PORTAL UNISUL     BIBLIOTECA    ACERVO     BASE DE DADOS      DISSERTAÇÕES     TESES     PORTAL DE PERIÓDICOS     MINHA UNISUL     FALE CONOSCO

Página Inicial > Notícias > Notícias de 2018

 

Notícias

Página Principal

Notícias do Front

PPGCL na TV

Notícias de 2018

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Notícias de 2006

Notícias de 2005

Notícias de 2004

Notícias

2018


Foto/divulgação: PPGCL

Rumos da educação no Brasil em pauta

 

(16/11/18) IV SEDISC encerrou-se nesta quarta (14) com debates sobre "Discurso, Escola e Leituras" e sobre "Discurso, Cultura, Política". Evento foi marcado pelo congraçamento produtivo de pesquisadores brasileiros em Análise do Discurso.

 

Discussões Pertinentes

 

O terceiro dia do IV SEDISC iniciou-se com a Mesa V do eixo temático "Discurso, Escola e Leituras". A mesa problematizou a questão da escola, a partir das políticas públicas educacionais, a fim de refletir sobre as relações de sentido e de força imbricadas no discurso da/sobre a educação atual. A coordenação ficou a cargo da professora Dra. Andréia Daltoé (PPGCL-UNISUL) e teve como pesquisadora convidadas as professoras Mariza Vieira da Silva (UCB/LABEURB-UNICAMP) e Leonete Luzia Schmidt (PPGME/UNISUL).

 

O V Simpósio, dentro do eixo temático "Discurso, Escola e Leituras" produziu reflexões sobre o gesto de resistência no ensino e os rumos que a educação vem tomando, no Brasil. A discussão se fez partir de temas como: práticas de ensino e aprendizagem; formação de professores; democratização educacional e análises de políticas públicas de ensino, compreendendo, assim, o contexto sócio-histórico-político da escola brasileira.

 

À tarde, VI e última mesa, de eixo temático Discurso, Cultura, Política, propôs um debate com duas ativistas feministas, que interferem no cenário político-cultural brasileiro de forma inédita e eficaz. A discussão foi sobre o modo como os estudos discursivos compreendem as novas práticas em sua materialidade complexa e os deslocamentos teóricos. Mónica Graciela Zoppi-Fontana (IEL/PPGL-Unicamp/CNPq) foi a coordenadora da mesa. Participaram da discussão as professoras Luiza Romão e Jessica Balbimo.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O evento, marcado pela pertinência das discussões, encerrou-se à noite com o congraçamento dos participantes (ver foto abaixo).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Bianca Queda.


Foto/divulgação: PPGCL

Corpo e Equívoco; Mídia e Memória

 

(14/11/2018) Nesta terça (13), IV SEDISC destaca pesquisas sobre Corpo e Equívoco e sobre Mídia e Memória. O evento ocorre no auditório C da Unidade Pedra Branca até a noite desta quarta (14).

 

Corpo e Equívoco e Mídia e Memória

 

Nesta terça-feira (13/11), o IV SEDISC contou com a realização da III Mesa de temática Discurso, Corpo, Equívoco, com a presença da Maria Cristina Leandro Ferreira (PPGL-UFRGS) e Renato Ferracini (LUME e PPG Artes da Cena – Unicamp), pela coordenação de Nádia Neckel (UNISUL). A professora Maria Cristina deu ênfase para o equívoco e a ambiguidade no processo sócio-histórico em que as palavras se formam, enquanto Renato trouxe a questão da resistência como forma de reinventar outro modo de existir.

 

Os dois Simpósios discutidos no dia tiveram como temática: Discurso, Corpo e Equívoco e Discurso, Mídia e Memória. No primeiro foi debatido o corpo em sua inscrição na estética contemporânea. Participaram do Simpósio Renata Marcelle Lara, Maria de Fátima Pereira de Sena_Maria Célia, Luana Ferreira de Souza, Kátia Alexsandra dos Santos, Felipe Rodrigues Echevarria, Aracy Ernst Luciana. A coordenação foi de Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE) e Luciene Jung de Campos (PPGTURH /UCS).

 

O segundo Simpósio reuniu pesquisas relacionadas aos discursos em circulação na mídia, que desempenham papel fundamental na constituição do sujeito e sociedade, com a participação de Raquel Noronha, Maria Inês Gonçalves Medeiros, Jefferson Gustavo, Jael Sânera Sigales, Elaine de Moraes Santose Cleiton de Souza. Na coordenação Silmara Dela Silva (PPEL-UFF) e rcília Cazarin (PPGLetras-UCPel).

 

Na parte da noite, o evento seguiu com a IV Mesa coordenada por Giovanna Flores (UNISUL) e composta pela analista de discurso Freda Indursky (PPGL-UFRGS) e o cientista político Luiz Felipe Miguel (UNB). Freda destacou em sua fala a grande mídia como conveniente do que considera relevante ou não para divulgar, ressaltando como os veículos de comunicação não oferecem espaço para as vozes com opiniões diferentes. Já Luiz falou sobre o jornalismo e sua agenda, dividindo o trabalho jornalístico entre quem o produz e quem o consome. Ele abordou, também, a checagem de fatos, apontando para como ela é feita e de qual maneira deveria ser analisada.  

 

Além disso, o IV SEDISC contou com o lançamento de cinco livros: O discurso antiafricano na Bahia do século XIX, de Fábio Ramos Barbosa Filho; Discurso, Sujeito e Relações de Trabalho na Contemporaneidade, de Luciana Nogueira; Língua e Direito – uma relação de nunca acabar, de Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset; Museus, arquivos e produção do conhecimento em (dis)curso de Maria Cleci Venturini e O olhar e a voz na clínica psicanalítica, de Djulia Justen e Maurício Eugênio Maliska.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Bianca Queda


Voz em destaque

Foto/divulgação: PPGCL

 

(14/11/2018) O professor Maurício Maliska apresentou o trabalho "Voz de homem, voz de mulher: a questão transexual e o corpo indomável" durante a XX Jornada intersedes do Laço Analítico/Escola de Psicanálise" nos últimos dias 9 e 10 no Rio de Janeiro.

 

Reeducação vocal em transexuais

 

A comunicação de Maliska ocorreu a convite do Laço Analítico. O pesquisador destacou em sua apresentação a problemática da reeducação vocal em transexuais. "Eu discuto no meu trabalho o quanto a voz se mostra como um corpo indomável que produz uma significação fálica para o sujeito transexual", esclarece. 

 

As XX Jornadas intersedes do Laço Analítico/Escola de Psicanálise comemoram os 20 anos do Laço Analítico e deram ênfase este ano ao tema "Gênero e Sexuação". O evento ocorreu no Hotel Novo Mundo na Praia do Flamengo no Rio de Janeiro.

 

Discurso do Perverso movimenta Grupo de Pesquisa

 

O Grupo de Pesquisa Psicanálise e Linguagem está programanado para a próxima segunda (19) a webconferência "O discurso do perverso da Universidade do Gozo" coma pesquisadora francesa Claire Gillie. Com tradução simultânea, o evento ocorre no auditório G da Unidade Pedra Branca as 15h30min.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Analistas de discurso discutem práticas de resistência no primeiro dia do IV SEDISC

 

(13/11/2018) Nesta segunda (12) aconteceu o primeiro dia de apresentações do IV SEDISC, na Unisul Campus Pedra Branca. Pela manhã, o IV Seminário de Discurso, Cultura e Mídia iniciou-se com a participação do reitor da Unisul, Mauri Luiz Heerdt, seguido da fala da coordenadora do Programa de Pós-Graduação da Unisul, Nádia Neckel.

 

O primeiro dia do evento contou com dois eixos temáticos:

Discurso, Arquivo e Tecnologia e Discurso, Interpretação e Materialidade

 

A primeira parte do evento começou com a Mesa I de Discurso, Arquivo e Tecnologia. Os convidados foram Juliana Silveira (UNISUL) e Guilherme Adorno (PPGCL-UNIVÁS), com coordenação de Solange Gallo (UNISUL). Na mesa, discutiu-se a leitura de arquivos nas mídias sociais digitais, mais especificamente, no campo político midiático. Juliana discorreu sobre o efeito-r(h)umor, noção trabalhada na sua tese, e Guilherme levantou a questão do objeto paradoxal. Apontando para a questão da máquina e do humano nos espaços informatizados, Solange Gallo problematizou a discussão com a questão: na teoria e na prática: para onde vamos?

 

O Simpósio I, seguindo a mesma linha da Mesa I, continuou as discussões do digital, compreendendo as noções de arquivo e tecnologia, no modo como o digital atravessa todos os campos do saber na contemporaneidade e os organiza de forma específica. Glória França (UFMA) e Solange Mittmann (PPGL-UFRGS) coordenaram, e tiveram como convidados Ronaldo Adriano de Freitas, Vitor Pequeno, Maristela Curry e Célia Bassuma.

 

Na parte da tarde, o evento seguiu com a Mesa II Discurso, Interpretação e Materialidade. A Suzy Lagazzi (IEL/PPGL/UNICAMP), apresentou o vídeo Marielle Presente, que trata do genocídio da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro. Mara Lúcia Salla (UNISUL) debateu sobre o longa-metragem, Que horas ela volta?, com enfoque nos lugares sociais ocupados pelas personagens. E a designer gráfica, Anelise Zimmermann (DESIGN/CEART/UDESC), destacou o trabalho realizado no design das embalagens de alimentos, refletindo sobre como o profissional desta área deve agir.

 

Em sequência, o Simpósio, do mesmo eixo temático, contou com a participação de Telma Domingues, Silvânia Siebert, Israel Vieira Pereira, Roberta Rosa Portugal, Maraline Aparecida Soares, Gesualda Maria, Fábio Rocha e Bruno Arnold. Discutiu-se a resistência e a deriva que são textualizadas em vários suportes materiais, como movimentos discursivos, colocando em cena a diferença do trabalho político no social.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Bianca Queda


Foto/divulgação: PPGCL

É preciso ousar se revoltar

 

(12/11/2018) Pesquisadores brasileiros discutem discurso cultura e mídia no IV SEDISC na Unisul da Pedra Branca. Evento iniciou-se nesta segunda (12) com mesa dedicada às mídias digitais.

 

Mesa sobre Discurso, Arquivo e Tecnologia abre evento

 

Os trabalhos do IV Seminário Discurso, Cultura e Mídia foram abertos nesta segunda (12) com mesa coordenada pela professora Dra. Solange Maria Leda Gallo, intitulada "Discurso, Arquivo e Tecnologia". Participaram da mesa a professora Dra. Juliana da Silveira, o professor Guilherme Adorno e Solange Gallo. Em comum, as três comunicações promoveram um debate sobre o papel das mídias sociais na contemporaneidade, dando especial destaque aos recentes processos eleitorais. A mesa foi prestigiada por pesquisadores e estudantes brasileiros que lotaram o auditório C da Unidade Pedra Branca da Unisul em Palhoça.

 

Antes, os congressistas foram acolhidos pela professora Dra. Nádia Neckel, vice-coordenadora do PPGCL e pelo professor Dr. Mauri Heerdt, que destacou a importância das pesquisas na área de humanas, especialmente no momento histórico que o Brasil passa.

 

Evento consagrado na área de Análise do Discurso, o Seminário Discurso, Cultura e Mídia, consiste de apresentações de mesas, simpósios e pôsteres de modo que todos os congressistas podem assistir a todas as atividades. "Nossa proposta é a de permitir espaço e voz para os mais variados grupos de pesquisa em Análise do Discurso, de modo que iniciantes e veteranos no campo possam dialogar e aprimorar suas investigações", explica Solange Gallo, professora do PPGCL, líder do grupo de pesquisa "Produção e Divulgação de Conhecimento: uma abordagem discursiva" e uma das organizadoras do evento. Neste ano, "É preciso ousar se revoltar: práticas de resistência na história e na teoria" foi o tema gerador dos trabalhos.

 

Programação intensa

 

O evento prossegue hoje com um simpósio e sessão de pôsteres dedicado ao tópico "Discurso, Arquivo e Tecnologia", e um simpósio e duas mesas dedicados ao tópico "Discurso, Interpretação e Materialidade".

 

Amanhã (13) o evento conta com mesa, simpósio e sessão de pôsteres dedicado ao tópico "Discurso, Corpo e Equívoco", seguida de dois simpósios e uma mesa dedicados ao tópico "Discurso, Mídia e Memória", além de sessão de lançamento de livros.

 

Quarta (14) conta com duas mesas e sessão de pôsteres dedicadas ao tópico "Discurso, Escola e Leituras", que serão seguidas de duas mesas e simpósio sobre "Discurso, Cultura e Política" e de sessão de encerramento, à noite.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: Ramayana Lira

Mulheres no cinema brasileiro

 

(11/11/2018) A professora Ramayana Lira de Sousa proferiu no dia 7 de novembro palestra "As mulheres no cinema brasileiro" durante a Mostra Cinema Conquista, em Vitória da Conquista, Bahia.

 

Apagamento?

 

A palestra, intitulada "As mulheres no cinema brasileiro", teve como foco central questionar o apagamento da participação das mulheres no campo cinematográfico. Em uma perspectiva histórica, a professora fez referência à historiadora da arte Linda Nochlin, que colocou a importante pergunta: "Por que nunca houve grandes mulheres artistas?". Nochlin cimentou o caminho para entendermos como barreiras sistêmicas culturais, sociais e políticas impediram as mulheres de participar, em vários modos, do mundo da arte", disse Ramayana.

 

No caso do cinema, arte-indústria nascida sob o signo da modernidade, Ramayana questionou como se dá essa participação da mulher, a despeito de todas as barreiras sistêmicas. E, mais especificamente, pensando o cinema brasileiro, onde é possível localizar as formas de resistência e invenção que a participação das mulheres trouxe para a cinematografia nacional.

 

A Mostra acontece em uma região importante para a história do cinema brasileiro, em um estado de grande tradição na produção e no pensamento cinematográfico e em uma cidade onde nasceu um dos maiores nomes da cinematografia nacional, Glauber Rocha. O auditório estava cheio, destacando-se a participação de alunos do ensino médio, o que ressaltou o papel de formação da Mostra e da palestra da professora.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Estudantes do PPGCL participam de evento na UDESC
 

(09/11/2018) Estudantes do PPGCL participaram nesta quarta (7) do XI Seminário Leitura de Imagens para a Educação: Múltiplas Mídias, promovido pela Udesc na Fundação Cultural Badesc, no Centro da capital.
 

Leitura de Imagens
 

O Seminário, promovido pelo Nest – Núcleo de Estudos Semióticos e Transdisciplinares – da Udesc, propôs reflexões sobre as diferentes linguagens visuais, seja no campo da arte, do design, da moda, do cinema, da fotografia, do jornalismo, entre outros. Desde sua primeira edição, aborda as “múltiplas mídias”, diferentes manifestações imagéticas passíveis de leitura, com especial atenção à perspectiva semiótica de origem francesa, com objetivo de dialogar com a comunidade de professores de arte, e demais profissionais da área, sobre as questões que envolvem a imagem.
 

As discussões do evento não envolvem somente a arte, mas também as demais imagens passíveis de leitura, abrindo para as linguagens híbridas ou miscigenadas da contemporaneidade e, até mesmo, para linguagens de outros sistemas, como o cênico, o sonoro, o audiovisual e o verbal.
 

Nesta XI Edição do Evento, que contou com a participação das mestrandas Cíntia Viviane de Abreu, Cristina de Marco e Micaella Schmitz Pinheiro, o estudante Jessé Antunes Torres apresentou o trabalho “A leitura de imagens tradicionais e de imagens técnicas em Flusser”.
 

“Minha apresentação tem conexão direta com minha dissertação sobre a ficção filosófica do tcheco-brasileiro Vilém Flusser” esclarece Torres. “Flusser utiliza-se da invenção e da criação como forma de provocar reflexão em seus leitores e essa atitude não apenas emerge nos seus textos, mas também nas imagens associadas”, complementa.
 

O texto completo dessa apresentação será publicado em breve nos anais do evento
 

PPGCL/UDESC


Foto/divulgação: Direito Pedra Branca

Curso de Direito promove capacitação em pesquisa

 

(07/11/2018) O professor Dr. Fábio Rauen proferiu palestra para docentes do curso de Direito da Pedra Branca na tarde desta segunda (6). Na pauta, estratégias para a publicação de artigos derivados trabalhos de conclusão de curso.

 

Argumentação em destaque

 

Como parte integrante de estratégia de promoção da produção científica no curso de Direito da Unidade da Pedra Branca da Unisul, o professor Fábio Rauen ministrou o tema "Como transformar monografias em artigos científicos". Assumindo que a inovação é essencial para a publicação de textos em periódicos científicos, Rauen elegeu a argumentação como um aspecto essencial para a qualificação dos textos.

 

"Recentemente eu publiquei um ensaio na revista Linguagem em (Dis)curso sobre o papel da revisão teórica na qualificação dos textos acadêmicos no qual eu defendi a tese de que um artigo tem de colocar em funcionamento dois argumentos em sequência: um argumento que procede de problemas e gera objetivos, e um argumento que, à luz desses objetivos, procede de evidências em direção à conclusões", explica o pesquisador. Rauen refere-se ao editorial do número 3 do volume 18 de Linguagem em (Dis)curso intitulado "O papel da revisão da literatura na argumentação do texto acadêmico" (link). "Para mim, avaliar a qualidade dessa linha de argumentação é o primeiro e fundamental passo para avaliar a qualidade de uma monografia ou de um artigo", complementa.

 

O evento foi organizado pela professora Sâmia Fortunato sob a coordenação da professora Virgínia Lopes Rosa e contou com a presença de doze docentes da Unidade da Pedra Branca.

 

Foto/divulgação: Direito Pedra Branca

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Encontro da SOCINE conta com participação do PPGCL

 

(05/11/2018) A professora Dra. Ramayana Lira de Sousa participou do XXII Encontro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, que ocorreu de 23 a 26 de outubro na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

 

50 anos de maio de 1968

 

O Encontro de 2018 teve como tema "50 Anos de Maio de 1968", procurando refletir sobre os desdobramentos no campo do cinema e do audiovisual não apenas daquele momento histórico específico, mas também suas repercussões no tempo presente.

 

"A escolha do tema, que se deu no diálogo entre Diretoria, Conselhos e Comissão Organizadora, revela a preocupação da SOCINE em aproximar cinema e mundo, propiciando um fórum potente para a discussão sobre a relação entre política e estética", comenta Ramayana, que é vice-presidente da SOCINE

 

No evento, a pesquisadora apresentou o trabalho "Ensaiar o vídeo, montar a marcha, forjar o gesto, devolver o olhar". Em coautoria com a professora Alessandra Brandão (UFSC), o trabalho resulta de uma pesquisa conjunta sobre a potência do vídeo-ensaio como forma de pensamento cinematográfico. Além disso, Ramayana também participou da reunião dos Conselhos que aconteceu no dia 23 de outubro.

 

A Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – SOCINE – foi criada em novembro de 1996 com o objetivo de promover a realização e o intercâmbio de pesquisas e estudos de cinema em suas mais diferentes manifestações, incentivando assim a reflexão e a troca de idéias sobre cinema e audiovisual no Brasil. Hoje, a Socine conta com mais de 2000 sócios, a grande maioria professores e alunos de pós-graduação.

 

A Socine promove encontros anuais que se configuram atualmente como o espaço mais importante para a divulgação e o debate dos mais recentes estudos e pesquisas voltados para as manifestações do fenômeno cinematográfico e áreas afins. O encontro anual é também parte do esforço da entidade em propiciar oportunidades concretas de interação entre os profissionais, produtores, críticos, pesquisadores, professores e estudantes do campo do audiovisual das diferentes regiões do país.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

 

Mesas e sessões de comunicações marcam o quarto dia do IX SIMFOP

 

(02/11/2018) Uma quantidade expressiva de comunicações acadêmicas marca o último dia de atividades do IX Simpósio Nacional sobre Formação de Professores nesta quinta (01) no Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Mesas apresentam pesquisas textuais, discursivas e culturais

 

Duas mesas apresentaram as pesquisas mais recentes dos docentes do Campus de Tubarão do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. De manhã, ocorreu a mesa "Perspectivas dos estudos de texto e discurso na Unisul", com a apresentação das pesquisas dos professores Dra. Andréia da Silva Daltoé, Dr. Fábio José Rauen, Dra. Maria Marta Furlanetto e Dra. Silvânia Siebert. De tarde, ocorreu a mesa "Perspectivas dos estudos de linguagem e cultura na Unisul", com a apresentação das pesquisas dos professores Dr. Alexandre Linck Vargas, Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, Dra. Jussara Bittencourt de Sá e Dr. Mário Abel Bressan Júnior.

 

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Sessões de comunicações em três turnos

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Durante o dia, foram organizadas sete sessões de comunicações organizados em três Grupos de trabalho. À tarde, a partir das 14h, ocorreram as apresentações do GT1 "Análise do discurso: pesquisa e ensino". O GT, que integra estudos voltados para processos de produção de sentido em pesquisas que considerem práticas discursivas em geral e aquelas de interesse da Linguística Aplicada ao ensino, do ponto de vista social, histórico e ideológico, foi coordenado pelas professoras Dra. Silvânia Siebert e Dra. Maria Marta Furlanetto.

 

Neste GT, foram apresentados quatro trabalhos, a saber: "Boatos sobre educação e educação sobre boatos", de Israel Vieira Pereira; "Nos andaimes suspensos do discurso: o sujeito", de Marilane Mendes Cascaes Da Rosa; "Percepções sobre o uso das tecnologias digitais na escola: a experiência da resenha em vídeo", de Barbara Evitta De Fraga Dos Santos; e "Construção da linguagem escrita/fotográfica no jornalismo: um estudo discursivo", de Patrícia De Souza De Amorim Silveira

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O GT 2 "Arte e educação" ocorreu em duas sessões realizadas nos períodos vespertino e noturno. Coordenado pelos professores Dra. Jussara Bittencourt e Dr. Alexandre Linck, o GT visou a reunir trabalhos com discussões ou experiências e memórias de práticas docentes, entremeando as artes, em suas linguagens verbais e não verbais, abordando temáticas sobre as manifestações artísticas, pensando práticas pedagógicas, refletindo a relação arte e educação.

 

Neste GT, foram apresentados os seguintes trabalhos: "Arte contemporânea e educação ambiental crítica: uma faxina verde na universidade regional de Blumenau – FURB", de Leomar Peruzzo,  Ana Carolina Rodrigues, Carla Carvalho, Luciane Schulz; "Leitura literária na educação básica: uma experiência além do inteligível", de Chirley Domingues e Fernanda Lima Jardim; "Identidades em cena: a representação do casamento no teatro de José de Alencar", de Renata Marques De Avellar Dal-Bó; "A aprendizagem da diversidade cultural no campo educacional: uma análise a partir das políticas públicas em vigência", de Andrea Andrade Alves Debiasi e Jussara Bittencourt de Sá; "A verdade estética de Sganzerla na sua recriação de Welles", de Cristina De Marco; "As relações entre as identidades profissional e pessoal nas representações docentes em Ziraldo e Fanny Abramovich", de Leandro De Bona Dias e Jussara Bittencourt de Sá; "Selfie - sobre imagem-rosto, vida e morte", de Cintia Viviane Fernande de Abreu e Alexandre Linck Vargas; "O horrível das quadrinistas: análise estética de graphic novels de horror feitas por mulheres", de Alice Grosseman Mattosinho e Alexandre Linck Vargas; "O corpo poético de Yzalú: suas relações com a experiência", de Micaella Schmitz; "Arte e educação: reflexões sobre a identidade na obra o testamento do sr. Napumoceno, de Germano almeida", de Mayara Gonçalves de Paulo e Jussara Bittencourt de Sá; "Percy Potter: as similaridades dos protagonistas de Harry Potter e a Pedra Filosofal e Percy Jackson e o ladrão de raios", de Débora Aparecida Diogo Espíndola eFábio Ballmann; "O rádio e suas rainhas: a construção da identidade musical brasileira pelo viés da indústria cultural", de Jackson Gil Avila e Jussara Bittencourt de Sá; "Design do vazio", de  Vívian Mara Silva Garcia; e "Projeto criativo ecoformadore: a literatura em um contexto transdisciplinar e ecoformador", de Marcia Bianco, Jussara Bittencourt de Sá e Richard da Silva.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

As comunicações do GT 3 "Cognição, linguagem e ensino" foram apresentadas nos períodos matutino e noturno. Este GT, que foi coordenado pelos professores Dr. Fábio José Rauen e Ms. Suelen Francez Machado Luciano, destinou-se, em sentido amplo, a congregar pesquisas interessadas no processamento cognitivo das múltiplas linguagens humanas e, em sentido mais estreito, a investigar como o processamento cognitivo dessas linguagens, sejam elas verbais ou não verbais, afeta o ensino e a aprendizagem de quaisquer objetos de conhecimento.

