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2016



Dra. Andréia Daltoé realiza estágio na Sorbonne


(15/12/2016) A Profa Dra. Andréia Daltoé do PPGCL retorna no próximo dia 27 de dezembro do estágio de Pós-doutorado realizado na Université de Paris 13 Sorbonne Paris Cité, Campus de Villetaneuse, França, sob a supervisão da Profa. Dra. Marie-Anne Paveau.


Cronograma intenso

 

Durante seu estágio, Andréia trabalhou parte do Projeto de pesquisa que realiza sobre a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade de SC, em seu Pós-doutoramento no Instituto de Estudos da Linguagem – IEL/UNICAMP, sob a supervisão da Profa. Dra. Eni P. Orlandi.


Além das reuniões de orientação com Dra. Paveau, a professora participou do Seminário “Les discours qui n’existent pas”, na Université Paris 13, Campus Villetaneuse, que contou com a apresentação dos trabalhos de Marie-Anne PAVEAU (Université Paris 13, Pléiade): Parler à la place de l’autre : l’appropriation discursive en contexte de domination; Patricia VON MÜNCHOW (Université Paris Descartes, laboratoire EDA): Dire et ne pas dire : analyser 25 ans de discours familial sur la vie dans l’Allemagne nazie et d’après-guerre; Quentin DELUERMOZ (Université Paris 13, Pléiade): Peut-on faire l’histoire de ce qui n’est pas advenu, et quel est le statut de cette enquête?


Também no período do estágio, Andréia apresentou trabalho no IV JADIS e II JIED, evento de Análise do Discurso que aconteceu, de 26 a 28 de outubro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal. Participou ainda de Seminários, que aconteceram na Université Paris-Sorbonne (Paris IV) e na École des Hautes Études en Sciences Sociales, e realizou pesquisas na Biblioteca Nacional da França e na Biblioteca do Institut Mémoires de L’Édition Contemporaine – IMEC, Abbaye d’Ardenne, Caen, onde teve acesso ao Fundo Michel Pêcheux, que se encontra neste Instituto juntamente com os Fundos M. Foucault e L. Althusser.


Segundo a Profa. Andréia, sua estada em Caen representou uma experiência riquíssima e única, devido ao acesso aos manuscritos de Pêcheux, precursor da Análise do Discurso (AD) na França: “em 3 dias de leitura intensa, pude acompanhar um pouco do trajeto das pesquisas realizadas pelo autor em anotações, recortes de jornais, rascunhos, textos datilografados, rabiscos, fichas de leituras, etc. Enfim, um material valiosíssimo sobre os fundamentos desta teoria que fazemos continuar vivamente no Brasil”.

 


PPGCL


Tese analisa a literatura africana e a representação das mulheres na prosa de Mia Couto


(09/12/2016) A estudante de doutorado Rosemary de Fátima de Assis Domingos defendeu nesta sexta-feira (9) sua tese intitulada “Literatura africana em língua portuguesa: a construção das identidades nas representações das mulheres na prosa de Mia Couto” na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.


A tese de Rosemary tem como objetivo analisar a construção da identidade das personagens femininas nas obras Vinte e zinco, A chuva pasmada, O outro pé da sereia e A confissão da leoa, do autor moçambicano Mia Couto. A pesquisa é oriunda das reflexões realizadas junto ao Grupo de Estudos Identidades, Migrações e Representações, vinculado à linha de pesquisa Linguagem e Cultura, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, da Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul.


O estudo se insere no campo da Literatura Comparada, observando as obras de ficção e seu caráter intertextual e historiográfico, tendo como base Carvalhal (1986) e Nitrini (2000). Os procedimentos metodológicos recorreram aos pressupostos da microanálise e macroanálise, conforme Massaud Moisés (1981), além de apresentar pressupostos sobre o dialogismo, a intertextualidade e a polifonia, a partir da perspectiva de Bakhtin (2002), levando em consideração como se apresenta a relação com outros textos para a produção de um novo.


“O que nos instigou durante a leitura das obras referidas foi, principalmente, como se dá a relação da mulher moçambicana com o meio em que vive e como ela se modifica quando está sozinha, física ou psicologicamente. Em nossa análise percebemos que, subvertendo – ainda que silenciosamente – a ordem masculina social instituída, em um país pobre, assolado por guerras civis e econômicas, tais obras fazem emergir mulheres livres, ligadas intimamente aos elementos da natureza, como o rio”, comenta Rosemary.


Segundo a pesquisadora, atravessadas por colonizações várias, as personagens femininas enfrentam lutas sociais e psicológicas, além do medo tão recorrente nas obras do autor.


“Nas páginas da ficção miacoutiana encontramos mulheres como Mariamar, Naftalinda, Dona Graça, Jessumina, dentre tantas outras, as quais traduzem algo acerca das mulheres que não pode ser visto com olhos nus de sensibilidade e filosofia”, completa a autora.


Rosemary teve sua tese aprovada por banca composta pelos professores: Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (orientadora), Dra. Maria José Ribeiro - FURB (avaliadora), Dr. Gutemberg Alves Geraldes Junior - FASATC (avaliador), Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora) e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora).

 


PPGCL


Interação entre usuário-sistema no Google é objeto de Tese


(08/12/2016) A doutoranda Fátima Hassan Caldeira defendeu na tarde da última quinta-feira (8) sua tese intitulada “Conciliação de metas em buscas orgânicas no Google: análise das interações usuário-sistema” na Sala de Vídeo Conferência da biblioteca da Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul.

Conciliação de metas em buscas orgânicas

“Nesta tese, verificamos se o conceito de heteroconciliação de metas é aplicável a interações usuário-sistema em buscas orgânicas no Google. Para tanto, exploramos qualitativamente um caso de consulta sobre a localização de um restaurante a partir de um viés pragmático-cognitivo guiado pelas noções de conciliação de metas e relevância. Os resultados sugerem que a interação usuário-Google deve ser considerada como uma atividade colaborativa na qual ambos os atores conciliam metas. Se a noção de relevância procurada pelo usuário no sistema, nos termos de Yus (2012a), descreve e explica como o usuário heteroconcilia os resultados da busca com suas metas comunicacionais, informacionais e práticas; a noção de relevância procurada pelo sistema para o usuário descreve e explica como o mecanismo de busca heteroconcilia seus resultados com as metas dos usuários”, explica Fátima.

Buscas orgânicas desta espécie podem ser modeladas no contexto de um plano de ação intencional no qual o usuário elabora uma query (intenção comunicativa) para obter uma determinada informação (intenção informativa) motivada pela consecução de uma meta prática. Neste processo, o usuário monitora os resultados da busca com suas metas e procede a ações corretivas conforme suas preferências e habilidades. Acionado pela query, o sistema fornece um conjunto de respostas que visa a atender à meta informacional e, por hipótese, à meta prática do usuário.

Neste processo, o Google identifica o usuário e monitora sua navegação para coletar sinais de personalização e para individualizar seus resultados; fornece ferramentas que auxiliam o usuário a elaborar a query; apresenta resultados alternativos, deixando o usuário livre para atender à sua intenção de busca; antecipa possíveis queries, aumentando efeitos cognitivos e diminuindo esforços de processamento do usuário; e, à medida que a sessão se prolonga, adapta seus resultados. Todas essas características sugerem que a resposta do sistema ao usuário está simulando, cada vez com maior eficiência, a interação entre humanos.

Fátima teve sua tese aprovada por banca composta pelos professores: Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (orientador), Dr. Jorge Campos da Costa - PUCRS (avaliador), Dra. Heloisa Pedroso de Moraes Feltes - UCS (avaliadora), Dra. Aline Aver Vanin – UFCSPA (avaliadora), Dra. Sandra Vieira – IFC (avaliadora) e Dra. Marleide Coan Cardoso – IFSC (suplente).

 

Na foto principal, a doutoranda no momento de sua apresentação. Logo abaixo, a banca avaliadora da esquerda para a direita: Dr. Rauen, Fátima, Dra. Sandra, Dra. Marleide, Dra. Helois (via Skype), Dra. Aline (via Skype) e Dra. Jorge (via Skype).

 

 

PPGCL


Unisul de Tubarão sedia a XI Jornada Unisul de Iniciação Científica - Junic


(30/11/2016) A Jornada Unisul de Iniciação Científica – Junic é um evento promovido pela Unisul e realizado com o propósito de disseminar os resultados de pesquisas fomentadas com recursos institucionais. Neste ano, o evento traz o tema central “A pesquisa científica e tecnológica no contexto da educação ativa e significativa”.


O universo Junic: a importância


O evento abre espaço para outros resultados de programas apoiados pelo Governo do Estado de Santa Catarina, como o Artigo 170 e Artigo 171 – Pesquisa; bem como programas apoiados pelo Governo Federal, como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – Pibic e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação e Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – Pibiti.


“A arte inspira; mas a pesquisa também é uma inspiração para fazer avançar a produção do conhecimento e a resolução dos problemas do cotidiano”, destaca o reitor em exercício, Mauri Luiz Heerdt.


A abrangência da Junic na região estende-se com a realização simultânea do XI Seminário de Pesquisa, que promove integração e debates entre diferentes grupos de pesquisa da instituição e representantes da comunidade científica reconhecidos nacionalmente, visando aprimorar ações no desenvolvimento da ciência e tecnologia da região.


Estiveram presentes no evento o Reitor em exercício, Mauri Luiz Heerdt; Diretor do Campus Universitário de Tubarão, Heitor Wensing Júnior; as representantes do CNPq, Dra. Alcíbia Helena de Azevedo Maia – Universidade Federal do Pampa e Dra. Liziane Ilha Librelotto – Universidade Federal de Santa Catarina; a Coordenadora Institucional dos Programas de Iniciação Cientifica Pibic e Pibiti do CNPq, professora Paola Egert Ortiz e a Presidente do Diretório Central dos Estudantes do Campus Universitário de Tubarão, a acadêmica Érica Duarte Titon.

 

 

UnisulHoje (Adaptado)


Teoria de Conciliação de Metas é apresentada no III WIP


(30/11/2016) Na manhã da última quarta-feira (30), o professor Fábio Rauen apresentou sua pesquisa intitulada "Conciliação de metas e a noção de intenção” na mesa redonda Pragmática Cognitiva, que fez parte do III WIP.


A noção de intenção em teoria da relevância


Conforme Rauen, a teoria de conciliação de metas (RAUEN, 2014) é uma abordagem pragmático-cognitiva, fundamentada nas noções cognitiva e comunicativa de relevância (SPERBER; WILSON, 1986, 1995), que visa a descrever e a explicar processos comunicativos ostensivo-inferenciais no contexto de planos de ação intencional do falante em direção à consecução colaborativa de metas auto ou heteroconciliáveis.


A arquitetura conceitual proativa da teoria fornece uma modelação em quatro estágios, compreendendo a projeção de uma meta e a formulação, a execução e a checagem de pelo menos uma hipótese abdutiva antefactual ótima que conecta uma ação antecedente plausível para atingir o estado consequente projetado.


Neste cenário, processos ostensivos do falante podem ser concebidos em termos de conversão de intenções práticas em intenções informativas e comunicativas, de tal forma que uma intenção prática só é atingida colaborativamente através do reconhecimento pelo interlocutor de que o falante pretende tornar manifesto ou mais manifesto determinado conjunto de suposições mediante o concurso de estímulos comunicativos.


“Consideradas essas questões, estímulos comunicativos em geral e enunciados em particular podem conter uma intenção comunicativa, que é superordenada por uma intenção informativa, que é superordenada por uma intenção prática”, diz Rauen. “Nesta comunicação, ilustrei as potencialidades de modelação de interações comunicativas considerando estas três camadas de intenção em um exemplo de interação comunicativa”.


Participaram da mesa-redonda os professores Sebastião Lourenço dos Santos (UEPG), com trabalho na interface da pragmática com as emoções e Stéphane Dias, coo trabalho Agência Comunicativa: uma discussão pragmática.


Teoria de conciliação de metas em caso de petição inicial


Durante a tarde, Rauen apresentou o trabalho “Análise pragmático-cognitiva da mobilização da norma jurídica da lei Maria da Penha em um caso de petição inicial”, que desenvolveu com a estudante Ana Cláudia Souza Ribeiro, do curso de direito da Unisul.


Neste trabalho, os autores analisam como a norma jurídica da Lei Maria da Penha foi mobilizada em uma petição inicial, que oferece representação contra agressor e solicita medidas protetivas a uma vítima de violência doméstica e familiar.


“Do ponto de vista jurídico, assumimos que a norma jurídica primária funciona, mesmo que de modo implícito, como premissa maior para a construção de argumentos pelos operadores do Direito, e o judiciário, no domínio da norma secundária, precisa arbitrar se uma norma primária dispositiva foi violada e, em caso de violação, qual é a sanção adequada”, explica Rauen.


Os autores argumentam que a estrutura da petição inicial está organizada em torno da norma, visto que a seção de fatos visa a demonstrar que o representado deve ser qualificado como transgressor da norma primária dispositiva da Lei, a seção de direitos visa a destacar quais são as consequências previstas como sanção para essas transgressões, e a seção de pedidos é apresentada como decorrência lógica das seções anteriores tomadas como premissas.


“Percebemos que a estrutura lógica da petição visa a levar o juiz a produzir inferências similares, de modo que o deferimento das solicitações seja decorrência lógica da força da conjunção dos fatos com o texto da Lei”, comenta o autor. “Observamos que a petição viabiliza, mas não garante a heteroconciliação de metas entre os atores envolvidos, funcionando como hipótese abdutiva antefactual habilitadora nos termos de minha teoria de conciliação de metas”, complementa.


Além disso, a descrição da petição fornece evidências de que processos inferenciais abdutivos guiados por metas presumidas fundamentam os processos interpretativos dedutivos guiados pelas noções cognitiva e comunicativa de relevância.


“Não apenas a petição inicial pode ser descrita e explicada em termos de expectativas de conciliação da meta de o juiz deferir as medidas protetivas para a proteção de uma vítima de violência doméstica e familiar; mas, sobretudo, a própria Lei Maria da Penha pode ser descrita e explicada em termos de um plano de ação intencional em direção à meta de uma sociedade isenta de atos de violência doméstica e familiar contra as mulheres”, explica o autor.


PPGCL


Diretoria da ABRAP é eleita no III WIP

 

(29/11/2016) Nesta terça-feira (29) foi eleita a nova diretoria da Associação Brasileira de Pragmática (ABRAP) para um mandato de dois anos. Como meta, a diretoria pretende elaborar uma revista científica em 2017.

 

Diretoria apresenta resultados

 

Conforme relato da Diretoria da ABRAP, os anos de 2015-2016 foram dedicados à organização da Associação e do III WIP. Vencidos os trâmites burocráticos, a ABRAP está agora oficialmente constituída na cidade de Curitiba no Paraná. Além desse relato, a assembleia elegeu a diretoria 2017-2018. A Associação será presidida pelo professor Sebastião Lourenço dos Santos (UEPG) e contará com o professor Fábio José Rauen (Unisul) como primeiro vice-presidente e a professora Elena Godoy (UFPR) como segunda vice-presidente.

 

Entre as propostas da nova diretoria, está a criação da Revista Brasileira de Pragmática, a criação de um GT sobre Pragmática na ANPOLL e a promoção de eventos sobre o tema.

 

PPGCL


Três trabalhos da Unisul são apresentados no III WIP


(29/11/2016) Três trabalhos do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva são apresentados no segundo dia do III Workshop Internacional de Pragmática em Curitiba. Em comum, as pesquisas operam com o conceito de relevância aplicado a estímulos comunicacionais.


