PORTAL UNISUL   BIBLIOTECA   ACERVO  BASE DE DADOS   DISSERTAÇÕES   TESES   PORTAL DE PERIÓDICOS   MINHA UNISUL   CONTATO

Página Inicial > Notícias > Página Principal

 

Notícias

Página Principal

Notícias do Front

PPGCL na TV

Notícias de 2020

Notícias de 2019

Notícias de 2018

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Notícias de 2006

Notícias de 2005

Notícias de 2004

Notícias

Página Principal



Foto: PPGCL

Infomedia

 

(06/08/2020) O professor e coordenador do PPGCL, Dr. Fábio José Rauen, publicou nesta quinta-feira, 6, um artigo chamado "Infomedia" no jornal Notisul, um jornal diário regional disponível em meio impresso e eletrônico sediado em Tubarão/SC. A publicação integra a coluna da AGETEC - Agência de Inovação e Empreendedorismo da Unisul. Leia aqui o texto completo!

 

Em “Roteiros de Iniciação Científica”, meu livro de metodologia publicado em 2015 pela editora da Unisul, dediquei um capítulo inteiro para abordar o modo correto de se produzir ciência. Neste capítulo, dei especial ênfase aos aspectos que permitem avaliar se os conhecimentos obtidos da empreitada científica não são apenas verdadeiros materialmente, mas, sobretudo, válidos logicamente. Assumindo que essa dupla exigência é o que separa o conhecimento científico do conhecimento de senso comum, resolvi terminar o capítulo com um assunto quase ausente de livros dedicados à formação de futuros pesquisadores: os argumentos falaciosos. Mal sabia que essa questão passaria a ter tanta importância nesses tempos de “infodemia” ou pandemia de desinformação.

 

O objetivo da ciência é lidar com raciocínios corretos obtidos de evidências verdadeiras. Consequentemente, será falácia sempre que se produzir um raciocínio incorreto de evidências falsas; sempre que se produzir um raciocínio incorreto de evidências verdadeiras e, assim, cometer um erro formal que torna o argumento inválido; ou sempre que se produzir um raciocínio correto de evidências incorretas ou enganosas e, assim, cometer um erro material que torna o argumento falso.

 

Uma falácia é, portanto, um argumento inconsistente ou inválido em função de uma falha formal ou material. Uma falácia pode induzir ou convencer alguém a um erro de maneira acidental ou fraudulenta. No primeiro caso, ela é chamada de paralogismo; no segundo, ela é chamada de sofisma. É próprio de nossa humanidade cometer erros acidentais. Por vezes, nos confundimos ou tendemos a acreditar naquilo que queremos acreditar, mesmo que sejam falsos. Todavia, é muito sério quando produzimos ou acreditamos em argumentos elaborados de má-fé com a intenção de logro ou engano.

 

Infelizmente, em tempos de combate à pandemia de Sars-Cov-2, a ciência trava um novo combate contra um vírus muito mais antigo e muito mais resistente: a desinformação. Ilude-se quem acha que fake news são um fenômeno recente: que digam os cristãos incendiários de Roma, os judeus causadores da peste e todas as bruxas queimadas em fogueiras. Entretanto, o caráter pandêmico da atual “infodemia”, cujos efeitos psicossomáticos ainda estão por ser estudados, é assustador. Sofismas ardilosamente produzidos para atingir interesses econômicos, políticos e ideológicos, infectando humanos ao modo dos vírus, estão sendo cada vez mais turbinados pelas redes sociais. O único antídoto conhecido: educação qualificada.

 

Vejamos dois exemplos relacionados à Covid-19 para compreender o impacto dessa doença nas vidas das pessoas. Meu primeiro exemplo tem a ver com uma falácia de argumento de autoridade ou argumentum ad verecundiam, segundo a qual algo é verdade somente porque foi afirmado por uma autoridade ou pessoa famosa. Exatamente é esse o caso da “campanha publicitária” em favor da cloroquina. Trata-se de um exemplo de falácia de relevância porque a premissa não tem relação com a conclusão, ou seja, não segue do fato de um presidente defender certo medicamento que alguém deva usá-lo, como os estudos científicos amplamente publicados corroboram. E de nada adianta amenizar o sofisma, dizendo que o medicamento vale apenas para si. Nesse caso, a estratégia pode ser classificada como falácia da evidência anedótica, que consiste em fundamentar um argumento por meio de um exemplo particular. A conclusão, ainda assim, não segue da premissa; e a evidência, mesmo que anedótica, continua sendo a de uma autoridade (afinal, não estamos falando do primo da vizinha do amigo do meu compadre).

