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2019


Foto/divulgação: Emanuelle Querino Alves de Aviz

Doutoranda lança livro sobre os símbolos de Imbituba/SC

 

(01/11/2019) A observação do universo simbólico da cidade de Imbituba despertou curiosidade na doutoranda do PPGCL Emanuelle Querino Alves de Aviz. Ela que há dois anos iniciou o Mestrado também em Ciências da Linguagem, com ênfase nos estudos do Imaginário Social e, em junho de 2019, defendeu a dissertação, transformou sua pesquisa em livro. A obra será lançada na próxima segunda, 4, às 19h, na Feira do Livro de Imbituba.

Emanuelle, que é jornalista, explica que inicialmente trabalhava com outros focos de pesquisa, mas a partir de um desafio da sua orientadora, decidiu aprofundar as reflexões sobre o imaginário do seu lugar. “No Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano nossa líder e minha orientadora, Heloisa Juncklaus Preis Moraes, nos incentiva muito a fazer correlações da Teoria do Imaginário com nossos contextos vivenciais, conectando as teorias à realidade. Assim, decidimos investigar se o imaginário que inspirou a criação do brasão ainda estaria sendo alimentado no imaginário das crianças”, afirma.

A doutoranda antecipa que a pesquisa revelou que apesar de as mesmas figuras simbólicas não aparecerem no imaginário infantil, as mesmas estruturas do imaginário ainda são mantidas. “A imaginação é uma parte do imaginário. O imaginário é uma perspectiva antropológica que considera as imagens produzidas pelo ser humano como pertencentes a uma constelação, uma organização lógica, que vem convergir nas intenções de gesto do corpo inatas, arquétipos símbolos e mitos. Verificamos que as crianças mantêm um imaginário de futuro em relação à cidade voltado para os gestos de busca de ascensão e crescimento, porém não mais com as mesmas figuras do brasão, com exceção do Porto”, detalha.

No lançamento será feita uma breve apresentação sobre os resultados obtidos para apresentar o tema aos futuros leitores. O evento é gratuito e aberto ao público. O valor de venda será R$ 30,00 com uma promoção de lançamento para a aquisição de dois exemplares por R$ 50,00. Nas próximas semanas a autora irá fazer uma palestra sobre os símbolos de Imbituba nas escolas municipais, como forma de retorno social e multiplicação dos resultados.

A pesquisa foi realizada com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001. O projeto de publicação do livro foi realizado com o apoio da Prefeitura de Imbituba, OSPCI (Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte), OGCult (Diretoria de Cultura), Programa Municipal de Incentivo à Cultura – PROCULT nº 01/2019 e contou com a parceria da empresa Fertisanta. O evento de lançamento tem o apoio de TV Nosso Povo, Unicesumar, Padaria e Confeitaria Aurora e Imvipã.

 

Texto: Portal Infosul (adaptado)


Foto/divulgação: Roberto Svolenski

Doutorando do PPGCL recebe medalha platinum em festival de fotografia

 

(30/10/2019) O doutorando do PPGCL Roberto Svolenski e professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unisul, foi um dos finalistas do Festival Brasília Photo Show 2019 e receberá a medalha platinum pelo segundo lugar na categoria street view – fotografia de rua -, durante uma cerimônia de premiação que ocorre em Brasília.

Nesta edição foram mais de 13.500 fotografias inscritas sendo que em meio aos 120 finalistas das 20 categorias disponibilizadas, apenas sete projetos utilizaram a câmera do celular, como na fotografia de Roberto. “Eu trabalho em cima de um projeto que é a mobigrafia que consiste em usar o celular para fazer as fotos. Não tem a pretensão de que uma foto com o celular seja igual de uma câmera profissional, mas simplesmente tentar encontrar qual é o lugar da fotografia do celular nesse espaço todo que a gente tem. Então comecei a trabalhar só com isso e pesquisar mais a fundo”, conta.

De acordo com o estudante, a ferramenta não é o mais importante, como no caso do festival que valorizou a linguagem fotográfica. Isso o leva a crer que por este motivo esteve entre os semifinalistas. Ainda se referindo à linguagem fotográfica, Roberto ressalta que esse é o real sentido daquela imagem.

“Cada um de nós tem um estilo próprio para fotografar, tem uma maneira de olhar o mundo, de enquadrar aquilo que pretende mostrar, e acho que isso talvez tenha sido uma das coisas que tenha feito à diferença. A linguagem é mais importante que a ferramenta que está sendo utilizado, ter um jeito próprio de tirar a foto é o diferencial que os jurados levam em consideração na escolha dos vencedores”.

A linguagem que o professor Roberto utiliza para suas fotografias parte do preto e branco, do reflexo, da imagem invertida e do contraste forte para reproduzir a urbanidade, o que faz parte do dia-a-dia.

“São pessoas, movimento, é cidade, é concreto, então tudo isso me interessa muito. A foto finalista é uma das que eu fiz no centro de Florianópolis. Uma coisa que eu gosto de fazer é sempre fotografar num dia depois da chuva, ou durante a chuva, porque tem a coisa do reflexo, então eu saio para fotografar as poças de água, essa imagem que traz o especular, que é o igual, mas ao contrário”, explica.

Além de receber a medalha de platinum, a fotografia também estará juntamente com as outras fotos finalistas num livro feito pelo Festival e ainda estará na exposição do Brasilia PhotoExpo, evento comemorativo pelos 60 anos da capital do Brasil, em abril de 2020.

 

Texto: UnisulHoje


Foto/divulgação: PPGCL

Fotografia de Pierre Fatumbi Verger é tema de dissertação

 

(30/10/2019) “A fotografia de Pierre Fatumbi Verger: método-experiência-afeto” foi o título da dissertação defendida pela estudante de mestrado Daniela Cristiane Martins nesta terça-feira, 29, no campus Pedra Branca, sob orientação do professor Antônio Carlos Gonçalves dos Santos. O objetivo da pesquisa é de analisar o método experiência-afeto‖de Verger.

 

A pesquisa

 

De acordo com os estudos de Daniela, Pierre Fatumbi Verger afirma que sua atuação profissional não é pautada por um método de trabalho pré-formatado, mas sim guiado pelo inconsciente. “Este inconsciente nos leva a olhar com atenção o fotógrafo por vários ângulos – biografia pessoal, produção imagética e pesquisas nos campos da etnografia e antropologia – para perceber que esse não-método de trabalho nasce por conta de um caminho tortuoso e contrário ao método cartesiano”, explica a mestranda.

 

O objetivo da pesquisa foi o de analisar o método-experiência-afeto de Verger em sua produção visual sobre o candomblé – um marco fundamental na trajetória pessoal e profissional do fotógrafo francês. A pesquisa foi pautada nas questões de retrato, defendida por Stella Senra; rostidade, de Gilles Deleuze e Félix Guattari; e Teoria do Afeto, proposta por Baruch de Espinosa.

 

Daniela foi avaliada e aprovada por banca composta pelos professores Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos – UNISUL (orientador); Dr. Artur de Vargas Giorgi – UFSC (avaliador); Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (avaliadora) e Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (suplente).

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

Biblioteca Inquieta: a arte na perspectiva da mulher


(25/10/2019) Nesta quinta-feira a professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá participou da 4ª edição do “Biblioteca Inquieta”, um projeto do Sesc. Esse ano a temática abordou a arte na perspectiva da mulher e na Jussara foi convidada para propor algumas reflexões sobre o assunto.


“Durante nossa fala, evidenciamos algumas reflexões e inquietações sobre as Artes. O diálogo pertinente entre a Literatura e outras artes, em especial coma fotografia. A Literatura: o espaço e a trajetória de escritoras. O fazer artístico: a vida vivida e imaginada colocadas nas linhas e “por entre as linhas”. O científico e o ficcional. O lugar das professoras escritoras”, explicou a professora.


O projeto


De 21 a 25 de outubro, todas as bibliotecas do Sesc Santa Catarina realizam a 4ª edição do projeto “Biblioteca Inquieta”, que tem o objetivo de aproximar o leitor da literatura e da arte. A programação integra diversas linguagens artísticas em um único ambiente, através de exposições, mostras de arte, cinema, debates com escritores e artistas e confluências a partir de um autor ou um tema em comum.


Texto: Patrícia Amorim



Foto/divulgação: PPGCL

Professores e estudantes participam do IX Encontro Tricordiano de Linguística e Literatura


(25/10/2019) Professoras e discentes do PPGCL participaram nesta quinta-feira, 24, do IX Encontro Tricordiano de Linguística e Literatura na UNINCOR, em Três Corações, Minas Gerais. As professoras Maria Marta Furlanetto e Silvânia Siebert coordenaram o Grupo de Trabalho “Análise do Discurso Revisitada: Gêneros e Narrativas no Espaço-Tempo”.


Os doutorandos Carolina Pinheiro Barros e Israel Vieira Pereira participaram apresentando seus trabalhos.

Proposta do GT


A proposta do GT era, tendo como visão de partida a consideração de textos para explorar as sinuosidades do discurso em efeitos de novidade em materialidades menos exploradas ou exploradas de outro modo, mobilizar narrativas em sua multimodalidade, sua metamorfose, transfiguração, os pequenos segredos que surgem de um olhar insistente em ângulos diversos e categorias menos naturalizadas. Desse modo, o GT acolheu trabalhos voltados para temas que exploravam a textualidade e a discursividade em sua forma narrativa em vista da exploração de possibilidades teóricas e analíticas.
 

Texto: PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Qualificações marcam início de semana no campus Pedra Branca


(22/10/2019) O início de semana foi movimentado no PPGCL campus Pedra Branca. Nesta segunda (21) e terça0feira (22) as estudantes Jéssica Gomes Vaz e Bianca Queda Costa apresentaram o ensaio, referente a disciplina de Tópicos Avançados de Leitura, já Maria Helena de Fávaro qualificou seu projeto de tese.


Mulher: objeto, abjeto, objeção?
Apresentação de ensaio


A objetificação do corpo feminino é uma situação comum no Ocidente; penetrou em numerosos aspectos da cultura, desde o consumo de alimentos até o círculo da arte. Seja nos pequenos ideais da cultura da dieta, na proliferação das cirurgias plásticas ou no cânone histórico da arte do nu feminino, existem padrões culturais que posicionam o corpo feminino como um objeto. Jéssica Gomes Vaz abordou essa temática em seu ensaio, principalmente a questão do feminino associado ao corpo como Objeto, Abjeto e Objeção. “Pude concluir que, ao empregar a estética do desgosto, o corpo feminino é transformado em um corpo abjeto, levando as pessoas a desafiar os padrões ocidentais de beleza e do corpo-abjeto”, explica a doutoranda. O artigo da estudante foi orientado pela professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e avaliado pela professora Dra. Nadia Régia Maffi Neckel.
 

Arquivo de leituras em AD: sobre um possível gesto polissêmico de leitura
Apresentação de ensaio

 


A doutoranda Bianca Queda Costa centrou sua pesquisa nos aspectos da leitura de arquivos discursivos, mais especificamente, arquivos no digital. Por meio do dispositivo teórico da Análise de Discurso, mobilizou a noção de paráfrase e polissemia para pensar nos gestos de leitura de arquivos acadêmicos-científicos, e para tanto construiu um instrumento tecnológico: “Arquivo de Leituras em AD”. “Entre as funcionalidades desse arquivo digital, chamamos a atenção para os chamados ‘apontamentos’, produzidos pelos alunos. Cada “apontamento” ou ‘fichamento’, constitui um recorte dentro da leitura realizada pelo aluno que, mais precisamente consiste em destacar as noções de AD encontradas em um texto, e indicá-las na plataforma (registrar onde se encontra cada uma delas na obra)”, conta a estudante. Bianca teve orientação da professora Dra. Solange Maria Leda Gallo e avaliação do professor Dr. Marcio José da Silva.


Sinais no digital: a dimensão discursiva da Libras em vídeos de youtubers surdos
Qualificação de tese

 

Dentre as várias categorias de vídeos que são formulados e/ou circulam na plataforma digital YouTube, de acordo com a estudante Maria Helena Fávaro, merece destaque aqueles produzidos pelos chamados criadores de conteúdo, e de forma mais específica, pelos surdos criadores de conteúdo. Tendo em vista, portanto, essa especificação contextual, a tese da doutoranda tem por objetivo geral delinear, a partir da análise de vídeos publicados por surdos na plataforma YouTube, e de acordo com os pressupostos da Análise de Discurso pecheutiana, a possibilidade de constituição de um sujeito surdo, nesse espaço enunciativo informatizado (YouTube), considerando, para isso, a dimensão discursiva da Libras. O projeto de tese apresentado por Maria Helena foi aprovado por banca composta pelas professoras Dra Solange Maria Leda Gallo (orientadora); Dra. Giovanna Gertudres Benedetto Flores e Dra. Juliana da Silveira.


Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL marca presença na IV Jornada Tubaronense de Psicanálise

 

(21/10/2019) A professora Andréia Daltoé e seu orientando Daniel Matos participaram neste último sábado, 19, da IV Jornada Tubaronense de Psicanálise: Melandolia(s) e suas nomeações, evento organizado pelo Movimento Psicanalítico Sul Catarinense, do qual faz parte nossa egressa Dra. Adriana Limas.

A Jornada contou com apresentações de comunicação oral e com a Conferência “Depressão e Melancolia”, proferida pela Psicanalista Jeanine Fialho. A Profa. Andréia apresentou o trabalho “O esquecimento do nome no testemunho de Derlei Catarina De Luca: costuras por entre a narrativa do (im)possível”, em que procura realizar um duplo compromisso: trazer uma contribuição teórico-analítica sobre a questão do esquecimento e da memória no testemunho sobre a Ditadura à Comissão da Verdade; bem como realizar uma homenagem que faça eco ao legado de Derlei, chamando a atenção para a complexidade desta narrativa ao voltar a acontecimentos que convocam, inevitavelmente, o que a autora tem designado como o dizer-da-dor. E o nosso mestrando, Daniel Matos, apresentou o trabalho “O corpo e os atravessamentos do luto”, em que buscou relacionar os atravessamentos do luto e suas demarcações corporais, ou seja, o luto como um efeito, uma perda que dói no corpo demarcado pela perda/luto oriunda da linguagem, que impõe ao discurso produzir sentido e significado onde não há completude.

O evento marca uma importante parceria que começa a estreitar os laços entre o PPGCL-UNISUL e o Movimento Psicanalítico Sul Catarinense, que já se preparam para o evento Enlace Freudiano em 2020.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Professora do PPGCL é re-eleita vice-presidente de sociedade de pesquisadores de cinema

(15/10/2019) A professora Ramayana Lira de Sousa do PPGCL, foi re-elita, no dia 11 de outubro, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE). A re-eleição ocorreu durante o XXIII Encontro da SOCINE, que ocorreu na UNISINOS em Porto Alegre, de 8 a 11 de outubro.


A professora terminou o primeiro mandado relativo ao biênio 2018-2019 e agora continuará na vice-presidência da entidade até 2021. Além disso, continua como editora geral da Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, periódico científico da SOCINE.


A SOCINE é a maior sociedade de pesquisadores da América Latina e a segunda maior do mundo em número de associados. É uma entidade que estimula os debates acadêmicos em uma área de franco crescimento e de extrema importância para o entendimento de uma das maiores indústrias criativas globais, a do audiovisual. A Sociedade congrega pesquisadoras e pesquisadores de todo o Brasil e seus encontros são itinerantes. Em 2020 o encontro será em Foz do Iguaçu, na UNILA. É muito importante que os encontros percorram várias regiões do país para a divulgação da pesquisa em cinema. A SOCINE sempre impulsiona a pesquisa por onde passa. No próximo ano é especialmente importante a realização do evento na UNILA, uma vez que se trata de uma instituição fragilizada pelos ataques à educação. Em 2013, a Unisul, através do Curso de Cinema e Audiovisual e do PPGCL, sediou o Encontro da SOCINE.


Além de ter sido re-eleita, a professora também apresentou comunicação oral sobre sua pesquisa, cujo viés enfatiza a relação entre teorias e problemas feministas e o cinema.


A vice-presidência na SOCINE vem a se somar a uma ampla atuação da professora no campo do cinema, que inclui a presidência do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis, a representação como suplente no Conselho Estadual de Cultura e a participação na Comissão de Avaliação da Lei de Incentivo à Cultura de Florianópolis.


Toda essa atuação está ligada ao interesse de pesquisa e ensino de cinema, prolongando a produção de conhecimento para as instâncias da sociedade civil.
 

Texto: PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Dissertação propõe analisar memórias do CEJA de Tubarão

 

(08/10/2019) Semana atípica no campus Tubarão! As atividades que geralmente ocorrem nas quintas e sextas-feiras, por conta das aulas, deram espaço para uma qualificação de projeto de dissertação nesta terça-feira (09). A mestranda Walquíria Guedert Mendes apresentou seu trabalho intitulado “A oralidade e a escrita de recordações: a constituição de memórias socioculturais com alunos de EJA a partir do filme Viva, a vida é uma festa”.

De acordo com a estudante, a proposta da dissertação é de analisar as memórias socioculturais da infância dos alunos do nivelamento do CEJA de Tubarão. “Faremos uma investigação sobre os termos antes da exibição do filme Viva, a vida é uma festa, ganhador do Oscar de melhor animação em 2018, com embasamento teórico nos conceitos de Memória Coletiva (HABLWACHS, 1990) e Memória Herdada (POLLAK, 1989; 1992)”, explica.


Projeta-se através de questionário e do filme, que alunos identifiquem o que é Memória e Cultura, por meio de seus relatos escritos e orais. A ideia principal é observar se a animação interferirá na constituição de recordações e se ela funciona como dispositivo para rememorar e categorizar culturalmente algumas ações.
 

Walquiria foi qualificada com banca composta pelos professores Dr. Mário Abel Bressan Junior (orientador), Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (avaliadora), Dra. Jussara Bittencourt de Sá (avaliadora).


Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: Arquivo pessoal

Professores do PPGCL realizam atividades externas
 

(07/10/2019) O professor Dr. Maurício Maliska do PPGCL participou de um Colóquio Internacional em Paris nos dias 28 e 29 de setembro. A atividade foi realizada através da Maiêutica Florianópolis - Instituição Psicanalítica da qual é membro. Ainda, na mesma semana, a professora Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores ministrou aula na UFF, em Niteroi/RJ.

 

Manifestação em Paris

O professor Dr. Maurício Maliska participou do "Colóquio Internacional de Convergência: Crise na cultura" que ocorreu nos dias 28 e 29 de setembro de 2019 em Paris apresentando o texto "A acrisevidade na cultura", representando a Maiêutica Florianópolis - Instituição Psicanalítica da qual é membro. O evento foi promovido pelas instituições de psicanálise que fazem parte da "Convergência: movimento lacaniano para a psicanálise freudiana".

 

Foto/divulgação: Arquivo pessoal


Além da apresentação no Colóquio, Maliska também participou da reunião da Comissão de Enlace Geral de Convergência, nos dias 26 e 27 de setembro, também representando a Maiêutica e de uma Manifestação Pública a favor da democracia e da livre circulação da palavra no Brasil. Essa manifestação foi organizada pelas instituições francesas de psicanálise: Espace Analytique, Dimensions de la Psychanalyse e Psychanalyse Actuelle com apoio das instituições brasileiras de Convergência: Maiêutica Florianópolis - Instituição Psicanalítica, Associação Psicanalítica de Porto Alegre, Práxis Lacaniana e Laço Analítico - Escola de Psicanálise. A Manifestação ocorreu na praça do Boulevard Arago, em Paris.


Além desses encontros, também participou da reunião do Cercle de Recherche International Voix-Analyse - CRIVA [Círculo de Pesquisa Internacional Voz-Análise] - uma associação de pesquisa em torno do da voz e sua relação com a Psicanálise. Essa associação foi fundada em março desse ano em Buenos Aires, juntamente com a Professora Claire Gillie, e conta com a participação de psicanalistas e estudiosos da voz.


Professora Giovanna ministra aula no Rio de Janeiro

 

Foto/divulgação: Arquivo pessoal


A professora Giovanna Gertrudes Benedetto Flores ministrou aula no Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem da UFF, em Niteroi, Rio de Janeiro. Com o tema História e Historicidade do/no discurso jornalístico, apresentou analises dos jornais de 1821-1822, do período da independência brasileira e também questões do funcionamento do discurso jornalístico.

 

Texto: PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Jornada de Pesquisas do PPGCL qualifica 28 trabalhos


(20/09/2019) Atividades desta sexta-feira (20) no campus Tubarão encerram Jornada de Pesquisas do PPGCL. No total, 28 estudantes de mestrado e doutorado apresentaram o projeto de tese, dissertação ou ensaio.


Ensaio simula avaliação de revista científica


“O ensaio apresentado pelo doutorando é avaliado por um professor do PPGCL. A atividade é crucial para simular um primeiro parecerista de periódico científico, o que é muito importante para treinar os alunos de doutorado ao sistema de avaliação por pares.” comenta Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL, se referindo ao sistema no qual cada artigo submetido a uma revista científica é avaliado cegamente por pelo menos dois especialistas da área.

 

Abaixo os trabalhos apresentados nesta sexta:
 

Selfie - sobre imagem-rosto, vida e morte
Cíntia Viviane Fernande de Abreu
Dr. Alexandre Linck Vargas (orientador)
Dra. Heloisa J. Preis Moraes
Dra. Jussara Bittencourt de Sá
Projeto de dissertação
Relatórios de Inquérito Policial em casos de suicídio: relações de poder, silêncio e normal(t)ização
Maristela da Silva Francisco
Dra. Andréia da Silva Daltoé (orientadora)
Dra. Maria Marta Furlanetto
Dra. Silvânia Siebert
Projeto de dissertação
Do lugar da universidade nos discursos por inovação
Dâmaris de Oliveira Batista da Silva
Dra. Andréia da Silva Daltoé (orientadora)
Dra. Adriana de O. Limas Cardozo
Dra. Maria Marta Furlanetto
Projeto de tese
Memória e economia afetiva nas produções em live-action: Aladin e Rei Leão
Francisca D’altoé
Dr. Mário Abel Bressan Junior
Dr. Alexandre Linck Vargas (orientador)
Dra. Heloisa J. Preis Moraes
Projeto de dissertação
Tempo e espaço: o cronotopo enunciado na terra catarinense narrada no romance Verde Vale
Vanilda Meister Arnold Policarpo
Dra. Silvânia Siebert (orientadora)
Dra. Maria Marta Furlanetto
Ensaio
O empoderamento feminino e a beleza que faz sentido
Maria Aparecida dos Santos Mota
Dra. Andréia da Silva Daltoé (orientadora)
Dra. Silvânia Siebert
Ensaio
A verdade estética do olhar do outro: de Rogério Sganzerla a Orson Welles
Cristina de Marco
Dr. Alexandre Linck Vargas (orientador)
Dra. Jussara Bittencourt de Sá
Dr. Mário Abel Bressan Junior
Projeto de dissertação

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

Sete trabalhos complementam Jornada de Pesquisas nesta quinta-feira


(19/09/2019) Mais um dia é finalizado com sucesso de apresentações no PPGCL! No total, 7 estudantes qualificaram seus projetos de dissertação, tese ou apresentaram ensaio da disciplina de Tópicos Avançados de Leitura no campus Tubarão.


