PORTAL UNISUL   BIBLIOTECA   ACERVO  BASE DE DADOS   DISSERTAÇÕES   TESES   PORTAL DE PERIÓDICOS   MINHA UNISUL   CONTATO

Página Inicial > Notícias > Página Principal

 

Notícias

Página Principal

Notícias do Front

PPGCL na TV

Notícias de 2020

Notícias de 2019

Notícias de 2018

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Notícias de 2006

Notícias de 2005

Notícias de 2004

Notícias

Página Principal


Foto: PPGCL

Jornada de Pesquisa do PPGCL: foi dada a largada!

 

(24/08/2020) Nesta segunda-feira, 24, o PPGCL deu início a sua Jornada de Pesquisa. O mestrando Mário César Coelho Gomes defendeu seu projeto de dissertação. As jornadas de Pesquisas do PPGCL consistem da apresentação de Projetos de Dissertação, Projetos de Tese e de Ensaios.

 

O custo lógico na psicanálise  

 

Mário César Coelho Gomes propõem em seu projeto de dissertação relacionar o ato do pagamento ao ato analítico como possibilidade de elaboração teórica sobre o que se propõe chamar de custo lógico no inconsciente.

 

“O projeto discute teoricamente o estatuto libidinal do dinheiro a partir da elaboração freudiana, o ato do pagamento como um ato analítico possível e propõe debater a noção de custo lógico a partir das dimensões do limite, do suporte e da perda.”, explica o mestrando.

 

Sob orientação do professor Maurício Eugênio Maliska, metodologicamente a pesquisa utilizará recortes clínicos das análises de Sigmund Freud e Jacques Lacan transcritas em textos de outros psicanalistas ou analisantes. Assim, poderá ser observado como estes analistas utilizavam as intervenções sobre o pagamento das sessões como recurso que põe em jogo a transferência e a ética da psicanálise em circulação a partir do ato analítico.

 

O professor José Isaias Venera – UNIVILLE/UNIVALI e a professora Andréia Daltoé compuseram a banca avaliadora do projeto apresentado.

 

Jornada de Pesquisa

 

As apresentações continuam a acontecer no mês de agosto e setembro. Confira a programação completa clicando aqui. 

 


Foto: PPGCL

Em sua dissertação, estudante propõe debate sobre documentário As praias de Agnès

 

(21/08/2020) Nesta quinta-feira, 20, o PPGCL formou mais uma mestra. Com orientação da profa. Ana Carolina Cernicchiaro, Beatriz Kestering Tramontin obteve nota máxima em sua dissertação intitulada “Autorreflexividade, autorretrato e mosaico-retrato em As praias de Agnès".

 

O trabalho da estudante propôs debater estratégias autorreflexivas do documentário As praias de Agnès (2008) e a construção da imagem da cineasta Agnès Varda, uma construção que se dá a partir da relação com o outro, num gesto que confunde o autorretrato e o retrato, já que, para falar de si, Varda fala das pessoas que marcaram a sua vida e das personagens que marcaram a sua obra.

 

“Partimos da hipótese de que a diretora cria no filme um duplo recurso estratégico e político: primeiro, através de uma reflexividade crítica cinematográfica e, segundo, por meio de um autorretrato, construindo um mosaico-retrato de si mesma em que aborda a sua relação com as personagens e com as pessoas que filma”, disse Beatriz.

 

A partir desse movimento duplo, buscou-se discutir As praias de Agnès como espaço de uma política cinematográfica.

 

A banca composta pelas professoras Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (orientadora); Dra. Consuelo da Luz Lins – UFRJ (avaliadora) e  Dra. Ramayana Lira de Sousa - UNISUL (avaliadora), aprovou com distinção a dissertação.



Foto: PPGCL

Pesquisa aborda lei de cotas na mídia

 

(14/08/2020) O estudante de doutorado Éderson José de Lima defendeu nesta sexta-feira, 14, sua tese intitulada “As verdades sobre a lei de cotas na mídia: uma questão de poder político e jurídico em uma sociedade midiatizada”. Sob orientação da professora Silvânia Siebert, o doutorando transcorreu sua pesquisa através da teoria da Análise do Discurso.

 

Lei de cotas em tempos de uma sociedade politicamente midiatizada

 

A tese apresentada por Éderson teve por objetivo promover uma breve reflexão, à luz do pensamento epistêmico-filosófico contemporâneo acerca do sujeito pós-moderno e sua relação com os discursos de verdade sobre a lei de cotas em tempos de uma sociedade politicamente midiatizada.

 

“Nosso trabalho de pesquisa foi norteado, por alguns autores: em relação ao sujeito e sua relação com a verdade nosso suporte será Foucault e Habermas; no que tange as questões concernentes ao fazer jornalístico nos orientamos por Gomes e Charaudeau”, contou o doutorando.

