PORTAL UNISUL   BIBLIOTECA   ACERVO  BASE DE DADOS   DISSERTAÇÕES   TESES   PORTAL DE PERIÓDICOS   MINHA UNISUL   CONTATO

Página Inicial > Notícias > Notícias de 2019

 

Notícias

Página Principal

Notícias do Front

PPGCL na TV

Notícias de 2019

Notícias de 2018

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Notícias de 2006

Notícias de 2005

Notícias de 2004

Notícias

2019


Foto/divulgação: PPGCL

Grupo de estudos abre discussões sobre questões políticas
 

(26/03/2019) Os Grupos de Pesquisa Época e Discurso, Cultura e Mídia abrem suas atividades de 2019 com discussões sobre questões políticas nesta segunda (25), no campus da Pedra Branca. Reuniões prosseguem quinzenalmente no decorrer de 2019.
 

Declaração: isto não é um manifesto
 

Reflexões indispensáveis para os tempos atuais. O grupo de estudos se propõe um espaço de trocas e leituras de forma rizomática e não hierarquizada, por isso mesmo é aberto a toda a comunidade.
“Este ano com o tema ‘Questões políticas’ optou-se por uma variação de autores contemporâneos que pensam tanto o conceito de Política, quanto refletem criticamente a respeito dos cenários políticos mundiais”, esclarece a professora Nádia Neckel, vice-coordenadora do PPGCL.
 

O primeiro material discutido no grupo foi o texto “Declaração: isto não é um manifesto” (2014), de Michel Herdt e Antonio Negri. Estes autores se propõem pensar outras formas de resistência e de revolução frente ao neoliberalismo exacerbado que avança mundialmente, deixando rastros de exploração e destruição das democracias.
 

Segundo os atores, “a hegemonia das finanças e dos bancos produziram o endividado, o controle das informações e das redes de comunicação criaram o mediatizado. O regime de segurança e o estado generalizado de exceção construíram a figura oprimida pelo medo e sequiosa de proteção: o securitizado. E a corrupção da democracia forjou uma figura estranha, despolitizada: o representado (2014, p. 21).
 

O grupo de estudos congrega as duas linhas de pesquisa do PPGCL: Texto e Discurso e Linguagem e Cultura, por meio dos seus grupos de Pesquisa: ÉPOCA (Estética e Política na Contemporaneidade) e Discurso Cultura e Mídia.
 

Os encontros ocorrem a cada quinze dias e participam dele, mestrandos, doutorandos e alunos dos cursos de Graduação (Cinema, Jornalismo, Direito e Naturologia). O próximo encontro acontecerá no dia 8 de abril as 17 horas e 30 minutos no LABLIN- Laboratório de Linguagens, sala 111B Campus Pedra Branca. O texto a ser discutido será “Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira”, de Lélia Gonzales (1980).
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Cineclube Cinema em Transe unicia atividades
 

(20/03/2019) Exibição e debate sobre o filme “Atos: Título Provisório” abrem atividades do Cineclube Cinema em Transe em 2019. A sessão aconteceu no Campus da Pedra Branca da Unisul na noite desta terça (19).
 

Beatriz Kestering Tramontin em cena
 

Dando início as atividades do semestre, o Grupo de Pesquisa em Estética e Política na Contemporaneidade (ÉPOCA) juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) e o Curso de Cinema da Unisul, promoveram nesta terça-feira (19) a sessão de abertura do Cineclube Cinema em Transe, com a exibição do curta-metragem Atos (título provisório) 2017, da cineasta catarinense Beatriz Kestering Tramontin.
 

Após a exibição do filme ocorreu uma mesa temática enfocando a presença feminina da produção cinematográfica. A mesa contou com as seguintes convidadas: Maria Augusta Villalba Nunes (Cineasta associada à produtora catarinense Novelo Filmes), Dra Drica Santos (Atriz, palhaça, professora - Doutora em Teatro pelo PPGT/UDESC), Bia Silva (produtora de arte – Acadêmica do Curso de Cinema da USFC), Dra Ramayana Lira e Dra Nádia Neckel (Docentes do Curso de Cinema e do PPGCL/Unisul).
 

As convidadas falaram de suas experiências com a pesquisa e a produção em cinema enfocando nas questões sobre os corpos femininos nos espaços sociais, principalmente, na academia, no teatro e no cinema, dentro e fora das câmeras (e também do set de filmagem), pensando na abrangência da área audiovisual sob a ótica feminina seja enquanto realizadoras, roteiristas, atrizes, pesquisadoras, e/ou professoras. A mesa trouxe também, a importante discussão sobre a ética cinematográfica, enquanto realizadoras e realizadores audiovisuais, sobre a representação da alteridade nas telas do cinema (e na escrita do roteiro).
 

A organização da sessão foi realizada pela cineasta Beatriz Kestering Tramontin, diretora e roteirista do curta “Atos” e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL-UNISUL).
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese propõe o conceito de vigilância prática

 

(15/03/2019) Nesta sexta (15), na Sala 7 do Centro de Pós-Graduação do Campus Tubarão, ocorreu a defesa da tese “Vigilância epistêmica e prática: uma abordagem orientada pelo conceito de conciliação de metas” de autoria da estudante Suelen Francez Machado Luciano.