No período noturno, estudantes do curso de Letras da Unisul prestigiaram a Jornada de Pesquisas do PPGCL. O coordenador do PPGCL, Dr. Fábio Joé Rauen, afirma que é um momento importante e de integração entre níveis diferentes de ensino.


Confira abaixo as atividades realizadas na tarde e noite desta quinta-feira:

 

Moda, Artesanato e Imaginário Social: o Slow Fashion como potência simbólica na sociedade pós-moderna
Suellen Cristina Vieira
Banca:
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (orientadora)
Dra. Graziela Brunhari Kauling
Dr. Mário Abel Bressan Júnior

Projeto de dissertação

O Herói que cruzou o crepúsculo das estruturas antropológicas do imaginário: a ressignificação simbólica de Gustavo Kuerten
Elton Luiz Gonçalves
Banca:
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (orientadora)
Dr. Rogério de Almeida

Ensaio

O Imaginário Social de alunos migrantes da rede pública municipal de Florianópolis
Lucélia Moreira Pereira
Banca:
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (orientadora)
Dra. Jussara Bittencourt de Sá
Dr. Mário Abel Bressan Junior

Projeto de tese

Sombra, ego e mentor:
indícios da jornada do herói no cotidiano dos jovens
Reginaldo Osnildo Barbosa
Banca:
Dr. Mário Abel Bressan Junior (orientador)
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes

Ensaio

Mito e Discurso: In aureum imaginis veritas?
Ricardo Ribeiro Elias
Banca:
Dra. Silvânia Siebert (orientadora)
Dra. Andréia da Silva Daltoé

Ensaio

O horrível das quadrinistas: análise estética de Graphic novels de horror feitas por mulheres
Alice Grosseman Mattosinho
Dr. Alexandre Linck Vargas (orientador)
Dra. Jussara Bittencourt de Sá
Dr. Mário Abel Bressan Junior

Projeto de Dissertação

Os efeitos do neoliberalismo nas políticas educacionais brasileiras:
do FUNDEF ao Plano Nacional de Educação"
Steffy Kaleine Marcos Gonçalves
Dra. Andréia da Silva Daltoé
(orientadora)
Dra. Maria Marta Furlanetto
Dra. Maria Sirlene P. Schlickmann

Projeto de Dissertação

 

Lembrando que a Jornada de Pesquisas do PPGCL continua amanhã no Campus Tubarão. Confira a programação completa clicando aqui, programe-se e participe!


Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

Qualificações marcam manhã de quinta-feira em Tubarão


(19/09/2019) Dando continuidade a Jornada de Pesquisas do PPGCL, a manhã de quinta-feira (19) foi marcada por qualificações de projeto no campus Tubarão. Temas relacionados a pragmática e análise do discurso foram apresentados.


A voz do migrante

 

Foto/divulgação: PPGCL


A doutoranda Carla Aparecida Marinho Borba abriu as apresentações. O trabalho intitulado "Fluxos migratórios forçados e trabalho: a voz do sujeito (de direito) migrante" foi avaliado por banca composta por sua orientadora, professora Dra. Andréia da Silva Daltoé, e os professores avaliadores  Dr. Rogério Santos da Costa e Dra. Silvânia Siebert.


Eletricidade e pragmática

 

Foto/divulgação: PPGCL


É possível unir eletricidade e pragmática-cognitiva? A estudante de doutorado Lizandra Botton Marion Morini assumiu o desafio. “Pretendo nesta pesquisa, verificar se a aplicação de uma sequência didática que privilegia conversões e tratamentos de unidades significativas próprias dos objetos científicos em Física, habilita ingressantes do curso técnico em eletrotécnica do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) - Câmpus Tubarão a utilizá-las adequadamente em diferentes registros de representação semiótica de problemas envolvendo corrente elétrica contínua em circuitos elétricos”, explica. Para alcançar o objetivo, a seqüência didática será concebida e as evidências serão analisadas a partir da arquitetura descritivo-ex”planatória da teoria de conciliação de metas e da teoria da relevância.


Lizandra foi avaliada por banca composta pelo seu orientador Dr. Fábio José Rauen e professoras avaliadoras Dra. Diva Marilia Flemming e Dra. Andréia da Silva Daltoé.


Jogos de negócios

 

Foto/divulgação: PPGCL


Ainda dentro da teoria pragmática-cognitiva, a doutoranda Andressa Bregalda Belan apresentou nesta manhã de quinta-feira seu projeto intitulado "Competências de liderança e negociação de estudantes do ensino técnico em jogos de negócios: análise pragmático-cognitiva". Com orientação do professor Dr. Fábio José Rauen, a pesquisa pretende analisar a partir de um ponto de vista pragmático-cognitivo orientado pelas noções teóricas de relevância e de heteroconciliação de metas, os processos ostensivo-inferenciais em tomadas coletivas de decisão de estudantes de uma turma do curso Técnico em Administração do IFSC/Tubarão demandados por um jogo de negócios. As professoras Dra. Suelen Francez Machado Luciano e Dra. Silvânia Siebert foram avaliadoras da banca.


Problemas matemáticos

 

Foto/divulgação: PPGCL


Investigar efeitos do registro de representação semiótica na resolução de problemas matemáticos, esse é objetivo do projeto de dissertação do estudante de mestrado Guilherme Rossi de Melo. Para dar conta do exposto, a pesquisa intitulada "Efeitos de registro de representação na resolução de sistemas lineares: análise pragmático-cognitiva", pretende aplicar a adultos com ensino superior completo diferentes combinações de sistemas lineares em três registros: algébrico, pictográfico e linguístico. A coleta e a análise das evidências serão orientadas pelos conceitos desenvolvidos pelas teorias de registros de representação semiótica, relevância e conciliação de metas.

 

O professor Dr. Fábio José Rauen é o orientador de Guilherme, que teve como banca qualificadora do projeto os professores Dra. Suelen Francez Machado Luciano e Dr. Mário Abel Bressan Júnior.


As apresentações fazem parte da Jornada de Pesquisas do PPGCL. As atividades continuam durante toda esta quinta (19) e sexta-feira (20).

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL marca presença no XIV JUNIC

(18/09/2019) Mais uma vez professores e estudantes do PPGCL marcam presença no XIV Junic - Jornada Unisul de Iniciação Científica e XIV Seminário de Pesquisa. O evento que está sendo realizado nesta terça (17) e quarta-feira (18) no campus Pedra Branca, visa difundir resultados pesquisas cientificas de estudantes da Unisul.
 

Trabalhos produtivos


As pesquisas são apresentadas em sessões de pôsteres e de comunicações orais e de acordo com a avaliação da professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, que participa do evento, os trabalhos de iniciação cientifica apresentados no JUNIC estão produtivos.

Abaixo algumas atividades com participação do PPGCL:

 

Domingo na Rua: uma etnografia sobre a experiência estética e o imaginário urbano em Tubarão, Santa Catarina Heloisa Juncklaus Preis Moraes; Beatriz Godoy Taveira
Memórias afetivas dos idosos de Tubarão: afetos e caminhos para a construção de jogos digitais Mario Abel Bressan Júnior; Noemi Balbino; Kamila Melo Mendonça
Cinema Feminino ou cinema feminista? O CorpoImagem do feminino nas produções de Helena Solberg e sua influência nas produções de jovens diretoras catarinenses Nadia Regia Maffi Neckel; Débora Grezele Espit
Discurso e memória no videoclipe de Pabllo Vittar Nadia Regia Maffi Neckel; Junior Laurentino
Dando um rolê: o vídeo-ensaio e as (i)mobilidade lésbica nos cinemas mundiais Ramayana Lira De Sousa; Juliana da Silva Antonello
Hermenêutica jurídica e inteligência artificial na perspectiva da Análise do Discurso: (im)possibilidade de sistematização do gesto de interpretação Solange Maria Leda Gallo; Patricia Rodrigues
Deslocamentos pós-coloniais no cinema em era o hotel cambridge os pós-coloniais no cinema brasileiro de ficção: raça/etnia e gênero Oral Dilma Beatriz Rocha Juliano; Ana Silvia Ferreira


Foto/divulgação: PPGCL

 

A abrangência da JUNIC estende-se com a realização simultânea do Seminário de Pesquisa, que promove integração e debates entre diferentes grupos de pesquisa da instituição e representantes da comunidade científica reconhecidos nacionalmente, visando aprimorar suas ações no desenvolvimento da ciência e tecnologia da região.

Neste ano, o evento XIV JUNIC e XIV SEMINÁRIO DE PESQUISA teve como tema central: a promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e agenda 2030 da ONU.

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

Dez estudantes participam da Jornada de Pesquisas no Campus Pedra Branca

 

(18/09/2019) As qualificações de projeto de tese e dissertação e as apresentações do ensaio deram continuidade a Jornada de Pesquisas no campus Pedra Branca nesta terça-feira (18). No total, 10 estudantes apresentaram suas pesquisas. Em Tubarão, as atividades vão ocorrer nesta quinta (19) e sexta-feira (20).

Análise do Discurso e os sentidos de escola

A mestranda Schirley Alflen qualificou o projeto de dissertação intitulado "Da legitimidade à contradição: os diferentes sentidos de escola presentes em espaços informatizados". Sob orientação da Dra. Solange Maria Leda Gallo, sua pesquisa tem o objetivo de compreender através da Análise do Discurso os diferentes efeitos de sentido presentes nas falas do youtuber Murilo Gun, que se materializa em dois vídeos encontrados no espaço informatizado. O primeiro é resultado de uma palestra realizada durante o TEDX em 2016, e o segundo está inserido na plataforma educacional de Murilo (keeplearningschool). Os professores Dr. Maurício Eugênio Maliska e Dra. Nádia Régia Maffi Neckel foram os avaliadores da banca.

Mulher: objeto, abjeto, objeção?

Jéssica Gomes Vaz, doutoranda do PPGCL, apresentou seu ensaio intitulado “Mulher: objeto, abjeto, objeção?”. O trabalho faz parte da disciplina Tópicos Avançados de Leitura. Sob orientação da professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e avaliação da Dra. Nádia Régia Maffi Neckel, defende em seu texto a questão do feminino associado ao corpo como Objeto, Abjeto e Objeção. “Ao empregar a estética do desgosto o corpo feminino é transformado em um corpo abjeto levando as pessoas a desafiar os padrões ocidentais de beleza e do corpo-abjeto”, explica a estudante.

As Praias de Agnés

"A Cinescrita da subjetividade a partir da alteridade em As Praias de Agnés (2008), de Agnés Varda", este é o título do projeto de dissertação da estudante Beatriz Kestering Tramontin. O tema surgiu da entrevista de Geneviève Sallier, cedida a Revista Estudos Feminista, explica a mestranda: “Nela a pesquisadora diz que o cinema de Agnès Varda “reside no fato de que o dela faz falar um ‘nós’, que inclui os outros”. Partindo dessa hipótese o objetivo desta proposta é estabelecer a relação entre a constituição subjetiva da cineasta e as alteridades (as pessoas e os seus filmes) com as quais ela se constitui.” Para isso, com a orientação da professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro, se pretende fazer uma análise do documentário da cineasta Agnès Varda, As Praias de Agnès (2008). A banca avaliadora foi composta pelos professores Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos e Dra. Ramayana Lira de Souza.

Linguagem e significância

Seguindo as atividades, a mestranda Siegried Xavier Pontes defendeu seu projeto de dissertação intitulado “Além do espelho: corpo, linguagem e significância". Com orientação da professora Dra. Nádia Régia Maffi Neckel e avaliação das professoras Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e Dra. Giovanna G. Benedetto Flores, a estudante propõe analisar o corpo em discurso do indígena, em especial da mulher indígena, com o foco na política e através da materialidade discursiva nas imagens presentes nos espaços enunciativos informatizados nas redes sociais.

Alunos surdos como protagonistas

"Vídeo-Ensaio: uma experiência com alunos surdos como protagonistas ensaístas" foi o tema apresentado pelo mestrando Roberto Dutra Vargas. A pesquisa, conforme o estudante, tem como objetivo pensar o conceito de vídeo-ensaio discutir o processo e os resultados obtidos na produção de vídeo-ensaios realizados por alunos surdos. A banca do estudante foi composta por sua orientadora professora Dra. Ramayana Lira de Souza e avaliadoras Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano e Dra. Mara Salla.

Corra!

O doutorando Daniel Lucas de Medeiros finalizou a Jornada de Pesquisa no Campus Pedra Branca. Em sua apresentação do ensaio intitulado “O corpo exposto, desejado e escravizado no filme Corra!", analisa a construção narrativa do filme Corra! (Get Out, 2017) e explora a relação estabelecida pelo filme com os temas do corpo em exposição, o corpo desejado e o corpo escravizado. “A proposta é mostrar como um destes finais incorpora as temáticas abordadas ao longo da narrativa, e como o outro vai de encontro a essas temáticas, criando uma conclusão contraproducente e pessimista”, comenta o estudante. O trabalho foi orientado pela professora Dra. Ramayana Lira de Souza e avaliado pelo professor Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos.

Nesta quinta (19) e sexta-feira (20) a Jornada de Pesquisas segue em Tubarão.

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: PPGCL

Campus Pedra Branca inicia Jornada de Pesquisas


(17/09/2019) Três trabalhos deram início à Jornada de Pesquisas na Pedra Branca nesta segunda-feira (16). Transformações da contemporaneidade, telejornalismo político e ancestralidade africana estão entre as temáticas apresentadas.


Transformações da contemporaneidade

 

Foto/divulgação: PPGCL


O doutorando Vitor Augusto Werner dos Reis abriu as apresentações da Jornada de Pesquisa no Campus Pedra Branca qualificando seu projeto de tese intitulado “Versões do Outro: as transformações do mal estar na Contemporaneidade”. Em seu trabalho, o estudante tentará relacionar os seguintes fenômenos: a crise da instituição simbólica (como ficção eficiente), anunciada por Nietzsche no final do século XIX e retomada por Lacan a partir do declínio da figura do pai na família moderna, somado a atual economia psíquica organizada pelo gozo.

 

“Dentro dessa estrutura, analisaremos as diferentes formas que o Outro se apresenta na contemporaneidade e suas implicações nas transformações do mal-estar no sujeito e no laço social, elencando a discussão três categorias psicanalíticas: o sintoma, as estruturas clínicas e os três registros psíquicos”, explica Vitor.


A banca foi composta por seu orientador Dr. Maurício Eugênio Maliska (UNISUL) e os avaliadores Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL) e Dr. Pedro Heliodoro de Moraes Branco Tavares (UFSC).


Telejornalismo político

 


Foto/divulgação: PPGCL


O mestrando Paulo Henrique Fraçosi Santhias qualificou seu projeto de dissertação intitulado "O discurso capitalista na produção do telejornalismo político". Sob orientação também do professor Dr. Maurício Eugênio Maliska (UNISUL), foi avaliado por banca composta pelos professores Dra. Giovanna G. Benedetto Flores (UNISUL) e Dr. José Isaias Venera (UNIVALI).

 

O tema de sua pesquisa surgiu a partir de seu trabalho de conclusão de curso ainda na graduação. “Sabidos do modo produção e sustentação das radiodifusões no Brasil, questionamos: quais causas levam o telejornalismo político a funcionar pelo Discurso Capitalista proposto por Lacan”, indaga Paulo.

 

O objetivo geral da pesquisa é investigar o discurso capitalista, de acordo com Lacan, no modo de funcionamento do discurso do telejornalismo político, tendo como objetos de estudo o RIC Notícias SC e o Jornal da Assembleia.


Ancestralidade africana

 

Foto/divulgação: PPGCL


"Da solidão da senzala, à guerra por direitos: os sentidos de ancestralidade africana na voz e na música do cantor nativista César Passarinho", este é o título do projeto de doutorado do estudante Éverton Rogério da Silva Corrêa. Em sua apresentação, o doutorando explica que o objetivo de seu trabalho é analisar na perspectiva discursiva pecheutiana, quatro composições musicais, apresentadas pelo cantor nativista gaúcho e negro, César Passarinho.

 

“Tais canções serão analisadas por vídeos, sendo dois deles gravados no Festival da Califórnia da Canção Nativa e os outros dois referentes à apresentações em shows do artista”, explica.

 

A banca avaliadora de Éverton foi formada pelos professores do PPGCL, Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano e Dr. Maurício Eugênio Maliska.

 

Os trabalhos continuam a serem qualificados nesta terça-feira. Quinta e sexta-feira as apresentações ocorrem no campus Tubarão. Para acessar a programação completa clique aqui.

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: Patrícia Amorim

Charinha e rock dos anos 80 marcam conferência em Tubarão


(13/09/2019) Chacrinha e rock dos anos 80 foram tema de conferência ministrada pelo pós-doutorando do PPGCL Dr. Diego Luiz Miiller Fascina. Sob a supervisão da profa. Jussara Bittencourt de Sá, o trabalho intitulado "A importância do cassino do Chacrinha para a consolidação do rock brasileiro dos anos 1980" foi apresentado na tarde desta sexta-feira.


Rock e nostalgia


As inquietações de Diego acerca da pesquisa surgiram em sua tese de doutorado, cujo foco foi a produção de Cazuza e, nessa esteira, o rock brasileiro dos anos 1980. A partir disso, buscou analisar a importância da televisão, mais especificamente do Cassino do Chacrinha para a solidificação do rock brasileiro dos anos 1980.


Dentro da temática, o pesquisador trouxe a público uma viagem ao tempo. No primeiro momento de sua apresentação falou sobre o grande ícone da televisão brasileira, o Chacrinha. “Chacrinha era um fenômeno de liberdade cênica e popularidade. Conseguia reunir em um único programa várias culturas e atingir socialmente a sociedade brasileira, quando por exemplo, jogava bacalhau em quem não conseguia pagar”, comenta Diego.


Também falou sobre o rock dos anos 80 e o surgimento do movimento BRock, que foi impulsionado pelo Circo Voador e a Rádio Fluminense FM. Bandas como Blitz e Barão Vermelho foram um dos pioneiros do movimento. E é nesse ponto que Chacrinha e rock se entrelaçam: “Quando Chacrinha retorna para a Rede Globo de Televisão na década de 80, ele dá voz aos roqueiros. Fez com que o ritmo que até então era conhecido apenas por cariocas, se espalhasse por todo país”, destaca.


Diego considera o acontecimento um fenômeno da classe média, onde o BRock estabelece uma ponte com as classes inferiores através do plano econômico adotado por Sarney, que abriu as portas da sociedade de consumo a cerca de 20 milhões de brasileiros, que compraram muitos discos, mas sobretudo porque apareceram no cassino do Chacrinha.


Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: Ramayana Lira
Professora do PPGCL participa do FORCINE


(13/09/2019) A professora Ramayana Lira de Sousa do PPGCL e do Curso de Cinema e Audiovisual da UNISUL, participou da mesa de abertura e do GT Diferença e Pedagogia do Ensino de Cinema e Audiovisual durante o XV Congresso do Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (FORCINE), realizado de 11 a 14 de setembro de 2019 na Universidade Federal de Santa Catarina.


Na mesa de abertura a Profa Ramayana representou o Curso de Cinema e Audiovisual da UNISUL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual - SOCINE (da qual é vice-presidente), o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis - FUNCINE (do qual é presidente) e a Cadeira do Audiovisual do Conselho Estadual de Cultura (do qual é segunda suplente). “A participação na mesa de abertura desse importante Congresso revela a pluralidade na minha atuação profissional”, comenta a professora, “pois abrange o ensino, a pesquisa e a extensão”.


O Congresso do FORCINE reúne professores e profissionais do audiovisual de todo o Brasil para a discussão sobre os caminhos da formação de realizadores, pesquisadores e técnicos.

 

Liberdade de expressão


Neste ano o tema do Congresso foi "Democracia e Liberdade no Ensino de Cinema e Audiovisual Brasileiro”. Para a professora, o tema é relevante para o contexto brasileiro, uma vez que “o cinema, o audiovisual e as manifestações artísticas e culturais sofrem ataques contra a liberdade de expressão”.


Na mesa do GT Diferença e Pedagogia do Ensino de Cinema, a professora apresentou uma fala em co-autoria com a professora Alessandra Brandão, da UFSC, a respeito da necessidade de se pensar formas de garantir que a questão da diversidade e da diferença sejam sempre levadas em consideração nas práticas pedagógicas, nos currículos e no cotidiano das escolas de cinema.


“Nossa sugestão para o FORCINE foi que seja construído um guia de conduta para a garantia da diversidade nas escolas de cinema com uma série de ações que podem ser tomadas para que o ensino de cinema no Brasil possa efetivamente ser pautado pelo respeito à diferença e reconhecimento da diversidade”, afirma a professora.


Texto: Ramayana Lira


Foto/divulgação: Patrícia Amorim

Jornadas de Pesquisa são iniciadas no campus Tubarão


(12/09/2019) O doutorando Leandro de Bona Dias apresentou nesta quinta-feira no Centro de Pós-Graduação da Unisul, no campus Tubarão, seu projeto de tese intitulado "Possibilidades do equívoco: a tradução do passado no texto autobiográfico". O trabalhou deu início as Jornadas de Pesquisa do PPGCL.
 

Memória e literatura


Com banca composta pelo orientador Dr. Mario Abel Bressan Junior (UNISUL) e avaliadores Dr. Gladir da Silva Cabral (UNESC) e Dra. Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL), o doutorando Leandro de Bona Dias qualificou seu projeto de tese. A proposta do estudante é desenvolver em sua pesquisa o conceito de “equívoco de memória” por meio de análise de textos literários autobiográficos. Ainda, pretende descobrir o impacto e efeitos de sentido do conceito no texto.


“Defendo a tese de que na escrita literária do gênero autobiográfico ocorre uma tradução via equívoco de memória. Nesse sentido, a linguagem que tenta expressar a memória de um fato passado está realizando uma tradução”, afirma Leandro.


Essa foi a primeira apresentação das Jornadas de Pesquisas 2019 do PPGCL. Para acessar o cronograma completo dos trabalhos, clique aqui.


As jornadas de pesquisa do PPGCL acontecem anualmente e é um evento que reuni apresentações de ensaios de doutorandos, qualificações de projetos de dissertação e de tese. Além de qualificar os trabalhos, as jornadas integram os estudantes de ambos os cursos.
 

Texto: Patrícia Amorim


Foto/divulgação: Estudantes

Doutorandos do PPGCL participam de eventos em Santa Cruz do Sul

 

(01/09/2019) Os doutorandos Gabriela Niero e Israel Vieira Pereira participaram do IX Colóquio Internacional Leitura e Cognição, III Simpósio Internacional Leitura, Literatura e Mídia e XX Semana Acadêmica de Letras - Palavra puxa palavra, de 26 e 30 de agosto na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). O evento contou com mesas-redondas e simpósios temáticos com professores do Brasil e do mundo.

 

Amadurecimento acadêmico

Foto/divulgação: Estudantes

 

Gabriela participou do simpósio temático “Avanço das metodologias em leitura e cognição”, apresentando o resultado de sua dissertação “Influência do gabarito de respostas na autocorreção de exercício de interpretação: estudo de caso com estudantes do Programa Estadual de Novas Oportunidades de Aprendizagem de Santa Catarina”.

