PORTAL UNISUL   BIBLIOTECA   ACERVO  BASE DE DADOS   DISSERTAÇÕES   TESES   PORTAL DE PERIÓDICOS   MINHA UNISUL   CONTATO

Página Inicial > Notícias > Notícias de 2019

 

Notícias

Página Principal

Notícias do Front

PPGCL na TV

Notícias de 2019

Notícias de 2018

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Notícias de 2006

Notícias de 2005

Notícias de 2004

Notícias

2019


Foto/divulgação: Unisul Hoje

Documentário sobre Tunga abre sessões do Cineclube
 

(03/07/2019) O Cineclube abre a programação de julho com o documentário Tunga – O Esquecimento das Paixões, dirigido por Miguel de Almeida e que relata a trajetória do escultor, desenhista e artista performático, a partir de fragmentos de suas performances, instalações e obras. (Matéria: UnisulHoje).
 

Ciclo Artistas e Segunda Semana Vitrine Filmes
 

Durante o mês acontece o Ciclo Artistas e a Segunda Semana Vitrine Filmes, em sessões promovidas em parceria com a Cinemática, além do Festival da Semana do Rock Catarinense. As sessões são exibidas de quinta-feira a domingo com entrada gratuita, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis.
 

Conheça a programação aqui.
 

UnisulHoje


Foto/divulgação: PPGCL

Discurso capitalista e mal-estar
 

(03/07/2019) A estudante Clarinice Aparecida Paris defendeu na tarde desta terça (2) a dissertação “O domínio do discurso capitalista na produção do mal-estar na contemporaneidade”. A sessão pública ocorreu no Laboratório de Linguagens, Sala 111B da Unisul Pedra Branca.
 

O domínio do discurso capitalista na produção do mal-estar na contemporaneidade
 

A pesquisa de Clarinice teve como objetivo investigar o domínio do capitalismo e do discurso capitalista na produção do mal-estar na subjetividade contemporânea. “Minha investigação fundamentou-se principalmente em Freud e Lacan e fez correlações com autores oriundos da filosofia, da sociologia e do materialismo histórico”, diz a autora.
 

A estudante realizou o procedimento metodológico a partir do estudo sobre os discursos de Lacan (1992) no Seminário 17: O avesso da psicanálise, no qual o autor fundamenta o funcionamento dos discursos. “Aprofundei o estudo a respeito do discurso capitalista em outros textos de Lacan e demais autores, no intuito de compreender seu poder de comando, como um discurso dominante na produção dos fenômenos que geram o desconforto do sujeito na contemporaneidade”.
 

Através da investigação, Clarinice constatou que o domínio do capitalismo, que induz ao consumismo, revirou a subjetividade, produzindo novas figuras subjetivas. “Agora é o próprio sujeito que exerce o controle sobre si, ao modo que o discurso do capitalista se encontra articulado na produção do sintoma”, conclui.


 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientada pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska, a dissertação de Clarinice foi aprovada pelo professor Dr. Jeferson Rodrigues (UFSC) e professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul). A banca contou com a suplência da professora Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul).

PPGCL


Foto/divulgação: https://www.facebook.com/anpolloficial/

ANPOLL realiza XXXIV Enampoll
 

(01/07/2019) A professora Nádia Neckel participou nos dias 26, 27 e 28 de junho do XXXIV Encontro Nacional da ANPOLL na Universidade Estadual de Maringá (PR). O Encontro reúne coordenadores de programas de pós-graduação e de grupos de pesquisa de linguística e literatura.
 

Espaço de discussão de políticas de pós-graduação
 

A participação da professora Nadia Neckel no evento foi dupla. De um lado, fez parte do encontro dos coordenadores de Grupos de Trabalho, representando o GT de Análise do Discurso e, de outro, fez parte do encontro dos coordenadores de pós-graduação, representando o professor Fábio Rauen coordenador do PPGCL.
 

“O encontro é um importante espaço de discussão das políticas de pós-graduação na área de linguística e literatura junto aos órgãos de avaliação e fomento como a CAPES e o CNPq”
 

Entre as atividades de destaque, o evento contou com conferência do coordenador adjunto da área de Linguística e Literatura da CAPES, o Prof. Dr. José Magalhães; a mesa redonda “Pesquisa em Literatura e Linguística indicadores e estratégias de ação junto a pós-graduação” com a participação dos professores: Dr Arquimedes Belo Paiva (Coordenador do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais – COCHS/CGCHS/DEHS), a Profa. Dra. Gladis Massini-Cagliari (Representante de área Linguística junto ao CNPq) e a Profa. Dra. Zilá Bernd (Representante de área Literatura junto ao CNPq).
 

O Grupo de Trabalho em Análise do Discurso é um dos mais tradicionais da área e teve início já no I Congresso Nacional da ANPOLL, em 1986, tendo como sua primeira coordenadora a Profa. Dra. Eni Orlandi. Atualmente o GT conta com três linhas, assim distribuídas: Linha 1 – História das Ideias Linguísticas sob a coordenação de Claudia Pfeiffer (UNICAMP), Ana Cláudia Fernandes Ferreira (UNICAMP) e Maristela Cury Sarian (UNEMAT); Linha 2 – Práticas discursivas, diferentes materialidades e movimentos na história sob a coordenação de Suzy Lagazzi (UNICAMP), Solange Gallo (UNISUL) e Helson Flávio da Silva Sobrinho (UFAL); e Linha 3 – Processos de subjetivação, identificação, cultura sob a coordenação de Maria Cristina Leandro Ferreira (UFRGS); Maria Teresa Celada (USP) e Maria Onice Payer.
 

Na foto, momento de descontração e reencontro entre os coordenadores de pós-graduação: Profa. Dra. Nadia Neckel (Coordenadora Adjunta do PPGCL) e Profa. Dra. Vanice Sargentini (Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Linguística da UFSCAR).

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Símbolos de Imbituba em destaque
 

(28/06/2019) A estudante Emanuelle Querino Alves de Aviz defendeu nesta sexta (28) dissertação intitulada “Símbolos de Imbituba/SC: Análise comparativa entre o brasão do município e o imaginário das crianças das escolas municipais”. A sessão pública ocorreu às 14 horas na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

Imaginário infantil
 

A dissertação de Emanuelle tem como tema a análise comparativa entre o Brasão do Município de Imbituba e o Imaginário das crianças das escolas municipais. “O brasão, instituído em 1970, é o principal elemento imagético da comunicação municipal e apresenta figuras que registram parte da história da cidade”, afirma a autora.
 

O objetivo da pesquisa foi o de descobrir se o imaginário infantil continua sendo alimentado pelo mesmo imaginário que o inspirou. O trabalho lidou com conceitos como os de schèmes, arquétipos, símbolos e mitos, assim como os regimes diurno e noturno da imagem de Durand. Do ponto de vista metodológico, Emanuelle utilizou a culturanálise de grupos de Paula Carvalho e a análise mitocrítica de Durand.
 

“Meus resultados apontaram que o imaginário infantil reflete em partes o imaginário do Brasão, mas também está permeado por outras influências, indicando uma mudança de fase na bacia semântica”, relata Emanuelle. “O principal mito encontrado é o de Dionísio, com relações aos mitos do Minotauro e Ícaro”, finaliza.
 

A dissertação foi orientada pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes. O trabalho foi aprovado com distinção por banca formada pelos professores Dra. Eunice Simões Lins (UFPB), Dra. Jussara Bitencourt de Sá (UNISUL) e Dr. Mário Abel Bressan Júnior (UNISUL) como suplente.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Corpo poético de Yzalú
 

(28/06/2019) A estudante Micaella Schmitz Pinheiro defendeu nesta sexta (28) dissertação intitulada “Corpo poético de Yzalú: estudo da diferença”. A sessão pública ocorreu às 9 horas na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

O que há de diferença
 

O objetivo do estudo de Micaella foi o de compreender o que há de diferença na rapper Yzalú. Segundo a autora, foi por esse motivo que foi possível trabalhar com o conceito de diferença de Jacques Derrida e, desse modo, com questões relacionadas ao corpo e ao arquivo.
 

“Um corpus que se torna corpo e um arquivo que se torna móvel, devido às ramificações que ocorrem no corpus, justamente por esse estar em movimento, conectado ao outro”, destaca Micaella.
 

Além desses conceitos, a pesquisa mobiliza questões relacionadas a gênero, feminismo e feminismo negro. Por estar se tratando da poética de Yzalú, movimentos como o hip-hop e rap ganharam destaque, bem como conceitos como identidade, experiência e deficiência física.
 

“A partir da pesquisa bibliográfica e documental, eu consegui pensar a obra da autora pelo conceito de pós-autonomia”, esclarece a autora. “Através desse trabalho, eu consegui cartografar os movimentos culturais, tornar visível os rastros minoritários e pensar pela indistinção entre vida e arte a partir da poética de Yzalú”, finaliza.


Foto/divulgação: PPGCL

 

A dissertação, orientada pelo professor Dr. Dr. Alexandre Linck Vargas, foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Claudia Nandi Formentin (SATC) e Dra. Jussara Bitencourt de Sá (UNISUL). O professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (UNISUL) atuou como suplente.

 

PPGcL


Foto/divulgação: PPGCL

Casamento brasileiro do século XIX
 

(27/06/2019) A estudante Renata Marques de Avellar Dal-Bó defendeu nesta quinta (27) a dissertação “Representações identitárias da mulher no casamento brasileiro do século XIX: o teatro de José de Alencar e Martins Pena”. Sessão pública ocorreu às 14 horas na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

Representações identitárias
 

Nesta dissertação, Renata analisou como se configuram as representações identitárias da mulher no casamento brasileiro do século XIX nas peças teatrais “O que é o casamento?” (1861), de José de Alencar (1829-1877), e “As casadas solteiras” (1845), de Martins Pena (1815-1848).
 

“Eu procurei avaliar a relação dos contextos histórico e ficcional apresentados nas obras e a situação da mulher em relação ao amor e à questão econômica no casamento”, esclarece a autora.


Para Renata, José de Alencar e Martins Pena buscam, em suas peças, representar a mulher brasileira em diferentes tipos de casamento do século XIX que, embora imprima influência da sociedade europeia, principalmente francesa, também procura por traços identitários próprios.
 

A análise das peças foi feita por meio de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, ancorada na perspectiva da Literatura Comparada de Tânia Franco Carvalhal (2006). Os procedimentos metodológicos desta pesquisa partiram dos pressupostos da macroanálise e microanálise de Massaud Moisés (1984).
 

“Observei como cada autor, por meio de suas particularidades culturais, morais e éticas, retrata o feminino dentro da sua concepção teatral”, relata Renata. “Além disso, evidenciei que os textos teatrais do século XIX possibilitam reflexões e críticas sobre o papel da mulher, enquanto esposa e mãe numa sociedade conservadora e em um país que acaba de conquistar a sua independência. Isso me propiciou uma reconstituição da expressão moral desta época e uma compreensão do imaginário feminino no casamento”, complementa.
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientado pela professora Dra. Jussara Bitencourt de Sá, a dissertação foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Claudia Nandi Formentin (SATC) e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Unisul). O professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior atuou como suplente.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Arte Literária e a Ecoformação
 

(25/06/2019) A estudante Marcia Bianco defendeu nesta terça (25) a dissertação “Arte Literária e a Ecoformação: A linguagem em perspectivas inter e transdisciplinar”. A sessão pública ocorreu às 14 horas na sala 7, do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

Perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar
 

A dissertação de Marcia analisar a utilização interdisciplinar e transdisciplinar da obra Fita Verde no Cabelo, de Guimarães Rosa, dentro de uma perspectiva ecossistêmica por docentes do 5º ano, da Escola Pública Estadual Engenheiro Annes Gualberto do município de Braço do Norte (SC).
 

“Meu trabalho teve como eixos teóricos considerações sobre a arte e a linguagem literária, com ênfase na narrativa, e reflexões acerca da influência dos paradigmas, contemplando o paradigma ecossistêmico e as tendências pedagógicas com destaque para as considerações de Edgar Morin”, explica a autora.
 

O trabalho da estudante se caracteriza como uma pesquisa qualitativa com intenção de auxiliar na produção de novos conhecimentos. Na realização da pesquisa foram utilizados procedimentos dos Projetos Criativos Ecoformadores (PCE).
 

Segundo a autora, o estudo evidenciou a relevância da metodologia. Os dados evidenciaram um caráter interdisciplinar e transdisciplinar no planejamento e no desenvolvimento das disciplinas, que foram articulados pela obra literária de Guimarães Rosa como “fio de Ariadne”.
 

O trabalho, orientado pela professora Dra. Jussara Bitencourt de Sá, foi aprovado por banca formada pelos professores Dra. Marlene Zwierewicz (UNIBAVE) e Dr. Mário Abel Bressan Júnior (UNISUL). A professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes atuou como suplente.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL seleciona estudantes para as turmas 2019
 

(19/06/2019) PPGCL selecionou 17 estudantes de mestrado e 17 estudantes de doutorado nesta terça (18) na Unidade Pedra Branca da Unisul. Seleção envolveu análise de projeto, análise de currículo e entrevista. Candidatos a bolsa participaram de exame escrito.
 