 

No que tange as escolhas analíticas a pesquisa recortou um corpus empírico jornalístico dos jornais Folha de São Paulo e Gazeta do Povo, os quais serviram para análise sobre as polarizações acerca dos prós e contras no entorno das discussões das políticas de cotas e a Lei de cotas no Brasil.

 

“O recorte também serviu como um mecanismo que nos propiciasse gestos analíticos e modos de compreender a produção de verdades no espaço jornalístico e o modus como o sujeito se relaciona com esse universo de produção de verdades cotidianas”, finalizou Éderson.

 

A banca composta pelos avaliadores Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (orientadora); Dr.  Roberto Leiser Baronas – UFSCar (avaliador); Dra. Maria Célia Cortêz Passetti - UEM (avaliadora); Dra. Maria Marta Furlanetto - UNISUL (avaliadora) e Dra. Andréia da Silva Daltoé - UNISUL (avaliadora) emitiu conceito aprovado para tese.

 


Foto: Divulgação

Professora Ramayana fala da importância da formação crítica social

 

(13/08/2020) O isolamento social colocou uma luz sobre questões sérias e importantes: a desigualdade, as dificuldades e o preconceito enfrentados pelas minorias da nossa sociedade. As notícias que surgem a todo momento sobre situações de injustiça e violência colocaram em pauta os movimentos sociais, que, mesmo em tempos de distanciamento, se fazem presentes e cada vez mais fortes. Será o início de uma mudança significativa no comportamento do ser humano em sociedade?

 

Racismo, diversidade, igualdade de gênero: é preciso falar sobre isso

 

Uma coisa é certa: nós já estamos falando sobre isso, direta ou indiretamente. As redes sociais se tornaram espaços de expressão para quem, antes, não tinha sua voz ouvida. A televisão, o cinema e a publicidade parecem caminhar para um mundo com mais representatividade. Mesmo aqueles que resistem à discussão desses temas já são parte disso.

 

— A mudança de comportamento em relação a questões sociais precisa ser matizada. Por um lado, há uma crescente conscientização em relação a problemas da nossa sociedade, como o racismo, o sexismo e a desigualdade econômica. Por outro lado, vemos surgir um grande backlash, um movimento de reação a essa participação e conscientização, que, instigado por grupos conservadores, tenta naturalizar novamente comportamentos racistas, machistas, xenófobos e etnocêntricos. Essa é uma das grandes questões do nosso presente e já afeta a educação e o mercado de trabalho de maneira evidente — afirma a professora e pesquisadora do curso de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, Ramayana Lira.

 

Ela acredita que a formação crítica dos profissionais é de extrema importância, pois são eles que oferecerão ao mercado de trabalho novas formas de organização e atuação. No ensino do cinema, por exemplo, já existem iniciativas, projetos de pesquisa e extensão e coletivos com foco em diversidades e acessibilidade.

 

— Não é mais possível pensar na formação de realizadoras e realizadores sem que questões como assédio em sets de filmagem, políticas de casting, acesso e manuseio de equipamentos sejam enfrentadas por docentes e discentes. Sem abrir mão da excelência técnica, a formação de pessoas que vão construir narrativas, sons e imagens de grande alcance social não pode ser conduzida como se a universidade fosse um espaço separado do mundo que a cerca. As fronteiras das instituições de ensino superior têm que ser mais permeáveis e admitir uma troca mais intensa com a sociedade. As demandas, os saberes e os modos de vida de grupos que antes eram, ou hoje ainda são, excluídos dos contextos formais de educação aos poucos transformam o que ensinamos e como ensinamos — explica Ramayana.

 

Texto: Estúdio NSC



Foto: Divulgação

Dia do documentário brasileiro: cinemas, povos, Brasis… Por uma estética-política da pluralidade

 

(07/08/2020) A Associação Brasileira de Documentaristas definiu a data de 7 de agosto como Dia do Documentário Brasileiro em homenagem ao cineasta Olney São Paulo. A justeza da homenagem não apaga, no entanto, a natureza incerta do objeto de comemoração, afinal, como definir o documentário brasileiro? 

 

Inúmeros pesquisadores, críticos e estudiosos do cinema já se debruçaram sobre a difícil tarefa de definir o cinema documentário, inclusive o título de um importante livro de Fernão Ramos sobre o tema é justamente Mas, afinal, o que é o documentário? Difícil não apenas pela multiplicidade de formatos, tipos, dispositivos e vozes dos documentários, mas também pela variedade das funções que os cineastas podem assumir nos filmes – desde um observador pretensamente objetivo, desinteressado (como o Cinema Direto propunha), um ator social que se envolve na problemática trabalhada (como Vincent Carelli, por exemplo), um protagonista que conta sua própria história ou um acontecimento político a partir de sua experiência (como Sandra Kogut, Flávia Castro e Petra Costa) até um montador das imagens dos outros (como Marcelo Masagão, Marcelo Pedroso, Cao Guimarães ou Gabriel Mascaro).