 

Meu segundo exemplo tem a ver com a falácia da falsa dicotomia ou falácia da bifurcação, que consiste em supor que uma alternativa possui limitado número de opções, quando há outras opções silenciadas. Em minhas aulas, argumento que em toda bifurcação, estamos diante de quatro alternativas. Considere o famoso raciocínio disjuntivo “Ou você é meu amigo, ou você é meu inimigo”. Independentemente de pensarmos que é sempre possível aumentar as alternativas, a disjunção é, em si mesma, uma falácia de falsa dicotomia. Sim, de fato, você pode ser meu amigo (e, desse modo, não é meu inimigo), ou pode ser meu inimigo (e, desse modo, não é meu amigo). Todavia, duas opções são silenciadas: a possibilidade de você ser meu amigo e ser meu inimigo ao mesmo tempo, e a possibilidade de não ser nem meu amigo, nem meu inimigo ao mesmo tempo.

 

Em tempos de pandemia, estamos sendo constrangidos a lidar com a falsa dicotomia entre distanciamento social e preservação de empregos. Se defendemos o distanciamento social, nos sentimos culpados pelas consequências econômicas; se defendemos a liberação do convívio social, nos sentimos culpados pelas mortes estupidamente evitáveis. Essa falsa dicotomia é duplamente maléfica. De um lado, ela gera sofrimento porque nos coloca num dilema impossível. De outro, ela nos cega para possibilidades de soluções criativas que poderiam viabilizar o distanciamento social e otimizar a preservação de empregos. Lamentavelmente, presos nessa falsa dicotomia, estamos nos encaminhando em direção a uma situação na qual, não estando suficientemente convictos, desnecessariamente perdemos empregos; não estando suficientemente distantes, contabilizamos mortos para além do admissível e por um tempo excessivamente extenso.

 

Você sabia?

 

Fábio José Rauen publicou pela editora da Unisul em 2015 o livro “Roteiros de Iniciação Científica”. O livro apresenta em 672 páginas todos os passos para a elaboração de uma investigação científica desde a concepção do projeto de pesquisa, passando pelas diferentes formas de coleta e análise de evidências, até a apresentação e a publicação.

 

Fique atento!

 

O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul tem uma linha de investigação dedicada à produção e à interpretação do texto acadêmico onde questões tratadas nessa matéria são estudadas. Conheça o Programa no endereço www.unisul.br/linguagem ou no e-mail ppgcl.sec@unisul.br.

 

Texto: Fábio José Rauen/Notisul




Foto: PPGCL

Pandemia e imaginário simbólico

 

(06/08/2020) O prof. Claudio Paixão Anastácio de Paula da UFMG apresentou nesta quarta (5) às 17 horas a conferência “A informação, o imaginário e o símbolo em tempos de pandemia”. A aula fez parte das primeiras atividades do segundo semestre de 2020.


A importância da mediação simbólica


Conforme Anastácio de Paula, o imaginário em torno das pandemias as significa, ou seja, dá forma ao medo e à angústia, sustenta discursos de Estado e influencia as massas. “Para mim, a palavra, como elemento simbólico capaz de catalisar o surgimento de imaginários coletivos e potencializar suas consequências, é a chave escolhida para refletir sobre essa forma de influência durante a pandemia de 2020 e de ressaltar a importância de uma leitura simbólica na interpretação da realidade”.


Distinguindo as noções de imaginação e imaginário, assumindo a noção de Jung de símbolo como artefato cognitivo ou elaboração mental capaz de conectar, através da construção de um terceiro elemento integrativo, dois ou mais elementos diferentes e de difícil compreensão ou elaboração, o pesquisador apresentou a origem da palavra pandemia, associando-a simultaneamente à noção de algo que afeta todo o povo e causa pânico.


“Há, na pandemia, disputas a partir dos sentidos que são produzidos numa complexa construção bio-psico-histórico-social do conhecimento de si, dos outros e do mundo que se realiza a partir dos símbolos e no imaginário e que se expressa a partir deles e que se estruturam em ficções ou narrativas estruturadoras da cultura”.