Relevância e ensino de espanhol


Entre as comunicações apresentadas, a estudante Leila Minatti Andrade apresentou a pesquisa “Utilização de piadas no ensino de língua espanhola para brasileiros: estudo conforme a teoria da relevância”.


Nesta comunicação, Leila defendeu a tese de que a mobilização de piadas é uma estratégia produtiva para o ensino e a aprendizagem de língua espanhola para estudantes brasileiros em nível inicial. Segundo a estudante, para que a utilização de piadas favoreça o ensino e a aprendizagem da língua espanhola por estudantes brasileiros, o professor terá de fazer suposições sobre o ambiente cognitivo de seus alunos e sobre a relevância potencial que todos os aspectos da interpretação teriam nesse ambiente cognitivo, sob pena de a piada não surtir os efeitos desejados.


Para selecionar e classificar piadas que atendam a esses critérios, Leila utilizou a classificação de Yus (2010), uma vez que ela está fundamentada no procedimento inferencial que se espera que os ouvintes ou leitores hispânicos percorram quando interpretam uma piada em língua inglesa. Para atender a esta proposta, ela selecionou um conjunto de piadas na internet, considerando periódicos, revistas especializadas, redes sociais e sites de piadas.


“As conclusões obtidas até o momento sugerem que as piadas transferíveis têm mais chances de serem compreendidas pelos estudantes, quando comparadas com piadas substituíveis e desafiadoras, já que eles tendem a partir da língua materna para compreender a língua estrangeira neste nível inicial de aprendizagem”, explica a autora.


Conciliação de metas e negociação colaborativa


Suelen Francez Machado Luciano, por sua vez, apresentou a comunicação “Hipóteses abdutivas antefactuais em situações proativas de negociação colaborativa de soluções problemas: análise com base na teoria de conciliação de metas”


Nesta pesquisa, Suelen se propõe a descrever e a explicar cenários de negociação colaborativa de soluções problemas assumindo-se que auto e hetero vigilância epistêmica modula dinamicamente a força da conexão entre a ação antecedente e o estado consequente de hipóteses abdutivas antefactuais emergentes em direção à consecução ótima de metas.


“Defendemos que a teoria de conciliação de metas de Rauen (2014) e a teoria da relevância de Sperber e Wilson (1995), aliadas à noção de vigilância epistêmica de Sperber e Wilson (2010), são capazes de explicar como soluções criativas emergem num contexto constrangido por metas”, argumenta autora.


A autora assume nesta pesquisa tanto que a teoria da relevância permite descrever e explicar os processos ostensivo/inferenciais envolvidos em cenários de negociação colaborativa de soluções problemas como a teoria de conciliação de metas permite descrever e explicar os mencionados processos ostensivo/inferenciais em termos de ações antecedentes em direção à heteroconciliação de metas consequentes.


“Argumentamos que a emergência e a avaliação de insights (hipóteses abdutivas antefactuais) é superordenada por metas e restringida por processos de auto e hetero vigilância epistêmica e para ilustrar nosso argumento, analisamos cenários de negociação colaborativa de soluções problemas”, complementa a estudante.


Buscas orgânicas no Google


Fátima Hassan Caldeira, por fim, apresentou a pesquisa: "Conciliação de metas em buscas orgânicas no Google: análise das interações usuário-sistema".


Neste trabalho, Fátima verifica se o conceito de heteroconciliação de metas é aplicável a interações usuário-sistema em buscas orgânicas no Google, explorando qualitativamente um caso de consulta sobre a localização de um restaurante a partir de um viés pragmático-cognitivo guiado pelas noções de conciliação de metas (RAUEN, 2013, 2014) e relevância (SPERBER; WILSON, 1986, 1995). Conforme Fátima, os resultados sugerem que a interação usuário-Google deve ser considerada como uma atividade colaborativa na qual ambos os atores conciliam metas.


“Um conjunto de características sugerem que a resposta do sistema ao usuário está simulando, cada vez com maior eficiência, a interação entre humanos”, conclui. “Obviamente, no estágio tecnológico atual, ainda não vemos o sistema emular a plasticidade como os seres humanos mapeiam contextos e fornecem respostas mais precisas com relativo grau de precisão, mas é possível verificar que, ao fornecer um leque de opções de respostas, o sistema está obtendo êxito em escala, pois alguma dessas alternativas provavelmente é capaz de contribuir para o usuário conciliar a meta em questão”, complementa.

 


PPGCL


PPGCL participa do III WIP


(28/11/2016) O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva do PPGCL participa nesta segunda (28) do III Workshop Internacional de Pragmática. O evento está sendo realizado na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e vai até o dia 30.


Conexões entre ensino de matemática e teorias da linguagem


Nesta segunda-feira o estudante Bazilicio Manoel de Andrade Filho (Unisul/IFSC) apresentou o trabalho “Equívocos de mapeamento de unidades de representação em conversão de registros de representação matemática: análise conforme a teoria da relevância”.


Nesta comunicação, Bazilício argumentou que relações de relevância subjazem processos de conversão de registros de representação semiótica na resolução de problemas matemáticos. Para defender seu argumento, o estudante analisamos um caso de equívoco sistemático na resolução de um problema sobre a área do trapézio e o volume de prisma de uma barra de ouro, encontrado do livro Matemática – volume único, de Luiz Roberto Dante (2009, p. 372), por estudantes do 3º ano do ensino médio, fundamentados na teoria dos registros de representações semióticas de Duval (2009) e na teoria da relevância de Sperber e Wilson (1986, 1995).


Segundo Bazilício, Duval (2009) defende que três atividades cognitivas são fundamentais para a conceptualização de objetos matemáticos: a formação de uma representação identificável, o tratamento e a conversão. Para Duval, a conversão entre diferentes registros de representação é a chave e para a compreensão mesma desses objetos e para a consequente verificação da aprendizagem.


“Neste estudo, eu assumi que a conversão de registros é modelada pelo procedimento de compreensão guiado pelos princípios cognitivo e comunicativo de relevância, de tal modo que equívocos de mapeamento das representações identificáveis de um registro de partida – no caso, a língua natural e a representação geométrica de uma barra de ouro – podem explicar equívocos de representação e de tratamento no registro de chegada – no caso, a linguagem algébrica”, explica o autor.


Os achados apontam que a proposição do problema em língua natural e a representação geométrica deitada da barra levaram os estudantes a mapear a sequência lexical ‘altura da barra’ corretamente como altura do trapézio e incorretamente como altura do prisma. Esse resultado indica que os estudantes estão mobilizando o conceito ALTURA antes como aquilo que é vertical do que um segmento de reta que é perpendicular às bases e é compreendido entre elas (altura do trapézio) ou a distância que forma um ângulo de 90° entre as duas bases de um prisma (altura do prisma).


“Esse erro de mapeamento não somente explica o erro sistemático no cálculo do volume do prisma encontrado na resolução deste problema, como sugere equívoco de apreensão do conceito matemático em questão”, completa o estudante.


PPGCL


Mestrando apresenta trabalho sobre a série de TV Família Imperial

 

(24/11/2016) O mestrando Elton Luiz Gonçalves apresentou na tarde da última quarta-feira (23) seu trabalho intitulado "A série de TV Família Imperial e as aproximações teóricas entre o conceito de identidade nacional e os estudos do imaginário" no Simpósio Temático Imaginário, Mitologia e Literatura em Caxias do Sul - RS.

 

O objetivo do estudo era empreender um entendimento sobre as aproximações teóricas do conceito de identidade nacional segundo a perspectiva dos estudos do imaginário para poder relacionar manifestações simbólicas representadas na série de TV Família Imperial que remetem a uma construção histórica da identidade nacional imaginada do Brasil (e dos brasileiros).

 

Esta apresentação encerrou a participação do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano, do PPGCL-Unisul, no III Seminário Internacional de Língua, Literatura e Processos Culturais, em Caxias do Sul - RS.

 

PPGCL


Egressa apresenta recorte da tese em Seminário Internacional

 

(24/11/2016) A doutora Marília Koenig, integrante do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano apresentou o trabalho "A ética da estética de Lima Barreto, uma análise da crônica 'A volta', de Lima Barreto, à luz da sociologia compreensiva: a diáspora no meio urbano", recorte de sua tese defendida no PPGCL em 2015.

 

A comunicação fez parte do Simpósio Temático Literatura brasileira e experiência urbana do III Seminário Internacional Língua, Literatura e Processos Culturais, na UCS, em Caxias do Sul - RS.

 

PPGCL


Apresentação expõe a importância do povo indígena em poema de Lindolf Bell


(24/11/2016) Na última terça-feira (22), a doutoranda Leidiane Jorge, pesquisadora do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano do PPGCL, apresentou o trabalho "A (im)posição do sujeito indígena pelo poeta Lindolf Bell no poema 'Poema para o índio Xokleng': reflexões do imaginário" no Simpósio Temático Imaginário, Mitologia e Literatura, em Caxias da Sul - RS.
 

"A intenção era analisar os elementos simbólicos escolhidos por Lindolf Bell para descrever o índio Xokleng, especialmente a (im)posição sofrida por este grupo, após o período de vivência com os colonizadores europeus no território catarinense", explica a doutoranda. 

 

Leidiane finalizou a apresentação destacando que "a força desta reflexão situa-se no poder que tem o imaginário, enquanto fio condutor, motor, museu, reservatório de imagens que alimenta e move a história e a humanidade".  

 

PPGCL


Encontro discute sobre imaginário e imigração

 

(24/11/2016) A professora Heloisa Moraes e a doutoranda Luiza Bressan apresentaram, na manhã desta quarta-feira (23), o trabalho "Entre a intimidade e a luta pela sobrevivência: um estudo sobre o feminino em uma narrativa sobre imigrantes italianos a partir do Regime Noturno das Imagens", no Simpósio Temático Imaginário, Mitologia e Literatura, em Caxias do Sul - RS.

 

"Os elementos do feminino que podem constituir uma etnicidade, fundamentando, assim, a reflexão sobre a condição da mulher é um dos desdobramentos principais que enxergamos para além deste artigo", explica a doutoranda.

 

O objetivo da pesquisa era abrir um espaço de diálogo sobre a pertinência, possibilidades das imagens que se formam a partir da presença de personagens femininas que compõem a narrativa de "A cocanha", de Pozenato. A presença do feminino nas correntes imigratórias, neste caso, a italiana por meio do imaginário e de seus regimes de imagem, de acordo com as autoras, corresponde a uma necessidade de compreender o conhecimento em ciências humanas e sociais de uma epistemologia que se constrói a partir de narrativas literárias.

 

Ressaltando que este é um recorte de pesquisas, desenvolvidas no Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano, sobre o imaginário de imigrantes em narrativas literárias, a professora Heloisa destaca que "ao se fazer a leitura do feminino como força criadora e propulsora de novos paradigmas, buscamos encontrar, a partir da narrativa, a intimidade das mulheres italianas na luta pela sobrevivência".

 

PPGCL


Professora do PPGCL participa do VIII SENALE


(22/11/2016) Entre os dias 16 e 18 de novembro, aconteceu em Pelotas-RS o VIII Seminário Nacional sobre Linguagem e Ensino (SENALE), que contou com a participação da professora do PPGCL Solange Leda Gallo. Na ocasião, ela participou do lançamento do livro “A análise do discurso e sua história”, no qual participa como autora.

Linguagem, identidade e práticas sociais

Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas e pelo Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Linguagens Verbo-Visuais e Tecnologias do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense, o VIII SENALE teve como tema na edição desse ano a linguagem, identidade e práticas sociais.

O VIII SENALE buscou promover propostas que, ao tentar inovar, considerem a necessidade de relativizar posições e concepções acerca da viabilidade e aplicabilidade de novos recursos para o desenvolvimento das aulas de língua materna e de línguas estrangeiras e para além delas. Partindo das relações entre produção científica na área da ciência linguística e práticas sociais, especialmente pedagógicas, buscou indicar novas formas de atuação numa perspectiva crítica na qual nem práticas costumeiras nem novas práticas sejam consideradas inquestionáveis.

A participação da professora Solange Leda Gallo foi de grande importância ao seminário, já que ela buscou debater juntamente com os demais participantes sobre os discursos que se produzem na Internet, e discutindo mais precisamente as formas que o discurso científico assume no meio digital. No mesmo evento, ela ofereceu o mini curso “Discursividades da/na internet”, sobre a temática, e participou do lançamento do livro no qual participa como autora, intitulado "A análise do discurso e sua história".


PPGCL


Tese analisa os seriados Star Trek e Heroes

 

(22/11/2016) O estudante de doutorado Jean Raphael Zimmermann Houllou defendeu nesta segunda-feira (21) sua tese intitulada “A multidão nos seriados Star Trek e Heroes: dissensos do imperialismo ao império” na Sala 212, Bloco B, do Campus Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.


Averiguando dissensos da multidão


A tese apresentou uma ampla leitura crítica de dois seriados norte-americanos, também veiculados no Brasil: Star Trek e Heroes. A transmissão do seriado Star Trek se deu num momento em que a política externa americana passou a tender menos para uma atividade imperialista do que para uma ação de policiamento a serviço de uma ordem supranacional. A hipótese é a de que sua narrativa apresenta a vontade da multidão em impedir o exercício da antiga soberania europeia e em superar as lutas nacionalistas.


Já o seriado Heroes aborda a história de personagens que, em razão de mutações genéticas, se descobrem portadores de poderes que os tornam especiais. Embora apareçam em diferentes partes do mundo, existe alguma força que, de variadas formas, mantém os personagens interconectados. A hipótese em Heroes é a de que as habilidades especiais dos personagens podem ser associadas às faculdades da multidão capazes de se opor à ordem do capitalismo global.


“O objetivo geral desta pesquisa foi averiguar dissensos da multidão dentro dos seriados. É possível observar que estes objetos da cultura não carregam um regime único de apresentação ligado à lógica mercantil, mas permitem constatar, dentro de seus respectivos contextos de produção, capacidades transformadoras contra a ordem constituída. Pode-se afirmar que as tensões observadas nos seriados denotam problemas para a tradição defendida pelo dominador apresentando formas desafiadoras à leitura da história e fazendo justiça aos dominados”, explica o doutorando.


Jean teve sua tese aprovada com distinção por banca composta por: Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (orientadora), Dra. Ana Luiza Andrade - UFSC (avaliadora), Dra. Susana Oliveira Dias - UNICAMP (avaliadora), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (avaliadora), Dr. Antonio Carlos dos Santos – UNISUL (avaliador), Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (suplente interno) e Dra. Raquel Alvarenga Sena Venera – UNIVILLE (suplente externo).


PPGCL


Pesquisadores participam de Seminário Internacional


(22/11/2016) Membros do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano, do PPGCL, participam, de 21 a 23 de novembro do III Seminário Internacional Língua, Literatura e Processos Culturais na Universidade de Caxias do Sul. Os alunos, acompanhados da professora Heloisa Juncklaus Preis Moraes, apresentam suas pesquisas no Simpósio Temático Imaginário, Mitologia e Literatura.

 

Jogo, narrativa e simbologia em discussão

O doutorando Lucas Damazio apresentou o estudo "As aproximações entre o jogo Magic: The Gathering e a hermenêutica poética do imaginário de Gaston Bachelard: um estudo sobre o elemento água e a imaginação material", nesta manhã de terça-feira, na Universidade de Caxias do Sul. O trabalho tinha por objetivo encontrar semelhanças entre a análise poética da água de Bachelard e as criaturas e as magias do jogo, entendendo que esse game possibilita uma narrativa carregada de potência poética interpelada pelos símbolos marítimos do teórico.