 

Processos Complexos de Negociação.

 

Suelen defendeu a tese de que processos de auto e heterovigilância influenciam os planos de ação dos indivíduos. “Eu assumo que as estratégias que os indivíduos utilizam no dia a dia, ou seja, as ações que cada um executa para atingir objetivos são influenciadas por constrições não somente de caráter epistemológico, um conceito que já é reconhecido na literatura da pragmática, mas sobretudo por constrições de caráter prático, que têm a ver com o ‘como se faz as coisas’, um conceito que é inédito na área.

 

Para dar conta dessa questão, a autora mobilizou os conceitos de conciliação de metas, relevância e vigilância epistêmica e analisou processos de negociação colaborativa para a elaboração de um veredicto de suposto parricídio no filme “12 homens e uma sentença”.

 

“12 homens e uma sentença”, que foi lançado em 1957, é um drama norte americano dirigido por Sidney Lumet e escrito por Reginald Rose sobre 12 jurados que precisam deliberar por unanimidade sobre a culpa ou a inocência de um réu acusado de ter assassinado seu pai. Instruídos pelo juiz que o veredicto deve ser “culpado” apenas se não houver dúvida razoável sobre a culpa do réu, o filme apresenta as estratégias dos jurados para a obtenção da unanimidade requerida pelo sistema penal americano. Dado que todas as evidências levam a crer que o réu é culpado, a expectativa do júri é a de que a unanimidade será rapidamente obtida por meio de uma votação simples. Todavia, um voto contrário em favor do réu põe em movimento uma discussão acalorada que progressivamente vai demovendo os jurados da convicção de culpa e redunda em veredicto de inocência.

 

“Eu escolhi justamente esse filme, porque ele apresenta uma negociação colaborativa constrangida por um sistema e por um comando linguístico”, esclarece Suelen. “Além disso o filme mostra como os diálogos entre os jurados fortalecem e enfraquecem crenças, que é uma questão muito importante para nosso grupo de pesquisa em pragmática cognitiva”, completa.

 

Os resultados da pesquisa sugerem que, ao serem forçados a obter um veredicto unânime, que é uma espécie de constrição prática, e não poder condenar o réu se estiverem com qualquer dúvida de sua culpa, que é uma espécie de constrição epistêmica, os jurados são duplamente vigiados na sala do júri.

 

“No início, 11 dos 12 jurados concordavam com as evidências de que o réu teria matado seu pai, mas, em função dessas constrições, as convicções sobre a culpa do réu são progressivamente minadas por dúvidas, de tal forma que o potencial veredicto de culpa se reverte para veredicto de inocência”, complementa.

 

Segundo Suelen, já que o filme não traz evidências de que o réu é inocente, é possível que os jurados possam estar enganados do ponto de vista epistêmico. Em outras palavras o réu poderia ter assassinado seu pai. Todavia, já que o filme levanta dúvidas sobre a culpa do réu que são razoáveis, os jurados não cometem qualquer erro do ponto de vista prático. “Eles estão seguindo as regras do sistema jurídico americano e não podem condenar alguém se suspeitarem que podem estar cometendo uma injustiça”, conclui a autora.

 

Orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, a pesquisa de Suelen foi aprovada com distinção por banca de especialistas formada pelas professoras Dra. Jane Rita Caetano da Silveira (PUCRS), Dra. Andréia da Silva Bez (IFC/Sombrio), Dra. Aline Aver Vanin (UFCSPA) e Dra. Fátima Hassan Caldeira (Unisul), além de contar com as contribuições da professora Dra. Silvânia Siebert (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Danças Circulares Sagradas são objeto de tese

 

(12/03/2018) A estudante Leisi Fernanda Moya defendeu na tarde desta segunda (11) tese intitulada "Danças Circulares Sagradas: a contribuição de Bernhard, Maria Gabriele Wosien e a imagem do corpo-dançante à sobrevivência das danças circulares" no laboratório de linguagem da unidade Pedra Branca.

 

Inquietação

 

Dentre tantas possibilidades de abordar a dança, Leisi propõe como recorte em sua tese a Dança Circular Sagrada (DCS). Segundo a pesquisadora, essa espécie de dança surgiu no final do século XX, embora sua matriz carregue resquícios e características que a aproximam de danças milenares, como as danças tradicionais ou dança dos povos. Para dar conta desse propósito, a autora investigou a contribuição da dança circular sagrada e dos registros imagéticos e textuais no processo de sobrevivência das danças circulares tradicionais.

 

"Meu trabalho buscou-se investigar a sobrevivência e o processo de apropriação e ressignificação da dança tradicional dos povos para criação da dança circular sagrada, que é uma teoria/pedagogia idealizada por Bernhard e sua filha Maria Gabriele Wosien", relata Leisi. "Sempre me inquietou o motivo que tem atraído cada vez mais adeptos à prática da DCS, um estilo de dança que ‘renasce’ em um contexto tão diverso aos seus princípios primitivos", complementa.