Concordando com Bordieu, para quem o real é relacional, e com Piaget e Durand, para quem o real é condicionado pelo Imaginário Social que subjaz o pensamento coletivo de uma sociedade; e distinguindo as noções de “schema” e “schemé” e de memes virais e darwinianos, o autor lida com o inconsciente pessoal, as estruturas antropológicas do imaginário e a organização do conhecimento.


Para Anastácio de Paula, a pandemia é uma história que se repete e, para tanto, ele apresenta exemplos de como as autoridades e as pessoas trataram a gripe espanhola no Brasil do final da década de 10 do século XX. Na atual pandemia, os seguintes elementos são mobilizadores: o enfraquecimento das instituições; a promoção de dois tipos de "idiotas da aldeia" (Umberto Eco): o idiota “intelectual” e o idiota “cara comum”; a psicologia das massas ou das multidões (Gustav Le Bom) e as fórmulas simplificadores e totalizantes; a utilização intencional da debilidade do individual produzida pela insegurança e causadora do enfraquecimento da consciência moral para produzir a adesão irrefletida a pautas alheias à sua classe; e, destaca o autor, a “ganância insaciável de quem nada possui” criando um lumpemproletariado simbólico.


O pesquisador


Claudio Paixão Anastácio de Paula é doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (2005), mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999), psicólogo (Habilitação em Psicologia Clínica), e bacharel e licenciado em psicologia pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (1993).


Professor Associado do Departamento de Teoria e Gestão da Informação (DTGI) da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde desenvolve a pesquisa “Dimensões simbólicas e afetivas da informação: construindo um repertório de práticas de investigação”, Anastácio de Paula é coordenador do Gabinete de Estudos da Informação e do Imaginário (GEDII), que aborda temas relacionados aos comportamentos e práticas informacionais e dimensões simbólicas do uso da informação.

 



Foto: PPGCL

Abertura do semestre letivo conta com lançamento de livro

 

(05/08/2020) Segundo semestre de 2020 iniciou oficialmente nesta quarta (5), às 16 horas, com Seminário de Apresentação dos Cursos de Mestrado e Doutorado e Lançamento da Coletânea do Colóquio de Integração em Ciências da Linguagem. Evento continua às 17 horas, com aula inaugural.

 

Uma Pós-graduação cinco estrelas; uma Universidade cinco estrelas

 

O professor Fábio José Rauen abriu oficialmente nesta quarta o segundo semestre de 2020 apresentando os cursos de mestrado e doutorado. Na pauta, desde a apresentação do corpo docente, passando pela descrição das etapas de consecução dos cursos, até aspectos relevantes do PPGCL.

 

“As aulas da Pedra Branca já haviam sido iniciadas na segunda (3) e as aulas de Tubarão iniciam-se na quinta (6), mas sempre é bom dar as boas-vindas oficiais a todos”, comentou Rauen. “Esse ano estamos de parabéns, porque publicamos uma coletânea de textos selecionados do Colóquio de Integração em Ciências da Linguagem, que foi um evento em comemoração aos 20 anos do mestrado e aos 10 anos do doutorado”, complementa.

 

Organizado por Rauen e pelo Dr. Bazilício Manore de Andrade Filho, a Coletânea conta com oito textos selecionados dentre as 52 comunicações do evento.

 

“No dia 7 de novembro de 2019, tive a satisfação de abrir o I CICLU, que foi um evento concebido e organizado pelos estudantes do Programa para integrar professores, estudantes e egressos de nossos dois campi em torno dos estudos promovidos em nossas duas linhas de pesquisa: texto e discurso e linguagem e cultura”, comemora Rauen.

 

O Colóquio de Integração em Ciências da Linguagem da Unisul ocorreu nos dias 7 e 8 de novembro de 2019 como espaço para discussões de pesquisas concluídas ou em andamento de acadêmicos, pós-graduandos, pesquisadores e professores, o CICLU foi composto por simpósios, mesas-redondas e pôsteres caracterizados pela discussão e aprofundamento do conhecimento.

 

O evento foi dividido em duas linhas temáticas: texto e discurso e linguagem e cultura. O eixo temático texto e discurso buscou refletir os processos de produção de sentido em sua dimensão subjetiva, social, histórica e ideológica. Nas propostas de trabalho vinculadas a este eixo, conceberam-se processos de significação em eventos sociais específicos e únicos, acionando, além da língua, determinações materiais.