 

"Como visto na análise do game, as ilustrações do deck azul suscitam novas imagens, bem como resgatam simbologias passadas e míticas. O jogo, pelo sua força lúdica, permite combinações, retomadas e, principalmente, atualizações do imaginário. Ele, então, torna-se um terreno fértil para a construção de novas representações simbólicas no imaginário do indivíduo", explica Lucas.

 

A apresentação, no Simpósio Temático Imaginário, Mitologia e Literatura faz parte do III Seminário Internacional Língua, Literatura e Processos Culturais.

 


 

PPGCL


Simpósio Ensino/Aprendizagem de Língua Estrangeira

 

(21/11/2016) Nos dias 25 e 26 de novembro será realizado o Simpósio sobre ensino e aprendizagem de língua estrangeira. O evento é uma parceria entre a Unisul e a UFSC. É presencial, gratuito e terá 12h/a de atividades em língua inglesa e francesa. Na ocasião, acontecerão atividades para professores, alunos dos cursos de licenciatura em Letras e alunos de cursos de idiomas.

 

Inscrição e mais informações sobre o evento, acesse:

http://www.unisul.br/wps/portal/home/fique-por-dentro/eventos/todos/2016/11/simposio-ensino-aprendizagem-de-lingua-estrangeira

 

PPGCL


Encontro da SBPJor é encerrado com sucesso na Pedra Branca


(18/11/2016) Depois de três dias repletos de atividades e com grande contribuição para o âmbito jornalístico, termina o 14º Encontro da SBPJor. O término foi marcado pela integração entre a equipe organizadora, os palestrantes, participantes, além dos alunos de graduação que participaram da JPJor, possibilitando uma maior interação com a pesquisa científica.

 

Dever cumprido

 

As avaliações das comissões local e nacional foram positivas sobre a participação e a qualidade dos debates, dando ainda mais gás para organizar o encontro de 2017.

Com afeto, Claudia Lago, presidenta da SBPJor, fez o discurso da cerimônia, também com bom humor e algumas piadas. Ela agradeceu aos participantes e também aos monitores, que trabalharam nas palestras e debates durante os três dias.

A comissão organizadora local avaliou o evento como um sucesso pela possbilidade de trazer para a Unisul pesquisas nacionais sobre jornalismo, aproximar os alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade de pesquisadores, além de proporcionar a experiência de cobrir o evento durante os três dias. Estudantes dos dois cursos produziram reportagens em texto e vídeo sobre toda a programação, além de fotos e publicações nas redes sociais da Unisul e da SBPJor. As professoras coordenadoras Giovanna Flores e Daniela Germann agradeceram monitores, professores, os estudantes que participaram da cobertura e os participantes por ter participado do encontro.

 

UnisulHoje (Adaptado)


Pesquisadora analisa os critérios de noticiabilidade no jornalismo


(18/11/2016) Na última manhã do 14º SBPJor, a mesa redonda que contou com a presença da pesquisadora Thais Mendonça analisou os critérios de noticiabilidade jornalística, discutiu os processos e ambientes da produção da notícia e reflexões metodológicas sobre critérios de análise de noticiabilidade.

Thais analisou as primeiras páginas dos Jornais On-line O Globo e Folha de São Paulo de julho deste ano. A pesquisadora aponta a fluidez dos critérios de noticiabilidade e reforça a presença ideológica de forma implícita nas matérias, demonstrando que a notícia não espelha a realidade, mas ajuda a constitui-la como fenômeno social compartilhado.

Lia Seixas, coordenadora da mesa, refletiu sobre as bases da sistematização de critérios de noticiabilidade e analisou a relação do valor humano e o valor notícia. Por sua vez, o professor Marcos Paulo da Silva, discutiu sobre a concepção de noticiabilidade nas redações e a midiatização da vida cotidiana. Ele concluiu que a forma de conceber o que é noticiável para os jornalistas está diretamente ligada à lógica do cotidiano, que estaria “calcada na temporalidade e constituiria uma forma de conhecimento partilhado”. Assim, o jornalista procura o noticiável no que destoa dessa lógica.


UnisulHoje (Adaptado)


Mesa debate sobre as redes sociais e o fazer jornalismo


(18/11/2016) Em mesa redonda que teve a tecnologia como destaque, a professora Simone Rodrigues Barreto, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), apresentou a pesquisa "Considerações acerca das apropriações das Redes Sociais Digitais como fonte de informação no jornalismo". O pesquisa fez parte do 14° Encontro da SBPJor.

 

A pesquisa de Simone foi qualitativa, com 30 perguntas para 117 jornalistas do Norte Fluminense, formados e em exercício, sobre o uso de redes sociais na produção de pautas, também analisando as colaborações dos leitores. Simone usou o Google Forms, plataforma de questionários online, para realizar esse trabalho. Como resultado de pesquisa, a professora averiguou que adesão ao Facebook é de 100% e o Whatsapp 88%. A média do tempo de uso, profissionalmente falando, é de 8h a 12h por dia.

Sobre como lidar com as informações online, foram citados vários casos em que printscreens de redes sociais tornaram-se ilustração de notícias, sendo que as informações contidas vinham do mesmo lugar. Para a autora, a polêmica entre o instantâneo em noticiar, ou seja, a busca do “furo de reportagem”, é uma batalha perdida e deve ser repensada. Simone declara que o jornalista não conseguirá estar na frente nessa corrida. O acesso à informação atualmente, com o acesso às redes sociais, é algo que atinge a todos. No entanto, o diferencial à profissão, segundo Simone, é justamente transformar essa informação em notícia de qualidade, com pesquisa, o maior número possível de fontes e sempre com o respeito à ética profissional.


Mudanças

A internet é oficialmente a grande fonte de pesquisa dos jornalistas da região da Norte Fluminense, no Rio de Janeiro. Dos pesquisados, 78% procuram pauta em redes sociais e 7% admitiram que se apropriam de informações encontradas online, sem se preocupar em respeitar a autoria original ou confirmar da informação divulgada. No quesito satisfação com a informação de rede social que vira notícia, 68% ficam parcialmente satisfeitos e 17% totalmente.

Consequência dessa situação em que o jornalista confia em parte na sua fonte de pautas, ao mesmo tempo em que majoritariamente a busca como única fonte de informação, é a queda da leitura dos jornais impressos. Enquanto há 20 anos ler o jornal no qual se trabalhava era obrigatório, hoje acessar as redes sociais tomou esse posto, inclusive o profissional deve ter mais de uma conta para checagens.

Queda na leitura dos impressos e também no tempo de produção. Se antes havia até doze horas para se realizar uma reportagem, a conclusão de Simone Barreto é a de que o cenário on line é o do imediatismo e sem volta, o que reflete na primeira questão levantada pela pesquisadora: a internet é a grande fonte de consulta e de divulgação de informações. O desafio à atuação jornalística é o de não somente reproduzir as informações das redes sociais, mas, ao mesmo tempo em que de necessita adaptar a essa nova situação do convívio simultâneo do on line sem decair na qualidade dos conteúdos divulgados no meio jornalístico.


UnisulHoje (Adaptado)


Dra. Maria Alice Lima Baroni fala sobre o poder das imagens


(18/11/2016) A Dra. Maria Alice Lima Baroni (PUC–RJ), que participou do 14° Encontro da SBPJor, falou de como a favela é retratada nas visões de fotojornalistas e populares. Na mesa, o tema foi o fotojornalismo. A cobertura da tragédia de Mariana, o recente processo de impeachment através da leitura da imprensa e os olhares sobre as favelas do Rio de Janeiro foram os trabalhos apresentados.

A pesquisadora afirma que desde a morte do repórter investigativo Tim Lopes criou-se uma tensão na relação entre cidade e favela, em especial a respeito da presença do tráfico em comunidades do Rio de Janeiro. Segundo ela, embora a presença da imprensa hegemônica muitas vezes coíba os abusos policiais realizados dentro da favela, frequentemente tais locais são retratados apenas mostrando o caráter “performático” do crime. A instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a atuação das milícias e as disputas entre os traficantes também foram temas debatidos com o grande grupo.

Os pesquisadores André Luís Carvalho e Karina Gomes Barbosa, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), contam a história do rompimento da barragem da Samarco através das capas do jornal O Estado de Minas, que cobriu os 30 dias após a tragédia e criou o imaginário visual do tema. O principal personagem deste episódio acaba sendo a lama – deixando de lado os sujeitos, suas dores e silenciando as pessoas atingidas.

Sobre a narrativa midiática da construção do impeachment de Dilma Rousseff, Leylianne Alves Vieira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou a análise de capas de revistas e jornais brasileiros que produziram discursos agressivos contra a ex-presidenta, utilizando-se muitas vezes imagens descontextualizadas.

 

UnisulHoje (Adaptado)


Trabalhos dos Cursos de Licenciatura do Parfor encerram o VIII SIMFOP


(16/11/2016) Pesquisas dos cursos de licenciatura do Programa Parfor foram apresentadas neste sábado (12) na unidade da Unisul localizada na cidade de Araranguá. A atividade encerrou a edição 2016 do VIII SIMFOP.


Araranguá no VIII SIMFOP


Sábado foi reservado para um conjunto expressivo de atividades do SIMFOP em Araranguá. Na parte da manhã, houve a palestra “A voz negra na literatura para infância: entre livros e leituras”, ministrada pela professora Eliane Debus (UFSC) e o Minicurso “Teatro do oprimido em diálogo com a educação”, ministrado por José Carlos Debus (UFSC).


No início da tarde, ocorreu a mesa-redonda “Sete anos de Parfor na Unisul: retrospectiva e desafios de uma política de formação docente”, coordenada pela professora Elizabet Ferreira de Aguiar (Parfor/Unisul), com os professores Maria Sirlene Pereira Schlickmann (Parfor/Unisul), Elvis Dieni Bardini (Parfor/Unisul), Flavio Alexandre Hobold (Parfor/Unisul), Mariléia Mendes Goulart (Parfor/Unisul) e Valdezia Pereira (Parfor/Unisul).


Em seguida, estudantes dos cursos de Pedagogia, Educação Especial, Sociologia, Filosofia, Artes Visuais apresentaram suas pesquisas, compondo o IV Seminário de Pesquisas do Parfor. A apresentação dos trabalhos foi coordenada pelo professor Fábio Rauen, assistente de pesquisa do Parfor.
 

 

PPGCL


Cinco Grupos de Trabalho apresentam pesquisas do PPGCL no VIII SIMFOP


(11/11/2016) Esta última quinta (10) foi caracterizada pela apresentação da Jornada de Pesquisas do PPGCL. Pesquisas de graduação e pós-graduação foram agrupadas em seis grupos de trabalhos e apresentadas no Bloco Pedagógico da Unisul de Tubarão.


Trabalhos recentes


Nesta quinta (10) o PPGCL apresentou um conjunto expressivo de pesquisas em seis grupos de trabalho. Nos grupos “Pragmática cognitiva, cognição e comunicação” e “Linguagem, cognição, ensino e aprendizagem da matemática”, coordenados pelo prof. Fábio José Rauen (com colaboração dos pesquisadores Bazilicio Manoel de Andrade Filho, Marleide Coan Cardoso, Vanessa Isabel Cataneo, Andreia da Silva Bez, Leila Minatti Andrade, Sandra Vieira e Suelen Francez Machado Luciano) foram discutidas pesquisas sobre a teoria de representações semióticas, teoria da relevância e teoria de conciliação de metas. Na linha “Texto e Discurso” do PPGCL também foi organizado o grupo de trabalho “Análise do discurso: verbal e o não verbal”, coordenado pelas professoras Maria Marta Furlanetto e Silvânia Siebert.


Nos grupos “Identidade cultural: narrativas e representações”, coordenado pela professora Jussara Bittencourt de Sá; “Educação em movimento: patrimônio cultural, memória e identidade na contemporaneidade”, coordenado pela professora Deisi Scunderlick Eloy de Farias e pesquisadoras Bruna Cataneo Zamparetti e Alexandro Demathé; “Reflexões sobre o imaginário: educação, mídia e cultura”, coordenado pela professora Heloisa Juncklaus Preis Moraes, foram discutidas pesquisas ligadas à linha “Linguagem e Cultura” do PPGCL.


“As pesquisas apresentadas no SIMFOP revelam o que de melhor temos produzido nos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem”, comentou o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL. “Isso é muito importante porque demonstra a consolidação do PPGCL no cenário da pesquisa em Letras e Linguística do Brasil”, complementa.

 

PPGCL


Professores participam de mesa temática


(11/11/2016) No segundo dia do 14° Encontro da SBPJor, participaram de um debate os professores Danilo Rothberg (Unesp) e Rogério Christofolleti (UFSC). A mesa temática tratou sobre a prática jornalística, uma agenda de pesquisa voltada ao jornalismo e a busca por fontes alternativas de financiamento para a produção de notícias. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira, 10.

 

Debate sobre agenda de pesquisa e financiamento alternativo para o jornalismo

 

A efetivação de agenda própria para discussões sobre jornalismo é sugerida pelo professor Chistofoletti como uma das soluções para potencializar os debates sobre a área e compreender, por exemplo, o cenário delicado da política brasileira e o papel da mídia no processo. Ele destacou também a necessidade de uma renovação dos métodos de produção de pesquisa.

 

”É essencial formular, desenvolver e testar mais metodologias para coleta e tratamento, análise e medição de dados, permitindo o surgimento de galáxias de novos dados relacionados a temas como audiência, consumo, satisfação e qualidade no jornalismo”, explica Christofolleti.

 

Cristofoletti abordou ainda a necessidade de novas formas de financiamento para diminuir a dependência da pesquisa em comunicação do setor público. O professor falou também sobre a importância da comunidade acadêmica promover um ambiente de debate crítico e independente, mantendo o rigor da verificação científica.

 

Danilo Rothberg explicou como o silêncio na mídia se manifesta exatamente na ausência de temáticas necessárias ao debate político. Ele tocou em assuntos como a ética no jornalismo, a censura e as crises políticas recentes. E propõe uma reflexão sobre o papel do jornalismo e da mídia nesse processo.

 

“Seria ótimo explicar porque o jornalismo teve esse ou aquele papel nos acontecimentos bastante complexos que nos assustam tanto, que passam pela saída do Reino Unido da União Europeia, pelo recente golpe no Brasil e pelo resultado de ontem com Trump vencendo as eleições”, conclui o professor Rothberg.

 

UnisulHoje (adaptado)



Abertura do 14° SBPJor contou com a participação da profa. Giovanna Flores

 

(10/11/2016) A noite de abertura do 14º Encontro da SBPJOR foi marcada pela presença da representante da comissão organizadora e professora do PPGCL Giovanna Flores, a presidenta da Sociedade Brasileira de Pesquisa em jornalismo (SBPJor), Cláudia Lago, a diretora científica da SBPJOR, Monica Martinez e o diretor do campus Grande Florianópolis da Unisul, professor Hércules Nunes de Araújo.

 

Noite marcada pelas mulheres

A conferência abordou não só o tema de forma geral, apontando os principais pontos do jornalismo como forma de pesquisa, mas frisou principalmente a questão de gênero dentro do jornalismo, considerado pela presidenta Cláudia Lago como “uma profissão feminina (63%), que não identifica questões de gênero como importantes”.