 

Com esse direcionamento, a pesquisadora fez uma incursão nos referenciais bibliográficos e nos registros imagéticos que remetem à dança, em especial à dança circular e tradicional. Partindo do pressuposto warburguiano de que as imagens são grandes portadoras e transmissoras de memória, as imagens foram destacadas e, aliadas dos registros textuais, contribuíram na elaboração de uma historiografia e de um pequeno atlas de imagem sobre a dança circular.

 

Conforme a pesquisadora, as leituras das imagens possibilitaram a constatação de que a dança circular é uma das manifestações mais antigas criadas pelo ser humano. Os registros imagéticos do corpo-dançante permitem que se visualize um rastro de história, memórias e tradições ligadas a rituais sagrados e pagãos de nossos ancestrais. Esses registros conduzem o intérprete pelas trilhas históricas da dança circular, desvelando uma presença contínua, embora oscilante, por toda sua trajetória histórica.

 

"O corpo-dançante é um instrumento vivo de memória, por meio dos gestos coreografados, repassados nos grupos, e dos registros imagéticos, rastros de nossa história cultural sobrevivem ao tempo e às mudanças sociais que não sessam de acontecer a todo momento", constata a autora. "Do mesmo modo, a busca pelo sagrado ou por algo que transcenda é muito forte no ser humano. A dança, de um ou de outro modo, sempre esteve vinculada à essa busca", conclui.

 

O trabalho, orientado pelo professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos e pela Dra. Maria Cristina de Freitas Bonetti (UEG), foi aprovado por banca de especialistas formada pelas professoras Dra. Aline Silveira (UFSC), Dra. Carolina Fernandes Silva (UFSC), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul), Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Conferência discute teorias de Duval e Peirce

 

(08/03/2019) Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva inicia atividades com a palestra "Teoria de Situações Didáticas", apresentada pelo estudante de doutorado Bazilício Manoel de Andrade Filho. O tema é fruto de seu estágio na Universidade de Bordeaux na França.

 

Teoria de Situações Didáticas

 

Estudantes e pesquisadores da Linha de Pesquisa em Matemática e Ciências do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva foram brindados na manhã desta sexta (8) com palestra ministrada pelo estudante Bazilício Manoel de Andrade Filho. Professor do IFSC – Campus de Criciúma, Andrade Filho apresentou os avanços mais recentes da teoria de situações didáticas desenvolvidos pelos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel do Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines da Universidade de Bordeaux na cidade francesa de Pau.

 

Andrade Filho abordou aspectos sobre didática da matemática que levaram à criação da teoria de situações didáticas, apresentou conceitos centrais dessa abordagem e destacou um modelo para a análise do raciocínio dos estudantes com base nessa perspectiva.

 

"A teoria de situações didáticas permite modelar e refletir as interações estabelecidas entre o aprendiz, o saber e o meio no qual a aprendizagem deve se desenrolar durante o processo de ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos", esclarece Bazilício.

 

A abordagem assume as hipóteses de que o aprendizado do estudante ocorre quando este se adapta a um meio que é fator de dificuldades, contradições e desequilíbrios; de que esse meio precisa ser criado e organizado de maneira que as situações propostas provoquem a aprendizagem, ou seja, o meio precisa ter uma intenção didática; e de que esse meio e essas situações devem engajar fortemente os saberes matemáticos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

"As Informações que Bazilício nos traz da França são um complemento importante para o que nós denominamos de plano de ação intencional em teoria de conciliação de metas", pondera o professor Fábio Rauen, orientador da tese de Bazilício. "Num plano de ação intencional, o agente abduz a melhor ação antecedente em direção a uma meta consequente, e as reflexões que discutimos nesta sexta são fundamentais para a qualificação de planos de ação intencional em situações de ensino e aprendizagem de matemática", complementa.

 

O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva reúne-se nas manhãs de sextas-feiras. Na semana que vem (15) está agendada a defesa de tese "Vigilância epistêmica e prática: uma abordagem orientada pelo conceito de conciliação de metas" da estudante Suelen Francez Machado Luciano.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Ano letivo inicia-se em Tubarão

 

(08/03/2019) Iniciaram-se nesta quinta (7) as aulas do primeiro semestre de 2019 no Campus de Tubarão. Estudantes de mestrado e de doutorado passam a discutir tópicos mais próximos de seus trabalhos de conclusão. Na próxima segunda-feira (11), as aulas de 2019 também se iniciam na Pedra Branca.

 

Aprofundamentos

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O início de cada ano civil é marcado no PPGCL pelas disciplinas que produzem um mergulho em aspectos epistemológicos e metodológicos dos futuros trabalhos de conclusão. Os estudantes de mestrado cursam tópicos especiais com os quais conhecem mais a fundo as pesquisas dos seus orientadores e, em seguida, são propostos tópicos para leitura orientada, quando a ênfase é dada para os projetos de dissertação. Os estudantes de doutorado, por sua vez, iniciam os seminários avançados para elaborar seus projetos de tese ou tópicos avançados para elaborar um artigo a ser publicado.

 

Tanto os projetos de dissertação como os projetos de tese são analisados por uma banca de especialistas no início do segundo semestre de cada ano. Uma vez aprovados os projetos, os estudantes podem prosseguir a pesquisa.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Colegiado delibera seleção 2019

 

(25/02/2019) O Colegiado do PPGCL reuniu-se nesta sexta-feira (22) para fechar o relatório anual da Capes na plataforma Sucupira e deliberar sobre os editais 2019 dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem.

