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2020


Foto: Andreia Daltoé

Profa. Andreia Daltoé ministra palestra sobre construção de texto científico no curso de Direito

 

(10/03/2020) A profa. Do PPGCL, Andréia Daltoé, esteve nesta segunda-feira (9) com os alunos do curso de Direito da Unisul proferindo a palestra intitulada “A produção do texto científico no Direito: a língua como ferramenta (im)perfeita”. O objetivo foi atender dificuldades relacionadas a construção do Trabalho de Conclusão de Curso.


Andréia organizou uma conversa que partiu das questões sobre: a) Língua e sentido, passando por noções como ambiguidade, anfibologia, generalidade, indeterminação, lógica difusa, casos limítrofes, discricionariedade na interpretação jurídica, etc.; b) Língua e Direito, em que discutiu o discurso jurídico como espaço de litígio, de disputa por sentidos, de relações de poder; c) O texto científico no Direito: suas particularidades formais, ética no trabalho da intertextualidade, diferença entre o texto das peças judiciais e o TCC na área.


A partir de uma conversa interativa, levantando as principais angústias sobre a construção do texto científico, foi possível discutir a complexidade que envolve a escrita e o quanto este exercício não está dissociado da responsabilidade de autoria destes alunos com a interpretação de temas jurídicos tão importantes para a vida em sociedade.


Stephannie Roses Silveira, que cursa a 9 fase do curdo de Direito, a palestra ajudou muito nesta fase decisiva de nossa graduação. “Trouxe-nos informações valiosíssimas de estrutura e linguagem adequadas para serem usadas na confecção de nosso trabalho de conclusão de curso”, comenta a estudante.


Para Talita da Rosa Izidoro, formanda da 10ª, este período gera muitas dúvidas, inquietações em relação ao que se escreve e é comum que surjam alguns questionamentos como: será que vamos conseguir produzir um texto que seja coerente, coeso, claro e objetivo? Como devemos fazer para conectar um parágrafo a outro? “Essas e outras questões foram levantadas e respondidas na palestra ministrada pela professora Andreia. Agradeço a ela por nos mostrar que escrever realmente não é uma tarefa fácil, mas que com estudo e muita pesquisa chegaremos ao término desse trabalho”, contou Talita.

 


Foto: Divulgação

PPGCL promove evento em Tubarão
 

(09/03/2020) O PPGCL promove de terça a quinta no Campus Tubarão o “I Seminário Internacional Imaginário e Memória: culturas conectadas e dispositivos convergentes”. O evento proposto pela linha de pesquisa Linguagem e Cultura ocorre em parceria com cursos de graduação de Jornalismo, Publicidade.
 

Trabalho de Grupos de Pesquisa
 

Fruto do trabalho dedicado dos Grupos de Pesquisa “Imaginário e Cotidiano” e “Memória, Afeto e Redes Convergentes”, o Seminário é um evento de caráter científico que visa à difusão de pesquisas e debates de temas ligados à linguagem, à cultura, ao imaginário, à memória e outros afins, numa perspectiva interdisciplinar. O evento ocorre nas dependências do CETTAL do campus de Tubarão da Unisul e tem como público-alvo prioritários pesquisadores, docentes e alunos de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, e graduação.


O evento tem por objetivo “propor ambiente de discussão às sensibilidades coletivas forjadas em/por imagens e que perpassam o imaginário coletivo, a memória, a linguagem e a cultura”, complementa Heloisa Moraes, coorganizadora do evento. “Serão apresentados trabalhos científicos selecionados sobre o mundo pós-moderno, suas novas formas de conexão e de ser e estar presente, mobilizando nossas reflexões especialmente a partir de questões ordinárias do cotidiano e dos nossos localismos e regionalismos”, complementa Mário Abel Bressan Júnior, coorganizador.
 

Na terça à noite ocorre a conferência de abertura: “Imaginário: diferença e descobrimento”, do professor Juremir Machado da Silva (PUCRS). A conferência abordará as mediações em rede e imaginário e a produção, a circulação e o consumo conectado.
 