 

Segundo a presidenta, dentro de um país machista e misógino, podemos mudar o país a partir do momento em que se começar a pesquisar gênero e ligá-lo a outras coisas: como classe social e raça, porque não há como se estudar esses três fatores de forma isolada. Cláudia Lago ainda enfatizou a dificuldade de pesquisar esse tema não somente por ser altamente revolucionário, mas pelo fato de que os pesquisadores brasileiros mais tradicionais de mídia e os próprios profissionais jornalistas ainda não enxergam o recorte de gênero como sendo um dos mais fundamentais e mais polêmicos dentro da área.

 

Além da questão de gênero, a diretora científica Monica Martinez, por sua vez, ressaltou a potencialidade do jornalismo em rede como tema de pesquisa e de atuação profissional. Para ela, a pesquisa em jornalismo pode ser revolucionária quando porque abrange várias ao mesmo tempo, potencializando o tema e o seu alcance.

 

Durante a noite de conferência, foi entregue também o Prêmio Adelmo Genro Filho (PAGF). O Prêmio PAGF foi criado em 2004 pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), para valorizar de forma individual as contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo.

 

UnisulHoje (adaptado)


Educação patrimonial aplicada à sala de aula é discutido no VIII SIMFOP


(10/11/2016) Na oficina de aprendizagem Metodologia de educação patrimonial aplicada à sala de aula, coordenada pela profa. do PPGCL, Deisi Scunderlick Eloy de Farias, os professores Me. Bruna Cataneo Zamparetti e Me. Alexandro Demathé enfatizaram a necessidade de abordar a educação patrimonial prévia. A oficina ocorreu nesta quinta-feira (10).


A oficina delineou o desenvolvimento da educação patrimonial e trouxe como exemplo o projeto da cidade mineira Ouro Preto, Sentidos Urbanos. O Programa “Sentidos Urbanos: Patrimônio e Cidadania” é uma ação educativa que tem como objetivo sensibilizar e despertar nos moradores novos olhares sobre a cidade de Ouro Preto. A proposta faz com que as pessoas conheçam o patrimônio material e imaterial da respectiva cidade, e isso desperta a identidade patrimonial como valorização do cidadão.


Ainda, destacou o Colégio Dehon de Tubarão, que oferece opcionalmente, desde 2013, a atividade extracurricular de educação patrimonial. A atividade, ministrada pelo Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia da Unisul – Grupep, atende alunos do 1º ao 5º ano e é ministrada durante todo o ano letivo.


Outro projeto apresentado na oficina de aprendizagem foi o Mais educação – Educação Patrimonial, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Nesta proposta os alunos fazem o inventário dos patrimônios locais, acompanhado de um professor de educação patrimonial, e o inventário realizado pelos alunos é encaminhado ao Iphan.


O VIII SIMFOP acontece entre os dias 7 e 12 de novembro em Tubarão e tem como finalidade a divulgação científica, a socialização de experiências pedagógicas e a articulação entre a universidade e as escolas de educação básica, e traz Grupos de Trabalho, Oficinas e Minicursos.

UnisulHoje (adaptado)


3º dia de SIMFOP destaca a defesa da educação infantil


(09/11/2016) O terceiro dia do SIMFOP contou com diversas atividades. Uma delas em especial, destacou a defesa da educação infantil: nenhum direito a menos. O tema foi debatido na Reunião do Fórum Catarinense de Educação Infantil (FECEI), na Sala de Treinamento do Prédio Sede da Unisul.


O Fórum Catarinense de Educação Infantil foi instituído no ano de 1999, com o objetivo principal de garantir o direito das crianças de 0 a 6 anos a uma educação infantil pública e de qualidade. Integra o Movimento Interfóruns de Educação Infantil – MIEIB desde a sua criação. As primeiras ações do Fórum Catarinense de Educação Infantil foram no sentido de integrar as instituições de Educação Infantil aos Sistemas de Ensino, incentivar a formação inicial para os profissionais, debater as políticas de financiamento e aprofundar o conhecimento sobre o binômio cuidar/educar.


Na reunião apresentou-se o caráter constitutivo do fórum, não jurídico, uma organização civil que se aproxima pelo entendimento de que as crianças têm direitos, como cidadãos que buscam a regulamentação destes direitos. E, enfatizou-se a necessidade de criação de fóruns regionais no Estado para a efetiva participação civil junto as estâncias executoras do direito, destacou-se o compromisso por não haver financiamento. O fórum visa fomentar a vontade de participação social.


Além da reunião do Fórum Catarinense de Educação Infantil (FECEI), o evento sediou mesas-redondas e grupos de trabalhos de pesquisas em diversas temáticas:


Políticas para Educação Infantil: retomando desafios para garantir os direitos conquistados
Teoria do ensino do desenvolvimental na educação matemática
Ensino Fundamental no Brasil nos 20 anos de LDB e as perspectivas atuais
Retrocessos e desafios na educação
Pesquisa em educação básica – Alfabetização
Pesquisa em educação básica – Educação infantil
Pesquisa em educação básica – Educação matemática
Experiências na formação de professores
Pesquisa em educação básica – Política educacional e formação de professores e Cultura
Identidade, imaginário e migrações


UnisulHoje (adaptado)


Acontece na Unisul o VIII Simpósio sobre Formação de Professores

 

(08/11/2016) O VIII Simpósio sobre Formação de Professores – SIMFOP teve início na segunda-feira 7 e segue até o dia 12 de novembro em Grupos de Trabalho, Oficinas e Minicursos. Ao propor a temática “20 anos da LDB”, a oitava edição do SIMFOP oportuniza reflexões sobre a Lei 9394/96, que estabelece diretrizes e bases da educação nacional.

 

O evento tem como objetivo ser um espaço de discussões a respeito deste documento que congrega um conjunto de regras que norteiam a educação brasileira e, consequentemente, a atuação docente.

 

Abertura do VIII Simpósio sobre Formação de Professores

 

Sob a Coordenação da Professora Dra. Maria da Graça Nobrega Bollmann (Unisul), a Conferência de Abertura foi sobre ‘Os 20 anos da LDB (1996-2016): Limites e desafios na atual conjuntura política e social do Brasil’, com o palestrante Dr. Jéferson Silveira Dantas (CED/UFSC). Mas antes da palestra, uma apresentação cultural da Cia de Teatro da Unisul aqueceu o coração dos presentes com um recital de poemas.

 

“A LDB tem um capítulo específico sobre a formação de professores, por isso, leva-se em consideração a formação de professores na universidade em cursos de licenciatura de quatro anos. O SIMFOP vem ao encontro da formação continuada porque nem todos os professores da rede pública tiveram a licenciatura plena, é uma atualização para este professor. Com isso, o evento traz discussões de educação infantil, métodos de ensino, concepções de educação básica, média e superior, e permite a este professor o aperfeiçoamento”, reforça a professora da Unisul, Dra. Maria da Graça Nobrega Bollmann.

 

“O SIMFOP é um espaço de reflexão das questões relacionadas à LDB que estão postas no momento atual. Este espaço não é para tomada de decisões, mas a LDB está passando por reformulações e refletir junto sobre estas questões provoca novas interrogações, seja pelo lado dos professores da universidade seja pelos professores da rede educacional”, enfatiza a Coordenadora Geral do VIII SIMFOP, professora da Unisul, Dra. Leonete Luzia Schmidt.

 

VIII Simpósio sobre Formação de Professores: a união faz a força

 

“Detectamos que era feito um conjunto de eventos durante o semestre e isso dividia nossas energias. Em determinado momento se pensou porque não juntar todos os eventos em um grande esforço ocupando uma semana? E, este é o resultado, no último levantamento feito tínhamos mais de 600 inscritos e aproximadamente 150 trabalhos para serem apresentados”, destaca o também Coordenador Geral do VIII SIMFOP, professor da Unisul, Dr. Fábio José Rauen.

 

O evento é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) e os cursos de Licenciatura da Unisul. Sua finalidade é a divulgação científica e a socialização de experiências pedagógicas, assim como a articulação entre a universidade e as escolas de educação básica.

 

O simpósio destaca-se por congregar eventos que ocorrem na Unisul, buscando, numa única semana, discutir questões relacionadas à formação docente. São eles: Formação Pedagógica do Profoco; Jornada de Pesquisa do PPGCL; II Seminário Regional do Proesde Licenciaturas; III Seminário do Obeduc/Alfabetização PPGE; III Seminário de Projetos de Dissertação PPGE;IV Seminário de Pesquisa Parfor; IV Encontro Sul Brasileiro de Educação Patrimonial; VI SEMEIA – Seminário de Educação Inclusiva e Acessibilidade: Questões Curriculares: Dos Marcos Políticos e Legais às Práticas Pedagógicas; VII Semana Integrada das Licenciaturas; VI Seminário Institucional do Pibid.

 

 

UnisulHoje (adaptado)


Simpósio debate os 20 anos da LDB

 

(07/11/2016) A Unisul está promovendo a oitava edição do Simpósio sobre Formação de Professores (SIMFOP). O evento é uma iniciativa dos programas de pós-graduação em Educação e Ciências de Linguagem e dos cursos de licenciatura da Unisul. Esta edição está debatendo sobre os vinte anos da Lei de Diretrizes e Bases da educação.

 

Debate necessário

 

"Os 20 anos da LDB (1996-2016): Limites e desafios na atual conjuntura política e social do Brasil"foi o título da Conferência de Abertura do VIII SIMFOP nesta última segunda (7) no Espaço Integrado de Artes da Unisul. A Conferência foi ministrada pelo prof. Dr Jéferson Silveira Dantas da Universidade Federal de Santa Catarina e contou com a mediação da profa. Dra. Maria da Graça Nobrega Bollmann da Unisul.

 

Para Dantas, em especial diante da conjuntura política em que vivemos, é preciso estar atentos para não perdermos as conquistas de uma escola pública livre, democrática e de qualidade. Para isso, é preciso incentivar o debate sobre o tema nos cursos de formação de professores, incluindo aqueles que são promovidos por instituições comunitárias como a Unisul.

 

O SIMFOP tem como finalidade a divulgação científica e a socialização de experiências pedagógicas, assim como a articulação entre a Unisul e as escolas de educação básica. A realização do SIMFOP representa para a Universidade, de modo geral, e para os cursos de Graduação e de Pós Graduação Stricto Sensu, de modo especial, um momento de reafirmação do seu compromisso com uma educação de qualidade social e com o processo de formação inicial e continuada dos profissionais da educação.

 

PPGCL


SBPJOR terá entrega de Prêmio de Jornalismo na abertura

 

(07/11/2016) A conferência de abertura do 14º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo abordará ‘A pesquisa em jornalismo como espaço de observação do mundo: silêncios, censuras e potências: a experiência da SBPJor’. O auditório C da Unisul Pedra Branca receberá os participantes para a primeira atividade do evento na quinta-feira, dia 9 de novembro, às 19h. Paralelo, ocorrerá a entrega do prêmio Adelmo Genro Filho da Pesquisa em Jornalismo.

 

Evento Nacional

 

Além do SBPJor, a Unisul sedia o Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (VI JPJor). Ambos são anualmente organizados pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPjor) e têm como proposta reunir especialistas, pesquisadores, estudantes de comunicação e de outras áreas correlatas em um espaço de divulgação e reflexão acadêmica focado na pesquisa em jornalismo.

 

Veja a programação do evento:

 

Quarta- Feira – 9 de novembro

9h-10h – VI JPJOR

Abertura e Mesa Temática com Ganhadores do Prêmio Adelmo

Genro Filho: “Incentivo à pesquisa em Jornalismo”. Auditório C.

10h – 12h – Apresentações de trabalhos VI JPJOR

212 B – Ciberjornalismo

213 B – Jornalismo e Ativismo

214 B – Jornalismo e Impresso

215 B – Telejornalismo e RadioJornalismo

216 B – História do Jornalismo

217 B – Jornalismo Especializado

218 B – Jornalismo e Sociedade

219 B – Reportagem e processo de editoração

 

9h-13h: III Seminário da Pós-Graduação em Jornalismo.

Sala 121 B.Tarde

II Reunião Anual das Redes de Pesquisa SBPJor.

 

14h-15h: Apresentação dos relatórios das Redes de Pesquisa

(Sala 121 B).

 

15h-17 h: Reuniões setorizadas das Redes

311 B – Rede de Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec)

222 B – Rede de Pesquisa Narrativas Midiáticas Contemporâneas (Renami)

221 B – Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi)

313 B – Rede de Pesquisa em Telejornalismo (TeleJor)

 

Noite

Cerimônia de Abertura do 14° Encontro da SBPJor – Auditório C

Conferência de Abertura:

A pesquisa em jornalismo como espaço de observação do mundo:

silêncios, censuras e potências: a experiência da SBPJor

(Diretoria Executiva)

Entrega do Prêmio Adelmo Genro Filho da Pesquisa em Jornalismo

 

Quinta- Feira – 10 de novembro

 

Manhã

9h-12h: Mesa Temática – Jornalismo hoje: potências, silêncios, censuras. Auditório C.

Debatedores:

Danilo Rothberg (UNESP)

Rogério Christofoletti (UFSC)

Liziane Guazina (UnB)

Mediação: Josenildo Guerra (UFS)

 

Tarde

14h-17h30: Sessões Coordenadas e/ou Comunicações Individuais

Apresentação dos trabalhos selecionados.

 

Noite

18h-20h: Assembleia dos associados da SBPJor. Auditório C.

 

20h: Lançamento de livros. Hall auditório C.

 

Sexta- Feira – 11 de novembro

 

Manhã

9h-12h

Sessões Coordenadas e/ou Comunicações Individuais – Apresentação dos trabalhos selecionados

 

Tarde

14h-17h

Sessões Coordenadas e/ou Comunicações Individuais – Apresentação dos trabalhos selecionados

 

Noite

18h – Cerimônia de Encerramento. Auditório C


VIII SIMFOP acontece nesta segunda

 

(04/11/2016) O VIII Simpósio sobre Formação de Professores inicia nesta segunda (7). Evento prossegue até sexta (11) em Tubarão e se encerra neste sábado (12) em Araranguá.

 

Socialização de Experiências

 

O Simfop tem como finalidade a divulgação científica e a socialização de experiências pedagógicas, assim como a articulação entre a universidade e as escolas de educação básica. A realização do Simfop representa para a Unisul e alunos um momento de reafirmação do seu compromisso com uma educação de qualidade social e com o processo de formação inicial e continuada dos profissionais da educação.

 

O VIII Simfop destaca-se por congregar outros eventos que ocorrem na Unisul, buscando, numa única semana, discutir questões relacionadas à formação docente: Formação Pedagógica do Profoco; Jornada de Pesquisa do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem; II Seminário Regional do Proesde Licenciaturas; III Seminário do Obeduc/Alfabetização do Mestrado em Educação; III Seminário de Projetos de Dissertação Mestrado em Educação; IV Seminário de Pesquisa Parfor; IV Encontro Sul Brasileiro de Educação Patrimonial; Seminário de Educação Inclusiva e Acessibilidade: Questões Curriculares: Dos Marcos Políticos e Legais às Práticas Pedagógicas (VI Semeia); VII Semana Integrada das Licenciaturas; VI Seminário Institucional do Pibid.

 

Farão parte da programação desta edição: conferência de abertura, palestras, comunicações orais, mesas-redondas, oficinas, minicursos e pôsteres

 

O evento está sendo organizado pelo Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE), o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) e pelos cursos de Licenciatura da Unisul.