 

Os seguintes trabalhos compuseram este GT: "Registros de representação semiótica na resolução de situações-problemas dentro do software Modellus: formação continuada em metodologias para o ensino de física no IFSC campus Tubarão", de  Lizandra Botton Marion Morini; "Ensino contextualizado de potência: possibilidades de abordagens em sala de aula", de Vanessa Isabel Cataneo e Marleide Coan Cardoso; "Desafios e perspectivas da educação matemática no ensino fundamental II: uma análise de processos cognitivos na resolução de propostas algébricas e pictográficas", de Guilherme Rossi de Melo; "Aplicação de técnicas de gamificação em sala de aula: análise orientada pelas noções teóricas de conciliação de metas", de Andressa Bregalda Belan; "Jurisprudência sobre a extensão do escopo da lei maria da penha a homens heteroafetivos vítimas de violência doméstica e familiar: análise pragmático-cognitiva", de Bárbara Mendes Rauen; "Projeto de extensão bioeduca: ensino prático de ciências no ensino fundamental", de Eduardo Augusto Lunkes; "Moderação de plano de ação intencional por relações de polidez", de Gabriela Niero; "Repercussões da campanha ‘A culpa não é da Marisa’: análise conforme a teoria da relevância de comentários de matéria selecionada do site G1", de Maria Luisa Paz Nunes; "Auto e heterovigilância epistêmica de hipóteses abdutivas antefactuais em situações proativas de criação de fanfictions: análise com base na teoria de conciliação de metas", de Thalia Eluar do Nascimento; "Análise sociorretórica de resumos de comunicações científicas da XI JUNIC e do xi seminário de pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina em 2016", de Helena Liberato Pereira; e "Uso da segunda pessoa por falante tubaronense: estudo de caso com o youtuber Luba do canal Lubatv", de Queren Jemima Batista Gaspar.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

O GT 10 "Imaginário, memória e relações de afeto", por fim, visou a discutir temas em interface com os processos culturais, a história, a memória afetiva e o imaginário, permeada pelas sensibilidades e relações de afeto e foi coordenado pelos professores Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Mário Abel Bressan Júnior.

 

As comunicações a seguir compuseram este GT: "Uniformização dos corpos:  cultura escolar, identidade, moda e imaginário", de Suellen Cristina Vieira; "Relações imaginárias: ouvinte e locutor no rádio expandido", de Francisca D’altoé; "As tecnologias do imaginário na escola: mobilização de símbolos, mitos e saberes", de Lucelia Moreira Pereira; "Memória afetiva e revisitação de imagens com a televisão: contribuições para o processo ensino-aprendizagem", de Mario Abel Bressan Junior; "Memória e identidade cultural na historiografia catarinense: cadê o barriga-verde?", de Elton Luiz Gonçalves; "Questões de gênero e suas relações com o imaginário: uma análise da crônica ‘lavar a honra, matando?’ de Lima Barreto", de Luiza Liene Bressan e Marília Köenig; "Entre ternuras, afetos e solidão: um estudo sobre narrativas de idosos a partir o imaginário", de Luiza Liene Bressan, Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Ana Caroline Voltolini Fernandes; "Foto-grafia: registros de um ambiente como imagem de pertencimento e memória afetiva – o pátio interno da Unisul, Tubarão/SC", de Heloisa Juncklaus Preis Moraes, Luiza Liene Bressan e Ana Caroline Voltolini Fernandes; "A publicidade como dispositivo potencializador de um consumo sustentável, sob o olhar da ética da estética Maffesoliana. Estudo de caso do site da empresa Ahlma", de Nathaly Julian; "A memória falada para a reconstrução de afetos e da história da ferrovia Tereza Cristina", de Bruno Tomaz de Souza e Mario Abel Bressan Junior; "Brasão x marca: anima e animus no imaginário dos símbolos de Imbituba", de Emanuelle Querino Alves de Aviz; "Afeto e nostalgia na memória do público jovem: uma análise da série Stranger Things", de Leonardo Alexsander Lessa e Mário Abel Bressan Júnior; "O arquétipo do mentor no mito do herói que habita o homem", de Reginaldo Osnildo"; e "Técnica de associação semântica: uma metodologia possível para os estudos do imaginário", de Leidiane Coelho Jorge e Heloisa Juncklaus Preis Moraes.

 

Lançamento de livros

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Além de todos os trabalhos, o dia foi marcado pelo lançamento de dois livros. Renata Marques de Avellar Dal-Bó lançou o livro "Para ti", com memórias de viagens, e Vanilda Meister Arnold Policarpo lançou o livro "A tua língua te condena", contendo sua pesquisa de mestrado sobre a interdição da língua alemã no período da segunda guerra mundial.

 

PPGCL.


Foto/divulgação: PPGCL

Reflexões sobre relações de poder na/pela escola em pauta

 

(01/11/2018) A professora Dra. Andreia Daltoé na noite desta quarta (31) ministrou a conferência "O papel do professor e as relações de poder engendradas na/pela escola" no Espaço Integrado de Artes. O evento foi coordenado pelo professor Ms. Vinícius Valença (IFSe).

 

Tema necessário

 

Qual o lugar de fala dos docentes em sala de aula? Que responsabilidade/poder isso traz aos docentes? Os docentes são o que no intervalo entre o aluno e os saberes? Estas e uma série de outras questões pautaram conferência ministrada pela professora Dra. Andreia Daltoé nesta última quarta no Espaço Integrado de Artes do Campus Sul da Unisul para uma plateia de docentes e discentes do IX Simpósio Nacional sobre Formação de Professores (SIMFOP).

 

Com base nessas reflexões, Andreia produz uma excelente reflexão sobre o projeto de Lei "Escola sem Partido". "O projeto de lei não pode ser jogado para o terreno do absurdo, porque ele engendra um projeto de escola e aglutina uma vontade de sociedade em que a cidadania não se exerce efetivamente primeiro pela censura, depois pela falta de prática", diz. "E, mais grave, esta vontade vem revestida de lei, inflamada pelo discurso de ódio contra o professor", complementa.

 

Andreia argumenta que pretensamente o projeto visa a garantir a direitos já previstos: O artigo 1º do Projeto de Lei vai dizer que quer garantir o "pluralismo de ideias; liberdade de aprender e de ensinar; liberdade de consciência e de crença". Todavia, pondera, como isso pode ser conseguido se o projeto busca justamente impedir tais preceitos constitucionais.

 

Andreia é doutora em "Estudos do Texto e do Discurso" pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em "Ciências da Linguagem" pela Universidade do Sul de Santa Catarina; realizou estágio de Pós-doutorado no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, sob a supervisão da Profa. Dra. Eni Orlandi e na Université de Paris 13 -Sorbone Paris Cité, Villetaneuse, sob a supervisão da Profa. Dra. Marie-Anne Paveau. Especialista em "Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa" e em "Gestão Estratégica de Instituições de Ensino Superior" pela Unisul, Andreia é graduada em "Letras" pela mesma universidade. Atualmente é docente do Programa de Pós-graduação em Ciências da linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina onde desenvolve e orienta pesquisas principalmente sobre memória, esquecimento e discurso político.

 

A Conferência de Andreia foi antecedida por descrição do projeto "Acolhida ao Migrante". Ao final da conferência houve uma apresentação cultural de refugiados de Gana.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Comunicações Científicas movimentam IX SIMFOP

 

(31/10/2018) Centro de Pós-Graduação da Unisul de Tubarão abrigou nesta quarta (31) três grupos de trabalhos em ciências da linguagem. À noite, a professora Dra. Andréia da Silva Daltoé apresenta a conferência "O papel do professor e as relações de poder engendradas na/pela escola".

 

Estudos sobre a linguagem

 

O GT 14 foi dedicado a trabalhos sobre "Política, direitos humanos, mídia e educação". Coordenado pelas professoras Dra. Andréia Daltoé (PPGCL), Dra. Solange Gallo (PPGCL), Dra. Giovanna Flores (PPGCL) e Dra. Juliana da Silveira (PPGCL).

 

Neste GT foram apresentados os trabalhos "A educação democrática no Brasil: memória, lacunas e interdições", de Debbie Mello Noble; "Da sociedade disciplinar à sociedade do espetáculo: uma análise do código de ética do jornalismo brasileiro", de Fabiana Soares e Giovanna Gertrudes Benedetto Flores; "A condição humana e o prejuízo da autonomia: uma leitura de "a situação humana" de Aldous Huxley", de Gisele da Silva Rezende da Rosa; "Discurso científico e discurso acadêmico: sobre a circulação nos espaços digitais", de Bianca Queda Costa; "Violências contra criança: um debate escolar urgente", de Érica Monteiro e Celso Kraemer; "O tratamento da mídia a uma chefe de estado", de Carolina Leoni Fagundes; "Eu avalio, tu internalizas, nós competimos: formação imaginária no discurso de 37 professores sobre o aprender e o desenvolver", de Andréia Daltoé e Dâmaris de Oliveira Batista da Silva; "Sala de aula e acolhimento: extensão universitária como espaço de educação em direitos humanos", de Carla Borba; e "#Theafricathemedianevershowsyou: memória e resistência", de Camila Borges dos Anjos.

 

O GT 8 "Estética e Politica", coordenado pelos professores Dilma Beatriz Rocha Juliano e Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos, e o GT 9 "Interfaces entre educação, gênero e sexualidade", coordenado pelas professoras Dra Tânia Mara Cruz, Dra. Ramayana Lira de Sousa e Dra. Nádia Régia Maffi Neckel.

 

Compuseram as comunicações desses dois grupos as seguintes pesquisas: Flusser e Borges: zona cinzenta entre filosofia e literatura, de Jessé Antunes Torres e Alexandre Linck Vargas; Dispositivo representativo da imagem na contemporaneidade: detalhes = saberes, de Vanessa Silva Sagica e Alexandre Linck Vargas; "A mulher no sertanejo universitário: subjetivação e empoderamento feminino", de Maria Aparecida dos Santos Mota; "Os movimentos estudantis feministas anticapitalistas na UFSC no período de 2013 à 2018", de André Felipe Silva; "Formação continuada de professores/as sobre relações de gênero: experiências pedagógicas e o protagonismo da gestora escolar", de Aline Madalena Martins; "Sexualidade no contexto escolar: concepções e práticas sobre sexualidade entre orientadores educacionais", de Juliana Pereira Limia e Tânia Mara Cruz; "Trajetórias de mulheres negras gestoras na educação básica de Tubarão/SC: barreiras raciais e ascensão social", de Aleida Cardoso Corrêa; "Relações de gênero e o brincar no espaço da brinquedoteca", de Bruna Soethe; e "Trajetórias de mulheres negras gestoras na educação básica de Tubarão/SC: barreiras raciais e ascensão social", de Aleida Cardoso Corrêa.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Palestra discute interpretação e autoria

 

(31/10/2018) Professora Dra. Solange Gallo apresentou nesta terça (30) palestra sobre interpretação e autoria no auditório do bloco da saúde do Campus de Tubarão. Evento faz parte do IX Simpósio Nacional sobre formação de professores.

 

Um olhar histórico sobre a evolução da escrita e da interpretação

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Estudantes e docentes de letras, ciências da linguagem e demais licenciaturas da Unisul foram brindados nesta terça-feira com palestra sobre interpretação e autoria. Nesta palestra, a professora Dra. Solange Gallo fez um apanhado histórico de como a escrita foi se institucionalizando e como novas formas de comunicação engendradas no espaço informatizado vem desafiando a distinção entre oralidade e escrita.

Para a pesquisadora, o que aconteceu com a escrita foi a progressiva instituição de um discurso de escrita com modos próprios de constituição, formulação e circulação, de tal modo que era possível distingui-lo de formas próprias da oralidade. Com o advento da internet, essas fronteiras estão sendo progressivamente borradas em direção a uma escritoralidade.

 

"Nesse processo, há uma sobrederminação do espaço informatizado que impõe uma sobrevalorização das formas de circulação sobre o modo de formulação. Por exemplo, formas próprias da oralidade em função das possibilidades infinitas de publicação, emergem como escrita e convivem com formas institucionalizadas de escrita", reflete. "Agora, o que estamos vendo é uma injunção dessas formas de formulação sobre regras de constituição dos próprios meios informatizados", complementa.

 

Formas de dizer em tempos informatizados

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

A professora Dra. Juliana da Silveira complementou a palestra da noite, refletindo sobre as novas formas de comunicação em tempos de redes sociais. Analisando o twiter, Juliana destacou como as estratégias de interação nos meios informatizados se sobrepuseram na campanha eleitoral de 2018, a ponto de enunciados serem todos parametrizados por regras próprias desta mídia.

 

"Observem que tanto o cumprimento de Fernando Haddad à vitória de Jair Bolsonaro, quanto a resposta que sucede foram tornadas públicas no Twiter", destaca a pesquisadora.

 

Solange Gallo tem graduação em letras pela PUC de Campinas, mestrado, doutorado e pós-doutorado pela Unicamp, incluindoformação no Collège International de Philosophie de Paris. É professora titular da Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, atuando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem. Suas pesquisas enfatizam "autoria", "ensino da escrita" e "produção de conhecimento acadêmico-científico".

 

Juliana da Silveira é mestre e doutora em Letras pela Universidade Estadual de Maringá com período sanduíche na Université Paris 13, dirigido pela linguista Marie-Anne Paveau, com auxílio financeiro da CAPES. Atualmente é bolsista PNPD - Programa Nacional de Pós-doutorado da CAPES, atuando como pesquisadora no Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Suas pesquisas centram-se nos estudos do texto e do discurso, com foco nas textualidades digitais, buscando desenvolver mais especificamente o conceito de efeito-rumor e efeito-autor na forma discurso da escritoralidade.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Mesa discute ato psicanalítico

 

(31/10/2018) Professor Dr. Maurício Maliska participou de mesa na III Jornada Tubaronense de Psicanálise: O Ato Analítico, promovida pela Associação Movimento Psicanalítico Sul Catarinense na tarde desta terça (30). Na oportunidade, apresentou o trabalho "Ato Psicanalítico/Ato Político".

 

Ato Psicanalítico/Ato Político

 

Em sua apresentação, Maliska refletiu sobre a imbricação entre o ato psicanalítico e o ato político. Para ele, o ato psicanalítico acaba por afetar a polis justamente porque o inconsciente é um efeito de sentido entre sujeitos, ou seja, possui aspecto intrinsecamente transindividual. "Sou inclinado a concluir que o ato analítico transborda em direção à polis", argumenta.

 

Nesse sentido, é preciso aprofundar a distinção entre neutralidade e abstinência. O psicanalista precisa ir em direção a uma abstinência radical, sem descuidar-se que sempre há uma dimensão que se circunscreve dentro da clínica e ao mesmo tempo dela se estende. Essas dimensões, segundo o pesquisador, revelaram-se de extrema importância em tempos de radicalismos políticos. A título de exemplo, Maliska discutiu o "Manifesto de psicanalistas brasileiros pela democracia". Para ele, psicanalistas têm de estar in-mundo e não se furtar a tratar de temas que, pelas suas características tendem a ser tratadas como imundos.

 

A Jornada

 

O evento ocorreu na tarde noite de terça (30) e contou com três mesas, envolvendo autores como Leidiane Nunes Mateus Goulart, Marcia de Castro Holhausen, Tatiana Kuerten, Kayo Fernandes Brodbeck, Adriana de Oliveira Limas Cardozo, Jamerson Luiz Schwengber Dornelles, Laiana Cardoso, Jurema de Andrade Bressan, Maria Cristina Carpes, Daniel Matos e Maurício Eugênio Maliska.

 

Além disso, contou com o lançamento do livro "O olhar e a voz na clínica psicanalítica", organizado por Djulia Justen e Maurício Eugênio Maliska e, à noite, com a conferência "O que a clínica psicanalítica nos ensina sobre o ato?", proferida por Michele Kamers.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Segundo a organização do evento, a clínica psicanalítica se ocupa da escuta do inconsciente, promovendo um saber possível sobre a causa do desejo, tendo como efeito de uma análise a mudança subjetiva. O ato analítico convoca a uma alternância da posição do sujeito frente ao seu sintoma. Jacques Lacan no seminário O Ato Psicanalítico (1967-1968) diz que: "o ato psicanalítico é evidentemente, o que dá suporte, autoriza a realização da tarefa psicanalisante".

 

Piscanálise também foi tema do IX SIMFOP

 

Maliska coordenou, junto coma professora Dra. Adriana de Oliveira Limas Cardoso (Psicologia) durante a manhã o GT 16 "Psicanálise e Linguagem" do IX Simpósio Nacional Sobre Formação de Professores. O GT ocorreu das 8h às 10h na Sala 5 do Centro de Pós-graduação.

 

No GT, foram apresentados os trabalhos "Autismo: efeito de uma linguagem que ‘falha’?", de Leidiane Nunes Mateus Goulart; "Ética e psicanálise: uma articulação lacaniana", de Daniel Matos; "Psicanálise na universidade: intersecções sobre uma possível articulação", de Adriana de Oliveira Limas Cardozo; "O olhar da escola para o aluno: uma perspectiva psicanalítica sobre o sintoma no contexto escolar", de Jurema de Andrade Bressan; e "Desatenção e hiperatividade: do nosográfico à estrutura", de Reginaldo João Vieira.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Conferência sobre educação nacional abre IX SIMFOP

 

(30/10/2018) Prof. Dr. Juca Gil (UFRGS) ministrou a conferência "A Educação Brasileira e a atual conjuntura nacional" nesta segunda (29) no Espaço Integrado de Artes do Campus de Tubarão da Unisul. O evento fez parte da abertura do IX Simpósio Nacional Sobre Formação de Professores.

 

Uma análise dos aspectos educacionais do plano de governo de Bolsonaro

 

O professor Juca Gil abriu os trabalhos do IX Simpósio Nacional Sobre Formação de Professores analisando questões educacionais insertas no plano de governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Preocupado em ater-se exclusivamente aos dados oficiais do plano, para o pesquisador, é essencial os educadores compreendam o novo cenário político nacional e suas consequências para a educação, quer seja para apoiá-lo, quer seja para resisti-lo.

 

A conferência, que foi antecedida de abertura oficial prestigiada pelo vice-reitor prof. Dr. Lester Marcantonio Camargo, foi seguida de debate, coordenado pelo professor Dr. Gilvan Luiz Machado Costa.

 

O prof. Dr. Juca Gil é pedagogo (1996), mestre (2000) e doutor (2007) em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), tendo realizado estágio de Doutorado Sanduíche junto à Université Lille III, na França (2006). Atualmente é professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Gil pesquisa sobre políticas educacionais participando, no momento, da investigação nacional "Remuneração de professores de escolas públicas de educação básica no contexto do FUNDEB e do PSPN", financiada pela CAPES, e do projeto "Estudo comparado de políticas públicas educacionais nacionais da Argentina, Brasil e Uruguai" financiado pelo CNPq. Foi editor de FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação, sendo membro de seu Comitê Editorial. É diretor da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE)/RS e vice-presidente da Seção Sindical do ANDES na UFRGS.

 

Evento promove discussão sobre experiências pedagógicas

 

Entre os dias 29 de outubro e 1 de novembro, a Unisul recebe a IX edição do SIMFOP, o Simpósio Nacional Sobre Formação de Professores e também o VII Seminário Regional do PROESDE Licenciaturas. A edição deste ano aborda a educação brasileira na atual conjuntura nacional. O SIMFOP acontece no Campus Tubarão e os participantes podem realizar a sua inscrição clicando aqui.

 

Os eventos visam à divulgação científica e à socialização de experiências pedagógicas, assim como a articulação entre a universidade e as escolas de educação básica. Neste ano o SIMFOP será um espaço onde pesquisadores, professores universitários, estudantes, gestores e professores da Educação Básica podem refletir sobre a educação brasileira na atualidade e a profissionalização docente nesse contexto.

 

A temática do evento foi definida em função das mudanças significativas que vêm sendo realizadas na política educacional brasileira, como a aprovação da BNCC, reforma do Ensino Médio, criação de programas como PNAIC para Educação Infantil, e, no âmbito da formação de professores a criação do Programa Residência Pedagógica dentre outras políticas que implicam mudanças/alteração na educação nacional e na formação dos professores da educação básica. Tal contexto exige que pesquisadores e professores dos diferentes níveis reflitam no sentido de perceber as implicações para a qualidade da educação para todos.

 

O evento realizado na Universidade tem um alcance social abrangente, tendo em vista que conta com a participação de professores e gestores da educação básica e de professores e alunos da graduação e da pós-graduação da universidade promotora do evento. Além disso, há também a participação de professores, acadêmicos e pesquisadores de deferentes universidades brasileiras.

 

Os inscritos no evento recebem certificação, que será emitida pelo site em que estão sendo realizadas as inscrições. Somente tem acesso ao certificado quem estiver inscrito no evento.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL/Unisul Hoje


Foto/divulgação: PPGCL

Professora Andréia Daltoé participa de mesa do Movimento Estudantil Independente
 

(25/10/2018) Na noite de terça (23) aconteceu debate com o título: “Política e Sociedade: uma análise histórica e psicossocial do contexto brasileiro”. O evento foi organizado pelo Movimento Estudantil Independente e contou com a presença da professora Andreia Daltoé do PPGCL.
 

Espaço democrático
 

Alunos dos cursos de Psicologia, Relações Internacionais, História e Geografia, articulados no Movimento Estudantil Independente, organizaram um debate com o título: “Política e Sociedade: uma análise histórica e psicossocial do contexto brasileiro”. Integraram a mesa, os professores egressos do PPGCL, Dra. Andréia Wronsky e Me. Alexandre Motta, a professora Me. Ana Cristina de Melo e Dra. Andréia Daltoé, que apresentou a fala “Memória e esquecimento: os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade”, tratando da ditadura no Brasil e o modo como esta história ainda nos cobra/retorna no presente.
 

Andréia destaca a importância de um evento que se originou da articulação dos alunos da graduação diante da necessidade que sentiram de um debate sobre sociedade, política, cidadania e democracia. Para o PPGCL, trata-se de um momento riquíssimo, porque permite que as pesquisas que realizamos em nosso Programa dialoguem com a graduação.
 

Para o acadêmico do 8º semestre de Psicologia, Wallace Rosa de Souza, o evento é fundamental para a democracia. “O evento permite que possamos incentivar o pensamento crítico dentro das universidades, para que o estudante, além de acadêmico, seja um porta voz da democracia”, disse.
 