Na quarta à tarde, às 14 horas, ocorre a mesa-redonda: “Imaginário, Memória e afetos”, coordenada pela professora Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Unisul), com os trabalhos “Imaginário, Sensibilidades e Afetos: Desafios para Promover Seres Saudáveis no Quotidiano em Tempos de Tecnosocialidade”, de Rosane Gonçalves Nitschke (UFSC) e “Uma reflexão sobre moda e imaginário: mocinha ou vilã?”, de Graziela Brunhari Kauling (IFSC). Em seguida, serão apresentados trabalhos do “GT: Imaginário e Memória - 1º dia”. À noite, ocorre a conferência “Conferência: Memória e nostalgia: as narrativas da audiência sobre os cinemas de rua” da professora Christina Ferraz Musse.
 

Na quinta à tarde, 14 horas, ocorre a mesa-redonda: “Culturas conectadas”, coordenada pelo professor Mário Abel Bressan Júnior, contando com os trabalhos “Desafios para uma televisão ubíqua”, de Cristiane Finger Costa (PUCRS); e “Imaginário, Memória e Arquétipos”, de Francisco Antônio Pereira Fialho (UFSC). Em seguida correm apresentações das pesquisas do “GT: Imaginário e Memória - 2º dia”. À noite ocorre a conferência de encerramento: “Cinema e os Imaginários Contemporâneos” do professor Rogério de Almeida (USP).
 

Para maiores informações, visite o evento Instagram: @IMAGINARIOEMEMORIA ou #IMAGINARIOEMEMORIA. Inscrições: https://www.even3.com.br/imaginarioememoria/
 

Texto: PPGCL


Foto: Divulgação

Evento conta com conferência de Dan Sperber
 

(06/03/2020) Acontece na UFPR o IV Workshop Internacional de Pragmática. Evento conta com conferência magna de Dan Sperber na terça a tarde e se encerra com conferência do professor Fábio Rauen da Unisul.
 

Estudos pragmáticos em destaque
 

O evento se inicia na terça-feira, dia 10, às 9 horas com a conferência de abertura “A Pragmática nossa de cada dia”, da Profa. Elena Godoy (UFPR) Líder do Grupo de Pesquisa Linguagem, Cognição e Comunicação da UFPR. Logo em seguida, serão apresentados trabalhos dos professores Aline Aver Vanin (UFCSPA), Aurélia Lyrio (UFES) e Cristina Lopes Perna (PUCRS) e, no início da tarde, Ana Tramunt Ibaños (PUCRS).
 

Às 14 horas, acontece a conferência magna do professor Dan Sperber, do CEU de Budapest e do Institut Nicod de Paris. Dan Sperber, junto com Deirdre Wilson do University Colege de Londres, são os autores da teoria da relevância, de relevância mundialmente reconhecida nos estudos pragmáticos.
 

As atividades se encerram com a conferência “Agência comunicativa: uma questão pragmática” da professora Stéphane Dias (IFRS, Rutgers University Center for Cognitive Science) e a mesa redonda: “Perspectivas em Pragmática Cognitiva”, mediada pela professora Crisbelli Domingos (UFPR), contando com os trabalhos “Pragmática e neurociência: um mapeamento das perspectivas internacionais atuais” de sua autoria; “Os processos da comunicação”, de Ivete Morosov (PUCPR/UFPR) e “Cognição, motivação e aquisição de L2” de Marina Xavier (UEPG/UFPR).
 

Na quarta-feira (11), o evento se inicia pela manhã com a mesa redonda “Fake News e Linguagem em uso: perspectivas teóricas”, mediada pela professora Angélica Andersen (UFPR), contando com as comunicações “Fragilização cognitiva e sujeição informacional” de Aristeu Mazuroski Jr. (UFPR); “O ambiente de desinformação global”, de sua autoria; “Estratégias argumentativas da extrema direita: uma análise de True Outspeak, de Olavo de Carvalho” de Marília Rios Ribas (UEPG); e “Ao que se referem as Fake News? Linguagem e intersubjetividade na descrição da realidade”, de Maurício F. N. Benfatti (UFPR). Em seguida à mesa, ocorre a apresentação das pesquisas da professora Elisabetta Santoro (USP)
 

À tarde, está programada a conferência “Efeito emocional e efeito racional na interpretação humana”, de Sebastião Lourenço dos Santos (UEPG/UFPR) - Presidente da Associação Brasileira de Pragmática ABRAP, às 14 horas. A partir das 16 horas ocorre a apresentação de trabalhos do NERO (Núcleo de Estudos do Romance) em diálogo com a Pragmática Cognitiva, “Mecanismos de credulidade em uma sociedade complexa”, de Fabio Mesquita (UFPR), “Biopragmática: o que é e como fazer”, de Maurício Fernandes Neves Benfatti (UEPG) e, às 17h 30min, ocorre a Conferência de Encerramento, com o professor Fábio Rauen (UNISUL).
 