 

Programação e Inscrição

 

A programação e informações sobre as inscrições estão sendo divulgadas no site oficial do Evento. As inscrições podem ser realizadas, no site do Simfop, até 12/11/2016. No site você também encontra informações sobre a submissão dos trabalhos. Podem participar alunos dos cursos de Licenciatura, Mestrado, Doutorado da Unisul e professores da rede de Ensino Infantil, Básico, Fundamental e Superior.

 

PPGCL


Tese analisa as práticas tradicionais com plantas medicinais

 

(28/10/2016) A estudante de doutorado Eliane Anastácio Floriano defendeu nesta sexta-feira (28) sua tese intitulada “Identidade, memória e cultura no trato com plantas medicinais: um possível diálogo entre saberes” na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Medicina Popular e Medicina Tradicional

 

“Com a pesquisa bibliográfica foi possível tecer uma síntese histórica sobre o uso dessas plantas e de como essa prática tem orientado as atividades curativas de muitos povos ao longo do tempo, bem como auxiliou no discorrer sobre os autores que debatem o conceito da Pós-Modernidade, Identidade e Memória”, explica  a doutoranda.

 

O estudo pautou-se na pesquisa bibliográfica e de campo e buscou investigar se as mudanças ocorridas no contexto cultural atual influenciaram na manutenção, transformação ou apagamento nas práticas tradicionais com plantas medicinais.

 

“A pesquisa de campo foi desenvolvida junto à dois grupos, um constituído por pessoas sem formação acadêmica, representantes da Medicina Popular, e outro por profissionais com formação acadêmica na área da saúde, representantes da Medicina Tradicional. A análise dos resultados desse estudo permitiu concluir que não houve a extinção dos processos de memória ou de identidade das mulheres que atual na Medicina Popular, mas ressignificação e até mesmo a validação de seus saberes à partir do encontro e do diálogo com a Medicina Tradicional”, finaliza Eliane.

 

Eliane teve sua tese aprovada com distinção por banca composta pelos professores: Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (orientadora), Dr. Francisco Antonio Pereira Fialho - UFSC (avaliador), Dra. Vanilde Citadini Zanette - UNESC (avaliadora), Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (avaliadora) e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora).

 

 

PPGCL


Vanilde Zanette ministra seminário no PPGCL

 

(28/10/2016) A Profa. Dra. Vanilde Citadini Zanette, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), ministrou na tarde dessa sexta-feira (28) o seminário intitulado “Fitoterapia Racional nas Práticas de Extensão Universitária”. O encontro aconteceu na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Processo fitoterápico

 

Na apresentação, a Professora Vanilde explicou as funcionalidades de algumas plantas terapêuticas e o impacto positivo na vida de 480 agentes da Pastoral da Saúde, que repassam suas habilidades com as plantas para a população das cidades de Criciúma, Araranguá, Cocal do Sul, Urussanga, Siderópolis e  Nova Veneza.

 

Esse projeto, que teve início em 2001, com uma parceria entre a Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) e a Pastoral da Saúde, tem como principal objetivo promover o uso racional das plantas medicinais e fitoterápicos na comunidade de Criciúma e Região por meio da troca de saberes entre a Universidade e Agentes da Pastoral da Saúde da Diocese de Criciúma.

 

A Profa. Dra. Vanilde Citadini Zanete possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (1973), Mestrado em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1979), Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos (1995) e Pós-Doutorado com ênfase em Produtos Florestais não Madeiráveis na Royal Roads University, Victória, Canadá. Atualmente é professor titular da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Florística e Fitossociologia de Florestas, Monitoramento, Recuperação de Áreas Degradadas e Etnobotânica (plantas medicinais).

 

PPGCL


Coordenadores e vice-coordenadores da Unisul tomam posse
 

(26/10/2016) Foi realizada na manhã de hoje (26) a posse dos mais de 100 coordenadores de graduação e todos os coordenadores dos cursos de mestrado e doutorado da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) para a Gestão 2016-2019. O evento aconteceu no Auditório do Parque Ambiental da Tractebel, em Capivari de Baixo-SC.

 

Futuros líderes

 

O acontecimento é de suma importância para continuação das diretrizes da Unisul, que refletirá nos trabalhos da Universidade nos próximos anos.

 

“Tão importante quanto foi delinear o PDI, e traçar rumos e reafirmar convicções, foi iniciar um processo de escolha dos futuros líderes. Todo processo de mudança é salutar para a instituição, pois, energias e esperanças são renovadas, e isso também renova a capacidade de ação frente aos desafios. Por ter equipes preparadas e coordenadores que renovam mandatos para dinamizar novamente as suas atividades, minha convicção é de que a Unisul realiza este processo com muita tranquilidade. Todo momento de afirmação destes compromissos é motivo de muita alegria, energia e movimento positivo para a universidade”, destaca o Reitor da Unisul, Sebastião Salésio Herdt.

 

Na ocasião, tomou posse o Prof. Dr. Fábio José Rauen, que foi reeleito como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, e a Profa. Dra. Nádia Régia Maffi Neckel, como vice-coordenadora.

 

“Pretendo dar continuidade à consolidação dos cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Linguagem e promover a qualificação do programa como um todo nesta gestão”, disse Rauen.

 

 

PPGCL


Gabriela Milone ministra curso no PPGCL

 

(21/10/16) Entre os dias 10 e 14 de outubro, a Profa. Dra. Gabriela Milone, da Universidad Nacional de Córdoba (Argentina), ministrou o curso Afectos y efectos sonoros: en los bordes de la voz, el habla y la lengua. O encontro aconteceu no Campus Pedra Branca da Unisul.

 

Fala, voz e linguagem

 

Com o objetivo de estudar escrituras - poemas, performances, filmes, videoinstalações e ensaios - que propõem uma reflexão sobre os limites da linguagem e do sentido, a Dra. Gabriela Milone debateu a experiência da voz e da fala no pensamento filosófico contemporâneo.

 

No decorrer do curso, foram discutidas as relações entre voz e linguagem, levando em consideração alguns aspectos: a problemática da negatividade e da positividade da voz enquanto variação da língua, como intensidade e como matéria vibrátil e as possibilidades da “fala poética” (segundo a expressão de Heidegger), no que se refere ao não falar e o “falar por falar”, seja glossolálico, ecolálico, gaguejante.

 

Também como modo de aprendizagem, a professora compartilhou suas investigações em torno de experiências de linguagens sonoras. Mais do que semânticas, experiências que se passam nos limites da significação, onde sentido e sensível se confundem, afetos e efeitos se tocam.

 

Mais duas presenças

 

 

No dia 13 de outubro, também estiveram no Campus Pedra Branca da Unisul o escritor Carlos Ríos e Ana Porrúa, professora da Universidad Nacional de Mar del Plata (Argentina). Ambos estiveram presentes no 1º Festival Literário Internacional Catarinense.

 

Com livros publicados no México, na Argentina, na Espanha e na França, o escritor Carlos Ríos falou sobre seus livros e sua literatura para os estudantes e professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem. Em sua visita, falou especificamente sobre os dois livros traduzidos em português, "Manigua" e "O artista sanitário", traduzido o primeiro por Jorge Wolff e Antonio Carlos Santos, e o segundo, por Antonio Carlos Santos.

 

Ana Porrúa, professora da Universidad Nacional de Mar del Plata (Argentina), também convidada para o FLIC, deu uma palestra sobre poesia.

 

PPGCL


Vendaval causa prejuízos na sede do PPGCL


(19/10/2016) Uma tempestade atípica no final da tarde do último domingo (16) causou prejuízos à estrutura da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Por esse motivo, as aulas do PPGCL estão suspensas no Campus Tubarão nesta semana.

 

Momento de Retomada


Apesar dos inúmeros estragos causados pelas fortes ventanias deste último domingo, as atividades internas do PPGCL vão retomando seu andamento normal. No prédio da pós-graduação houve destelhamento parcial no 3º pavimento, prejudicando a estrutura do GRUPEP e do Instituto de Idiomas. Nos andares inferiores, os estragos limitaram-se à entrada de água em algumas das salas.


Aulas suspensas até sábado


A reitoria da Unisul, reunida na manhã desta segunda-feira (17) decidiu suspender as atividades acadêmicas durante esta semana, em Tubarão, entre hoje e sábado (22). Assim, estão suspensas as aulas do Colégio Dehon, da Unisul e da Pós-Graduação.


A suspensão das atividades é necessária para proteger a integridade das pessoas e para a recuperação dos ambientes de aprendizagem. O expediente interno está mantido para que as condições sejam estabelecidas rapidamente.


O reitor em exercício da Unisul, professor Mauri Luiz Heerdt, cedeu entrevista coletiva à imprensa e explicou os motivos da suspensão das aulas em Tubarão. “A Universidade precisa recuperar ambientes escolares e administrativos. Ao mesmo tempo, libera a comunidade escolar para apoiar as recuperações de casas e empresas”, disse.


PPGCL


Professor do PPGCL participa de seminário no Rio de Janeiro


(07/10/2016) O Professor Artur de Vargas Giorgi (Unisul) apresentou no dia 27 de outubro seu trabalho intitulado “Obscenas: merda, poeira e certa loucura no arquivo do moderno (breve montagem)” no II Seminário Internacional: corpo, memória e metamorfoses. O evento, que é uma parceria entra a Unigranrio e Unirio foi realizado no Rio de Janeiro (RJ).


“Neste trabalho, eu apresento algumas linhas que orientam meu atual projeto de pesquisa no PPGCL. Esse projeto está relacionado com a leitura crítica do arquivo do moderno”, explica o professor.


Artur desenvolve na Unisul trabalhos de releitura de movimentos, autores e obras da modernidade e seus possíveis efeitos no mundo contemporâneo.


A programação completa do seminário contou com a presença de grandes escritores, intelectuais, historiadores, pedagogos e críticos literários, que estiveram reunidos para entender, por outro ângulo, a história que se fez com fatos, fotos e vídeos, nessa trilogia de crítica solidária e envolvente. Todos os participantes estiveram unidos nesse evento sem fronteiras, que sugere ecos de reinvenção e vôos por linhas, páginas, poemas e simples diálogos contemporâneos.

 


 

PPGCL


Convênio viabiliza pesquisas em educação matemática

 

(03/10/2016) Encontro do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva (GPPC) ocorreu neste último sábado (01) na Unibave. O grupo, que é viabilizado por convênio de cooperação entre o Centro Universitário Barriga Verde – Unibave e a Universidade do Sul de Santa Catarina - Unisul discutiu a realização de pesquisas e a viabilização de eventos sobre educação matemática.

 

Interface produtiva

 

Pesquisadores da linha de pesquisa “Pragmática Cognitiva e Ensino de Matemática” do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva (GPPC) (UNISUL, UNIBAVE, IFSC) reuniram-se nas dependências do Centro Universitário Barriga Verde para aprofundar questões relativas ao ensino de matemática e promover eventos de disseminação científica dos trabalhos.

 

Liderado pelo professor Fábio José Rauen, o grupo, que é filiado à linha de pesquisa Texto e Discurso do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, analisa o ensino da matemática articulando a teoria dos registros de representação semiótica de Duval com teorias pragmáticas linguísticas de viés cognitivo.

 

“No Grupo, articulamos as ideias de Duval com a teoria da relevância e a teoria de conciliação de metas de Rauen”, esclarece a professora Vanessa Isabel Cataneo, da Unibave. “Em meu trabalho de doutorado, por exemplo, pretendo alinhar essas teorias pensando na utilização de recursos de informática como promotores de uma aprendizagem mais significativa”, complementa.

 

“Articular linguística com matemática parece estranho num primeiro momento, mas é muito produtiva para pensar como aprendemos e ensinamos Matemática”, afirma a Dra. Marleide Coan Cardoso, do IFSC. “Pretendo escrever um livro sobre o assunto em minha pesquisa de pós-doutorado, e o contato com professores que compreendem essa articulação é fundamental”, complementa.

 

O convênio entre a Unibave e a Unisul objetiva estabelecer o intercâmbio de docentes e pesquisadores bem como de estudantes a implementação de projetos conjuntos de pesquisa a promoção de eventos científicos e culturais assim como o intercâmbio de informações e publicações acadêmicas.

 

Nas fotos, alguns flagrantes da reunião. Da esquerda para a direita :Vanessa Isabel Cataneo (Unibave), Dirce Dela Vedova Zapelini (SED), Marleide Coan Cardoso (IFSC) e Basilicio de Andrade Filho (IFSC).
 

 

PPGCL


PPGCL participa do 7º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil

 

(05/10/2016) Aconteceu entre os dias 26 e 28 de setembro, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis o 7º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil. O evento contou com a organização e presença da Profa. Dra. Dilma Beatriz Juliano (UNISUL).

 

Desde as primeiras edições do evento, o Programa de Pós-graduação em Ciências de Linguagem – UNISUL – participa como universidade parceira (UFSC, UNISUL, UDESC), cumprindo o compromisso social na formação de professores e no debate estético da literatura para crianças e jovens. O evento congrega pesquisadores envolvidos com o estudo da leitura, das práticas educativas construídas em diálogo com a literatura infantil e juvenil e na formação do leitor de literatura infantil e juvenil.

 

É sabido que a imaginação e a capacidade de improvisação se confundem na criatividade infantil e juvenil, como formas de ver/experimentar o mundo. São maneiras de encenar a vida, muitas vezes, sinalizando às crianças, aos jovens e adultos o valor da fantasia na reinvenção do cotidiano. É, assim, que a arte se aproxima da infância e revela a necessidade de que se acredite nela e de que se extrapole com ela os limites da vida regrada. Não se trata, portanto, de chamamento à sensibilidade? Não somos provocados, como partícipes da infância e juventude, a desconstruir nossas percepções do mundo, com suas exterioridades, e irmos em busca dos espaços do nunca?
A proposição do tema do evento – buscar as frestas de onde brotam as linguagens poéticas – não deve se confundir com a utopia do lugar fora; ao contrário, o desafio é o de, junto com pesquisadores, professores, estudantes e críticos de arte, apontarmos as possibilidades de poesia dentro dos nossos cotidianos. Trata-se de realçar a convivência da poesia com as duras experiências da vida material com diferentes vivências dos seres humanos em seu cotidiano.
 

Foram três dias de intensas atividades: mesas redondas, palestras, apresentações culturais e lançamento de livros. Na ocasião, as professoras Eliane Debus (UFSC), Dilma Beatriz Juliano (UNISUL) e Nelita Bortolotto (UFSC) compartilharam o livro intitulado “Literatura Infantil e Juvenil: do literário a outras manifestações estéticas". A produção faz circular, sob a forma de capítulos, as apresentações das pesquisas com a literatura destinada a crianças e jovens concluídas e /ou em andamento, na ocasião, desenvolvidas por pesquisadores nacionais e internacionais que aqui estiveram na edição do evento anterior (6º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil e do 1º Seminário Internacional de Literatura Infantil e Juvenil e Práticas de Mediação Literária).

 

 

PPGCL


Doutoranda do PPGCL orienta estudante na Olimpíada de Língua Portuguesa

(30/09/2016) A estudante do curso de Doutorado, Juliene da Silva Marques, foi peça chave para a classificação da aluna Diely Zanela Medeiros, do 8º ano da Escola Profª Maria Emília Rocha de Tubarão, na Olimpíada da Língua Portuguesa.