Júlian Marcelino Araújo, estudante do Curso de Direito, teve um sentimento de conforto, alegria e esperança em saber que tantos outros estudantes tem o interesse pela política e pela sociedade, segundo ele, guiados pela clareza e iluminação que os palestrantes trouxeram.
 

Segundo a acadêmica de Psicologia, Larisssa Mendes, “o evento superou nossas expectativas enquanto Movimento Estudantil. A adesão do público nos aponta uma direção importante com relação a projetos futuros além de denunciar a relevância de um espaço comum, onde a política possa circular no meio acadêmico”. Para a aluna, a mesa foi realizada com zelo e as contribuições dos convidados foram essenciais para lançar luz sobre questões fundamentais no atual cenário político nacional.
 

Para o aluno de História, Pedro Henrique Almeida, a palestra foi muito elucidativa em diversas questões, principalmente em um tempo que temos o desprezo dos direitos humanos e a banalização do mal.


Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Docente do PPGCL lança tradução de livro
 

(24/10/2018) Ana Carolina Cernicchiaro (Unisul), Ana Luiza Andrade e Rodrigo Lopes de Barros lançaram pela Editora da UFSC nesta quarta (24) a tradução do livro “Mundo de sonho e catástrofe: o desaparecimento da utopia de massas na União Soviética e nos Estados Unidos” de Susan Buck-Morss.
 

Disputa entre projetos utópicos
 

Conforme resenha Ana Luiza Andrade, o livro de Susan Buck-Morss foi escrito no ano 2000 como o resultado de uma pesquisa sobre os anos de guerra fria em sua visita à então União Soviética.
 

“O título original em inglês falava em East and West, ou seja, mostrava a divisão do mundo dividido entre Ocidente e Oriente, Leste e Oeste. Mas a tradução em português não seria equivalente. Daí termos optado por traduzir essa divisão simplesmente naquele mundo de guerra fria entre União Soviética e Estados Unidos, seus principais protagonistas”, comenta.
 

Segundo Ana Luiza, a obra põe em xeque a importância da desaparição da União Soviética e como, argumenta Susan Buck-Morss, o fim da era da utopia de massas tanto no bloco socialista do Leste quanto no ocidente capitalista sobre os habitantes do então dito terceiro Mundo, quase 25 anos após a Queda do Muro.
 

“O que mais impressiona em Mundo de Sonho e Catástrofe é justamente que essa disputa entre projetos utópicos das duas superpotências se desse talvez mais por suas semelhanças do que por suas divergências. Ambos os mundos de sonho compartilharam o mesmo local de modernidade como progresso histórico, baseado em determinado tipo – fordista, taylorista – de industrialização composta de “empresas gigantes, produção centralizada, tecnologias industriais pesadas” ou seja, baseado numa solução bem específica, concebida na primeira metade do século XX, para suprimir a tensão existente entre os seres humanos e a natureza”, acrescenta.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Professor do PPGCL apresenta trabalho na Argentina

 

(09/10/2018) O Professor Dr. Maurício Maliska participou do VII Congresso Internacional de Convergência, Movimento Lacaniano para a Psicanálise Freudiana: onde apresentou o trabalho "Incidências clínicas da voz" e "A Psicanálise incerta na polis: condições limites e possibilidades". 

 

Convergência

 

Convergência Movimento Lacaniano para a Psicanálise Freudiana foi fundada em 1998 em Barcelona, por quarenta e cinco associações psicanalíticas da Argentina, Alemanha, Brasil, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Uruguai com o objetivo de fazer avançar as questões cruciais da Psicanálise.

 

Em 2018, o evento elegeu como tema "A psicanpalise inserta na Polis: fundamentos, práticas, política" e foi realizado entre os dias 4 e 6 de outubro, no Catalinas Park Hotel da cidade de San Miguel de Tucumán, na Argentina.

 

Maliska participou da segunda plenaria do evento com os pesquisadores Óscar A. González (Escuela Freudiana de Buenos Aires), Antonia Portela Magalhães (Práxis Lacaniana/Formação em Escola) e Jean Jacques Moscovitz (Psychanalyse Actuelle) e coordenou sessão de apresentação de trabalhos do Grupo de Trabalhos "Inscriptos em Convergencia" com o tema "Artifícios na clínica com crianças" na quinta (4) e participou de sessão do mesmo grupo coordenado por Marta Mor Roig (CPF) na sexta (5).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Texto do PPGCL é finalista no Prêmio Jabuti

 

(08/10/2018) livro "Feminino e Plural: Mulheres no Cinema Brasileiro" foi indicado como finalista do Prêmio Jabuti. Capítulo de livro de docentes do PPGCL compõe a coletânea.

 

Mulheres em destque

 

O Prêmio Jabuti, mais prestigiado prêmio do mercado editorial no Brasil divulgou hoje sua  lista de finalistas  (disponível em https://www.premiojabuti.com.br/finalistas-2018/). Entre as obras escolhidas está a coletânea "Feminino e Plural: Mulheres no Cinema Brasileiro", que conta com contribuição das Profas. Dra. Ramayana Lira de Souza do PPGCL. Em artigo em co-autoria com a Profa Alessandra Brandão, a Profa Ramayana discute a idéia de autoria vinculada à adaptação cinematográfica de obras da romancista Cassandra Rios.

 

O Livro Feminino e Plural foi organizado pelas professoras Karla Holanda e Marina Tedesco da Universidade Federal Fluminense e inclui ensaios sobre figuras históricas e contemporâneas que atestam a importante contribuição das mulheres para a cinematografia nacional. 

 

Conforme Fernão Pessoa Ramos, a obra "mostra uma face oculta, o outro lado da lua no cinema brasileiro, uma história que, por décadas, foi contada na mão única do recorte dominante, deixando de lado a questão de gênero e, particularmente, a dimensão da participação feminina".

 

Informações bibliográficas

Título: Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro

Coleção: Campo imagético

Editores: Karla Holanda, Marina Cavalcanti Tedesco

Editora: Papirus Editora, 2017

ISBN: 8544902650, 9788544902653

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Quadro de Victor Meirelles é objeto de estudo

 

(05/10/2018) A estudante Carolina Pinheiro Barros defendeu nesta sexta (5) o projeto de tese "Análise do discurso e as (im)posições religiosas sobre o indígena em A primeira missa no Brasil". Orientado pela professora Dra. Silvânia Siebert, o projeto põe em cena a produção de Victor Meirelles

 

Funcionamento Discursivo

 

Nesta pesquisa, Carolina propõe-se a analisar o funcionamento discursivo do quadro "A Primeira Missa" de Victor Meirelles (1860) como releitura da Carta de Pero Vaz de Caminha, de 1500. "A Primeira Missa, representa uma das mais importantes obras populares realizadas no século XIX, retratando um período que retrata em texto de imagem a imbricação de culturas divergentes, de nativos e a dos portugueses", destaca a estudante.

 

Partindo do pressuposto de que a religião desempenha funções de cunho sociológico e, portanto, cultural e ideológico, a pesquisadora argumenta que a religião faz parte do que nos constitui como sujeitos, uma vez que pode refletir uma história permeada de sentidos. "É nela que muitos sujeitos buscam desvendar alguns mistérios que explicam a vida e a morte, esse dualismo que foi um fator crucial para a imposição da religião e da língua franca e/ou materna do colonizador com fins totalmente comerciários", complementa.

 

Neste projeto, Carolina questiona quais efeitos de sentido perpassam a obra de Meirelles no que diz respeito ao confronto de religiosidade entre os indígenas e os colonizadores portugueses. "Dentro desse questionamento, trazemos como objetivo geral analisar como as formações imaginárias do discurso religioso do indígena atuam na representação do catolicismo romano dos portugueses e como representação da Primeira Missa contribui para estabelecer a representação do índio e do brasileiro na contemporaneidade", explica.

 

O projeto de tese foi avaliado por banca formada pelas professoras Dra. Maria Marta Furlanetto e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Investigações fotográficas de Gian Paolo Minelli em pauta

 

(01/10/2018) Na segunda (25), o Grupo de Pesquisa Estética e Política na Contemporaneidade (EPOCA) reuniu-se no Campus Pedra Branca para iniciar atividades de apresentação e discussão de pesquisas em andamento. Na pauta, o estudante Roberto Svolenski apresento o trabalho "As investigações fotográficas de Gian Paolo Minelli".

 

Debates periódicos

 

Periodicamente o Grupo EPOCA se encontra para debater trabalhos de seus integrantes de todos os níveis, da Iniciação Científica ao doutorado. "O objetivo é partilhar o conhecimento que vai sendo acumulado aos poucos, no processo da pesquisa, e formar uma rede cada vez mais sólida de trocas epistemológicas, metodológicas e afetivas entre os integrantes", relata a professora Dra. Ramayana Lira de Souza.

 

No primeiro encontro do semestre o doutorando Roberto Svolenski apresentou parte de sua pesquisa sobre obras do fotógrafo suíço-argentino Gian Paolo Minelli. Conforme o estudante, investigação é um ato ou efeito de investigar; de indagar, de aprofundar os estudos sobre determinado tema numa área científica ou artística. "Podemos dizer então que investigar é seguir rastros e vestígios que marcaram a passagem de algo. É estudar aquilo que sobrou como um resquício de alguma atividade humana ou temporal", complementa.

 

E nesse sentido, no momento, o termo Investigação se encaixa melhor para definir os trabalhos de Minelli, que, com sua câmera de grande formato segue os rastros e examina os vestígios deixados pela ação do homem e do tempo.

 

Gian Paolo Minelli, Suíço radicado na Argentina, produz investigações fotográficas relacionadas a pessoas e lugares que, de alguma forma, passaram por conflitos ou que foram abandonados, como na Itália, Argentina e antiga Tchecoslováquia. Para Minelli, a fotografia é um instrumento de investigação urbana e humana, seja através do retrato (ou autorretrato) ou do registro da arquitetura desses lugares.

 

"Esses trabalhos têm como tema e fio condutor as condições sociais e ambientais em que o homem provocou profunda interferência. São fotografias de edifícios abandonados ou ocupados, casas e diversas construções em estado de abandono espalhadas por essas localidades citadas anteriormente", explica Slovenski.

 

Minelli torna nebulosa a diferença entre sujeitos ativos e passivos, mostra os sujeitos que estavam ocultos, retrata a ação do tempo e do homem nos ambientes abandonados à espera da demolição. É um ato do fotógrafo de escovar a história a contrapelo para buscar nesses vestígios e rastros essa história desses sujeitos e lugares que se tornaram anônimos.

 

"Nos ensaios fotográficos, Minelli retira as cinzas que cobrem esses locais como quem revira o arquivo, questionando aquilo que sobrou da ação do homem. Seja na forma de retratos daqueles que foram empurrados para a margem da sociedade, seja nas fotografias de construções abandonadas marcadas pelo tempo e que aguardam as máquinas da demolição".

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

A temática feminista no cinema contemporâneo brasileiro

 

(28/09/2018) A estudante Mara Lucia Salla defendeu nesta quinta (27) a tese intitulada "A temática feminista no cinema contemporâneo brasileiro em filmes dirigidos por mulheres" na sala 111B do Bloco B na Unisul de Palhoça.

 

Olhar feminino

 

A pesquisa de Mara Lucia situa-se na convergência entre filmes dirigidos por mulheres – campo cinematográfico – e a crítica feminista que se processa cotidianamente na vida das mulheres – extracampo. "O que eu busquei verificar é como se processa o diálogo entre campo e extracampo cinematográficos através de filmes dirigidos por mulheres", explica.

 

Para dar conta dessa demanda, a estudante realizou uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico visando a estudar as teorias feministas, bem como, verificar a relação dessas teorias com a condição da mulher abordada no cinema brasileiro contemporâneo.

 

Como recorte fílmico para análise, foram selecionados: Que horas ela volta? (2014) e Chega de Saudade (2004) dirigidos respectivamente por Anna Muylaert e Laís Bondasky. "Estabeleci como critérios de análise que os filmes fossem dirigidos por mulheres, tivessem protagonismo feminino, pertencessem à produção cinematográfica brasileira contemporânea e fossem produções ficcionais e narrativas de longa-metragem.

 

Conforme relata a pesquisadora, enquanto o filme dirigido por Anna Muylaertf apresenta um roteiro descritivo por cenas, intercaladas pelas análises correspondentes as sequencias na ordem em que elas aparecem no filme, o filme dirigido por Laís Bodanzky acompanha os apontamentos críticos feitos em relação ao primeiro filme, preocupando-se em ressaltar formas e fases dos debates feministas.

 

"Nos filmes selecionados é possível apontar que o debate feminista entremeia as histórias das protagonistas, ou quando elas próprias mostram dissidência dos modelos dominantes, ou mesmo quando reiteram a dominação a narrativa fílmica é capaz de promover o debate", complementa a pesquisadora.

 

A pesquisa evidenciou também que a situação das mulheres "na vida real" mantém dificuldades históricas em relação a escolarização e consequentemente inserção no mercado de trabalho. Assim, segue a necessidade de reivindicação por liberdade de circulação, por condições igualitárias nas mais variadas instâncias sociais, assim como no mercado de trabalho e em especial na indústria cinematográfica.

 

A tese, orientada pela professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL, foi avaliada por banca formada pelas professoras Dra. Ana Maria Veiga (UFPB), Dra. Lara Pereira (UFSC), Dra. Ramayana Lira de Sousa (Unisul), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul) e contou com a suplência da professora Dra. Solange Maria Leda Gallo (Unisul).

 

Mara Salla é coordenadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Sintoma e o sentido na metáfora e na metonímia

 

(26/09/2018) O professor Dr. Maurício Maliska apresentou palestra intitulada: "Toda significação é fálica: desdobramentos para pensar o sintoma e o sentido na metáfora e na metonímia" nesta última segunda (24) em Porto Alegre.

 

Pressuposto lacaniano de falo

 

A convite do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Maliska tratou na palestra da relação do sintoma e do sentido via metáfora e metonímia na teoria psicanalítica, partindo do pressuposto lacaniano do falo como elemento essencial na significação. A palestra ocorreu na Sala 213 do Instituto de Letras da UFRGS, às 10 horas, e foi moderada pela Profa. Dra. Maria Cristina Leandro Ferreira.

 

Na parte da tarde, Maliska participou como membro da banca avaliadora da dissertação de mestrado: "Impeachment/Golpe de 2016: ressentimento e cinismo nas bordas do discurso", de autoria da estudante Andréia Maria Pruinelli sob orientação da Profa. Dra. Maria Cristina Leandro Ferreira.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Matrix e Black Mirror sob análise

 

(25/09/2018) A estudante Adriana Stela Bassini Edral defendeu nesta segunda (24) o ensaio de Tópicos Avançados de Leitura intitulado "Diferenças na crítica sobre a produção cultural presentes nas narrativas Matrix e Black Mirror". O evento ocorreu na sala 111B do Bloco B da Unisul de Palhoça.

 

Crítica Cultural e Produção de Cultura

 

Segundo Adriana, a crítica cultural toma como preocupação os efeitos da produção da cultura audiovisual sobre as sociedades, considerando a industrialização dos produtos culturais e questionando, principalmente, as consequências da maquinação na formação das subjetividades dos espectadores.

 

"Meu ensaio tem como proposta apontar em Matrix e 15 Million Merits diferentes perspectivas teóricas críticas aos moldes da produção cultural, pensando principalmente no papel das personagens Bing e Neo, que se rebelam contra ilusões redentoras da sociedade que a cultura industrializada vem, historicamente, expondo à venda".

 

Conforme relata a estudante, os diferentes destinos que as tramas dão a seus personagens refletem tanto uma posição de redenção e salvação frankfurtianas como também uma posição de impossibilidade de redenção ou rompimento com as chamadas formas de capitalismo tardio, que resulta numa sociedade das imagens de proporção totalizante.

 

O ensaio contou com a orientação da professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul) e com a avaliação do professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos (Unisul).

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Palestra discute discurso da/sobre a ditadura

 

(24/09/2018) Nesta terça (18), a professora Dra. Andréia ministrou palestra "O discurso da/sobre a ditadura hoje: Comissão Nacional da Verdade; Comissão Estadual da Verdade (SC); Escola sem Partido" para docentes e estudantes da Unioeste em Cascavel (PR).

 

Períodos de exceção

 

Para a Andréia, este convite, que se deu em virtude de suas pesquisas sobre o discurso da ditadura a partir dos trabalhos das Comissões Nacional e Estadual da Verdade, possibilita um diálogo profícuo sobre o período de exceção que o Brasil viveu com pesquisas de outras instituições. Além disso, é uma oportunidade de fazer avançar as reflexões sobre os impactos do Projeto "Escola sem Partido" podem exercer sobre o fazer docente

 

A palestra foi especialmente dedicada aos estudantes da disciplina da Profa. Dantielle Garcia, Programa de Pós-graduação em Letras que desenvolvem conhecimentos em análise do discurso. "Esta foi mais uma oportunidade de troca de experiências e de apresentar um pouco do trabalho que desenvolvemos no PPGCL", diz Andreia "Além disso, estabelece laços e promove o IV SEDIC, o evento que sediaremos de 12 a 14 de novembro na UNISUL", complementa.

 

Andreia integrou também banca de doutorado no Programa de Pós-graduação em Letras, na Universidade na segunda (17) (foto abaixo à direita). O estudante Marco Aurélio Morel defendeu o trabalho "Vítimas e combatentes na comissão nacional da verdade (CNV): discurso, memória, silêncio, resistência", sob a orientação da Profa. Dra. Carmem T. Baumgartner.

O Programa de Pós-Graduação em Letras tem como área de concentração "Linguagem e Sociedade" e é sediado no Campus de Cascavel da Unioeste.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Trabalhos em Linguagem são apresentados na XIII JUNIC

 

(21/09/2018) XIII Junic conta com um conjunto expressivo de trabalhos de iniciação científica orientados por docentes do PPGCL. Pesquisa são apresentadas em sessões de pôsteres e de comunicações orais nesta quinta (20) no Bloco Pedagógico da Unisul de Tubarão.

 

Agenda intensa

 

O segundo dia da XIII JUNIC foi aberta pelo professor Dr. Hércules Nunes de Araújo, Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Inovação da Unisul e entrega do Prêmio Professor Inovador no auditório do Bloco Pedagógico - 1º Andar. Em seguida, foi ministrada a palestra "Internacionalização das atividades acadêmicas: Ambientes para formar um estudante global" pela professora Dra. Luciane Stallivieri, que é Researcher in Internationalization of Higher Education. O vento foi finalizado com sessão de pôsteres e de comunicações orais das pesquisas de iniciação científica da Unisul ocorreram no térreo do Bloco Pedagógico Salas do Térreo e 2º Andar do Bloco Pedagógico.

 

No evento, várias pesquisas de iniciação científica e de pós-graduação foram orientadas por docentes do PPGCL. Entre elas destacamos

 

"13 Reasons Why e 4.48 Psychosis: Ecos da voz suicida numa perspectiva psicanalítica", de Mário César Coelho Gomes, orientada por Maurício Eugênio Maliska.

"A imagem e memória no discurso não binário de gênero nos videoclipes brasileiros", de Junior Laurentino, orientada por Nadia Regia Maffi Neckel.

"A imagem pelo outro: estética e política no cinema documentário latino-americano contemporâneo", de Ana Carolina Cernicchiaro.

"Análise discursiva de textualidades digitais: pesquisa e autoria para/na Educação Básica", de Solange Maria Leda Gallo.

"Análise ostensivo-inferencial e lógico-argumentativa de resumos de comunicações científicas submetidos ao XI JUNIC e XI Seminário de Pesquisa em 2016", de Helena Liberato Pereira, orientada por Fábio José Rauen.

"Artes Crespas: O Corpo Negro nas Artes Visuais Contemporâneas", de Rodrigo Ribeiro Andrade dos Santos, orientada por Nadia Regia Maffi Neckel.

"Blax Marginalia: A estética e o sujeito do cinema no Brasil e nos Estados Unidos de 1968 a 1973", de Luiz Gustavo Laurindo dos Santos, orientada por Alexandre Linck Vargas.

"Corpo e Imagem em Discurso de Narrativas", de Carolina Soares Bizarro, orientada por Nadia Regia Maffi Neckel;

"Deslocamento e cartografias de gênero e sexualidade no cinema latino-americano contemporâneo", de Samantha Joane Garcia Cardoso, orientada por Ramayana Lira de Sousa.

"Discurso científico em plataforma digital: teoria e prática", de Thais Katarina da Silva Francisco e Carolina Soares Bizarro, orientada por Solange Maria Leda Gallo.

"Interações comunicacionais de Sheldon Cooper na versão dublada do episódio piloto da série "Big Bang: a teoria": análise conforme a teoria da relevância", de João Augusto Campos Michels, orientada por Fábio José Rauen.

"Jurisprudência sobre a extensão do escopo da lei maria da penha a homens heteroafetivos vítimas de violência doméstica e familiar: análise pragmáticocognitiva", de Bárbara Mendes Rauen, orientada por Fábio José Rauen.

"Nostalgia da Luz, de Patricio Guzmán, e a escavação da história", de Beatriz Kestering Tramontin, orientada por Ana Carolina Cernicchiaro.

"O desejo na peça teatral Quem não perdoa de Júlia Lopes de Almeida", de Tatiana Czornabay Manica, orientada por Jussara Bittencourt de Sá.

"Políticas e poéticas do curta-metragem feminista brasileiro contemporâneo", de Samantha Joane Garcia Cardoso, orientada por Ramayana Lira de Sousa.

"Rainhas do Rádio: uma construção da identidade musical brasileira e catarinense pelo viés da indústria cultural", de Jackson Gil Avila, orientada por Jussara Bittencourt de Sá.

"Representações nas narrativas da prosa literária: estudo sobre a Identidade Cultural do Sul Catarinense", de Daniela Varnier Gislon, orientada por. Jussara Bittencourt de Sá.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Novembrada em pauta

 

(20/09/2018) Professora Dra. Solange Gallo apresenta comunicação na mesa de abertura do III Congresso de Direito Unisul: Direito e Constituição na noite desta quarta (19) na Unidade Pedra Branca da Unisul. Em pauta, debate do filme "Novembrada".

 

O evento

 

Com o objetivo de contribuir para a pesquisa e produção de conhecimento acerca do Direito e da Sociedade, a Unisul e o Grupo de Pesquisa Zeitgeist promovem o III Congresso de Direito Unisul. O vento pretende ampliar a pesquisa, o estudo e o diálogo científico, de forma a incentivar a produção e divulgação do conhecimento jurídico, assegurando um espaço que congrega a disseminação de pesquisas, tendo como tema central o Direito e a Constituição.

 

O evento pretende contribuir para a formação e prática profissional dos alunos da Graduação e Pós-graduação; bem como para a pesquisa e produção de conhecimento, interligados à formação e exercício profissional das áreas envolvidas.

 

Foto/divulgação: PPGCL

O caso

 

A Novembrada é o nome pelo qual ficou conhecida a grande manifestação popular contra o Regime Militar implantado em 1964 no Brasil, ocorrida no movimentado centro de Florianópolis em 30 de novembro de 1979. "Novembrada" é um curta-metragem de Eduardo Paredes e narra o confronto entre populares e o então presidente da República, João Baptista Figueiredo. A obra, marcada pelo resgate histórico dos fatos que antecederam ao episódio e da patética reação do general à manifestação que reclamava o fim da ditadura militar, que naquele ano completava 15 anos. Trata-se de libelo bem produzido e grandioso em nome da liberdade.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Coordenação participa de mesa na XIII JUNIC

 

(20/09/2018) O professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL, apresentou comunicação na Mesa Redonda "Internacionalização das pesquisas da Unisul e na Universidade de Cambridge", nesta quarta (19) no Auditório 211 do Bloco Pedagógico da Unisul. Em pauta avanços e reflexões sobre o tema no Programa.