 

31 vagas

 

Estudantes e docentes do PPGCL que compõem o colegiado do curso reuniram-se em Tubarão e Palhoça para a já tradicional reunião de início do ano. Na pauta, dois temas fundamentais para a consecução dos cursos de mestrado e doutorado: o fechamento do relatório anual da Capes e a deliberação dos editais de seleção.

 

"Todo ano, o Programa deve produzir um relatório das atividades do ano anterior. Esse relatório consiste de vários indicadores que vão desde as disciplinas e turmas ministradas, passam pelos projetos de pesquisa, pela produção docente e discente e vão até as defesas de teses e dissertações", esclarece Nádia Neckel, coordenadora adjunta do Programa em Palhoça. "Essa reunião dá o aval para a coordenação do Programa encaminhar o relatório à Pró-Reitoria de Ensino, Pesquisa, Extensão, Inovação e Pós-graduação que é responsável por encaminhá-lo para a Capes", complementa.

 

Outra questão relevante é a elaboração dos editais de seleção. "Cabe ao colegiado aprovar os editais de mestrado e doutorado e encaminhá-los a Pró-Reitoria, bem como estabelecer as regras para a seleção dos bolsistas", diz o professor Fábio Rauen, coordenador do Programa.

 

Esse ano o Colegiado deliberou pela abertura de 16 vagas de mestrado e 15 vagas de doutorado, totalizando 31 vagas. Para essas vagas, a CAPES disponibilizará 6 bolsas de metrado, 2 integrais e 4 para pagamento das taxas escolares, e 3 bolsas de doutorado destinadas às taxas escolares. A publicação dos editais está prevista para início de março com inscrições até abril e seleção em junho. O início das aulas das turmas de 2019 está previsto para início de agosto.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL participa de Programa de Formação Continuada

 

(21/02/2019) O professor Fábio Rauen ministrou minicurso intitulado "Elaboração de artigos científicos" na manhã desta quinta (21) na sala 106 do bloco pedagógico. Participaram da atividade docentes de cursos de graduação e pós-graduação da Unisul de Tubarão que estão na Semana de Formação Continuada.

 

Argumentação em destaque.

 

No minicurso, Rauen destacou as características argumentativas do texto acadêmico. Para ele, um texto acadêmico possui dois argumentos que sustentam o objetivo e as conclusões do trabalho.

 

"Para mim, a estrutura de um trabalho acadêmico consiste de dois argumentos condicionais em sequência, de modo que o segundo depende do primeiro", explica Rauen. "O primeiro argumento diz que se o pesquisador tem um problema epistêmica e metodologicamente justificável, então é legítimo que ele se proponha a atingir um certo objetivo; o segundo argumento, considerando o primeiro, é o de que se o pesquisador tem evidências epistêmica e metodologicamente justificáveis, então é legítimo que ele chegue a determinadas conclusões", completa.

 

Rauen conduziu sua palestra demonstrando como esses argumentos podem ser usados para elaborar e avaliar textos acadêmicos tanto no modelo convencional com introdução, fundamentação, metodologia, análise conclusão, como no modelo anglo-saxão com introdução, materiais e métodos, resultados e discussão.

 

PPGCL


Foto/divulgação: CAPES

CAPES lança Campanha de Prevenção a Cursos Irregulares

 

(20/02/2019) Campanha visa a esclarecer a sociedade em geral e aos agentes do Sistema Nacional de Pós-Graduação em particular sobre a questão dos cursos irregulares de pós-graduação stricto sensu.

 

Diferenças entre Cursos Regulares e Irregulares

 

Conforme a CAPES, Programas de Pós-graduação com cursos regulares de mestrado e de doutorado são aqueles que foram avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reconhecidos pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) e homologados pelo Ministro de Estado da Educação. Somente esses Programas podem emitir diplomas com validade nacional.

 

Por sua vez, segundo a campanha, os programas que desrespeitam a legislação em vigor são aqueles com cursos de mestrado e/ou de doutorado oferecidos no Brasil, que não foram avaliados pela CAPES, nem reconhecidos pela CES/CNE, nem homologados pelo Ministro de Estado da Educação. Esses programas “não respeitam carga horária, são oferecidos sem apoio/suporte de orientação e possuem o valor de investimento baixo. Em alguns casos, o pagamento é feito diretamente a uma pessoa e não a uma instituição”.

 

“O problema mais sério, a meu ver, é que os diplomas ou certificados que esses programas emitem não tem qualquer validade no país”, explica o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL da Unisul.

 

Um diploma com validade nacional, segundo a CAPES, é aquele emitido por um programa de pós-graduação regular, o qual está apto para a produção dos seus efeitos legais. Por exemplo, progressão na carreira, aumento salarial, comprovação de titulação.

 

A CAPES ainda alerta que é preciso prestar atenção às instituições intermediárias brasileiras ou estrangeiras de programas de pós-graduação stricto sensu que são oferecidos no exterior. Como muitos desses programas não são reconhecidos nos países de origem, eles não serão validados no Brasil.