Maratona


Candidatos aos cursos de mestrado e de doutorado estiveram reunidos nesta segunda (17) para o processo seletivo 2019 do PPGCL. Durante a manhã, os interessados em bolsas do Programa PROSUC da Capes participaram de exame escrito. Este ano, o PPGCL ofereceu três bolsas para pagamento de taxas para futuros estudantes de doutorado, duas bolsas integrais e quatro bolsas para pagamento de taxas para futuros estudantes de mestrado. Durante a tarde, os candidatos participaram das entrevistas com bancas de docentes. Na terça-feira (18), os docentes corrigiram os exames e deliberaram sobre o preenchimento das vagas.
 

Para o professor Fábio Rauen, coordenador do Programa, a Seleção é uma maratona que exige muito dos candidatos e dos próprios docentes. “Se, por um lado, os candidatos sentem o esforço de responder o exame e enfrentar a banca; por outro, os docentes têm a responsabilidade de conduzir adequadamente o processo”, complementa.
 

Os editais de aprovados para ingresso nos cursos e para as bolsas podem ser vistos aqui.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL participa da Semana Acadêmica de Naturologia

 

(17/06/2019) Nesta sexta (14) a professora Dra Dilma Beatriz Juliano ministrou a palestra Linguagem e Política na IX Semana Acadêmica do Curso de Naturologia. Evento congrega docentes, discentes e pesquisadores interessados neste campo do conhecimento.

 

Linguagem e Contemporaneidade

 

Em sua palestra, Dilma contextualizou sobre os aspectos da linguagem no cenário político contemporâneo, assim como os sentidos do político e da política. Para promover o debate a professora propôs os sentidos de quatro palavras que constituem o discurso, orientam política e definem os lugares sociais: indivíduo, sujeito, democracia e política.

 

Esse evento marca importantes e ricas trocas entre as graduações e o stricto sensu. O convite veio através do centro acadêmico do curso de Naturologia endereçado ao grupo de estudos do PPGCL que, neste semestre, vem estudando questões contemporâneas e, como não poderia deixar de ser, temos dado ênfase aos compromissos político-acadêmicos com o pensamento e com a reflexão sobre o contexto brasileiro atual.

 

O grupo de estudos "Questões Políticas", mediado pelos professores do PPGCL, tem se dedicado a pensar com as figuras geradas pela crise do pensamento, com os feminismos e sexismos, com os racismos e suas perversidades, com as ações de criminalização da política etc.

 

"Nasci na década de 60, do século passado, sou formada na geração que pensava os projetos sociais como estratégia de luta coletiva, as cooperativas como resistência aos grandes conglomerados econômicos e os sindicatos como lugar de luta dos trabalhadores. No Brasil, a partir de junho de 2013, tivemos a comprovação de que aquele foi um outro tempo, aquelas formas de luta já não agregam as novas gerações e que, pelo desenvolvimento capitalista, já não surtem mais efeito. É preciso reinventar as formas de enfrentamento", explica a docente. 

 

O laço social não é um projeto, como as narrativas revolucionárias da minha juventude, mas significa estar permanentemente na rua com nossos corpos em luta, reivindicando o direito à palavra, à vida digna, sem privilégios de classe, de gênero ou de raça. Eu, branca, professora universitária, classe média, mulher heterossexualizada, mãe de dois filhos, e tantas outras performances, preciso ter clareza de meus privilégios e colocar a minha voz, meu trabalho, meu saber e meu corpo em aliança, no encontro com tantos outros corpos em batalha. Como diz Judith Butler, "estar em permanente assembleia", atenta e atuante nas políticas que as ruas têm posto em ação", comenta Dilma.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL participa de evento em Cascavel

 

(14/06/2019) Docentes e estudantes da linha Texto e Discurso da Pedra Branca participaram, de 12 a 14, do IV Seminário Internacional (SINEL) e V Seminário Nacional em Estudos da Linguagem (SNEL) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná em Cascavel.

 

Discurso, Mídia e Cinema

 

A professora Giovanna Benedetto Flores apresentou o trabalho "O dizer sobre o povo brasileiro: quem são os bárbaros?"; e, em conjunto com a estudantes Diane Silva Zardo e Carolina Leoni Fagundes, apresentou, respectivamente, os trabalhos "Relações de sentidos entre o jurídico e o político na inclusão de pessoas com deficiência" e "Como a mídia (des)constrói sentidos sobre a mulher no poder na América Latina e Caribe".

 

A professora Nádia Régia Maffi Neckel, por sua vez, apresentou em parceria com os orientados de iniciação científica Débora Grezele Espit e Junior Laurentino os respectivos trabalhos: "Cinema feminino ou cinema feminista? o corpo-imagem do feminino nas produções de Helena Solberg e sua influência nas produções de jovens diretoras catarinenses" e "Discurso e Memória no Videoclipe de Pabllo Vittar", trabalhos de pesquisa vinculados ao PUIC e, com Renata Marcelle Lara (UEM), o trabalho "Mulheres que performatizam mulheres".

 

O doutorando Éverton Rogério da Silva Corrêa, por fim, apresentou do trabalho "Guri, irrompendo silêncios na Voz e na Música de César Passarinho".

 

O IV Seminário Internacional (SINEL) e V Seminário Nacional em Estudos da Linguagem (SNEL) é uma proposição dos Colegiados do Curso de Graduação em Letras, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu – Mestrado e Doutorado em Letras, e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras, Nível de Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS – da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Trata-se de um evento acadêmico-científico que tem por objetivo congregar pesquisadores da área da Linguagem, atuantes no Brasil e no exterior, para discutir, refletir e divulgar a produção científica, acadêmica, técnica e cultural nas áreas de Letras, Linguística, Literatura e áreas afins. Neste ano, o tema do evento foi "de 1969 a 2019: um percurso da/na Análise do Discurso".

 

No evento, as professoras Giovanna e Nádia coordenaram, respectivamente, os simpósios: Discurso e Mídia, junto com a Profa. Dra. Silmara Dela Silva (UFF), e Discurso e Cinema, junto com a Profa Dra. Renata Marcelle Lara (UEM)..

 

Você pode acessar e evento aqui e o caderno de resumos aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Em busca de uma ficção filosófica
 

(06/06/2019) O estudante Jessé Antunes Torres defendeu na tarde desta quarta (5) sua dissertação intitulada “FLUSSER, HOMO FICTOR: em busca de uma ficção filosófica” na Sala 111, do bloco B, da Unidade Pedra Branca em Palhoça (SC).
 

Fábula, science fiction, contos fantásticos – vários significantes; mesmo fenômeno.
 

A dissertação de Torres teve como objeto a ficção filosófica de Vilém Flusser, que foi um pensador que viveu mais de 30 anos no Brasil. “Minha questão principal foi justamente saber o que é a ficção filosófica em Flusser ou para Flusser”, diz o pesquisador.
 

Conforme o estudante, a duas preposições na questão busca sugerir que a dissertação consiste tanto numa análise que visa a comentar os textos em que se materializa a ficção filosófica de Flusser como uma análise que visa a buscar conceito, motivações e justificativas da ficção na sua obra como um todo.
 

Para Torres, Flusser não foi o primeiro nem o último a lançar mão de histórias para expressar um pensamento filosófico, mas certamente sua ficção filosófica é emblemática e deve ser estudada, pois é extensão natural de uma obra propositiva e ensaística em que predominam a força imaginativa e a retórica.
 

“Para mim, Flusser dilui os limites entre filosofia e literatura, questionando as fronteiras da própria academia e do saber científico e defendendo a igualdade de direitos dos saberes artístico e filosófico”, argumenta.
 

“A ficção de Flusser nos mostra que a arte e a filosofia, ao lado da religião e do mito, não são saberes e práticas menores em relação à ciência, nem menos propiciadores de conhecimento, mas devem ser encarados em pé de igualdade. Isso não significa desmerecer a ciência e seu valor, mas enriquecer o saber científico e torná-lo mais humano por meio da arte e da filosofia”, finaliza.
 

Vilém Flusser (1920-1991), checo naturalizado brasileiro, fugindo do nazismo durante a segunda guerra, mudou-se para São Paulo onde atuou como professor de filosofia, jornalista, conferencista e escritor por cerca de 20 anos. Filósofo brasileiro entre os mais estudados no exterior, voltou sua atenção para a filosofia da comunicação e da produção artística.
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O trabalho, orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas, foi aprovado por banca composta pelos professores Dr. Rafael Miguel Alonso Júnior (Unisosiesc) e Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos (Unisul), além da professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul) na qualidade de suplente.
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

A dissertação de Jessé foi antecedida de palestra intitulada “Vilém Flusser: técnica, imagem, imaginação”, proferida pelo professor Dr. Rafael Miguel Alonso.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

“Marcas da Memória” inicia-se com mesa redonda
 

(05/06/2019) Com o tema “passado, presente, ressonâncias na/da história”, iniciou-se no Salão Nobre da Unisul de Tubarão na noite desta terça-feira (5) a 4ª edição do Evento “Marcas da Memória”. Na oportunidade, pesquisadores e estudantes discutiram em mesa-redonda processos de redemocratização e de reparação de injustiças.
 

Abertura
 

O evento foi iniciado com a mesa-redonda “Memória e Democracia”, coordenada pela professora do curso de Relações Internacionais da Unisul Me. Carla Aparecida Marino Borba. Nesta mesa, a estudante Cecília Brancher (UFSC) proferiu a comunicação “Ditadura civil-militar em transição: O direito à memória, verdade, justiça e reparação no Brasil” e o professor Me. Ricardo Duwe (UFSC) proferiu a comunicação “Como se formam as democracias: democracia histórica e os processos de redemocratização no Cone Sul”.
 

Agenda...
 

Hoje acontece a mesa-redonda “Ressonâncias entre passado e presente”, coordenada pelo professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (PPGCL/UNISUL). Nesta mesa, a professora Dra. Marlene de Fáveri (UDESC) apresentará a comunicação “Disputas na esfera política - a quem incomodam as mulheres?” e a professora Dra. Andréia da Silva Daltoé (UNISUL) apresentará a comunicação “Escola Sem Partido: o ponto de encontro entre uma memória e uma atualidade”. A mesa ocorrerá no Salão Nobre a partir das 19h 15min.
Nas tardes dos dias 6 e 7 de junho, a partir das 14 horas, serão apresentadas comunicações orais no Prédio da Pós-graduação ao lado do Supermercado Althoff. E, na noite do dia 7, no Salão Nobre da Unisul, ocorre a palestra de encerramento: “Os ecos do passado no futuro: distopias e dissidências políticas”, a ser ministrada pela professora Dra. Janyne Sattler (UFSC). Antes desta palestra, está programada a apresentação do monólogo “Vozes da memória”, por estudantes do 2º ano do Ensino Médio da Escola Dr. Otto Feuerschuette
 

Conforme destacou Andreia Daltoé, coordenadora do evento, “Marcas da Memória” vem se consolidado como um espaço importante para a Universidade e para a comunidade em geral participarem de uma reflexão crítica sobre os regimes de exceção vividos na América do Sul, em especial no Brasil, bem como suas ressonâncias no presente.
 

Para o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL, eventos como este são essenciais para a formação qualificada dos estudantes. “Estudar história de modo consciente e significativo é questão de reconhecer o papel pedagógico do passado para nossas ações que constroem, no presente, nosso futuro”. “O passado ressoa no presente, esse momento único, ao mesmo tempo poderoso e frágil, onde somos capazes de produzir alguma diferença – fazer história”, complementa.
 

O evento, em parceria com a X SPI e fomentado pela Capes e CNPq, é coordenado pelas professoras Andréia da Silva Daltoé e Carla Aparecida Marinho Borba e conta como organizadores os professores Rogério Santos da Costa, Mário Abel Bressan Júnior e Laura Oppa.
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Primeira edição dos Encontros Imaginários

 

(17/05/2019) Integrantes do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano participaram na tarde desta quinta-feira (16) da primeira edição dos Encontros Imaginários. A proposta é uma série de encontros por videoconferência com pesquisadores que dedicam suas pesquisas pela perspectiva teórica do Imaginário.

 

Encontro de ideias

 

Nesta primeira edição, apresentaram suas pesquisas a professora Katia Rubio e os doutorandos Rafael Veloso e Neilton de Sousa Ferreira Júnior, integrantes do Grupo de Pesquisas em Esportes Olímpicos (USP). Com 20 anos de experiência com pesquisas do Imaginário e Esporte, trouxeram riquíssimas discussões teóricas e metodológicas sobre as imagens olímpicas contemporâneas e os regimes que regem a formação simbólica.

