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2019


Foto/divulgação: Pedro e João Editores

Docentes do PPGCL participam de coletânea sobre resistência

 

(07/02/2019) As professoras Andreia Daltoé e Nádia Neckel participam da coletânea "Resistirmos, a que será que se destina?" da Pedro e João Editores. Em pauta, formas de movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante de discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio.

 

Resistirmos, a que será que se destina?

 

A elaboração do livro "Resistirmos, a que será que se destina?" surge logo após o impacto do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista Alexandre Gomes. Este projeto foi liderado pela professora Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Segundo os organizadores, em meio aos discursos da intolerância, ódio e extermínio que vêm ganhando força e escancarando seu horror, a iniciativa do livro foi analisar e estudar, não os discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio, mas os movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante deles.

 

A proposta, conforme a carta-convite encaminhada em março de 2018 pela professora Lucília, era que, "pela via da arte e da poesia, no funcionamento de coletivos, nas redes sociais, em manifestos, os espaços de discordância, denúncia e repúdio são bordados de modo a revirar, torcer e assoprar sentidos de justiça, liberdade e direitos".

 

Conforme a sinopse, nesta coletânea, "os discursos mortíferos do preconceito e da intolerância produzem efeitos de naturalização da violência que nos assolam cotidianamente. "Resistirmos, a que será que se destina?" propõe uma reflexão dos movimentos de ruptura, reviravolta, revolta e rebeldia diante dessas discursividades, com base nos estudos da Análise do Discurso Francesa de Pêcheux, e também dos trabalhos da psicanálise de Freud e Lacan. A obra entrelaça pesquisas científicas, a arte visual e a poesia, e busca tecer novas formas de refletir, pensar e quiçá desconstruir o horror que nos assombra, possibilitando a emergência de outros efeitos de sentidos em que pesem o respeito às diferenças e o direito à vida.

 

"‘Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas’ é o que o poeta nos dá como pistas para seguir adiante em momentos sombrios, dizem os organizadores no prefácio. "‘Está anotado, está selado, está feito, está aqui, Drummond’. Nossa voz de mãos dadas, nossas mãos de escreventes, fotógrafos e poetas dadas umas às outras, nosso sim ao ato singular de invenção em enlace com o outro, nosso gesto tão necessário de não esmorecer, de continuar a dizer algo que possa fazer luz, de seguir adiante contando que o tempo é nossa "matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente", complementam.

 

As professoras Andréia Daltoé, com o texto "Comissão da Verdade e Intervenção no RJ: a charge e seu modo polêmico nas maneiras de ler" e Nádia Neckel, com o texto "Projeções Sensíveis e Práticas de Resistência: Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida", participaram do desafio deste Projeto.

 

O livro está disponível para aquisição aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Capítulo de livro discute conto de Edgar Allan Poe

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro publicou o capítulo “Restos e vestígios de uma carta rasurada” na coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”. Texto aborda o conto “The Purloined Letter”, de Edgar Allan Poe.

 

Resíduo, Resto, Vestígio

 

A Editora da Universidade Federal de São Carlos acaba de publicar a coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”, organizado por Leda Verdiani Tfouni, Anderson de Carvalho Pereira e Nilton Milanez.

 

Dividido em três partes, “O paradigma indiciário e as artes de decifrar”, “Corpos, formas e indícios do sujeito” e “Leitura e decifração de indícios”, a coletânea retoma o paradigma indiciário como eixo norteador para a interpretação em ciências humanas. Os doze textos que compõem a coletânea assumem que as condições de leitura são opacas à decifração e lançam o pesquisador no dilema entre o geral e o particular, entre o oculto e a ilusão da observação pela consciência.

 

Entre os capítulos que compõe a parte II “Corpos, formas e indícios do sujeito”, está o ensaio “Restos e vestígios de uma carta rasurada” de Ana Carolina Cernicchiaro, professora do PPGCL.

 

“Partindo do conto ‘The Purloined Letter’, de Edgar Allan Poe, o presente ensaio pretende pensar o resíduo, o resto e o vestígio na literatura, e nas artes em geral”, escreve Ana. “Assim como o chefe de polícia busca uma carta imaculada e idêntica à original, a história oficial busca uma origem identitária e pura que forme e funde um cânone”, destaca.

 

A autora, seguindo Dupin, argumenta que o murmúrio escondido sob a história só pode ser percebido por uma teoria literária que observe o roto e o amassado. Este passado, uma vez iluminado, torna-se uma força no presente e reabre a história, fazendo emergir nesta fissura histórias de vencidos, de cartas rotas e rasuradas que, nos termos de Ana “possuem dentro de si as ‘verdadeiras’ cartas roubadas”.

 

“São os restos da decantação, o caput mortuum ou o litter; impurezas insignificantes que sempre estiveram à margem da história, mas que podem, com um exercício de anacronismo, revelar imagens dialéticas tipicamente benjaminianas, onde o presente ilumina o passado”, complementa.

 

A coletânea pode ser adquirida no site da Edufscar.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

O poder colonial na produção de The Tempest

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa publicou o artigo “’There would this monster make a man’: Colonial power in the 1993 RSC production of The Tempest” na revista Gagroatá da UFF. O texto analisa a produção teatral de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company em 1993.

 

O papel da monstruosidade de Caliban

 

O artigo de Ramayana parte de discussões sobre opressão, identidade e representação desenvolvidas na teoria pós-colonial contemporânea, e propõe a análise da produção teatral de 1993 de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company (RSC).