 

O eixo temático linguagem e cultura buscou estudar, na modernidade e na contemporaneidade, as linguagens verbais e não verbais e suas correlações, bem como as manifestações culturais e estéticas, com ênfase na produção simbólica e seus diversos suportes. As propostas de trabalho vinculadas a este eixo atuaram numa intersecção entre os campos da literatura, artes (visuais, cênicas e musicais), fotografia, cinema, moda, antropologia e comunicação.

 

Textos selecionados

 

Conforme a apresentação da coletânea, no primeiro texto, “Restos da senzala: o cinema brasileiro contemporâneo e seu diálogo com o passado escravista do país”, Júlio César Alves da Luz analisa os filmes Casa grande e O som ao redor considerando conflitos de classes no âmbito privado da casa da classe média.  O texto de Luz examina como a interpretação histórica elaborada pelos filmes sugere, mediante escolhas estético-políticas, formas de persistência de uma ordem social escravocrata.

 

No segundo texto, “Rogério Sganzerla: antropófago”, Cristina de Marco e Alexandre Linck Vargas buscam responder como Orson Welles é antropofagizado por Rogério Sganzerla em suas versões para a Verdade. Os autores argumentam que a alegria encontrada encantou Orson Welles, e a leitura da verdade do outro conduziu Rogério Sganzerla a criar a sua própria verdade estética.

 

No terceiro texto, “A dualidade moral entre o bem o mal na cultura: análise da relação Batman e Coringa nas histórias em quadrinhos de super-herói”, Alexandre Linck Vargas e Diego José da Silva apresentam uma pesquisa em andamento que visa a compreender como a coexistência de Batman e Coringa funciona, como essa coexistência reflete discursos existentes em nossa sociedade e como os binarismos bem/mal e razão/loucura dependem da noção de perspectiva.

 

No quarto texto, “A sereia pela santa: uma leitura blanchotiana de O outro pé da sereia de Mia Couto”, Jéssica Freitas dos Santos e Alexandre Linck Vargas, fundamentando-se nas obras de Maurice Blanchot e Peter Sloterdijk, investigam como a figura da sereia substitui a figura de santa enquanto possibilidade narrativa. Considerando a narrativa como acontecimento ( e não como relato), os autores sugerem que essa troca possibilita o movimento narrativo na obra.

 

No quinto texto, “A estética do feminino: entre caminhos, rupturas e avanços”, Agnes Campos Cascaes, Luiza Liene Bressan da Costa e Marília Köenig analisam a vida de Frida Kahlo a partir daquilo que produz embate e promove rupturas sobre o papel da mulher. O texto descreve o cenário social, político, econômico e cultural no qual Frida Kahlo produziu sua arte, olha para o feminino expresso em suas obras, identifica possíveis rupturas que ela promoveu com o conceito social de feminino e demonstra possíveis contribuições desta artista no redimensionamento do que é ser mulher.

 

No sexto texto, “Auto e heterovigilância de hipóteses abdutivas antefactuais em situações proativas de criação de fanfictions: análise com base na teoria de conciliação de metas”, Thalia Eluar do Nascimento e Suelen Machado Francez Luciano analisam respostas de ficwriters em um questionário eletrônico direcionado ao processo de criação das fanfictions e à interação com os leitores. O texto defende a hipótese de que o ficwriter tem uma intenção prática implícita de agradar leitores que superordena a sua produção escrita. Segundo as autoras, processos de vigilância podem moderar a emergência e a força de hipóteses abdutivas antefactuais do ficwriter interferindo no processo criativo dos autores.

 

No sétimo texto, “O domínio do discurso capitalista na produção do mal-estar na contemporaneidade”, Clarinice Aparecida Paris investiga o domínio do capitalismo e do discurso capitalista na produção do mal-estar na subjetividade contemporânea. Com base em Freud e Lacan, sugere que o consumismo capitalista modificou a subjetividade, e o sujeito é induzido a acreditar que se controla, de modo que o discurso capitalista se encontra articulado na produção do sintoma.