 

"Nossa intenção é motivar o encontro de ideias, num formato de bate-papo, sem formalidades demasiadas, no sentido de aproximação de nossas reflexões teórico-práticas com pesquisadores da área, estabelecendo redes de discussões", destaca a professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, líder do Grupo.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

A edição de junho já está sendo programada.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Diferença da imagem na deficiência

 

(10/05/2019) a estudante de mestrado Esian Borges Pedro defendeu o projeto de dissertação intitulado "A diferença da imagem na deficiência: uma análise do filme ‘O filho eterno’, de Paulo Machline", na tarde desta sexta (10), na Sala 7, do Centro de Pós-Graduação, do Campus Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina

 

Imagem de "diferença"

 

O projeto de pesquisa de Esian tem como objetivo identificar, a partir de uma análise fílmica, a abordagem temática e imagética sobre a síndrome de Down. Mais especificamente, a pesquisadora pretende investigar qual é a diferença da imagem na deficiência, a partir de uma análise do filme "O filho eterno" baseado no livro de Cristovão Tezza.

 

"Ao entendermos que o deficiente gera uma imagem de "diferença" chegamos a uma dicotomia do que é normalidade e anormalidade dentro de uma sociedade", conjectura. "Esta dicotomia nos faz pensar que o indivíduo que se diferencia é tratado de forma negativa socialmente, e constantemente perseguido para moldar-se aos parâmetros de normalidade estabelecidos pela sociedade", complementa a estudante.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas, o projeto de Esian foi aprovado pelos professores Dra. Jussara Bittencourt de Sá e Dr. Mário Abel Bressan Junior.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Docente do PPGCL apresenta palestra no IFSC/Criciúma

 

(09/05/2019) O professor Fábio José Rauen apresentou a palestra "Elaboração de Projetos" na noite desta quarta (8) no Instituto Federal de Santa Catarina em Criciúma (SC). A atividade fez parte do III Seminário de Avaliação do Curso de Licenciatura em Química.

 

A interdisciplinaridade no ensino de química

 

Com o objetivo de acompanhar o projeto de implantação do Curso de Licenciatura em Química do IFSC, Campus de Criciúma, docentes, estudantes e comunidade escolar participam nos dias 8 e 9 de maio do III Seminário de Avaliação. Entre as atividades, o professor Fábio José Rauen proferiu a palestra sobre elaboração de projetos.

 

"Minha palestra girou em torno da definição e da estrutura dos artigos científicos com ênfase na redação acadêmica e na argumentação científica", explica o palestrante. "A tese que venho defendendo é a de que, respeitando a comunidade discursiva de cada área do conhecimento, um texto acadêmico, desde sua concepção ou projeto, precisa tornar explícitos dois argumentos, aquele que dá sustentação ao objetivo e aquele que dá sustentação à conclusão", complementa.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Antes da palestra, Rauen participou de reunião do Grupo de Pesquisa "Educar IFSC". Nesta interação, apresentou aspectos sobre a produção de artigos acadêmicos, especialmente do ponto de vista da orientação. O Grupo, liderado pelas professora Dra. Marleide Coan Cardoso e Dra. Michele Alda Rosso Guizzo, atua nas linhas de pesquisa: "Educação Matemática e processo ensino aprendizagem"; "Educação Profissional e Tecnológica, qualidade de vida e desenvolvimento social" e "Informática na Educação".

 

O evento prossegue hoje com socialização e avaliação das atividades produzidas no campus.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Mulheres em Movimento

 

(08/05/2019) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem proferiu Aula Magna a convite do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. A fala da professora teve como título "Perspectiva Política e Cartográfica das Mulheres em Movimento no Cinema" e abordou recentes discussões que vem desenvolvendo em suas pesquisas dentro do PPGCL/Unisul.

 

Perspectiva Política e Cartográfica

 

Conforme a professora Ramayana, a Aula Magna, que aconteceu no Auditório do ICSA/UFOP no dia 7de maio, foi um "importante momento de trocas, ainda mais em um momento onde as instituições públicas de ensino superior se encontram em um processo cruel de precarização".

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

A professora iniciou sua fala em Ouro Preto ressaltando a necessidade de encontros entre pesquisadores para garantir uma sólida rede que permita o fortalecimento da geração de conhecimentos e experiências e, em seguida, falou sobre sua atual investigação que tematiza a presença das mulheres em espaços públicos nos filmes latino-americanos.

 

Utilizando imagens de filmes produzidos na América Latina, a professora construiu um vídeo-ensaio na tentativa de demonstrar que o pensamento sobre o cinema pode ser expresso de maneira audiovisual e não apenas verbal e escrita.

 

Ela ressaltou em sua fala que "A partir de um exercício de montagem que emparelha, aglutina, faz roçar a pele contra a pele, fricciona os corpos, tensiona os desejos, des/reterritoriliza as subjetividades, construímos uma pequena marcha de mulheres no cinema, constituída por uma comunidade de imagens, de afetos, de gestos de insubmissão que compõem o pequeno ‘milagre’ de andar sobre a terra." Sua fala foi seguida de debate com os presentes.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

A professora Ramayana avaliou positivamente a experiência afirmando que "convites como esse confirmam o trabalho de qualidade que estamos fazendo no PPGCL e que ganham dimensão nacional". Além da Aula Magna a professora também participou da banca de defesa de mestrado de Rafael Francisco, que versou sobre questões de gênero nas animações dos Estúdios Disney.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

A pulsão invocante


(07/05/2019) Professor Maurício Maliska apresentou na tarde desta segunda (6) a conferência "A pulsão invocante e seus destinos no fim de análise" para professores e alunos do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFU.


Destinos pulsionais
 

Na conferência, Maliska apontou para os destinos pulsionais da voz e sua relevância enquanto orientação para a direção da cura psicanalítica. “A ideia central de minha apresentação é a de que o fim de análise toca pulsionalmente na constituição subjetiva e a pulsão invocante pode ser lida como um elemento chave nessa direção da cura e do fazer do analista”, explica.
 

Na parte da manhã, Maliska participou da banda examinadora da dissertação de mestrado intitulada "A dinâmica pulsional na surdez congênita ou precoce: reflexões sobre a língua materna e língua de sinais" da estudante Camila Campos Curcino Vieira, que foi orientada pelo Prof. Dr. João Luiz Leitão Paravidini da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
 

“A dissertação tratou de abordar a constituição pulsional invocante do sujeito surdo através da língua de sinais”, esclarece Maliska. “A pesquisa foi desenvolvida a partir de dois casos clínicos em que foi possível explorar a relação da língua de sinais com a constituição psíquica do sujeito surdo”, completa.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Primeira edição da Jornada de Pesquisas 2019 encerra-se com cinco pesquisas
 

(03/05/2019) Docentes, estudantes e pesquisadores do PPGCL participaram nesta sexta (3) da defesa de cinco trabalhos acadêmicos como parte da primeira edição da Jornada de Pesquisas 2019 do PPGCL no Centro de Pós-Graduação da Unisul em Tubarão.
 

Foto/divulgação: PPGCL

A memória do mentor
 

O primeiro trabalho apresentado foi o projeto de tese “A memória do mentor no mito do herói que habita o homem”, de Reginaldo Osnildo Barbosa, orientado pelo professor Dr. Mário Abel Bressan Junior e avaliado pelas professoras Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Dra. Christina Ferraz Mussi.


O projeto de Barbosa traz a jornada do herói como parte de uma estrutura imbricada ao cotidiano, integrada no dia a dia de pessoas comuns por intermédio das narrativas míticas que perpassam o imaginário. A pesquisa defende ainda que há uma memória do mentor que potencializa toda a jornada do herói que habita o homem. O objetivo geral do trabalho é o de analisar a história de vida de pessoas comuns, moradores da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, para que através da narrativa do vivido expressa por elas, se possa identificar a memória do mentor.


“Meu objeto de análise foi escolhido como teste para fundamentar a hipótese de que há uma memória do mentor que potencializa toda jornada do herói”, esclarece Barbosa.


Foto/divulgação: PPGCL

A mulher na política partidária brasileira


Em seguida, foi apresentado o projeto de tese “A mulher na política partidária brasileira: representatividade, política de cotas e gênero”, de Maria Aparecida dos Santos Mota, orientado pela professora Dra. Andréia da Silva Daltoé e avaliado pelas professoras Dra. Maria Marta Furlanetto e Dra. Silvânia Siebert.


O projeto de pesquisa, a partir dos pressupostos teóricos da Análise do discurso (AD) de linha francesa pêcheutiana, voltado para o estudo discursivo das relações entre política, lei de cotas e gênero social, parte da observação das mudanças legislativas relacionadas à acessibilidade feminina na política partidária brasileira e das contribuições que estas mudanças trouxeram para a participação política feminina. Desse modo, pretende-se analisar se a Lei de Cotas nº 12.034/09 tem contribuído efetivamente para a inserção da mulher na política partidária brasileira, mudando a realidade da representatividade feminina na política.


Para atingir este objetivo, Maria Aparecida pretende investigar partidos políticos, por meio dos sítios que abrigam na internet, que apresentem alguma ligação com o meio feminino: sendo o nome do partido, a filosofia ou ser presidido por uma mulher; e o resultado da candidatura feminina nas eleições municipais, no ano de 2016, das cidades catarinenses: Sombrio, Criciúma, Tubarão e Florianópolis.


Foto/divulgação: PPGCL

“Verde vale” e “No tempo das tangerinas”


Fechando a manhã, foi apresentado o projeto de tese “Ficção e realidade sob perspectiva na análise do discurso nos romances históricos Verde vale e No tempo das tangerinas”, de Vanilda Meister Arnold, orientado pela professora Dra. Silvânia Siebert e avaliado pelas professoras Dra. Andréia da Silva Daltoé e Dra. Maria Marta Furlanetto.


O projeto de pesquisa de Vanilda tem como corpora as obras “Verde Vale” (2012) e “No tempo das Tangerinas” (2003) da catarinense Urda Alice Klueger. “Nos dois romances, a escritora relata a historicidade sobre a imigração alemã, e me interessa ilhar nessas obras a maneira como Klueger delineia a vinda, fixação e sobrevivência da gente de olhos claros, como ela mesma chama, ao Brasil no século XIX”, comenta a autora.


Vanilda pretende investigar, sob a perspectiva da Análise do Discurso de linha francesa, se é possível conceituar ficção e realidade, já que a linguagem não é transparente. Segundo a estudante, a AD poderá nos ajudar a entender aquilo não está posto na estrutura, mas que, ainda assim, pode ser compreendido. “Além disso, conto também com os estudos literários a fim de entender melhor como a literatura mobiliza ficção e realidade”, complementa.


Foto/divulgação: PPGCL

A espada de Dâmocles do discurso


No início da tarde, foi apresentado o ensaio “Intersubjetividade na linguagem: a espada de Dâmocles do discurso”, do estudante Realdo José Sorato. O ensaio foi orientado pela professora Dra. Maria Marta Furlanetto e contou com a avaliação da professora Dra. Silvânia Siebert.


O ensaio de Sorato objetiva, seguindo a linha discursiva (teórica e analítica) da Análise de Discurso e complementada por aportes das ciências sociais, discorrer sobre alguns enunciados expostos no Programa de Governo de Jair Messias Bolsonaro, postulante, em 2018, ao cargo de Presidente da República do Brasil. O trabalho busca mostrar interpretações tecidas sobre um mesmo enunciado e vínculos contraditórios relativamente a outros.


Ao apontar o que neles se apresenta (tomado como aparência) e o que pode ser compreendido pela análise (visto como essência), Sorato mostra que há um horizonte de eventos opacificado, pela forma de materialização dos enunciados em sua produção (organização linguística, escolhas estilísticas, silenciamento).


Conforme o estudante, ao trazer uma proposta permeada de valores explicitados, ao mesmo tempo marcando-se em oposição a outro grupo político eleito como o mal encarnado – explicitamente ou de modo genérico –, o plano remete a um posicionamento politicamente ambíguo, mas atraente pelo caráter que apresenta de liderança capaz de salvar a Pátria, com apelo sintetizado no lema ali rememorado: ordem e progresso.


Foto/divulgação: PPGCL

Teoria da Polidez


Finalizando a Jornada, a estudante Gabriela Niero apresentou o projeto de tese “Moderação de planos de ação intencional por relações de polidez”. O projeto, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen contou com a avaliação das professora Dra. Andréia da Silva Daltoé e Dra. Maria Marta Furlanetto.


A pesquisa de Gabriela visa a estabelecer uma interface entre a teoria de conciliação de metas de Rauen e a teoria da polidez de Brown e Levinson, argumentando que planos de ação intencional com vistas à heteroconciliação de metas são moderados por relações de polidez.


“Eu assumo que a mobilização de intenções comunicativas é superordenada por intenções informativas superordenadas por intenções práticas no interior desses planos de ação intencional”, explica a estudante. “Considerando esse ponto de vista teórico, eu pretendo investigar como relações de polidez podem ser descritas e explicadas e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento da arquitetura abdutivo-dedutiva desenvolvida na teoria de conciliação de metas”, complementa.


A segunda edição da Jornada de Pesquisas está programada para setembro e contará também com a qualificação de dissertações de mestrado.


PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tubarão inicia Jornada de Pesquisas com dois trabalhos

(02/05/2019) Guga Kuerten como personificação simbólica e o funcionamento do não verbal e do mito nas obras de J. R. R. Tolkien e Franklin Cascaes são temas de pesquisa em dois projetos de tese qualificados nesta quinta (2) no Campus de Tubarão.