“Nesta conferência, vou apresentar o estado de arte do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva da Unisul, dando especial atenção ao desenvolvimento da teoria de conciliação de metas, que tem por objetivo promover uma perspectiva praxiológica proativa para os estudos do campo”, esclarece o autor.
 

A quarta edição do Workshop Internacional de Pragmática terá lugar na Universidade Federal do Paraná, nos dias 10 e 11 de março de 2020. A programação ocorrerá no Campus Reitoria, no Ed. D. Pedro I – Anfiteatro da Biblioteca, no 2º Andar. O evento é gratuito e as inscrições são feitas no dia, até a capacidade máxima do auditório (150 pessoas).
 

Conforme Crisbeli Domingos, responsável pela participação de Dan Sperber, o objetivo principal do evento é o de “promover o intercâmbio de ideias entre a pragmática e outras ciências que se interessam por linguagem, cognição e comunicação”.
 

O evento pode ser acessado aqui.
 

Texto: PPGCL


Foto: Rafael Freitas

Professor do PPGCL ministra palestra de abertura do semestre na Unisul


(28/02/2020) Relacionamento Afetivo entre professor e aluno, esse foi o tema da palestra realizada nesta quinta-feira, 27, no Espaço Integrado de Artes da Unisul pelo professor do PPGCL Mario Abel Bressan Junior. A palestra deu a boas-vindas aos estudantes dos cursos de Letras (Português e Inglês), Pedagogia, História e Geografia da Unisul.


Dentre os assuntos apresentados, Mário destacou a importância da afetividade para o processo de aprendizado. “O aprender torna-se muito mais significativo quando ha uma relação afetiva entre professor e aluno”.


Durante a palestra algumas técnicas foram apresentadas, que com vídeos e imagens contextualizaram formas e métodos para cativar alunos.

 

Texto: PPGCL


Foto: PPGCL

Revista Laboratório Ciência em Curso vira canal no youtube


(28/02/2020) A Revista Laboratório Ciência em Curso, que nasceu em 2003 de um projeto da linha de Texto e Discurso do PPGCL, ganhou canal no youtube. Para atender as demandas atuais e ensaiar novas formas de produção e circulação do conhecimento, a nova versão passa a ser publicada integralmente na plataforma.


Em suas primeiras edições a revista publicou, no próprio site da revista, vídeos que discutiram, em perspectiva interdisciplinar, as relações de trabalho e subjetividade, modelos de TI, Arqueologia, entre outros. Em 2005 a revista recebeu apoio financeiro da Fapesc, montando o laboratório para a produção audiovisual e acolhendo estagiários dos cursos de graduação em Cinema, Jornalismo e Publicidade. Desta vez, a nova versão, retorna com a proposta de focar apenas na área de Ciências da Linguagem e pesquisas relacionadas à Análise de Discurso.


O canal “Revista Laboratório Ciência em Curso” conta com edições semestrais e sua primeira edição apresenta a playlist com os vídeos das apresentações orais de mesas redondas e simpósios do IV Sedisc, evento organizado pela Unisul/Unicamp, que ocorreu na Unisul em setembro de 2018. No canal, os interessados também poderão ter acesso às produções anteriores da revista, visitando a playlist "Memória".


A equipe editorial é formada pelas professoras Giovanna Benedetto Flores, Juliana da Silveira, Nádia Régia Maffi Neckel e Solange Gallo.


A história da revista e a nova proposta são explicadas em detalhe no vídeo de apresentação do canal, para acessar clique no link https://www.youtube.com/watch?v=Fcfjl1-Lv0A

 

Texto: PPGCL


Foto: divulgação

Revista Ciências & Ideias aborda tema pragmático-cognitiva


(27/02/2020) A revista Ciências & Ideias publicou no número 3 de seu volume 10 o artigo “Proposição de atividades contextualizadas para o ensino de potenciação na educação básica: uma abordagem pragmático-cognitiva” de Marleide Coan Cardoso, Vanessa Isabel Cataneo e Fábio José Rauen.