Diely Zanela Medeiros, do 8º ano da Escola Profª Maria Emília Rocha, do bairro Recife, em Tubarão, venceu a etapa municipal da Olimpíada de Língua Portuguesa e se prepara para a etapa estadual. Com o tema “O lugar onde vivo”, a troca de informações entre ambas resultou em uma obra literária leve, que transpira pureza, cultura, atiça o senso de recordação do tempo do Brasil agrícola.

“O texto chamou a atenção não só minha, mas de outras professoras, pedagogas e de representantes da comitiva municipal. Ficamos surpresas com a escolha, pois tanto ela quanto eu participamos pela primeira vez. Agora, temos boas expectativas, mas já estamos contentes por ter chegado até aqui. O mérito é todo da Diely, sempre dedicada. Ela conseguiu captar o foco do tema proposto”, observa a doutoranda.

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país, do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social, com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), neste ano promove sua 5ª edição.

Para acessar o texto escrito por Diely, clique aqui.

Notisul (adaptado)


Projetos de tese são apresentados na Pedra Branca

 

(29/09/2016) Os doutorandos Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein, Igor Ramady Lira de Sousa e Diane Silva Zardo apresentaram nos dias 20 e 27 de setembro, seus projetos de tese na disciplina de  Seminários Avançados no campus Pedra Branca.

 

"A discursividade do Artigo nº58 da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, nº 9394/96"

No dia 20 de setembro, Diane Silva Zardo apresentou seu projeto de tese intitulado "A discursividade do Artigo nº58 da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, nº 9394/96". Segundo a estudante, o objetivo central da pesquisa é analisar discursivamente o Art. Nº 58, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, considerando os possíveis atravessamentos sociais, jurídicos e políticos que produzem efeitos de sentido no que se refere à educação das pessoas com deficiência, assim como as implicações das LDBs e dos Componentes Curriculares dos Cursos de Formação Básica.

 

"O discurso publicitário em jogo"
Também no dia 20 de setembro, Igor Ramady Lira de Sousa apresentou seu projeto de tese intitulado "O discurso publicitário em jogo", que teve como objetivo compreender o funcionamento do Discurso Publicitário e sua imbricação com diferentes materialidades, entre elas, as que constituem os Jogos Eletrônicos. Além disso, discutir sobre o funcionamento do discurso publicitário nos Jogos Eletrônicos, por meio de analises de enunciados que circulam nos jogos e de jogos que funcionam como enunciados publicitários, demonstrando quão complexa é a relação entre Discurso Publicitário e Jogo Eletrônico.

 

"Um estudo das imagens sobre o conflito na Palestina"
"Um estudo das imagens sobre o conflito na Palestina" foi o título do projeto de tese apresentado pelo estudante Muhamad Subhi Mahmud Hasan Husein no dia 27 de setembro, que buscou realizar uma análise dos sentidos gerados pelo Muro da Cisjordânia e o Bloqueio à Faixa de Gaza na relação entre israelenses e palestinos e quais seus papéis como presenças constantes de limitação na vida dos palestinos. O que eles permitem e o que eles repelem. A pesquisa foi feita acerca de imagens que norteiam o tema e da importância do cinema no conflito, além da construção da linguagem que permeia a questão dos refugiados palestinos, utilizando como apoio para a construção da base teórica, os filmes Paradise Now, Zaytoun, 5 câmeras quebradas, Omar e Inch’Allah.

 

A disciplina de Seminários Avançados é uma etapa obrigatória para os alunos do curso de Doutorado em Ciências da Linguagem e consiste na apresentação, discussão e avaliação de projetos de tese em andamento.

 

PPGCL


Antônio Nóvoa, da Universidade de Lisboa, participa de debate na Unisul


(21/09/2016) Com o objetivo de promover a reflexão e o debate sobre Formação Inicial e continuada de professores, o Professor Doutor Antônio Sampaio da Nóvoa, participou do II Clico de Debates sobre a Formação de Professores. O evento aconteceu nesta última segunda-feira (19) à noite no Salão Nobre da Unisul em Tubarão.


Evento concorrido


Docentes, estudantes e profissionais da educação encheram o auditório do Salão Nobre pra prestigiar a conferência “Formação de Professores e profissão docente: entre os desafios da formação, da prática pedagógica e do ser professor”, ministrada pelo professor António Nóvoa, da Universidade de Lisboa. Doutor em Ciências da Educação (Universidade de Genebra) e História Moderna e Contemporânea (Paris-Sorbonne), o Professor Antônio Nóvoa brindou os presentes com excelentes reflexões sobre a formação docente.


A palestra de Nóvoa foi dividida em três partes refletindo o passado, o presente e o futuro da formação de professores. “Questionei na conferência por que, apesar de todos saberem os ideais de uma educação significativa, ainda temos uma escola homogênea, tal como se todos os estudantes aprendesse da mesma maneira”, comenta Nóvoa. “Minha hipótese foi a de que não havia até a revolução digital as condições para uma educação mais individualizada, e cooperativa. Hoje, com a informática, somos capazes de transcender o modelo de sala de aula criado no século XIX e ainda hegemônico nas instituições de ensino”.


Antônio Sampaio da Nóvoa é Doutor é reitor e professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. É autor de mais de 150 publicações, entre livros, capítulos e artigos que tratam de investigações sobre a história e psicologia da educação, educação comparada e formação de professores, editados em mais de 12 países.


O debate contou com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, Programa de Pós-Graduação em Educação, PARFOR e PIBID.


PPGCL


Professora Giovanna apresenta trabalho no CELSUL 2016

 

(19/09/2016) Foi apresentado na última segunda-feira (12) no CELSUL 2016 – XII Encontro (Círculo de Estudos Linguísticos do Sul) o trabalho intitulado “O político no discurso jornalístico: sentidos de notícia e informação”. Desenvolvido pela professora Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, integrante o corpo docente do PPGCL.


A proposta do artigo desenvolvido pela professora Giovanna é buscar compreender o que é notícia e informação no discurso jornalístico e também o efeito de neutralidade no discurso da mídia.


“Neste artigo são analisadas, pela teoria da Análise de Discurso pechuetiana, 3 fotos da presidenta Dilma Rousseff, que circularam no Estadão, em 2011, na Folha de São Paulo em 2012 e no blog do Noblat, em 2016”, explica.


A pesquisa foi apresentada no Simpósio I, no XII Encontro do Celsul, organizado pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

 


PPGCL


Professora do PPGCL participa do evento CELSUL 2016


(19/09/2016) A Professora Nádia Régia Maffi Neckel (Unisul) apresentou na última segunda-feira (12) seu trabalho intitulado “Corpo-Imagem na Escritoralidade: formas de individuação” no CELSUL 2016 – XII Encontro (Círculo de Estudos Linguísticos do Sul). O evento foi realizado em Santa Maria (RS).


Relação entre escritoralidade e forma-sujeito-histórica


O trabalho desenvolveu uma relação entre escritoralidade e forma-sujeito-histórica, sendo a internet, nesta perspectiva, uma das condições de realização dessa forma-histórica do sujeito do capitalismo, sustentada no jurídico. Isso porque a internet exige a presença do sujeito, permanentemente logado, disponível, alcançável.


“Este trabalho se inscreve na linha teórica da Análise de discurso de linha francesa pecheutiana. Pretendemos compreender os modos de produção de sentido do corpo-imagem em discursos de escritoralidade da internet, e em que medida esse modo de circulação afeta ou determina as formas de individuação do sujeito na contemporaneidade”, explica Nádia.


Uma das relações propostas para observação, foi entre a forma de individuação pelo Estado, própria da forma histórica jurídica, e a individuação por um discurso de escritoralidade, na forma histórica capitalista contemporânea.


“Na perspectiva discursiva que adotamos, compreendemos os “novos” regimes de visibilidade (final do século XX, início do século XXI) como um acontecimento discursivo particular no qual o gesto político do olhar suspenderia a fronteira entre olhar – tocar – sentir”, finaliza Nádia.

 

 

PPGCL


Clementina de Jesus é objeto de Tese


(12/09/2016) O estudante Carlos Alberto Silva da Silva defendeu sua tese intitulada “Clementina de Jesus: um corpo cultural, ancestral e da indústria cultural”, na última sexta-feira (09) na Sala 212, Bloco B, do Campus Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.


Estudo da cultura negra e da ancestralidade


A presente pesquisa tem por objeto Clementina de Jesus: seu canto e sua ancestralidade, como resistência estética e política em meio à indústria cultural. O trabalho de análise parte dos referenciais teórico crítico dos estudos culturais, fundamentalmente a partir dos estudos da cultura negra e da ancestralidade para localizar Clementina de Jesus na música popular brasileira como memória de uma africanidade dos tempos da escravidão que chega à indústria do entretenimento e à indústria fonográfica como um passado no presente, um velho no novo, uma tradição na modernidade.


“Para fazer este trânsito temporal, recorri aos teóricos da cultura para embasamento sobre a diáspora negra e, consequentemente, sobre a cultura negra, com um olhar no afro-brasileiro. E abordar africanidade, anterioridade e religiosidade de matriz africana significa tratar de mitologia africana, dos orixás e seus mitos, da magia e do encantamento”, explica o doutorando.


A ancestralidade pode ser entendida como uma categoria de relação, ligação, inclusão, diversidade, unidade e encantamento. O que nos leva a entender que Clementina de Jesus serviu, e ainda serve, como uma arma política na defesa da cultura negra.


“De certa forma, o canto ancestral de Clementina de Jesus não se resumiu em trazer à cena uma oralidade dos tempos da senzala que estava de lado, correndo riscos de ser esquecida, ele serviu também como estratégia política de inserção na indústria cultural”, completa.


O estudante foi aprovado por banca composta por: Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (orientadora), Dr. Eduardo David Oliveira - UFBA (avaliador), Dr. Kabengele Munanga - USP (avaliador), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (avaliadora), Dr. Antonio Carlos dos Santos – UNISUL (avaliador), Dra. Simone Pereira Schmidt – UFSC (suplente externa) e Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (suplente interna).

 

 

PPGCL


Encerraram-se as Qualificações de Projetos de Dissertação

 

(12/09/2014) Encerraram-se as Qualificações de Projetos de Dissertação com a apresentação de oito trabalhos, na última quinta (8) e sexta (9), na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Dando continuidade as pesquisas

Após a aprovação do projeto de dissertação, os estudantes estão habilitados a dar continuidade as suas pesquisas.

“A Semana de Qualificação de Projetos de Dissertação é um evento realizado anualmente com o intuito de promover um espaço onde os alunos expõem as pesquisas em desenvolvimento”, comenta Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL. “Nesse ano foram apresentados oito trabalhos no campus de Tubarão”, complementa.

Veja os trabalhos apresentados e aprovados no evento:

 

Elton Luiz Gonçalves

"Imaginário e identidade nacional: análise mitocrítica na série
de TV Família Imperial"

Banca:

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora);
Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias  – UNISUL (avaliadora); e
Dr. Artur de Vargas Giorgi - UNISUL (avaliadora).

 

Maria Madalena Martins da Silva
"Sonhos, memórias e histórias: a cultura material e imaterial de Sombrio
como narrativa"

Banca:
Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (orientadora);
Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes  – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Jussara Bittencourt de Sá - UNISUL (avaliadora).

 

Maria Aparecida Lima de Freitas
“Afetos do feminino antes do humano: análise da protagonista de ‘Sob a pele’ na condição de mulher – monstro”
Banca:
Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (orientador);
Dra. Jussara Bittencourt de Sá  – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias - UNISUL (avaliadora).

 

Tatiani Longo Mazon
Sujeito e interpretação: a compreensão diante da incompletude de sentidos nos
contos de Lygia Fagundes Telles

Banca:
Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (orientadora);
Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Jussara Bittencourt de Sá  - UNISUL (avaliador).

 

Maria Aparecida dos Santos Mota
“Bela, recatada e do lar”: a política, o político do gênero e as redes sociais
Banca:
Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (orientadora);
Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Andréia da Silva Daltoé - UNISUL (avaliadora).
Vanilda Meister Arnold Policarpo
“Por que não aprendi a falar Alemão? Segunda língua, silêncio, memória
Banca:
Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora);
Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora); e
Dr. Fábio José Rauen  - UNISUL (avaliadora).

 

Karla da Rosa Lapolli
“O silêncio e o princípio da significação nos interrogatórios judiciais brasileiros: quem cala consente?
Banca:
Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (orientadora);
Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora); e
Dr. Fábio José Rauen - UNISUL (avaliador).

 

Daiana Orben Martins
“Ensino de literatura: no processo de produção e circulação
de narrativas transmídia

Banca:
Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (orientadora);
Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora); e
Dra. Jussara Bittencourt de Sá  - UNISUL (avaliadora).

 

Oito projetos de dissertação foram apresentados nos últimos dias 5 e 6 de setembro no Campus Pedra Branca da Unisul. Os trabalhos apresentados representam as pesquisas em andamento dos estudantes da turma 2016 do curso de Mestrado em Ciências da Linguagem da Unidade Pedra Branca.

 

PPGCL


Dissertação analisa o movimento dos panelaços


(08/09/2016) O estudante de mestrado Lucas Pereira Damazio defendeu sua dissertação intitulada “O panelaço como resistência ao político no Brasil: discurso e memória” nesta quinta-feira (08), na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.


Relação dos panelaços com a política brasileira


“Propus-me investigar o funcionamento discursivo do panelaço ocorrido no dia 8 de março de 2015, no Brasil. A pesquisa teve o objetivo de analisar de que modo essa manifestação se constitui discursivamente em nosso país e, para isso, levei em consideração que ela mantém relações discursivas com outros movimentos históricos, principalmente sucedidos no Chile e na Argentina, uma vez que todo discurso é marcado ideologicamente por outros”, explica o mestrando.


Para a dissertação, fez-se um estudo histórico para identificar as relações de similitude entre os dizeres, as paráfrases discursivas que se mantém na base do dizível. Também procurou-se identificar os pontos de afastamento, de deslocamento e de rompimento que existiram entre os panelaços, um modo de compreender os processos polissêmicos que se instauraram e os sentidos sobre o panelaço que foram reconfigurados no Brasil.


“Com a relação entre a concepção para os estudos das Teorias da Comunicação e os pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa, pude constatar que esse tipo de materialidade não se tratava apenas de ruído, como apontam alguns teóricos do campo das Teorias da Comunicação, mas de um discurso de resistência que colocou em jogo as relações de poder que permeiam a política brasileira. Consegui compreender, portanto, que essa materialidade discursiva funcionou como uma forma de resistência”, finaliza Lucas.


Lucas teve a sua dissertação aprovada por banca composta pelas professoras: Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora), Dra. Freda Indursky – UFRGS (avaliadora), Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora) e Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (suplente).

 

 

 

PPGCL


Freda Indursky profere aula magna com o tema “As determinações da escrita na prática discursiva do sujeito”


(08/09/2016) - Dra. Freda Indursky, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), proferiu a aula magna do PPGCL com o tema “As determinações da escrita na prática discursiva do sujeito”. O encontro aconteceu nesta quinta-feira (8), às 9h30min, na Sala 7 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.


Com trabalhos voltados para a Linha de Pesquisa Análises Textuais e Discursivas, onde sua pesquisa também está inscrita, Freda conversou com os participantes sobre um tema ainda inédito e que está em fase de desenvolvimento. A doutora apresentou contribuições a respeito de reflexões práticas e específicas do sujeito: a escrita. “Muito já se escreveu sobre isso, mas como disse Carme Schons (2005) quando escrevemos, estamos sempre fazendo rascunhos em nossas vidas, os quais se cruzam com tantas outras vidas. Ou seja, um texto é uma unidade provisoriamente estruturada e pode ser desestruturada a qualquer momento sob o efeito do trabalho de leitura de um sujeito leitor”, explica Freda.