Foto/divulgação: PPGCL

1997, o ano que o tênis ressignificou a identidade catarinense

No início da tarde, o estudante Elton Luiz Gonçalves apresentou o projeto de tese “Guga Kuerten como personificação simbólica: 1997, o ano que o tênis ressignificou a identidade catarinense”. Orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e avaliado pelo professor Dr. Mário A. Bressan Junior e pela professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá, o interesse do projeto é um esforço de continuar o debate sobre identidade cultural e imaginário social, estudos iniciados na dissertação de mestrado, e que se dedica, neste momento, em compreender, pela Teoria do Imaginário, as relações simbólicas de representação estética que remetem à percepção da identidade sociocultural catarinense.


“Para isso, me perguntei se pode uma narrativa simbólica, mítica, ressignificar a identidade de uma determinada sociedade para esta assumir um novo sentido de representação estética e cultural na contemporaneidade”, esclarece o estudante.


Através da aplicação metodológica durandiana – particularmente, da mitanálise – Gonçalves se propõe a validar a tese de que as narrativas midiáticas e expressivas do atleta Gustavo Kuerten, enquanto narrativa mítica, construíram a personificação simbólica do herói Guga ao ponto de estabelecer uma ressignificação das manifestações/representações da identidade local no imaginário catarinense.


“Com esta responsabilidade, vislumbro também colaborar para solidificar, epistemologicamente, a teoria do imaginário no universo acadêmico”, complementa.


Foto/divulgação: PPGCL

Sujeito discursivo-cultural

No início da noite foi a vez do projeto de tese “O sujeito discursivo-cultural no funcionamento do não verbal e do mito nas obras de J. R. R. Tolkien e Franklin Cascaes”, de Ricardo Ribeiro Elias. A pesquisa, orientada pela professora Dra. Silvânia Siebert contou com avaliação das professoras Dra. Jussara Bittencourt de Sá e Dra. Maria Marta Furlanetto.


A pesquisa de Elias propõe um diálogo entre a Análise do Discurso e os Estudos Culturais e projeta uma noção de sujeito discursivo-cultural, que pode vir a ser um dispositivo capaz de preencher essa lacuna do sujeito do discurso na sua relação com a análise de textos não verbais.


“Entendo que o sujeito do discurso possa ser pensado a partir de reflexões e problematizações com uma teoria material da cultura”, explica. “Para isso, busco estabelecer o diálogo entre as duas partes através da investigação do funcionamento do não verbal e do mito em torno de duas materialidades: J. R. R. Tolkien, juntamente com Peter Jackson — na trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis —, e os desenhos de Franklin Cascaes”, complementa.


A Jornada de Pesquisas prossegue nesta sexta (3) com mais cinco trabalhos.


PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Jornada de Pesquisas prossegue na Pedra Branca


(30/04/2019) Quatro trabalhos deram continuidade à Jornada de Pesquisas do PPGCL no Campus Norte. As pesquisas, dois ensaios e dois projetos de tese, foram apresentadas no Laboratório de Linguagens da Pedra Branca em Palhoça.


Foto/divulgação: PPGCL

Mulher: objeto, abjeto, objeção?


O primeiro trabalho apresentado foi o projeto de tese "Mulher: objeto, abjeto, objeção?" da estudante Jéssica Gomes Vaz, orientado pela professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e avaliado pelas professoras Dra. Dilma Beatriz R. Juliano e Dra. Ramayana Lira de Sousa.


Segundo Jéssica, a objetificação do corpo da mulher, comum no Ocidente, penetrou em numerosos aspectos da cultura, desde o consumo de alimentos até o círculo da arte. “Seja nos pequenos ideais da cultura da dieta, na proliferação das cirurgias plásticas ou no cânone histórico da arte do nu feminino, existem padrões culturais que posicionam o corpo feminino como um objeto, argumenta.


Em seu projeto, a estudante propõe abordar a questão do feminino associado ao corpo como objeto, abjeto e objeção. “Ao empregar a estética do desgosto, o corpo feminino é transformado em um corpo abjeto, levando as pessoas a desafiar os padrões ocidentais de beleza e do corpo-objeto”, conjectura.


Foto/divulgação: PPGCL

Rumo à quebra de discursos normativos


Em seguida, foi apresentado o ensaio "Dispositivos família, escola e literatura infantil: rumo à quebra de discursos normativos", do estudante Marlos José Lima Machado, orientado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa e avaliado pela professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano


Para Machado, a literatura infantil, a família e a escola são dispositivos que normalmente repetem e regularizam o discurso do paradigma do patriarcado. “Alguns textos infantis que subvertem este discurso não conseguem chegar a estes ambientes nem a seu público-alvo por se depararem com uma quantidade superior de textos que, consagrados pelos agentes escolares e as famílias produto deste paradigma, não permitem sua entrada”, argumenta.


No ensaio, o estudante destaca a necessidade de estas obras fazerem parte do repertório infantil, como também problematiza as obras que normalmente são disponibilizadas para o público infantil. Entendendo o potencial que a literatura tem de promover e desacreditar discursos (por isso é tão controlada), Machado alerta em seu texto para o que a literatura faz fazer no sujeito, e a responsabilidade que seus mediadores – criança e literatura – devem ter ao propiciar o contato das crianças com as obras, possibilitando o ouvir das vozes dos marginalizados ou problematizando as vozes dos dominantes.


Foto/divulgação: PPGCL

Arquivo de leituras


O evento prosseguiu com o projeto de tese "Arquivo de leituras em AD: uma ressignificação possível", da estudante Bianca Queda Costa, orientado pela professora Dra. Solange Maria Leda Gallo e avaliado pelos professores Dr. Sandro Braga (UFSC) e Dr. Maurício Eugênio Maliska.


O objetivo do trabalho de Bianca é o de construir e, ao mesmo tempo, refletir a respeito das possibilidades e das dificuldades presentes na construção do “Arquivo de Leituras em AD” versão 2.0, tanto como uma solução informatizada para a digitalização, armazenamento e disponibilização de textos acadêmicos como uma construção de um banco de dados online com noções da Análise do Discurso, que funcione nos moldes dos mecanismos de busca, constituindo-se em relação ao que se denomina Digital First.


Foto/divulgação: PPGCL

Artistas surdas
 

Por fim, foi apresentado o ensaio "Infância da linguagem na produção de imagens de selvageria, animalização e monstruosidade surdas", da estudante Gabriele Vieira Neves, orientado pela professora Dra. Dilma Beatriz R. Juliano e avaliado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa.


Neste ensaio, Gabriela propôs-se a identificar os rastros da infância da linguagem nas produções de duas artistas surdas do movimento De’VIA1: Nancy Rourke e Susan Duppor. O recorte da pesquisa foi a análise de aspectos de selvageria, animalidade e monstruosidade.


“O critério de seleção das imagens foi a presença de seres com corpos animalizados, desumanizados ou em situações que ressaltem comportamentos selvagens, emotivos, ‘não-civilizados’”, explica. “Em síntese, partindo da noção de infância como profanação do lugar comum da linguagem e como tarefa política, busquei rastros da infância da linguagem nas imagens das infâncias surdas produzidas por artistas do movimento De’VIA”, complementa.


A Jornada de Pesquisas tem uma pausa nesta quarta, dia do trabalhador, e prosseguem quinta e sexta-feira com a apresentação de sete pesquisas em Tubarão.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL abre Jornada de Pesquisas

 
(29/04/2019) Primeira Edição 2019 das Jornadas de Pesquisa do PPGCL iniciaram-se nesta segunda (29) com a apresentação de duas pesquisas: “A educação democrática no Brasil: pré-construído, memória e silenciamentos”, de Debbie Mello Noble, e “O corpo despossuído no cinema contemporâneo de terror”, de Daniel Lucas de Medeiros.

 

Foto/divulgação: PPGCL

A educação democrática no Brasil

 
O primeiro trabalho apresentado foi o ensaio de Tópicos Avançados de Leitura de Debbie Mello Noble, orientado pela professora Dra. Solange Maria Leda Galo e avaliadado pela professora Dra. Andreia da Silva Daltoé. Em "A educação democrática no Brasil: pré-construído, memória e silenciamentos", Debbie argumenta que o golpe de 64 instaurou uma lacuna, cujo efeito é aquele de uma falta que significa. Para a estudante, não há um apagamento da democracia no nível linguístico, porque ela segue sendo enunciada, produzindo seus efeitos, mas significando de maneira diferente, silenciando outros dizeres.


“A lacuna instaurada pelo golpe não é somente temporal, histórica e política, ela também é uma lacuna nos sentidos de democracia, que, apesar de estar lá marcado linguisticamente, produz um silenciamento do autoritarismo vigente”, argumenta.


Debbie conclui que uma educação democrática no Brasil, enunciada na fase de redemocratização, não é apenas uma proposta nos limites do pedagógico: “é uma alternativa, por meio da educação, aos efeitos que a Ditadura Militar produziu, é aquela na qual se inscreve uma memória tanto da privação de direitos quanto a de uma outra democracia – e educação – possíveis interrompidas pelo golpe”.


Foto/divulgação: PPGCL

O corpo despossuído


Em seguida, ocorreu a qualificação de Projeto de Tese de Daniel Lucas de Medeiros, orientado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa e avaliado pela professora Dra. Nádia Régia M. Neckel e pelo professor Daniel Serravale. Em "O corpo despossuído no cinema contemporâneo de terror", Medeiros haver uma relação muito próxima entre corpo e gênero de terror.


Segundo o estudante, a quantidade de filmes de terror que manipulam e destroem o corpo j é tamanha que este tipo de produção ganhou um subgênero próprio: o body horror. Além disso, os estudos sobre o cinema de terror têm dado papel de destaque à análise do corpo, de modo que seu projeto de tese fica alocado na interface dos estudos sobre o corpo no cinema de terror e sobre os chamados gêneros corporais – aqueles que causam uma reação física no espectador.


“Propomos que existe mais a ser estudado a respeito do corpo no cinema de terror. Mais do que a modificação do corpo, e mais do que a reação causada no público”, comenta. “Nessa busca por explorar outras potencialidades nos estudos do corpo no cinema de terror que minha tese pretende propor o conceito de ‘corpos despossuídos’”, complementa Medeiros.


As Jornadas


As jornadas de Pesquisas do PPGCL consistem da apresentação de Projetos de Dissertação, que compõem a Semana de Qualificação, de Projetos de Tese e de Ensaios de Tópicos Avançados de Leitura, que compõem os Seminários Avançados, e são realizadas em duas edições anuais na Unidade Pedra Branca do Campus Norte em Palhoça (SC) e no Centro de Pós-graduação do Campus Sul em Tubarão (SC). A primeira edição ocorre no primeiro semestre e a segunda edição ocorre no segundo semestre de cada ano.


A primeira edição prossegue amanhã (30) na Pedra Branca com a apresentação de quatro trabalhos. No final de semana, estudantes de Tubarão apresentam oito trabalhos. Você pode acompanhar a programação aqui.

 
PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Doutoranda faz visitas técnicas à Instituições de Ensino em Portugal e Espanha

 

(26/04/2019) A estudante de doutorado do PPGCL Andressa Bregalda Belan realizou três visitas técnicas à Instituições de Ensino em Portugal e Espanha durante o mês de abril de 2019.

 

Premiação

 

Professora da área de administração no campus Tubarão do IFSC, Andressa recebeu o primeiro lugar na categoria "sala de aula" do "Prêmio de Inovação do IFSC", que financiou a viagem e as visitas.

 

"Este prêmio foi fruto de uma prática inovadora realizada com duas turmas de alunos de um curso de empreendedorismo, que consistiu no desenvolvimento de um projeto de campo e alcançou resultados que romperam as barreiras da sala de aula", diz Andressa.

 

As instituições visitadas foram o Instituto Politécnico de Setúbal (foto principal) e o Instituto Politécnico do Porto, em Portugal, e a Universidade de Deusto, na Espanha.

 

"Além das questões institucionais, as visitas técnicas permitiram conhecer um pouco sobre as metodologias de ensino e aprendizagem que são adotadas nas instituições e a sua realidade perante o ambiente de inovação", explica a estudante. "As trocas realizadas com os profissionais do exterior foram de grande valia não somente como docente do IFSC, mas sobretudo como estudante de doutorado, pois me propiciou pensar no desenvolvimento de minha tese, buscando a integração e o compartilhamento de conhecimentos".

 

Andressa participa do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva da Unisul, liderado pelo professor Fábio José Rauen e vem desenvolvendo aplicações das teorias da relevância, de conciliação de metas e de registros de representação semiótica e o ensino e aprendizagem de conteúdos de administração.

 

Na foto principal, a estudante posa no Laboratório de Mobilidade Urbana do Instituto Politécnico de Setúbal.

 

PPGCL.