Neste texto, os autores propõem e analisam, com base no aparato descritivo e explanatório da teoria de conciliação de metas, atividades contextualizadas para o ensino de potenciação e de suas representações, envolvendo dobras de papel, árvores genealógicas e correntes de solidariedade.


Na primeira atividade, envolvendo dobras de papel, os estudantes relacionaram a grandeza variável dependente “medida de superfície de uma folha” em função da grandeza variável independente “número de vezes que esta folha é dobrada”, desenvolvendo a noção de potência de base fracionária. Na segunda atividade, envolvendo árvores genealógicas, os estudantes relacionaram a variável dependente “número de indivíduos” em função da variável independente “número de gerações” em uma árvore genealógica, desenvolvendo a noção de potência de base dois. Na terceira atividade, envolvendo correntes de solidariedade, os estudantes relacionaram a variável dependente “número de pessoas atingidas pela boa ação” em função da variável independente “número de vezes que a ação do bem é executada” no filme Corrente do Bem, desenvolvendo a noção de potência de base três.


No estudo, os autores assumem a hipótese de que processos de formação de uma representação identificável, tratamento e conversão de diferentes representações semióticas permitem uma apreensão mais significativa dos objetos matemáticos.


Em comum, a organização e a avaliação do plano de atividades foram orientadas pela noção teórica de conciliação de metas de Rauen (2014) e fundamentada em processos de formação, tratamento e conversão de diferentes representações semióticas de Duval (2009, 2011). Consequentemente, o estudo comprometeu-se com os processos pragmático-cognitivos necessários para a aprendizagem, na medida em que assumimos que a apreensão de um objeto matemático se dá pela coordenação entre várias representações semióticas, de forma que a compreensão do conceito de potenciação ocorre na intersecção entre suas distintas representações.


O estudo sugeriu que o desenvolvimento das atividades viabilizou a convergência de questões práticas e abstratas sobre potenciação. A formação de representações identificáveis, o tratamento e a conversão de representações nos registros semióticos figural, tabular, algébrico e gráfico no contexto de um plano de ação intencional orientado pela noção de metas comprometidas com essas atividades cognitivas e com a apresentação de situações-problema mais próximos das vivências pragmáticas dos estudantes, possibilitou uma compreensão semântica e sintática mais robusta do conceito de potenciação.


Em resumo, os resultados da aplicação dessas atividades com estudantes da educação básica de escolas públicas sugerem minimização da distância entre a aplicação do conceito de potenciação em situações factíveis da realidade e suas respectivas abstrações simbólicas.


A Revista Eletrônica Ciências & Ideias do Instituto Federal do Rio de Janeiro é uma publicação da área de Ensino, de acesso livre (Open Access), com periodicidade quadrimestral, com Equipe Editorial composta de pesquisadores de várias instituições. Trata-se de uma revista científica criada em 2009, com Qualis B1 na área de Ensino da CAPES (classificação 2013-2016).
 

Texto: PPGCL


Professores participam de encontro com Viviane Mosé

 

(18/02/2020) Na noite da última segunda-feira (17), cerca de 600 docentes e funcionários da Unisul estiveram reunidos no Espaço Integrado de Artes (EIA) da universidade para participarem de um simpósio de professores, que contou com a participação de Viviane Mosé. A iniciativa fez parte do Programa de Formação Continuada (PROFOCO) da Unisul.

Viviane Mosé, que integra a empresa Usina Pensamento, cuja proposta é a produção de tecnologia e inovação social em busca de uma sociedade menos desigual, conversou sobre o papel do professor e o conhecimento que transforma.

“O grande desafio é entender que todos somos diferentes. Quando um docente ensina uma pessoa com dificuldade, é necessário entender que ela tem que crescer com ela mesma, não com referência ao padrão criado. Na educação temos que desenvolver a modéstia e aprender com cada aluno a ser professor novamente. Temos que nascer professor a cada novo estudante”, reforçou Viviane.