Os diplomas emitidos por instituições brasileiras que possuem programa de pós-graduação stricto sensu regular possuem validade automática e não requerem nenhum documento adicional para produzir seus efeitos legais. Os diplomas estrangeiros, por sua vez, não têm validade no Brasil até que sejam reconhecidos por uma universidade brasileira, conforme Portaria Normativa MEC nº 22/2016.

 

O que fazer

 

A Campanha sugere que, ao identificar programas assim, a pessoa deve coletar o máximo de dados possíveis e informar ao Ministério Público Federal, à Polícia ou à Capes.

 

“É importante que faça a comunicação, pois só assim conseguiremos acabar com programas irregulares e evitaremos que novas pessoas sejam prejudicadas. Como cidadão, faça sua parte!”, alerta o site

 

Para saber se um curso é regular, basta acessar a Plataforma Sucupira no site da CAPES e selecionar a página de buscas. Para maiores informações sobre validação acesse: http://carolinabori.mec.gov.br. Veja também a página e o vídeo da campanha aqui.

 

CAPES, com adaptações pontuais do PPGCL


Foto/divulgação: Unicentro

Recortes e entremeios

 

(19/02/2019) Professora Nádia Neckel apresentou a conferência "O discurso artístico: recorte e entremeio" nesta última sexta (15) na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, em Guarapuava (PR). A apresentação faz parte do Evento "Conversa com o pesquisador" do curso de mestrado em Letras daquela instituição.

 

Um olhar discursivo

 

Docentes e estudantes da Unicentro de Guarapuava participaram nesta última sexta (15) de mais uma Conversa com o Pesquisador no Laboratório de Estudos Linguísticos e Literários do Mestrado em Letras (LABELL). Nesta oportunidade, a professora Dra. Nádia Neckel falou sobre recortes e entremeios do discurso artístico.

 

"Minha apresentação abordou o pensar as imagens em discurso, tomando-as como práticas de resistência na história, produto de projeções sensíveis inscritas na arte e, por isso mesmo, política", comenta.

Em seu gesto analítico, Nádia partiu de duas produções videográficas em momentos históricos, autorias e territórios geográficos distintos.

 

"Para refletir sobre tais produções/projeções sensíveis, eu recorri à abordagem a teórico-metodológica da Análise do Discurso, principalmente a partir de formulações de Michel Pêcheux (1997) a respeito das práticas técnicas e práticas de gestão social e também à uma escuta teórica tomando o pensamento de Butler a respeito da noção de vida precária (2009) e as provocações que traz em seu livro "Quadros de guerra" edição brasileira (2017)", explica.

 

Em sua apresentação Nádia discutiu duas análises sobre o mesmo material: Lagazzi "O sangue na cor das letras. O agudo no tom da voz. A resistência na imprevisibilidade das derivas" e Neckel "Projeções sensíveis e/ou Práticas de Resistência? Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida".

 

Esses materiais foram recentemente publicados no livro "Resistirmos, a que será que se destina?" organizado pelos professores: Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Na foto principal, Nádia apresenta seu trabalho. Nas fotos abaixo, flagrantes da participação de estudantes e docentes da Unicentro.

 

Foto/divulgação: Unicentro

 

PPGCL


Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Doutorado Sanduíche possibilita internacionalização da pesquisa

 

(15/02/2019) Desde o final de agosto de 2018 o doutorando em Ciências da Linguagem (PPGCL) da Unisul, Bazilício Manoel de Andrade Filho, está morando na França e realizando parte de seu doutorado no país. Esta possibilidade é feita por meio do chamado Doutorado Sanduíche, um programa fomentado pela Capes e custeado pelo órgão. Anualmente, o PPGCL recebe uma cota que equivale a doze meses de permanência no exterior.

 

Modelagem matemática
 

Bazilício tem analisado como os estudantes utilizam a linguagem matemática em atividades de modelagem matemática. Ele descreve a experiência com o Doutorado Sanduíche como uma experiência ímpar. “Além da possibilidade de aperfeiçoar os meus conhecimentos relativos à didática matemática, pude também aprimorar o meu idioma e conhece a cultura francesa”, relata.

O Doutorado Sanduíche possibilita também a internacionalização da pesquisa. Além disso, garante uma formação mais qualificada, com pesquisadores renomados. “Nos últimos anos o professor Fábio Rauen vem desenvolvendo uma teoria que se chama Teoria de Conciliação de Metas. Esta teoria eu irei utilizar em minha tese. Dessa forma, venho apresentando elementos desta teoria durante meu estágio, o que acabou despertando a curiosidade dos meus supervisores na França”, conta o doutorando.

O trabalho do doutorando está sendo supervisionado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL. Os dois, professor e orientando, participaram de uma conferência online com outros docentes da Universidade de Bordeaux, na cidade de Pau (França), que se interessaram pelas pesquisas.

 

“Uma experiência como essa é de mão dupla. Nesta reunião de trabalho eu tive a oportunidade de explicar aspectos de minha teoria, que Bazilício está utilizando, aos professores franceses e eles tiveram a oportunidade de fazer o mesmo”, esclarece professor Fábio.

 

Na foto, Bazilício posa em frente a Escola Superior de Professores e de Educação na cidade de Pau (França) onde faz seu doutorado sanduíche.