Foto/divulgação: PPGCL

Dissertação aborda imaginário infantojuvenil

 

(22/04/2019) A estudante Ana Caroline Voltolini Fernandes defendeu na tarde desta segunda (22) dissertação intitulada “Estruturas mítico-simbólicas inerentes ao imaginário infantojuvenil de adolescentes em situação de risco atendidos pelo Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente – CEACA” na sala 7 do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão da Unisul.

 

Estruturas mítico-simbólicas

 

A pesquisa de Ana Caroline objetivou identificar e analisar, sob a perspectiva da teoria do imaginário, as estruturas mítico-simbólicas presentes no imaginário infatojuvenil de sete adolescentes em situação de risco atendidos pelo CEACA de Capivari de Baixo (SC).

 

O trabalho utilizou o método da culturanálise de grupo postulada por José Carlos de Paula Carvalho (1989; 1992a) a fim de mapear a cultura latente do grupo, assim como o teste projetivo AT.9 de Yves Durand (1987; 2005) para colher as representações e posteriormente relacioná-las com a teoria do imaginário proposta por Gilbert Durand (1982; 1985; 1993; 1996; 2002; 2014), especialmente com os regimes de representação da imagem apresentados pelo referido autor.

 

“A partir do mapeamento da cultura latente do grupo foi possível verificar a maneira que este e seus integrantes organizam suas ações, como veem o mundo e se relacionam com ele”, comenta a pesquisadora. “Diante dos resultados obtidos, verificou-se que o imaginário infantojuvenil dos adolescentes que participaram da pesquisa é essencialmente caracterizado pela estrutura heroica, pois as representações por eles engendradas gravitam em torno da mencionada estrutura inerente ao regime diurno da teoria durandiana (2002)”, complementa.

 

Segundo Ana Caroline, o resultado da pesquisa é benéfico, ao indicar que mesmo em situação de risco os adolescentes possuem um imaginário heroico. É no nível afetivo do imaginário que se definem as respostas que cada um apresenta para as perguntas que a vida formula.

 

“Nesse sentido, resta aos adolescentes esta postura heroica que mostraram em suas composições para enfrentarem os obstáculos em suas vidas. Isso porque a vida é repleta de situações adversas e de monstros, uns maiores, outros menores, mas o que verdadeiramente se retém de cada um deles é, em essência, o aprendizado que estes propiciam”, explica a autora. “Pessoas e situações são um mundo a ser explorado e conhecido, pois para aquele que se dispõe a ser herói, todos os monstros, os adjuvantes e os opositores auxiliam em sua caminhada evolutiva”, completa.

 

O trabalho, orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (destaque abaixo), foi aprovado com distinção por banca formada pelos professores Dra. Marília Köenig (Senac) e Dr. Willian Correa Maximo – (Unisul), que contou com a suplência do professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (Unisul).
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

FUNCINE de Florianópolis elege nova diretoria

 

(15/04/2019) A Professora Dra. Ramayana Lira de Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, foi eleita Presidente da Diretoria do Fundo Municipal de Cinema de Florianopolis, FUNCINE.

 

Promovendo e fortalecendo o audiovisual

 

"O Fundo Municipal de Cinema – Funcine, instituído pela Lei n° 3252, de 18 de setembro de 1989, é um Instrumento de Gestão voltado à promoção e fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual no âmbito do Município de Florianópolis". Gerido por um Conselho Administrativo, o Funcine é constituído por cinco membros titulares e igual número de suplentes indicados pelas seguintes instituições: Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD/SC), Associação Cinemateca Catarinense, Prefeitura Municipal de Florianópolis – Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões de Santa Catarina (SATED/SC) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Dentre os membros do Conselho Administrativo é eleita uma Diretoria Executiva composta por um presidente, um vice-presidente e um secretário. O mandato dos membros do Conselho Administrativo e da Diretoria Executiva é de dois anos. Neste ano, Ramayana, que foi indicada ao conselho do Funcine pelo setorial do audiovisual, foi escolhida para presidir o fundo, uma das mais importantes fontes de financiamento para o cinema regional.

 

"O maior desafio é articular, junto à prefeitura, fundos suficientes para o lançamento de mais uma edição do edital Armando Carreirão que injete no campo do audiovisual local investimentos para recuperar o fôlego de nossa produção", comenta.

 

Na foto, a professora Ramayana Lira, ao centro, é ladeada pelo vice-presidente e secretario do Funcine e pela superintendente da Fundação Franklyn Cascaes, em frente à Casa da Memória.

Para mais informações sobre o FUNCINE, clique aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Docentes do PPGCL participam de evento em Guarapuava

 

(12/04/2019) As professoras Andréia Daltoé, Nádia Neckel e Solange Gallo do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da UNISUL participaram do II Colóquio Museus, Arquivos: Lugares de Memória no/do Espaço Urbano e II Jornada de Estudos do Discurso no Paraná: língua, história e memória, realizados entre os dias 9 e 11 de abril na Universidade Estadual do Centro-Oeste, em Guarapuava (PR).

 

Arquivos fluidos e provisórios

 

Entre as atividades desenvolvidas, Andreia, Nádia e Siolange apresentaram suas pesquisas na mesa-redonda “Arquivos fluidos e provisórios: modos de ler em debate”, mediada pela professora Dra. Gesualda Rasia da UFPR, realizada na tarde desta quinta (11).

 

Além disso, as professoras Nádia e Solange participaram da mediação das seguintes mesas “A memória da cidade na interface entre língua e literatura” com as professoras Dras. Nilceia Valdati; Maria Salete Borba; Adenize Franco, da Unicentro e “Ciberfeminismo: dizeres em rede da/sobre mulher” com as professoras Dras. Dantielli Assumpção Garcia (Unioeste); Célia Bassuma Fernandes e Denise Witzel (Unicentro).

 

Na foto principal, flagrante do debate e, abaixo, participantes posam ao final da atividade.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Para mais informações sobre os eventos, clique aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Encontro entre Grupos

 

(08/04/2019) Pesquisadores do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano da Unisul e do Grupo de Estudos Imagem e Imaginário da PUCRS promoveram reunião de trabalho na noite desta última quinta (4). Na pauta, foram discutidas iniciativas de integração interinstitucional.

 

Rede de parcerias

 

O Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano foi convidado para fazer um relato de suas pesquisas ao Grupo de Estudos Imagem e Imaginário da PUCRS, coordenado pela Professora Dra. Juliana Tonin. Os integrantes puderam partilhar via Skype experiências e perspectivas teórico-metodológicas em torno dos trabalhos sobre temas em comum.

 

"Oportunidades como essa viabilizam o conhecimento pelos pares das pesquisas produzidas e, ainda, o estreitamento de laços para parcerias e trabalhos em conjunto", esclarece a professora Heloisa.

 

Os Grupos já tem uma parceria estabelecida desde o Seminário Internacional de Comunicação, realizado na instituição gaúcha em 2017, quando compartilharam um GT e a organização do dossiê Imaginário e Cotidiano, em 2018, pelas Professoras Heloisa Juncklaus Preis Moraes, da Unisul, e Juliana Tonin, da PUCRS. Novos encontros já estão sendo programados, fortalecendo uma rede de pesquisa com esta temática no sul do Brasil.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Docente participa de Colóquio Internacional

 

(02/04/2019) O professor Maurício Eugênio Maliska participou do Colóquio Internacional "La voz y la mirada en la experiencia del análisis" que ocorreu no Hotel Regente em Buenos Aires – Argentina nos dias 22 e 23 de março. O evento se inscreveu no marco de Convergência - movimento lacaniano para a psicanálise freudiana e foi promovido pela Escuela Freudiana de Buenos Aires, Escuela Freudiana de la Argentina, Fundación Europea para el Psicoanálisis e Mayeutica - Institución Psicoanalítica.

 

Efeitos do supereu na estrutura inconsciente: olhar e voz

 

O professor Maliska apresentou o trabalho "Hay una voz que mira: a proposito del superyo", em que desenvolve a ideia de que o supereu possui uma voz de comando e também um olhar que vigia e, por vezes, paralisa o sujeito. Apoiado na experiência analítica o texto tenta desdobrar os efeitos do supereu na estrutura inconsciente através do olhar e da voz.

 

O Colóquio internacional visa trabalhar a voz y a mirada na experiência da análise, dando lugar para que as diferenças de línguas e posições enunciativas possam ser depuradas em direção a um avanço que, em psicanálise, é sempre individual

 

Entre outras atividades do evento, foi criado o "Cercle de Recherche International Voix-Analyse (CRIVA)" que tentará convergir pesquisadores e estudantes que investigam a voz sob uma perspectiva psicanalítica. "Trata-se de uma associação que promove estudos e pesquisas em torno da voz no campo psicanalítico e afins", explica. Na oportunidade, Maliska foi eleito vice-presidente ao lado da Professora Claire Gillie da Université Paris 7, eleita presidente.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Conferência discute teorias de Duval e Peirce

 

(01/04/2019) A professora Cíntia Rosa da Silva de Oliveira da UFSC apresentou a conferência "As possíveis relações entre a semiótica peirceana e a teoria de registros de representação semiótica" na manhã desta última sexta (29) no Centro de Pós-graduação de Tubarão.

 

Semioses

 

Pesquisadores e estudantes do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva da Unisul foram brindados nesta semana com discussão produtiva de aspectos relevantes sobre a interface entre a língua natural e distintos registros de representação semiótica próprios das ciências exatas. Entre essas questões, destaca-se o impacto da forma como concebemos os signos na descrição e explicação de como acontecem os processos de identificação de unidades significativas, de tratamento e de conversão que caracterizam uma determinada forma de representação como um registro para Duval.

 

Para Cíntia, a adoção de uma perspectiva peirceana de signo modifica sensivelmente o olhar, uma vez que as descrições e explicações passariam a assumir um caráter mais dinâmico. Duval assume a dicotomia do signo em significante e significado sugerida por Saussure, mas Peirce concebe o signo como uma tríade onde um representâmen se associa a um objeto somente no contexto de um interpretante.

 

Por exemplo, quando um individuo converte dados de uma fórmula em um gráfico, denotando um mesmo objeto, ele está triangulando informações, aspecto esse não captado por uma concepção dicotômica de signo que sustenta a arquitetura de Duval. "Minha inquietação é como acomodar essa questão", admite Cíntia.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Cíntia Rosa da Silva de Oliveira é professora da Universidade Federal de Santa Catarina em Blumenau e membro suplente da Sociedade Brasileira de Educação Matemática - Regional de Santa Catarina. Doutora em Educação Matemática (2013) pela PUCSP, com dois estágios no exterior, em Londres com a Profa. Dra. Candia Morgan e na Universidade Montesquieu Bordeaux IV (Pau Pyrennes) com a Profa. Dra. Isabelle Bloch, Cíntia fez mestrado em Ciências da Linguagem (2009), especialização em Educação Matemática (2008) e Licenciatura em Matemática (2005) pela Unisul.

 

O "Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva" (GPPC) analisa processos comunicativos no contexto da agência humana de um ponto de vista pragmático-cognitivo guiado pelas noções teóricas de relevância de Sperber e Wilson (1986, 1995) e de conciliação de metas de Rauen (2014). O grupo apresenta três linhas de pesquisa envolvendo pesquisadores da UNISUL, IFSC, UNIBAVE e SENAC: Pragmática Cognitiva e Ensino de Matemática e Ciências; Pragmática Cognitiva e Pesquisa Acadêmica e Pragmática Cognitiva e Processos Interacionais.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Mestrando participa de evento na Argentina

 

(29/03/2019) O estudante Jessé Antunes Torres apresentou sua pesquisa de mestrado nas Primeras Jornadas Flusserianas: Naturaleza, Cultura, Basura. Flusser y después... O evento ocorreu nos dias 27 e 28 de março em Córdoba, na Argentina.

 

Vivência internacional

 

As Primeras Jornadas Flusserianas foram organizadas por diversas entidades, entre as quais a Faculdade de Artes da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) e o Arquivo Vilém Flusser São Paulo, mantido pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e complementou a programação do Conversatorio Tecnoestética y Sensorium Contemporáneo, ocorrido nos dias 25 e 26 de março.

 

O evento teve como eixos de trabalho "Lixo e arqueologia", "Arte, artifício, artimanha" e "Comunicação, imagem técnica e abstração". Torres fez uma comunicação oral na qual resumiu e apresentou resultados parciais de sua dissertação, que tem como objeto as chamadas "ficções filosóficas" de Flusser. O estudante vem realizando pesquisa junto ao acervo digital do Arquivo Vilém Flusser São Paulo, que reúne todos os escritos do autor.

 

"Com certeza foi uma excelente oportunidade para avaliar os resultados da pesquisa, servindo como balão de ensaio, e para trocar experiências, aprender muito e fazer contatos", afirmou o estudante.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Grupo de estudos abre discussões sobre questões políticas
 

(26/03/2019) Os Grupos de Pesquisa Época e Discurso, Cultura e Mídia abrem suas atividades de 2019 com discussões sobre questões políticas nesta segunda (25), no campus da Pedra Branca. Reuniões prosseguem quinzenalmente no decorrer de 2019.
 