A pesquisadora ressaltou a presença da incompletude na escrita, que não deve, segundo ela, ser pensada em relação a algo que seria (ou não) inteiro, mas antes em relação a algo que não se fecha. Citando Eni Orlandi, Freda Indursky questiona sobre este processo. “Estamos sempre rascunhando, então qual a dimensão que a escrita pode tomar?”.


Freda também abordou o efeito fecho de um texto, assim como a produção de sentidos. Para muitas teorias, o texto é com é tido como algo que precisa de começo, meio e fim. “A Análise de Discurso vê isso como efeito. Por isso quero distinguir produto de processo. A escrita pode ser suspensa, pode ser pausada, pode ser interrompida. Pode sempre ser retomada e um ponto final não colocará fim”.


Na escrita há uma tentativa do sujeito autor em controlar os sentidos, embora isso seja impossível. A partir da observação da movimentação dos sentidos capturada pelo próprio sujeito autor, a partir de textos por ele produzidos, é que Freda pretende aprofundar seus estudos. Para isso, pretende retomar alguns de seus textos e refletir especificamente sobre a prática discursiva da escrita à luz da Análise de Discurso, mas com um novo fio, pensando os elementos que a determinam. “Não penso que a escrita seja a única via para a materialização do discurso, mas certamente é uma das mais fortes de fazê-lo. É uma das funções discursivas do sujeito, através da qual podemos capturar marcas da sua subjetividade”. A escrita consiste, em sua análise, em um tecer e retecer de fragmentos de discursos outros, capaz de produzir um espaço simbólico onde diferentes vozes ecoam, se entrelaçam e por vezes, se contradizem. “Toda escrita é resultante de um processo de reescrita de fios discursivos provenientes de discursos outros inscritos no interdiscurso”, ressalta.


Ainda nesta quinta-feira, no período vespertino, Freda Indursky participou como avaliadora da banca de defesa de dissertação de Lucas Pereira Damazio que traz o tema “O panelaço como uma materialidade do discurso político: discurso, memória e resistência”. A banca foi composta também por Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora); Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora); e Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (suplente).


Tatiani Longo Mazon (PPGCL)


Freda Indursky ministra seminário sobre “O arquivo na perspectiva discursiva”

(06/09/16) A Professora Doutora Freda Indursky, da UFRS, apresentou nesta segunda-feira (06) o seminário “O arquivo na perspectiva discursiva”, para os alunos do Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, no campus da Pedra Branca, na Grande Florianópolis.

A noção de Arquivo e a constituição do corpus de pesquisa

“Para essa apresentação, parti de noções clássicas de arquivo na abordagem discursiva em autores como Guilhaumou e Maldidier, e pontuei diversos desdobramentos teóricos dessa noção, passando por Michel Foucault, Michel Pêcheux e Eni Orlandi”, explica a Professora.

Ainda na apresentação, Freda pontuou a postura do pesquisador frente ao arquivo e a relação de pesquisa, sendo que o gesto de leitura do pesquisador sempre propõe outras leituras possíveis do/no arquivo para a construção do corpus.

Doutora Freda é licenciada em Letras pela UFRGS (1965). Possui Licence en Lettres - Faculté des Lettres et Sciences Humaines de Besançon (1967); Maîtrise en Lettres - Faculté des Lettres et Sciences Humaines de Besançon (1970). É Doutora em Ciências da Linguagem pela Universidade Estadual de Campinas (1992). Professora Titular, aposentada, atua, como Professora Convidada, junto ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ministrando disciplinas e orientando mestrandos e doutorandos cujos projetos se inscrevam na Linha de Pesquisa Análises Textuais e Discursivas, onde sua pesquisa também está inscrita. Publica em periódicos científicos nacionais e internacionais. Fred também é autora e organizadora de vários livros e capítulos de livros.

 



PPGCL


Dissertação analisa a Economia Solidária e o trabalhador no sistema Capitalista


(02/09/2016) O mestrando João Antolino Monteiro defendeu nesta quinta-feira (01) sua dissertação intitulada “O discurso da economia solidária no contexto capitalista: Desafios e contradições”, na Sala 1 do Centro de Pós-graduação do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.


Contradições na Economia Solidária


A dissertação analisou o sistema capitalista, que tem como premissa básica transformar tudo em mercadoria em busca do lucro e, quando os trabalhadores não são mais servíveis a esse sistema, são excluídos. Esse processo de exclusão se agrava com a revolução industrial inglesa e se aprofunda com a introdução da maquinaria no processo produtivo, tirando do trabalhador o seu exercício laboral.


Na busca de inserção no sistema produtivo, a economia solidária surge como uma organização que tem como fundamento a autogestão, a cooperação e a solidariedade no processo produtivo, buscando colocar o homem no centro desse processo a fim de valorizar o seu trabalho enquanto forma de vida, capacidade produtiva e criativa.


“Mesmo apresentando-se como oportunidade de inclusão, o movimento da economia solidária enfrenta resistências por parte dos seus membros em aderirem aos seus preceitos”, explica João.


“Tendo em vista essa perspectiva, procurei investigar, com base na Análise do Discurso de linha francesa, como acontecem as iniciativas de economia solidária no interior do sistema capitalista, enquanto movimento de resistência dos trabalhadores excluídos do processo produtivo, e se a economia solidária consegue romper com o discurso individualista do capitalismo ao instituir um discurso baseado na solidariedade como contraposição”, finaliza o mestrando.


Para observar a construção do discurso sobre a economia solidária, o estudante elegeu como corpus de análise alguns recortes, como do documento final da primeira Conferência Nacional de Economia Solidária, das cartilhas de formação em economia solidária produzidas pela Cáritas e entrevistas com membros dos empreendimentos de economia solidária da região da AMUREL.


João teve a sua dissertação aprovada por banca composta pelos professores: Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora), Dr. Tarcísio Alfonso Wickert – UFSC (avaliador), Dr. Mauri Luiz Heerdt – UNISUL (avaliador), Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (avaliador) e Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (suplente).

 


 

PPGCL


“Recortes sobre Voz” é tema de mesa redonda

(22/08/2016) Mesa redonda intitulada “Recortes Sobre Voz” aproxima psicanálise e análise do discurso em torno do conceito de “voz”. O evento foi realizado nesta segunda-feira (22) na sala 121 do Bloco B da Unidade Pedra Branca da Unisul e contou com a participação de pesquisadores e estudantes da Unisul, da UFSC e da comunidade.

Evento com participação de professores da França

A mesa-redonda teve participação de Jean-Michel Vivès, Psicanalista e Professor da Universidade de Paris-França, Claire Gillie, Psicanalista e Professora da Universidade de Paris VII-França, além de Valdir do Nascimento Flores (UFRGS), Inês Catão Henriques Ferreira (SES-DF), Marco Aurélio Barbai (Unicamp), Guilherme Gontijo Flores (UFPR) e Carlos Félix Piovezani Filho (UFSCar).

“A reunião de pesquisadores renomados em torno do tema da voz visou a discutir o tema a partir do ponto de vista da psicanálise”, comenta o professor Maurício Maliska, coordenador das atividades. “Pretendemos com o evento difundir estudos sobre essas questões, promover o intercâmbio o debate entre pesquisadores”, complementa.

A mesa é parte do “I Colóquio Internacional sobre voz: abordagens em Análise de Discurso e Psicanálise”. Organizado pelos professores Maurício Eugênio Maliska (PPGCL) e Pedro de Souza (UFSC), o Colóquio é produto de uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul e o Programa de Pós-Graduação em Literaturas da UFSC, com apoio da
Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (FAPESC) e Maiêutica Florianópolis – Instituição Psicanalítica.

“Trata-se de um Colóquio interdisciplinar que reúne pesquisadores de diferentes áreas, que tomam a voz como objeto de estudo e investigação em suas pesquisas a partir de pressupostos epistemológicos comuns”, explica Maliska. “No evento, a voz pode ser tomada em diferentes aspectos. Por exemplo, ela pode ser vista a partir de seus aspectos sonoros, fonéticos, discursivos, pulsionais, representacionais, simbólicos, imaginários, reais. Para o Colóquio, não importam os aspectos em si, mas o ponto de vista”, completa.

O I Colóquio sobre voz propriamente dito ocorreu no Auditório “Henrique Fontes” do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC, nos dias 23 e 24 de agosto. A programação visou a contemplar espaços de circulação da palavra e que a própria voz possa ser posta em cada ato como enunciação do sujeito diante da sustentação de posições teórico-metodológicas.

Como resultado, o evento pretendeu promover uma maior articulação entre pesquisadores da voz, uma aproximação entre suas pesquisas, a criação de uma rede de pesquisadores sobre a temática da voz na Psicanálise e na Análise do Discurso e, por fim, o debate e a interlocução que fazem o avanço das pesquisas.

PPGCL


Batman, O Cavaleiro das Trevas, é objeto de dissertação

 

(15/08/16) O mestrando Ricardo Ribeiro Elias defendeu na última sexta-feira (12), no campus de Tubarão, sua dissertação intitulada “Batman, O Cavaleiro das Trevas – A HQ, o Desenho Animado e o Filme: Transfiguração”.

 

“Para alcançar os objetivos propostos, mobilizei teorias sobre tradução e adaptação que embasaram discussões relacionadas às materialidades, teorias que estão intimamente ligadas à transfiguração discursiva, noção esta que fundamentou o dispositivo de análise”, explica.

 

A análise tratou de observar como as condições de produção da obra – a HQ e suas releituras – determinam a constituição das identidades das personagens Batman e Coringa. Em termos gerais, a pesquisa conciliou uma relação entre a Análise do Discurso e a Literatura.

 

“Como método de apresentação das materialidades, analisei macroestruturas. A análise se concentrou em compreender as identidades a partir da leitura de imagens, cujo foco é dar atenção aos aspectos pertencentes ao não verbal, aos textos de imagem. Entendermos que as identidades de ambas as personagens sofrem alterações”, esclarece.

 

“Além de todo o mais, entendemos que as personagens sofrem mudanças, em suas transfigurações, a partir da releitura de diretores e roteiristas situados em novas condições de produção. Outra constatação perceptível é a questão problemática de autoria em relação às personagens, principalmente na criação de Batman”, finaliza.

 

Ricardo foi aprovado com distinção por banca composta pelas professoras: Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (orientadora), Dra. Tania Conceição Clemente de Souza – UFRJ (avaliadora), Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora) e Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (suplente).

 

Na foto principal, o mestrando no momento de sua apresentação e logo a baixo com a banca avaliadora. Da esquerda para direita: Dra. Maria Marta, Dra. Silvânia, Ricardo, Dra. Jussara e Dra. Tânia Clemente.

 

 

PPGCL


Diretora do Museu Nacional, Dra. Tania Clemente, ministra seminário no PPGCL


(12/08/2016) Diretora do Museu Nacional e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dra. Tania Conceição Clemente de Souza, apresentou, nesta sexta-feira, o seminário “Perspectivas da análise do (in) visível: a arquitetura do não verbal”. O encontro ocorreu às 9 horas na Sala de Treinamento do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.


Especialista em discurso e imagem, análise do não verbal e análise de línguas indígenas, Tania conversou com os participantes sobre o tema do seminário que, segundo a pesquisadora, busca recuperar algumas das discussões e propostas sobre a análise do não verbal e investir um pouco mais na definição da arquitetura discursiva do não verbal.


Pensar a imagem na ordem do discurso, segundo a pesquisadora, é uma forma encontrada, dentre as várias questões que o enfoque discursivo da imagem suscitará, de compreender uma materialidade discursiva específica – a não verbal – e a sua relação com o político. Analisar a imagem como discurso é buscar entender a textualização do político no âmbito do não verbal. “A imagem é híbrida, tem materialidade discursiva. O que eu falo da foto não posso falar do cinema – são as condições de produção que auxiliam na análise dessa arquitetura do não verbal. Uma imagem não é visível. Ela torna-se visível a partir da interpretação”.


Tania falou também sobre o mito da visibilidade, que se forja na relação do simbólico como o imaginário, sustentando o fato de que as “imagens falam por si” e projetando como naturais sentidos que, na verdade, são historicamente construídos por esse jogo de relações e forças. Falou também sobre policromia, paráfrases virtuais e arquitetura discursiva do não verbal.


A pesquisadora possui graduação em Português-Russo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1971), mestrado em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979), doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e pós-doutorado na Universidade Paris 7 (1996). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lotada no Setor de Linguística do Museu Nacional, centro onde desenvolve pesquisa com línguas indígenas desde 1981. É professora adjunta aposentada da Universidade Federal Fluminense e foi professora adjunta da Universidade Federal de Juiz de Fora. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Linguística, atuando principalmente nos seguintes temas: análise do discurso, discurso e imagem, análise do não-verbal e descrição e análise das línguas Tapirapé (Tupi), Bakairi (Karib) e Yanomami (língua isolada).


Ainda nesta mesma manhã (12), Tânia Clemente participou da banca de defesa de dissertação de Ricardo Ribeiro Elias, intitulada “Batman, O Cavaleiro das Trevas – A HQ, o Desenho Animado e o Filme: Transfiguração”.
 

Tatiani Longo Mazon (PPGCL)


Tese analisa discursividades na publicidade


(10/08/2016) O estudante de Doutorado Richarles Souza de Carvalho defendeu nesta quarta-feira (10), no campus de Tubarão, às 14h, a tese intitulada “Materialidades discursivas persuasivo-nostálgicas na publicidade”.


A tese contou com leituras das áreas da Publicidade, Sociologia e Análise do Discurso e objetiva investigar de que forma a publicidade contemporânea utiliza a nostalgia na promoção de determinados produtos, e quais implicações discursivas surgem nessa dinâmica.


Retrô, vintage ou tradicional


“Podemos perceber na publicidade contemporânea a presença de textos verbais e não verbais, que remetem à estilos e movimentos de décadas passadas. Essas manifestações constituem-se em materialidades discursivas que frequentemente recebem o nome de retrô, vintage ou tradicional”, explica o doutorando.


O corpus da pesquisa contou com peças publicitárias, desde a campanha de uma linha de eletrodomésticos retrô, o website de uma chef, um cardápio de restaurante, a campanha publicitária “No mundo de hoje, tudo envelhece muito rápido” e o website e a websérie de uma rede educacional.


“Após a análise interpretativa das peças publicitárias, alguns resultados podem ser elencados: materialidades discursivas que em sua constituição remetem ao passado têm frequentemente valor de fino e requintado, a nostalgia figura como elemento de agregação persuasiva, fortalecendo assim a publicidade contemporânea, há um uso indistinto das expressões retrô, vintage e tradicional, a memória e o ethos discursivo são elementos fortemente construídos na cenografia persuasivo-nostálgica”, finaliza.


Richarles foi aprovado com distinção por banca composta pelos professores: Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (orientadora), Dr. Gladir da Silva Cabral - UNESC (avaliador), Dra. Sonia Aparecida Lopes Benites - UEM (avaliadora), Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (avaliador), Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora) e Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann – UNISUL (suplente).

 


PPGCL


Apresentação do programa dá início às atividades das turmas 2016

(08/08/2016) Na última semana, foi dado início às atividades das turmas 2016 dos cursos de Mestrado e de Doutorado em Ciências da Linguagem nas unidades de Pedra Branca e Tubarão. Na oportunidade, os novos estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura do currículo e algumas exigências acadêmicas.

