tubarão: Humaitá, 2007

ISBN: 978-85-89976-04-6

Apresentação: Trata-se de coletânea de prosa e verso de autores da Academia Tubaronense de Letras, organizado pela Profa. Dra. Jussara Bittencourt de Sá e prefaciado pelo Prof. Felipe Felisbino, coordenador do curso de Letras da Unisul do campus de Tubarão.

 

2006

Título: Festaria de Brincança

Autor: Eliane Debus

Referência: São Paulo: Paulus, 2006

ISBN: 8534924597

Apresentação: As condições de produção institucional, especialmente no cotidiano da Educação Infantil, se manifestam de várias maneiras. É preciso viajar e estudar este espaço para descobrir de que formas isso ocorre. A leitura literária neste espaço não é pensada só como vôo solitário. Ela é a revoada de um bando (professor e crianças) para um mesmo local: o imaginário, onde se encontra mais do que um território quente, pois reside ali a festividade com que a literatura pode presentear o leitor. Que a criança possa encontrar na leitura literária, seja oral ou escrita, mais do que o aquietamento; que ela possa encontrar o inquietamento e que a leitura literária mais incomode do que acomode. Daí a necessidade de (re)signar a prática para que se viabilizem as reais condições de produção da leitura literária no cotidiano da Educação Infantil para que possamos, enquanto professores, acreditar que podemos cumprir a tarefa de espalhar nas crianças o pó de pirlimpimpim da imaginação. Talvez, assim, deixemos um grande legado para os pequenos!

Título: Linguagem e Gênero no trabalho, na mídia e em outros contextos

Autor: Viviane Maria Heberle, Ana Cristina Ostermann e Débora de Carvalho Figueiredo (Org.)

Referência: Florianópolis: Ed. da UFSC, 2006

ISBN: 85.328.0363-6

Apresentação: A presente coletânea, ao reunir estudos desenvolvidos por pesquisadoras e pesquisadores de várias universidades brasileiras interessadas e interessados em questões de gênero social e suas relações com o discurso oral e/ou escrito, caracteriza-se como um trabalho inovador no contexto acadêmico brasileiro. O tema linguagem e gênero é explorado em diferentes contextos socioculturais a partir de abordagens teóricas distintas. A obra insere-se na interfase entre os estudos lingüísticos/discursivos e de gênero social, reunindo em uma só coletânea pesquisas voltadas à complexidade das relações entre linguagem e gênero. Devido à multiplicidade de abordagens teóricas e de contextos de investigação o livro destina-se não somente ao público acadêmico de graduação e pós-graduação da área de Lingüística e Letras, como também a profissionais e estudantes de outras áreas dedicadas À articulação entre linguagem e sociedade, tais como Antropologia, Educação, Sociologia, Comunicação, História e Cinema.

Título: Escritos & ensaios

Autor: Norbert Elias

Tradutor: Antônio Carlos Gonçalves dos Santos

Referência: Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

ISBN: 85-7110-906-0

Apresentação: Escritos & ensaios reúne textos dispersos de Norbert Elias até agora inéditos em português.

São 11 textos de caráter e origem diversos: artigos científicos, verbetes de dicionário e palestras produzidos entre 1950 e a morte de Elias, em 1990. Os temas, sempre moldados pela teoria do processo de civilização, abrem caminho para se pensar questões como as diversas formas de organização dos grupos sociais, os estados-nação em suas relações internas e externas, e a sociogênese de variados domínios do conhecimento.

Escritos & ensaios é prova da impressionante atualidade desse pensador. Dos 11 publicados neste primeiro volume, os três verbetes Civilização, Figuração e Processos sociais, assim como A opinião pública na Inglaterra e Habitus nacionais: algumas peculiaridades inglesas e alemãs, bem como Para uma fundamentação de uma teoria dos processos sociais foram traduzidos do alemão por Antonio Carlos Santos.

Título: Argumentação jurídica

2a edição - Revista e Atualizada

Autor: Ingo Voese

Referência: Curitiba: Juruá, 2006.