 

UnisulHoje (adaptado)


Foto/divulgação: PPGCL

Tese analisa Buscador Google Hummingbird

 

(13/02/2019) O estudante Pedro Augusto Bocchese defendeu na manhã desta quarta (13) a tese "Buscador Google Hummingbird: análise discursiva do processo de individuação a partir do conceito do filtro invisível". A sessão pública aconteceu no Laboratório de Linguagem - Sala 111B, da Unidade Pedra Branca.

 

O objetivo geral da tese de Bocchese é analisar discursivamente o processo de individuação a partir do conceito do Filtro Invisível no buscador Google versão Hummingbird, avaliando em que medida as pessoas estão submetidas a concordar com formas de funcionamento dos buscadores.

 

Para o autor, o conceito de filtro invisível foi apresentado por Eli Pariser em palestra do TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design). Para ele, Pariser trouxe uma reflexão a respeito da forma que os algoritmos criados pelos buscadores e redes sociais retornam registros.

 

"As formas de personalizar o indivíduo, gerado por esses mecanismos de busca faz com que as pessoas não tenham ciência do que não está retornado, e sim, que estejam sujeitos ao efeito de que tudo aquilo que está visível é o que existe", comenta Bocchese.

 

"Minha pesquisa, fundamentada na Análise do Discurso, produz gestos de interpretação desse processo de personalização a partir de noções como as de arquivo, formação discursiva, memória discursiva e metálica e o processo de individuação.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Orientado pela professora Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, o trabalho de Bocchese foi aprovado por banca formada pelos professores Dr. Rafael Evangelista (Unicamp), Dr. Ricardo Augusto Manfredini (UFRGS), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul), Dra. Solange Maria Leda Gallo (Unisul), Dra. Juliana da Silveira (Unisul, suplente) e Dr. Gilmar Luis Mazurkievicz (UnC, suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: Lumen Juris

Livro analisa Lei Maria da Penha em perspectiva discursiva

 

(12/02/2019) A Dra. Márcia Cristiane Nunes Scardueli publicou em dezembro o livro "Lei Maria da Penha e Violência Conjugal: Discursos, Sujeitos e Sentidos", pela editora Lumen Juris, do Rio de Janeiro. O livro é fruto da tese de Doutorado defendida no PPGCL em 2015 e foi prefaciado pelo professor Dr. Maurício Maliska, orientador à época.

 

Discursos, Sujeitos e Sentidos

 

A aplicação da Lei 11.340/2006, mais conhecida como "Lei Maria da Penha", é o instrumento legal com o qual é possível fazer o enfrentamento de situações de violência doméstica conjugal no cenário da justiça criminal. Contudo, objetivamente, é somente a partir de uma denúncia, que é feita em geral pelas vítimas, que a violência doméstica passa a existir linguisticamente nos documentos oficiais. Isso permite, segundo a autora, a discussão e a interpretação de efeitos de sentido que circulam nesse contexto.

 

Fruto de tese de doutorado defendida em 2015 e orientada pelo professor Dr. Maurício Maliska do PPGCL, Márcia discute no livro os efeitos de sentido (re)produzidos na aplicação da Lei Maria da Penha no cenário policial, judicial e nas falas de homens e mulheres em situação de violência conjugal e, para tanto, ampara-se na Análise do Discurso de linha francesa.

 

Conforme resenha a editora Lumen Juris, "a análise discursiva apontou uma generalização das situações, que silencia enredos, histórias de vida e a violência ocorrida, além de evidenciar marcas de gêneros que reforçam os lugares sociais ocupados por vítimas e agressores, mantendo desiguais as relações entre homens e mulheres".

 

"Por tratar de uma das principais frentes de lutas do campo dos Estudos Feministas: as violências contra as mulheres, a obra marca um espaço nesse cenário, bem como fica situada também nos estudos da Linguística Forense, revelando a importância do intercâmbio entre os profissionais do Direito e da Linguagem", complementa a editora.

 

Para mais informações e aquisição da obra, clique aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Pedro e João Editores

Docentes do PPGCL participam de coletânea sobre resistência

 

(07/02/2019) As professoras Andreia Daltoé e Nádia Neckel participam da coletânea "Resistirmos, a que será que se destina?" da Pedro e João Editores. Em pauta, formas de movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante de discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio.

 

Resistirmos, a que será que se destina?

 

A elaboração do livro "Resistirmos, a que será que se destina?" surge logo após o impacto do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista Alexandre Gomes. Este projeto foi liderado pela professora Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP), em co-organização com os professores Adonai Takeshi Ishimoto (E-L@DIS-USP), Elaine Pereira Daróz (E-L@DIS-USP) e Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE).

 

Segundo os organizadores, em meio aos discursos da intolerância, ódio e extermínio que vêm ganhando força e escancarando seu horror, a iniciativa do livro foi analisar e estudar, não os discursos mortíferos da intolerância, ódio e extermínio, mas os movimentos de resistência, revolta e rebeldia diante deles.

 

A proposta, conforme a carta-convite encaminhada em março de 2018 pela professora Lucília, era que, "pela via da arte e da poesia, no funcionamento de coletivos, nas redes sociais, em manifestos, os espaços de discordância, denúncia e repúdio são bordados de modo a revirar, torcer e assoprar sentidos de justiça, liberdade e direitos".