 

No oitavo texto, finalmente, “Para além do crivo: circulação de sentidos na prática de mulheres em Ganchos (SC)”, William Wollinger Brenuvida analisa a circulação de sentidos em conversas, diálogos e gestos de interpretação realizados pelas criveiras da comunidade de Ganchos. Segundo o autor, o Crivo é uma arte em bordado herdada de imigrantes açorianos e madeirenses. Sua produção acontece em roda de criveiras que se reúnem sistematicamente e constituem sua autoria em prática discursivas orais desse ritual.

 



Foto: PPGCL

Memórias afetivas em tempos de pandemia

 

(30/07/2020) "Em tempos de pandemia: o eu e minhas memórias afetivas" foi o tema da aula magna proferida pelo professor Mario Abel Bressan Junior, no Centro Universitário IESB, com sede em Brasília, na noite de ontem, dia 29 de julho de 2020.


Com a participação e quase 100 alunos, a palestra foi realizada via ferramenta blackboard e contou com alunos dos cursos de tecnologia e licenciatura.


Para o professor Mario, este tipo de ação faz com que trocas de ideias sejam articuladas e outros assuntos possam ser circulados nas instituições. “Falar de memória afetiva é sempre muito bom. Poder levar minhas pesquisas e mostrar como podemos entende-las no dia a dia é essencial, ainda mais neste atual tempo de pandemia em que estamos vivendo”, destaca o professor.


A aula magna gravada encontra-se disponível para assistir no link: https://ead.iesb.br/live

 


Foto: PPGCL

Sexta-feira com defesas em dose dupla no PPGCL

 

(24/07/2020) Esta sexta-feira, 24, foi em dose dupla para defesas. Às 14 horas ocorreram apresentações simultâneas: uma da linha de linguagem e cultura e outra da linha de Análise do Discurso. A mestranda Alice e o doutorando Vinicius encerraram seus cursos com aprovação.

 

Vinicius pesquisa a autoria em diários de leituras de estudantes do Ensino Médio 

 

O estudante Vinicius Valença Ribeiro defendeu sua tese intitulada “Vozes participantes na escola: a autoria em diários de leituras de estudantes do Ensino Médio”. O estudo abordou os processos de interpretação e autoria em diários de leituras produzidos por estudantes do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS).

 

“Os diários foram elaborados por duas turmas de segundo ano do Instituto durante intervenção didática, incluída como item do planejamento para a disciplina Língua Portuguesa. Do material produzido, foram selecionados dois diários de leituras para serem analisados”, explicou o estudante. Sob a perspectiva da Análide do Discurso, o trabalhou buscou compreender como se constituem, nos dois diários de leituras, os gestos de autoria de seus sujeitos.

 

Vinicius foi aprovado com nota máxima em banca composta pelas professoras Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (orientadora); Dra. Denise Porto Cardoso - Universidade Federal de Sergipe (avaliadora); Dra. Cristiane Gonçalves Dagostim - Faculdade Satc (avaliadora); Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann - UNISUL (avaliadora); Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora) e Dra. Andréia da Silva Daltoé - UNISUL (suplente).

 

Mulheres quadrinistas são objeto de dissertação da Alice  

 

Foto: PPGCL

“O horrível, o devir e as quadrinistas: análise estética de Graphic Novels de horror feitas por mulheres”, este foi o título da dissertação defendida pela mestranda Alice Grosseman Mattosinho.

 

“O objetivo do trabalho foi o de analisar esteticamente cinco graphic novels de horror publicadas a partir de 1992, elaboradas por mulheres quadrinistas, que se distinguiram, de alguma maneira, em seu meio, e foram publicadas para o mercado estadunidense, franco-belga e japonês”, disse Alice. Foram utilizadas as proposições de análise estética sob o suporte teórico de McCloud, Hatfield, Groensteen, Deleuze e Guattari, Kristeva, Derrida, Carrol, entre outros, buscando semelhanças e diferenças que possam elucidar a potência dos quadrinhos de horror feitos por mulheres, observando a tendência comum do devir em todas as obras.

 

A banca avaliadora composta pelos professores Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (orientador); Dra. Maria Clara da Silva Ramos Carneiro – UFSM (avaliadora) e Dra. Alexandra Presser - UFSC (avaliadora) aprovou a dissertação da estudante.

 


MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem

Campus Tubarão:  Av. José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, 88.704-900 - Tubarão, SC - (55) (48) 3621-3369

Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, 88137-270 - Palhoça, SC - (55) (48) 3279-1061