ISBN: 85-362-1179-2

Apresentação: O Direito caracteriza-se essencialmente por sua atividade argumentativa, o que implica dizer que a prática jurídica opera com recursos lingüísticos e discursivos para produzir determinados efeitos de sentido. E efeitos de sentido orientam atos e decisões, ou seja, os efeitos de sentido são também efeitos de poder. É, portanto, a linguagem o objeto e a ferramenta de trabalho do profissional de Direito: quando ele interpreta, opera com referências lingüísticas e quando justifica os sentidos produzidos, coloca em cena recursos da língua e do discurso. Estranhamente, porém, os estudos nos cursos de Direito não contemplam a linguagem, nem quanto à sua especificidade, nem quanto às suas funções como mediação das relações sociais. Argumentação Jurídica vem preencher essa lacuna e, assim, enriquecer os recursos disponíveis à formação qualificada dos operadores do Direito.

Título: Foucault e a autoria

Autor: Maria Marta Furlanetto (Unisul) e Osmar de Souza (Furb)

Referência: Florianópolis: Insular, 2006

ISBN: 8574742902

Apresentação: Esta obra reúne os trabalhos apresentados e discutidos no simpósio Foucault: interfaces da função-autor – coordenado pelo professor Dr. Osmar de Souza –, no contexto do Seminário Internacional Michel Foucault: perspectivas, realizado em Florianópolis (SC) em setembro de 2004. Revistos e ampliados, os trabalhos apresentam interfaces do pensamento do autor relativamente à autoria, e também comparativamente a outros autores, tais como Pêcheux, Maingueneau, Bakhtin (nos estudos lingüísticos e discursivos); Heidegger e Nietzsche (estudos filosóficos); Bourdieu, Durkheim (estudos sociológicos). Assim, também pesquisadores de diversos campos e diversas perspectivas sentiram-se congregados a explorar as questões propostas no simpósio: jornalismo, educação, filosofia, psicanálise, literatura. O pensamento de Foucault é reconhecidamente um dos mais originais do contexto europeu moderno. Centrado no discurso, desde aqueles particulares de certas áreas do saber até o discurso sobre o discurso (a sua arqueologia), Foucault mostra que os discursos não podem ser separados das circunstâncias sociais de sua produção e das formas políticas de gestão da vida social; também estuda as relações tramadas em redes complexas de discursos, aparentemente sem conexão. Independentemente de elogios e críticas, a obra de Foucault é intrigante e perturbadora, tornando-se clássica pelo que sua leitura permite a cada aproximação que dela façamos, qualquer que seja a disciplina em que estejamos interessados, servindo de inspiração para inúmeros trabalhos. Daí não surpreender que o Seminário Internacional Michel Foucault: perspectivas tenha reunido um grande número de áreas da ciência e da arte e cerca de 800 participantes do Brasil e do exterior. Como explicita Didier Eribon em seu livro Michel Foucault e seus contemporâneos (Jorge Zahar Editor), Foucault “gostava de dizer que não cabe ao autor prescrever a maneira pela qual deve ser lido. Um autor faz um livro; não tem de fazer, ao mesmo tempo, a lei do livro”. Assim é que os estudiosos da obra de Foucault fazem dela o que ele desejava: ser usada como uma “caixa de ferramentas”: cada um a seu modo, conforme seus objetivos e suas necessidades: filósofos, historiadores, etnólogos, antropólogos, lingüistas, analistas de discurso, psicanalistas se reconhecem em algum ponto e em algum momento do percurso de sua obra. É no campo da discussão sempre intrigante da função-autor que se desenvolvem os trabalhos aqui apresentados. Autores presentes na coletânea: Maurício Eugênio Maliska, Vanise Gomes de Medeiros, Maria Marta Furlanetto, Leonardo Pinto de Almeida, Eládio C. P. Craia, Rafaela Lorena Vieira Otte, Rogério Christofoletti, Rosimeri Laurindo, Osmar de Souza.

Título: Roteiros de Pesquisa

Autor: Fábio José Rauen

ISBN: 85-86264-40-7

Referência: Rio do Sul: Nova Era, 2006

Apresentação: Roteiros de Pesquisa é um livro voltado para  a iniciação à pesquisa. São temas do livro: ciência, conhecimento e método; como elaborar projetos de pesquisa; como produzir pesquisa bibliográfica, de levantamento, experimental, fenomenológica, estudos de caso, pesquisa-ação, participante e mediadora; como produzir trabalhos de conclusão de curso; como elaborar citações, notas e referências.

Título: Cazuza no vídeo o tempo não pára.