 

O texto discute “o papel da monstruosidade de Caliban na produção e como ela se refere a questões como relações de poder e espetáculo”, escreve  Ramayana.

 

Para a autora, o principal benefício de analisar a produção teatral de um texto de Shakespeare é a possibilidade de “ver o significado da peça como contingente, como resultado de uma série de elementos (corpo do ator, pistas visuais, instituição teatral, espectadores) que a libertam do fardo de ser considerada como o trabalho de uma mente única, universal e não contraditória que a crítica contemporânea apontou como o Mito de Shakespeare”.

 

“A produção da Royal Shakespeare Company em 1993 apresenta uma Tempestade que, em muitos aspectos, reforça posições tradicionais sobre a legitimidade do domínio de Prospero sobre a ilha”, conclui a pesquisadora.

 

A Revista Gragoatá é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense com início em 1996. O artigo foi publicado no número 47 da revista e pode ser acessado aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Modelação Matemática é tema de seminário na França

 

(30/01/2019) O estudante de doutorando Bazilicio Manoel de Andrade Filho apresentou nesta última terça (29) seminário intitulado "Modélisation mathématique de situations de transformation dans le domaine de la chimie: analyse de conversion de registres sémiotiques" na Universidade de Bordeaux na França.

 

Química em pauta

 

Segundo Andrade Filho, o objetivo do seminário foi o de analisar a conversão de representações em diferentes registros de representação em situações de modelação matemática de transformação quando estamos no domínio da química.

 

"Apresentar esse trabalho foi uma oportunidade ímpar de apresentar minha pesquisa e refletir sobre as relações entre a modelagem matemática, a teoria das situações didáticas e a teoria de conciliação de metas", explica Bazilicio. " Além disso foi possível estabelecer laços com outros pesquisadores em didática da matemática. As questões dos participantes permitiram refletir sobre a coleta e análise de dados que será realizando em abril", complementa.

 

A atividade foi realizada no Lab-E3D (Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines). O seminário foi organizado pela Dr. Martine Jaubert, coordenadora do laboratório, e contou com a presença de pesquisadores do laboratório, bem como de doutorandos e estagiários da Universidade.

 

"Trata-se de um evento no qual eu não somente pude apresentar meu projeto de tese, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, mas sobretudo parte das atividades desenvolvidas durante meu estágio de doutorado sanduíche em Pau, sob a supervisão dos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel.

Andrade Filho é Mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul e Professor do Instituto Federal de Santa Catarina em Criciúma.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Muhamad Husein

Estudante apresenta seminário em Paris

 

(16/01/2018) O estudante de doutorado Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein apresentou nesta terça (15) o seminário "Les images de gestes de soulèvements en Palestine: la puissance politique des images et l’indestructibilité du désir" na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris (França).

 

Pesquisa destaca gestos em levantes 

 

Foto/divulgação: Muhamad Husein

 

O objeto de estudo de Husein é a análise de imagens de gestos de levantes na Palestina, especialmente as imagens da revolta atual na Faixa de Gaza, que é chamada de "Marcha do Retorno", que começou em 30 de março de 2018, e continua até presente momento, além de imagens das Intifadas palestinas de 1987 e 2000.

 

"Conectamos imagens de diferentes tempos visualizando possíveis sobrevivências dos gestos e introduzimos a teoria de Georges Didi-Huberman da força do desejo em levantes", destaca.

 

"Minha tese se concentra na análise de duas fotos específicas do conflito em Gaza onde estamos realizando um estudo antropológico mais detalhado, verificando relações intrínsecas e apropriando-nos de certos conceitos de Georges Didi-Huberman", complementa.

 

Segundo o estudante, o anacronismo proposto pelo filósofo é relativizado nas imagens estudadas com base em sua teoria e na exploração da potência política, relacionando-as à teoria da indestrutibilidade do desejo de Freud e ligando, assim, os conceitos de levantes e desejos através destas imagens.

 

"Nós nos apropriamos da concepção de luto de Freud e o relacionamos com o surgimento de um levante. A partir do final de luto, durante o qual a dor da perda de um ente querido começa a parar, uma chamada à justiça é feita contra quem ou o que causou a perda.

 

De acordo com Didi-Huberman "durante uma revolta, mesmo sabendo que poderão morrer, as pessoas resistem e transmitem algo que demonstra a indestrutibilidade do desejo, e que este permanece para além de nossas vidas."

 

"Penso que o estudo dos gestos de levantes inevitavelmente nos conduz a outras temáticas relacionadas diretamente a questão palestina e que fazem parte desta pesquisa, como o conceito de pertencimento e palestinidade, da existência como forma de resistência, e da desumanização do povo palestino para justificar a violência do exército israelense", reflete o estudante.

 

O seminário, apresentado integralmente em francês, tem como público-alvo pesquisadores e professores da área das ciências sociais e consiste de uma apresentação da tese que é seguida de sessão de perguntas e respostas, onde é possível debater detalhes do que se pesquisa.

 

Husein é professor do Colégio de Aplicação da UFSC. Mestre em Ensino Básico de Matemática pela UFSC e doutorando em Ciências da Linguagem sob orientação do professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos, o pesquisador está na França para seu doutorado sanduíche na École des Hautes Études en Sciences Sociales sob a supervisão do Prof. Georges Didi-Huberman.

 

PPGCL


 

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