Para o professor Mauri Luiz Heerdt, reitor da Unisul, o encontro foi um momento importante para homenagear e reforçar a importância do papel do docente. “Nenhum sistema educacional funciona melhor que um bom professor. Esse evento foi pensado para reforçar que o professor, para nós, é o principal fator de efetivação da missão da Unisul”.

A escolha da palestrante para o encontro foi resumida pelo professor Mauri. “Viviane Mosé significa inteligência, sensibilidade, competência e conhecimento. Essas palavras resumem a missão de ser professor”, finalizou.

 

As atividades do PROFOCO se estendem até o dia 20 de fevereiro, com palestras, estudos, mesas-redondas e outras atividades.

 

Na foto, docentes do PPGCL posam junto com o reitor no final do simpósio.

 

UnisulHoje


Foto: divulgação

Doutorando Daniel Medeiros fala sobre filme "Parasita" no Diário Catarinense

 

(14/02/2020) O doutorando Daniel Medeiros do PPGCL teve destaque no jornal Diário Catarinense. Em seu texto, pôde falar sobre o filme sul-coreano que fez história no Oscar 2020. O longa é o primeiro a vencer a categoria Melhor Filme sem ser falado em um idioma que não o inglês. Daniel é graduado em Comunicação Social - Cinema e Vídeo, especialista em Artes Visuais - Cultura e Criação, mestre em Ciências da Linguagem e atualmente cursa o doutorado.

 

Leia a matéria completa abaixo

(link para acesso https://www.nsctotal.com.br/noticias/parasita-politicagem-ou-quebra-de-paradigmas?fbclid=IwAR2lP4n4JMwT1Qwc94_vGbPXJqGZR9qIzOdQAS09qDH4w_ADEZayPY2Y3sk)

 

"Parasita": politicagem ou quebra de paradigmas?
O filme sul-coreano fez história no Oscar 2020 ao ser o primeiro longa falado em um idioma que não o inglês a vencer a categoria de Melhor Filme

 

Em política, o termo "janela de Overton" se refere ao conjunto das ideias aceitas no discurso público: com o passar dos anos e a mudança de paradigmas, uma ideia que não era sequer tolerada pode passar a ser aceita por um determinado grupo de pessoas, se espalhar a partir dele, e, um dia, até mesmo se tornar senso comum. Parasita, filme do cineasta sul-coreano Bong Joon-ho que ganhou o mundo ao longo de 2019 e foi o grande vencedor do Oscar 2020, parece ter feito a ideia "um filme estrangeiro, falado em outra língua que não o inglês, ganhar os principais troféus na maior premiação do cinema norte-americano" entrar na janela de Overton: um feito inédito na longa história dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, cuja primeira edição foi realizada em 1929.

As vitórias de Parasita (que foi nomeado Melhor Filme, além de ter ganhado os troféus de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original) e de Bong Joon-ho (que levou o prêmio na categoria Melhor Direção) foram celebrada por cinéfilos de todo o mundo, que viram no acontecimento uma possível maior abertura das premiações cinematográficas e do próprio mercado norte-americano a filmes produzidos em outros países e falados em outros idiomas.

Em anos anteriores, afinal de contas, os fãs de cinema já haviam passado por frustrações envolvendo a questão: em 2019, Roma, do diretor mexicano Alfonso Cuarón, venceu a categoria Melhor Filme Estrangeiro, mas perdeu o prêmio principal para Green Book: O Guia, de Peter Farrelly - em um resultado "ofensivo", nas palavras do crítico Daniel Medeiros, doutorando em Cinema e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema. "A questão é que a Academia não costuma premiar o melhor filme", ele diz. "Normalmente, o eleito é um filme mediano, às vezes menos artístico ou experimental, que agrada mais gente. Green Book não era, de maneira nenhuma, o melhor filme indicado, mas foi o filme vencedor."

 

"Quem acompanha esse mundo já tem na cabeça o que se chama de 'filme de Oscar': certos filmes, certos temas, certos diretores que sempre se repetem", comenta Ramayana Lira de Sousa, professora do Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul e presidente do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis. "Por isso tanta gente apostava em 1917, talvez até em Era Uma Vez em... Hollywood. Parasita parecia uma aposta muito fora da realidade."