Declaração: isto não é um manifesto
 

Reflexões indispensáveis para os tempos atuais. O grupo de estudos se propõe um espaço de trocas e leituras de forma rizomática e não hierarquizada, por isso mesmo é aberto a toda a comunidade.
“Este ano com o tema ‘Questões políticas’ optou-se por uma variação de autores contemporâneos que pensam tanto o conceito de Política, quanto refletem criticamente a respeito dos cenários políticos mundiais”, esclarece a professora Nádia Neckel, vice-coordenadora do PPGCL.
 

O primeiro material discutido no grupo foi o texto “Declaração: isto não é um manifesto” (2014), de Michel Herdt e Antonio Negri. Estes autores se propõem pensar outras formas de resistência e de revolução frente ao neoliberalismo exacerbado que avança mundialmente, deixando rastros de exploração e destruição das democracias.
 

Segundo os atores, “a hegemonia das finanças e dos bancos produziram o endividado, o controle das informações e das redes de comunicação criaram o mediatizado. O regime de segurança e o estado generalizado de exceção construíram a figura oprimida pelo medo e sequiosa de proteção: o securitizado. E a corrupção da democracia forjou uma figura estranha, despolitizada: o representado (2014, p. 21).
 

O grupo de estudos congrega as duas linhas de pesquisa do PPGCL: Texto e Discurso e Linguagem e Cultura, por meio dos seus grupos de Pesquisa: ÉPOCA (Estética e Política na Contemporaneidade) e Discurso Cultura e Mídia.
 

Os encontros ocorrem a cada quinze dias e participam dele, mestrandos, doutorandos e alunos dos cursos de Graduação (Cinema, Jornalismo, Direito e Naturologia). O próximo encontro acontecerá no dia 8 de abril as 17 horas e 30 minutos no LABLIN- Laboratório de Linguagens, sala 111B Campus Pedra Branca. O texto a ser discutido será “Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira”, de Lélia Gonzales (1980).
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Cineclube Cinema em Transe unicia atividades
 

(20/03/2019) Exibição e debate sobre o filme “Atos: Título Provisório” abrem atividades do Cineclube Cinema em Transe em 2019. A sessão aconteceu no Campus da Pedra Branca da Unisul na noite desta terça (19).
 

Beatriz Kestering Tramontin em cena
 

Dando início as atividades do semestre, o Grupo de Pesquisa em Estética e Política na Contemporaneidade (ÉPOCA) juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) e o Curso de Cinema da Unisul, promoveram nesta terça-feira (19) a sessão de abertura do Cineclube Cinema em Transe, com a exibição do curta-metragem Atos (título provisório) 2017, da cineasta catarinense Beatriz Kestering Tramontin.
 

Após a exibição do filme ocorreu uma mesa temática enfocando a presença feminina da produção cinematográfica. A mesa contou com as seguintes convidadas: Maria Augusta Villalba Nunes (Cineasta associada à produtora catarinense Novelo Filmes), Dra Drica Santos (Atriz, palhaça, professora - Doutora em Teatro pelo PPGT/UDESC), Bia Silva (produtora de arte – Acadêmica do Curso de Cinema da USFC), Dra Ramayana Lira e Dra Nádia Neckel (Docentes do Curso de Cinema e do PPGCL/Unisul).
 

As convidadas falaram de suas experiências com a pesquisa e a produção em cinema enfocando nas questões sobre os corpos femininos nos espaços sociais, principalmente, na academia, no teatro e no cinema, dentro e fora das câmeras (e também do set de filmagem), pensando na abrangência da área audiovisual sob a ótica feminina seja enquanto realizadoras, roteiristas, atrizes, pesquisadoras, e/ou professoras. A mesa trouxe também, a importante discussão sobre a ética cinematográfica, enquanto realizadoras e realizadores audiovisuais, sobre a representação da alteridade nas telas do cinema (e na escrita do roteiro).
 

A organização da sessão foi realizada pela cineasta Beatriz Kestering Tramontin, diretora e roteirista do curta “Atos” e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL-UNISUL).
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese propõe o conceito de vigilância prática

 

(15/03/2019) Nesta sexta (15), na Sala 7 do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão, ocorreu a defesa da tese “Vigilância epistêmica e prática: uma abordagem orientada pelo conceito de conciliação de metas” de autoria da estudante Suelen Francez Machado Luciano.

 

Processos Complexos de Negociação.

 

Suelen defendeu a tese de que processos de auto e heterovigilância influenciam os planos de ação dos indivíduos. “Eu assumo que as estratégias que os indivíduos utilizam no dia a dia, ou seja, as ações que cada um executa para atingir objetivos são influenciadas por constrições não somente de caráter epistemológico, um conceito que já é reconhecido na literatura da pragmática, mas sobretudo por constrições de caráter prático, que têm a ver com o ‘como se faz as coisas’, um conceito que é inédito na área.

 

Para dar conta dessa questão, a autora mobilizou os conceitos de conciliação de metas, relevância e vigilância epistêmica e analisou processos de negociação colaborativa para a elaboração de um veredicto de suposto parricídio no filme “12 homens e uma sentença”.

 

“12 homens e uma sentença”, que foi lançado em 1957, é um drama norte americano dirigido por Sidney Lumet e escrito por Reginald Rose sobre 12 jurados que precisam deliberar por unanimidade sobre a culpa ou a inocência de um réu acusado de ter assassinado seu pai. Instruídos pelo juiz que o veredicto deve ser “culpado” apenas se não houver dúvida razoável sobre a culpa do réu, o filme apresenta as estratégias dos jurados para a obtenção da unanimidade requerida pelo sistema penal americano. Dado que todas as evidências levam a crer que o réu é culpado, a expectativa do júri é a de que a unanimidade será rapidamente obtida por meio de uma votação simples. Todavia, um voto contrário em favor do réu põe em movimento uma discussão acalorada que progressivamente vai demovendo os jurados da convicção de culpa e redunda em veredicto de inocência.

 

“Eu escolhi justamente esse filme, porque ele apresenta uma negociação colaborativa constrangida por um sistema e por um comando linguístico”, esclarece Suelen. “Além disso o filme mostra como os diálogos entre os jurados fortalecem e enfraquecem crenças, que é uma questão muito importante para nosso grupo de pesquisa em pragmática cognitiva”, completa.

 

Os resultados da pesquisa sugerem que, ao serem forçados a obter um veredicto unânime, que é uma espécie de constrição prática, e não poder condenar o réu se estiverem com qualquer dúvida de sua culpa, que é uma espécie de constrição epistêmica, os jurados são duplamente vigiados na sala do júri.

 

“No início, 11 dos 12 jurados concordavam com as evidências de que o réu teria matado seu pai, mas, em função dessas constrições, as convicções sobre a culpa do réu são progressivamente minadas por dúvidas, de tal forma que o potencial veredicto de culpa se reverte para veredicto de inocência”, complementa.

 

Segundo Suelen, já que o filme não traz evidências de que o réu é inocente, é possível que os jurados possam estar enganados do ponto de vista epistêmico. Em outras palavras o réu poderia ter assassinado seu pai. Todavia, já que o filme levanta dúvidas sobre a culpa do réu que são razoáveis, os jurados não cometem qualquer erro do ponto de vista prático. “Eles estão seguindo as regras do sistema jurídico americano e não podem condenar alguém se suspeitarem que podem estar cometendo uma injustiça”, conclui a autora.

 

Orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, a pesquisa de Suelen foi aprovada com distinção por banca de especialistas formada pelas professoras Dra. Jane Rita Caetano da Silveira (PUCRS), Dra. Andréia da Silva Bez (IFC/Sombrio), Dra. Aline Aver Vanin (UFCSPA) e Dra. Fátima Hassan Caldeira (Unisul), além de contar com as contribuições da professora Dra. Silvânia Siebert (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Danças Circulares Sagradas são objeto de tese

 

(12/03/2018) A estudante Leisi Fernanda Moya defendeu na tarde desta segunda (11) tese intitulada "Danças Circulares Sagradas: a contribuição de Bernhard, Maria Gabriele Wosien e a imagem do corpo-dançante à sobrevivência das danças circulares" no laboratório de linguagem da unidade Pedra Branca.

 

Inquietação

 

Dentre tantas possibilidades de abordar a dança, Leisi propõe como recorte em sua tese a Dança Circular Sagrada (DCS). Segundo a pesquisadora, essa espécie de dança surgiu no final do século XX, embora sua matriz carregue resquícios e características que a aproximam de danças milenares, como as danças tradicionais ou dança dos povos. Para dar conta desse propósito, a autora investigou a contribuição da dança circular sagrada e dos registros imagéticos e textuais no processo de sobrevivência das danças circulares tradicionais.

 

"Meu trabalho buscou-se investigar a sobrevivência e o processo de apropriação e ressignificação da dança tradicional dos povos para criação da dança circular sagrada, que é uma teoria/pedagogia idealizada por Bernhard e sua filha Maria Gabriele Wosien", relata Leisi. "Sempre me inquietou o motivo que tem atraído cada vez mais adeptos à prática da DCS, um estilo de dança que ‘renasce’ em um contexto tão diverso aos seus princípios primitivos", complementa.

 

Com esse direcionamento, a pesquisadora fez uma incursão nos referenciais bibliográficos e nos registros imagéticos que remetem à dança, em especial à dança circular e tradicional. Partindo do pressuposto warburguiano de que as imagens são grandes portadoras e transmissoras de memória, as imagens foram destacadas e, aliadas dos registros textuais, contribuíram na elaboração de uma historiografia e de um pequeno atlas de imagem sobre a dança circular.

 

Conforme a pesquisadora, as leituras das imagens possibilitaram a constatação de que a dança circular é uma das manifestações mais antigas criadas pelo ser humano. Os registros imagéticos do corpo-dançante permitem que se visualize um rastro de história, memórias e tradições ligadas a rituais sagrados e pagãos de nossos ancestrais. Esses registros conduzem o intérprete pelas trilhas históricas da dança circular, desvelando uma presença contínua, embora oscilante, por toda sua trajetória histórica.

 

"O corpo-dançante é um instrumento vivo de memória, por meio dos gestos coreografados, repassados nos grupos, e dos registros imagéticos, rastros de nossa história cultural sobrevivem ao tempo e às mudanças sociais que não sessam de acontecer a todo momento", constata a autora. "Do mesmo modo, a busca pelo sagrado ou por algo que transcenda é muito forte no ser humano. A dança, de um ou de outro modo, sempre esteve vinculada à essa busca", conclui.

 

O trabalho, orientado pelo professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos e pela Dra. Maria Cristina de Freitas Bonetti (UEG), foi aprovado por banca de especialistas formada pelas professoras Dra. Aline Silveira (UFSC), Dra. Carolina Fernandes Silva (UFSC), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul), Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Conferência discute teorias de Duval e Peirce

 

(08/03/2019) Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva inicia atividades com a palestra "Teoria de Situações Didáticas", apresentada pelo estudante de doutorado Bazilício Manoel de Andrade Filho. O tema é fruto de seu estágio na Universidade de Bordeaux na França.

 

Teoria de Situações Didáticas

 

Estudantes e pesquisadores da Linha de Pesquisa em Matemática e Ciências do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva foram brindados na manhã desta sexta (8) com palestra ministrada pelo estudante Bazilício Manoel de Andrade Filho. Professor do IFSC – Campus de Criciúma, Andrade Filho apresentou os avanços mais recentes da teoria de situações didáticas desenvolvidos pelos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel do Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines da Universidade de Bordeaux na cidade francesa de Pau.

 

Andrade Filho abordou aspectos sobre didática da matemática que levaram à criação da teoria de situações didáticas, apresentou conceitos centrais dessa abordagem e destacou um modelo para a análise do raciocínio dos estudantes com base nessa perspectiva.

 

"A teoria de situações didáticas permite modelar e refletir as interações estabelecidas entre o aprendiz, o saber e o meio no qual a aprendizagem deve se desenrolar durante o processo de ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos", esclarece Bazilício.

 

A abordagem assume as hipóteses de que o aprendizado do estudante ocorre quando este se adapta a um meio que é fator de dificuldades, contradições e desequilíbrios; de que esse meio precisa ser criado e organizado de maneira que as situações propostas provoquem a aprendizagem, ou seja, o meio precisa ter uma intenção didática; e de que esse meio e essas situações devem engajar fortemente os saberes matemáticos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

"As Informações que Bazilício nos traz da França são um complemento importante para o que nós denominamos de plano de ação intencional em teoria de conciliação de metas", pondera o professor Fábio Rauen, orientador da tese de Bazilício. "Num plano de ação intencional, o agente abduz a melhor ação antecedente em direção a uma meta consequente, e as reflexões que discutimos nesta sexta são fundamentais para a qualificação de planos de ação intencional em situações de ensino e aprendizagem de matemática", complementa.