 

Na pesquisa, Gabriela concluiu que, em geral, alunos com dificuldades de aprendizagem, como no caso dos frequentadores do PENOA, tendem a ser mais ingênuos e não contestam os erros das respostas do gabarito, como o distribuído aos estudantes no trabalho da pesquisadora.

Foto/divulgação: Estudantes

 

Israel participou do simpósio temático “Narrativas midiáticas contemporâneas: novas fórmulas para antigas e novas telas” com o seu trabalho “Análise do funcionamento online de teorias da conspiração em sua relação com os boatos”.

 

“Esse trabalho revisita meu projeto de tese, estabelecendo paralelos entre o funcionamento de boatos e teorias da conspiração”, explica.

“Os eventos foram de grande importância para nosso amadurecimento acadêmico”, diz Gabriela e “contribuíram para a divulgação de nossos trabalhos e apreensão e desenvolvimento de novas abordagens sobre estudos em linguagem, mídia e cognição”, complementa Pereira.

PPGCL


Foto/divulgação: Arquivo: PPGCL

O homem do subsolo de Dostoiévski

 

(30/08/2019) O estudante Kayo Fernandes Brodbeck defendeu na manhã desta terça (30) a dissertação “O homem do subsolo de Dostoiévski submetido às injunções superegoicas”. O evento ocorreu no Laboratório de Linguagens da Unisul Pedra Branca.
 

Injunções superegoicas
 

O estudo de Brodbeck foi elaborado para servir de suporte e, ao mesmo tempo, nortear o exame discursivo em razão do homem do subsolo, personagem do livro Memórias do subsolo, de Dostoiévski.
 

O objetivo geral da pesquisa foi o analisar os efeitos discursivos do supereu na personagem principal do livro de Dostoiévski, examinando como o discurso dessa personagem pode estar sendo afetado por um discurso que o precede. Para dar conta desse objetivo, o estudante pôs em evidência recortes de análise, assim qualificadas pela psicanálise e realçou efeitos e injunções do supereu sobre a personagem.
 

“Concluí que há forte relação entre o discurso superegoico e o discurso apresentado pela personagem, no sentido de que o primeiro se estabelece fortemente afetando o segundo”, comenta o estudante. “Esta relação é observada pelo modo como discorre acerca de suas experiências cotidianas e o afastamento que se impõe da sociedade por lhe ser insuportável a convivência com os demais”.
 

A dissertação de Brodbeck foi orientada pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska e aprovada por banca formada pelos professores Dra. Ana Lúcia Mandelli de Marsillac (UFSC), Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos (UNISUL) e Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL, suplente).
 

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Docentes do PPGCL prestigiam lançamento de livros

 

(29/08/2019) Docentes do PPGCL participam I Jornada do grupo “O Discurso nas Fronteiras do Social” na Unicamp nesta quinta (29) na Unicamp. Evento teve como temática “Fronteiras em Confronto: Sentidos Em Litígio”.


O Discurso nas Fronteiras do Social

 

A Jornada marca a celebração dos 15 anos de constituição do grupo "O Discurso nas Fronteiras do Social: diferentes materialidades significantes e tecnologias de linguagem", coordenado pela professora Suzy Lagazzi em parceria com o professor Guilherme Adorno.
 

O evento buscou discutir diferentes gestos de análise dos processos de identificação do sujeito, do funcionamento discursivo da resistência nas relações de força em diferentes modos de formulação das relações sociais, pensando o papel das tecnologias de linguagem nesses processos.


Durante o evento aconteceu o lançamento do Livro “O Discurso nas Fronteiras do Social” volumes 1 e 2, organizado por Flávio Benayon, Liliane Anjos, Rogério Modesto, Guilherme Adorno, Mirielly Ferraça e Rômulo Osthues. O livro traz a contribuição de autores de todo o país com pesquisas convergentes ao tema e que possuem colaboração entre os grupos de pesquisa.


O livro marca uma homenagem à trajetória de pesquisa de Suzy Lagazzi. As professoras Nádia Neckel e Solange Gallo do PPGCL, participam desta publicação com os seguintes capítulos respectivamente: “A(s) provisoriedade (s) do ATOS” e “O Juridismo e o desafio de dizer diferente”.



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Na foto principal, Solange Gallo, Nadia Neckel, Suzy Lagazzi e Eni Orlandi; acima, exemplares dos livros.

 

PPGCL


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Docente do PPGCL apresenta trabalho em São Paulo

 

(22/08/2019) O professor Dr. Alexandre Linck Vargas apresentou o trabalho "Realismo que embeleza: a invenção dos quadrinhos modernos" na 6as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos na USP.

 

Realismo

 

Segundo Vargas, permanece problemático o que divide os quadrinhos clássicos dos modernos. Para o pesquisador, "Dan Mazur e Alexander Danner", em "Comics: a global history" (2014), começam sua cronologia por 1968, tendo a "Zap Comix" como principal divisor. Já em "Un art en expansion: dix chefs-d'oeuvre de la bande dessinée moderne" (2015), de Thierry Groensteen, a obra mais antiga analisada é "Una ballata del mare salato", de Hugo Pratt, publicada entre 1967 e 1969. Essa modernidade, supostamente nascida ao final da década de 60, foi anunciada em sua própria época, fosse por Moacy Cirne (1971), Oscar Masotta (1982), Oreste del Buono (1969) ou pela Socerlid, ainda que de maneira reativa, em sua exposição "Bande Dessinée et Figuration Narrative", de 1967.

 

Conforme argumenta Vargas, observam-se quatro linhas que molduram o quadro da mudança para o quadrinho moderno, a saber, a artístico-institucional (dupla captura entre o mundo da arte e dos quadrinhos), a adulto-autoral (modo orgânico que correlaciona defesa da autoria e adultidade), a intelectual (produção de leitura crítica, dos fanzines às publicações acadêmicas) e a erótico-editorial (o livro de luxo e a sedução das artes visuais) (LINCK-VARGAS, 2018).

 

"Minha preocupação é que tanto o recorte quanto a moldura do quadro histórico que o delimita não respondem em que plano de composição estética a materialidade dos quadrinhos adentrou ou o que sensivelmente mudou quadro a quadro", comenta.

 

"Em busca de uma resposta, elaborei um estudo de caso de Love & Rockets, mais pontualmente, Sopa de Gran Peña, de Gilbert Hernandez, de 1983. Por tratar-se de uma obra moderna tardia, o quadrinho é oportuno para a observância de uma transformação já consolidada no seio da HQ moderna".

 

A hipótese de Vargas é a passagem do realismo. "Não realidade representada, mas realidade dobrada, descrita por seus excessos e voltada para a exuberância, de modo a fazer da beleza uma máquina de leitura como defendem Deleuze e Guatarri (2010)", destaca.

 

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Sujeito em Jogo

 

(21/08/2019) O estudante Igor Ramady Lira de Sousa defendeu na tarde desta quarta (21) a tese "Sujeito em Jogo: o funcionamento do discurso sobre o jogo no twitch". O trabalho foi apresentado no Laboratório de Linguagens da Unisul Pedra Branca.

 

Efeito sujeito-audiência

 

A tese de Sousa fundamenta-se nos pressupostos teóricos da Análise de Discurso de tradição francesa, conforme os trabalhos desenvolvidos por Michel Pêcheux. A temática do trabalho envolve quando o sujeito que joga passa a falar sobre o jogo no website Twitch.tv. Sousa discutiu a formulação e a circulação de dizeres sobre o jogo, inicialmente descrevendo a produção do enunciado "como jogar" dos Manuais e Revistas de um dado período.

 

A pesquisa busca compreender se o "como jogar" ainda é possível na conjuntura atual. Em decorrência das análises houve o entendimento de um efeito produzido no sujeito que faz as transmissões do Twitch. No primeiro momento, desenvolvendo a noção de "sujeito" em Pêcheux (2009), descreve-se como o sujeito que joga passa a posição "sujeito-streamer", por meio da noção de "sujeito de mercado" de Ferrari e Neckel (2017).

 

"Discuti o modo de funcionamento da produção das transmissões da plataforma Twitch.tv caracterizado tal qual o da "uberização", como uma forma de trabalho precarizado", explica o autor. "A constituição do sujeito no Twitch.com envolve compreender um contexto de Mercado "mundializado", junto à crise de representação política global", complementa.

 

Com base na noção de "discurso sobre" de Mariani (1998), a pesquisa de Sousa descreve/interpreta o modo de formulação do sujeito nas transmissões do Twitch.com. Desenvolvendo a noção de "metajogo", compreendido através dos processos discursivos de paráfrase e polissemia por meio da leitura de Orlandi ([1999] 2009), questionando a mobilização de uma memória na produção dos sentidos sobre o jogo.

 

Nas análises de duas transmissões do Twitch, observou-se o modo de formulação e circulação na Internet, em meio à noção de "reversibilidade" de Orlandi (1987) e "ao vivo" de Gallo (2011a). O trabalho também discute o funcionamento dos algoritmos que organizam a visualização das transmissões do Twitch.tv para o usuário do website, isto se deu apoiado na tese de espacialização de Oliveira (2015).

 

"O movimento de análise produz a compreensão do que seria o intercâmbio de posição com o "espectador", no "efeito sujeito-audiência", que afeta o sujeito-streamer", conclui.

 

Orientado pela professora Dra. Nádia Régia Maffi Neckel, a tese de Sousa foi aprovada pelos professores Dr. Guilherme Adorno de Oliveira (Univás), Dra. Alessandra Soares Brandão (UFSC), Dra. Solange Maria Leda Gallo (UNISUL), Dra. Juliana da Silveira (PNPD/CAPES, UNISUL) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (UNISUL, suplente).

 

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Reunião na Capes discute rumos da pós-graduação no país

 

(16/08/2019) O professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL, participou de 14 a 16 da "Reunião de meio-termo" da Capes em Brasília. Na pauta, a apreciação dos cursos de pós-graduação em Linguística e Literatura no biênio 2017-2018 e perspectivas para o biênio 2019-2020.

 

Qualificação da Área

 

Coordenadores de mais de 150 programas de pós-graduação da área de linguística e literatura reuniram-se nesta semana no auditório da Capes para apreciar indicadores dos dois primeiros anos do quadriênio e estabelecer parâmetros para os dois últimos anos. A meta da agência é a qualificação de toda a rede com vistas à consolidação das pesquisas e da formação de quadros para o ensino superior neste campo do saber.

 

Entre as atividades da reunião, destacou-se a avaliação cruzada dos programas. Nesta avaliação, conforme metodologia proposta pela coordenação de área, grupos de dois coordenadores analisaram indicadores de outros dois programas, produzindo no final da atividade uma apreciação coletiva dos dados dos programas em três grupos, programas 3 e 4, programas 5 e programas 6 e 7.

 

"Esta atividade foi muito interessante, porque pudemos ter uma avaliação geral dos méritos e das fragilidades dos programas e identificar, desse modo, o que melhorar nos relatos de 2019 e 2020", comenta Rauen.

 

Outras atividades tiveram relação com a análise de elementos essenciais para a avaliação quadrienal dos programas. Em 2021, o desempenho dos programas nos anos 2017-2020 será avaliado pelos pares, com atribuição de notas. Entre os documentos avaliados, destacam-se o novo documento de área, a nova ficha de avaliação e as orientações para a avaliação de livros e periódicos.

 

"Participar da reunião foi essencial, porque nos permitiu analisar os pontos mais relevantes para a avaliação dos programas. Por exemplo, o planejamento estratégico do programa assume um papel muito mais acentuado na avaliação, assim como o desempenho dos egressos".

 

A área de linguística e literatura é coordenada atualmente pela professora Dra. Germana Maria Araújo Sales (UFPA). A coordenação de área conta apoio do professor Dr José Sueli de Magalhães (UFU), coordenador adjunto de programas acadêmicos e da professora Dra. Mirian Hisae Yaegashi Zappone (UEM), coordenadora de programas profissionais.

 

Informações adicionais podem ser obtidas aqui.

 

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Convergência é tema de aula magna

 

(16/08/2019) A professora Dra. Cristiane Finger (PUCRS) brindou discentes e docentes do PPGCL com a conferência "Convergência entre telas: a produção de sentido das imagens em movimento" na manhã desta sexta (16) no Campus de Tubarão. Atividade é parte das comemorações de 20 anos de mestrado e 10 anos de doutorado do PPGCL

 

Trocas acadêmicas e afetivas

 

Conforme Cristiane, a televisão não é apenas um aparelho receptor, mas uma narrativa que se completa com a utilização do usuário. "Cada vez mais, a recepção acontece em múltiplas telas e dispositivos e, às vezes, ao mesmo tempo", esclarece.

 

Mais recentemente, outra questão importante é convergência dos meios que, juntos, proporcionam uma experiência mais completa e complexa. O chamado público nômade é capaz de procurar informação onde quer que ela esteja.

 

Para a pesquisadora, a profusão dos conteúdos, ficcionais ou não, exige alguma orientação, mediação ou curadoria para serem encontrados, organizados, selecionados e até mesmo interpretados, facilitando o acesso do usuário.

 

Com formação jornalismo e comunicação social pela PUCRS, Cristiane atualmente é docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social (Famecos/PUCRS). Vice-presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e diretora da Regional Sul da Intercom, a pesquisadora tem experiência em telejornalismo, em temas como televisão, televisão expandida, telejornalismo, narrativas transmidiáticas, jornalismo, comunicação e comunicação social.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

A conferência pode ser vista aqui.

 

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Estudante de pós-doutorado apresenta trabalhos no Paraná

 

(15/08/2019) Professor Diego Luiz Miiller Fascina apresentou três trabalhos no XV Encontro Regional de Iniciação Científica da Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (PR). Miiller realiza estágio de pós-doutorado no PPGCL sob supervisão da professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Três trabalhos em destaque

 

O primeiro trabalho apresentado por Fascina foi "Aspectos Estéticos do Cassino do Chacrinha (1982-1988)". Nesta pesquisa, o autor faz um recorte reflexivo de meu ensaio de pós-doutorado, analisando aspectos estéticos do Cassino do Chacrinha, programa apresentado por Abelardo Barbosa (1917-1988) desde 1982, ano que marca o retorno de Chacrinha à Rede Globo de Televisão, finalizado apenas com sua morte. O pesquisador discutiu pontos como o grotesco, o improviso, a liberdade cênica, a influência circense, a parafernália tropicalista, a presença das dançarinas e auxiliares de palco conhecida como chacretes, a plateia e sua reação, o júri e sua configuração múltipla, bem como a análise de alguns quadros que auxiliaram a consagrar o programa, além da presença de cantores, sobretudo os roqueiros dos anos 1980, que consolidaram suas carreiras naquele palco.

 

A segunda pesquisa apresentada foi "A importância do Cassino do Chacrinha para a solidificação do rock brasileiro dos anos 1980". Neste trabalho, Fascina analisou pontos que introduziram e, posteriormente, auxiliaram na consolidação do rock brasileiro dos anos 1980,entre os quais a criação do Circo Voador, misto de palco para apresentações cênicas e musicais para os roqueiros, dentre outros cantores da música brasileira; a presença da rádio FM, conhecida como A maldita, que divulgou o rock para o território carioca; o filme Menino do rio, de Antonio Calmon, película que retrata a juventude carioca, suas angústias, questionamentos e tentativas de relacionamento amoroso; a primeira edição do faraônico evento Rock in Rio, ocorrido em 1985, polo aglutinador das várias facetas do rock nacional e internacional.

 

Segundo o autor, no entanto, é com o Cassino do Chacrinha, programa ocorrido aos sábados à tarde, durante os anos 1982-1988, que o rock brasileiro foi consolidado. O programa possuía um alto índice de audiência e uma estética muito peculiar que mesclava elementos sublimes com grotescos, criando um produto genuinamente brasileiro. "Foi nesse palco, no meio de distintas atrações, de opiniões de um júri controverso, de uma plateia que reagia instantaneamente aos acontecimentos e de um estilo absolutamente original que Chacrinha possuía ao conduzir o programa, que o rock 80 alcançou os quatro cantos do Brasil", argumenta.

 

O terceiro trabalho, por fim, intitula-se "O BRock: momentos decisivos e autores fundamentais" (foto). Nesta pesquisa, o autor reflete sobre momentos decisivos do rock brasileiro dos anos 1980. Segundo Fascina, O rock 80 é também conhecido como BRock, termo cunhado por Arthur Dapieve (2007) para se referir, especificamente, ao rock desta década. A brasilidade deste rock curado da purple haze psicodélica-progressiva dos anos 70, e desprendido de letras metafóricas e do instrumental state-of-the-art, fala em português temas comuns àquela geração: amor, ética, sexo, política, polaroides urbanos, dores de crescimento e maturação, mensagens transmitidas pelas brechas do processo de redemocratização – o que justifica a consoante "b" antecedendo o nome e demarcando um produto genuinamente nacional.

 

Para Dapieve (2007), o BRock era personificado na figura de Cazuza, roqueiro que conseguiu captar em sua obra todos os questionamentos de seus contemporâneos. No entanto, traremos para discussão, outras figuras e suas principais características, tais como os trabalhos da Blitz, do Barão Vermelho, do Kid Abelha, dos Titãs, d’Os Paralamas do Sucesso, da Legião Urbana, do Ultraje a rigor, do RPM e dos Engenheiros do Hawaii. Tais bandas, as mais representativas da década, sintetizaram as características expostas por Dapieve (2007), e foram responsáveis por (re)criar esse gênero musical em nosso país.

 

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Conferência aborda convergência midiática

 

(15/08/2019) A professora Dra. Dra. Cristiane Finger (PUCRS) apresentou na noite desta quina (15) a conferência "Televisão e outras telas: conteúdos hiperlocais e colaborativos" para docentes e discentes de publicidade e propaganda e de jornalismo. Evento faz parte das comemorações de 20 anos de mestrado e 10 anos de doutorado do PPGCL.

 

Novas práticas 

 

Segundo Cristiane, apesar da produção de sentido já consolidada pela televisão e da transposição dos conteúdos para a web, existe uma tendência em estabelecer novas práticas na captação, narração, edição, exibição e distribuição destes conteúdos informativos ou de entretenimento.

 

"Uma das diferenças está no acesso por parte do internauta que deixa de ser apenas um espectador para navegar em busca do que lhe interessa e, também, contribui para a elaboração e a propagação dos conteúdos", comenta a pesquisadora.

 

Para que isso aconteça, a autora destacou em sua conferência a emergência de discussão de bases teóricas para uma proposta de produção hiperlocal e colaborativa que atenda a estas novas demandas.

 

Cristiane Finger possui graduação em Jornalismo (1985), mestrado e doutorado em Comunicação Social (1997, 2002) pela PUCRS. Atualmente é vice-presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), diretora da Regional Sul da Intercom. Docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social (Famecos/PUCRS), tem experiência em telejornalismo, em temas como televisão, televisão expandida, telejornalismo, narrativas transmidiáticas, jornalismo, comunicação e comunicação social.

 

Na manhã de sexta (16) Cristiane Finger apresenta a aula magna "Convergência entre telas: a produção de sentido das imagens em movimento" para discentes e docentes do PPGCL.

 

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Cultura teleafetiva é tema de aula magna
 

(13/08/2019) O professor Dr. Mario Abel Bressan Júnior ministrou na noite desta terça (13) aula magna intitulada “Cultura Teleafetiva” aos alunos do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda da UNISUL em Tubarão. A proposta foi refletir sobre a relação afetiva entre os espectadores e as telas.
 

Afetos em destaque
 

Bressan Júnior explicou em sua apresentação que os elementos externos contribuem para a criação e potencialização de afetos e que a televisão, por exemplo, consiste em um dispositivo que evidencia uma teleafetividade, muitas vezes não percebida de forma consciente.
 

Destacando resultados de suas pesquisas com memória, afetos e televisão, destacou que é sempre muito produtivo discutir os efeitos emocionais de uma série, de uma telenovela e ou do cinema. O público demanda desse tipo de consumo e a ciência está aí para pesquisar e entender o processo.
 

A temática da aula é relevante para as atividades do semestre. Os alunos do curso de moda promovem semestralmente um desfile com suas coleções produzidas em aula e, no segundo semestre de 2019, o tema será justamente o da cultura teleafetiva.
 

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Tese aborda discursos sobre pessoas com deficiência
 

(13/08/2019) A estudante Diane da Silva Zardo defendeu, na tarde desta terça (13), a tese “Os efeitos de sentidos produzidos sobre a educação das pessoas com deficiência em diferentes materialidades discursivas”. O evento ocorreu no Laboratório de Linguagens da Unisul Pedra Branca.
 

Efeitos de sentido
 

Nessa tese, Diane procurou compreender, na relação com os discursos pedagógicos, jurídicos e políticos, as discursividades presentes no processo sócio-histórico-político da inclusão escolar das pessoas com deficiência. Para isso, abordou os artigos 88 e 89 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB 4024/61, que tratam sobre a educação das pessoas com deficiência, o artigo 9 da Lei 5692/71, e os artigos 58 e 59 do capítulo V da Lei 9394/96, que é dedicado ao tema.
 

Conforme a estudante, leis são materialidades, por meio das quais, pode-se perceber o funcionamento de conjunturas sociais, históricas e ideológicas, e, assim, determinar efeitos de sentido sobre a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade contemporânea.
 

“Esse aprofundamento nos possibilita aproximações com a Política Nacional de Educação Especial, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) Nº 13.146/15 e os Projetos Político Pedagógicos (PPP) de escolas representantes do poder público Municipal e Estadual”, explica.
 

O trabalho buscou compreender os processos discursivos das leis e políticas públicas que estão imbricados nos efeitos de sentidos, elaborados sob determinadas condições de produção que condicionam o modo de funcionamento da construção do projetos político-pedagógicos.Por isso, ao se debruçar sobre as materialidades, Diane mobilizou noções fundantes da Análise de Discurso como historicidade, memória discursiva e condições de produção de sentidos.
 

“Eu me baseei em premissas do materialismo histórico, nas quais os modos de produção da vida material condicionam o conjunto dos processos da vida social, nas formas em que o discurso, o sujeito e os sentidos se produzem, naquilo que podemos chamar de efeito da ideologia em sua materialidade”, complementa.
 

Diane formulou suas análises a partir de deslocamentos, de novas escutas que permitiram a compreensão de marcas significantes, ou seja, a base material das condições de produção de sentidos construídos sobre a inclusão das pessoas com deficiência, a partir das relações conjunturais estabelecidas ao longo da história.
 

A tese de Diane, orientada pela professora Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Cláudia Regina Castellanos Pfeiffer (UNISUL), Dra. Leonete Luzia Schmidt (Mestrado em Educação, UNISUL), Dra. Andreia da Silva Daltoé (UNISUL), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) e Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL, suplente)
 

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Seminário discute filosofia da linguagem

 

(13/08/2019) A professora Dra. Andreia Daltoé apresentou na manhã desta terça (13) o Seminário "A vida também é para ser lida: a filosofia da linguagem e sua ferramenta (im)perfeita". Evento realizado na Pedra Branca foi prestigiado por docentes e discentes.

 

A vida também é para ser lida

 

A partir do título "A vida também é para ser lida" de Guimarães Rosa, Andréia Daltoé abordou tópicos relevantes para a formação em filosofia da linguagem. Neste jogo de palavras entre "a vida é para ser vivida/para ser lida", a pesquisadora convocou a audiência a pensar sobre questões importantes num curso em Ciência da Linguagem: a natureza da linguagem, o uso, a compreensão e a atribuição de sentido da linguagem, a relação entre linguagem e mundo, e, como sugere o subtítulo, de que material é feita a ferramenta da linguagem?