​1917, o drama de guerra do diretor Sam Mendes, também já havia vencido as principais categorias em todas as premiações anteriores, como o Globo de Ouro, o Bafta e o prêmio do Sindicato dos Produtores de Hollywood; um favoritismo que costuma se repetir no Oscar. "A empolgação com o Oscar tem que ser temperada com a percepção de que se trata de uma premiação entregue por uma indústria específica, nacional, voltada para a produção estadunidense de cinema - então é um prêmio que reflete os movimentos dessa indústria", Ramayana destaca. O máximo que a Academia havia feito até agora era premiar O Artista, um filme francês mudo - ou seja, um caso em que o idioma estrangeiro não foi um obstáculo.

Ramayana vê com otimismo o destaque dado a Bong Joon-ho. "Dentro dessa coisa massificada que é a indústria cinematográfica, sempre há espaço para pequenas rotas de fuga dessa trajetória que parece ser sempre a mesma", opina. "Existe um reconhecimento do desgaste da própria indústria hollywoodiana. Hollywood olha para si e vê que falta fôlego nos seus filmes. Eles são produzidos a toque de caixa, muitas vezes obedecendo a fórmulas que não oferecem mais nenhum frescor estético, nenhum desafio para o espectador. A indústria estadunidense tem percebido que tem menos a oferecer ao mundo, e ido buscar o que o mundo tem a oferecer." E é interessante notar, claro, que esse não é um movimento isolado: nos últimos anos, a Academia tem dado passos, ainda que tímidos, em direção a uma maior internacionalização. Os cineastas mexicanos Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñárritu e Guillermo del Toro levaram, juntos, metade dos troféus de Melhor Direção da década de 2010.

Mas existe um outro lado nisso. "Parasita ganhou por uma questão política", crava Daniel. Ele explica: "Ele era sim o melhor filme concorrendo - mas isso nunca foi garantia de sair vencedor. Neste ano, o Oscar foi extremamente criticado pela falta de representatividade entre seus indicados. Não havia nenhuma mulher concorrendo na categoria de direção, nenhum ator negro concorrendo, apenas uma atriz negra indicada. E isso pesou nos votos. É quase como se fosse uma maneira de tentar contornar as críticas. A Academia parece estar sempre tentando corrigir erros que na verdade volta a repetir."

Ou seja, a vitória do longa sul-coreano não quer dizer necessariamente que outros filmes internacionais terão espaço garantido em edições futuras da premiação. "Há muita coisa em jogo", dia Daniel. "As pessoas se esquecem de que os grandes estúdios chegam a separar orçamento para fazer campanha para que seus filmes sejam nomeados e premiados."

Uma questão central - e pouca lembrada - é a da audiência: atualmente o Oscar tem, nos Estados Unidos, pouco mais de metade da audiência que costumava ter há dez ou quinze anos. O grande público norte-americano tem uma reconhecida resistência a ver filmes falados em outros idiomas e a depender de legendas. Será que, caso a Academia se abra a filmes independentes, internacionais, a audiência não pode cair ainda mais? "Eu acho que a tendência é justamente o contrário", reflete Daniel. "Devemos ver cada vez mais filmes de grandes estúdios, blockbusters mesmo, sendo nomeados; como aconteceu com Pantera Negra em 2019."

A discussão em torno dos motivos que levaram as estatuetas do Oscar até as mãos de Bong Joon-ho, porém, não tira os méritos do diretor. "Bong Joon-ho faz filmes de fácil comunicação com o público, mas que ao mesmo tempo não subestimam o espectador", Ramayana comenta. "Ele pode ser uma surpresa para o grande público, mas quem conhece a filmografia do Bong Joon-ho já viu em outros filmes o que ele fez em Parasita", completa Daniel. "Talvez o que tenha chamado atenção especificamente para esse filme tenha sido a abordagem da divisão de classes, que foi um dos grandes temas de 2019 - e que está presente em outros filmes da temporada, como o próprio Coringa."

Para o público, o que fica é a lição deixada por Bong Joon-ho em seu discurso no Globo de Ouro: "Quando superarem a barreira das legendas, vocês vão conhecer muitos filmes incríveis", declarou o cineasta, ao receber mais um de tantos troféus por Parasita. E, por mais divertido que seja participar de apostas sobre o Oscar e assistir à cerimônia, prestar mais atenção em produções vindas de lugares que não os grandes estúdios hollywoodianos não deveria depender de janela de Overton, campanhas milionárias ou prêmios acumulados. Ainda mais levando em conta tudo o que está em jogo na hora de distribuir as estatuetas.