Autor: Jussara Bittencourt de Sá

Referência: Tubarão: Ed. Unisul, 2006

ISBN: 858687049-8

ApresentaçãoO livro tem como ponto de partida o vídeo O tempo não pára, de 1989, que registra momentos da vida pública e privada de Cazuza. "Meu pensamento inicial foi o de trabalhar algumas letras de suas canções, enquanto poemas, por retratarem a capacidade que tinha Cazuza de transitar por estilos diversos sem perder suas características de compositor, mas preocupado com o seu tempo e as encruzilhadas dos sentimentos de uma geração sem referência", diz a autora. Ao iniciar a pesquisa, no entanto, ela se deparou com uma multiplicidade e diversidade de sentidos e optou por trabalhar também com a linguagem visual de Cazuza. Jussara não deixa de evidenciar a espetacularização da morte de Cazuza pela mídia. “Se por um lado a arte de Cazuza foi produto da indústria cultural, por outro lado a personalidade de Cazuza se sobrepôs a esta, pois Cazuza soube muito bem como se utilizar dessa mesma indústria”. A autora acrescenta: “Estilo despojado, atitudes não convencionais e canções irreverentes constituíam algumas das marcas do trabalho de Cazuza, refletindo-se nas posições assumidas pelo homem público que terminava seus dias como personagem de suas próprias canções.” Continua a autora: “A leitura que proponho procura evidenciar que escrever sobre Cazuza e suas canções que anunciam e denunciam as possibilidades e os limites da vida humana nos fazem repensar a nossa trajetória, como num jogo de espelhos. Se as ciências aliadas às tecnologias não deram conta (ainda?) da nossa efemeridade, creio que a arte sim”. Por isso a permanência da arte de Cazuza, ressalta Jussara.

Título: Palavras contadas: memórias da cultural oral do povo de Tubarão

Autor: Jussara Bittencourt de Sá e Maria Felomena de Souza Espíndola

Referência: Tubarão: Ed. Copiart, 2006.

ISBN: 85-99554-05-0

Apresentação: A narração de histórias, uma das artes mais antigas do mundo, possui sua importância como primeira forma consciente de comunicação literária elaborada pela humanidade, com o intuito de difundir, ao longo de suas gerações. toda a diversidade cultural existente.

Esse nosso entendimento nos incentivou a procurarmos e efetivarmos parcerias com o Grupo de Pesquisa do Curso de Letras da Unisul, coordenado pela professora Maria Felomena Souza Espíndola e a Associação do Coral Municipal, presidida pela coralista, Maria José Martins de Campos.

Desta parceria, resultou o projeto Contadores de Histórias, com objetivo de registrar a memória oral e a tradição do município de Tubarão, em suas narrativas, colocando esse registro e, obra literária em espetáculo cênico e em DVD.

Destacamos que toda a arte resultante deste projeto será apresentada às comunidades de onde nasceram as narrativas, bem como distribuída aos alunos da Rede Publica Municipal de Ensino.

Assim, a obra literária que estamos apresentando é resultado de uma das ações dos Contadores de Histórias.

Esperamos que a leitura das histórias deste livro, que resultam do registro de um rico acervo popular, possam proporcionar-lhes uma boa leitura e que promovam uma sintonia do nosso tempo...com aquele tempo...

Felipe Felisbino

Secretário de Cultura, Esporte e Turismo

 

2005

Título: Gêneros: teorias, métodos, debates

Orgs.: J. L. Meurer, Adair Bonini, Désirée Motta-Roth.

Referência: São Paulo: Parábola, 2005.

ISBN: 85-88456-40-0

Apresentação: O objetivo principal da obra é estabelecer um mapeamento dos principais conceitos, termos e explicações disponíveis no campo de estudo dos gêneros textuais/discursivos. Os autores buscaram reunir e analisar arcabouços teóricos de várias origens e épocas, em sua grande maioria ainda não publicados em português, para trazer aos leitores interessados no ensino e no uso da linguagem um painel rico e pluralista sobre o conceito de gênero textual/discursivo. Autores presentes na coletânea: Désirée Motta-Roth, Viviane Maria Heberle, Orlando Vian Jr., Rodrigo E. de Lima-Lopes, Sumiko Nishitani Ikeda, Anna Elizabeth Balocco, J. L. Meurer, Bárbara Hemais, Bernardete Biasi-Rodrigues, Gisele de Carvalho, Rosângela Hammes Rodrigues, Roxane Rojo, Adair Bonini, Anna Rachel Machado e Maria Marta Furlanetto.