 

Cotejo de realizações e desafios

 

Rauen apresentou no evento um apanhado geral de intercâmbios internacionais do Programa nos últimos anos. Entre outras questões, destacou convênios, contatos e parcerias, mobilidade acadêmica de docentes e discentes, circulação de pesquisadores estrangeiros, cursos, conferências e comunicações e o papel das publicações do PPGCL neste processo.

 

Em seguida, fez uma análise do que chamou de assimetrias e paradoxos da internacionalização. "Eu elegi quatro pontos que merecem reflexão, especialmente quando a Universidade se candidata a editais de fomento nacionais: assimetria institucional, quando põe em conflito o papel comunitário da Universidade versus ideais universais de ciência ou quando põe em competição universidades maduras e emergentes; de áreas, quando põe em competição áreas do conhecimento que se pautam por métricas quantitativas com áreas que não se pautam por esses critérios; de nações e de línguas, quando priorizam nações e línguas hegemônicas; e de reciprocidade, quando ainda prevalece um viés passivo de internacionalização", comenta.

Para Rauen, eventos como esses, gestados na própria Universidade, revelam o amadurecimento institucional da Unisul. "É louvável ver que a internacionalização está na agenda da Universidade", destaca.

 

O evento

Foto/divulgação: PPGCL

 

A Jornada Unisul de Iniciação Científica – JUNIC é um evento promovido pela Unisul realizado com o propósito de disseminar os resultados de pesquisas, fomentadas com recursos institucionais, como é o caso do Programa Unisul de Iniciação Científica – PUIC e Professor Inovador. Além destes, outros resultados de programas apoiados pelo Governo do Estado de Santa Catarina: Artigo 170 e Artigo 171 - Pesquisa, bem como programas apoiados pelo Governo Federal: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC, e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação e Desenvolvimento Tecnológico e Inovação - PIBITI.

 

Neste ano, o evento XIII JUNIC e XIII SEMINÁRIO DE PESQUISA terá como tema central: Internacionalização da Pesquisa. Na quarta (19), o evento contou com três mesas: "Internacionalização da pesquisa: Possibilidades de Fomentos Externos", "Internacionalização das pesquisas da Unisul e na Universidade de Cambridge" e "Cidades Saudáveis e Sustentáveis". Hoje, o evento apresenta a conferência "Internacionalização das atividades acadêmicas: Ambientes para formar um estudante global", que será seguida de sessão de apresentação de pôsteres de comunicações de trabalhos de iniciação científica.

 

PPGCL


Foto/divulgação: AJEB/SC

Estudante do PPGCL coordena Associação de Jornalistas e Escritoras

 

(18/09/2018) Aconteceu no dia 13 de setembro a primeira reunião da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil de Santa Catarina (AJEB/SC).

 

Iniciativa local

 

Segundo a estudante de mestrado do PPGCL Renata Marques de Avellar Dal-Bó, que irá presidir a coordenadoria, a AJEB/SC tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos, experiências e ideias. “Além disso, a associação também vai possibilitar que nossos talentos literários daqui sejam representados nacionalmente, podendo compartilhar nossas produções culturais e literárias com jornalistas e escritoras de todo o país”, complementa.

 

Participam também da coordenadoria da AJEB/SC as estudantes de mestrado do PPGCL Emanuelle Querino Alves de Aviz (vice-presidente), Walquíria Guedert (tesoureira), Cíntia Abreu, a estudante de doutorado Tatiana Manica (secretária) e a pós-doutoranda Marlene Brandolt.

 

Renata toma posse na Academia Cearense de Letras no dia 24 de setembro, durante o Encontro Nacional da Ajeb em Fortaleza. “Estou muito feliz com esse novo desafio de poder propiciar a união de jornalistas e escritoras de nosso estado em prol de um só objetivo: ‘A perenidade do pensamento pela palavra’”, comemora.

 

Renata Margues de Avellar Dal-Bó é também colunista do Diário do Sul e apresentadora da UnisulTV. A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil é uma associação sem fins lucrativos, fundada pela escritora Hellé Velloso Fernandes em 8 de abril de 1970 na cidade de Curitiba.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Vinte trabalhos são qualificados na Jornada de Pesquisas do PPGCL

 

(15/09/2018) Com a apresentação das últimas cinco pesquisas do Campus Sul do PPGCL (ver matéria completa) nesta sexta (14), Jornada de Pesquisas do PPGCL qualifica vinte trabalhos acadêmicos.

 

Imagens em movimento

 

O primeiro trabalho a ser apresentado no último dia da Jornada de Pesquisas foi a qualificação de projeto de dissertação de Vanessa Silva Sagica, intitulado "A sobrevivência do dispositivo representativo: imagens em movimento na E.M.E.B. Faustina da Luz Patrício".

 

O projeto de Vanessa pretende analisar o dispositivo representativo nas imagens em movimento que se apresentam na Escola. Para dar conta do trabalho, Vanessa pretende realizar uma pesquisa de campo para obter dados imagéticos que exemplifiquem a sobrevivência do dispositivo representativo na escola no ano de 2018. Para fundamentar seu projeto, Vanessa mobiliza conceitos de Agamben, Mondzain, Rancière e Didi-Huberman, bem como a Lei 9394/96 e o Projeto Político Pedagógico da escola em questão.

 

"Eu estou me propondo a identificar a escola como representação mimética, e verificar se os princípios da economia divina ainda estão presentes na contemporaneidade, induzindo e estabelecendo normas do sensível", esclarece.

 

O projeto, orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas foi avaliado pelas professoras Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Poética de Yzalú

 

Em seguida, foi apresentado o projeto "Poética de Yzalú: análise do que há de diferença" de Micaella Schmitz Pinheiro. O objetivo do estudo bibliográfico e documental de Micaella é compreender o que há de diferença na poética de Yzalú e como tal conceito se articula a imagem e a música da cantora.

 

"Para dar conta desse objetivo, eu pretendo abordar a gênese das questões feminista e os movimentos de Hip Hop e Rap no cenário cultural brasileiro, além dos de conceitos como diferença, identidade, experiência, gênero e deficiência", explica a autora.

 

"Através desse trabalho, eu espero compreender os movimentos culturais, dar visibilidade as minorias sociais e pensar na indistinção entre vida e obra, a partir da poética de Yzalú que não se restringe a essa fronteira entre vida e obra", argumenta.

 

O trabalho de Micaella, orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas, contou com a avaliação de banca formada pelas professoras Dra. Claudia Nandi Formentin (SATC) e Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Representações do bem e do mal

 

Encerrando as atividades matutinas, a estudante Ana Caroline Voltolini Fernandes apresentou seu projeto de dissertação intitulado "Representações do bem e do mal no imaginário infantil".

 

Nesta pesquisa, Ana Caroline pretende identificar, sob a perspectiva da teoria do imaginário, as representações do bem e do mal formuladas por alunos do quinto ano do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Básica Faustina da Luz Patrício, de Tubarão (SC).

 

Para se alcançar o objetivo geral da pesquisa, a estudante fará uso da Culturanálise de Grupo postulada por José Carlos de Paula Carvalho para mapear a cultura latente do grupo, e o teste projetivo AT-9 de Yves Durand (1987) para colher as representações e posteriormente relacioná-las com a teoria do imaginário proposta por Gilbert Durand, especialmente com os regimes de representação da imagem apresentados pelo referido autor. Por fim, através da mitocrítica, a pesquisadora pretende identificar o mito diretor que rege o imaginário do bem e do mal dos estudantes.

 

O trabalho de Ana Caroline é orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e foi avaliado por banca formada pelos professores Dr. Alexandre Linck Vargas e Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Racionalidade e imaginário

 

O primeiro trabalho apresentado à tarde, Viviani do Nascimento qualificou seu projeto de tese intitulado "Racionalidade e imaginário: representações simbólicas entre docentes de física do vale de Braço do Norte".

 

O projeto de tese de Viviani visa a analisar, a partir do ponto de vista da teoria do imaginário, as representações simbólicas de docentes de Física do vale de Braço do Norte. "Minha intenção é demonstrar que há raízes míticas e imaginárias em qualquer discurso", explica a autora. "Além disso, pretendo propor um estudo sistemático das duas abordagens, racionalidade e imaginário por meio de análise das representações simbólicas dessa relação entre os docentes de física", antecipa.

 

Para dar conta desses objetivos, Viviane pretende utilizar o método da Culturanálise de Grupos de José Carlos de Paula Carvalho. "Por meio disso, esperamos apontar os elementos simbólicos e sua contribuição na cultura, na literatura, enfim na produção de conhecimento", complementa a pesquisadora.

 

O projeto de tese de Viviani do Nascimento, orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, foi avaliado por banca formada pelos professores Dr. Alexandre Linck Vargas e Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Foto/divulgação: PPGCL

O jogo da ficção filosófica de Vilém Flusser

O último trabalho das Jornadas de Pesquisas foi o projeto de dissertação do estudante Jessé Antunes Torres intitulado "Homo Fictor: o jogo da ficção filosófica de Vilém Flusser".

 

O projeto de dissertação de Torres tem por objeto a chamada ficção filosófica do tcheco-brasileiro Vilém Flusser. "A ideia/conceito de ficção filosófica permeia toda a sua obra, mas que se materializa mais especificamente em um conjunto de textos em que o autor lança mão da invenção e da criação como forma de provocar reflexão em seus leitores", destaca o estudante.

 

Segundo o estudante, as ficções filosóficas estão entre os textos mais originais e expressivos da filosofia de Flusser: não são apenas meios para um fim, mas resultado de uma posição específica com relação à possibilidade do conhecimento.

 

"Pretendo analisar essa ficção sob múltiplos e complexos aspectos, mas especialmente o literário, quando me aproximo da teoria da literatura, para melhor compreendê-la e propor novas leituras e vias de acesso", explica Torres. "Pretendo dessa forma contribuir, por mais modesta que seja minha ajuda, com o diálogo sobre Flusser, cuja obra ainda se encontra em grande parte inédita", complementa.

 

O ensaios de Jessé Antunes Torres, orientado pelo professor Dr. Alexandre Linck Vargas, foi avaliado por Banca formada pelas professoras Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tubarão promove Jornada de Pesquisas
 

(14/09/2018) Cinco pesquisas (ver matéria completa) são avaliadas nesta quinta (13) na Jornada de Pesquisas do Campus Sul do PPGCL. Evento continua hoje com mais cinco trabalhos.

 

Casamento burguês brasileiro do século XIX


A Jornada de Pesquisa do Campus de Tubarão iniciou-se com a qualificação de projeto de dissertação da estudante Renata Marques Avellar Dal-Bó, intitulado “Representações identitárias da mulher no casamento burguês brasileiro do século XIX: o teatro de José de Alencar e Martins Pena”.


O projeto de Renata pretende compreender como se configuram as representações identitárias da mulher no casamento burguês brasileiro do século XIX nas peças teatrais “As Casadas Solteiras” (1845), de Martins Pena e “O que é o casamento?” (1862), de José de Alencar. “Eu pretendo, de modo mais específico, avaliar a relação do contexto histórico e ficcional apresentados nas obras e a situação da mulher em relação ao amor e à questão econômica no casamento”, explica a autora.


Segundo a estudante, Martins Pena e José de Alencar buscam, em suas peças, representar a mulher brasileira burguesa casada do século XIX, que, embora imprima influência da sociedade europeia, principalmente francesa, também procura por traços identitários próprios. Cada autor, por meio de suas particularidades culturais, morais e ética, retrata o feminino dentro da sua concepção teatral.


“Um aspecto relevante para o desenvolvimento deste projeto é ter percebido, através da pesquisa do estado da arte, a carência de estudos relacionados ao teatro brasileiro do século XIX, principalmente em se tratando da representação da mulher”, argumenta.


“Evidenciamos a importância da pesquisa na medida em que os textos teatrais do século XIX possibilitam reflexões e críticas sobre o papel da mulher, enquanto esposa e mãe, numa sociedade conservadora, em um país que acaba de conquistar a sua independência, propiciando uma reconstituição da expressão moral desta época e a compreensão do imaginário feminino no casamento”, complementa.


O projeto, orientado pela professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá, foi aprovado por banca formada pelas professoras Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Dra. Marlene Rodrigues Brandolt (pós-doutoranda do PPGCL).


 


Foto/divulgação: PPGCL

Brasões municipais e imaginário infantil


Emanuelle Querino Alves de Aviz, em seguida, apresentou o projeto de dissertação “Elementos simbólicos do brasão do município de Imbituba: Análise do imaginário das crianças das escolas municipais”.


O projeto de Emanuelle visa a analisar os elementos simbólicos do brasão do município de Imbituba no imaginário de crianças de dez anos de escolas municipais. Segundo a autora, o brasão, instituído em 1970, é o principal elemento imagético da comunicação municipal e apresenta figuras que registram parte da história da cidade.


“Meu objetivo é descobrir se o imaginário infantil continua sendo alimentado pelo mesmo imaginário que o inspirou e, para isso, pretendo usar como metodologia de aplicação da pesquisa a culturanálise de grupos de Paula Carvalho e a mitanálise de Durand”, explica a pesquisadora.


Orientado pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, o projeto foi aprovado por banca formada pelos professores Dra. Jussara Bittencourt de Sá e Dr. Mário Abel Bressan Júnior.


Foto/divulgação: PPGCL

O testamento do Sr. Napumoceno


O terceiro trabalho a ser apresentado foi o ensaio de Tópicos Avançados de Leitura de Mayara Gonçalves De Paulo, intitulado “O testamento do Sr. Napumoceno: reflexões sobre a identidade cultural na literatura caboverdiana”.


Conforme relata Mayara, as reflexões que permeiam este ensaio fazem parte do seu projeto de tese e tem origem nos estudos vinculados à linha de pesquisa Linguagem e Cultura. O objetivo do ensaio é apresentar um estudo acerca da literatura africana de expressão portuguesa e dos elementos que configuram a identidade, tomando por objeto o livro “O testamento do Sr. Naponuceno” do escritor Germano Almeida, sob o olhar pós-colonial.


“Penso que essa obra permite-nos afirmar a literatura como um lugar relevante a ser investigado e problematizado, quer pela representação do mundo colonizado a partir do olhar do colonizador, quer pela construção da representação do colonizado a partir da influência do colonizador”, argumenta a estudante.
O texto de Mayara contou com a avaliação da professora Dra. Marlene Rodrigues Brandolt.


Foto/divulgação: PPGCL

Risco e empreendedorismo


Já à noite, ocorreu a qualificação projeto de tese intitulado “A noção de risco no discurso contemporâneo do empreendedorismo: sentidos e silenciamentos” do estudante Realdo José Sorato.


O projeto de Sorato propõe uma reflexão sobre efeitos de sentido no campo discursivo enunciativo do empreendedorismo, circundando perspectivas do dizível naquilo que entendemos como risco neste espaço. “Meu objetivo é compreender de que forma estes enunciados deslizam de aparentes sentidos negativos para positivos”, explica.


Para dar conta desse objetivo, Sorato propõe-se a observar processos de paráfrase e de polissemia, investigar filiações discursivas nas quais sujeitos se inscrevem nesse campo, e analisar gestos interpretativos de sujeitos empreendedores e seus silenciamentos.


“Minha base teórica diz respeito às noções de gestos interpretativos e produção de efeitos de sentido desenvolvidos por Eni Orlandi a partir do suporte teórico e metodológico a Análise de Discurso de orientação francesa”, esclarece o pesquisador.


Eu espero que a investigação aponte para um estudo mais aprofundado de elementos constitutivos destes efeitos e para a compreensão do funcionamento dos mecanismos ideológicos que determinam aparentes deslizamentos para efeitos de positividade do objeto risco em comunidades discursivas ligadas ao empreendedorismo”, complementa.


O projeto de tese, orientado pela professora Dra. Maria Marta Furlanetto, contou com a avaliação de banca formada pelos professores Dra. Andréia da Silva Daltoé e Dr. Fábio José Rauen.


Foto/divulgação: PPGCL

Sobre Pós-verdade


O último trabalho desta quinta foi o ensaio de Tópicos Avançados de Leitura de Israel Vieira Pereira, intitulado “A pós-verdade como acontecimento discursivo”.


Neste ensaio, Pereira buscou tecer considerações sobre o termo “pós-verdade” pela perspectiva discursiva, com a finalidade de analisar seu funcionamento, no contato do histórico com o linguístico. “Eu estou propondo neste texto que a pós-verdade se materializa como acontecimento discursivo que serve de referência para ações de viés político”, argumenta o pesquisador.


Para empreender tal reflexão, Pereira realiza uma aproximação entre autores da análise do discurso, da filosofia e dos estudos da mídia e jornalismo para debater como se entrelaçam sentidos como verdade, língua, sociedade e história, que produzem efeitos que alteram a compreensão da realidade. Para o estudante, a discussão sobre pós-verdade permite problematizar as noções de sujeito, condições de produção e materialidades discursivas.


“Uma das consequências dessa mudança seriam os resultados eleitorais que contrariam as previsões de institutos de pesquisa política e da mídia tradicional, exemplificados neste artigo na análise da eleição de Trump e do Brexit”, observa.


O texto de Israel contou com avaliação da professora Dra. Maria Marta Furlanetto.

 


Foto/divulgação: PPGCL

Interação com a graduação


Um ponto a ser destacado nesta quinta foi a participação dos estudantes da 8ª fase de Letras nas atividades da noite. “Fiquei especialmente feliz com essa integração, que é muito relevante tanto para a qualificação do ensino de graduação, como para a consolidação da pós-graduação”, comemora o professor Dr. Fábio Rauen, coordenador do PPGCL.


PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Terça-feira intensa

 

(12/09/2018) Cinco trabalhos dão continuidade à Jornada de pesquisas do PPGCL na Pedra Branca. Quinta e sexta serão apresentados trabalhos em Tubarão.

 

Heróis, Anti-heróis e humanos

 

O segundo dia da Jornada de Pesquisas do PPGCL começou com a qualificação de projeto de dissertação de Kayo Fernandes Brodbeck intitulado "Nem herói nem anti-herói, humano: o homem do subsolo de Dostoiévski submetido às injunções superegóicas".

 

O objetivo do trabalho de Brodbeck é analisar os efeitos discursivos do supereu no personagem principal do livro "Memórias do subsolo" de Dostoiévski. "Minha pesquisa será bibliográfica. Eu pretendo articular o conceito de supereu e a forma como esta instância psíquica se manifesta, com suas injunções, críticas e recriminações que recaem sobre o eu de modo a causar desconforto no sujeito", explica.

 

Para melhor compreender o objeto de pesquisa, o estudante pretende articular esta compreensão a passagens do romance de Fíodor Dostoiévski. "Vou investigar, inicialmente no seu monólogo e em seguida através do relato de seus encontros e desencontros com seus pares, se o discurso do personagem, ou o que ele nos permite acessar através, pode estar sendo afetado por um discurso que o precede, para mim o discurso do supereu", complementa.

 

Orientado pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska, a pesquisa foi aprovada por banca formada pelos professores Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos e Dra. Nádia Régia Maffi Neckel.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Educação inovadora

 

Em seguida, Debbie Mello Noble, defendeu seu projeto de tese intitulado "Do pé de manga ao Google for Education: a discursivização da educação inovadora".

 

A pesquisa de Debbie visa a compreender o funcionamento discursivo de inovação no campo educacional. "Pretntendo investigar as condições sócio-histórico-ideológicas que produzem os discursos que sustentam a inovação na educação", complementa a estudante.

 

Assumindo a lente da Análise do Discurso Pechêuxtiana, Debbie argumenta que é preciso colocar em causa a transparência da língua, e isso só é possível quando se observa a historicidade constitutiva do discurso. "Buscamos a compreensão de determinados momentos históricos em que se demanda à educação que seja inovadora", esclarece.

 

A pesquisa será realizada por meio da análise de registros de práticas pedagógicas que representem a entrada da inovação na educação básica, investigando a construção de alguns efeitos de evidência construídos, como aquele em torno das tecnologias digitais como uma demanda para a inovação na educação. "De imediato, observamos que a inovação adentra o campo pedagógico como uma adjetivação que, para além de apenas qualificar, a determina substancialmente", complementa.

 

O projeto, orientado pela professora Dra. Solange Maria Leda Gallo, foi aprovado por banca formada pelas professoras Dra. Andreia da Silva Daltoé e Dra. Nadia Regia Maffi Neckel.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Ética Documental

 

Igor Miguel da Silveira Rosa, por sua vez, defendeu o projeto de dissertação "Jogo de cena e o dispositivo fílmico de Eduardo Coutinho como construção de uma ética documental"

 

Segundo Rosa, a pesquisa visa a perceber a construção e consolidação do estilo do documentário "Jogo de Cena" (2002) do diretor Eduardo Coutinho, replicado em outros dois filmes "Canções" (2011) e "Últimas Conversas" (2015).

 

O projeto, aprovado por banca formada pelas professoras Dilma Beatriz Rocha Juliano e Dra. Ramayana Lira de Sousa, é orientado pela professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Articulando capitalismo e mal-estar contemporâneo

 

"A articulação entre o discurso do capitalista e o mal-estar na contemporaneidade" é o título do projeto de dissertação de Clarinice Aparecida Paris, orientado pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska.

 

O trabalho desenvolve a hipótese de que o mal-estar contemporâneo ocorre principalmente como um efeito do sistema capitalista. "Pretendo analisar a configuração e as problemáticas que constituem o campo do mal-estar articuladas ao discurso do capitalista na contemporaneidade", reitera a estudante.

 

Para dar conta desse objetivo, a investigação de Clarinice terá embasamento teórico psicanalítico, principalmente em Freud e Lacan com cotejos e diálogos com outros autores que também exploram o tema. "Estes dois importantes autores desde a modernidade fundamentaram sobre o tema do mal-estar articulados ao sistema e ao discurso do capitalista", justifica.

 

O projeto foi aprovado por banca formada pelas professoras Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano e Dra. Nadia Regia Maffi Neckel

 

Foto/divulgação: PPGCL

Imagens da infância

 

O dia de trabalho encerrou-se com a qualificação do projeto de tese de Gabriele Vieira Neves intitulado "A infância da linguagem nas imagens da infância: o aparecimento da criança surda na arte De’VIA como gesto político de resistência".

 

Segundo Gabriele, um movimento cultural liderado por artistas visuais surdos denominado de Arte De'VIA surgiu nos Estados Unidos na década de 1980. Esse movimento buscava desnaturalizar aquilo que, até então, era chamado de arte surda.

 

"O objetivo da minha tese é buscar rastros da infância da linguagem nas imagens da criança produzidas por artistas surdos do Movimento De’VIA, fundamentando-se no referencial teórico-metodológico de Walter Benjamin, Giorgio Agamben, Georges Didi-Huberman e Pady Ladd", esclarece a estudante.

 

De modo mais específico, a pesquisa pretende refletir sobre as noções de infância que aparecem nas pinturas de alguns dos artistas do Movimento De’VIA; reconhecer os traços que podem ser caracterizados como gestos políticos de resistência; compreender os efeitos que as imagens da criança surda podem produzir nas telas dos pintores do Movimento De’VIA; analisar como o corpo da criança surda aparece nas imagens produzidas por artistas surdos desse Movimento; e apontar os elementos que podem compor a contra-narrativa surda sobre sua própria história e sua Surdidade.