 

O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva reúne-se nas manhãs de sextas-feiras. Na semana que vem (15) está agendada a defesa de tese "Vigilância epistêmica e prática: uma abordagem orientada pelo conceito de conciliação de metas" da estudante Suelen Francez Machado Luciano.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Ano letivo inicia-se em Tubarão

 

(08/03/2019) Iniciaram-se nesta quinta (7) as aulas do primeiro semestre de 2019 no Campus de Tubarão. Estudantes de mestrado e de doutorado passam a discutir tópicos mais próximos de seus trabalhos de conclusão. Na próxima segunda-feira (11), as aulas de 2019 também se iniciam na Pedra Branca.

 

Aprofundamentos

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O início de cada ano civil é marcado no PPGCL pelas disciplinas que produzem um mergulho em aspectos epistemológicos e metodológicos dos futuros trabalhos de conclusão. Os estudantes de mestrado cursam tópicos especiais com os quais conhecem mais a fundo as pesquisas dos seus orientadores e, em seguida, são propostos tópicos para leitura orientada, quando a ênfase é dada para os projetos de dissertação. Os estudantes de doutorado, por sua vez, iniciam os seminários avançados para elaborar seus projetos de tese ou tópicos avançados para elaborar um artigo a ser publicado.

 

Tanto os projetos de dissertação como os projetos de tese são analisados por uma banca de especialistas no início do segundo semestre de cada ano. Uma vez aprovados os projetos, os estudantes podem prosseguir a pesquisa.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Colegiado delibera seleção 2019

 

(25/02/2019) O Colegiado do PPGCL reuniu-se nesta sexta-feira (22) para fechar o relatório anual da Capes na plataforma Sucupira e deliberar sobre os editais 2019 dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem.

 

31 vagas

 

Estudantes e docentes do PPGCL que compõem o colegiado do curso reuniram-se em Tubarão e Palhoça para a já tradicional reunião de início do ano. Na pauta, dois temas fundamentais para a consecução dos cursos de mestrado e doutorado: o fechamento do relatório anual da Capes e a deliberação dos editais de seleção.

 

"Todo ano, o Programa deve produzir um relatório das atividades do ano anterior. Esse relatório consiste de vários indicadores que vão desde as disciplinas e turmas ministradas, passam pelos projetos de pesquisa, pela produção docente e discente e vão até as defesas de teses e dissertações", esclarece Nádia Neckel, coordenadora adjunta do Programa em Palhoça. "Essa reunião dá o aval para a coordenação do Programa encaminhar o relatório à Pró-Reitoria de Ensino, Pesquisa, Extensão, Inovação e Pós-graduação que é responsável por encaminhá-lo para a Capes", complementa.

 

Outra questão relevante é a elaboração dos editais de seleção. "Cabe ao colegiado aprovar os editais de mestrado e doutorado e encaminhá-los a Pró-Reitoria, bem como estabelecer as regras para a seleção dos bolsistas", diz o professor Fábio Rauen, coordenador do Programa.

 

Esse ano o Colegiado deliberou pela abertura de 16 vagas de mestrado e 15 vagas de doutorado, totalizando 31 vagas. Para essas vagas, a CAPES disponibilizará 6 bolsas de metrado, 2 integrais e 4 para pagamento das taxas escolares, e 3 bolsas de doutorado destinadas às taxas escolares. A publicação dos editais está prevista para início de março com inscrições até abril e seleção em junho. O início das aulas das turmas de 2019 está previsto para início de agosto.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL participa de Programa de Formação Continuada

 

(21/02/2019) O professor Fábio Rauen ministrou minicurso intitulado "Elaboração de artigos científicos" na manhã desta quinta (21) na sala 106 do bloco pedagógico. Participaram da atividade docentes de cursos de graduação e pós-graduação da Unisul de Tubarão que estão na Semana de Formação Continuada.

 

Argumentação em destaque.

 

No minicurso, Rauen destacou as características argumentativas do texto acadêmico. Para ele, um texto acadêmico possui dois argumentos que sustentam o objetivo e as conclusões do trabalho.

 

"Para mim, a estrutura de um trabalho acadêmico consiste de dois argumentos condicionais em sequência, de modo que o segundo depende do primeiro", explica Rauen. "O primeiro argumento diz que se o pesquisador tem um problema epistêmica e metodologicamente justificável, então é legítimo que ele se proponha a atingir um certo objetivo; o segundo argumento, considerando o primeiro, é o de que se o pesquisador tem evidências epistêmica e metodologicamente justificáveis, então é legítimo que ele chegue a determinadas conclusões", completa.

 

Rauen conduziu sua palestra demonstrando como esses argumentos podem ser usados para elaborar e avaliar textos acadêmicos tanto no modelo convencional com introdução, fundamentação, metodologia, análise conclusão, como no modelo anglo-saxão com introdução, materiais e métodos, resultados e discussão.

 

PPGCL


Foto/divulgação: CAPES

CAPES lança Campanha de Prevenção a Cursos Irregulares

 

(20/02/2019) Campanha visa a esclarecer a sociedade em geral e aos agentes do Sistema Nacional de Pós-Graduação em particular sobre a questão dos cursos irregulares de pós-graduação stricto sensu.

 

Diferenças entre Cursos Regulares e Irregulares

 

Conforme a CAPES, Programas de Pós-graduação com cursos regulares de mestrado e de doutorado são aqueles que foram avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reconhecidos pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) e homologados pelo Ministro de Estado da Educação. Somente esses Programas podem emitir diplomas com validade nacional.

 

Por sua vez, segundo a campanha, os programas que desrespeitam a legislação em vigor são aqueles com cursos de mestrado e/ou de doutorado oferecidos no Brasil, que não foram avaliados pela CAPES, nem reconhecidos pela CES/CNE, nem homologados pelo Ministro de Estado da Educação. Esses programas “não respeitam carga horária, são oferecidos sem apoio/suporte de orientação e possuem o valor de investimento baixo. Em alguns casos, o pagamento é feito diretamente a uma pessoa e não a uma instituição”.

 

“O problema mais sério, a meu ver, é que os diplomas ou certificados que esses programas emitem não tem qualquer validade no país”, explica o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL da Unisul.

 

Um diploma com validade nacional, segundo a CAPES, é aquele emitido por um programa de pós-graduação regular, o qual está apto para a produção dos seus efeitos legais. Por exemplo, progressão na carreira, aumento salarial, comprovação de titulação.

 

A CAPES ainda alerta que é preciso prestar atenção às instituições intermediárias brasileiras ou estrangeiras de programas de pós-graduação stricto sensu que são oferecidos no exterior. Como muitos desses programas não são reconhecidos nos países de origem, eles não serão validados no Brasil.

Os diplomas emitidos por instituições brasileiras que possuem programa de pós-graduação stricto sensu regular possuem validade automática e não requerem nenhum documento adicional para produzir seus efeitos legais. Os diplomas estrangeiros, por sua vez, não têm validade no Brasil até que sejam reconhecidos por uma universidade brasileira, conforme Portaria Normativa MEC nº 22/2016.

 

O que fazer

 

A Campanha sugere que, ao identificar programas assim, a pessoa deve coletar o máximo de dados possíveis e informar ao Ministério Público Federal, à Polícia ou à Capes.

 

“É importante que faça a comunicação, pois só assim conseguiremos acabar com programas irregulares e evitaremos que novas pessoas sejam prejudicadas. Como cidadão, faça sua parte!”, alerta o site

 

Para saber se um curso é regular, basta acessar a Plataforma Sucupira no site da CAPES e selecionar a página de buscas. Para maiores informações sobre validação acesse: http://carolinabori.mec.gov.br. Veja também a página e o vídeo da campanha aqui.

 

CAPES, com adaptações pontuais do PPGCL


Foto/divulgação: Unicentro

Recortes e entremeios

 

(19/02/2019) Professora Nádia Neckel apresentou a conferência "O discurso artístico: recorte e entremeio" nesta última sexta (15) na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, em Guarapuava (PR). A apresentação faz parte do Evento "Conversa com o pesquisador" do curso de mestrado em Letras daquela instituição.

 

Um olhar discursivo

 

Docentes e estudantes da Unicentro de Guarapuava participaram nesta última sexta (15) de mais uma Conversa com o Pesquisador no Laboratório de Estudos Linguísticos e Literários do Mestrado em Letras (LABELL). Nesta oportunidade, a professora Dra. Nádia Neckel falou sobre recortes e entremeios do discurso artístico.

 

"Minha apresentação abordou o pensar as imagens em discurso, tomando-as como práticas de resistência na história, produto de projeções sensíveis inscritas na arte e, por isso mesmo, política", comenta.

Em seu gesto analítico, Nádia partiu de duas produções videográficas em momentos históricos, autorias e territórios geográficos distintos.

 

"Para refletir sobre tais produções/projeções sensíveis, eu recorri à abordagem a teórico-metodológica da Análise do Discurso, principalmente a partir de formulações de Michel Pêcheux (1997) a respeito das práticas técnicas e práticas de gestão social e também à uma escuta teórica tomando o pensamento de Butler a respeito da noção de vida precária (2009) e as provocações que traz em seu livro "Quadros de guerra" edição brasileira (2017)", explica.

 

Em sua apresentação Nádia discutiu duas análises sobre o mesmo material: Lagazzi "O sangue na cor das letras. O agudo no tom da voz. A resistência na imprevisibilidade das derivas" e Neckel "Projeções sensíveis e/ou Práticas de Resistência? Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida".

 

Esses materiais foram recentemente publicados no livro "Resistirmos, a que será que se destina?" organizado pelos professores: Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Na foto principal, Nádia apresenta seu trabalho. Nas fotos abaixo, flagrantes da participação de estudantes e docentes da Unicentro.

 

Foto/divulgação: Unicentro

 

PPGCL


Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Doutorado Sanduíche possibilita internacionalização da pesquisa

 

(15/02/2019) Desde o final de agosto de 2018 o doutorando em Ciências da Linguagem (PPGCL) da Unisul, Bazilício Manoel de Andrade Filho, está morando na França e realizando parte de seu doutorado no país. Esta possibilidade é feita por meio do chamado Doutorado Sanduíche, um programa fomentado pela Capes e custeado pelo órgão. Anualmente, o PPGCL recebe uma cota que equivale a doze meses de permanência no exterior.

 

Modelagem matemática
 

Bazilício tem analisado como os estudantes utilizam a linguagem matemática em atividades de modelagem matemática. Ele descreve a experiência com o Doutorado Sanduíche como uma experiência ímpar. “Além da possibilidade de aperfeiçoar os meus conhecimentos relativos à didática matemática, pude também aprimorar o meu idioma e conhece a cultura francesa”, relata.

O Doutorado Sanduíche possibilita também a internacionalização da pesquisa. Além disso, garante uma formação mais qualificada, com pesquisadores renomados. “Nos últimos anos o professor Fábio Rauen vem desenvolvendo uma teoria que se chama Teoria de Conciliação de Metas. Esta teoria eu irei utilizar em minha tese. Dessa forma, venho apresentando elementos desta teoria durante meu estágio, o que acabou despertando a curiosidade dos meus supervisores na França”, conta o doutorando.

O trabalho do doutorando está sendo supervisionado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL. Os dois, professor e orientando, participaram de uma conferência online com outros docentes da Universidade de Bordeaux, na cidade de Pau (França), que se interessaram pelas pesquisas.

 

“Uma experiência como essa é de mão dupla. Nesta reunião de trabalho eu tive a oportunidade de explicar aspectos de minha teoria, que Bazilício está utilizando, aos professores franceses e eles tiveram a oportunidade de fazer o mesmo”, esclarece professor Fábio.

 

Na foto, Bazilício posa em frente a Escola Superior de Professores e de Educação na cidade de Pau (França) onde faz seu doutorado sanduíche.

 

UnisulHoje (adaptado)


Foto/divulgação: PPGCL

Tese analisa Buscador Google Hummingbird

 

(13/02/2019) O estudante Pedro Augusto Bocchese defendeu na manhã desta quarta (13) a tese "Buscador Google Hummingbird: análise discursiva do processo de individuação a partir do conceito do filtro invisível". A sessão pública aconteceu no Laboratório de Linguagem - Sala 111B, da Unidade Pedra Branca.

 

O objetivo geral da tese de Bocchese é analisar discursivamente o processo de individuação a partir do conceito do Filtro Invisível no buscador Google versão Hummingbird, avaliando em que medida as pessoas estão submetidas a concordar com formas de funcionamento dos buscadores.

 

Para o autor, o conceito de filtro invisível foi apresentado por Eli Pariser em palestra do TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design). Para ele, Pariser trouxe uma reflexão a respeito da forma que os algoritmos criados pelos buscadores e redes sociais retornam registros.

 

"As formas de personalizar o indivíduo, gerado por esses mecanismos de busca faz com que as pessoas não tenham ciência do que não está retornado, e sim, que estejam sujeitos ao efeito de que tudo aquilo que está visível é o que existe", comenta Bocchese.