 

Outra característica dos documentários que dificulta uma definição fechada do termo é sua questionável referencialidade em relação ao que chamamos de realidade. Para muito além dos mockumentaries, que brincam com a fronteira documentário-ficção, mesmo o documentarista que se propõe a trabalhar com fatos reais não pode ficar indiferente à interferência da presença da equipe de produção e da câmera na realidade retratada, ao quanto sua própria visão de mundo, sua cultura, sua subjetividade afetam sua perspectiva sobre os fatos e ao quanto essa perspectiva determina a maneira como uma história é contada. Conforme defende Jean-Louis Comolli, “nada do mundo nos é acessível sem que os relatos nos transmitam uma versão local, datada, histórica, ideológica”.

 

Os documentários contemporâneos vêm assumindo seu caráter subjetivo, sem dissimular seu ato de reescrever o mundo, mais do que representações dos acontecimentos, os documentários se tornam eles mesmos acontecimentos, encontros éticos, gestos políticos. Isso fica bastante evidente nos filmes de Eduardo Coutinho, por exemplo. Desde o premiado Cabra marcado para morrer (1984), seus filmes são marcados pela presença da equipe, pelas negociações com os entrevistados, pelos dispositivos, pela exibição das imagens feitas aos personagens. Faz parte de uma postura ética do cineasta exibir as condições de produção, as dificuldades de comunicação, a construção da relação diretor/personagem, a verdade da filmagem.

 

É, assim, “sob o risco do real”, diz Comolli, que os filmes documentários se abrem ao mundo, mais que isso, “são atravessados, furados, transportados pelo mundo”, se ocupando “das fissuras do real, daquilo que resiste, daquilo que resta, a escória, o resíduo, o excluído, a parte maldita”. Isso significa que o documentário é capaz de escavar singularidades naquilo que a sociedade pretende classificar, objetificar, invisibilizar, excluir, é capaz de focar o resto até que deixe de ser resto, até que fique aparente, até que sua voz ecoe e deixe de ser apenas um murmúrio silenciado sob a história oficial.

 

Aí estaria a potência ética do documentário, uma abertura na história brasileira que é, antes de tudo, uma opção política pelas vítimas da opressão, do silenciamento, da exclusão. Ética e política, neste sentido, são indissociáveis, porquanto a questão do político é essa que nos vem da alteridade e que é significada a partir do lugar marginal do outro. Mas também não se pode dissociá-las da estética, já que este olhar do outro, esta rememoração dos restos que irrompe na imagem, transforma a imagem e a história, colocando em jogo as formas fixas, homogêneas e excludentes da cultura.

 

Neste sentido, cabe pensar o segundo termo que define o objeto da comemoração: “brasileiro”. O que fazer com a fixidez identitária que o adjetivo pátrio dá à expressão diante da pluralidade de povos que fazem documentários no Brasil? Penso nos filmes de Ariel Kuaray Ortega e Patrícia Ferreira Pará Yxapy (Mbya-Guarani), Divino Tserewahú Xavante, Takumã Kuikuro, Alberto Álvares Guarani, Sueli Maxakali, entre outros cineastas indígenas, penso também na riquíssima produção documentária negra de Day Rodrigues, Yasmin Thayná, Camila de Moraes, Joel Zito Araújo, Edileuza Penha, Stella Tó Freitas, Rodrigo Ribeiro (aluno recém-formado pelo curso de Cinema e Audiovisual da Unisul que está fazendo sucesso em festivais Brasil afora com o filme A morte branca do feiticeiro negro (2019)), para citar apenas alguns.

 

Há tantos documentários brasileiros quanto Brasis, ambos (documentários e Brasis), estão repletos de povos, línguas, concepções de mundo, ontologias, cosmogonias, realidades, perspectivas, histórias. Para conhecermos esses povos, suas línguas, suas visões de mundo, suas histórias, histórias outras que as da dominação e do etnocentrismo, histórias de lutas e resistência, eis o “documentário brasileiro”.

 

Texto: Ana Carolina Cernicchiaro/UnisulHoje


MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem

Campus Tubarão:  Av. José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, 88.704-900 - Tubarão, SC - (55) (48) 3621-3369

Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, 88137-270 - Palhoça, SC - (55) (48) 3279-1061