 

Andréia apresentou um panorama dos estudos filosóficos e científicos da linguagem, partindo dos mitos que deram conta de explicar o surgimento da língua, passando por Platão em o Diálogo de Crátilo, pela importância de Wittgenstein em suas duas fases, até Saussure e o modo como este autor influenciou o estruturalismo do séc. XX.

 

Neste caminho, importantes autores também aparecem como mostra dos trabalhos profícuos sobre língua e linguagem, que se deram no campo da lógica formal, do próprio estruturalismo, da gramática gerativa, das teorias da enunciação e discursivas, da semiótica e da pragmática.

 

"Trata-se de um caminho teórico que precisa ser compreendido em suas relações/articulações, seja de proximidade, concordância ou discordância, mas nunca isolado das determinações teóricas e históricas do seu tempo", explica.

 

O evento fez parte das comemorações dos 20 anos de mestrado e 10 anos de doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul. Na sexta-feira (16), aula magna da professora Dra. Cristiane Finger (PUCRS) movimenta o campus de Tubarão.

 

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Uma mirada para os gestos em levantes

 

(12/08/2019) O estudante Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein defendeu, na tarde desta segunda (12), a tese "A intifada como gesto". Evento ocorreu no Laboratório de Linguagens da Unisul Pedra Branca.

 

Sobre muros e intifadas

 

O trabalho de Husein teve como objetivo estudar os gestos de levantes na Palestina, visualizando possíveis sobrevivências e introduzindo a teoria da força do desejo nos levantes na teoria de Georges Didi-Huberman.

"Através do conceito de soulèvements de Didi-Huberman, eu analisei não somente gestos corporais, mas também elementos dos levantes em imagens, palavras, ações da resistência palestina", explica o estudante.

 

Para dar conta desses objetivos, Husein relacionou imagens de levantes na Palestina com a narrativa bíblica de Davi e Golias nas perspectivas judaica, cristã e muçulmana, e a figura de Davi nas obras de arte de Michelangelo, Bernini e Caravaggio, explorando a hipótese de contar como a história do Davi judeu se tornou a história de um Davi palestino.

 

A história dos levantes na Palestina, passando pela Nakba (Catástrofe Palestina), as Intifadas e a Grande Marcha do Retorno, foi utilizada como apoio ao leitor para estabelecer as conexões necessárias para compreender o raciocínio proposto.

 

"Abordei o muro da Cisjordânia e suas relações com outros muros que, segundo Didi-Huberman, refletem o ‘muro psíquico’ construído pelos judeus, um ‘emuramento’ necessário para sua sobrevivência", esclarece Husein. "Por fim, fiz um estudo da desumanização mostrando como as ações violentas e de segregação do estado de Israel provocam consequências que afetam o psicológico dos palestinos, verificando como os conceitos de biopolítica e necropolítica são aplicados neste processo", complementa.

 

A tese de Husein, em síntese, propõe uma nova abordagem da questão Palestina para mostrar que a análise dos gestos de levantes pode dizer mais do conflito do que os próprios relatos históricos dos levantes.

 

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Orientada pelo professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos, a pesquisa foi aprovada por banca formada pelos professores Dra. Daniela Queiroz Campos (UFSC), Dr. Pedro de Souza (UFSC), Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (UNISUL), Dra. Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) e Dr. Maurício Eugênio Maliska (UNISUL, suplente).

 

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Aula Magna marca início do segundo semestre
 

(05/08/2019) A professora Dra. Janyne Sattler (UFSC) ministrou na manhã desta segunda feira (05) a aula Magna "Linguagem, imagens e poder: uma mirada feminista". Aula marca o início do segundo semestre de 2019 e dá boas vindas aos novos mestrandos e doutorandos do PPGCL na Pedra Branca.
 

Uma mirada feminista
 

Em sua apresentação, Janyne abordou conceitos de linguagem em suas abrangências estéticas, políticas e filosóficas, apontando para o fato de a linguagem ter a capacidade de reproduzir esteriótipos através de seus conceitos. "A linguagem é morada de poder e possui 'poderes mágicos' para moldar o mundo", diz a pesquisadora.
 

Segundo a pesquisadora, o corpo é superfície de linguagem e sofre os efeitos da construção moderna do conceito de linguagem. Para ela, o corpo feminino é o resultado das estruturas e confinamentos dos espaços de poder resultado dos movimentos históricos. “A linguagem pode ressignificar o mundo frente aos cenários contemporâneos de violência”, argumenta.
 

Para a professora Nádia Neckel, coordenadora adjunta do PPGCL, a apresentação de Janyne foi muito relevante para a retomada das atividades do PPGCL. “Foi um momento muito rico de trocas acadêmicas e afetiva entre os pesquisadores professores e alunos e marcam um belo início dos trabalhos desse segundo semestre de 2019”.
 

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A aula contou com a presença destacada dos professores Zacaria Nassar (Diretor de Campus da Grande Florianópolis) e Hércules Nunes de Araújo (Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Inovação) e foi prestigiada por professores das linhas de Texto e Discurso e Linguagem e Cultura, mestrandos e doutorandos.
 

No segundo semestre, nas segundas e terças, os estudantes cursam disciplinas das áreas de concentração e das linhas de pesquisa do Programa. As aulas do Campus de Tubarão, por sua vez, iniciam-se na quinta (8) replicando as mesmas disciplinas nas quintas e sextas.
 

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Eduardo Coutinho é objeto de estudo
 

(31/07/2019) O estudante Igor Miguel da Silveira Rosa defendeu na tarde desta quarta (31) a dissertação “Jogo de cena e o dispositivo fílmico de Eduardo Coutinho como construção de uma ética documental”. Evento ocorreu no Laboratório de Linguagens da Unisul Pedra Branca.
 

Jogo de Cena em pauta
 

Nesta pesquisa, Rosa procurou perceber como determinados protocolos e artifícios, desenvolvidos a partir de uma preocupação ética com as relações que são estabelecidas nos documentários de Eduardo Coutinho, aparecem ao longo da filmografia do diretor, de forma a contribuírem na construção de um dispositivo fílmico.
 

“Para dar conta desse objetivo, foi necessária uma conceitualização do termo dispositivo no estudo do documentário e a análise da filmografia documental do diretor para pensar como esses elementos são construídos a cada filme”, explica o estudante. “Com essas ações, procurei perceber como as relações éticas e os dispositivos aparecem em Jogo de Cena (2007), e o que esse documentário difere dos outros da carreira do diretor”.

 

Rosa constatou que as demandas éticas levam a construção do dispositivo fílmico ao longo da filmografia documental de Eduardo Coutinho. “A construção do dispositivo de Jogo de Cena é o que possibilita as relações éticas no documentário”, conclui.
 

A dissertação, orientada pela professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro, foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Consuelo da Luz Lins (UFRJ), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (UNISUL, suplente).

 

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Memória Teleafetiva será lançada nesta terça


(28/06/2019) O professor Mário Abel Bressan Júnior lança nesta terça feira (30) às 19h30 o livro Memória Teleafetiva. Evento ocorre no Céu da Boca em Tubarão (SC). Professor apresentou sua obra no Jornal do Almoço da NSC Criciúma.

 

Destaque merecido

 

Professor Mário Abel Bressan Júnior participou nesta terça-feira da edição do Jornal do Almoço da NSC de Criciúma. Na pauta, o lançamento de seu livro Memória Teleafetiva, que vai ser lançado oficialmente nesta noite no Céu da Boca em Tubarão. Na oportunidade, Bressan destacou como a televisão é capaz de proporcionar espaços de nostalgia ao reapresentar produções audiovisuais.

 

Em seu livro, o pesquisador trabalha o conceito de teleafetividade justamente para dar conta dessa nova forma de revisão de nosso passado. "Quando assistimos novamente algo que acompanhamos no passado reconstruímos afetivamente aqueles momentos", argumentta.

 

O lançamento é aberto a toda a comunidade. O Céu da Boca, Bar e Restaurante, fica na Rua Lauro Müller, número 278 no centro de Tubarão. O evento ocorre às 19h30min.

 

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O Brasil pode ser independente?
 

(09/07/2019) Professora Dra. Giovanna Benedetto Flores publica capítulo no livro “Jornalismo e Estudos Mediáticos: Memória II” da Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Intitulado “O Brasil pode ser independente? A emancipação brasileira nos jornais portugueses do século XIX”, o texto de Giovanna discute reverberações da independência na imprensa da época.
 

A emancipação sob o ponto de vista de Portugal
 

No capítulo, Giovanna produz um entrecruzamento entre a análise do discurso e a história da imprensa. No texto, a autora debate a independência do Brasil e a consequente separação de Portugal. Para dar conta desse objetivo, analisa dois periódicos, um brasileiro e outro português, ambos da década de 1820. Conforme sua análise, do ponto de vista de Portugal, o Brasil não deveria ser independente.
 

Conforme o prólogo de Jorge Pedro Sousa, organizador da obra, “para os portugueses, de acordo com os ecos da imprensa, o povo brasileiro não era civilizado e não possuía educação, por ser descendente de índios, negros escravizados ou mestiços, não tendo, por isso, viabilidade a criação de uma nação brasileira”.
 

periódicos defendendo a união entre os lusitanos e brasileiros e outros defendendo a separação política e a criação da nação brasileira. Essa discussão passa também pelo modo como o povo brasileiro era retratado na imprensa além-mar”, esclarece a autora
 

O texto integra os resultados de estágio de pós-doutorado que a professora realizou entre fevereiro e agosto de 2018, na Universidade Fernando Pessoa, sob a supervisão do professor Dr. Jorge Pedro Sousa.
“O estágio foi importante para poder compreender a história de Portugal e da imprensa lusitana para a minha pesquisa”, esclarece a autora.
 

Foto/divulgação: Giovanna Flores

 

Giovanna Benedetto Flores possui doutorado em Linguística/Análise do Discurso (Unicamp 2011) com pós-doutorado em Ciências da Informação/Jornalismo (Universidade Fernando Pessoa. Portugal, 2019), mestrado em Ciências da Linguagem (Unisul, 2005) e graduação em Jornalismo (Unisinos, 1985). Líder do Grupo de Pesquisa Discurso Cultura e Mídia, é docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e da graduação em Jornalismo da Unisul desde 2000.
 

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Memória Teleafetiva: conceito inédito vira livro
 

(04/07/2019) Professor Mário Abel Bressan Junior, docente do PPGCL, lança o “Memória Teleafetiva, publicado pela editora Insular. Publicação apresenta tema desenvolvido no Doutorado na PUCRS. (Matéria do UnisulHoje).
 

Nostalgia
 

A nostalgia pode ser definida como a saudade de algo do passado ou como a vontade de voltar ou reviver um momento que já tenha acontecido. Esta tem sido a aposta de muitas empresas que trabalham com séries e telenovelas: reprisar produções antigas ou produzir novas com base nesse passado. Rememorar o já visto tem acumulado audiência e gerado lucros. A explicação para isso pode estar nos estudos do Doutor em Comunicação Social (PUCRS), Mário Abel Bressan Junior, professor da Unisul, que lança um livro com o inédito conceito de Memória Teleafetiva.

Para a formulação dessa nova definição, Mario se propôs a observar o passado que a televisão recorda através das reprises, principalmente de novelas, e o porquê de as memórias serem tão fortes nesse meio de comunicação. Ele analisou o Canal Viva, que possui uma audiência muito alta na TV a cabo e trabalha com reprodução de telenovelas antigas e que já fizeram sucesso na programação.

“Minha pesquisa analisou os efeitos e que estratégias existem nesse tipo de programação, que é totalmente déjá-vu, e por que trazia tantos efeitos nostálgicos, tanta movimentação nas redes sociais, como no Twitter. Eu percebia que jovens que não tinham visto aquela telenovela, por exemplo, também acompanhavam. Então, busquei entender que memória era essa que eles carregavam, e que memória tinham as pessoas que já haviam assistido na primeira vez e que agora estavam revendo no Canal Viva”, destacou Mário.

Memória teleafetiva

O livro Memória teleafetiva defende um termo que até então não existia publicado e busca trazer as explicações para a afetividade que as pessoas têm pela programação televisiva. “A memória teleafetiva recupera a recordação de uma experiência vivida em determinada época, data ou ano, em que pessoas tiveram acontecimentos diante da TV ou rememorados a partir dela. Uma cena ou uma música, por exemplo, podem evocar sensações prazerosas e sentimentais sobre algo vivido. Isso em virtude de uma relação afetiva intensificada pela TV”, esclarece Mario.

Uma das explicações do professor para a criação desse novo conceito é a existência do laço social e da afetividade. Pois, mesmo com a programação on demand (em livre escolha) que a internet possibilita, a televisão continua pautando os assuntos em conversas e ela socializa. “Essa socialização acaba gerando afetos”, defende Mario. Já o laço social surge através da ligação invisível que existe entre pessoas que assistiram a uma mesma programação. “Eu defendo que esse laço é revisitado ao rever aquele conteúdo. Lembranças surgem, assim como a conexão com as pessoas que hoje pode se estender para as redes sociais e gerar conversas sobre o tema”, complementa.

Sobre o autor

Foto/divulgação: Unisul Hoje

 

Mario Abel Bressan Junior é natural de Tubarão e trabalha na Unisul há 22 anos. Ele é docente da instituição desde 2003 e atualmente leciona nos cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (mestrado e doutorado). A televisão sempre permeou os interesses de estudos do professor e o compartilhar de conhecimento também. Em 2011, a dissertação de mestrado também se tornou um livro intitulado de Semiótica do Crime: a semiótica da narrativa na telenovela.

Agora, ele publica seu segundo livro pela editora Insular, o Memória Teleafetiva. Em breve, Mario organizará o lançamento de seu livro na cidade Azul, tanto na Unisul junto aos cursos onde leciona como fora da Universidade, apenas a data ainda não está definida.
 

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Documentário sobre Tunga abre sessões do Cineclube
 

(03/07/2019) O Cineclube abre a programação de julho com o documentário Tunga – O Esquecimento das Paixões, dirigido por Miguel de Almeida e que relata a trajetória do escultor, desenhista e artista performático, a partir de fragmentos de suas performances, instalações e obras. (Matéria: UnisulHoje).
 

Ciclo Artistas e Segunda Semana Vitrine Filmes
 

Durante o mês acontece o Ciclo Artistas e a Segunda Semana Vitrine Filmes, em sessões promovidas em parceria com a Cinemática, além do Festival da Semana do Rock Catarinense. As sessões são exibidas de quinta-feira a domingo com entrada gratuita, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis.
 

Conheça a programação aqui.
 

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Discurso capitalista e mal-estar
 

(03/07/2019) A estudante Clarinice Aparecida Paris defendeu na tarde desta terça (2) a dissertação “O domínio do discurso capitalista na produção do mal-estar na contemporaneidade”. A sessão pública ocorreu no Laboratório de Linguagens, Sala 111B da Unisul Pedra Branca.
 

O domínio do discurso capitalista na produção do mal-estar na contemporaneidade
 

A pesquisa de Clarinice teve como objetivo investigar o domínio do capitalismo e do discurso capitalista na produção do mal-estar na subjetividade contemporânea. “Minha investigação fundamentou-se principalmente em Freud e Lacan e fez correlações com autores oriundos da filosofia, da sociologia e do materialismo histórico”, diz a autora.
 

A estudante realizou o procedimento metodológico a partir do estudo sobre os discursos de Lacan (1992) no Seminário 17: O avesso da psicanálise, no qual o autor fundamenta o funcionamento dos discursos. “Aprofundei o estudo a respeito do discurso capitalista em outros textos de Lacan e demais autores, no intuito de compreender seu poder de comando, como um discurso dominante na produção dos fenômenos que geram o desconforto do sujeito na contemporaneidade”.
 

Através da investigação, Clarinice constatou que o domínio do capitalismo, que induz ao consumismo, revirou a subjetividade, produzindo novas figuras subjetivas. “Agora é o próprio sujeito que exerce o controle sobre si, ao modo que o discurso do capitalista se encontra articulado na produção do sintoma”, conclui.


 

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Orientada pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska, a dissertação de Clarinice foi aprovada pelo professor Dr. Jeferson Rodrigues (UFSC) e professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul). A banca contou com a suplência da professora Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul).

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ANPOLL realiza XXXIV Enampoll
 

(01/07/2019) A professora Nádia Neckel participou nos dias 26, 27 e 28 de junho do XXXIV Encontro Nacional da ANPOLL na Universidade Estadual de Maringá (PR). O Encontro reúne coordenadores de programas de pós-graduação e de grupos de pesquisa de linguística e literatura.
 

Espaço de discussão de políticas de pós-graduação
 

A participação da professora Nadia Neckel no evento foi dupla. De um lado, fez parte do encontro dos coordenadores de Grupos de Trabalho, representando o GT de Análise do Discurso e, de outro, fez parte do encontro dos coordenadores de pós-graduação, representando o professor Fábio Rauen coordenador do PPGCL.
 

“O encontro é um importante espaço de discussão das políticas de pós-graduação na área de linguística e literatura junto aos órgãos de avaliação e fomento como a CAPES e o CNPq”
 

Entre as atividades de destaque, o evento contou com conferência do coordenador adjunto da área de Linguística e Literatura da CAPES, o Prof. Dr. José Magalhães; a mesa redonda “Pesquisa em Literatura e Linguística indicadores e estratégias de ação junto a pós-graduação” com a participação dos professores: Dr Arquimedes Belo Paiva (Coordenador do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais – COCHS/CGCHS/DEHS), a Profa. Dra. Gladis Massini-Cagliari (Representante de área Linguística junto ao CNPq) e a Profa. Dra. Zilá Bernd (Representante de área Literatura junto ao CNPq).
 

O Grupo de Trabalho em Análise do Discurso é um dos mais tradicionais da área e teve início já no I Congresso Nacional da ANPOLL, em 1986, tendo como sua primeira coordenadora a Profa. Dra. Eni Orlandi. Atualmente o GT conta com três linhas, assim distribuídas: Linha 1 – História das Ideias Linguísticas sob a coordenação de Claudia Pfeiffer (UNICAMP), Ana Cláudia Fernandes Ferreira (UNICAMP) e Maristela Cury Sarian (UNEMAT); Linha 2 – Práticas discursivas, diferentes materialidades e movimentos na história sob a coordenação de Suzy Lagazzi (UNICAMP), Solange Gallo (UNISUL) e Helson Flávio da Silva Sobrinho (UFAL); e Linha 3 – Processos de subjetivação, identificação, cultura sob a coordenação de Maria Cristina Leandro Ferreira (UFRGS); Maria Teresa Celada (USP) e Maria Onice Payer.
 

Na foto, momento de descontração e reencontro entre os coordenadores de pós-graduação: Profa. Dra. Nadia Neckel (Coordenadora Adjunta do PPGCL) e Profa. Dra. Vanice Sargentini (Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Linguística da UFSCAR).

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Símbolos de Imbituba em destaque
 

(28/06/2019) A estudante Emanuelle Querino Alves de Aviz defendeu nesta sexta (28) dissertação intitulada “Símbolos de Imbituba/SC: Análise comparativa entre o brasão do município e o imaginário das crianças das escolas municipais”. A sessão pública ocorreu às 14 horas na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

Imaginário infantil
 

A dissertação de Emanuelle tem como tema a análise comparativa entre o Brasão do Município de Imbituba e o Imaginário das crianças das escolas municipais. “O brasão, instituído em 1970, é o principal elemento imagético da comunicação municipal e apresenta figuras que registram parte da história da cidade”, afirma a autora.
 

O objetivo da pesquisa foi o de descobrir se o imaginário infantil continua sendo alimentado pelo mesmo imaginário que o inspirou. O trabalho lidou com conceitos como os de schèmes, arquétipos, símbolos e mitos, assim como os regimes diurno e noturno da imagem de Durand. Do ponto de vista metodológico, Emanuelle utilizou a culturanálise de grupos de Paula Carvalho e a análise mitocrítica de Durand.
 

“Meus resultados apontaram que o imaginário infantil reflete em partes o imaginário do Brasão, mas também está permeado por outras influências, indicando uma mudança de fase na bacia semântica”, relata Emanuelle. “O principal mito encontrado é o de Dionísio, com relações aos mitos do Minotauro e Ícaro”, finaliza.
 

A dissertação foi orientada pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes. O trabalho foi aprovado com distinção por banca formada pelos professores Dra. Eunice Simões Lins (UFPB), Dra. Jussara Bitencourt de Sá (UNISUL) e Dr. Mário Abel Bressan Júnior (UNISUL) como suplente.
 

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Corpo poético de Yzalú
 

(28/06/2019) A estudante Micaella Schmitz Pinheiro defendeu nesta sexta (28) dissertação intitulada “Corpo poético de Yzalú: estudo da diferença”. A sessão pública ocorreu às 9 horas na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

O que há de diferença
 

O objetivo do estudo de Micaella foi o de compreender o que há de diferença na rapper Yzalú. Segundo a autora, foi por esse motivo que foi possível trabalhar com o conceito de diferença de Jacques Derrida e, desse modo, com questões relacionadas ao corpo e ao arquivo.
 

“Um corpus que se torna corpo e um arquivo que se torna móvel, devido às ramificações que ocorrem no corpus, justamente por esse estar em movimento, conectado ao outro”, destaca Micaella.
 

Além desses conceitos, a pesquisa mobiliza questões relacionadas a gênero, feminismo e feminismo negro. Por estar se tratando da poética de Yzalú, movimentos como o hip-hop e rap ganharam destaque, bem como conceitos como identidade, experiência e deficiência física.
 

“A partir da pesquisa bibliográfica e documental, eu consegui pensar a obra da autora pelo conceito de pós-autonomia”, esclarece a autora. “Através desse trabalho, eu consegui cartografar os movimentos culturais, tornar visível os rastros minoritários e pensar pela indistinção entre vida e arte a partir da poética de Yzalú”, finaliza.


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A dissertação, orientada pelo professor Dr. Dr. Alexandre Linck Vargas, foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Claudia Nandi Formentin (SATC) e Dra. Jussara Bitencourt de Sá (UNISUL). O professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (UNISUL) atuou como suplente.

 

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Casamento brasileiro do século XIX
 

(27/06/2019) A estudante Renata Marques de Avellar Dal-Bó defendeu nesta quinta (27) a dissertação “Representações identitárias da mulher no casamento brasileiro do século XIX: o teatro de José de Alencar e Martins Pena”. Sessão pública ocorreu às 14 horas na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

Representações identitárias
 

Nesta dissertação, Renata analisou como se configuram as representações identitárias da mulher no casamento brasileiro do século XIX nas peças teatrais “O que é o casamento?” (1861), de José de Alencar (1829-1877), e “As casadas solteiras” (1845), de Martins Pena (1815-1848).
 

“Eu procurei avaliar a relação dos contextos histórico e ficcional apresentados nas obras e a situação da mulher em relação ao amor e à questão econômica no casamento”, esclarece a autora.


Para Renata, José de Alencar e Martins Pena buscam, em suas peças, representar a mulher brasileira em diferentes tipos de casamento do século XIX que, embora imprima influência da sociedade europeia, principalmente francesa, também procura por traços identitários próprios.
 