Título: The writer's craft, the culture's technology

Autor: Carmen Rosa Caldas-Coulthard; Michael Toolan (Eds.).

ISBN: 90-420-1936-0

Referência: Amsterdan: Rodopi, 2005

Apresentação: The writer's craft, the culture's technology explores the multiple ways in wich a culture's technological resources shape its literary productions. Literature and style cannot be divorced from the particular technologised culture that sponsors them. This has always been true, as papers here on literature from earlier periods show. But many of the papers focus on contemporary culture, where literature vies for attention with film, the internet, and other multimodal cultural forms. These essays, from an international array of experts,a re stylistic-based but not stylistics-bound. They should be of interest to all who are interested in discourse analytic commentaries on how technological horizons, as always, continue to shape the forms and functions of literature and other cultural productions.

Título: A Peregrinação de Watteau à Ilha do Amor

Autor: Norbert Elias

Tradutor: Antônio Carlos Gonçalves dos Santos

Referência: Rio de Janeiro: Zahar, 2005

ISBN: 8571108404

Apresentação: Em 1712, Antoine Watteau pintou a primeira versão de Embarque para Citera, como pré-requisito para ingressar na Academia Real em Paris. Em 1983, por ocasião de um colóquio em Berlim, Norbert Elias - aos 86 anos e já quase cego -, diante da tela e de diversos colegas, discorreu sobre o quadro e seus elementos com uma perspicácia e riqueza de detalhes que deixaram todos pasmos.
O presente ensaio teve origem nessa "aula" informal, mas o quadro já interessava Elias desde sua juventude, quando preparava a tese sobre A sociedade de corte. Na ambigüidade da tela - luminosidade e melancolia - e através dos diferentes tipos de recepção de Citera ao longo do tempo, o autor via o prenúncio de uma mudança na configuração social européia: o declínio da aristocracia e a ascensão da burguesia. A peregrinação de Watteau à ilha do amor expõe com clareza, e do ponto de vista sempre peculiar de Elias, a mudança de mentalidade na Europa desde a Revolução Francesa até o final do século XIX, quando as utopias idealistas transformaram-se em medo e angústia. Essa edição brasileira inclui reproduções a cores das três versões da tela pintadas por Watteau e prefácio do diretor da Fundação Norbert Elias, Hermann Korte. Além disso, traz apreciações críticas da obra de Watteau, de autoria de Gérard de Nerval, Jules e Edmond Goncourt e Théophile Gautier, autores citados por Elias ao longo do livro.

 

2004

Título: Pragmatismo e Sociologia

Autor: Émile Durkheim

Tradução: Aldo Litaiff

Referência: Florianópolis: Ed. da UFSC; Ed. da Unisul, 2004.

ISBN: 85.328.0310-5

ApresentaçãoDe dezembro de 1913 a maio de 1914, Émile Durkheim ministra na Sorbonne uma série de lições tendo como tema o pragmatismo. As anotações de Durkheim aparentemente desapareceram durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Uma primeira edição póstuma desse curso foi realizada por Armand Cuvillier, em 1955, a partir de anotações de alguns alunos de Durkheim. Essa primeira edição é a resposta ao apelo lançado por Marcel Mauss, que classifica o curso como sendo a “coroação da obra filosófica de Durkheim”. Uma Segunda edição surgiu somente em 1981. Essas duas edições francesas serviram de base para esta tradução em língua portuguesa.

Título: Vale o escrito

Autor: Sylvia Molloy

Tradução de: Antônio Carlos Gonçalves dos Santos

ISBN: 85-7535-054-4

Referência: Chapecó: Argos, 2004

Apresentação: Sylvia Molloy, professora na Universidade de Nova York, lança pela Editora Argos da UNOCHAPECÓ o livro “Vale o escrito – a escritura autobiográfica na América hispânica.” A obra é um elogio ao livro, à literatura e a leitura, independentemente das considerações sobre barreiras geográficas ou lingüísticas. A reflexão teórica de Sylvia Molloy redimensiona as lições recebidas, através da análise de certos objetos literários que, a partir do século XIX, se extraviaram da trajetória programada pelo colonialismo. Pode-se afirmar com certa tranqüilidade que o trabalho de maior responsabilidade de Sylvia Molloy foi o de articular a literatura à ética, pelos elementos auto-reflexivos que fazem a graça e a perdição do texto autobiográfico. A escrita de Sylvia Molloy é o meio pelo qual descreve elementos como lembrança, ficção e auto-retrato. “Vale o escrito” é a escrita quem vem para enaltecer a escrita, descrevendo e retratando a produção literária hispano-americana enquanto auto-biografia. O livro faz parte da coleção Vozes Vizinhas, da Editora Argos, que reúne obras de críticos culturais latino-americanos cuja obra tem se destacado no cenário internacional, sem ainda ter sido traduzida e publicada no Brasil.