 

O projeto é orientado pela professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano e foi aprovado pelas professoras Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Jornada de Pesquisas começa na Pedra Branca

 

(11/09/2018) Semana intensa de apresentação de trabalhos, a Jornada de Pesquisas do PPGCL iniciou-se nesta segunda (10) com a apresentação de 5 pesquisas no Campus Norte.

 

O que é um corpo capa de revista?

 

O primeiro trabalho apresentado foi o ensaio de Tópicos Avançados de Leitura de Bárbara Pavei Souza, intitulado “O que é um corpo capa de revista?: uma breve análise discursiva”.

 

Segundo Bárbara, as capas das revistas de moda, saúde, entre outras são conhecidas por destacar referencias de beleza, ícones de estilo de vida e reconhecidas pelo grande público. Bárbara argumenta que, no que se refere a aparência, há uma seleção quase absoluta de personagens brancas, ponto em evidência a temática racial no Brasil.

 

“No meu artigo, investiguei o funcionamento discursivo na capa da edição nº 306 da revista Galileu. Nesta capa, com a manchete ‘O que é um corpo capa de revista?’, aparece o corpo da modelo negra plus size Evelyn Dias”. Isso me levou a percorrer redes de memórias nas quais os corpos das mulheres são significados e quais os efeitos de sentido são construídos nos discursos sobre os corpos gordos e negros”, explica

 

O estudo de Bárbara, que está embasado nos dispositivos teóricos-metodológicos da teoria da Análise de Discurso (AD) de orientação francesa, foi orientado pela professora Dra. Nadia Regia Maffi Neckel e avaliado pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Investigações fotográficas

 

Em seguida, Roberto Luiz Svolenski apresentou o ensaio “As investigações fotográficas de Gian Paolo Minelli”. O texto analisa os ensaios e investigações fotográficos do artista suíço/argentino Gian Paolo Minelli, radicado em Buenos Aires, e suas relações estéticas e políticas.

 

“Meu estudo foi realizado a partir de autores como Georges Didi-Huberman enfatizando a maneira como os povos são representados a partir da subexposição e sobreexposição, bem como ‘escovei a história a contrapelo’, conforme expressão de Walter Benjamin”, explica Slovenki. “Para mim, esses ensaios fotográficos de Minelli rememoram algo que ficou escondido na história”, complementa.

 

A análise foi feita a partir de 4 ensaios do fotógrafo, “Buenos Aires Encuentro con 30 artistas” (1995), “Vedermi” (1998), “Brno Zbrojovky” (2008) e “Zona Sur Barrio Piedra Buena” (2000-2010) tendo como fio condutor a degradação e destruição de diversos ambientes.

 

Orientado pela professora Dra. Ana Carolina Cernicchiaro, o trabalho contou com a leitura especializada da professora Dra. Ramayana Lira de Sousa.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Retratos e sentimentos

 

“Retratos que sentem: uma análise sobre o sintoma em Pierre Fatumbi Verger”, de Daniela Cristiane Martins, foi o título do primeiro projeto de dissertação da Jornada de pesquisas.

 

Segundo Daniela, o fotógrafo francês Pierre Verger realizou, entre as décadas de 40 a 60, um trabalho etnográfico e antropológico entre a África e o Brasil sobre a cultura negra e suas ramificações. Para ela, o objeto de trabalho de Verger foram os retratos para manter essa cultura viva na busca por singularidade e simbolismo nas imagens.

 

“Meu propósito na dissertação é refletir sobre tais retratos, presentes na obra “Orixás”, analisados a partir do conceito de rostidade, de Gilles Deleuze e Felix Guattari, e de sintoma, de Georges Didi-Huberman”, explica a autora.

 

Orientada pelo professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos, o projeto foi aprovado por banca formada pelas professoras Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e Dra. Dilma Beatriz R. Juliano

 

Foto/divulgação: PPGCL

Mitos em pauta

 

Em seguida, Luana Franciele Fernandes Alves apresentou seu projeto de dissertação, intitulado “As transfigurações do mito de Ariadne e Dionísio e a alteridade em Hilda Hilst”.

 

Conforme Luana, as artes buscam nos mitos inspiração para (re)discutir temas contemporâneos. Isso pode ser observado no conjunto poético que compõe o livro “Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão”, de Hilda Hilst e que são o objeto de estudo desta pesquisa. “Meu o objetivo na dissertação é descrever a transfiguração em “Ode descontínua e remota para flauta e oboé - de Ariana para Dionísio”, diz a autora.

 

Luana pretende verificar a construção da alteridade em Hilda Hilst com base em dois principais teóricos: Luce Irigaray e Jean Baudrillard. “Minha dissertação é uma pesquisa aplicada, de caráter exploratório em bibliografias, periódicos e sites, além de pesquisa nos documentos do Instituto Hilda Hilst, localizado em Campinas – SP, e análise documental no Centro de Documentação Cultural "Alexandre Eulálio" da Unicamp”, explica.

 

A autora argumenta que a transfiguração está presente em toda a obra pesquisada, seja na figura do Deus que se faz humano diante da amada, ou na transposição de Ariadne da mitologia para Ariana de Hilda Hilst. “Percebo que há uma relação erótica heterossexual e a alteridade estaria relacionada, então, a um desejo pelo outro sexo, um desejo, no entanto, que não parece encontrar solução”, observa. “Seria nesse jogo erótico de constante adiamento do gozo que se constrói o outro nos poemas que compõem o objeto de estudo”, conjectura.

 

Esta pesquisa, orientada pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa, foi aprovada por banca formada pelos professores Dra. Ana Carolina Cernicchiaro e Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos orientada
Corpo lésbico e literatura infantil.

 

Foto/divulgação: PPGCL

Corpo lésbico e literatura

 

O último trabalho apresentado nesta segunda foi o projeto de tese de Marlos José Lima Machado, intitulado “Reconstrução do corpo lésbico na literatura infantil”.

 

O projeto de Machado pretende discutir a construção de corpos através das linguagens, textos e imagens em obras destinadas ao público infantil de temática homoafetiva feminina a partir do discurso dominante masculino que age naturalizando e legitimando seu poder, insistindo em controlar os corpos desde a infância.

 

A tese busca, além disso, discutir e apresentar formas de destruição e reconstrução destes corpos presentes em obras infantis contemporâneas, na esteira das propostas de pensadoras(es), estudiosas(os), ativismos, que, na problematização e denúncia deste discurso, vem propondo políticas a favor da vida como: Michel Foucault, Judith Butler, Giorgio Agamben, Guacira L. Louro; e que vem sendo ecoadas na literatura infantil que acabam possibilitando aos leitores o entendimento da importância de compreender a diferença e que existe um problema sério de gênero que precisamos aclarar.

 

O projeto de tese foi aprovado por banca formada pelas professora Dra. Nadia Regia Maffi Neckel e Dra. Dilma Beatriz R. Juliano e tem como orientadora a professora Dra. Ramayana Lira de Sousa.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Judith Butler em pauta

 

(04/09/2018) O Grupo de Estudos “Sobre os Corpos”  teve início nesta segunda-feira (3) com a leitura do capítulo introdutório do livro “Corpos em Aliança e a Política das Ruas: Notas sobre uma Teoria Performativa de Assembleia”, de Judith Butler. O encontro aconteceu na Laboratório de Linguagens da pedra Branca.

 

Posturas corpóreas em assembleias públicas

 

A escolha por iniciar com este livro em específico justifica-se principalmente pelo momento político que vivemos em nosso país e a emergência de reflexões que busquem compreender os processos de resistência ao movimento de neoliberalismo global. Nessa obra, a autora analisa as posturas corpóreas em assembleias públicas nos contextos socioeconômico e político mundiais. Os corpos são tomados então como corpos políticos e as assembleias como reuniões corporificadas que marcam o tênue território entre a invisibilidade e a visibilidade de vidas precárias (para lembrar outra obra da mesma autora no ano de 2004). Corpos que lutam, que resistem performativamente, frente às racionalidades individuantes e meritocráticas do século XXI.

 

O próximo encontro acontece no dia 17/09, às 17h30, no Laboratório de Linguagens, sala 111B – Campus Pedra Branca

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese analisa jogos articulando as noções de ludus e paidia

 

(31/08/2018) Fabian Antunes Silva defendeu a tese "O lúdico hoje: a compreensão do jogo a partir de uma articulação entre Ludus e Paidia de Roger Caillois" nesta sexta (31) na sala 111, do bloco B, da Unidade Pedra Branca em Palhoça.

 

Variedade e mobilidade dos jogos sob análise

 

Silva argumenta que os jogos são pervasivos à vida. "Os jogos existem em todos os lugares e todas as épocas. Seus números são incontáveis, assim como incontáveis são suas formas, nomes e modos de funcionamento. Por isso a importância de estudá-los é sempre presente".

 

Para o pesquisador, a variedade e a mobilidade dos jogos os torna um fenômeno difícil de compreender. Esse trabalho é um esforço em elaborar ferramentas teóricas capazes de lidar com essa variedade sem capturá-las em categorias rígidas.

 

Na tese, Silva propõe que as categorias ludus e paidia, definidas por Roger Caillois, pode funcionar como consistentes ferramentas de leitura da dinâmica lúdica.

 

"Minha pesquisa trata o lúdico como um jogo de forças entre ludus e paidia", explica. "É através desse jogo de forças que o jogo adquire mobilidade e se abre para diferentes tipos de formações lúdicas possíveis, numa rede de entrelaçamentos que leva em conta questões culturais, sociais e históricas", complementa.

 

A tese, orientada pelo prof. Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos foi avaliada por banca formada pelos professores Dr. Vinícius Nicastro Honesko – UFPR (avaliador); Dr. Jorge Hoffmann Wolff – UFSC (avaliador); Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – Unisul (avaliadora); Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – Unisul (avaliadora); e Dra. Ramayana Lira de Sousa – Unisul (suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese avalia funcionamento discursivo de hashtags

 

(30/08/2018) Tese “Análise do funcionamento discursivo de hashtags: o caso das hashtags #somostodosmacacos e #microcontos”, de autoria do estudante José Roque Damasco Neto foi defendida nesta quinta-feira (30) na sala 212B do Campus Pedra Branca da Unisul.

 

As hashtags #somosotodosmacacos e #microcontos

 

Conforme relata Damasco Neto, a tese partiu de estudos sobre a relação entre o funcionamento discursivo das hashtags #somosotodosmacacos e #microcontos e a alienação do sujeito ordinário do Twitter que as fazem circular.

 

“O recorte teórico foi estabelecido em bases materialistas, onde as leituras principais foram Marx, Althusser, Haroche, Rancière e Pêcheux, para que mobilizássemos os conceitos de alienação, aparelhos ideológicos de Estado, democracia e visibilidade”, diz o autor. “Já as bases discursivas que guiaram a análise, se estabeleceram principalmente em torno das noções de repetibilidade, produção de sentidos, memória, normatização, ideologia e sujeito, e clivagens subterrâneas”, complementa.

 

A escolha das hashtags #microcontos e #somosotodosmacacos foi feita por ambas possuírem o atravessamento da formação discursiva midiática e por circularem ambas no ambiente discursivo digital do Twitter, que se caracteriza, predominantemente, pelo discurso da escritoralidade.

 

“A análise discursiva, contudo, mostrou que a hashtag #microcontos se caracteriza por funcionar como um discurso da escrita que circula nesse ambiente. Essa constatação foi possível a partir do recorte do corpus pela noção de autoria. Por outro lado, pudemos considerar os trending topics, ou “assuntos do momento”, como uma das formas na qual se materializa a alienação dos sujeitos em relação ao seu discurso e ao seu trabalho de produção de polêmicas”.

 

A Tese foi avaliada por banca formada pelos professores Dra. Solange Maria Leda Gallo – Unisul (orientadora), Dr. Deivi Eduardo Oliari – Uniasselvi (avaliador), Dr. Guilherme Adorno de Oliveira – Univás (avaliador), Dr. Silvânia Siebert – Unisul (avaliadora), Dra. Juliana da Silveira – Unisul (avaliadora) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores – Unisul (suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Professora Andréia Daltoé ministra Aula Magna no IFSC

 

(29/08/2018) Na noite desta terça-feira (28), a professora Andréia Daltoé ministrou a Aula Magna “Análise do Discurso: perspectivas pedagógicas” no Curso de formação continuada em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura do Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC, Campus de Tubarão.

 

Análise do discurso em cena

 

O convite foi realizado pela Professora Juliene da Silva Marques, professora do curso e doutoranda, na linha de texto e discurso, do PPGCL-UNISUL.

 

A Professora Andréia ressalta a importância de estes eventos como este, uma vez que aproximam as diferentes instituições em torno de preocupações comuns, neste caso, com a formação continuada de professores da nossa região. “Foi uma noite de muita conversa e troca de experiências sobre os desafios da educação de modo geral e da escola”, afirma a Professora Andréia.

 

Para a Professora Juliene, com a fala da professora Andréia, foi possível fazer uma reflexão sobre a construção dos sentidos, o uso da palavra e todo o processo comunicativo, que é, em verdade, nosso material de trabalho em sala de aula. A partir disso, constatamos diversos momentos em que a língua falha, se esburaca, e essa perspectiva faz com que o olhar do professor seja mais atento tanto no que se refere a suas próprias produções, quanto ao que diz respeito à construção dos sentidos realizada pelos alunos.  Foi um momento importante de reflexão e crescimento que atendeu professores das redes municipais e Estadual, assim como do ensino público e privado.

 

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Constituição subjetiva e materialidade digital em Naqoyqatsi em pauta

 

(29/08/2018) A estudante Priscilla Rodrigues Simões defendeu a tese "Constituição subjetiva e materialidade digital em Naqoyqatsi: condição de (im)possibilidade da sociedade tecnológica" nesta terça (28) na sala 212B do Campus Pedra Branca da Unisul.

 

Condição de (im)possibilidade da sociedade tecnológica

 

Nesta tese, Priscilla buscou inscrever a discursividade do documentário Naqoyqatsi (REGGIO, 2002) no âmbito do cinema documental, da sociedade do consumo e da sociedade do espetáculo, para pensar suas condições de produção, sua constituição, sua circulação e sua formulação a partir das noções teórico-metodológicas da Análise de Discurso.

 

"Consideramos o documentário enquanto Arquivo discursivo", diz a autora. "Entendemos, ainda que, pela descontinuidade em relação à discursividade fílmica documental em que se inscreve, esse documentário possa ser pensado como um Acontecimento discursivo".

 

Buscando investigar a materialidade digital constitutiva da formação social contemporânea e analisando, para isso, as redes de filiações dos seus sentidos aos discursos militar, científico, esportivo e midiático, aí imbricados, a hipótese da autora é a de que houve uma transformação da forma-sujeito histórica capitalista em forma-sujeito histórica capitalista tecnológica a partir do atravessamento do digital em todas as instâncias da sociabilidade.

 

"Argumento que essa transformação produz consequências para os processos de subjetivação na contemporaneidade", explica Priscilla.

 

A tese foi avaliada por banca formada pelos professores Dra. Solange Maria Leda Gallo – Unisul (orientadora), Dra. Freda Indursky – UFRGS (avaliadora), Dr. Rodrigo Oliveira Fonseca – UFSB (avaliador), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – Unisul (avaliadora), Dra. Ramayana Lira de Sousa – Unisul (avaliadora) e Dra. Juliana da Silveira – Unisul (suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

O mal-estar na política e na cultura

 

(28/08/2018) Professora Freda Indursky (UFRGS) ministrou a palestra "O Mal-Estar na Política e na Cultura" na Unidade Pedra Branca do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem nesta terça (28). O evento foi transmitido ao vivo pelo YouTube e contou com a participação de pesquisadores de Tubarão, Santa Maria e Campinas.

 

Ódio e Cinismo

 

A palestra teve como objetivo refletir sobre os efeitos do mal-estar na cultura e na política. Para Freda, o Brasil estaria dividido em dois grandes blocos nos quais existe um mal-estar extremamente forte: um caracterizado por um ódio mortal ao PT e outro que apoiaria fortemente o candidato Jair Bolsonaro.

 

Uma das fontes do sentimento de mal-estar seria, como aponta Freud, a insuficiência das instituições que regulam as relações de estado e da sociedade. As instituições políticas, por sua vez, deveriam conduzir a uma felicidade de viver em conjunto que se mostra impossível na contemporaneidade.

 

"Pergunto-me de que modo essa impossibilidade de vivermos juntos se faz sentir", indaga a pesquisadora antes de começar a análise focada em duas patologias sociais específicas: o ressentimento e o cinismo.

 

Para a pesquisadora, seguindo Kehl (2011), o ressentimento nasce quando o sujeito deixa de se ver como derrotado para se ver como vítima como pode ser visto no enunciado "Farei o governo sangrar", atribuída ao candidato derrotado nas Eleições de 2014, que deu força a uma ideologia do ódio que se manifestou, dentre outras ocasiões, nas manifestações de 2015.

 

A manifestação da ideologia do ódio está ligada ao que a pesquisadora chama de uma língua fascista, até então adormecida e culturalmente interditada. Bastou a manipulação do ressentimento para que ela tomasse grande proporção na sociedade, atualizando os discursos da época da ditadura militar brasileira. "Talvez a gente viva numa sociedade muito conservadora. Muito mais do que imaginávamos", complementa.

 

O discurso de ódio é aquele gerado pelo ressentimento e estruturado pelos saberes de uma língua fascista. Através dele, o sujeito se coloca em posição antagônica ao adversário, tentando aniquilá-lo pelo meio de uma violência simbólica que se materializa nas tentativas de interdição do dizer, na diminuição de outros sujeitos e no cinismo.

 

O cinismo também é sintoma de mal-estar e está fortemente entrelaçado ao ressentimento e ao ódio. O sujeito que forma enunciados da ordem do impensável (como, por exemplo, manifestar descontentamento pelo fato de Dilma não ter sido enforcada no período da ditadura) sabe muito bem o que está fazendo e se deixa levar pela língua fascista. "Desde 2015, temos presenciado um recrudescimento do discurso de ódio entremeado ao cinismo. Isso vem causando profundo mal-estar político em parte significativa do corpo social", argumenta.

 

Definidos os princípios do mal-estar político no Brasil, a pesquisadora analisou movimentos contemporâneos afetados pela expansão do sentimento de mal-estar. No caso, fala-se dos movimentos Escola sem Gênero e Escola sem Partido.

 

A pesquisadora falou sobre as tentativas de interdição do Queer Museu em Porto Alegre; da performance Bicho, no MAM; do Evangelho segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu; das atividades de Judith Butler no Brasil.

 

"Trata-se de um conjunto de ações, entrelaçando ódio e cinismo, que configuram uma espécie de patrulha ideológica supostamente moralista, retomando os sentidos de censura que se encontravam adormecidos desde o fim do Regime Militar e demonstrando como o mal-estar na cultura reflete no mal-estar na política. Mal-estar que, então, poderia ser definido como ‘sintoma de algo que falta/falha na política’", conclui a pesquisadora.

 

Além da palestra, Frada Insdusrky participa à tarde de Banca Examinadora da tese "Constituição subjetiva e materialidade digital em Naqoyqatsi: condição de (im)possibilidade da sociedade tecnológica", da estudante Priscilla Simões.

 

Israel Pereira, para o PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Imagens dos povos no cinema brasileiro contemporâneo

 

(28/08/2018) O estudante Júlio César Alves da Luz defendeu a tese "Povos in/visíveis: imagens dos povos no cinema brasileiro contemporâneo" nesta segunda-feira (27) na sala 212B do Campus Pedra Branca da Unisul.

 

Condições de visibilidade

 

O estudo de Alves da Luz teve por objeto investigar as condições de visibilidade dos povos nas imagens da produção cinematográfica contemporânea no Brasil.

 

"Procuramos questionar as imagens comuns que, ao designá-los, na verdade invisibilizam os povos, de modo a pensar as imagens do comum nas quais eles, com efeito, compareçam nas suas diferenças e sob condições reais de visibilidade", explica.

 

Partindo da crítica às formas de uma visibilidade que os reduzem à invisibilidade, o pesquisador propõe que os povos figuram numa dialética entre o visível e o invisível nas imagens que procuram retratá-los ao examinar a cinematografia brasileira contemporânea.

 

"Buscamos mostrar, na leitura analítica do corpus fílmico da pesquisa, que os povos des/aparecerem aí em condições diferenciadas de in/visibilidade, tensionada sempre, nas imagens, na dialética entre o que mostram e o que elidem, entre os sentidos do que incluem e do que excluem", complementa.

 

Para dar conta dessa meta, Alves da Luz problematizou o modo como os povos aparecem e adquirem forma nessas imagens, examinando-as em seus aspectos composicionais, analisando aí os elementos da configuração imagética que põem em jogo essa dialética de sua in/visibilidade.

 

A tese foi avaliada por banca formada pelos professores Dra. Ramayana Lira de Souza (Unisul, orientadora), Dra. Alessandra Soares Brandão (UFSC, coorientadora), Dra. Esther Imperio Hamburger (USP, avaliadora), Dr. Cezar Migliorin (UFF, avaliador), Dra. Ana Carolina Cernicchiaro (Unisul, avaliadora), Dr. Artur de Vargas Giorgi (UFSC, avaliador) e Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos (Unisul, suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Projeto de pesquisa é aprovado em São Paulo

 

(27/08/2018) Jessé Antunes Torres teve seu projeto de dissertação "Homo fictor: o jogo da ficção filosófica de Vilém Flusser" aprovado pelo comitê científico do Arquivo Vilém Flusser São Paulo, mantido pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

 

Arquivo Vilém Flusser

 

"A aprovação desse projeto é fundamental para a minha pesquisa porque terei acesso a uma quantidade expressiva de documentos inéditos preservados no Arquivo", explica o estudante.

 

O Arquivo Vilém Flusser São Paulo abriu suas portas no Campus Ipiranga da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2016. É um arquivo-espelho do Vilém Flusser Archiv de Berlim.

 

Flusser (1920-1991) (foto) foi um pensador de origem tcheca e judaica que se exilou no Brasil por conta do nazismo. Viveu 32 anos em São Paulo. Grande parte da sua obra ainda se encontra inédita.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PNAIC é objeto de análise discursiva

 

(24/08/2018) Nesta sexta-feira (24), o estudante Jair Joaquim Pereira defendeu a tese "Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: repercussão de uma política de formação docente". A sessão ocorreu no Centro de Pós-Graduação de Tubarão e contou com a participação de estudantes e docentes do PPGCL.

 

Múltiplos objetivos

 

A pesquisa de Pereira buscou analisar a proposta do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), sua repercussão e seus resultados enquanto política de formação continuada de professores alfabetizadores de Palhoça (SC). Para dar conta desse trabalho, o pesquisador utilizou-se dos dispositivos teórico e analítico da Análise de Discurso (AD) de linha francesa, analisando os cadernos de formação, os portfólios produzidos pelos professores alfabetizadores, os relatórios de formação produzidos pelos orientadores de estudo e os arquivos sobre o funcionamento do Setor de Formação Continuada.

 

"Minha preocupação, neste trabalho não estava na forma como estes materiais foram produzidos, mas no modo de funcionamento desses textos, ou seja, como estes textos produzem efeitos de sentido", explica Pereira.

 

Os resultados da pesquisa sugerem que o PNAIC acaba por replicar as mesmas condições de produção de políticas públicas anteriores, colaborando para reproduzir e manter um discurso político-ideológico em relação à formação do professor alfabetizador.

 

"Ao analisar as unidades que compõem os cadernos de formação na área de alfabetização e linguagem como documento político-educacional, percebi que o PNAIC é uma política pública de formação de professores similar a tantas outras implementadas pelo governo federal", afirma o autor.