A análise das peças foi feita por meio de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, ancorada na perspectiva da Literatura Comparada de Tânia Franco Carvalhal (2006). Os procedimentos metodológicos desta pesquisa partiram dos pressupostos da macroanálise e microanálise de Massaud Moisés (1984).
 

“Observei como cada autor, por meio de suas particularidades culturais, morais e éticas, retrata o feminino dentro da sua concepção teatral”, relata Renata. “Além disso, evidenciei que os textos teatrais do século XIX possibilitam reflexões e críticas sobre o papel da mulher, enquanto esposa e mãe numa sociedade conservadora e em um país que acaba de conquistar a sua independência. Isso me propiciou uma reconstituição da expressão moral desta época e uma compreensão do imaginário feminino no casamento”, complementa.
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientado pela professora Dra. Jussara Bitencourt de Sá, a dissertação foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Claudia Nandi Formentin (SATC) e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Unisul). O professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior atuou como suplente.
 

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Arte Literária e a Ecoformação
 

(25/06/2019) A estudante Marcia Bianco defendeu nesta terça (25) a dissertação “Arte Literária e a Ecoformação: A linguagem em perspectivas inter e transdisciplinar”. A sessão pública ocorreu às 14 horas na sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

Perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar
 

A dissertação de Marcia analisar a utilização interdisciplinar e transdisciplinar da obra Fita Verde no Cabelo, de Guimarães Rosa, dentro de uma perspectiva ecossistêmica por docentes do 5º ano, da Escola Pública Estadual Engenheiro Annes Gualberto do município de Braço do Norte (SC).
 

“Meu trabalho teve como eixos teóricos considerações sobre a arte e a linguagem literária, com ênfase na narrativa, e reflexões acerca da influência dos paradigmas, contemplando o paradigma ecossistêmico e as tendências pedagógicas com destaque para as considerações de Edgar Morin”, explica a autora.
 

O trabalho da estudante se caracteriza como uma pesquisa qualitativa com intenção de auxiliar na produção de novos conhecimentos. Na realização da pesquisa foram utilizados procedimentos dos Projetos Criativos Ecoformadores (PCE).
 

Segundo a autora, o estudo evidenciou a relevância da metodologia. Os dados evidenciaram um caráter interdisciplinar e transdisciplinar no planejamento e no desenvolvimento das disciplinas, que foram articulados pela obra literária de Guimarães Rosa como “fio de Ariadne”.
 

O trabalho, orientado pela professora Dra. Jussara Bitencourt de Sá, foi aprovado por banca formada pelos professores Dra. Marlene Zwierewicz (UNIBAVE) e Dr. Mário Abel Bressan Júnior (UNISUL). A professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes atuou como suplente.
 

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PPGCL seleciona estudantes para as turmas 2019
 

(19/06/2019) PPGCL selecionou 17 estudantes de mestrado e 17 estudantes de doutorado nesta terça (18) na Unidade Pedra Branca da Unisul. Seleção envolveu análise de projeto, análise de currículo e entrevista. Candidatos a bolsa participaram de exame escrito.
 

Maratona


Candidatos aos cursos de mestrado e de doutorado estiveram reunidos nesta segunda (17) para o processo seletivo 2019 do PPGCL. Durante a manhã, os interessados em bolsas do Programa PROSUC da Capes participaram de exame escrito. Este ano, o PPGCL ofereceu três bolsas para pagamento de taxas para futuros estudantes de doutorado, duas bolsas integrais e quatro bolsas para pagamento de taxas para futuros estudantes de mestrado. Durante a tarde, os candidatos participaram das entrevistas com bancas de docentes. Na terça-feira (18), os docentes corrigiram os exames e deliberaram sobre o preenchimento das vagas.
 

Para o professor Fábio Rauen, coordenador do Programa, a Seleção é uma maratona que exige muito dos candidatos e dos próprios docentes. “Se, por um lado, os candidatos sentem o esforço de responder o exame e enfrentar a banca; por outro, os docentes têm a responsabilidade de conduzir adequadamente o processo”, complementa.
 

Os editais de aprovados para ingresso nos cursos e para as bolsas podem ser vistos aqui.
 

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PPGCL participa da Semana Acadêmica de Naturologia

 

(17/06/2019) Nesta sexta (14) a professora Dra Dilma Beatriz Juliano ministrou a palestra Linguagem e Política na IX Semana Acadêmica do Curso de Naturologia. Evento congrega docentes, discentes e pesquisadores interessados neste campo do conhecimento.

 

Linguagem e Contemporaneidade

 

Em sua palestra, Dilma contextualizou sobre os aspectos da linguagem no cenário político contemporâneo, assim como os sentidos do político e da política. Para promover o debate a professora propôs os sentidos de quatro palavras que constituem o discurso, orientam política e definem os lugares sociais: indivíduo, sujeito, democracia e política.

 

Esse evento marca importantes e ricas trocas entre as graduações e o stricto sensu. O convite veio através do centro acadêmico do curso de Naturologia endereçado ao grupo de estudos do PPGCL que, neste semestre, vem estudando questões contemporâneas e, como não poderia deixar de ser, temos dado ênfase aos compromissos político-acadêmicos com o pensamento e com a reflexão sobre o contexto brasileiro atual.

 

O grupo de estudos "Questões Políticas", mediado pelos professores do PPGCL, tem se dedicado a pensar com as figuras geradas pela crise do pensamento, com os feminismos e sexismos, com os racismos e suas perversidades, com as ações de criminalização da política etc.

 

"Nasci na década de 60, do século passado, sou formada na geração que pensava os projetos sociais como estratégia de luta coletiva, as cooperativas como resistência aos grandes conglomerados econômicos e os sindicatos como lugar de luta dos trabalhadores. No Brasil, a partir de junho de 2013, tivemos a comprovação de que aquele foi um outro tempo, aquelas formas de luta já não agregam as novas gerações e que, pelo desenvolvimento capitalista, já não surtem mais efeito. É preciso reinventar as formas de enfrentamento", explica a docente. 

 

O laço social não é um projeto, como as narrativas revolucionárias da minha juventude, mas significa estar permanentemente na rua com nossos corpos em luta, reivindicando o direito à palavra, à vida digna, sem privilégios de classe, de gênero ou de raça. Eu, branca, professora universitária, classe média, mulher heterossexualizada, mãe de dois filhos, e tantas outras performances, preciso ter clareza de meus privilégios e colocar a minha voz, meu trabalho, meu saber e meu corpo em aliança, no encontro com tantos outros corpos em batalha. Como diz Judith Butler, "estar em permanente assembleia", atenta e atuante nas políticas que as ruas têm posto em ação", comenta Dilma.

 

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PPGCL participa de evento em Cascavel

 

(14/06/2019) Docentes e estudantes da linha Texto e Discurso da Pedra Branca participaram, de 12 a 14, do IV Seminário Internacional (SINEL) e V Seminário Nacional em Estudos da Linguagem (SNEL) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná em Cascavel.

 

Discurso, Mídia e Cinema

 

A professora Giovanna Benedetto Flores apresentou o trabalho "O dizer sobre o povo brasileiro: quem são os bárbaros?"; e, em conjunto com a estudantes Diane Silva Zardo e Carolina Leoni Fagundes, apresentou, respectivamente, os trabalhos "Relações de sentidos entre o jurídico e o político na inclusão de pessoas com deficiência" e "Como a mídia (des)constrói sentidos sobre a mulher no poder na América Latina e Caribe".

 

A professora Nádia Régia Maffi Neckel, por sua vez, apresentou em parceria com os orientados de iniciação científica Débora Grezele Espit e Junior Laurentino os respectivos trabalhos: "Cinema feminino ou cinema feminista? o corpo-imagem do feminino nas produções de Helena Solberg e sua influência nas produções de jovens diretoras catarinenses" e "Discurso e Memória no Videoclipe de Pabllo Vittar", trabalhos de pesquisa vinculados ao PUIC e, com Renata Marcelle Lara (UEM), o trabalho "Mulheres que performatizam mulheres".

 

O doutorando Éverton Rogério da Silva Corrêa, por fim, apresentou do trabalho "Guri, irrompendo silêncios na Voz e na Música de César Passarinho".

 

O IV Seminário Internacional (SINEL) e V Seminário Nacional em Estudos da Linguagem (SNEL) é uma proposição dos Colegiados do Curso de Graduação em Letras, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu – Mestrado e Doutorado em Letras, e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras, Nível de Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS – da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Trata-se de um evento acadêmico-científico que tem por objetivo congregar pesquisadores da área da Linguagem, atuantes no Brasil e no exterior, para discutir, refletir e divulgar a produção científica, acadêmica, técnica e cultural nas áreas de Letras, Linguística, Literatura e áreas afins. Neste ano, o tema do evento foi "de 1969 a 2019: um percurso da/na Análise do Discurso".

 

No evento, as professoras Giovanna e Nádia coordenaram, respectivamente, os simpósios: Discurso e Mídia, junto com a Profa. Dra. Silmara Dela Silva (UFF), e Discurso e Cinema, junto com a Profa Dra. Renata Marcelle Lara (UEM)..

 

Você pode acessar e evento aqui e o caderno de resumos aqui.

 

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Em busca de uma ficção filosófica
 

(06/06/2019) O estudante Jessé Antunes Torres defendeu na tarde desta quarta (5) sua dissertação intitulada “FLUSSER, HOMO FICTOR: em busca de uma ficção filosófica” na Sala 111, do bloco B, da Unidade Pedra Branca em Palhoça (SC).
 

Fábula, science fiction, contos fantásticos – vários significantes; mesmo fenômeno.
 

A dissertação de Torres teve como objeto a ficção filosófica de Vilém Flusser, que foi um pensador que viveu mais de 30 anos no Brasil. “Minha questão principal foi justamente saber o que é a ficção filosófica em Flusser ou para Flusser”, diz o pesquisador.
 

Conforme o estudante, a duas preposições na questão busca sugerir que a dissertação consiste tanto numa análise que visa a comentar os textos em que se materializa a ficção filosófica de Flusser como uma análise que visa a buscar conceito, motivações e justificativas da ficção na sua obra como um todo.
 

Para Torres, Flusser não foi o primeiro nem o último a lançar mão de histórias para expressar um pensamento filosófico, mas certamente sua ficção filosófica é emblemática e deve ser estudada, pois é extensão natural de uma obra propositiva e ensaística em que predominam a força imaginativa e a retórica.
 

“Para mim, Flusser dilui os limites entre filosofia e literatura, questionando as fronteiras da própria academia e do saber científico e defendendo a igualdade de direitos dos saberes artístico e filosófico”, argumenta.
 

“A ficção de Flusser nos mostra que a arte e a filosofia, ao lado da religião e do mito, não são saberes e práticas menores em relação à ciência, nem menos propiciadores de conhecimento, mas devem ser encarados em pé de igualdade. Isso não significa desmerecer a ciência e seu valor, mas enriquecer o saber científico e torná-lo mais humano por meio da arte e da filosofia”, finaliza.
 

Vilém Flusser (1920-1991), checo naturalizado brasileiro, fugindo do nazismo durante a segunda guerra, mudou-se para São Paulo onde atuou como professor de filosofia, jornalista, conferencista e escritor por cerca de 20 anos. Filósofo brasileiro entre os mais estudados no exterior, voltou sua atenção para a filosofia da comunicação e da produção artística.
 

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O trabalho, orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas, foi aprovado por banca composta pelos professores Dr. Rafael Miguel Alonso Júnior (Unisosiesc) e Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos (Unisul), além da professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul) na qualidade de suplente.
 

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A dissertação de Jessé foi antecedida de palestra intitulada “Vilém Flusser: técnica, imagem, imaginação”, proferida pelo professor Dr. Rafael Miguel Alonso.
 

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“Marcas da Memória” inicia-se com mesa redonda
 

(05/06/2019) Com o tema “passado, presente, ressonâncias na/da história”, iniciou-se no Salão Nobre da Unisul de Tubarão na noite desta terça-feira (5) a 4ª edição do Evento “Marcas da Memória”. Na oportunidade, pesquisadores e estudantes discutiram em mesa-redonda processos de redemocratização e de reparação de injustiças.
 

Abertura
 

O evento foi iniciado com a mesa-redonda “Memória e Democracia”, coordenada pela professora do curso de Relações Internacionais da Unisul Me. Carla Aparecida Marino Borba. Nesta mesa, a estudante Cecília Brancher (UFSC) proferiu a comunicação “Ditadura civil-militar em transição: O direito à memória, verdade, justiça e reparação no Brasil” e o professor Me. Ricardo Duwe (UFSC) proferiu a comunicação “Como se formam as democracias: democracia histórica e os processos de redemocratização no Cone Sul”.
 

Agenda...
 

Hoje acontece a mesa-redonda “Ressonâncias entre passado e presente”, coordenada pelo professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (PPGCL/UNISUL). Nesta mesa, a professora Dra. Marlene de Fáveri (UDESC) apresentará a comunicação “Disputas na esfera política - a quem incomodam as mulheres?” e a professora Dra. Andréia da Silva Daltoé (UNISUL) apresentará a comunicação “Escola Sem Partido: o ponto de encontro entre uma memória e uma atualidade”. A mesa ocorrerá no Salão Nobre a partir das 19h 15min.
Nas tardes dos dias 6 e 7 de junho, a partir das 14 horas, serão apresentadas comunicações orais no Prédio da Pós-graduação ao lado do Supermercado Althoff. E, na noite do dia 7, no Salão Nobre da Unisul, ocorre a palestra de encerramento: “Os ecos do passado no futuro: distopias e dissidências políticas”, a ser ministrada pela professora Dra. Janyne Sattler (UFSC). Antes desta palestra, está programada a apresentação do monólogo “Vozes da memória”, por estudantes do 2º ano do Ensino Médio da Escola Dr. Otto Feuerschuette
 

Conforme destacou Andreia Daltoé, coordenadora do evento, “Marcas da Memória” vem se consolidado como um espaço importante para a Universidade e para a comunidade em geral participarem de uma reflexão crítica sobre os regimes de exceção vividos na América do Sul, em especial no Brasil, bem como suas ressonâncias no presente.
 

Para o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL, eventos como este são essenciais para a formação qualificada dos estudantes. “Estudar história de modo consciente e significativo é questão de reconhecer o papel pedagógico do passado para nossas ações que constroem, no presente, nosso futuro”. “O passado ressoa no presente, esse momento único, ao mesmo tempo poderoso e frágil, onde somos capazes de produzir alguma diferença – fazer história”, complementa.
 

O evento, em parceria com a X SPI e fomentado pela Capes e CNPq, é coordenado pelas professoras Andréia da Silva Daltoé e Carla Aparecida Marinho Borba e conta como organizadores os professores Rogério Santos da Costa, Mário Abel Bressan Júnior e Laura Oppa.
 

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Primeira edição dos Encontros Imaginários

 

(17/05/2019) Integrantes do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano participaram na tarde desta quinta-feira (16) da primeira edição dos Encontros Imaginários. A proposta é uma série de encontros por videoconferência com pesquisadores que dedicam suas pesquisas pela perspectiva teórica do Imaginário.

 

Encontro de ideias

 

Nesta primeira edição, apresentaram suas pesquisas a professora Katia Rubio e os doutorandos Rafael Veloso e Neilton de Sousa Ferreira Júnior, integrantes do Grupo de Pesquisas em Esportes Olímpicos (USP). Com 20 anos de experiência com pesquisas do Imaginário e Esporte, trouxeram riquíssimas discussões teóricas e metodológicas sobre as imagens olímpicas contemporâneas e os regimes que regem a formação simbólica.

 

"Nossa intenção é motivar o encontro de ideias, num formato de bate-papo, sem formalidades demasiadas, no sentido de aproximação de nossas reflexões teórico-práticas com pesquisadores da área, estabelecendo redes de discussões", destaca a professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, líder do Grupo.

 

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A edição de junho já está sendo programada.

 

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Diferença da imagem na deficiência

 

(10/05/2019) a estudante de mestrado Esian Borges Pedro defendeu o projeto de dissertação intitulado "A diferença da imagem na deficiência: uma análise do filme ‘O filho eterno’, de Paulo Machline", na tarde desta sexta (10), na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação, do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina

 

Imagem de "diferença"

 

O projeto de pesquisa de Esian tem como objetivo identificar, a partir de uma análise fílmica, a abordagem temática e imagética sobre a síndrome de Down. Mais especificamente, a pesquisadora pretende investigar qual é a diferença da imagem na deficiência, a partir de uma análise do filme "O filho eterno" baseado no livro de Cristovão Tezza.

 

"Ao entendermos que o deficiente gera uma imagem de "diferença" chegamos a uma dicotomia do que é normalidade e anormalidade dentro de uma sociedade", conjectura. "Esta dicotomia nos faz pensar que o indivíduo que se diferencia é tratado de forma negativa socialmente, e constantemente perseguido para moldar-se aos parâmetros de normalidade estabelecidos pela sociedade", complementa a estudante.

 

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Orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas, o projeto de Esian foi aprovado pelos professores Dra. Jussara Bittencourt de Sá e Dr. Mário Abel Bressan Junior.

 

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Docente do PPGCL apresenta palestra no IFSC/Criciúma

 

(09/05/2019) O professor Fábio José Rauen apresentou a palestra "Elaboração de Projetos" na noite desta quarta (8) no Instituto Federal de Santa Catarina em Criciúma (SC). A atividade fez parte do III Seminário de Avaliação do Curso de Licenciatura em Química.

 

A interdisciplinaridade no ensino de química

 

Com o objetivo de acompanhar o projeto de implantação do Curso de Licenciatura em Química do IFSC, Campus de Criciúma, docentes, estudantes e comunidade escolar participam nos dias 8 e 9 de maio do III Seminário de Avaliação. Entre as atividades, o professor Fábio José Rauen proferiu a palestra sobre elaboração de projetos.

 

"Minha palestra girou em torno da definição e da estrutura dos artigos científicos com ênfase na redação acadêmica e na argumentação científica", explica o palestrante. "A tese que venho defendendo é a de que, respeitando a comunidade discursiva de cada área do conhecimento, um texto acadêmico, desde sua concepção ou projeto, precisa tornar explícitos dois argumentos, aquele que dá sustentação ao objetivo e aquele que dá sustentação à conclusão", complementa.

 

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Antes da palestra, Rauen participou de reunião do Grupo de Pesquisa "Educar IFSC". Nesta interação, apresentou aspectos sobre a produção de artigos acadêmicos, especialmente do ponto de vista da orientação. O Grupo, liderado pelas professora Dra. Marleide Coan Cardoso e Dra. Michele Alda Rosso Guizzo, atua nas linhas de pesquisa: "Educação Matemática e processo ensino aprendizagem"; "Educação Profissional e Tecnológica, qualidade de vida e desenvolvimento social" e "Informática na Educação".

 

O evento prossegue hoje com socialização e avaliação das atividades produzidas no campus.

 

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Mulheres em Movimento

 

(08/05/2019) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem proferiu Aula Magna a convite do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. A fala da professora teve como título "Perspectiva Política e Cartográfica das Mulheres em Movimento no Cinema" e abordou recentes discussões que vem desenvolvendo em suas pesquisas dentro do PPGCL/Unisul.

 

Perspectiva Política e Cartográfica

 

Conforme a professora Ramayana, a Aula Magna, que aconteceu no Auditório do ICSA/UFOP no dia 7de maio, foi um "importante momento de trocas, ainda mais em um momento onde as instituições públicas de ensino superior se encontram em um processo cruel de precarização".

 

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A professora iniciou sua fala em Ouro Preto ressaltando a necessidade de encontros entre pesquisadores para garantir uma sólida rede que permita o fortalecimento da geração de conhecimentos e experiências e, em seguida, falou sobre sua atual investigação que tematiza a presença das mulheres em espaços públicos nos filmes latino-americanos.

 

Utilizando imagens de filmes produzidos na América Latina, a professora construiu um vídeo-ensaio na tentativa de demonstrar que o pensamento sobre o cinema pode ser expresso de maneira audiovisual e não apenas verbal e escrita.

 

Ela ressaltou em sua fala que "A partir de um exercício de montagem que emparelha, aglutina, faz roçar a pele contra a pele, fricciona os corpos, tensiona os desejos, des/reterritoriliza as subjetividades, construímos uma pequena marcha de mulheres no cinema, constituída por uma comunidade de imagens, de afetos, de gestos de insubmissão que compõem o pequeno ‘milagre’ de andar sobre a terra." Sua fala foi seguida de debate com os presentes.

 

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A professora Ramayana avaliou positivamente a experiência afirmando que "convites como esse confirmam o trabalho de qualidade que estamos fazendo no PPGCL e que ganham dimensão nacional". Além da Aula Magna a professora também participou da banca de defesa de mestrado de Rafael Francisco, que versou sobre questões de gênero nas animações dos Estúdios Disney.

 

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A pulsão invocante


(07/05/2019) Professor Maurício Maliska apresentou na tarde desta segunda (6) a conferência "A pulsão invocante e seus destinos no fim de análise" para professores e alunos do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFU.


Destinos pulsionais
 

Na conferência, Maliska apontou para os destinos pulsionais da voz e sua relevância enquanto orientação para a direção da cura psicanalítica. “A ideia central de minha apresentação é a de que o fim de análise toca pulsionalmente na constituição subjetiva e a pulsão invocante pode ser lida como um elemento chave nessa direção da cura e do fazer do analista”, explica.
 

Na parte da manhã, Maliska participou da banda examinadora da dissertação de mestrado intitulada "A dinâmica pulsional na surdez congênita ou precoce: reflexões sobre a língua materna e língua de sinais" da estudante Camila Campos Curcino Vieira, que foi orientada pelo Prof. Dr. João Luiz Leitão Paravidini da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
 

“A dissertação tratou de abordar a constituição pulsional invocante do sujeito surdo através da língua de sinais”, esclarece Maliska. “A pesquisa foi desenvolvida a partir de dois casos clínicos em que foi possível explorar a relação da língua de sinais com a constituição psíquica do sujeito surdo”, completa.
 

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Primeira edição da Jornada de Pesquisas 2019 encerra-se com cinco pesquisas
 

(03/05/2019) Docentes, estudantes e pesquisadores do PPGCL participaram nesta sexta (3) da defesa de cinco trabalhos acadêmicos como parte da primeira edição da Jornada de Pesquisas 2019 do PPGCL no Centro de Pós-Graduação da Unisul em Tubarão.
 

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A memória do mentor
 

O primeiro trabalho apresentado foi o projeto de tese “A memória do mentor no mito do herói que habita o homem”, de Reginaldo Osnildo Barbosa, orientado pelo professor Dr. Mário Abel Bressan Junior e avaliado pelas professoras Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Dra. Christina Ferraz Mussi.


O projeto de Barbosa traz a jornada do herói como parte de uma estrutura imbricada ao cotidiano, integrada no dia a dia de pessoas comuns por intermédio das narrativas míticas que perpassam o imaginário. A pesquisa defende ainda que há uma memória do mentor que potencializa toda a jornada do herói que habita o homem. O objetivo geral do trabalho é o de analisar a história de vida de pessoas comuns, moradores da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, para que através da narrativa do vivido expressa por elas, se possa identificar a memória do mentor.