Título: Análise do discurso e o ensino de língua portuguesa

Autor: Ingo Voese

Referência: São Paulo: Cortez, 2004.

ISBN: 85-249-1095-X

Apresentação: Análise do discurso e o ensino de língua portuguesa é um livro corajoso no mínimo em três sentidos. Primeiro, porque o autor não se recusa a tomar posição no interior da disciplina Análise do Discurso para defender um ponto de vista inovador, constituindo-se como um contraponto ao pensamento predominante na área; segundo, visto arriscar-se a propor um roteiro de análise de discursos, sem pretender que tal roteiro se constitua em procedimentos de descoberta, dos verdadeiros sentidos dos textos; em terceiro, o livro mostra as possibilidades que os procedimentos de leitura e análise elaborados abrem para o trabalho de ensino e aprendizagem de língua portuguesa. Nesta direção, Ingo Voese abandona a idéia de assujeitamento, tão enfatizada na análise discursiva, e passa a conferir ao texto o estatuto de vozes dos outros, de instância dialógica, que pode tecer a relação de solidariedade e de amorosidade necessária para que professores e alunos consigam construir-se como sujeitos.

 

2003

Título: Entre Língüística & Psicanálise

Autor: Maurício Eugênio Maliska

Referência: Curitiba: Ed. Juruá,  2010.

ISBN: 85.362.0576-8

Apresentação: Este livro é uma tentativa de apresentar uma leitura do Curso de Lingüística Geral permeada sobretudo pelo conceito de real em Psicanálise. Trata-se de ler o tema da origem, através da causalidade - presente de forma subentendida nos conceitos de arbitrariedade, mutabilidade, sincronia e valor, vislumbrando a relação que mantêm com o real. Para isso, utilizamos como texto-base a edição publicada por Bally e Sechehaye, bem como textos de Freud e Lacan. Nossa leitura aponta para o real presente no bojo da causalidade subentendida nos conceitos já citados, chamando a atenção para a relação que mantêm com o aquilo que é da ordem do impossível, com aquilo que resiste a uma inscrição no campo simbólico, com o real que não cessa de não se inscrever. Da arbitrariedade à teoria do valor, o real está presente na causalidade da língua em Saussure.

 

Anos anteriores

Título: Pateta em Nova Iorque 

Autor: Jorge Hoffmann Wolff

ISBN: 8585775661

Referência: Florianópolis: Ed. Letras Contemporânea, 2002.

Apresentação: Após uma temporada em Nova York, na mesma Universidade onde esteve o poeta Federico García Lorca, autor de Poeta em Nova Iork, Joca Wolff reconstrói poeticamente, com humor oswaldiano, sua estada no mítico Harlem, ao norte de Manhatan..

Título: Roteiros de Investigação Científica

Autor: Fábio José Rauen

ISBN: 85-86870-15-3

Referência: Tubarão: Ed. Unisul, 2002

Apresentação: Roteiros de investigação científica é mais uma obra de Fábio José Rauen voltada à orientação da produção de trabalhos acadêmicos. Após o sucesso de Elementos de iniciação à pesquisa, seu livro inaugural, neste projeto, em função dos inúmeros caminhos disponíveis para a investigação científica, o autor desenvolve verdadeiros roteiros de pesquisa. (...) Como expressa o autor, Roteiros de investigação científica é um convite ao prazer da descoberta. Conhecer o método é parte importante dessa aventura.

Título: Gêneros textuais e cognição: um estudo sobre a organização cognitiva da identidade dos textos

Autor: Adair Bonini

Referência: Florianópolis: Insular, 2002

ISBN: 85-7474-113-2

Apresentação: "Tendo uma formação em psicolingüística, sob cujo enfoque desenvolveu a pesquisa de doutorado, apóia-se também nos referenciais teóricos que procuram explicar como os textos estão estruturados na memória e como são processados, invocando os autores mais significativos da psicologia cognitiva. O desafio de ter acesso, embora indiretamente a como a comunidade de jornalistas identifica gêneros jornalísticos foi engenhosamente enfrentado através da montagem de um experimento que o autor relata no livro, após expor várias questões sobre metodologia da pesquisa: gêneros utilizados foram a notícia, o editorial, o resumo de artigo científico, a carta comercial de troca de informações e a narrativa de experiência pessoal." Leonor Scliar-Cabral.