 

Conforme a sinopse, nesta coletânea, "os discursos mortíferos do preconceito e da intolerância produzem efeitos de naturalização da violência que nos assolam cotidianamente. "Resistirmos, a que será que se destina?" propõe uma reflexão dos movimentos de ruptura, reviravolta, revolta e rebeldia diante dessas discursividades, com base nos estudos da Análise do Discurso Francesa de Pêcheux, e também dos trabalhos da psicanálise de Freud e Lacan. A obra entrelaça pesquisas científicas, a arte visual e a poesia, e busca tecer novas formas de refletir, pensar e quiçá desconstruir o horror que nos assombra, possibilitando a emergência de outros efeitos de sentidos em que pesem o respeito às diferenças e o direito à vida.

 

"‘Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas’ é o que o poeta nos dá como pistas para seguir adiante em momentos sombrios, dizem os organizadores no prefácio. "‘Está anotado, está selado, está feito, está aqui, Drummond’. Nossa voz de mãos dadas, nossas mãos de escreventes, fotógrafos e poetas dadas umas às outras, nosso sim ao ato singular de invenção em enlace com o outro, nosso gesto tão necessário de não esmorecer, de continuar a dizer algo que possa fazer luz, de seguir adiante contando que o tempo é nossa "matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente", complementam.

 

As professoras Andréia Daltoé, com o texto "Comissão da Verdade e Intervenção no RJ: a charge e seu modo polêmico nas maneiras de ler" e Nádia Neckel, com o texto "Projeções Sensíveis e Práticas de Resistência: Sarajevos ou Rios de Janeiros? Pensando em quadros de guerra e na precariedade da vida", participaram do desafio deste Projeto.

 

O livro está disponível para aquisição aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Capítulo de livro discute conto de Edgar Allan Poe

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro publicou o capítulo “Restos e vestígios de uma carta rasurada” na coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”. Texto aborda o conto “The Purloined Letter”, de Edgar Allan Poe.

 

Resíduo, Resto, Vestígio

 

A Editora da Universidade Federal de São Carlos acaba de publicar a coletânea “O paradigma indiciário e as modalidades de decifração nas Ciências Humanas”, organizado por Leda Verdiani Tfouni, Anderson de Carvalho Pereira e Nilton Milanez.

 

Dividido em três partes, “O paradigma indiciário e as artes de decifrar”, “Corpos, formas e indícios do sujeito” e “Leitura e decifração de indícios”, a coletânea retoma o paradigma indiciário como eixo norteador para a interpretação em ciências humanas. Os doze textos que compõem a coletânea assumem que as condições de leitura são opacas à decifração e lançam o pesquisador no dilema entre o geral e o particular, entre o oculto e a ilusão da observação pela consciência.

 

Entre os capítulos que compõe a parte II “Corpos, formas e indícios do sujeito”, está o ensaio “Restos e vestígios de uma carta rasurada” de Ana Carolina Cernicchiaro, professora do PPGCL.

 

“Partindo do conto ‘The Purloined Letter’, de Edgar Allan Poe, o presente ensaio pretende pensar o resíduo, o resto e o vestígio na literatura, e nas artes em geral”, escreve Ana. “Assim como o chefe de polícia busca uma carta imaculada e idêntica à original, a história oficial busca uma origem identitária e pura que forme e funde um cânone”, destaca.

 

A autora, seguindo Dupin, argumenta que o murmúrio escondido sob a história só pode ser percebido por uma teoria literária que observe o roto e o amassado. Este passado, uma vez iluminado, torna-se uma força no presente e reabre a história, fazendo emergir nesta fissura histórias de vencidos, de cartas rotas e rasuradas que, nos termos de Ana “possuem dentro de si as ‘verdadeiras’ cartas roubadas”.

 

“São os restos da decantação, o caput mortuum ou o litter; impurezas insignificantes que sempre estiveram à margem da história, mas que podem, com um exercício de anacronismo, revelar imagens dialéticas tipicamente benjaminianas, onde o presente ilumina o passado”, complementa.

 

A coletânea pode ser adquirida no site da Edufscar.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

O poder colonial na produção de The Tempest

 

(04/02/2019) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa publicou o artigo “’There would this monster make a man’: Colonial power in the 1993 RSC production of The Tempest” na revista Gagroatá da UFF. O texto analisa a produção teatral de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company em 1993.

 

O papel da monstruosidade de Caliban

 

O artigo de Ramayana parte de discussões sobre opressão, identidade e representação desenvolvidas na teoria pós-colonial contemporânea, e propõe a análise da produção teatral de 1993 de A tempestade pela The Royal Shakespeare Company (RSC).

 

O texto discute “o papel da monstruosidade de Caliban na produção e como ela se refere a questões como relações de poder e espetáculo”, escreve  Ramayana.

 

Para a autora, o principal benefício de analisar a produção teatral de um texto de Shakespeare é a possibilidade de “ver o significado da peça como contingente, como resultado de uma série de elementos (corpo do ator, pistas visuais, instituição teatral, espectadores) que a libertam do fardo de ser considerada como o trabalho de uma mente única, universal e não contraditória que a crítica contemporânea apontou como o Mito de Shakespeare”.