“Meu objeto de análise foi escolhido como teste para fundamentar a hipótese de que há uma memória do mentor que potencializa toda jornada do herói”, esclarece Barbosa.


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A mulher na política partidária brasileira


Em seguida, foi apresentado o projeto de tese “A mulher na política partidária brasileira: representatividade, política de cotas e gênero”, de Maria Aparecida dos Santos Mota, orientado pela professora Dra. Andréia da Silva Daltoé e avaliado pelas professoras Dra. Maria Marta Furlanetto e Dra. Silvânia Siebert.


O projeto de pesquisa, a partir dos pressupostos teóricos da Análise do discurso (AD) de linha francesa pêcheutiana, voltado para o estudo discursivo das relações entre política, lei de cotas e gênero social, parte da observação das mudanças legislativas relacionadas à acessibilidade feminina na política partidária brasileira e das contribuições que estas mudanças trouxeram para a participação política feminina. Desse modo, pretende-se analisar se a Lei de Cotas nº 12.034/09 tem contribuído efetivamente para a inserção da mulher na política partidária brasileira, mudando a realidade da representatividade feminina na política.


Para atingir este objetivo, Maria Aparecida pretende investigar partidos políticos, por meio dos sítios que abrigam na internet, que apresentem alguma ligação com o meio feminino: sendo o nome do partido, a filosofia ou ser presidido por uma mulher; e o resultado da candidatura feminina nas eleições municipais, no ano de 2016, das cidades catarinenses: Sombrio, Criciúma, Tubarão e Florianópolis.


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“Verde vale” e “No tempo das tangerinas”


Fechando a manhã, foi apresentado o projeto de tese “Ficção e realidade sob perspectiva na análise do discurso nos romances históricos Verde vale e No tempo das tangerinas”, de Vanilda Meister Arnold, orientado pela professora Dra. Silvânia Siebert e avaliado pelas professoras Dra. Andréia da Silva Daltoé e Dra. Maria Marta Furlanetto.


O projeto de pesquisa de Vanilda tem como corpora as obras “Verde Vale” (2012) e “No tempo das Tangerinas” (2003) da catarinense Urda Alice Klueger. “Nos dois romances, a escritora relata a historicidade sobre a imigração alemã, e me interessa ilhar nessas obras a maneira como Klueger delineia a vinda, fixação e sobrevivência da gente de olhos claros, como ela mesma chama, ao Brasil no século XIX”, comenta a autora.


Vanilda pretende investigar, sob a perspectiva da Análise do Discurso de linha francesa, se é possível conceituar ficção e realidade, já que a linguagem não é transparente. Segundo a estudante, a AD poderá nos ajudar a entender aquilo não está posto na estrutura, mas que, ainda assim, pode ser compreendido. “Além disso, conto também com os estudos literários a fim de entender melhor como a literatura mobiliza ficção e realidade”, complementa.


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A espada de Dâmocles do discurso


No início da tarde, foi apresentado o ensaio “Intersubjetividade na linguagem: a espada de Dâmocles do discurso”, do estudante Realdo José Sorato. O ensaio foi orientado pela professora Dra. Maria Marta Furlanetto e contou com a avaliação da professora Dra. Silvânia Siebert.


O ensaio de Sorato objetiva, seguindo a linha discursiva (teórica e analítica) da Análise de Discurso e complementada por aportes das ciências sociais, discorrer sobre alguns enunciados expostos no Programa de Governo de Jair Messias Bolsonaro, postulante, em 2018, ao cargo de Presidente da República do Brasil. O trabalho busca mostrar interpretações tecidas sobre um mesmo enunciado e vínculos contraditórios relativamente a outros.


Ao apontar o que neles se apresenta (tomado como aparência) e o que pode ser compreendido pela análise (visto como essência), Sorato mostra que há um horizonte de eventos opacificado, pela forma de materialização dos enunciados em sua produção (organização linguística, escolhas estilísticas, silenciamento).


Conforme o estudante, ao trazer uma proposta permeada de valores explicitados, ao mesmo tempo marcando-se em oposição a outro grupo político eleito como o mal encarnado – explicitamente ou de modo genérico –, o plano remete a um posicionamento politicamente ambíguo, mas atraente pelo caráter que apresenta de liderança capaz de salvar a Pátria, com apelo sintetizado no lema ali rememorado: ordem e progresso.


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Teoria da Polidez


Finalizando a Jornada, a estudante Gabriela Niero apresentou o projeto de tese “Moderação de planos de ação intencional por relações de polidez”. O projeto, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen contou com a avaliação das professora Dra. Andréia da Silva Daltoé e Dra. Maria Marta Furlanetto.


A pesquisa de Gabriela visa a estabelecer uma interface entre a teoria de conciliação de metas de Rauen e a teoria da polidez de Brown e Levinson, argumentando que planos de ação intencional com vistas à heteroconciliação de metas são moderados por relações de polidez.


“Eu assumo que a mobilização de intenções comunicativas é superordenada por intenções informativas superordenadas por intenções práticas no interior desses planos de ação intencional”, explica a estudante. “Considerando esse ponto de vista teórico, eu pretendo investigar como relações de polidez podem ser descritas e explicadas e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento da arquitetura abdutivo-dedutiva desenvolvida na teoria de conciliação de metas”, complementa.


A segunda edição da Jornada de Pesquisas está programada para setembro e contará também com a qualificação de dissertações de mestrado.


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Tubarão inicia Jornada de Pesquisas com dois trabalhos

(02/05/2019) Guga Kuerten como personificação simbólica e o funcionamento do não verbal e do mito nas obras de J. R. R. Tolkien e Franklin Cascaes são temas de pesquisa em dois projetos de tese qualificados nesta quinta (2) no Campus de Tubarão.


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1997, o ano que o tênis ressignificou a identidade catarinense

No início da tarde, o estudante Elton Luiz Gonçalves apresentou o projeto de tese “Guga Kuerten como personificação simbólica: 1997, o ano que o tênis ressignificou a identidade catarinense”. Orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e avaliado pelo professor Dr. Mário A. Bressan Junior e pela professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá, o interesse do projeto é um esforço de continuar o debate sobre identidade cultural e imaginário social, estudos iniciados na dissertação de mestrado, e que se dedica, neste momento, em compreender, pela Teoria do Imaginário, as relações simbólicas de representação estética que remetem à percepção da identidade sociocultural catarinense.


“Para isso, me perguntei se pode uma narrativa simbólica, mítica, ressignificar a identidade de uma determinada sociedade para esta assumir um novo sentido de representação estética e cultural na contemporaneidade”, esclarece o estudante.


Através da aplicação metodológica durandiana – particularmente, da mitanálise – Gonçalves se propõe a validar a tese de que as narrativas midiáticas e expressivas do atleta Gustavo Kuerten, enquanto narrativa mítica, construíram a personificação simbólica do herói Guga ao ponto de estabelecer uma ressignificação das manifestações/representações da identidade local no imaginário catarinense.


“Com esta responsabilidade, vislumbro também colaborar para solidificar, epistemologicamente, a teoria do imaginário no universo acadêmico”, complementa.


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Sujeito discursivo-cultural

No início da noite foi a vez do projeto de tese “O sujeito discursivo-cultural no funcionamento do não verbal e do mito nas obras de J. R. R. Tolkien e Franklin Cascaes”, de Ricardo Ribeiro Elias. A pesquisa, orientada pela professora Dra. Silvânia Siebert contou com avaliação das professoras Dra. Jussara Bittencourt de Sá e Dra. Maria Marta Furlanetto.


A pesquisa de Elias propõe um diálogo entre a Análise do Discurso e os Estudos Culturais e projeta uma noção de sujeito discursivo-cultural, que pode vir a ser um dispositivo capaz de preencher essa lacuna do sujeito do discurso na sua relação com a análise de textos não verbais.


“Entendo que o sujeito do discurso possa ser pensado a partir de reflexões e problematizações com uma teoria material da cultura”, explica. “Para isso, busco estabelecer o diálogo entre as duas partes através da investigação do funcionamento do não verbal e do mito em torno de duas materialidades: J. R. R. Tolkien, juntamente com Peter Jackson — na trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis —, e os desenhos de Franklin Cascaes”, complementa.


A Jornada de Pesquisas prossegue nesta sexta (3) com mais cinco trabalhos.


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Jornada de Pesquisas prossegue na Pedra Branca


(30/04/2019) Quatro trabalhos deram continuidade à Jornada de Pesquisas do PPGCL no Campus Norte. As pesquisas, dois ensaios e dois projetos de tese, foram apresentadas no Laboratório de Linguagens da Pedra Branca em Palhoça.


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Mulher: objeto, abjeto, objeção?


O primeiro trabalho apresentado foi o projeto de tese "Mulher: objeto, abjeto, objeção?" da estudante Jéssica Gomes Vaz, orientado pela professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e avaliado pelas professoras Dra. Dilma Beatriz R. Juliano e Dra. Ramayana Lira de Sousa.


Segundo Jéssica, a objetificação do corpo da mulher, comum no Ocidente, penetrou em numerosos aspectos da cultura, desde o consumo de alimentos até o círculo da arte. “Seja nos pequenos ideais da cultura da dieta, na proliferação das cirurgias plásticas ou no cânone histórico da arte do nu feminino, existem padrões culturais que posicionam o corpo feminino como um objeto, argumenta.


Em seu projeto, a estudante propõe abordar a questão do feminino associado ao corpo como objeto, abjeto e objeção. “Ao empregar a estética do desgosto, o corpo feminino é transformado em um corpo abjeto, levando as pessoas a desafiar os padrões ocidentais de beleza e do corpo-objeto”, conjectura.


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Rumo à quebra de discursos normativos


Em seguida, foi apresentado o ensaio "Dispositivos família, escola e literatura infantil: rumo à quebra de discursos normativos", do estudante Marlos José Lima Machado, orientado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa e avaliado pela professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano


Para Machado, a literatura infantil, a família e a escola são dispositivos que normalmente repetem e regularizam o discurso do paradigma do patriarcado. “Alguns textos infantis que subvertem este discurso não conseguem chegar a estes ambientes nem a seu público-alvo por se depararem com uma quantidade superior de textos que, consagrados pelos agentes escolares e as famílias produto deste paradigma, não permitem sua entrada”, argumenta.


No ensaio, o estudante destaca a necessidade de estas obras fazerem parte do repertório infantil, como também problematiza as obras que normalmente são disponibilizadas para o público infantil. Entendendo o potencial que a literatura tem de promover e desacreditar discursos (por isso é tão controlada), Machado alerta em seu texto para o que a literatura faz fazer no sujeito, e a responsabilidade que seus mediadores – criança e literatura – devem ter ao propiciar o contato das crianças com as obras, possibilitando o ouvir das vozes dos marginalizados ou problematizando as vozes dos dominantes.


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Arquivo de leituras


O evento prosseguiu com o projeto de tese "Arquivo de leituras em AD: uma ressignificação possível", da estudante Bianca Queda Costa, orientado pela professora Dra. Solange Maria Leda Gallo e avaliado pelos professores Dr. Sandro Braga (UFSC) e Dr. Maurício Eugênio Maliska.


O objetivo do trabalho de Bianca é o de construir e, ao mesmo tempo, refletir a respeito das possibilidades e das dificuldades presentes na construção do “Arquivo de Leituras em AD” versão 2.0, tanto como uma solução informatizada para a digitalização, armazenamento e disponibilização de textos acadêmicos como uma construção de um banco de dados online com noções da Análise do Discurso, que funcione nos moldes dos mecanismos de busca, constituindo-se em relação ao que se denomina Digital First.


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Artistas surdas
 

Por fim, foi apresentado o ensaio "Infância da linguagem na produção de imagens de selvageria, animalização e monstruosidade surdas", da estudante Gabriele Vieira Neves, orientado pela professora Dra. Dilma Beatriz R. Juliano e avaliado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa.


Neste ensaio, Gabriela propôs-se a identificar os rastros da infância da linguagem nas produções de duas artistas surdas do movimento De’VIA1: Nancy Rourke e Susan Duppor. O recorte da pesquisa foi a análise de aspectos de selvageria, animalidade e monstruosidade.


“O critério de seleção das imagens foi a presença de seres com corpos animalizados, desumanizados ou em situações que ressaltem comportamentos selvagens, emotivos, ‘não-civilizados’”, explica. “Em síntese, partindo da noção de infância como profanação do lugar comum da linguagem e como tarefa política, busquei rastros da infância da linguagem nas imagens das infâncias surdas produzidas por artistas do movimento De’VIA”, complementa.


A Jornada de Pesquisas tem uma pausa nesta quarta, dia do trabalhador, e prosseguem quinta e sexta-feira com a apresentação de sete pesquisas em Tubarão.
 

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PPGCL abre Jornada de Pesquisas

 
(29/04/2019) Primeira Edição 2019 das Jornadas de Pesquisa do PPGCL iniciaram-se nesta segunda (29) com a apresentação de duas pesquisas: “A educação democrática no Brasil: pré-construído, memória e silenciamentos”, de Debbie Mello Noble, e “O corpo despossuído no cinema contemporâneo de terror”, de Daniel Lucas de Medeiros.

 

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A educação democrática no Brasil

 
O primeiro trabalho apresentado foi o ensaio de Tópicos Avançados de Leitura de Debbie Mello Noble, orientado pela professora Dra. Solange Maria Leda Galo e avaliadado pela professora Dra. Andreia da Silva Daltoé. Em "A educação democrática no Brasil: pré-construído, memória e silenciamentos", Debbie argumenta que o golpe de 64 instaurou uma lacuna, cujo efeito é aquele de uma falta que significa. Para a estudante, não há um apagamento da democracia no nível linguístico, porque ela segue sendo enunciada, produzindo seus efeitos, mas significando de maneira diferente, silenciando outros dizeres.


“A lacuna instaurada pelo golpe não é somente temporal, histórica e política, ela também é uma lacuna nos sentidos de democracia, que, apesar de estar lá marcado linguisticamente, produz um silenciamento do autoritarismo vigente”, argumenta.


Debbie conclui que uma educação democrática no Brasil, enunciada na fase de redemocratização, não é apenas uma proposta nos limites do pedagógico: “é uma alternativa, por meio da educação, aos efeitos que a Ditadura Militar produziu, é aquela na qual se inscreve uma memória tanto da privação de direitos quanto a de uma outra democracia – e educação – possíveis interrompidas pelo golpe”.


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O corpo despossuído


Em seguida, ocorreu a qualificação de Projeto de Tese de Daniel Lucas de Medeiros, orientado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa e avaliado pela professora Dra. Nádia Régia M. Neckel e pelo professor Daniel Serravale. Em "O corpo despossuído no cinema contemporâneo de terror", Medeiros haver uma relação muito próxima entre corpo e gênero de terror.


Segundo o estudante, a quantidade de filmes de terror que manipulam e destroem o corpo j é tamanha que este tipo de produção ganhou um subgênero próprio: o body horror. Além disso, os estudos sobre o cinema de terror têm dado papel de destaque à análise do corpo, de modo que seu projeto de tese fica alocado na interface dos estudos sobre o corpo no cinema de terror e sobre os chamados gêneros corporais – aqueles que causam uma reação física no espectador.


“Propomos que existe mais a ser estudado a respeito do corpo no cinema de terror. Mais do que a modificação do corpo, e mais do que a reação causada no público”, comenta. “Nessa busca por explorar outras potencialidades nos estudos do corpo no cinema de terror que minha tese pretende propor o conceito de ‘corpos despossuídos’”, complementa Medeiros.


As Jornadas


As jornadas de Pesquisas do PPGCL consistem da apresentação de Projetos de Dissertação, que compõem a Semana de Qualificação, de Projetos de Tese e de Ensaios de Tópicos Avançados de Leitura, que compõem os Seminários Avançados, e são realizadas em duas edições anuais na Unidade Pedra Branca do Campus Norte em Palhoça (SC) e no Centro de Pós-graduação do Campus Sul em Tubarão (SC). A primeira edição ocorre no primeiro semestre e a segunda edição ocorre no segundo semestre de cada ano.


A primeira edição prossegue amanhã (30) na Pedra Branca com a apresentação de quatro trabalhos. No final de semana, estudantes de Tubarão apresentam oito trabalhos. Você pode acompanhar a programação aqui.

 
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Doutoranda faz visitas técnicas à Instituições de Ensino em Portugal e Espanha

 

(26/04/2019) A estudante de doutorado do PPGCL Andressa Bregalda Belan realizou três visitas técnicas à Instituições de Ensino em Portugal e Espanha durante o mês de abril de 2019.

 

Premiação

 

Professora da área de administração no campus Tubarão do IFSC, Andressa recebeu o primeiro lugar na categoria "sala de aula" do "Prêmio de Inovação do IFSC", que financiou a viagem e as visitas.

 

"Este prêmio foi fruto de uma prática inovadora realizada com duas turmas de alunos de um curso de empreendedorismo, que consistiu no desenvolvimento de um projeto de campo e alcançou resultados que romperam as barreiras da sala de aula", diz Andressa.

 

As instituições visitadas foram o Instituto Politécnico de Setúbal (foto principal) e o Instituto Politécnico do Porto, em Portugal, e a Universidade de Deusto, na Espanha.

 

"Além das questões institucionais, as visitas técnicas permitiram conhecer um pouco sobre as metodologias de ensino e aprendizagem que são adotadas nas instituições e a sua realidade perante o ambiente de inovação", explica a estudante. "As trocas realizadas com os profissionais do exterior foram de grande valia não somente como docente do IFSC, mas sobretudo como estudante de doutorado, pois me propiciou pensar no desenvolvimento de minha tese, buscando a integração e o compartilhamento de conhecimentos".

 

Andressa participa do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva da Unisul, liderado pelo professor Fábio José Rauen e vem desenvolvendo aplicações das teorias da relevância, de conciliação de metas e de registros de representação semiótica e o ensino e aprendizagem de conteúdos de administração.

 

Na foto principal, a estudante posa no Laboratório de Mobilidade Urbana do Instituto Politécnico de Setúbal.

 

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Dissertação aborda imaginário infantojuvenil

 

(22/04/2019) A estudante Ana Caroline Voltolini Fernandes defendeu na tarde desta segunda (22) dissertação intitulada “Estruturas mítico-simbólicas inerentes ao imaginário infantojuvenil de adolescentes em situação de risco atendidos pelo Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente – CEACA” na sala 7 do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Unisul.

 

Estruturas mítico-simbólicas

 

A pesquisa de Ana Caroline objetivou identificar e analisar, sob a perspectiva da teoria do imaginário, as estruturas mítico-simbólicas presentes no imaginário infatojuvenil de sete adolescentes em situação de risco atendidos pelo CEACA de Capivari de Baixo (SC).

 

O trabalho utilizou o método da culturanálise de grupo postulada por José Carlos de Paula Carvalho (1989; 1992a) a fim de mapear a cultura latente do grupo, assim como o teste projetivo AT.9 de Yves Durand (1987; 2005) para colher as representações e posteriormente relacioná-las com a teoria do imaginário proposta por Gilbert Durand (1982; 1985; 1993; 1996; 2002; 2014), especialmente com os regimes de representação da imagem apresentados pelo referido autor.

 

“A partir do mapeamento da cultura latente do grupo foi possível verificar a maneira que este e seus integrantes organizam suas ações, como veem o mundo e se relacionam com ele”, comenta a pesquisadora. “Diante dos resultados obtidos, verificou-se que o imaginário infantojuvenil dos adolescentes que participaram da pesquisa é essencialmente caracterizado pela estrutura heroica, pois as representações por eles engendradas gravitam em torno da mencionada estrutura inerente ao regime diurno da teoria durandiana (2002)”, complementa.

 

Segundo Ana Caroline, o resultado da pesquisa é benéfico, ao indicar que mesmo em situação de risco os adolescentes possuem um imaginário heroico. É no nível afetivo do imaginário que se definem as respostas que cada um apresenta para as perguntas que a vida formula.

 

“Nesse sentido, resta aos adolescentes esta postura heroica que mostraram em suas composições para enfrentarem os obstáculos em suas vidas. Isso porque a vida é repleta de situações adversas e de monstros, uns maiores, outros menores, mas o que verdadeiramente se retém de cada um deles é, em essência, o aprendizado que estes propiciam”, explica a autora. “Pessoas e situações são um mundo a ser explorado e conhecido, pois para aquele que se dispõe a ser herói, todos os monstros, os adjuvantes e os opositores auxiliam em sua caminhada evolutiva”, completa.

 

O trabalho, orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (destaque abaixo), foi aprovado com distinção por banca formada pelos professores Dra. Marília Köenig (Senac) e Dr. Willian Correa Maximo – (Unisul), que contou com a suplência do professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (Unisul).
 

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FUNCINE de Florianópolis elege nova diretoria

 

(15/04/2019) A Professora Dra. Ramayana Lira de Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, foi eleita Presidente da Diretoria do Fundo Municipal de Cinema de Florianopolis, FUNCINE.

 

Promovendo e fortalecendo o audiovisual

 

"O Fundo Municipal de Cinema – Funcine, instituído pela Lei n° 3252, de 18 de setembro de 1989, é um Instrumento de Gestão voltado à promoção e fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual no âmbito do Município de Florianópolis". Gerido por um Conselho Administrativo, o Funcine é constituído por cinco membros titulares e igual número de suplentes indicados pelas seguintes instituições: Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD/SC), Associação Cinemateca Catarinense, Prefeitura Municipal de Florianópolis – Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões de Santa Catarina (SATED/SC) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Dentre os membros do Conselho Administrativo é eleita uma Diretoria Executiva composta por um presidente, um vice-presidente e um secretário. O mandato dos membros do Conselho Administrativo e da Diretoria Executiva é de dois anos. Neste ano, Ramayana, que foi indicada ao conselho do Funcine pelo setorial do audiovisual, foi escolhida para presidir o fundo, uma das mais importantes fontes de financiamento para o cinema regional.

 

"O maior desafio é articular, junto à prefeitura, fundos suficientes para o lançamento de mais uma edição do edital Armando Carreirão que injete no campo do audiovisual local investimentos para recuperar o fôlego de nossa produção", comenta.

 

Na foto, a professora Ramayana Lira, ao centro, é ladeada pelo vice-presidente e secretario do Funcine e pela superintendente da Fundação Franklyn Cascaes, em frente à Casa da Memória.

Para mais informações sobre o FUNCINE, clique aqui.

 

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Docentes do PPGCL participam de evento em Guarapuava

 

(12/04/2019) As professoras Andréia Daltoé, Nádia Neckel e Solange Gallo do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da UNISUL participaram do II Colóquio Museus, Arquivos: Lugares de Memória no/do Espaço Urbano e II Jornada de Estudos do Discurso no Paraná: língua, história e memória, realizados entre os dias 9 e 11 de abril na Universidade Estadual do Centro-Oeste, em Guarapuava (PR).

 

Arquivos fluidos e provisórios

 

Entre as atividades desenvolvidas, Andreia, Nádia e Siolange apresentaram suas pesquisas na mesa-redonda “Arquivos fluidos e provisórios: modos de ler em debate”, mediada pela professora Dra. Gesualda Rasia da UFPR, realizada na tarde desta quinta (11).