Título: Argumentação jurídica

Autor: Ingo Voese

Referência: Curitiba: Juruá, 2001.

ISBN: 85-7394-774-8

Apresentação: O presente trabalho dedica-se a analisar a importância do domínio de determinados recursos lingüísticos e discursivos para a argumentação em geral e, em específico, para a prática jurídica. O estudo, além de apresentar inúmeros exemplos de técnicas e estratégias que podem ser úteis às sustentações de teses de que se ocupa a atividade profissional do Direito, busca descrever a especificidade da argumentação jurídica, evidenciando as características da linguagem que dão origem a uma lógica diferenciada. A originalidade da abordagem da argumentação jurídica recomenda o texto a todo aquele que visa à melhoria permanente de sua prática, mormente no que diz respeito ao domínio dos recursos de linguagem, em geral, desconsiderados nos cursos de Direito.

Título: Mediação dos conflitos como negociação de sentidos

Autor: Ingo Voese

Referência: Curitiba: Juruá, 2000.

ISBN: 85-7394-270-3

Apresentação: O autor trabalha a noção da mediação dos conflitos como um processo em que se negociam sentidos. O cenário recobre a cena discursiva e o Direito; o discurso e a incompletude: risco e riqueza; o discurso e a atividade vital; e, o discurso e os contornos de um projeto alternativo. 

Título: Elementos de iniciação à pesquisa

Autor: Fábio José Rauen

Referência: Rio do Sul: Nova Era, 1999

ISBN: 85-86 264.02-4

Apresentação: Um livro básico para quem quer se iniciar em pesquisa acadêmica, em especial nas ciências sociais, ou para quem quer rever os tópicos principais sobre o tema.

Título: Júlio Cortázar: A Viagem como Metáfora Produtiva

Autor: Jorge Hoffmann Wolff

Referência: Florianópolis: Letras Contemporânea, 1998.

ISBN: Não disponível.

ApresentaçãoResultado da adaptação de sua dissertação de mestrado em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina. Com esta "viagem" vêm à tona, de modo incessante, as contradições e polêmicas surgidas em torno de Julio Cortázar (1914-1984), um dos maiores escritores argentinos. O livro inclui uma entrevista inédita com o crítico e escritor David Viñas, crítico de Cortázar.

Título: O movimento dos sem-terras na imprensa: um exercício de análise do discurso

Autor: Ingo Voese

Referência: Ijuí: Ed. Unijuí, 1997.

ISBN: 85-85866-86-1

Apresentação: "Ingo Voese já fez muitas coisas na vida e em todas elas, manifestou uma atitude que ainda é mais rara do que seria desejável: faz coisas com gana. Quem tem o privilégio de conhecê-lo logo descobre que, com esse traço, convive a capacidade de ir aos pontos centrais. foi assim quando estudou lingüística para lecionar na antiga Fidene e depois, quando escreveu sua tese de doutoramento sobre humor político. na ocasião,mesmo sem os "últimos" instrumentos teóricos, já disponíveis em alguns centros de pesquisa, deus-e conta da questão da pluralidade de vozes característica dos discursos. Mas, exatamente por causa de sua gana, não se contentou com a descoberta teórica e foi cutucar a onça da ideologia, questão que aparece ainda com mais força neste livro, já que, agora, o próprio tema é resultado daquele ethos. Ingo tem uma virtude importante, que às vezes falta no intelectual: vai ao ponto, mas lamenta o parco poder de intervenção. ou seja, não se contenta com a descoberta, se ela não lhe permitir um investimento na mudança da realidade. Fica nervoso. Às vezes, dá a impressão de que gostaria de fazer tudo sozinho. espero que o leitor concorde que, pelo menos, ele fez a sua parte." Sírio Possenti