 

Olhando as manifestações discursivas dos professores, Pereira conclui que os discursos subjacentes ao PNAIC se movem em direção aos discursos do Pró-letramento. Segundo o autor, apesar de separados pelo tempo e pelo espaço: ambos os programas são determinados por condições de produção bastante semelhantes.

 

Considerando as manifestações discursivas do orientador de estudos, o PNAIC funcionou à revelia de setores da Secretaria de Educação, que teriam a incumbência de orientar pedagogicamente a prática alfabetizadora nas escolas

 

"A UFSC é a instituição que dá legitimidade ao modelo de formação continuada nos moldes do PNAIC, constituindo-se em referência, especialmente para os municípios mais frágeis em termos de formação, como é o caso de Palhoça (SC)", complementa.

 

Quanto aos efeitos da implementação do Setor de Formação Continuada (SFC), a tese aponta que, contrapondo-se aos modos de funcionamento do pedagogismo, as práticas produziam-se na interlocução permanente entre os professores e os formadores, o que tornou as escolas espaços singulares de formação docente.

 

"Mesmo com todo o investimento – só no caso do PNAIC foram aproximadamente R$ 3 bilhões –, políticas de formação amplas como o PNAIC não respondem às demandas específicas dos docentes nas escolas", defende o autor. "Políticas de formação de âmbito municipal menos ambiciosas teriam mais chances de responder às fragilidades locais", cogita

 

Conforme o MEC, o PNAIC – Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal e solidário assumido pelos governos Federal, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, desde 2012, para atender à Meta 5 do Plano Nacional da Educação (PNE), que estabelece a obrigatoriedade de "Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental". Ao aderir ao Pacto, os professores alfabetizadores e orientadores de estudos participam de uma formação de 180 horas.

 

O trabalho, orientado pela professora Dra. Maria Marta Furlanetto, foi avaliado e aprovado com distinção por banca formada pelos professores Dra. Luzinete Carpin Niedzieluk (FMP), Dr. Rangel de Oliveira Medeiros (FMP), Dra. Conceição Aparecida Kindermann (Unisul), Dra. Andréia da Silva Daltoé (Unisul) e Dra. Silvânia Siebert (Unisul, na qualidade de suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Que diferença há na arte dos quadrinhos?

 

(23/08/2018) Professor Alexandre Linck Vargas apresentou a Comunicação "Que diferença há na arte dos quadrinhos?" nesta última quarta (22) nas 5as Jornadas Internacionais em Histórias em Quadrinhos. A Comunicação compôs a mesa Quadrinhos, Literatura e Arte.

 

Arte dos quadrinhos em foco

 

O objetivo do trabalho de Vargas é o de investigar a diferença radical da arte dos quadrinhos, os rastros da história e potencialidades. Conforme Vargas, a história em quadrinhos é acentuada pela diferença perante as outras artes.

 

"Tradicionalmente, essa diferença é pensada por aspectos historicistas, formais, temáticos ou valorativos. Contudo, há uma diferença subjacente, um modo de diferenciação que sustenta a diferença da arte dos quadrinhos. Essa maneira de diferenciar antecede aos próprios quadrinhos. Trata-se da tensão entre physis e tékhnē, natureza e técnica", explica.

 

Para Vargas, essa tensão resulta em, pelo menos, duas formas de pensar as artes.

 

Uma delas é a que ampara as artes legitimadas da segunda metade do século XIX e do XX, acentuadas por uma cisão entre técnica e natureza, corte este que, ao contrário de uma simples separação, ocasiona uma multiplicação, uma dobra barroca, cortejando a pós-autonomia de Nietzsche quando a arte e a vida se conjugam no poder-vir-a-ser. "Diferença indistinta" a partir do corte, da sarjeta que é, ela própria, prenhe de potencialidades, exuberante e que terá, nas artes, sob tal chave de leitura, a produção de grande fortuna teórica e crítica.

 

Bastante diferente é o outro modo de pensar as artes, no qual a HQ costumeiramente se enquadra. Aqui, a natureza e a técnica, pela sobrevivência conceitual que vai do Timeu, de Platão, à filosofia da natureza, de Schelling, operam uma sutura, uma "indiferença distinta" da natureza artística. A arte, ainda que técnica, responde a um princípio organicista natural. Os efeitos de tal princípio já foram sentidos parcialmente por diferentes teóricos dos quadrinhos. Moacy Cirne, Oscar Masotta ou Francis Lacassin muito estranhavam o pouco dispêndio teórico e crítico; autores contemporâneos como Christopher Pizzino denunciam o que ele chama de discurso Bildungsroman, isto é, de que os quadrinhos são considerados como uma arte orgânica amadurecida a partir da graphic novel.

 

O Congresso

 

As Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos têm como proposta servir de ponto focal para as pesquisas sobre quadrinhos produzidas no país e no exterior. Além de dar visibilidade a tais estudos, o encontro acadêmico contribui para promover intercâmbio de conhecimento entre os temas abordados e seus autores.

 

O congresso acadêmico, realizado a cada dois anos desde 2011, reúne pesquisadores, pós-graduandos e quadrinistas de todo o Brasil e exterior, interessados na discussão e nas novas descobertas na área. Com mais de 200 trabalhos expostos e debatidos em média por edição, o evento se tornou anual a partir de 2018.

Os trabalhos são expostos e discutidos em diferentes eixos temáticos. O evento é conhecido por tradicionalmente oferecer aos inscritos kits com livros inéditos, além de promover o lançamento de dezenas de obras acadêmicas sobre quadrinhos. Destaca-se também pelas conferências com especialistas internacionais oriundos da América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Mitologização dos Youtubers em pauta

 

(17/08/18) Professora Dra. Heloisa Moraes apresentou a comunicação "Imaginário infanto-juvenil contemporâneo: a mitologização dos youtubers" no I Colóquio Informação e Imaginário a convite do Gabinete de Estudos da Informação e Imaginário  nesta quinta (16) no CAD 2, auditório A 104, da UFMG em Belo Horizonte (MG).

 

Imaginário em destaque

 

O trabalho fez parte do colóquio de abertura do evento, intitulado "Informação e Imaginário: perspectivas interdisciplinares em Ciência da Informação" coordenado pelo professor Claudio Paixão (GEDII/ECI/UFMG). Heloisa dividiu mesa com a profa. Eda Tassara (USP).

 

I Colóquio Informação e Imaginário, evento organizado pela UFMG entre os dias 13 e 17 de agosto, pretende apresentar algumas das múltiplas chaves para compreender como a sociedade da informação é constantemente atravessada pelas ordens e desordens gestadas na "sociedade do imaginário", uma sociedade "de baixo" – subjacente, porém, onipresente em todas as nossas interações com a informação – pela energia despertada pela ação dos símbolos e dos afetos.

 

Nas fotos, flagrantes da participação da pesquisadora no Colóquio. Em destaque, a pesquisadora posa com a professora Danielle Perin Pitta, responsável pela introdução dos estudos do imaginário no Brasil na década de 1970.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese analisa violência da linguagem

 

(15/08/2018) A estudante Maria Cristina Carpes defendeu a tese “A violência da linguagem na inscrição psíquica no infans, nesta quarta-feira (15), na sala 212B do Campus Pedra Branca da Unisul.

 

Perspectiva psicanalítica

 

A tese de Maria Cristina procurou analisar a violência da linguagem na constituição psíquica do infans como um operador necessário para o ingresso da linguagem no infans e a sua constituição como sujeito de desejo.

 

“A violência da linguagem, em questão, é a linguagem materna que ingressa no infans, como um excesso, que lhe afeta e impõe modificações, como também, exige um trabalho psíquico para dar conta disso que lhe acontece e que lhe constitui”, explica a autora.

 

“Para proceder a essa análise, eu tracei no meu texto um percurso metapsicológico dos conceitos psicanalíticos de trauma, pulsão e representação, para apresentar à análise a lalangue, um conceito introduzido por Lacan, como da ordem da violência da linguagem, em que a mãe vocaliza ao infans os excessos de uma língua materna, em que o real forclui o sentido da fala.

 

Segundo a autora, a violência primária ocorre num momento da vida do infans em que não há ingresso do significante materno, pois, no processo originário, não há traço, há impressão. Onde se pôde pensar em um momento de funcionamento psíquico, em que o real se mostra numa predominância da presença, em constante ação.

 

O trabalho, além das articulações teóricas, apresentou fragmentos clínicos para mostrar a emergência da violência da linguagem no espaço psicanalítico, além dos operadores clínicos para operar com o real da língua.

 

Orientada pelo professor Doutor Maurício Eugênio Maliska, a tese foi avaliada por banca formada pelos professores Dr. Luciano da Fonseca Elia (UERJ), Dr. Marlos Gonçalves Terêncio (MPSC), Dra. Maria Marta Furlanetto (Unisul), Dra. Andreia da Silva Daltoé (Unisul), e contou com o Dr. José Isaías Venera (Univali) como suplente.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Palestra discute gêneros sob o ponto de vista psicanalítico

 

(15/08/2018) Professor Dr. Luciano Elia, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro proferiu palestra intitulada "Os avanços lacanianos no campo da sexuação: um diálogo com a atualidade das questões de gênero", nesta terça (14) às 19h 30min no auditório da Adib Mussi no Centro de Florianópolis.

 

Tema atual

 

Com a participação de docentes e pesquisadores de várias áreas do conhecimento (ver foto abaixo), o professor Luciano Elia refletiu sobre a questão de gênero produzindo uma interface produtiva com a tradição psicanalítica lacaniana.

 

A palestra foi organizada pelo Grupo de Pesquisa "Psicanálise e Linguagem" do PPGCL, coordenador pelo prof. Dr. Mauricio Maliska, com apoio do curso de graduação em psicologia da Unisul, em parceria com o Laço Piscanalítico – Escola de Psicanálise – Subsede de Florianópolis

 

Doutor e mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1995 e 1992, respectivamente, com Pós-doutorado em Psicanálise e Criminologia na mesma Universidade (1995), o professor Luciano Elia é psicanalista, membro do Laço Analítico Escola de Psicanálise (Rio de Janeiro, Varginha, Cuiabá, Florianópolis e Manaus), Professor Titular da Área de Psicanálise e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise na modalidade de Mestrado Profissional em Psicanálise e Políticas Públicas do Instituto de Psicologia da UERJ, onde também é supervisor de Centros de Atenção Psicossocial na área de Saúde Mental infanto-juvenil e de adultos e Procientista (UERJ/FAPERJ).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Laboratório de Linguagens é inaugurado

 

(14/08/2018) Nesta última segunda-feira (13), o PPGCL inaugurou o Laboratório de Linguagens localizado na sala 111B do campus Pedra Branca da Unisul. A Proposta do Laboratório de Linguagens é ser um espaço que atenda à comunidade acadêmica, com a realização do Cine Clube, dos grupos de estudo e dos grupos de pesquisa.

 

Pós-Doc

 

Durante a inauguração do espaço, aconteceu o lançamento do filme Pós-Doc, um documentário realizado pelos pesquisadores do EPOCA (Grupo de Pesquisa em Estética e Política na Contemporaneidade) como parte das atividades do Projeto de Pesquisa “A imagem pelo outro: estética e política no cinema documentário latino-americano contemporâneo”, projeto esse com fomento da FAPESC. Após a apresentação do documentário, houve um debate sobre o filme.

 

Na foto principal, um flagrante do documentário, abaixo a professora Dra. Ana Cernicchiaro apresenta o espaço à plateia.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Linguagem estética e o sujeito da psicanálise

 

(14/08/2018) O estudante João Gabriel Neves de Souza defendeu a tese “Belo, sublime e grotesco: a linguagem estética e o sujeito da psicanálise” na segunda-feira (13/08/2018), na sala 212B do Campus Pedra Branca da Unisul.

 

O belo, o sublime e o grotesco:

 

A pesquisa se Neves de Souza procurou articular teoria estética e psicanálise. De modo mais específico, o estudante se ocupou de teorizações sobre as categorias estéticas do belo, do sublime e do grotesco, como discursividades a serem analisadas para tratar das relações que o sujeito estabelece com a arte.

 

“Na medida em que eu procurei reconhecer, para além da validade desses conceitos, um caráter mitológico dessas formas de conceber os objetos artísticos, as categorias estéticas foram relacionadas na minha dissertação com o sujeito da psicanálise”, comenta o autor.

 

“Dessa forma, eu procurei desenvolver um argumento teórico que reconhece formas de relação específicas do sujeito com sua condição faltosa no belo, no sublime e no grotesco”, esclarece.

 

Orientada pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska, a dissertação foi aprovada por banca formada pelos professores Dr. José Isaías Venera (Univali), Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos (Unsul) e Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul (suplente)).

 

Na foto principal, um flagrante da defesa, abaixo, o estudante posa com a banca.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL inaugura laboratório

 

(10/08/2018) Nesta segunda feira (13), às 17h 30min, o PPGCL inaugura o "Laboratório de Linguagens" na sala IIIB do Campus da Pedra Branca (Unisul - Pedra Branca) com o lançamento do filme Pós Doc.

 

Trabalho de Grupo de Pesquisa

 

O Grupo de Pesquisa em Estética e Política na Contemporaneidade (EPOCA) e o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) estão inaugurando nesta próxima segunda (13) o Laboratório de Linguagens. Na oportunidade, o grupo está lançando às 17h 30min o Filme Pós Doc.

 

Pós-Doc é um documentário realizado pelos pesquisadores do EPOCA e faz parte das atividades do Projeto de Pesquisa "A imagem pelo outro: estética e política no cinema documentário latino-americano contemporâneo" que conta com o fomento da FAPESC.

 

A proposta do projeto é refletir sobre a abertura à alteridade no cinema documentário contemporâneo como uma ética da heterogeneidade que transforma a imagem em irrupção do olhar do outro.

 

O "Grupo de Pesquisa Estética e Política Contemporânea" (EPOCA) desenvolve pesquisas sobre linguagens e perspectivas teóricas das artes. O Grupo promove encontros com pesquisadores brasileiros e estrangeiros, está envolvido em atividades de extensão universitária e é referência na orientação de dissertações e teses junto PPGCL. Além disso, mantém espaço para alunos e professores pesquisadores desenvolverem pesquisas de iniciação científica.

 

Agende-se:

Inauguração do "Laboratório de Linguagens" do PPGCL/Pedra Branca

Dia: Segunda-feira, 13/08/2018

Horário: 17h30

Local: sala IIIB (Unisul - Pedra Branca)

 

PPGCL


Foto/divulgação: UnisulTV

Estudantes do PPGCL usam filmes independentes como tema de estudos

 

(06/08/2018) Os estudantes do programa de pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, do Campus Tubarão, estão promovendo sessões de filmes independentes. As exibições fazem parte dos trabalhos do grupo de pesquisa das artes.

 

Oportunidade

 

Assistir a filmes que não estão no circuito comercial, esse é o objetivo maior do Cine Clube Gruas do Campus de Tubarão. O projeto é liderado pelo estudante Jessé Antunes Torres, jornalista e estudante de mestrado da Unisul, que falou para a UnisulTV.

 

"Os filmes escolhidos geralmente são produções independentes que trazem uma narrativa diferente dos grandes estúdios. São filmes alternativos, porque realmente é o que a gente não pode ver no circuito comercial", comenta Jessé. "A gente traz essas produções justamente para promover um debate sobre um cinema que foge do comercial", complementa.

 

As exibições, que ocorrem na sala 8 do Centro de Pós-graduação da Unisul ao lado do Althoff, são gratuitas e abertas ao público.

 

Nesta próxima quinta-feira (9) às 18h3omin, o Cine Clube Gruas apresenta o filme "A Sociedade do Espetáculo" filme de 1973 de Guy Debord.

 

Você pode ver a matéria completa da UnisulTV no link: https://youtu.be/pacYXMgd7Mw.

 

UnisulTV, adaptado


Foto/divulgação: PPGCL

Pedra Branca promove exibição de filme e debate com o diretor Cezar Migliorin (UFF)

 

(06/08/2018) O PPGCL, Campus Pedra Branca, exibe no dia 27 (segunda) o filme "Educação: uma montagem sobre o estado da educação no Brasil hoje". Em seguida, haverá um debate com o diretor Cezar Migliorin (UFF)

 

Panorama

 

Imagens de ocupações nas escolas, discursos institucionais e jornalísticos, é assim que "Educação", dirigido por Isaac Pipano e Cezar Migliorin, apresenta um panorama dos pensamentos sobre a questão no Brasil. "Há uma evidente inquietação com as formas como a educação pode apenas reproduzir o mundo que temos hoje", contam os produtores: "Educação é um mapa de uma disputa por corpos, verbas e formas de vida que acontece em torno da educação no Brasil".

 

Segundo explicam os diretores, dois pontos ficaram claros nas pesquisas que fizeram em educação. O primeiro é a capilaridade do tema: em toda parte a educação é discutida. O segundo é a facilidade com que se fala abertamente sobre educação. O desafio, então, era fazer uma montagem que colocasse o espectador no centro das disputas, poderes, discursos e resistências que atravessam a educação, mas sobretudo a escola.

 

Cezar Migliorin é Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ/Sorbonne-Nouvelle, Paris e professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF. Além disso, é autor do livro "Inevitavelmente cinema: educação, política e mafuá" e organizador do livro "Ensaios no Real: o documentário brasileiro hoje".

 

Isaac Pipano é doutorando em Comunicação pela UFF e coordenador pedagógico e idealizador do projeto "Inventar com a Diferença - Cinema, Educação e Direitos Humanos".

 

Agende-se:

27 de agosto - Auditório do Bloco C: Unidade Pedra Branca

Horário: 19 horas

Filme: Educação (2016)

Direção: Isaac Pipano e Cezar Migliorin

Gênero: Documentário

Duração: 49min

 

Você pode assistir ao trailer do filme em: https://vimeo.com/218567128

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL, adaptado


Foto/divulgação: Revista Aniki

Dossiê Temático analisa cinema nacional

 

(06/08/2018) A profa Ramayana Lira de Sousa organizou, com as professoras Alessandra Brandão (UFSC) e Lucia Nagib (University of Reading, Inglaterra), o Dossiê Temático O Cinema Brasileiro na era neoliberal, que acaba de ser publicado na Aniki - Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, editada pela Associação de Investigadores da Imagem em Movimento, de Portugal.

 

Conforme apresentam as organizadoras, o dossiê "buscou mapear as várias dimensões que a cinematografia brasileira adquiriu no contexto neoliberal, explorando os modos como a política econômica interfere na ordem da produção, afetando a linguagem, os recortes temáticos, a expressão estética e a tomada de posição dos filmes".

 

Projeção Internacional

 

A Aniki é uma das mais importantes publicações acadêmicas da área de cinema e abriga esse dossiê que é fruto da colaboração entre as três professoras que se iniciou em 2012, quando as professoras Ramayana Lira e Alessandra Brandão fizeram seus pós-doutorado na Inglaterra.

 

O dossiê conta com textos de pesquisadores brasileiros que, acompanhando a proposta feita pelas organizadoras, fazem um relevante panorama da cinematografia nacional contemporânea.

 

Compõe o dossiê os seguintes textos:

 

O cinema brasileiro na era neoliberal, de Lúcia Nagib, Ramayana Lira de Sousa e Alessandra Soares Brandão

Figuras do ressentimento no cinema brasileiro dos anos 90, de Ismail Xavier

O infinitesimal do capitalismo contemporâneo no documentário brasileiro Banco Imobiliário, de Aline Bittencourt Portugal e Cezar Migliorin

Brasília entre ruínas: os documentários de ficção científica de Adirley Queirós e Ana Vaz, de Guilherme Carréra

A inexistência como não-compactuação: Um Dia na Vida (2010) de Eduardo Coutinho, de Fabio Cardoso Andrade

O filme Reparação e o debate sobre a luta armada como veículo para o antipetismo no cinema brasileiro contemporâneo, deWallace Andrioli Guedes

Kleber Mendonça Filho, O Som ao Redor e a construção de uma ideia sobre o cinema pernambucano, de Wanderley de Mattos Teixeira Neto

Corpo e Política: Gênero, Sexualidade e Intimidade em "Boi Neon", de Fabio Zoboli, Renato Izidoro da Silva e Eduardo Galak

O "cinema de garagem", provisoriamente: notas sobre o contexto de renovação do cinema brasileiro a partir da virada do século, de Marcelo Gil Ikeda

A inserção da Globo Filmes no cenário cinematográfico brasileiro, de Guibson Dantas e Gárdia Rodrigues

 

Os textos podem ser acessados no link: http://aim.org.pt/ojs/index.php/revista/issue/view/18/showToc

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Campus de Tubarão inicia semestre letivo

 

(03/08/2018) As aulas do segundo semestre de 2018 tiveram início nesta quinta (2) à tarde. Os alunos foram recepcionados pela coordenação e secretaria. De agosto a outubro ocorrem as disciplinas obrigatórias da área de concentração. O semestre se encerra com as disciplinas básicas das linhas de pesquisa.

 

Movimento intenso

 

Esta quinta (2) foi marcada pelo acolhimento dos novos estudantes dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem da Unisul em Tubarão. Os alunos participaram de uma apresentação do Programa seguida de uma recepção. Nesta apresentação, o professor Fábio Rauen descreveu o funcionamento do programa e o papel de docentes e discentes na consolidação da qualidade dos cursos.

 

"Minha intenção com essa apresentação é fazer com que os estudantes compreendam, desde o início das atividades, como a pós-graduação brasileira se organiza e quais são os reflexos dessa organização nos cursos que eles estão iniciando", esclarece Rauen.

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Expectativas

 

O início das aulas gera muitas expectativas, especialmente porque a pós-graduação possui características peculiares que não são encontradas nos cursos de graduação e de especialização.

 

Para Walquíria Guedert Mendes, que está iniciando o curso de mestrado, as expectativas são as melhores possíveis. "Era um sonho estar participando, tanto é que ano passado entrei como aluna especial, quando eu percebi que eu estava dentro, foi surreal! E hoje estando aqui, foi que caiu a ficha e com a apresentação do professor Fábio, é que a gente vê o qual maravilhoso e como pode aprender mais com o mestrado, além da graduação", comenta. "É um crescimento tanto pessoal como profissional, e acredito que como professora eu possa concluir algo com o que eu estou aprendendo aqui", complementa.

 

Francisca Daltoé é jornalista e procurou entrar no mestrado para ampliar seus conhecimentos na área da linguagem e para aprimorar carreira acadêmica. "Espero que seja muito bacana. A estrutura é boa e os professores são muito solícitos", destaca. "Escolhi ciências da linguagem porque venho da área da comunicação e esse curso poderá me trazer mais conhecimento para o meu campo de atuação e para a docência".

 

O doutorado também gera expectativas nos novos estudantes. Para Carla Aparecida Marinho Borba, docente da Unisul, a escolha do curso não foi por acaso. "Eu vi aqui a possibilidade de aprofundar os meus estudos sobre Migração e Refúgio numa perspectiva interdisciplinar", explica. "Algo também muito interessante é o fato de a gente poder ter acesso na Universidade, do lado da nossa casa, a um Programa de pós-Graduação como o nível de excelência do PPGCL. É um Luxo!", comemora.

 

Para Dâmaris de Oliveira Batista da Silva, colaboradora da universidade, estar no PPGCL é também motivo de comemoração. "Vou ter que me conter para não falar carregada de emoção, porque estar aqui é indescritível", declara. "Eu me imagino voando sob duas asas, uma asa da afeição e uma asa da cognição. Sobre o ponto de vista afetivo, é a realização de um sonho de infância: eu sempre me imaginei perseguindo a carreira acadêmica, contribuindo com o mundo do conhecimento e aprendendo muito. Sobre o ponto de vista da cognição, da aprendizagem, a expectativa é estar num meio acadêmico de excelência".