 

Texto: Diário Catarinense/Daniel Medeiros



Foto: Agetec

Coordenador do PPGCL é destaque em jornal de Tubarão

 

(13/02/2020) O professor e coordenador do PPGCL, Dr. Fábio José Rauen, foi destaque essa semana no jornal Notisul. A matéria faz parte do projeto “Meu Amigo Pesquisador" da Agência de Inovação e empreendedorismo da Unisul (Agetec).O projeto tem por escopo a elaboração de matérias de caráter científico e empreendedor, sem caráter comercial, objetivando a produção de conhecimento sobre CT&I e sua disseminação para a população de Tubarão e região.

 

Leia a matéria completa abaixo

(link para acesso https://notisul.com.br/agencia-de-inovacao-e-empreendedorismo-da-unisul-agetec/156686/cognicao-e-linguagens)

 

COGNIÇÃO E LINGUAGENS
Prof. Luciana Flor Correa Felipe apresenta o Professor Dr. Fábio José Rauen

 

Nosso convidado desta semana, é o Prof. Dr. Fábio José Rauen, uma pessoa inquieta e sempre à procura de inovações em seu campo do saber. Nascido em Rio Negro (PR) é esposo de Veridiane e pai de Bárbara.

 

No âmbito profissional vem dedicando sua atenção acadêmica a dois temas de pesquisa – os estudos pragmático-cognitivos sobre as diversas linguagens humanas e os estudos sobre a redação de trabalhos científicos – além, é claro, à gestão do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, que coordena até hoje.

 

Professor da Unisul há vinte anos, veio a Tubarão coordenar a implantação do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. É formado em Letras Português/Inglês (1986) pela Funorte, especialista em Língua Portuguesa pela UFPR, Mestre e Doutor em Linguística pela UFSC e pós-doutor em Linguística pela PUCRS.

Além de aulas, orientações, cursos e palestras, Rauen já publicou cinco livros, incluindo “Roteiros de Iniciação Científica”, de 2015, um verdadeiro tratado com quase 700 páginas que aborda desde a concepção da pesquisa até sua apresentação em banca avaliadora. “Uma formação qualificada em pesquisa científica é como um divisor de águas que verdadeiramente distingue o ensino superior”, argumenta.

 

Já o interesse pela Pragmática Cognitiva é um pouco mais recente. Desde os anos 2000, Rauen vem investigando como os seres humanos processam cognitivamente a linguagem, assumindo a hipótese de que a atenção humana é direcionada à relevância dos estímulos comunicacionais.


Seguindo os fundamentos da teoria da relevância, os trabalhos produzidos ou orientados pelo pesquisador assumem que os seres humanos são incapazes de prestar atenção à totalidade dos estímulos do ambiente e, justamente por isso, selecionam apenas os estímulos que consideram relevantes, ou seja, aqueles que potencialmente fornecem o máximo de ganhos cognitivos com o mínimo de esforço justificável.


Líder do Grupo de Pesquisas em Pragmática Cognitiva, Rauen produziu um grande avanço nesses estudos em 2014, ao propor uma teoria própria sobre a ação humana: a teoria de conciliação de metas. Conforme sua teoria, a ação humana é motivada por metas, que são estados de realidade projetados no futuro. A partir disso, os seres humanos elaboram hipóteses abdutivas, associando ações antecedentes no presente com as quais pretendem atingir essas metas projetadas.


No contexto dessas hipóteses, executam as ações e verificam se os resultados se conciliam com os estados projetados. O modelo desenvolvido por Rauen tem sido aplicado com êxito para descrever e explicar planos de ação intencional em vários campos do saber. “Intervenções de ensino e de gestão podem ser descritas e explicadas a partir desse modelo”, exemplifica o autor.

 

O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, por sua vez, é a menina dos olhos do professor. Com um seleto grupo de 16 renomados pesquisadores e atualmente com 80 estudantes, o Programa é parte relevante da história da Unisul.