Título: A desova da serpente: teatro contemporâneo brasileiro

Autor: Mário Guidarini

Referência: Florianópolis: Ed. UFSC, 1996

ISBN: 85-328-0076-9

Apresentação: "A desova da serpente descortina dois universos opostos do moderno teatro brasileiro. Universos que expõem o desagradável, o fétido que procuramos deixar atrás das portas de nossa confortável existência. Mário Guidarini, através dos dois ensaios que compõem a obra, nos permite adentrar no mundo de Plínio Marcos e Nelson Rodrigues, de seus símbolos e temáticas constantes. em Plínio Marcos, vemos o mundo de despossuídos de qualquer objetivo para viver e se qualquer direito como cidadão; e em Nelson Rodrigues, a classe média arraigada em falsos valores morais. Autores que se mostram convergentes ao abordar personagens destruídos e putrefatos, seja por um sistema social que os ignora ou pela hipocrisia de sua própria existência." Vera Collaço.

Título: As divinas palavras

Autor: Aldo Litaiff

ISBN: 9788532800817

Referência: Florianópolis: Ed. UFSC, 1996

Apresentação: O livro oferece importante contribuição para o entendimento do universo dos Guarani-Mbyá, índios que começaram a adquirir maior visibilidade pelas lutas que travam para assegurar pequenas áreas de terra que lhes permitam manter, pelo menos, parte do seu modo de vida. O autor mostra com maestria a dignidade desses índios, destacando sua visão de mundo, sua cosmologia e suas representações étnicas.

Título: Discurso da escrita e ensino

Autor: Solange Maria Leda Gallo

Referência: Campinas: Ed. da Unicamp, 1995

ISBN: 85-268-0215

Apresentação: Este livro é fruto de um trabalho desenvolvido durante um ano com crianças da 5a série do primeiro grau. A autora mostra como poderia se dar o ensino da língua portuguesa de modo que os alunos produzam uma passagem do Discurso da Oralidade para o Discurso da Escrita. Leda Gallo discerne sobre as razões de trabalhar na perspectiva da Análise do Discurso e aponta a manei pela qual pode ser vista a questão da "oralidade versus escrita" no momento da instituição da ciência lingüística.

Título: Jorge Andrade na contramão da história

Autor: Mário Guidarini

Referência: Florianópolis: Ed. da UFSC, 1992

ISBN: Não disponível

Apresentação: Mário Guidarini analisa e interpreta todo o teatro de Jorge Andrade. o ensaio, bem como a obra, colocam em luz alta os heróis da modernidade. Os heróis da História oficial em luz baixa.(...) daí a razão do título deste ensaio: Jorge Andrade na contramão da História. Caracteriza-se, por isso mesmo, como uma antropologia dramatúrgica.

Título: Os pícaros e os trapaceiros de Ariano Suassuna

Autor: Mário Guidarini

Referência: São Paulo: Ateniense, 1992

ISBN: Não disponível

Apresentação: Na obra é mais um mergulho de Mário Guidarini no universo do teatro nacional. Neste livro, o autor destaca os pícaros e os trapaceiros na obra de Ariano Suassuna.

Título: Nelson Rodrigues: flor de obsessão

Autor: Mário Guidarini

Referência: Florianópolis: Ed. da UFSC, 1990

ISBN: Não disponível

Apresentação: O livro analisa as linguagens verbais de caráter literário, sem esquecer o modelo coloquial, e não verbais, em forma de rubricas, responsáveis pelas encenações. Além das linguagens, apresenta ao leitor a "espinha dorsal" do teatro de Nelson Rodrigues, isto é, os opostos intercomplementares: ódio-amor, vida-morte, esposa-prostituta, normal-patológico, sublime-grotesco, sadismo-masoquismo, etc. A exposição sistemática e detalhada dos 17 textos dramatúrgicos de Nelson Rodrigues demonstra o domínio sólido e consistente da obra como se fora um simples leitor apaixonado e fascinado pelo prazer do texto enquanto obra.

Título: O impasse da crítica

Autor: Ingo Voese

Referência: Porto Alegre: Movimento, 1976.

ISBN: Não disponível

Apresentação: "A obra de arte não existe para dar respostas ao leitor, mas sim para formular perguntas, refletir realidades. Portanto, o impasse, que existe, é o impasse da própria condição humana que a Arte reflete, enquanto produto deste indivíduo. a pesquisa é importante na medida em que retoma perguntas, ensaia respostas, descobre novos elementos, revaloriza a realidade da obra - como faz Ingo Voese em O impasse da Crítica." Antônio Hohlfeldt 

 

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