 

Continuidade das aulas

 

As aulas começam em ritmo intenso. Logo em seguida da recepção, iniciaram-se as aulas de Estudos Linguísticos. Hoje é a vez da disciplina de Estética e na semana que vem iniciam-se as aulas de Filosofia da Linguagem. No Campus de Palhoça, as aulas já se iniciaram na segunda-feira (30).

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Cineclube Gruas apresenta “Assim falou o amor”
 

(01/08/2018) Na próxima quinta-feira (2) acontece a segunda edição do Cineclube Gruas, promovido pelos estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) da Unisul, Campus Tubarão.
 

Assim falou o amor


O filme apresentado será “Assim falou o amor”, de John Cassavetes, lançado em 1971. A obra conta a história de Minnie, que rompe com seu namorado casado e fica desiludida com a vida. No entanto, ela começa a aprender que há esperança de amor e romance em um mundo desesperado quando conhece um atendente de estacionamento chamado Seymour.

Sessão


As sessões estão acontecendo às quintas-feiras, às 18h30min, na sala 8 do Centro de Pós-Graduação PPGCL, em Tubarão. O evento é aberto à toda comunidade acadêmica e é gratuito.

 

UnisulHoje


Foto/divulgação: PPGCL

Índios Xokleng são objeto de Tese

 

(31/07/2018) Ainda nesta sexta-feira a estudante Leidiane Coelho Jorge defendeu sua tese intitulada “O imaginário e as recorrências simbólicas narradas pelos descendentes dos colonizadores europeus sobre os índios Xokleng: estudo de caso no município de José Boiteux – SC”. A defesa foi realizada às 14h, no campus Tubarão.

 

O mito dos índio Xokleng

 

O mito, para estabelecer-se como tal, constitui-se de elementos matrizes-arquetipais, que são narrados e tecidos por um determinado grupo em um dado tempo-espaço. O fortalecimento do mito se dá através da prática das ações cotidianas, que são repletas de simbolismos. Compreender o imaginário e as recorrências simbólicas narradas pelos descendentes dos colonizadores europeus sobre os índios Xokleng, partindo de um estudo de caso no município de José Boiteux – SC, é o propósito a que destinou essa pesquisa.

 

“Para cumprir essa premissa, formulamos uma técnica de coleta de dados denominada de Técnica de Associação Semântica, que consistiu em apresentar aos colaboradores da pesquisa sete iscas semânticas idealizadas a partir dos estudos bibliográficos realizados para embasar a pesquisa. A técnica foi aplicada junto a 20 colaboradores diferentes, escolhidos de forma aleatória. No total, foram coletados 140 relatos, os quais foram analisados pelo viés mitocrítico de análise proposto por Durand (1983, 1985)”, explica Leidiane.

 

A pesquisa concluiu que os arquétipos que se sobressaíram nas narrativas foram: o herói, relacionado ao colonizador e ao pacificador; o inocente, relacionado à compreensão do índio como não civilizado; e o paternal e matriarcal, direcionados à importância dos familiares para a construção da história do município.

 

Leidiane foi aprovada com distinção por banca composta pelos avaliadores Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora); Dr. Geam Karlo Gomes – UFP (avaliador); Dr. Mário de Faria Carvalho – UFPE (avaliador); Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (avaliadora); Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora); Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese aborda Repositórios institucionais brasileiros

 

(31/07/2018) “Repositórios institucionais brasileiros: entre público e privado nos processos de produção e circulação do conhecimento científico”, este foi o título da Tese defendida com base na Análise de Discurso, pelo estudante Márcio José da Silva, nesta sexta-feira, às 9 horas na Unidade Pedra Branca, Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Produção e circulação e conhecimento científico

 

A temática central do trabalho de Márcio é a produção e a circulação do conhecimento científico na atualidade. Para tratar disso, o estudante desenvolveu a pesquisa tomando como ponto de partida os repositórios institucionais (RI) brasileiros. Trata-se de uma análise pelo qual buscou-se compreender os diversos processos discursivos que especificam o funcionamento dos RI em relação ao(s) discurso(s).

 

“Extrapolando a dimensão utilitarista dos RI, buscamos desconstruir algumas evidências pelas quais o RI é definido como “um tipo de biblioteca digital” para compreender seu funcionamento discursivo”, disse o doutorando.

 

Ainda, foi considerada na análise as relações entre língua, linguagem, inconsciente e ideologia que constituem tanto os dizeres e sentidos que se produzem por meio deste funcionamento, quanto os sujeitos que aí se inscrevem.

 

A tese foi aprovada com distinção pelos avaliadores Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (orientadora); Dra. Claudia Regina Castellanos Pfeiffer – UNICAMP (avaliadora); Dr. Henrique César da Silva – UFSC (avaliador); Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores – UNISUL (avaliadora); Dra. Andreia da Silva Daltoé– UNISUL (avaliadora) e Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Cineclube estreia no Campus Tubarão
 

(26/07/2018) Nesta quinta-feira (26) aconteceu a primeira edição do Cineclube do Grupo de Estudos em Artes (Gruas) da Unisul em Tubarão. O grupo de pesquisa faz parte do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) da Universidade.

 

O filme de estreia


O mestrando Jessé Antunes Torres foi quem teve a iniciativa de começar o Cineclube em Tubarão. Para ele, esta foi uma forma encontrada de ampliar os debates realizados pelo grupo. “Como estudamos bastante sobre estética, o filme nos proporciona uma discussão bem variada sobre o assunto. Podemos ir além dos textos e livros”, conta. "Esta é a primeira vez que o evento aconteceu no Campus Tubarão. O projeto já existe há mais tempo na Unidade Pedra Branca, na Grande Florianópolis", complementa.


O filme escolhido para a primeira sessão foi o “Um homem com uma câmera”, de 1926. A obra trata sobre um homem que, munido de sua câmera, sai pelas ruas das cidades de Moscou, Kiev e Odessa, documentando a vida das pessoas. Ele engloba diversos aspectos e particularidades da vida urbana e da modernidade. Inicialmente o filme era mudo, mas, posteriormente, uma orquestra fez a sonorização da obra.

A iniciativa do Cineclube havia sido lançada já em 2017 pelo professor Alexandre Linck. Porém, por falta de tempo, a ideia foi adiada e neste ano Jessé tomou a iniciativa. Segundo o professor, a atitude do mestrando foi muito elogiada. “Os alunos geralmente têm uma postura que nós, professores, criticamos: muitos não têm iniciativa e ficam acomodados. A Universidade é um espaço que tem que ser ocupado. Nós gostaríamos que mais estudantes tivessem iniciativa e fizessem acontecer”, comenta.

Próximas sessões


Por enquanto o Cineclube Gruas vai acontecer todas as quintas-feiras, às 18h30min, na Sala 8 do Centro de Pós-Graduação PPGCL, em Tubarão. O evento é aberto à toda a comunidade acadêmica e gratuito.

 

UnisulHoje


Foto/divulgação: PPGCL

PPGCL marca presença no XXXIII Encontro da ANPOLL

 

(04/07/2018) Ente os dias 27 a 29 de junho ocorreu o XXXIII Encontro da ANPOLL na Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT – em Cuiabá – MT, cujo tema “Produção de conhecimento, liberdade intelectual e internacionalização: Homenagem ao Professor Antônio Candido”. A profa. Nadia Neckel do PPGCL esteve presente.

Durante o evento ocorreram diversas mesas que procuraram discutir: os sistemas de avaliação dos PPGs de Letras e Linguística incluindo os processos de qualis periódicos livros e eventos; o papel do CNPq e o fomento à pesquisas na área; o papel das associações nacionais de linguagem e a possibilidade de uma agenda comum de trabalho; as proposições das ações de internacionalização e o perfil de parceiros internacionais.

A professora Nadia Neckel participou deste evento representando o PPGCL - Unisul e assumiu a coordenação do GT de Análise de Discurso juntamente com a professora Dra Verli Petri da UFSM.

Durante a reunião do GT de AD a professora Nádia apresentou o trabalho “Corpo-Imagem” vinculado ao linha 2 de pesquisa em AD – Práticas Discursivas, diferentes materialidades e movimentos na história sob a coordenação dos professores Helson Sobrinho (UFAL), Suzy Lagazzi (Unicamp) e Solange Gallo (Unisul).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

Da esquerda para a direita: Profa. Maria Leandro Ferreira (UFRGS);  Profa. Suzy Lagazzi (Unicamp); Prof. Helson Sobrinho (UFAL); Profa. Nádia Neckel (Unisul), Profa. Verli Petri (UFSM); Profa. Ana Cláudia Fernandes Ferreira (Unicamp); Profa. Vanise Medeiros (UFF); Profa. Amanda Scherer (UFSM); Profa. Maite Celada (USP) e Profa. Maristela Cury Sairan (UNEMAT).
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Corpo feminino é tema de pesquisa

 

(02/07/2018) Ainda nesta sexta-feira (29), a mestranda Jéssica Gomes Vaz, defendeu sua dissertação intitulada "As imagens de campanhas publicitárias de moda como dispositivos de docilização do corpo da mulher". A defesa foi realizada no campus Pedra Branca.

 

O trabalhou buscou mostrar como as imagens de moda são utilizadas pelo biopoder como um dispositivo para docilizar os corpos femininos na sociedade de controle. Através de Giorgio Agamben e sua conceituação do termo dispositivo; de Michel Foucault e seus escritos sobre a sociedade disciplinar, os conceitos de poder e de biopolítica; Gilles Deleuze com sua teoria a respeito da sociedade de controle, e Judith Butler, com sua teoria a respeito de uma heterossexualidade compulsória e de um gênero performativo, discutiu-se a questão da constante busca por disciplinar as mulheres através de padrões de beleza, gênero e comportamento pré-estabelecidos considerados socialmente aceitáveis

 

A mestranda foi "aprovada com distinção" pelos membros da banca: Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (orientadora); Dra. Alessandra Soares Brandão – UFSC (avaliadora); Dra. Ramayana Lira de Sousa – UNISUL (avaliadora); Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese avalia sob a perspectiva da AD a autoria e escrita do 5° ano do ensino fundamental


(29/06/2018) Sob a perspectiva da Análise do Discurso, a doutoranda Rosane Lemos Barreto, defendeu sua tese intitulada “Desenvolvimento da autoria nos anos iniciais do Ensino Fundamental em perspectiva discursiva”, nesta sexta-feira (29). A pesquisa propôs avaliar a produção escrita de alunos do Ensino Fundamental para identificar possíveis indícios de autoria.


“O estudo intencionou perceber se é possível desenvolver o processo de autoria juntamente com o aprendizado da escrita, fazendo com que os alunos possam assumir posições autorais conquistando autonomia para controlarem (ilusoriamente) os efeitos de sentido de seus textos ao selecionarem adequadamente os recursos linguísticos que a língua oferece”, fala a doutoranda.

 

Exercício da escrita


Foi estabelecido um período de intervenção junto aos alunos para proporcionar-lhes o exercício da escrita como prática social, propondo-lhes atividades específicas que envolvam gêneros discursivos. Do resultado deste trabalho, foram selecionados alguns textos que apresentaram certa singularidade em sua construção chamando atenção para presença de autoria.

 

"A análise indica indícios de autoria presentes nos textos dos alunos trazendo como consequência a indispensabilidade de praticar na escola a expressão escrita que possa desenvolver a autonomia e o estilo de um sujeito incompleto, assim como a linguagem que o constitui", conclui Rosane.

 

Rosane foi aprovada em banca composta pelos avaliadores Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (orientadora); Dra. Eliane Santana Dias Debus – UFSC (avaliadora); Dra. Cristiane Gonçalves Dagostim – SATC (avaliadora); Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora); Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann – UNISUL (avaliadora); Dra. Clésia da silva Mendes Zapelini – UNISUL (suplente).,

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Leminski é objeto de dissertação

 

(29/06/208) "A dignidade suprema de um navio perdendo a rota": figurações de um Leminski acéfalo, este foi o título da dissertação defendida nesta quinta-feira (28) pelo estudante Eduardo Silva Pereira. A apresentação foi realizada no campus Tubarão, sob orientação do professor Artur de Vargas Giorgi.

Dentro da linha de pesquisa Linguagem e Cultura, a pesquisa almejou demonstrar uma forma de leitura da poesia como cifra histórica, política, não literária, questionando a integridade da literatura como instituição enrijecida, bem como a poesia em sua coincidência consigo mesma.

“Tínhamos como alvo também, através de uma metodologia da montagem e da disposição em formato de atlas, formar uma leitura de documentos estéticos envolvendo Leminski e o período de sua produção, bem como documentos de movimentos da época, descontextualizando suas habituais colocações e colocando-os em jogo a partir de diferentes formas de encaixe”, explica o Eduardo.

O trabalho ainda objetivou identificar uma forma de leitura do poema kamiquase, a fim de, a partir dele, constatar a forma de leitura de uma poesia, literatura, arte e políticas inconsistentes e não coincidentes consigo mesmas.

A banca formada pelos professores Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (orientador); Dra. Elisa Helena Tonon – IFSC (avaliadora); Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora); Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (avaliador) e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (suplente) deu como “Aprovada” a dissertação de Eduardo.


PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Professora do IFSC/Florianópolis ministra seminário sobre escrita e leitura no PPGCL

 

(29/06/2018) "Percursos entre a escrita e a leitura" foi o tema do seminário proposto pela Dra. Elisa Helena Tonon, do IFSC/Florianópolis, realizado no PPGCL da Unisul, de Tubarão, nesta quinta-feira (28).

 
Elisa apresentou sua prosa poética relatando biografemas e cenas em que atuou e atua, de forma a levar os ouvintes a uma viagem por suas experiências de crítica e prática da poesia. No entremeio dessas narrativas, evidenciou-se o percurso de estudante, professora e pesquisadora, perpassando pelas dificuldades e encantamentos do fazer/ser literário.


Em sua fala, também foi destaque os projetos que corroboram a prática docente/discente, principalmente no que se refere à responsabilidade sobre a escrita do outro. A esse respeito, Dra. Elisa teceu reflexões sobre a escrita literária e o processo de autoria, evidenciando práticas desenvolvidas em um grupo de escrita poética e no “Clube de Escrita”, do IFS/Florianópolis.


Nos diversos espaços que testemunham a dança dos livros, descrita pela professora, o PPGCL também se fez cenário de seu fazer literário, de sua dança poética, e, com isso, os presentes puderam testemunhar e reconhecer-se nesse percurso de pesquisa e autoria que permitiu, conforme a fala do seminário, “um encontro com as palavras a partir do outro”.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Pesquisa analisa circulação de sentidos entre conversas de criveiras de Ganchos/SC

 

(27/06/2018) O estudante William Wollinger Brenuvida apresentou na tarde desta terça-feira, no campus Pedra Branca, sua dissertação intitulada “Para além do crivo: circulação de sentidos na prática de mulheres em Ganchos/SC”. Sob orientação da professora Solange, a pesquisa analisa a circulação de sentidos através das conversas, diálogos e gestos de interpretação realizados pelas criveiras da comunidade.

O campo teórico da Análise do Discurso pecheutiana foi base para o estudo. Através da AD, foi possível observar as noções de interdiscurso, pré-construído, memória discursiva e formações discursivas dos diálogos.

 

A arte do Crivo

O Crivo é uma arte em bordado herdada de imigrantes açorianos e madeirenses que aportaram em Santa Catarina em 1748, e que se manteve em Ganchos/SC. Sua produção acontece em uma roda de criveiras que se reúnem sistematicamente e constituem nesse ritual, sua autoria, em uma prática discursiva de oralidade.
 

Foto/divulgação: Jornal Notícias do Dia


“Consideramos, nesta análise, a imbricação material presente na roda que se tomou como objeto, procurando compreender os processos discursivos ali presentes”, explica Willian.

O estudante foi "aprovado com distinção" por banca composta pelos professores Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (orientadora); Dra. Luciene Jung de Campos – UCS (avaliadora); Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora); Dra. Juliana da Silveira – UNISUL (suplente).

 

PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Professora da UFMA participa de Tópico Especial do PPGCL


(12/06/2018) Com o intuito de enriquecer ainda mais sua disciplina, a professora Nadia Neckel do PPGCL proporcionou aos seus estudantes uma conversa com a professora Glória França, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). “Sobre (e n)o corpo: o discurso do turismo sexual nos ambientes digital e off-line”, foi o título da webaula ministrada por Glória.


Glória trouxe questionamentos sobre o papel do digital na produção, formulação e circulação dos sentidos concernentes ao turismo sexual. Esse tema fez parte de sua tese de doutorado recentemente defendida no IEL – Institutos de Estudos da Linguagem Unicamp. A pesquisadora toma como corpus de análise uma enunciação corporal, um “corpo-discurso”, no qual se percebe um posicionamento que desloca os sentidos sobre “turismo sexual” como um discurso que resiste aos sentidos oficiais.


A fala da professora Glória foi transmitida via Skype, nessa segunda-feira (11), às 14 horas, na disciplina Tópicos Especiais: Corpo (e)m discurso ministrada pela professora e coordenadora ajunta do programa, Nadia Neckel.


Currículo de Glória França


Professora de língua francesa e de Literatura de língua francesa, no curso de Letras, da Universidade Federal do Maranhão. Doutora em Linguística, pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutora em Ciências da Linguagem, pela École Doctorale Erasme, Laboratório Pléiade, da Université Paris 13 Sorbonne Paris Cité. Faz parte do grupo de pesquisas Mulheres em Discurso/CNP. Mestra em Ciências da Linguagem/Linguística, Linguagem, Línguas e Fala: teorias e práticas", pelo Institut de Linguistique et Phonétique Génerales et Appliquées, ILPGA, pela Universidade Paris 3 - Sorbonne Nouvelle (2012). Possui graduação em Letras (Habilitação em Língua Portuguesa e Francesa, Linguística e Literatura Portuguesa, Brasileira e Francófona), pela Universidade Federal do Maranhão (2008).

 

PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Museu ao ar livre de Orleans é tema de dissertação


(11/06/2018) A estudante de mestrado Rosilane Damazio Cachoeira, defendeu na última sexta-feira (8), sua dissertação intitulada “Ações educativas do museu ao ar livre Princesa Isabel: visibilidade e valorização da memória do idoso, no município de Orleans – SC”. A defesa foi realizada no campus Tubarão.


O museu e sua relação com o público


O Museu ao ar livre Princesa Isabel é uma instituição de caráter tecnológica, histórica e documental que preserva, pesquisa e divulga a cultura material de diversas etnias, destacando um acervo proveniente da imigração, mantendo-o em funcionamento.


Foto/divulgação: unibave.net


A expressão “ao Ar Livre” corresponde à forma de apresentação do acervo num ambiente natural e ecológico, destacando o modo de vida de uma dada comunidade, em uma determinada época, residência, igreja, moinhos, galpões, indústrias artesanais, enfim, procuramos conservar um ambiente de contemplação e estudo.


“Para entender melhor a relação de todo o acervo do museu com o público participante das ações, bem como a visibilidade e a valorização da memória do idoso por meio das ações educativas promovidas pelo museu, a pesquisa se desenvolveu num primeiro momento na busca documental, relatando a história do museu, realizando recorte temporal das ações educativas direcionadas ao público idoso e na sequência pela investigação, junto ao próprio idoso, por meio de entrevistas temáticas, com roteiro previamente elaborado”, explica a estudante.


As entrevistas possibilitaram a aproximação do saber contido nas memórias dos entrevistados com o saber existente dentro do museu. Como resultado, verificou-se que o museu desenvolve ações destinadas ao público idoso e que estas possibilitam a visibilidade e a valorização de suas memórias. A pesquisa contribuiu para a fortalecimento do museu como espaço de valorização da memória e de possibilidade de acesso às diversas culturas locais.


O trabalho de Rosilane foi Aprovado sob orientação da professora Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL e pelos avaliadores Dra. Marli de Oliveira Costa – UNESC (avaliadora), Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora) e Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (suplente).

 

PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL
PPGCL marca presença no III Congresso Ibero-Americano


(28/05/2018) Aconteceu entre os dias 22 e 25 de maio, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, o III Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação, que teve como temática a produção e democratização do conhecimento na Ibero-América.


Na sexta-feira pela manhã os professores doutores Jussara Bittencourt de Sá e Gutemberg Alves Geraldes Junior coordenaram o grupo de trabalho (GT) “Identidade Cultural em Migrações”, do qual participaram, com a apresentação de seus projetos, as alunas do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) Tatiana Gzornabay Manica (doutoranda), Luciana Daminelli Eugenio (mestra), Marlene Rodrigues (pós-doutoranda) e Renata Marques de Avellar Dal-Bó (mestranda).


O congresso visa a promover interlocução entre pesquisadores, docentes e discentes da pós-graduação, profissionais da educação superior e básica, e estudantes das áreas de Humanidades, Ciências e Educação e demais interessados pela temática. O evento coloca em perspectiva um lugar para construção coletiva de conhecimentos, trabalhos colaborativos e parcerias interinstitucionais de modo a evidenciar a incessante busca pela consolidação de Ensino, Pesquisa e Extensão, Educação e formação de professores.

 

PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Arte literária como linguagem inter e transdisciplinar

 

(21/05/2018) Na última sexta-feira (18), ocorreu no campus Tubarão a apresentação do projeto de dissertação intitulado “Arte literária: a linguagem em perspectivas inter e transdisciplinar”. A proposta de pesquisa é da mestranda Marcia Bianco, orientada pela profa. Jussara.

 

Pesquisa-ação


O projeto pretende investigar a arte literária como integradora e promovedora da inter e transdisciplinaridade. O objetivo é analisar a utilização inter e transdisciplinar, dentro de uma perspectiva ecossistêmica, da obra Fita Verde no Cabelo, de Guimarães Rosa, pelos docentes do 5º ano, da Escola Pública Estadual Engenheiro Annes Gualberto, da rede pública estadual de ensino do município de Braço do Norte.


A metodologia utilizada será baseada em uma abordagem qualitativa do tipo pesquisa-ação, com intenção de auxiliar na transformação e produção de novos conhecimentos dos sujeitos envolvidos.


“Como instrumentos para pesquisa-ação serão utilizados procedimentos dos Projetos Criativos Ecoformadores (PCE)”, explica Marcia.


A banca avaliadora foi formada pelos professores Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (orientadora); Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (avaliador); Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora).


PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Afirmação de Marcelino Freire é objeto de pesquisa

 

(18/05/2018) “Biografemas e narrativas queer praticantes em Marcelino Freire” foi o título da dissertação defendida pelo estudante Alexandre José Ventura da Silva nesta quinta-feira no campus Pedra Branca. A pesquisa analisa irônica afirmação de Freire.

 

Alexandre baseou sua pesquisa através de uma afirmação de Freire, que disse em entrevistas, ao ser questionado sobre sua sexualidade, que era “homossexual não praticante”. A irônica afirmação de Marcelino Freire serviu como argumento para orientar a dissertação, a fim de se verificar como o conceito de biografema pode ser associado a diferentes narrativas de Freire e analisar se – e de qual forma – a referida declaração do autor reverbera na produção literária de personagens queer em sua obra.

“Para se chegar aos objetivos propostos, foi visto como o espaço biográfico de um escritor projeta sua imagem junto aos leitores e se reflete em sua escrita”, explica Alexandre.