 

Além disso, as professoras Nádia e Solange participaram da mediação das seguintes mesas “A memória da cidade na interface entre língua e literatura” com as professoras Dras. Nilceia Valdati; Maria Salete Borba; Adenize Franco, da Unicentro e “Ciberfeminismo: dizeres em rede da/sobre mulher” com as professoras Dras. Dantielli Assumpção Garcia (Unioeste); Célia Bassuma Fernandes e Denise Witzel (Unicentro).

 

Na foto principal, flagrante do debate e, abaixo, participantes posam ao final da atividade.

 

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Para mais informações sobre os eventos, clique aqui.

 

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Encontro entre Grupos

 

(08/04/2019) Pesquisadores do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano da Unisul e do Grupo de Estudos Imagem e Imaginário da PUCRS promoveram reunião de trabalho na noite desta última quinta (4). Na pauta, foram discutidas iniciativas de integração interinstitucional.

 

Rede de parcerias

 

O Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano foi convidado para fazer um relato de suas pesquisas ao Grupo de Estudos Imagem e Imaginário da PUCRS, coordenado pela Professora Dra. Juliana Tonin. Os integrantes puderam partilhar via Skype experiências e perspectivas teórico-metodológicas em torno dos trabalhos sobre temas em comum.

 

"Oportunidades como essa viabilizam o conhecimento pelos pares das pesquisas produzidas e, ainda, o estreitamento de laços para parcerias e trabalhos em conjunto", esclarece a professora Heloisa.

 

Os Grupos já tem uma parceria estabelecida desde o Seminário Internacional de Comunicação, realizado na instituição gaúcha em 2017, quando compartilharam um GT e a organização do dossiê Imaginário e Cotidiano, em 2018, pelas Professoras Heloisa Juncklaus Preis Moraes, da Unisul, e Juliana Tonin, da PUCRS. Novos encontros já estão sendo programados, fortalecendo uma rede de pesquisa com esta temática no sul do Brasil.

 

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Docente participa de Colóquio Internacional

 

(02/04/2019) O professor Maurício Eugênio Maliska participou do Colóquio Internacional "La voz y la mirada en la experiencia del análisis" que ocorreu no Hotel Regente em Buenos Aires – Argentina nos dias 22 e 23 de março. O evento se inscreveu no marco de Convergência - movimento lacaniano para a psicanálise freudiana e foi promovido pela Escuela Freudiana de Buenos Aires, Escuela Freudiana de la Argentina, Fundación Europea para el Psicoanálisis e Mayeutica - Institución Psicoanalítica.

 

Efeitos do supereu na estrutura inconsciente: olhar e voz

 

O professor Maliska apresentou o trabalho "Hay una voz que mira: a proposito del superyo", em que desenvolve a ideia de que o supereu possui uma voz de comando e também um olhar que vigia e, por vezes, paralisa o sujeito. Apoiado na experiência analítica o texto tenta desdobrar os efeitos do supereu na estrutura inconsciente através do olhar e da voz.

 

O Colóquio internacional visa trabalhar a voz y a mirada na experiência da análise, dando lugar para que as diferenças de línguas e posições enunciativas possam ser depuradas em direção a um avanço que, em psicanálise, é sempre individual

 

Entre outras atividades do evento, foi criado o "Cercle de Recherche International Voix-Analyse (CRIVA)" que tentará convergir pesquisadores e estudantes que investigam a voz sob uma perspectiva psicanalítica. "Trata-se de uma associação que promove estudos e pesquisas em torno da voz no campo psicanalítico e afins", explica. Na oportunidade, Maliska foi eleito vice-presidente ao lado da Professora Claire Gillie da Université Paris 7, eleita presidente.

 

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Conferência discute teorias de Duval e Peirce

 

(01/04/2019) A professora Cíntia Rosa da Silva de Oliveira da UFSC apresentou a conferência "As possíveis relações entre a semiótica peirceana e a teoria de registros de representação semiótica" na manhã desta última sexta (29) no Centro de Pós-graduação de Tubarão.

 

Semioses

 

Pesquisadores e estudantes do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva da Unisul foram brindados nesta semana com discussão produtiva de aspectos relevantes sobre a interface entre a língua natural e distintos registros de representação semiótica próprios das ciências exatas. Entre essas questões, destaca-se o impacto da forma como concebemos os signos na descrição e explicação de como acontecem os processos de identificação de unidades significativas, de tratamento e de conversão que caracterizam uma determinada forma de representação como um registro para Duval.

 

Para Cíntia, a adoção de uma perspectiva peirceana de signo modifica sensivelmente o olhar, uma vez que as descrições e explicações passariam a assumir um caráter mais dinâmico. Duval assume a dicotomia do signo em significante e significado sugerida por Saussure, mas Peirce concebe o signo como uma tríade onde um representâmen se associa a um objeto somente no contexto de um interpretante.

 

Por exemplo, quando um individuo converte dados de uma fórmula em um gráfico, denotando um mesmo objeto, ele está triangulando informações, aspecto esse não captado por uma concepção dicotômica de signo que sustenta a arquitetura de Duval. "Minha inquietação é como acomodar essa questão", admite Cíntia.

 

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Cíntia Rosa da Silva de Oliveira é professora da Universidade Federal de Santa Catarina em Blumenau e membro suplente da Sociedade Brasileira de Educação Matemática - Regional de Santa Catarina. Doutora em Educação Matemática (2013) pela PUCSP, com dois estágios no exterior, em Londres com a Profa. Dra. Candia Morgan e na Universidade Montesquieu Bordeaux IV (Pau Pyrennes) com a Profa. Dra. Isabelle Bloch, Cíntia fez mestrado em Ciências da Linguagem (2009), especialização em Educação Matemática (2008) e Licenciatura em Matemática (2005) pela Unisul.

 

O "Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva" (GPPC) analisa processos comunicativos no contexto da agência humana de um ponto de vista pragmático-cognitivo guiado pelas noções teóricas de relevância de Sperber e Wilson (1986, 1995) e de conciliação de metas de Rauen (2014). O grupo apresenta três linhas de pesquisa envolvendo pesquisadores da UNISUL, IFSC, UNIBAVE e SENAC: Pragmática Cognitiva e Ensino de Matemática e Ciências; Pragmática Cognitiva e Pesquisa Acadêmica e Pragmática Cognitiva e Processos Interacionais.

 

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Mestrando participa de evento na Argentina

 

(29/03/2019) O estudante Jessé Antunes Torres apresentou sua pesquisa de mestrado nas Primeras Jornadas Flusserianas: Naturaleza, Cultura, Basura. Flusser y después... O evento ocorreu nos dias 27 e 28 de março em Córdoba, na Argentina.

 

Vivência internacional

 

As Primeras Jornadas Flusserianas foram organizadas por diversas entidades, entre as quais a Faculdade de Artes da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) e o Arquivo Vilém Flusser São Paulo, mantido pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e complementou a programação do Conversatorio Tecnoestética y Sensorium Contemporáneo, ocorrido nos dias 25 e 26 de março.

 

O evento teve como eixos de trabalho "Lixo e arqueologia", "Arte, artifício, artimanha" e "Comunicação, imagem técnica e abstração". Torres fez uma comunicação oral na qual resumiu e apresentou resultados parciais de sua dissertação, que tem como objeto as chamadas "ficções filosóficas" de Flusser. O estudante vem realizando pesquisa junto ao acervo digital do Arquivo Vilém Flusser São Paulo, que reúne todos os escritos do autor.

 

"Com certeza foi uma excelente oportunidade para avaliar os resultados da pesquisa, servindo como balão de ensaio, e para trocar experiências, aprender muito e fazer contatos", afirmou o estudante.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui.

 

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Grupo de estudos abre discussões sobre questões políticas
 

(26/03/2019) Os Grupos de Pesquisa Época e Discurso, Cultura e Mídia abrem suas atividades de 2019 com discussões sobre questões políticas nesta segunda (25), no campus da Pedra Branca. Reuniões prosseguem quinzenalmente no decorrer de 2019.
 

Declaração: isto não é um manifesto
 

Reflexões indispensáveis para os tempos atuais. O grupo de estudos se propõe um espaço de trocas e leituras de forma rizomática e não hierarquizada, por isso mesmo é aberto a toda a comunidade.
“Este ano com o tema ‘Questões políticas’ optou-se por uma variação de autores contemporâneos que pensam tanto o conceito de Política, quanto refletem criticamente a respeito dos cenários políticos mundiais”, esclarece a professora Nádia Neckel, vice-coordenadora do PPGCL.
 

O primeiro material discutido no grupo foi o texto “Declaração: isto não é um manifesto” (2014), de Michel Herdt e Antonio Negri. Estes autores se propõem pensar outras formas de resistência e de revolução frente ao neoliberalismo exacerbado que avança mundialmente, deixando rastros de exploração e destruição das democracias.
 

Segundo os atores, “a hegemonia das finanças e dos bancos produziram o endividado, o controle das informações e das redes de comunicação criaram o mediatizado. O regime de segurança e o estado generalizado de exceção construíram a figura oprimida pelo medo e sequiosa de proteção: o securitizado. E a corrupção da democracia forjou uma figura estranha, despolitizada: o representado (2014, p. 21).
 

O grupo de estudos congrega as duas linhas de pesquisa do PPGCL: Texto e Discurso e Linguagem e Cultura, por meio dos seus grupos de Pesquisa: ÉPOCA (Estética e Política na Contemporaneidade) e Discurso Cultura e Mídia.
 

Os encontros ocorrem a cada quinze dias e participam dele, mestrandos, doutorandos e alunos dos cursos de Graduação (Cinema, Jornalismo, Direito e Naturologia). O próximo encontro acontecerá no dia 8 de abril as 17 horas e 30 minutos no LABLIN- Laboratório de Linguagens, sala 111B Campus Pedra Branca. O texto a ser discutido será “Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira”, de Lélia Gonzales (1980).
 

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Cineclube Cinema em Transe unicia atividades
 

(20/03/2019) Exibição e debate sobre o filme “Atos: Título Provisório” abrem atividades do Cineclube Cinema em Transe em 2019. A sessão aconteceu no Campus da Pedra Branca da Unisul na noite desta terça (19).
 

Beatriz Kestering Tramontin em cena
 

Dando início as atividades do semestre, o Grupo de Pesquisa em Estética e Política na Contemporaneidade (ÉPOCA) juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) e o Curso de Cinema da Unisul, promoveram nesta terça-feira (19) a sessão de abertura do Cineclube Cinema em Transe, com a exibição do curta-metragem Atos (título provisório) 2017, da cineasta catarinense Beatriz Kestering Tramontin.
 

Após a exibição do filme ocorreu uma mesa temática enfocando a presença feminina da produção cinematográfica. A mesa contou com as seguintes convidadas: Maria Augusta Villalba Nunes (Cineasta associada à produtora catarinense Novelo Filmes), Dra Drica Santos (Atriz, palhaça, professora - Doutora em Teatro pelo PPGT/UDESC), Bia Silva (produtora de arte – Acadêmica do Curso de Cinema da USFC), Dra Ramayana Lira e Dra Nádia Neckel (Docentes do Curso de Cinema e do PPGCL/Unisul).
 

As convidadas falaram de suas experiências com a pesquisa e a produção em cinema enfocando nas questões sobre os corpos femininos nos espaços sociais, principalmente, na academia, no teatro e no cinema, dentro e fora das câmeras (e também do set de filmagem), pensando na abrangência da área audiovisual sob a ótica feminina seja enquanto realizadoras, roteiristas, atrizes, pesquisadoras, e/ou professoras. A mesa trouxe também, a importante discussão sobre a ética cinematográfica, enquanto realizadoras e realizadores audiovisuais, sobre a representação da alteridade nas telas do cinema (e na escrita do roteiro).
 

A organização da sessão foi realizada pela cineasta Beatriz Kestering Tramontin, diretora e roteirista do curta “Atos” e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL-UNISUL).
 

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Tese propõe o conceito de vigilância prática

 

(15/03/2019) Nesta sexta (15), na Sala 7 do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão, ocorreu a defesa da tese “Vigilância epistêmica e prática: uma abordagem orientada pelo conceito de conciliação de metas” de autoria da estudante Suelen Francez Machado Luciano.

 

Processos Complexos de Negociação.

 

Suelen defendeu a tese de que processos de auto e heterovigilância influenciam os planos de ação dos indivíduos. “Eu assumo que as estratégias que os indivíduos utilizam no dia a dia, ou seja, as ações que cada um executa para atingir objetivos são influenciadas por constrições não somente de caráter epistemológico, um conceito que já é reconhecido na literatura da pragmática, mas sobretudo por constrições de caráter prático, que têm a ver com o ‘como se faz as coisas’, um conceito que é inédito na área.

 

Para dar conta dessa questão, a autora mobilizou os conceitos de conciliação de metas, relevância e vigilância epistêmica e analisou processos de negociação colaborativa para a elaboração de um veredicto de suposto parricídio no filme “12 homens e uma sentença”.

 

“12 homens e uma sentença”, que foi lançado em 1957, é um drama norte americano dirigido por Sidney Lumet e escrito por Reginald Rose sobre 12 jurados que precisam deliberar por unanimidade sobre a culpa ou a inocência de um réu acusado de ter assassinado seu pai. Instruídos pelo juiz que o veredicto deve ser “culpado” apenas se não houver dúvida razoável sobre a culpa do réu, o filme apresenta as estratégias dos jurados para a obtenção da unanimidade requerida pelo sistema penal americano. Dado que todas as evidências levam a crer que o réu é culpado, a expectativa do júri é a de que a unanimidade será rapidamente obtida por meio de uma votação simples. Todavia, um voto contrário em favor do réu põe em movimento uma discussão acalorada que progressivamente vai demovendo os jurados da convicção de culpa e redunda em veredicto de inocência.

 

“Eu escolhi justamente esse filme, porque ele apresenta uma negociação colaborativa constrangida por um sistema e por um comando linguístico”, esclarece Suelen. “Além disso o filme mostra como os diálogos entre os jurados fortalecem e enfraquecem crenças, que é uma questão muito importante para nosso grupo de pesquisa em pragmática cognitiva”, completa.

 

Os resultados da pesquisa sugerem que, ao serem forçados a obter um veredicto unânime, que é uma espécie de constrição prática, e não poder condenar o réu se estiverem com qualquer dúvida de sua culpa, que é uma espécie de constrição epistêmica, os jurados são duplamente vigiados na sala do júri.

 

“No início, 11 dos 12 jurados concordavam com as evidências de que o réu teria matado seu pai, mas, em função dessas constrições, as convicções sobre a culpa do réu são progressivamente minadas por dúvidas, de tal forma que o potencial veredicto de culpa se reverte para veredicto de inocência”, complementa.

 

Segundo Suelen, já que o filme não traz evidências de que o réu é inocente, é possível que os jurados possam estar enganados do ponto de vista epistêmico. Em outras palavras o réu poderia ter assassinado seu pai. Todavia, já que o filme levanta dúvidas sobre a culpa do réu que são razoáveis, os jurados não cometem qualquer erro do ponto de vista prático. “Eles estão seguindo as regras do sistema jurídico americano e não podem condenar alguém se suspeitarem que podem estar cometendo uma injustiça”, conclui a autora.

 

Orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, a pesquisa de Suelen foi aprovada com distinção por banca de especialistas formada pelas professoras Dra. Jane Rita Caetano da Silveira (PUCRS), Dra. Andréia da Silva Bez (IFC/Sombrio), Dra. Aline Aver Vanin (UFCSPA) e Dra. Fátima Hassan Caldeira (Unisul), além de contar com as contribuições da professora Dra. Silvânia Siebert (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

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Danças Circulares Sagradas são objeto de tese

 

(12/03/2018) A estudante Leisi Fernanda Moya defendeu na tarde desta segunda (11) tese intitulada "Danças Circulares Sagradas: a contribuição de Bernhard, Maria Gabriele Wosien e a imagem do corpo-dançante à sobrevivência das danças circulares" no laboratório de linguagem da unidade Pedra Branca.

 

Inquietação

 

Dentre tantas possibilidades de abordar a dança, Leisi propõe como recorte em sua tese a Dança Circular Sagrada (DCS). Segundo a pesquisadora, essa espécie de dança surgiu no final do século XX, embora sua matriz carregue resquícios e características que a aproximam de danças milenares, como as danças tradicionais ou dança dos povos. Para dar conta desse propósito, a autora investigou a contribuição da dança circular sagrada e dos registros imagéticos e textuais no processo de sobrevivência das danças circulares tradicionais.

 

"Meu trabalho buscou-se investigar a sobrevivência e o processo de apropriação e ressignificação da dança tradicional dos povos para criação da dança circular sagrada, que é uma teoria/pedagogia idealizada por Bernhard e sua filha Maria Gabriele Wosien", relata Leisi. "Sempre me inquietou o motivo que tem atraído cada vez mais adeptos à prática da DCS, um estilo de dança que ‘renasce’ em um contexto tão diverso aos seus princípios primitivos", complementa.

 

Com esse direcionamento, a pesquisadora fez uma incursão nos referenciais bibliográficos e nos registros imagéticos que remetem à dança, em especial à dança circular e tradicional. Partindo do pressuposto warburguiano de que as imagens são grandes portadoras e transmissoras de memória, as imagens foram destacadas e, aliadas dos registros textuais, contribuíram na elaboração de uma historiografia e de um pequeno atlas de imagem sobre a dança circular.

 

Conforme a pesquisadora, as leituras das imagens possibilitaram a constatação de que a dança circular é uma das manifestações mais antigas criadas pelo ser humano. Os registros imagéticos do corpo-dançante permitem que se visualize um rastro de história, memórias e tradições ligadas a rituais sagrados e pagãos de nossos ancestrais. Esses registros conduzem o intérprete pelas trilhas históricas da dança circular, desvelando uma presença contínua, embora oscilante, por toda sua trajetória histórica.

 

"O corpo-dançante é um instrumento vivo de memória, por meio dos gestos coreografados, repassados nos grupos, e dos registros imagéticos, rastros de nossa história cultural sobrevivem ao tempo e às mudanças sociais que não sessam de acontecer a todo momento", constata a autora. "Do mesmo modo, a busca pelo sagrado ou por algo que transcenda é muito forte no ser humano. A dança, de um ou de outro modo, sempre esteve vinculada à essa busca", conclui.

 

O trabalho, orientado pelo professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos e pela Dra. Maria Cristina de Freitas Bonetti (UEG), foi aprovado por banca de especialistas formada pelas professoras Dra. Aline Silveira (UFSC), Dra. Carolina Fernandes Silva (UFSC), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul), Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

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Conferência discute teorias de Duval e Peirce

 

(08/03/2019) Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva inicia atividades com a palestra "Teoria de Situações Didáticas", apresentada pelo estudante de doutorado Bazilício Manoel de Andrade Filho. O tema é fruto de seu estágio na Universidade de Bordeaux na França.

 

Teoria de Situações Didáticas

 

Estudantes e pesquisadores da Linha de Pesquisa em Matemática e Ciências do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva foram brindados na manhã desta sexta (8) com palestra ministrada pelo estudante Bazilício Manoel de Andrade Filho. Professor do IFSC – Campus de Criciúma, Andrade Filho apresentou os avanços mais recentes da teoria de situações didáticas desenvolvidos pelos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel do Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines da Universidade de Bordeaux na cidade francesa de Pau.

 

Andrade Filho abordou aspectos sobre didática da matemática que levaram à criação da teoria de situações didáticas, apresentou conceitos centrais dessa abordagem e destacou um modelo para a análise do raciocínio dos estudantes com base nessa perspectiva.

 

"A teoria de situações didáticas permite modelar e refletir as interações estabelecidas entre o aprendiz, o saber e o meio no qual a aprendizagem deve se desenrolar durante o processo de ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos", esclarece Bazilício.

 

A abordagem assume as hipóteses de que o aprendizado do estudante ocorre quando este se adapta a um meio que é fator de dificuldades, contradições e desequilíbrios; de que esse meio precisa ser criado e organizado de maneira que as situações propostas provoquem a aprendizagem, ou seja, o meio precisa ter uma intenção didática; e de que esse meio e essas situações devem engajar fortemente os saberes matemáticos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

"As Informações que Bazilício nos traz da França são um complemento importante para o que nós denominamos de plano de ação intencional em teoria de conciliação de metas", pondera o professor Fábio Rauen, orientador da tese de Bazilício. "Num plano de ação intencional, o agente abduz a melhor ação antecedente em direção a uma meta consequente, e as reflexões que discutimos nesta sexta são fundamentais para a qualificação de planos de ação intencional em situações de ensino e aprendizagem de matemática", complementa.

 

O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva reúne-se nas manhãs de sextas-feiras. Na semana que vem (15) está agendada a defesa de tese "Vigilância epistêmica e prática: uma abordagem orientada pelo conceito de conciliação de metas" da estudante Suelen Francez Machado Luciano.

 

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Ano letivo inicia-se em Tubarão

 

(08/03/2019) Iniciaram-se nesta quinta (7) as aulas do primeiro semestre de 2019 no Campus de Tubarão. Estudantes de mestrado e de doutorado passam a discutir tópicos mais próximos de seus trabalhos de conclusão. Na próxima segunda-feira (11), as aulas de 2019 também se iniciam na Pedra Branca.

 

Aprofundamentos

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O início de cada ano civil é marcado no PPGCL pelas disciplinas que produzem um mergulho em aspectos epistemológicos e metodológicos dos futuros trabalhos de conclusão. Os estudantes de mestrado cursam tópicos especiais com os quais conhecem mais a fundo as pesquisas dos seus orientadores e, em seguida, são propostos tópicos para leitura orientada, quando a ênfase é dada para os projetos de dissertação. Os estudantes de doutorado, por sua vez, iniciam os seminários avançados para elaborar seus projetos de tese ou tópicos avançados para elaborar um artigo a ser publicado.

 

Tanto os projetos de dissertação como os projetos de tese são analisados por uma banca de especialistas no início do segundo semestre de cada ano. Uma vez aprovados os projetos, os estudantes podem prosseguir a pesquisa.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

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Colegiado delibera seleção 2019

 

(25/02/2019) O Colegiado do PPGCL reuniu-se nesta sexta-feira (22) para fechar o relatório anual da Capes na plataforma Sucupira e deliberar sobre os editais 2019 dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem.

 

31 vagas

 

Estudantes e docentes do PPGCL que compõem o colegiado do curso reuniram-se em Tubarão e Palhoça para a já tradicional reunião de início do ano. Na pauta, dois temas fundamentais para a consecução dos cursos de mestrado e doutorado: o fechamento do relatório anual da Capes e a deliberação dos editais de seleção.

 

"Todo ano, o Programa deve produzir um relatório das atividades do ano anterior. Esse relatório consiste de vários indicadores que vão desde as disciplinas e turmas ministradas, passam pelos projetos de pesquisa, pela produção docente e discente e vão até as defesas de teses e dissertações", esclarece Nádia Neckel, coordenadora adjunta do Programa em Palhoça. "Essa reunião dá o aval para a coordenação do Programa encaminhar o relatório à Pró-Reitoria de Ensino, Pesquisa, Extensão, Inovação e Pós-graduação que é responsável por encaminhá-lo para a Capes", complementa.

 

Outra questão relevante é a elaboração dos editais de seleção. "Cabe ao colegiado aprovar os editais de mestrado e doutorado e encaminhá-los a Pró-Reitoria, bem como estabelecer as regras para a seleção dos bolsistas", diz o professor Fábio Rauen, coordenador do Programa.