 

"Minha pesquisa, fundamentada na Análise do Discurso, produz gestos de interpretação desse processo de personalização a partir de noções como as de arquivo, formação discursiva, memória discursiva e metálica e o processo de individuação.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientado pela professora Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, o trabalho de Bocchese foi aprovado por banca formada pelos professores Dr. Rafael Evangelista (Unicamp), Dr. Ricardo Augusto Manfredini (UFRGS), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul), Dra. Solange Maria Leda Gallo (Unisul), Dra. Juliana da Silveira (Unisul, suplente) e Dr. Gilmar Luis Mazurkievicz (UnC, suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: Lumen Juris

Livro analisa Lei Maria da Penha em perspectiva discursiva

 

(12/02/2019) A Dra. Márcia Cristiane Nunes Scardueli publicou em dezembro o livro "Lei Maria da Penha e Violência Conjugal: Discursos, Sujeitos e Sentidos", pela editora Lumen Juris, do Rio de Janeiro. O livro é fruto da tese de Doutorado defendida no PPGCL em 2015 e foi prefaciado pelo professor Dr. Maurício Maliska, orientador à época.

 

Discursos, Sujeitos e Sentidos

 

A aplicação da Lei 11.340/2006, mais conhecida como "Lei Maria da Penha", é o instrumento legal com o qual é possível fazer o enfrentamento de situações de violência doméstica conjugal no cenário da justiça criminal. Contudo, objetivamente, é somente a partir de uma denúncia, que é feita em geral pelas vítimas, que a violência doméstica passa a existir linguisticamente nos documentos oficiais. Isso permite, segundo a autora, a discussão e a interpretação de efeitos de sentido que circulam nesse contexto.

 

Fruto de tese de doutorado defendida em 2015 e orientada pelo professor Dr. Maurício Maliska do PPGCL, Márcia discute no livro os efeitos de sentido (re)produzidos na aplicação da Lei Maria da Penha no cenário policial, judicial e nas falas de homens e mulheres em situação de violência conjugal e, para tanto, ampara-se na Análise do Discurso de linha francesa.

 

Conforme resenha a editora Lumen Juris, "a análise discursiva apontou uma generalização das situações, que silencia enredos, histórias de vida e a violência ocorrida, além de evidenciar marcas de gêneros que reforçam os lugares sociais ocupados por vítimas e agressores, mantendo desiguais as relações entre homens e mulheres".

 

"Por tratar de uma das principais frentes de lutas do campo dos Estudos Feministas: as violências contra as mulheres, a obra marca um espaço nesse cenário, bem como fica situada também nos estudos da Linguística Forense, revelando a importância do intercâmbio entre os profissionais do Direito e da Linguagem", complementa a editora.

 

Para mais informações e aquisição da obra, clique aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Pedro e João Editores

Docentes do PPGCL participam de coletânea sobre resistência

 

(07/02/2019) As professoras Andreia Daltoé e Nádia Neckel participam da coletânea "Resistirmos, a que será que se destina?" da Pedro e João Editores. Em pauta, formas de movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante de discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio.

 

Resistirmos, a que será que se destina?

 

A elaboração do livro "Resistirmos, a que será que se destina?" surge logo após o impacto do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista Alexandre Gomes. Este projeto foi liderado pela professora Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Segundo os organizadores, em meio aos discursos da intolerância, ódio e extermínio que vêm ganhando força e escancarando seu horror, a iniciativa do livro foi analisar e estudar, não os discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio, mas os movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante deles.

 

A proposta, conforme a carta-convite encaminhada em março de 2018 pela professora Lucília, era que, "pela via da arte e da poesia, no funcionamento de coletivos, nas redes sociais, em manifestos, os espaços de discordância, denúncia e repúdio são bordados de modo a revirar, torcer e assoprar sentidos de justiça, liberdade e direitos".

 

Conforme a sinopse, nesta coletânea, "os discursos mortíferos do preconceito e da intolerância produzem efeitos de naturalização da violência que nos assolam cotidianamente. "Resistirmos, a que será que se destina?" propõe uma reflexão dos movimentos de ruptura, reviravolta, revolta e rebeldia diante dessas discursividades, com base nos estudos da Análise do Discurso Francesa de Pêcheux, e também dos trabalhos da psicanálise de Freud e Lacan. A obra entrelaça pesquisas científicas, a arte visual e a poesia, e busca tecer novas formas de refletir, pensar e quiçá desconstruir o horror que nos assombra, possibilitando a emergência de outros efeitos de sentidos em que pesem o respeito às diferenças e o direito à vida.

 

"‘Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas’ é o que o poeta nos dá como pistas para seguir adiante em momentos sombrios, dizem os organizadores no prefácio. "‘Está anotado, está selado, está feito, está aqui, Drummond’. Nossa voz de mãos dadas, nossas mãos de escreventes, fotógrafos e poetas dadas umas às outras, nosso sim ao ato singular de invenção em enlace com o outro, nosso gesto tão necessário de não esmorecer, de continuar a dizer algo que possa fazer luz, de seguir adiante contando que o tempo é nossa "matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente", complementam.

 

As professoras Andréia Daltoé, com o texto "Comissão da Verdade e Intervenção no RJ: a charge e seu modo polêmico nas maneiras de ler" e Nádia Neckel, com o texto "Projeções Sensíveis e Práticas de Resistência: Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida", participaram do desafio deste Projeto.

 

O livro está disponível para aquisição aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Capítulo de livro discute conto de Edgar Allan Poe

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro publicou o capítulo “Restos e vestígios de uma carta rasurada” na coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”. Texto aborda o conto “The Purloined Letter”, de Edgar Allan Poe.

 

Resíduo, Resto, Vestígio

 

A Editora da Universidade Federal de São Carlos acaba de publicar a coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”, organizado por Leda Verdiani Tfouni, Anderson de Carvalho Pereira e Nilton Milanez.

 

Dividido em três partes, “O paradigma indiciário e as artes de decifrar”, “Corpos, formas e indícios do sujeito” e “Leitura e decifração de indícios”, a coletânea retoma o paradigma indiciário como eixo norteador para a interpretação em ciências humanas. Os doze textos que compõem a coletânea assumem que as condições de leitura são opacas à decifração e lançam o pesquisador no dilema entre o geral e o particular, entre o oculto e a ilusão da observação pela consciência.

 

Entre os capítulos que compõe a parte II “Corpos, formas e indícios do sujeito”, está o ensaio “Restos e vestígios de uma carta rasurada” de Ana Carolina Cernicchiaro, professora do PPGCL.

 

“Partindo do conto ‘The Purloined Letter’, de Edgar Allan Poe, o presente ensaio pretende pensar o resíduo, o resto e o vestígio na literatura, e nas artes em geral”, escreve Ana. “Assim como o chefe de polícia busca uma carta imaculada e idêntica à original, a história oficial busca uma origem identitária e pura que forme e funde um cânone”, destaca.

 

A autora, seguindo Dupin, argumenta que o murmúrio escondido sob a história só pode ser percebido por uma teoria literária que observe o roto e o amassado. Este passado, uma vez iluminado, torna-se uma força no presente e reabre a história, fazendo emergir nesta fissura histórias de vencidos, de cartas rotas e rasuradas que, nos termos de Ana “possuem dentro de si as ‘verdadeiras’ cartas roubadas”.

 

“São os restos da decantação, o caput mortuum ou o litter; impurezas insignificantes que sempre estiveram à margem da história, mas que podem, com um exercício de anacronismo, revelar imagens dialéticas tipicamente benjaminianas, onde o presente ilumina o passado”, complementa.

 

A coletânea pode ser adquirida no site da Edufscar.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

O poder colonial na produção de The Tempest

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa publicou o artigo “’There would this monster make a man’: Colonial power in the 1993 RSC production of The Tempest” na revista Gagroatá da UFF. O texto analisa a produção teatral de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company em 1993.

 

O papel da monstruosidade de Caliban

 

O artigo de Ramayana parte de discussões sobre opressão, identidade e representação desenvolvidas na teoria pós-colonial contemporânea, e propõe a análise da produção teatral de 1993 de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company (RSC).

 

O texto discute “o papel da monstruosidade de Caliban na produção e como ela se refere a questões como relações de poder e espetáculo”, escreve  Ramayana.

 

Para a autora, o principal benefício de analisar a produção teatral de um texto de Shakespeare é a possibilidade de “ver o significado da peça como contingente, como resultado de uma série de elementos (corpo do ator, pistas visuais, instituição teatral, espectadores) que a libertam do fardo de ser considerada como o trabalho de uma mente única, universal e não contraditória que a crítica contemporânea apontou como o Mito de Shakespeare”.

 

“A produção da Royal Shakespeare Company em 1993 apresenta uma Tempestade que, em muitos aspectos, reforça posições tradicionais sobre a legitimidade do domínio de Prospero sobre a ilha”, conclui a pesquisadora.

 

A Revista Gragoatá é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense com início em 1996. O artigo foi publicado no número 47 da revista e pode ser acessado aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Modelação Matemática é tema de seminário na França

 

(30/01/2019) O estudante de doutorando Bazilicio Manoel de Andrade Filho apresentou nesta última terça (29) seminário intitulado "Modélisation mathématique de situations de transformation dans le domaine de la chimie: analyse de conversion de registres sémiotiques" na Universidade de Bordeaux na França.

 

Química em pauta

 

Segundo Andrade Filho, o objetivo do seminário foi o de analisar a conversão de representações em diferentes registros de representação em situações de modelação matemática de transformação quando estamos no domínio da química.

 

"Apresentar esse trabalho foi uma oportunidade ímpar de apresentar minha pesquisa e refletir sobre as relações entre a modelagem matemática, a teoria das situações didáticas e a teoria de conciliação de metas", explica Bazilicio. " Além disso foi possível estabelecer laços com outros pesquisadores em didática da matemática. As questões dos participantes permitiram refletir sobre a coleta e análise de dados que será realizando em abril", complementa.

 

A atividade foi realizada no Lab-E3D (Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines). O seminário foi organizado pela Dr. Martine Jaubert, coordenadora do laboratório, e contou com a presença de pesquisadores do laboratório, bem como de doutorandos e estagiários da Universidade.

 

"Trata-se de um evento no qual eu não somente pude apresentar meu projeto de tese, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, mas sobretudo parte das atividades desenvolvidas durante meu estágio de doutorado sanduíche em Pau, sob a supervisão dos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel.

Andrade Filho é Mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul e Professor do Instituto Federal de Santa Catarina em Criciúma.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Muhamad Husein

Estudante apresenta seminário em Paris

 

(16/01/2018) O estudante de doutorado Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein apresentou nesta terça (15) o seminário "Les images de gestes de soulèvements en Palestine: la puissance politique des images et l’indestructibilité du désir" na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris (França).

 

Pesquisa destaca gestos em levantes 

 

Foto/divulgação: Muhamad Husein

 

O objeto de estudo de Husein é a análise de imagens de gestos de levantes na Palestina, especialmente as imagens da revolta atual na Faixa de Gaza, que é chamada de "Marcha do Retorno", que começou em 30 de março de 2018, e continua até presente momento, além de imagens das Intifadas palestinas de 1987 e 2000.

 

"Conectamos imagens de diferentes tempos visualizando possíveis sobrevivências dos gestos e introduzimos a teoria de Georges Didi-Huberman da força do desejo em levantes", destaca.

 

"Minha tese se concentra na análise de duas fotos específicas do conflito em Gaza onde estamos realizando um estudo antropológico mais detalhado, verificando relações intrínsecas e apropriando-nos de certos conceitos de Georges Didi-Huberman", complementa.

 

Segundo o estudante, o anacronismo proposto pelo filósofo é relativizado nas imagens estudadas com base em sua teoria e na exploração da potência política, relacionando-as à teoria da indestrutibilidade do desejo de Freud e ligando, assim, os conceitos de levantes e desejos através destas imagens.

 

"Nós nos apropriamos da concepção de luto de Freud e o relacionamos com o surgimento de um levante. A partir do final de luto, durante o qual a dor da perda de um ente querido começa a parar, uma chamada à justiça é feita contra quem ou o que causou a perda.

 

De acordo com Didi-Huberman "durante uma revolta, mesmo sabendo que poderão morrer, as pessoas resistem e transmitem algo que demonstra a indestrutibilidade do desejo, e que este permanece para além de nossas vidas."

 

"Penso que o estudo dos gestos de levantes inevitavelmente nos conduz a outras temáticas relacionadas diretamente a questão palestina e que fazem parte desta pesquisa, como o conceito de pertencimento e palestinidade, da existência como forma de resistência, e da desumanização do povo palestino para justificar a violência do exército israelense", reflete o estudante.

 

O seminário, apresentado integralmente em francês, tem como público-alvo pesquisadores e professores da área das ciências sociais e consiste de uma apresentação da tese que é seguida de sessão de perguntas e respostas, onde é possível debater detalhes do que se pesquisa.

 

Husein é professor do Colégio de Aplicação da UFSC. Mestre em Ensino Básico de Matemática pela UFSC e doutorando em Ciências da Linguagem sob orientação do professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos, o pesquisador está na França para seu doutorado sanduíche na École des Hautes Études en Sciences Sociales sob a supervisão do Prof. Georges Didi-Huberman.

 

PPGCL


 

MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem

Campus Tubarão:Av. José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, 88.704-900 - Tubarão, SC - (55) (48) 3621-3369

Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, 88137-270 - Palhoça, SC - (55) (48) 3279-1061