A segunda parte da pesquisa traz distintas óticas – estudos culturais, de gênero e de linguagem – para refletir sobre as narrativas e personagens queer de Marcelino Freire. Ao final, a dissertação buscou concluir se o escritor é um “homossexual praticante” em sua literatura, posicionando-se em relação a questões de gênero e sexo na contemporaneidade.

 

A dissertação foi "Aprovada com distinção", em banca composta pelos professores Dr. Jorge Hoffmann Wolff – UFSC (avaliador); Dra. Ramayana Lira de Souza – UNISUL (avaliadora); e Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (suplente).

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Tese analisa a efemeridade da moda

 

(11/05/2018) Pensar a moda ultrapassando a noção de efemeridade e buscar sentido na sobrevivência como forma de re-existência, são reflexões que a estudante Anamelia Fontana Valentim propõe em sua tese intitulada “Da efemeridade à re-existência”. A defesa ocorreu na manhã de hoje (11) no campus de Tubarão, no Centro de Pós-Graduação da Unisul.

 

O sistema da moda

 

Para problematizar o sistema que constrói a moda foi necessário, através da pesquisa, desestabilizar conceitos inerentes a ele, como origem, novo, linearidade, temporalidade, assim como sua construção histórica.

 

“A pesquisa procurou perceber linhas de fuga presentes dentro do próprio sistema e as aproximou do conceito de rizoma. Pensar a moda como imagem e posteriormente como rizoma ampliou nosso olhar para as possibilidades políticas que acontecem nos agenciamentos que a moda promove, e com este exercício contestamos a insustentabilidade da moda como promotora de mudanças, especialmente quando firmada em seu aspecto material”, explica a estudante.

 

A re-existência, neste estudo, confere uma possibilidade de olhar para a moda compreendendo que as mudanças vazias que a efemeridade provoca nela permanecem pelo excesso, já as mudanças necessárias são aquelas que sobrevivem no tempo, seja como imagem, forma, estilo ou sentido compartilhado.

 

A tese de Anamélia foi “Aprovada com Distinção” por banca composta pelos avaliadores: Dra. Ramayana Lira de Souza – UNISUL (orientadora); Dra. Alessandra Soares Brandão – UFSC (coorientadora); Dra. Aurélia Regina de Souza Honorato – UNESC (avaliadora); Dra. Gabriela Machado Ramos de Almeida - ULBRA (avaliadora); Dra. Ana Carolina Cernicchiaro– UNISUL (avaliadora); Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (avaliador); Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (suplente).

 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Sarau do curso de Letras é realizado na Unisul

 

(03/05/2018) O curso de Letras da Unisul realizou um Sarau com o tema “‘Língua Portuguesa: letras, autores e autorias’”. O evento foi realizado nos dias 24 e 26 de abril no Salão Nobre da Unisul de Tubarão e contou com a participação de alunos, professores e escritores da região.


No primeiro dia de evento alguns escritores falaram sobre a "vida de escritor". Estiveram presentes o professor Pedro Correa, a jovem escritora Naély Covre e o professor Ramires Sartor Linhars. Já o segundo dia de evento, teve participações de talentos da Universidade com apresentações musicais, teatrais, dentre outras.


O Sarau do Curso de Letras foi organizado pela professora do PPGCL, Jussara Bittencourt de Sá e o coordenador do curso de Letras, Fábio Ballmann.
 

Foto/divulgação: PPGCL

 

PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Profa. Andréia Daltoé participa de Ciclo de Debates em Jaguaruna


(23/04/2018) No dia 18 de abril, nas dependências da Cresol de Jaguaruna, a Profa. Andréia dividiu a mesa do Ciclo de Debates “Terra Solidária: multiplicando ações e sujeitos sociais” com o Prof. Marcos Rodrigues da Silva, ambos tratando a temática: A Ditadura de 1964 e a Intervenção Militar no Rio de Janeiro.

O evento em Jaguaruna integrou o Projeto “Terra Solidária: multiplicando ações e sujeitos sociais”, que, numa parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), objetiva desenvolver a formação de lideranças, articulada às lutas da Agricultura Familiar, multiplicando ações, atores sociais no campo sindical da FETRAF/SC-CUT, cooperativista do sistema CRESOL CENTRAL, CRESOL SICOPER, COOPERHAF, das cooperativas filiadas a UNICAFES, da APACO.

De acordo com o Projeto, estes espaços de formação permitem que o cooperativismo da agricultura familiar e economia solidária mantenham seu crescimento social e econômico de forma equilibrada e sustentável, considerando que a participação das pessoas nos processos de organização social, econômica e principalmente organizacional precisa ser fortalecida.

A atividade desenvolvida em Jaguaruna também acontecerá em outros lugares do Estado e daí em diante o Projeto se divide em Módulos de formação, envolvendo temas como: o papel da agricultura familiar, inserção dos sujeitos neste processo, feminismo e as relações patriarcais, sustentabilidade, inovação, cooperativismo solidário, e outros.


Em Jaguaruna, a Profa. Andréia apresentou parte de suas pesquisas sobre os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Verdade de SC, refletindo sobre o passado e seus reflexos em nosso presente a partir de dados de mortos e desaparecidos da nossa região.
 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Jornadas de Pesquisa do PPGCL são um sucesso!


(20/04/2018) As jornadas de pesquisa do PPGCL consistem em apresentações de projetos de tese, projetos de dissertação e ensaios. Desta forma, os estudantes e professores tem a possibilidade de fomentar discussões referentes as pesquisas apresentadas. As jornadas de 2018, foram um sucesso em ambos os campi! Tendo todos os alunos aprovados.


Na última segunda-feira (16) as apresentações foram abertas no Campus Pedra Branca:

 

Foto/divulgação: PPGCL


Roberto Svolenski defendeu seu projeto de tese intitulado “Estética e política nos ensaios fotográficos de Gian Paolo Minelli”. O projeto de Roberto pretende analisar os ensaios fotográficos do artista suíço/argentino radicado em Buenos Aires e as relações estéticas e políticas que aparecem nas fotografias de Gian Paolo Minelli.

 


Foto/divulgação: PPGCL

Barbara Souza apresentou o projeto intitulado “Corpo negro feminino: plus size uma nova forma de subjetivação”. A pesquisa propõe a partir de pressupostos da Análise do Discurso problematizar o corpo negro feminino plus size, e assim compreender que as imagens do corpo nas narrativas midiáticas de moda, carregam uma ideologia e estão associadas a um lugar de poder simbólico.

 

Foto/divulgação: PPGCL


Adriana Edral expôs o projeto “Potências à venda: uma atualização do debate sobre a produção da indústria cultural”. O objetivo da pesquisa é investigar, a partir de narrativas seriadas, as atualidades da indústria cultural, ou melhor, como suas novas produções lidam com os discursos críticos que parecem tanto escapar quanto integrar o sistema maquínico da indústria cultural.

 

Foto/divulgação: PPGCL


Já Fabiana Soares propôs como pesquisa “Uma discussão sobre a ética e a moral”. O objetivo do estudo é trazer para a discussão a questão da ética no jornalismo.

 

Foto/divulgação: PPGCL


O doutorando Teodulino Rosendo mostrou o ensaio preparado para a disciplina Tópicos Avançados de Leitura. Intitulado “O funcionamento do EFEITO-resistência-SIMBÓLICO no Projeto Seca, Xote e Baião”, a proposta é compreender a resistência a partir do Projeto Seca, Xote e Baião desenvolvido com alunos do ensino médio, no sertão paraibano, idealizado como um gesto de ressignificação do convívio com a seca e de luta contra um imaginário linguístico, social, político que oprime e segrega o nordestino.


No campus Tubarão as apresentações foram realizadas nesta quinta (19) e sexta-feira (20):

 


Foto/divulgação: PPGCL


A estudante Mayara de Paulo abriu as apresentações do Campus Tubarão com o projeto intitulado “Linhas e entrelinhas no desenho da identidade em literaturas africanas de expressão portuguesa”, que pretende investigar a identidade cultural a partir da literatura africana de expressão portuguesa em prosa.

 


Foto/divulgação: PPGCL

 

 “Análise discursiva do funcionamento de teorias da conspiração: os efeitos de verdade na produção de sentidos” foi o título da pesquisa apresentada pelo estudante Israel Vieira Pereira. A pesquisa busca desenvolver princípios de análise do funcionamento discursivo de Teorias da Conspiração, na tentativa de compará-las ao funcionamento discursivo do Boato e, em um movimento de contraste, compreender como se dá o funcionamento dos gêneros através de suas semelhanças e distanciamentos.

 


Foto/divulgação: PPGCL


Andréa Andrade Alves Debiasi expôs sua proposta de ensaio intitulada “Memória e Identidade Cultural: Contribuição do grupo da Terceira Idade para a Valorização da Constituição Étnica do Município de Orleans (SC) no campo educacional”. O objetivo é analisar qual desenho identitário se enseja a partir das contribuições do grupo da terceira idade do referido município, observando o sentimento de pertencimento por meio das manifestações culturais.

 

Foto/divulgação: PPGCL


O ensaio apresentado pelo estudante Vinicius Ribeiro aborda os processos de interpretação, autoria, e a heterogeneidade enunciativa em diários de leituras produzidos, autonomamente, por estudantes do Ensino Médio. O título escolhido foi “Heterogeneidade e autoria no ensino médio: vozes participantes em diários de leituras”.

 

Foto/divulgação: PPGCL


Éderson José de Lima por sua vez expos o ensaio “A analítica da verdade e o sujeito pós-moderno na lei de cotas: uma questão de poder político e jurídico em tempos de uma sociedade politicamente midiatizada”, que tem por objetivo promover uma breve reflexão, à luz do pensamento epistêmico-filosófico contemporâneo acerca do sujeito pós-moderno e sua relação com os discursos de verdadesobre a lei de cotas em tempos de uma sociedade politicamente midiatizada.

 

Foto/divulgação: PPGCL


Encerrando as apresentações, Vivian Mara, apresentou o ensaio intitulado “Design, antropologia, inteligência artificial: eixos de estudo que convergem para compreender o papel do designer na cibercultura” que analisa aspossibilidades de atuação do designer em consonância com as necessidades de uma cultura conectada e dominada pela tecnologia, com diferentes sistemas de conhecimento, diferentes modos de produção e processos de inovação totalmente inéditos vivenciados nos ambientes colaborativos virtuais do ciberespaço e seus múltiplos espaços antropológicos, ainda segundo Lévy (1999b).


PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Primeira dissertação de 2018 é defendida


(16/04/2018) Na última sexta-feira (13), o estudante Reginaldo Osnildo Barbosa, defendeu sua dissertação intitulada “Análise do fortalecimento da imagem do vilão mediante o medo expresso nas tecnologias do imaginário”. O tema faz parte da linha de pesquisa Linguagem e Cultura.


A pesquisa, orientada pela professora Heloisa Moraes, propôs analisar o fortalecimento da imagem do vilão mediante o medo expresso nas tecnologias do imaginário. Para isso, enfatiza o jornalismo impresso como uma destas tecnologias e delimita a mitocrítica durandiana (1998) como suporte metodológico para a análise dos títulos da série de reportagens A máfia das cadeias, veiculada no Diário Catarinense entre 12 e 17 de abril de 2013, objeto escolhido.


“De maneira específica, esta dissertação atenta para a utilização da expressão do medo na sensibilização do fazer jornalístico, de modo a contribuir para o entendimento do fortalecimento da imagem do vilão nas tecnologias do imaginário, identificando o mito do caos como sendo o mito diretor por trás da referida série de reportagens, quiçá do próprio jornalismo”, explica o estudante.


Reginaldo foi aprovado em banca composta pelos professores Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora); Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (avaliador); Dra. Marília Köenig - SENAC (avaliadora); e Dra. Jussara Bittencourt de Sá– UNISUL (suplente).

 

Foto/divulgação: Facebook


PPGCL



Foto/divulgação: PPGCL

Colóquio na UNESC tem participação do PPGCL


(04/04/2018) Nesta terça-feira, 3, a professora do PPGCL Andréia Daltoé participou como conferencista do IV Colóquio História, Política e Poder do Curso de História da UNESC, Criciúma/SC. O evento “Direitos Humanos em tempos de exceção” reuniu alunos de vários cursos de Licenciatura e outros em uma importante discussão sobre questões políticas atuais.


Convidada para apresentar suas pesquisas sobre Comissão da Verdade e sobre os trabalhos de Derlei De Luca, Andréia realizou uma conferência sob o título “A resistência contra crimes da Ditadura e o trabalho de Derlei De Lucca: silêncio, memória e esquecimento”.


“Foi uma oportunidade rica de debate, mas também um momento de forte emoção, pois Derlei, que faleceu recentemente, final de 2017, nos deixou um grande legado de luta pela democracia e pela memória dos mortos e desaparecidos de SC”, conta a professora emocionada.


De 2014 a 2017, Derlei foi forte colaboradora do evento anual Marcas da Memória organizado pelo PPGCL.

 

PPGCL


Foto divulgação: Acervo Helena Solberg

Professora do PPGCL participa de Mostra em SP


(18/03/2018) A professora do PPGCL Ramayana Lira de Sousa, participou no último dia 10 de março, da “Mostra Restrospectiva Helena Solberg” no Rio de Janeiro. Na oportunidade, apresentou e debateu os filmes Meio dia, A Entrevista e A nova mulher da cineasta Helena Solberg.


Solberg é uma das mais importantes cineastas brasileiras, pioneira do cinema moderno no país. Sua obra recebe reavaliação em 2018, ano em que completa 80 anos.


“Além de tudo, pude contribuir com um texto para o Catálogo da Mostra, que conta com 15 ensaios inéditos escritos por um grupo incrível de pesquisadoras, professores e críticos de cinema”, comenta a professora. Eles abordam temas como feminismo, engajamento político, regimes ditatoriais, música popular brasileira e mais, se debruçando sobre os 50 e poucos anos de carreira da cineasta Helena Solberg.


Saiba mais sobre a Restrospectiva Helena Solberg


A Retrospectiva Helena Solberg apresenta no Centro Cultural Banco do Brasil a obra integral desta cineasta singular cuja carreira acaba de completar cinco décadas. A mostra é organizada pela Filmes de Quintal com curadoria de Carla Italiano e Leo Amaral e patrocínio do Banco do Brasil.


A mostra conta com a exibição de 17 obras realizadas de 1966 a 2017, entre documentários e ficções de durações variadas. Embora pouco exibidos em âmbito nacional, seus filmes tiveram amplo reconhecimento estrangeiro, sendo premiados em diversos festivais. Neles, temas como feminismo, exílio, ditadura, trabalho e militância tornam-se pontos recorrentes.


Ao longo de 12 dias de programação nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo (07 a 19 de março), e 17 dias em Brasília (03 a 22 de abril), a mostra contará com uma Aula magna ministrada pela realizadora e uma mesa-redonda em cada cidade, além de exibições seguidas de debates.

 

PPGCL


Foto/divulgação: UnisulHoje

Unisul entre as melhores do país: MEC confere nota máxima em qualidade à Universidade

(12/03/2018) A Unisul obteve conceito 5 em avaliação realizada pelo Ministério da Educação (MEC) para o recredenciamento da instituição junto ao Sistema Federal de Ensino. A nota máxima coloca a Universidade entre as melhores Instituições de Ensino Superior de Santa Catarina e do País.

 

Legitima ainda a qualidade dos seus cursos, projetos e serviços, bem como a excelência da infraestrutura física nos processos formativos promovidos pela instituição. Demonstra, enfim, a coerência entre as políticas acadêmicas e de gestão – que integram o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2015-2019) – e a sua prática efetiva, cujos resultados mobilizam a sociedade e mais de 25 mil pessoas, entre discentes, docentes e colaboradores, em três Campi, seis Unidades Universitárias, 78 Polos de Apoio EAD, nos diferentes níveis e modalidades. O Ministro da Educação, por meio da Portaria 197, de 7 de março de 2018, homologou parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recredencia a Unisul pelo prazo de 8 anos. A Portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 7 de março de 2018.

A nota máxima foi atribuída à Unisul após um criterioso procedimento avaliativo, com análises documentais da Instituição, e duas avaliações in loco por comissões designadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP/MEC), nas quais ocorreram reuniões com estudantes, professores, coordenadores de curso, técnico-administrativos e dirigentes, bem como a verificação das instalações físicas e demais infraestruturas. As visitas dos avaliadores aconteceram em setembro e novembro de 2017, respectivamente nos Campi da Grande Florianópolis e em Tubarão. Até 2014 a Unisul era vinculada ao Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC), com o último ato regulatório de recredenciamento institucional realizado em 2007. Em 2014, a Unisul migrou para o Sistema Federal de Ensino, passando então todos os processos de avaliação externa a serem realizados diretamente pelo MEC. Além de evidenciar a excelência da instituição, o CI 5 é referência para os diversos atos regulatórios relativos aos cursos e a própria instituição. A avaliação externa é um dos eixos que compõe o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e os conceitos que podem ser atribuídos vão de 1 a 5.

Para o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa, Pós-graduação, Extensão e Inovação, professor Hércules Nunes de Araújo, o conceito que recredencia plenamente a Unisul coroa mais uma etapa do movimento positivo e propositivo da Instituição: “nossos programas de graduação e de pós-graduação foram fundamentais na acreditação. Este processo auxilia e dá segurança, entre outros, à comunidade e aos interessados que buscam referências sobre onde cursar, estudar e realizar o seu projeto de vida. Fazer parte de uma instituição de 53 anos, que tem o conceito máximo, avaliada pelo maior órgão de educação federal do país, sem dúvida, é muito positivo”, frisou.

O procurador institucional, professor Roberto Iunskovski, explica que ao longo do processo que culminou com o recredenciamento, toda universidade foi verificada: “foi realizado um olhar amplo sobre a instituição, desde seus aspectos formais legais, até a infraestrutura, laboratórios, corpo docente, ou seja, a soma de tudo foi avaliada; o planejamento, o projeto político-pedagógico, o relacionamento com a comunidade, a sustentabilidade, o conjunto de tudo o que a Universidade é e faz, foi avaliado por duas comissões formadas por avaliadores designados pelo INEP”, afirmou.

O Reitor da Unisul, professor Mauri Luiz Heerdt, fez questão de evidenciar a atuação comprometida dos envolvidos: “o processo de recredenciamento pôde refletir a importância do papel das pessoas que fazem o dia a dia da Unisul: o talento, a dedicação e a relevância de cada integrante da Universidade neste movimento, sejam alunos, professores, técnico-administrativos e a própria comunidade; minha gratidão a todos”. O Reitor ressaltou ainda, que o momento possibilitou à Unisul a oportunidade singular de autoavaliação, na perspectiva da qualificação permanente e, igualmente, a responsabilidade de seguir proporcionando um acesso ao ensino superior com excelência, em todas as etapas do nosso processo de ensino-aprendizagem.

 

UnisulHoje


Foto/divulgação: PPGCL

Pesquisa analisa livro de matemática


(09/03/2018) A estudante de doutorado Vanessa Isabel Cataneo defendeu na manhã desta sexta (9) o ensaio “Registros de representação semiótica, relevância e conciliação de metas: uma análise do capítulo Sistemas de equações do 1º grau com duas incógnitas do livro Matemática compreensão e prática de Ênio Silveira”. Participaram do evento, professores e estudantes do Grupo de Pragmática Cognitiva da Unisul.


Linguagem e Matemática em pauta


A pesquisa de Vanessa analisou o capítulo Sistemas de equações do 1º grau com duas incógnitas do livro Matemática Compreensão e Prática: 8º ano, de Ênio Silveira, a partir das noções teóricas de registros de representação semiótica, relevância e conciliação de metas.


“Assumi a hipótese de que as atividades cognitivas de formação de representações identificáveis, tratamento e conversão de registros de representação semiótica estão à serviço de conciliações ativas relevantes de um plano de ação intencional do autor que é passível de ser descrito e explicado pelos estágios de formulação de metas e de formulação, execução e checagem de hipóteses abdutivas antefactuais habilitadoras”, explica a pesquisadora.


Os resultados do estudo sugerem prevalência de exemplos e atividades no capítulo que demandam conversão de situações-problema em língua natural para o registro algébrico, pouco desenvolvimento de interpretações gráficas, casos raros de conversões inversas e ausência de propostas de elaboração de problemas.


A pesquisa, orientada pelo professor Dr. Fábio José Rauen, integra o Grupo de Pesquisas em Pragmática Cognitiva do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. O ensaio foi produzido como requisito parcial à obtenção de créditos na disciplina Tópicos Avançados de Leitura do Curso de Doutorado em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).


Para ser aprovado na disciplina, o texto foi avaliado pelo professor Saddo Ag Aumouloud da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Doutor em Matemáticas e Aplicações pela Université de Rennes, França, Almouloud é considerado um dos melhores especialistas no campo do ensino da matemática no Brasil.


Na foto principal, um flagrante da apresentação da autora. Abaixo, estudantes do grupo de pesquisa interagem com o pesquisador via Skype.

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Vice-coordenadora do PPGCL participa de banca na Unicamp

 

(08/03/2018) Nesta segunda-feira (5), a vice-coordenadora do PPGCL, professora Nádia Régia Maffi Neckel, integrou como avaliadora uma banca de tese de Doutorado da Unicamp. A tese foi realizada em âmbito de co-tutela firmado entre a Universidade Estadual de Campinas e a Université Paris 13.

 

Glória da Ressurreição Abreu França, foi a estudante de doutorado que defendeu a tese "Gênero, raça e colonização: a brasilidade no olhar no discurso turístico no Brasil e na França", sob a supervisão da professora Dra. Monica Zoppi-Fontana (Unicamp) e a professora Dra. Marie-Anne Paveau (Univ Paris 13).

 

"A perspectiva analítica textualizada nessa tese traz importantes contribuições tanto teóricas, quanto analíticas para a AD. Da mesma forma que traz um posicionamento político pungente mobilizando a análise do discurso justamente em suas ancoragens constitutivas: fazer teoria é, necessariamente, fazer política. Foi um imenso prazer ter participado como arguidora dessa banca em co-tutela entre a Unicamp e Paris XIII. Uma oportunidade de estreitar ainda mais os laços de parceria em pesquisas que temos mantido com o IEL – Unicamp, além de ter sido um importante momento de trocas com os pesquisadores franceses", comenta professora Nádia.

 

A banca foi composta por três avaliadores franceses e três avaliadores brasileiros: Profa. Dra. Marie-Anne Paveau (Université de Paris XIII (Paris-Nord); Profa. Dra. Mònica-Zoppi Fontana (IEL/Unicamp); Prof. Dr. Lauro José Siqueira Baldini (IEL/Unicamp); Prof. Dr. Luca Greco (Université Paris III Sorbonne Nouvelle); Profa. Dra. Nadia Neckel (Unisul); e Prof. Dr. Thierry Guilbert (Université de Picardie Jules Verne).

 

Mais informações: https://penseedudiscours.hypotheses.org/15326

 

PPGCL


Foto/divulgação: PPGCL

Professora do PPGCL visita Universidade de Portugal

 

(19/02/2018) A professora Giovanna Benedetto Flores, do PPGCL/Unisul - Pedra Branca, participou da aula do professor doutor Jorge Pedro Sousa, sobre pesquisa em Jornalismo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação, da Universidade Fernando Pessoa, em Porto (Portugal).

 

Para os doutorandos do Programa, Giovanna falou sobre a Análise do Discurso e o discurso jornalístico. A professora Giovanna está fazendo pós-doutoramento em História da Imprensa, tendo como supervisor o professor Jorge Pedro Sousa.
 

PPGCL


MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem

Campus Tubarão:Av. José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, 88.704-900 - Tubarão, SC - (55) (48) 3621-3369

Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, 88137-270 - Palhoça, SC - (55) (48) 3279-1061