 

Esse ano o Colegiado deliberou pela abertura de 16 vagas de mestrado e 15 vagas de doutorado, totalizando 31 vagas. Para essas vagas, a CAPES disponibilizará 6 bolsas de metrado, 2 integrais e 4 para pagamento das taxas escolares, e 3 bolsas de doutorado destinadas às taxas escolares. A publicação dos editais está prevista para início de março com inscrições até abril e seleção em junho. O início das aulas das turmas de 2019 está previsto para início de agosto.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL participa de Programa de Formação Continuada

 

(21/02/2019) O professor Fábio Rauen ministrou minicurso intitulado "Elaboração de artigos científicos" na manhã desta quinta (21) na sala 106 do bloco pedagógico. Participaram da atividade docentes de cursos de graduação e pós-graduação da Unisul de Tubarão que estão na Semana de Formação Continuada.

 

Argumentação em destaque.

 

No minicurso, Rauen destacou as características argumentativas do texto acadêmico. Para ele, um texto acadêmico possui dois argumentos que sustentam o objetivo e as conclusões do trabalho.

 

"Para mim, a estrutura de um trabalho acadêmico consiste de dois argumentos condicionais em sequência, de modo que o segundo depende do primeiro", explica Rauen. "O primeiro argumento diz que se o pesquisador tem um problema epistêmica e metodologicamente justificável, então é legítimo que ele se proponha a atingir um certo objetivo; o segundo argumento, considerando o primeiro, é o de que se o pesquisador tem evidências epistêmica e metodologicamente justificáveis, então é legítimo que ele chegue a determinadas conclusões", completa.

 

Rauen conduziu sua palestra demonstrando como esses argumentos podem ser usados para elaborar e avaliar textos acadêmicos tanto no modelo convencional com introdução, fundamentação, metodologia, análise conclusão, como no modelo anglo-saxão com introdução, materiais e métodos, resultados e discussão.

 

PPGCL


Foto/divulgação: CAPES

CAPES lança Campanha de Prevenção a Cursos Irregulares

 

(20/02/2019) Campanha visa a esclarecer a sociedade em geral e aos agentes do Sistema Nacional de Pós-Graduação em particular sobre a questão dos cursos irregulares de pós-graduação stricto sensu.

 

Diferenças entre Cursos Regulares e Irregulares

 

Conforme a CAPES, Programas de Pós-graduação com cursos regulares de mestrado e de doutorado são aqueles que foram avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reconhecidos pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) e homologados pelo Ministro de Estado da Educação. Somente esses Programas podem emitir diplomas com validade nacional.

 

Por sua vez, segundo a campanha, os programas que desrespeitam a legislação em vigor são aqueles com cursos de mestrado e/ou de doutorado oferecidos no Brasil, que não foram avaliados pela CAPES, nem reconhecidos pela CES/CNE, nem homologados pelo Ministro de Estado da Educação. Esses programas “não respeitam carga horária, são oferecidos sem apoio/suporte de orientação e possuem o valor de investimento baixo. Em alguns casos, o pagamento é feito diretamente a uma pessoa e não a uma instituição”.

 

“O problema mais sério, a meu ver, é que os diplomas ou certificados que esses programas emitem não tem qualquer validade no país”, explica o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL da Unisul.

 

Um diploma com validade nacional, segundo a CAPES, é aquele emitido por um programa de pós-graduação regular, o qual está apto para a produção dos seus efeitos legais. Por exemplo, progressão na carreira, aumento salarial, comprovação de titulação.

 

A CAPES ainda alerta que é preciso prestar atenção às instituições intermediárias brasileiras ou estrangeiras de programas de pós-graduação stricto sensu que são oferecidos no exterior. Como muitos desses programas não são reconhecidos nos países de origem, eles não serão validados no Brasil.

Os diplomas emitidos por instituições brasileiras que possuem programa de pós-graduação stricto sensu regular possuem validade automática e não requerem nenhum documento adicional para produzir seus efeitos legais. Os diplomas estrangeiros, por sua vez, não têm validade no Brasil até que sejam reconhecidos por uma universidade brasileira, conforme Portaria Normativa MEC nº 22/2016.

 

O que fazer

 

A Campanha sugere que, ao identificar programas assim, a pessoa deve coletar o máximo de dados possíveis e informar ao Ministério Público Federal, à Polícia ou à Capes.

 

“É importante que faça a comunicação, pois só assim conseguiremos acabar com programas irregulares e evitaremos que novas pessoas sejam prejudicadas. Como cidadão, faça sua parte!”, alerta o site

 

Para saber se um curso é regular, basta acessar a Plataforma Sucupira no site da CAPES e selecionar a página de buscas. Para maiores informações sobre validação acesse: http://carolinabori.mec.gov.br. Veja também a página e o vídeo da campanha aqui.

 

CAPES, com adaptações pontuais do PPGCL


Foto/divulgação: Unicentro

Recortes e entremeios

 

(19/02/2019) Professora Nádia Neckel apresentou a conferência "O discurso artístico: recorte e entremeio" nesta última sexta (15) na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, em Guarapuava (PR). A apresentação faz parte do Evento "Conversa com o pesquisador" do curso de mestrado em Letras daquela instituição.

 

Um olhar discursivo

 

Docentes e estudantes da Unicentro de Guarapuava participaram nesta última sexta (15) de mais uma Conversa com o Pesquisador no Laboratório de Estudos Linguísticos e Literários do Mestrado em Letras (LABELL). Nesta oportunidade, a professora Dra. Nádia Neckel falou sobre recortes e entremeios do discurso artístico.

 

"Minha apresentação abordou o pensar as imagens em discurso, tomando-as como práticas de resistência na história, produto de projeções sensíveis inscritas na arte e, por isso mesmo, política", comenta.

Em seu gesto analítico, Nádia partiu de duas produções videográficas em momentos históricos, autorias e territórios geográficos distintos.

 

"Para refletir sobre tais produções/projeções sensíveis, eu recorri à abordagem a teórico-metodológica da Análise do Discurso, principalmente a partir de formulações de Michel Pêcheux (1997) a respeito das práticas técnicas e práticas de gestão social e também à uma escuta teórica tomando o pensamento de Butler a respeito da noção de vida precária (2009) e as provocações que traz em seu livro "Quadros de guerra" edição brasileira (2017)", explica.

 

Em sua apresentação Nádia discutiu duas análises sobre o mesmo material: Lagazzi "O sangue na cor das letras. O agudo no tom da voz. A resistência na imprevisibilidade das derivas" e Neckel "Projeções sensíveis e/ou Práticas de Resistência? Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida".

 

Esses materiais foram recentemente publicados no livro "Resistirmos, a que será que se destina?" organizado pelos professores: Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Na foto principal, Nádia apresenta seu trabalho. Nas fotos abaixo, flagrantes da participação de estudantes e docentes da Unicentro.

 

Foto/divulgação: Unicentro

 

PPGCL


Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Doutorado Sanduíche possibilita internacionalização da pesquisa

 

(15/02/2019) Desde o final de agosto de 2018 o doutorando em Ciências da Linguagem (PPGCL) da Unisul, Bazilício Manoel de Andrade Filho, está morando na França e realizando parte de seu doutorado no país. Esta possibilidade é feita por meio do chamado Doutorado Sanduíche, um programa fomentado pela Capes e custeado pelo órgão. Anualmente, o PPGCL recebe uma cota que equivale a doze meses de permanência no exterior.

 

Modelagem matemática
 

Bazilício tem analisado como os estudantes utilizam a linguagem matemática em atividades de modelagem matemática. Ele descreve a experiência com o Doutorado Sanduíche como uma experiência ímpar. “Além da possibilidade de aperfeiçoar os meus conhecimentos relativos à didática matemática, pude também aprimorar o meu idioma e conhece a cultura francesa”, relata.

O Doutorado Sanduíche possibilita também a internacionalização da pesquisa. Além disso, garante uma formação mais qualificada, com pesquisadores renomados. “Nos últimos anos o professor Fábio Rauen vem desenvolvendo uma teoria que se chama Teoria de Conciliação de Metas. Esta teoria eu irei utilizar em minha tese. Dessa forma, venho apresentando elementos desta teoria durante meu estágio, o que acabou despertando a curiosidade dos meus supervisores na França”, conta o doutorando.

O trabalho do doutorando está sendo supervisionado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL. Os dois, professor e orientando, participaram de uma conferência online com outros docentes da Universidade de Bordeaux, na cidade de Pau (França), que se interessaram pelas pesquisas.

 

“Uma experiência como essa é de mão dupla. Nesta reunião de trabalho eu tive a oportunidade de explicar aspectos de minha teoria, que Bazilício está utilizando, aos professores franceses e eles tiveram a oportunidade de fazer o mesmo”, esclarece professor Fábio.

 

Na foto, Bazilício posa em frente a Escola Superior de Professores e de Educação na cidade de Pau (França) onde faz seu doutorado sanduíche.

 

UnisulHoje (adaptado)


Foto/divulgação: PPGCL

Tese analisa Buscador Google Hummingbird

 

(13/02/2019) O estudante Pedro Augusto Bocchese defendeu na manhã desta quarta (13) a tese "Buscador Google Hummingbird: análise discursiva do processo de individuação a partir do conceito do filtro invisível". A sessão pública aconteceu no Laboratório de Linguagem - Sala 111B, da Unidade Pedra Branca.

 

O objetivo geral da tese de Bocchese é analisar discursivamente o processo de individuação a partir do conceito do Filtro Invisível no buscador Google versão Hummingbird, avaliando em que medida as pessoas estão submetidas a concordar com formas de funcionamento dos buscadores.

 

Para o autor, o conceito de filtro invisível foi apresentado por Eli Pariser em palestra do TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design). Para ele, Pariser trouxe uma reflexão a respeito da forma que os algoritmos criados pelos buscadores e redes sociais retornam registros.

 

"As formas de personalizar o indivíduo, gerado por esses mecanismos de busca faz com que as pessoas não tenham ciência do que não está retornado, e sim, que estejam sujeitos ao efeito de que tudo aquilo que está visível é o que existe", comenta Bocchese.

 

"Minha pesquisa, fundamentada na Análise do Discurso, produz gestos de interpretação desse processo de personalização a partir de noções como as de arquivo, formação discursiva, memória discursiva e metálica e o processo de individuação.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientado pela professora Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, o trabalho de Bocchese foi aprovado por banca formada pelos professores Dr. Rafael Evangelista (Unicamp), Dr. Ricardo Augusto Manfredini (UFRGS), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul), Dra. Solange Maria Leda Gallo (Unisul), Dra. Juliana da Silveira (Unisul, suplente) e Dr. Gilmar Luis Mazurkievicz (UnC, suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: Lumen Juris

Livro analisa Lei Maria da Penha em perspectiva discursiva

 

(12/02/2019) A Dra. Márcia Cristiane Nunes Scardueli publicou em dezembro o livro "Lei Maria da Penha e Violência Conjugal: Discursos, Sujeitos e Sentidos", pela editora Lumen Juris, do Rio de Janeiro. O livro é fruto da tese de Doutorado defendida no PPGCL em 2015 e foi prefaciado pelo professor Dr. Maurício Maliska, orientador à época.

 

Discursos, Sujeitos e Sentidos

 

A aplicação da Lei 11.340/2006, mais conhecida como "Lei Maria da Penha", é o instrumento legal com o qual é possível fazer o enfrentamento de situações de violência doméstica conjugal no cenário da justiça criminal. Contudo, objetivamente, é somente a partir de uma denúncia, que é feita em geral pelas vítimas, que a violência doméstica passa a existir linguisticamente nos documentos oficiais. Isso permite, segundo a autora, a discussão e a interpretação de efeitos de sentido que circulam nesse contexto.

 

Fruto de tese de doutorado defendida em 2015 e orientada pelo professor Dr. Maurício Maliska do PPGCL, Márcia discute no livro os efeitos de sentido (re)produzidos na aplicação da Lei Maria da Penha no cenário policial, judicial e nas falas de homens e mulheres em situação de violência conjugal e, para tanto, ampara-se na Análise do Discurso de linha francesa.

 

Conforme resenha a editora Lumen Juris, "a análise discursiva apontou uma generalização das situações, que silencia enredos, histórias de vida e a violência ocorrida, além de evidenciar marcas de gêneros que reforçam os lugares sociais ocupados por vítimas e agressores, mantendo desiguais as relações entre homens e mulheres".

 

"Por tratar de uma das principais frentes de lutas do campo dos Estudos Feministas: as violências contra as mulheres, a obra marca um espaço nesse cenário, bem como fica situada também nos estudos da Linguística Forense, revelando a importância do intercâmbio entre os profissionais do Direito e da Linguagem", complementa a editora.

 

Para mais informações e aquisição da obra, clique aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Pedro e João Editores

Docentes do PPGCL participam de coletânea sobre resistência

 

(07/02/2019) As professoras Andreia Daltoé e Nádia Neckel participam da coletânea "Resistirmos, a que será que se destina?" da Pedro e João Editores. Em pauta, formas de movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante de discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio.

 

Resistirmos, a que será que se destina?

 

A elaboração do livro "Resistirmos, a que será que se destina?" surge logo após o impacto do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista Alexandre Gomes. Este projeto foi liderado pela professora Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Segundo os organizadores, em meio aos discursos da intolerância, ódio e extermínio que vêm ganhando força e escancarando seu horror, a iniciativa do livro foi analisar e estudar, não os discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio, mas os movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante deles.

 

A proposta, conforme a carta-convite encaminhada em março de 2018 pela professora Lucília, era que, "pela via da arte e da poesia, no funcionamento de coletivos, nas redes sociais, em manifestos, os espaços de discordância, denúncia e repúdio são bordados de modo a revirar, torcer e assoprar sentidos de justiça, liberdade e direitos".

 

Conforme a sinopse, nesta coletânea, "os discursos mortíferos do preconceito e da intolerância produzem efeitos de naturalização da violência que nos assolam cotidianamente. "Resistirmos, a que será que se destina?" propõe uma reflexão dos movimentos de ruptura, reviravolta, revolta e rebeldia diante dessas discursividades, com base nos estudos da Análise do Discurso Francesa de Pêcheux, e também dos trabalhos da psicanálise de Freud e Lacan. A obra entrelaça pesquisas científicas, a arte visual e a poesia, e busca tecer novas formas de refletir, pensar e quiçá desconstruir o horror que nos assombra, possibilitando a emergência de outros efeitos de sentidos em que pesem o respeito às diferenças e o direito à vida.

 

"‘Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas’ é o que o poeta nos dá como pistas para seguir adiante em momentos sombrios, dizem os organizadores no prefácio. "‘Está anotado, está selado, está feito, está aqui, Drummond’. Nossa voz de mãos dadas, nossas mãos de escreventes, fotógrafos e poetas dadas umas às outras, nosso sim ao ato singular de invenção em enlace com o outro, nosso gesto tão necessário de não esmorecer, de continuar a dizer algo que possa fazer luz, de seguir adiante contando que o tempo é nossa "matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente", complementam.

 

As professoras Andréia Daltoé, com o texto "Comissão da Verdade e Intervenção no RJ: a charge e seu modo polêmico nas maneiras de ler" e Nádia Neckel, com o texto "Projeções Sensíveis e Práticas de Resistência: Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida", participaram do desafio deste Projeto.

 

O livro está disponível para aquisição aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Capítulo de livro discute conto de Edgar Allan Poe

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro publicou o capítulo “Restos e vestígios de uma carta rasurada” na coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”. Texto aborda o conto “The Purloined Letter”, de Edgar Allan Poe.

 

Resíduo, Resto, Vestígio

 

A Editora da Universidade Federal de São Carlos acaba de publicar a coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”, organizado por Leda Verdiani Tfouni, Anderson de Carvalho Pereira e Nilton Milanez.

 

Dividido em três partes, “O paradigma indiciário e as artes de decifrar”, “Corpos, formas e indícios do sujeito” e “Leitura e decifração de indícios”, a coletânea retoma o paradigma indiciário como eixo norteador para a interpretação em ciências humanas. Os doze textos que compõem a coletânea assumem que as condições de leitura são opacas à decifração e lançam o pesquisador no dilema entre o geral e o particular, entre o oculto e a ilusão da observação pela consciência.

 

Entre os capítulos que compõe a parte II “Corpos, formas e indícios do sujeito”, está o ensaio “Restos e vestígios de uma carta rasurada” de Ana Carolina Cernicchiaro, professora do PPGCL.

 

“Partindo do conto ‘The Purloined Letter’, de Edgar Allan Poe, o presente ensaio pretende pensar o resíduo, o resto e o vestígio na literatura, e nas artes em geral”, escreve Ana. “Assim como o chefe de polícia busca uma carta imaculada e idêntica à original, a história oficial busca uma origem identitária e pura que forme e funde um cânone”, destaca.

 

A autora, seguindo Dupin, argumenta que o murmúrio escondido sob a história só pode ser percebido por uma teoria literária que observe o roto e o amassado. Este passado, uma vez iluminado, torna-se uma força no presente e reabre a história, fazendo emergir nesta fissura histórias de vencidos, de cartas rotas e rasuradas que, nos termos de Ana “possuem dentro de si as ‘verdadeiras’ cartas roubadas”.

 

“São os restos da decantação, o caput mortuum ou o litter; impurezas insignificantes que sempre estiveram à margem da história, mas que podem, com um exercício de anacronismo, revelar imagens dialéticas tipicamente benjaminianas, onde o presente ilumina o passado”, complementa.

 

A coletânea pode ser adquirida no site da Edufscar.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

O poder colonial na produção de The Tempest

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa publicou o artigo “’There would this monster make a man’: Colonial power in the 1993 RSC production of The Tempest” na revista Gagroatá da UFF. O texto analisa a produção teatral de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company em 1993.

 

O papel da monstruosidade de Caliban

 

O artigo de Ramayana parte de discussões sobre opressão, identidade e representação desenvolvidas na teoria pós-colonial contemporânea, e propõe a análise da produção teatral de 1993 de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company (RSC).

 

O texto discute “o papel da monstruosidade de Caliban na produção e como ela se refere a questões como relações de poder e espetáculo”, escreve  Ramayana.

 

Para a autora, o principal benefício de analisar a produção teatral de um texto de Shakespeare é a possibilidade de “ver o significado da peça como contingente, como resultado de uma série de elementos (corpo do ator, pistas visuais, instituição teatral, espectadores) que a libertam do fardo de ser considerada como o trabalho de uma mente única, universal e não contraditória que a crítica contemporânea apontou como o Mito de Shakespeare”.

 

“A produção da Royal Shakespeare Company em 1993 apresenta uma Tempestade que, em muitos aspectos, reforça posições tradicionais sobre a legitimidade do domínio de Prospero sobre a ilha”, conclui a pesquisadora.

 

A Revista Gragoatá é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense com início em 1996. O artigo foi publicado no número 47 da revista e pode ser acessado aqui.

 

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Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Modelação Matemática é tema de seminário na França

 

(30/01/2019) O estudante de doutorando Bazilicio Manoel de Andrade Filho apresentou nesta última terça (29) seminário intitulado "Modélisation mathématique de situations de transformation dans le domaine de la chimie: analyse de conversion de registres sémiotiques" na Universidade de Bordeaux na França.

 

Química em pauta

 

Segundo Andrade Filho, o objetivo do seminário foi o de analisar a conversão de representações em diferentes registros de representação em situações de modelação matemática de transformação quando estamos no domínio da química.

 

"Apresentar esse trabalho foi uma oportunidade ímpar de apresentar minha pesquisa e refletir sobre as relações entre a modelagem matemática, a teoria das situações didáticas e a teoria de conciliação de metas", explica Bazilicio. " Além disso foi possível estabelecer laços com outros pesquisadores em didática da matemática. As questões dos participantes permitiram refletir sobre a coleta e análise de dados que será realizando em abril", complementa.

 

A atividade foi realizada no Lab-E3D (Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines). O seminário foi organizado pela Dr. Martine Jaubert, coordenadora do laboratório, e contou com a presença de pesquisadores do laboratório, bem como de doutorandos e estagiários da Universidade.

 

"Trata-se de um evento no qual eu não somente pude apresentar meu projeto de tese, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, mas sobretudo parte das atividades desenvolvidas durante meu estágio de doutorado sanduíche em Pau, sob a supervisão dos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel.

Andrade Filho é Mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul e Professor do Instituto Federal de Santa Catarina em Criciúma.

 

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Foto/divulgação: Muhamad Husein

Estudante apresenta seminário em Paris

 

(16/01/2018) O estudante de doutorado Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein apresentou nesta terça (15) o seminário "Les images de gestes de soulèvements en Palestine: la puissance politique des images et l’indestructibilité du désir" na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris (França).

 

Pesquisa destaca gestos em levantes 

 

Foto/divulgação: Muhamad Husein

 

O objeto de estudo de Husein é a análise de imagens de gestos de levantes na Palestina, especialmente as imagens da revolta atual na Faixa de Gaza, que é chamada de "Marcha do Retorno", que começou em 30 de março de 2018, e continua até presente momento, além de imagens das Intifadas palestinas de 1987 e 2000.

 

"Conectamos imagens de diferentes tempos visualizando possíveis sobrevivências dos gestos e introduzimos a teoria de Georges Didi-Huberman da força do desejo em levantes", destaca.

 

"Minha tese se concentra na análise de duas fotos específicas do conflito em Gaza onde estamos realizando um estudo antropológico mais detalhado, verificando relações intrínsecas e apropriando-nos de certos conceitos de Georges Didi-Huberman", complementa.

 

Segundo o estudante, o anacronismo proposto pelo filósofo é relativizado nas imagens estudadas com base em sua teoria e na exploração da potência política, relacionando-as à teoria da indestrutibilidade do desejo de Freud e ligando, assim, os conceitos de levantes e desejos através destas imagens.

 

"Nós nos apropriamos da concepção de luto de Freud e o relacionamos com o surgimento de um levante. A partir do final de luto, durante o qual a dor da perda de um ente querido começa a parar, uma chamada à justiça é feita contra quem ou o que causou a perda.

 

De acordo com Didi-Huberman "durante uma revolta, mesmo sabendo que poderão morrer, as pessoas resistem e transmitem algo que demonstra a indestrutibilidade do desejo, e que este permanece para além de nossas vidas."

 

"Penso que o estudo dos gestos de levantes inevitavelmente nos conduz a outras temáticas relacionadas diretamente a questão palestina e que fazem parte desta pesquisa, como o conceito de pertencimento e palestinidade, da existência como forma de resistência, e da desumanização do povo palestino para justificar a violência do exército israelense", reflete o estudante.

 

O seminário, apresentado integralmente em francês, tem como público-alvo pesquisadores e professores da área das ciências sociais e consiste de uma apresentação da tese que é seguida de sessão de perguntas e respostas, onde é possível debater detalhes do que se pesquisa.

 

Husein é professor do Colégio de Aplicação da UFSC. Mestre em Ensino Básico de Matemática pela UFSC e doutorando em Ciências da Linguagem sob orientação do professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos, o pesquisador está na França para seu doutorado sanduíche na École des Hautes Études en Sciences Sociales sob a supervisão do Prof. Georges Didi-Huberman.

 

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