 

“A produção da Royal Shakespeare Company em 1993 apresenta uma Tempestade que, em muitos aspectos, reforça posições tradicionais sobre a legitimidade do domínio de Prospero sobre a ilha”, conclui a pesquisadora.

 

A Revista Gragoatá é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense com início em 1996. O artigo foi publicado no número 47 da revista e pode ser acessado aqui.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Bazilicio Andrade Filho

Modelação Matemática é tema de seminário na França

 

(30/01/2019) O estudante de doutorando Bazilicio Manoel de Andrade Filho apresentou nesta última terça (29) seminário intitulado "Modélisation mathématique de situations de transformation dans le domaine de la chimie: analyse de conversion de registres sémiotiques" na Universidade de Bordeaux na França.

 

Química em pauta

 

Segundo Andrade Filho, o objetivo do seminário foi o de analisar a conversão de representações em diferentes registros de representação em situações de modelação matemática de transformação quando estamos no domínio da química.

 

"Apresentar esse trabalho foi uma oportunidade ímpar de apresentar minha pesquisa e refletir sobre as relações entre a modelagem matemática, a teoria das situações didáticas e a teoria de conciliação de metas", explica Bazilicio. " Além disso foi possível estabelecer laços com outros pesquisadores em didática da matemática. As questões dos participantes permitiram refletir sobre a coleta e análise de dados que será realizando em abril", complementa.

 

A atividade foi realizada no Lab-E3D (Laboratoire Epistémologie et didactique des disciplines). O seminário foi organizado pela Dr. Martine Jaubert, coordenadora do laboratório, e contou com a presença de pesquisadores do laboratório, bem como de doutorandos e estagiários da Universidade.

 

"Trata-se de um evento no qual eu não somente pude apresentar meu projeto de tese, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen, mas sobretudo parte das atividades desenvolvidas durante meu estágio de doutorado sanduíche em Pau, sob a supervisão dos professores Dra. Isabelle Bloch e Dr. Patrick Gibel.

Andrade Filho é Mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul e Professor do Instituto Federal de Santa Catarina em Criciúma.

 

PPGCL


Foto/divulgação: Muhamad Husein

Estudante apresenta seminário em Paris

 

(16/01/2018) O estudante de doutorado Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein apresentou nesta terça (15) o seminário "Les images de gestes de soulèvements en Palestine: la puissance politique des images et l’indestructibilité du désir" na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris (França).

 

Pesquisa destaca gestos em levantes 

 

Foto/divulgação: Muhamad Husein

 

O objeto de estudo de Husein é a análise de imagens de gestos de levantes na Palestina, especialmente as imagens da revolta atual na Faixa de Gaza, que é chamada de "Marcha do Retorno", que começou em 30 de março de 2018, e continua até presente momento, além de imagens das Intifadas palestinas de 1987 e 2000.

 

"Conectamos imagens de diferentes tempos visualizando possíveis sobrevivências dos gestos e introduzimos a teoria de Georges Didi-Huberman da força do desejo em levantes", destaca.

 

"Minha tese se concentra na análise de duas fotos específicas do conflito em Gaza onde estamos realizando um estudo antropológico mais detalhado, verificando relações intrínsecas e apropriando-nos de certos conceitos de Georges Didi-Huberman", complementa.

 

Segundo o estudante, o anacronismo proposto pelo filósofo é relativizado nas imagens estudadas com base em sua teoria e na exploração da potência política, relacionando-as à teoria da indestrutibilidade do desejo de Freud e ligando, assim, os conceitos de levantes e desejos através destas imagens.

 

"Nós nos apropriamos da concepção de luto de Freud e o relacionamos com o surgimento de um levante. A partir do final de luto, durante o qual a dor da perda de um ente querido começa a parar, uma chamada à justiça é feita contra quem ou o que causou a perda.

 

De acordo com Didi-Huberman "durante uma revolta, mesmo sabendo que poderão morrer, as pessoas resistem e transmitem algo que demonstra a indestrutibilidade do desejo, e que este permanece para além de nossas vidas."

 

"Penso que o estudo dos gestos de levantes inevitavelmente nos conduz a outras temáticas relacionadas diretamente a questão palestina e que fazem parte desta pesquisa, como o conceito de pertencimento e palestinidade, da existência como forma de resistência, e da desumanização do povo palestino para justificar a violência do exército israelense", reflete o estudante.

 

O seminário, apresentado integralmente em francês, tem como público-alvo pesquisadores e professores da área das ciências sociais e consiste de uma apresentação da tese que é seguida de sessão de perguntas e respostas, onde é possível debater detalhes do que se pesquisa.

 

Husein é professor do Colégio de Aplicação da UFSC. Mestre em Ensino Básico de Matemática pela UFSC e doutorando em Ciências da Linguagem sob orientação do professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos, o pesquisador está na França para seu doutorado sanduíche na École des Hautes Études en Sciences Sociales sob a supervisão do Prof. Georges Didi-Huberman.

 

PPGCL


 

MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem

Campus Tubarão:Av. José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, 88.704-900 - Tubarão, SC - (55) (48) 3621-3369

Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, 88137-270 - Palhoça, SC - (55) (48) 3279-1061