Ele abriga o primeiro curso de Mestrado e o primeiro curso de Doutorado da Unisul recomendado pela Capes, três periódicos científicos altamente qualificados e consolidada experiência na promoção de eventos científicos. “Mais recentemente, foi também o primeiro Programa da Universidade a receber a nota 5 da Capes, referendando a excelência nacional de sua formação”, comemora Rauen.

Você sabia?

Que o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem atua em Tubarão desde 1999 e desde 2001 na grande Florianópolis. O Programa já formou 362 mestres e 78 doutores das mais variadas formações acadêmicas nesses 20 anos. São mais de 400 profissionais altamente qualificados atuando em Universidades, Escolas, Institutos e Iniciativa Privada de todo o Brasil.

Que a Revista Linguagem em (Dis)curso, coeditada por Rauen, está classificada no mais alto extrato do Qualis Capes (A1) e está abrigada na Base Scielo Brasil. O periódico já publicou 19 volumes, 55 fascículos e 654 artigos científicos desde 2000.

Fique atento!

O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem estuda como as linguagens afetam todas as áreas do conhecimento e pode ser cursado por estudantes de todas as formações. Os estudos se concentram em torno de processos textuais, discursivos e culturais em duas linhas de pesquisa: texto e discurso e linguagem e cultura. Inscrições para novas turmas ocorrem em março e abril com início das aulas programado para agosto. Mais informações: linguagem.unisul.br ou no telefone (48) 3621-3369.

 

Texto: Notisul/Luciana Flor Correa Felipe


Foto: divulgação

Secretaria muda de endereço no Campus Tubarão

 

(05/02/2020) A secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem do Campus Tubarão vai atender em novo endereço a partir deste ano de 2020. O atendimento das secretárias, coordenação, professores, bem como as salas de aula serão realizadas no primeiro andar do Centro de Convivências da Unisul.

 

Anote o novo endereço:

Rua Simeão Esmeraldino de Menezes, 400

Bairro: Dehon, Tubarão - SC

CEP: 88704-090

*O PPGCL está atrás do Saiac.

 

O horário de atendimento continua o mesmo: de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30min às 18h. Qualquer dúvida entre em contato através do telefone (48) 3621-3369.

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto: Debbie Mello Noble

Estudante do PPGCL apresenta trabalho em Portugal

 

(05/02/2020) A estudante do PPGCL, Debbie Mello Noble, participou nos dias 30 e 31 de janeiro e 1° de fevereiro, do XXVII Colóquio da AFIRSE Portugal no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Debbie apresentou trabalho com tema sobre educação e bem-estar. A doutoranda realiza seu doutorado sanduíche nas terras portuguesas desde agosto de 2019.

 

O colóquio

 

O XXVII Colóquio da AFIRSE Portugal dedica-se a analisar diversas dimensões da relação entre educação e bem-estar. Aspectos teóricos desta relação, bem como as práticas associadas à promoção do bem-estar e pela educação estiveram em discussão, incluindo o que diz respeito ao clima da escola e da aprendizagem e às condições de trabalho, designadamente dos professores.

 

A doutoranda apresentou no colóquio o trabalho intitulado “Inovação e bem-estar na educação alternativa: a torre (Lisboa-PT) e escola Sarapiquá (Florianópolis – BR)”. “Nesta pesquisa, busquei entender como os projetos educativos analisados compõem um paradigma alternativo à forma-escolar. As escolas foram escolhidas por suas aproximações pedagógicas e históricas, uma vez que possuem uma cultura escolar muito semelhante e por terem ambas surgido em períodos de transição democrática em seus respectivos países”, explicou Debbie.

 

A investigação na Escola Sarapiquá, em Florianópolis, se deu no primeiro semestre de 2019, enquanto a observação na Escola A Torre iniciou em outubro de 2019.

 

“A Torre é uma das escolas que estou pesquisando aqui, com a orientação do Prof. Dr. Joaquim Pintassilgo, no âmbito do Projeto Roteiros da Inovação Pedagógica. Também tive a oportunidade de visitar a Escola da Ponte em janeiro, o que contribuiu para observar em Portugal muitos aspectos do que se tem falado no Brasil e no mundo sobre inovação pedagógica”, contou.

 

A estudante é orientada pela professora Solange Maria Leda Gallo e integra a linha de pesquisa “Texto e Discurso”.

 

Texto: Debbie Mello Noble/Patrícia Amorim


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