 

Conhecendo o currículo

 

No campus da Pedra Branca, as aulas iniciaram na segunda-feira, (1). Os alunos da turma 2016 também tiveram a oportunidade de conhecer os currículos dos cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Linguagem, apresentado pela professora e coordenadora adjunta Dilma Beatriz Rocha Juliano. A secretária Karina Ramos Wagner e os professores do programa Solange Maria Leda Gallo, Nádia Régia Maffi Neckel, Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, Ana Carolina Cernicchiaro e Ramayana Lira de Sousa também participaram da aula inaugural.

 

Na quinta-feira, (4), foi dado início às atividades das turmas 2016 dos cursos de Mestrado e de Doutorado em Ciências da Linguagem de Tubarão. O professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL, recepcionou os alunos e apresentou o programa.

As secretárias Patrícia de Souza Amorim Silveira e Elaine Aparecida Corrêa Pereira, o estagiário Jardel Medeiros Maximiano e as professoras Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Jussara Bittencourt de Sá estavam presentes e deram as boas vindas aos novos alunos.

Após a recepção, os alunos iniciaram as aulas da disciplina de Estudos Linguisticos.

PPGCL


Professores e alunos do PPGCL participam do ALED-Brasil


(03/08/2016) Foi realizado entre os dias 27 e 30 de julho, na UFSCar, em São Carlos, São Paulo o VI Colóquio e I Instituto da Associação Latino-Americana de Estudos do Discurso – ALED-Brasil, que teve com tema “Estudos do discurso: questões teórico-metodológicas, sociais e éticas”.

Discussões sobre questões teórico-metodológicas acerca dos estudos do discurso


As professoras Maria Marta Furlanetto e Silvânia Siebert do PPGCL, campus de Tubarão, junto de seus orientandos Rosane L. B. Custódio, Israel V. Pereira e Ricardo Elias, participaram do evento e representaram o GADIPE – Grupo de Pesquisa em Análise do discurso: pesquisa e ensino, com apresentação de trabalhos em comunicações individuais.

A professora líder do GADIPE, Maria Marta Furlanetto, apresentou o trabalho intitulado “Um Estudo exploratório das inter-relações palavra/imagem”; a professora Silvânia Siebert apresentou o trabalho “Gestos de leitura de versões audiovisuais: a transfiguração de obras adaptadas e suas releituras”; a doutoranda Rosane Lemos Barreto Custodio apresentou o trabalho “Tecnologias da informação e comunicação e o aluno do ensino fundamental I como sujeito-autor: uma análise discursiva” e ainda concedeu entrevista ao PNAIC-UFSCar.

O mestre Israel Vieira Pereira apresentou o trabalho “Análise discursiva do funcionamento do boato: um gênero (im)possível?”, e o mestrando Ricardo Elias, “Batman e o cavaleiro das Trevas – HQ, desenho animado e filme e movimento de transfiguração”.

Outro destaque foi a reunião das editoras da Revista Linguagem em (Dis)curso, Maria Marta Furlanetto e Silvânia Siebert, com o organizador do evento e também presidente da Anpoll, o professor Dr. Roberto Leiser Baronas, que propôs a publicação do dossiê da ALED na revista, por considerar a LemD uma das publicações mais relevantes sobre Texto e Discurso do Brasil.

A ALED é um evento de abrangência internacional e contou com a participação de autores renomados como Dominique Maingueneau, Johannes Angermuller, Adriana Bolívar, Sírio Possenti e Mónica Zoppi Fontana, que ministraram minicursos e são os autores convidados para compor o dossiê previsto para publicação na Linguagem em (Dis)curso em 2017.

Por último – e não menos importante –, o grupo do GADIPE convidou o professor Sírio Possenti – que aceitou prontamente – para a realização, no semestre corrente, de palestras ou um minicurso na Unisul.

 


PPGCL


Exame Nacional do Ensino Médio é objeto de estudo

 

(21/07/2016) A estudante de Mestrado Manuela Camila da Silva Matias defendeu sua dissertação intitulada “Análise ostensivo-inferencial de questões das edições 1998 e 2014 do ENEM” nesta quinta-feira (21), na Sala de Treinamento do bloco A do campus Sul da Unisul.

 

Dois modelos de Exame

 

Segundo o trabalho de Manuela, o primeiro modelo de formatação do ENEM foi utilizado por onze anos, entre 1998 e 2008, e compunha-se de 63 questões objetivas e da elaboração de uma redação. O exame era aplicado em um único dia, e o estudante podia responder às questões e redigir o texto em até cinco horas.

 

Já no segundo modelo, a prova do Enem passou a ser dividida em quatro áreas do conhecimento:  Ciências da Natureza e suas tecnologias (Biologia, Física e Química); Ciências Humanas e suas tecnologias (Filosofia, Geografia, História, Sociologia e conhecimentos gerais); Linguagens, códigos e suas tecnologias, (Artes, Educação Física, Língua Portuguesa (Gramática e Interpretação de Texto), Língua Estrangeira Moderna, Literatura e Tecnologias da Informação); e Matemática e suas tecnologias. Cada área do conhecimento gera 45 questões, e o exame passou a contar com 180 questões em dois dias de prova, além da redação.

 

Segundo a autora, como há uma crescente oferta de bolsas de estudo integrais e parciais através da nota do Enem e, com isso, um grande aumento na participação dos alunos, as escolas de ensino médio vem adequando os processos de ensino e aprendizagem levando em conta esse instrumento de avaliação. Para ela, independente da discussão legítima sobre o mérito dessa adaptação, não se pode ficar alheio ao fato de que há uma tradição sólida de o ensino médio brasileiro moldar suas características em função dos exames admissionais ao ensino superior.

 

As questões do ENEM

 

O estudo de Manuela analisa como as questões do ENEM são formuladas, partindo da constatação que qualquer exame é essencialmente um processo interacional e argumentativo, de modo que se presta por excelência a uma descrição e a uma explicação baseada nos conceitos de relevância.

 

“Investiguei nesta dissertação possíveis efeitos do modelo de prova na formulação e na resolução de questões objetivas do ENEM”, explica a autora. “Para tanto, analisei, conforme o aparato descritivo e explanatório da teoria da relevância de Sperber e Wilson (1995), dez questões da edição de 1998 e dez questões da edição de 2014 do Exame”, complementa.

 

Os resultados da pesquisa sugerem que a arquitetura da teoria da relevância permite descrever e explicar os processos ostensivo-inferenciais envolvidos na proposição e na resolução de questões objetivas do exame. Estruturalmente, os resultados obtidos sugerem que os exames não são tão marcadamente diferentes, posto que ambos continuam assumindo méritos e deméritos de provas objetivas com alternativas.

 

Conforme Manuela, Travitzki (2013), ao comparar os dois modelos do ENEM, sugere que todas as questões de 1998 poderiam ser resolvidas com elementos das próprias questões, pois a contextualização, o comando da questão e as próprias alternativas forneceriam as informações necessárias para a resolução, enquanto algumas das questões do segundo modelo pressuporiam o domínio prévio de informação.

 

“Os resultados de nossa pesquisa, contudo, sugerem um panorama menos marcado do que este proposto por Travitski em pelomenos quatro pontos”, comenta.

 

Conforme a pesquisa, em primeiro lugar, os dois exames são marcados consistentemente por comandos que demandam pela complementação de declarações. Em segundo lugar, a arquitetura de formatação das questões do segundo modelo é consistentemente mais homogênea do que o primeiro modelo, consistindo de proposição de questão e de escolha de alternativas. A formatação das questões de 1998 são mais complexas, apelando, em alguns casos, para a escolha de alternativas em dois estágios. Em terceiro lugar, nem todas as questões de 1998 podem ser respondidas apenas com estímulos ostensivos verbais e não verbais das questões. Por fim, há casos onde os estímulos ostensivos que compõem a contextualização são plenamente dispensáveis, especialmente no primeiro exame.

 

“Apesar disso, nós não podemos nos afixar somente nessas semelhanças estruturais. Os exames mostram as contingências de seu tempo e se alinham ao que a sociedade vai formatando com o passar dos anos”, destaca a autora.

Manuela foi aprovada com distinção por banca composta pelos professores: Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (orientador), Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann – UNISUL (avaliadora), Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora), e Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (suplente).

 

Na foto principal a estudante no momento de sua apresentação e logo a baixo com a banca avaliadora. Da esquerda para direita: Dra. Mª Sirlene, Manuela, Dr. Fábio e Dra. Silvânia.

 

 

PPGCL


Dissertação analisa a obra Nação Crioula

 

(21/07/16) Realizada na tarde desta quinta-feira (21), no campus de Tubarão, a defesa pública da dissertação da estudante Mayara Gonçalves de Paulo, que abordou o tema “Identidades entremeadas: análise de Nação Crioula - A Correspondência Secreta de Fradique Mendes, de José Eduardo Agualusa, com base na literatura comparada”.

 

Manifestações culturais marcadas pelos diálogos

 

O objetivo do estudo foi analisar a obra Nação Crioula – a correspondência secreta de Fradique Mendes, do escritor angolano José Eduardo Agualusa, por meio da Literatura Comparada, evidenciando-a como promovedora de reflexão e sobre a cultura, os tempos, os espaços, dentre outros, bem como os diálogos de que dela ensejam e se ensejam.

 

Na análise, observa-se que Agualusa, ao (re)visitar o passado, aponta-nos os acontecimentos que marcaram a época do colonialismo português em Angola e o período de escravidão no Brasil.

 

“Quanto aos aspectos referentes à linguagem em Nação Crioula, apresento pressupostos sobre o dialogismo, a intertextualidade e a polifonia, a partir da perspectiva de Bakhtin, observando como se apresenta a relação com outros textos para a produção de um novo, bem como as diferentes vozes sociais”, explica. 

 

“O que provocou minha atenção durante a leitura da obra referida foram as reflexões que envolviam as manifestações culturais marcadas pelos diálogos, pelas migrações temporais e espaciais, bem como as interações de identidades”, esclarece.

 

Em sua composição, o romance é narrado por epístolas, nas quais Agualusa coloca em cena a personagem – Carlos Fradique Mendes – para contar as experiências e os conflitos das épocas coloniais de Angola e Brasil, respectivamente.

 

“Evidenciei que o romance pode ser apreendido como uma obra epistolar, desenhando-se por meio do diálogo entre literatura, história, cultura e identidade”, finaliza.   

 

Mayara foi aprovada por banca composta pelos professores: Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (orientadora), Dra. Cláudia Nandi Formentin – FASATC (avaliadora), Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora), e Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (suplente).

 

Na foto principal a estudante no momento de sua apresentação e logo a baixo com a banca avaliadora. Da esquerda para direita: Dra. Jussara, Mayara, Dra. Cláudia e Dra. Heloísa.

 

 

PPGCL


Zico e a noção de mito em pauta

 

(21/07/2016) “Zico e a nação rubro-negra: o mito fundacional na formação da nação” foi o título da conferência da Dra. Cláudia Nandi Formentin (Faculdade SATC) nesta quinta-feira (21) na sala de treinamento do Campus Sul da Unisul. Em foco a assunção de Zico à noção de mito da nação rubro-negra.

 

Sobre Mitos e Heróis

 

“É fácil considerar-se membro de uma nação?” “É fácil imaginar essa comunidade?” Em torno dessas questões, estudantes, professores e comunidade foram brindados com a conferência da pesquisadora Cláudia Nandi Formentin da Faculdade SATC. No evento, Claudia teceu reflexões sobre como Arthur Antunes Coimbra, o Zico, foi erigido a categoria de mito e herói da nação rubro-negra.

 

“Cantos, símbolos, histórias; mas, sobretudo, figuras míticas são essenciais pata a construção de uma nação como uma comunidade imaginada ao mesmo tempo limitada e soberana”, explica a autora. “Figuras míticas são figuras sociais que permitem criar a expressão de nós mesmos, numa espécie de estética coletiva”, complementa.

 

“A sociedade contemporânea necessita de mitos. Ela necessita de uma constelação de imagens suficientemente poderosas em torno de uma intenção, e uma nação precisa de intenção para atuar como algo unificado, e Zico se presta muito bem a esse papel”, acrescenta.

 

Para a autora, Zico representa um diálogo possível entre discursos de diferentes períodos gloriosos da história do Flamengo, além de ter mudado a lógica do futebol de seu tempo. “Zico não é apenas Zico, ele o que Zizinho, Leônidas, Pirillo, Rubens e Didi tinham de melhor”, comenta. “Zico é um raro exemplo de unanimidade. Na história do Flamengo, há Zico e todos os demais”.

 

Para quem questiona o valor de Zico em função de ele ter perdido as copas de 1982 ou 1986, Claudia usa uma resposta atribuída a Fernando Calazans: “Se Zico não ganhou a copa do mundo, azar da copa do mundo”. “Alguns gênios não ganharam a copa do mundo e isso pode estar agora acontecendo com Lionel Messi”, complementa.

 

Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico, nasceu em 3 de março de 1953 no Rio de Janeiro. Destacou-se como líder do Clube de Regatas do Flamengo nas décadas de 1970 e 1980, especialmente as conquistas da Taça Libertadores da América e da Copa Intercontinental pela equipe carioca em 1983, além dos títulos do Campeonato Brasileiro de 1980, 1982 e 1983 e do Módulo verde da Copa União em 1987. Sua participação na Seleção Brasileira nas Copas Argentina 1978, Espanha 1982 e México 1986 foi significativa, apesar de não ter sido campeão em nenhuma dessas edições. Muitos especialistas e os torcedores do Flamengo o consideram o maior jogador da história do clube, e o maior futebolista brasileiro desde Pelé.

 

Cláudia Nandi Formentin esteve na Unisul para participar na banca avaliadora defesa de dissertação de Mayara Gonçalves de Paulo, intitulada “Identidades entremeadas: análise de Nação Crioula – A correspondência Secreta de Fradique Mendes, de José Eduardo Agualusa, com base na literatura comparada”.

 

PPGCL


Série The Walking Dead é objeto de dissertação


(15/07/2016) A estudante de Mestrado Juliene da Silva Marques defendeu nesta quinta-feira (14) sua dissertação intitulada “Restos e devires (im)profanáveis: um olhar político sobre a série The Walking Dead”, na Sala de Treinamento bloco A, do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.


O seriado dá visibilidade a uma separação de existências que se tornam próximas de acordo com algumas teorias político-filosóficas. Na pesquisa, foi perscrutada a mise-en-scène, os planos, as sequências, a diegese, dentre outros componentes do seriado, para assim, pontuar os fragmentos que destacam os elementos que foram apresentados no decorrer do trabalho.


“Desse modo, a partir da filosofia política contemporânea, analisei a relação homem/walker, considerando o devir-walker do homem, e os restos humanos do walker, como elementos de testemunhos biopolíticos”, explica.


A autora fez a investigação das (im)profanações nas formas de visibilidade da trama, considerando a vida, nua por meio da biopolítica, objeto de consumo material e imaterial, sendo reflexo do capitalismo contemporâneo na narrativa.


“Para tanto, esquadrinhei o estado de exceção em que vivem os personagens da série, que os caracteriza como homines sacri, na forma de sua matabilidade”, finaliza.


Essa característica sacra, e, ao mesmo tempo, maldita, se mostrou presente nos sobreviventes diegéticos e, a partir disso, pode-se constatar as formas de disjunção e junção das existências, por meio das relações rizomáticas e da profanação do improfanável.


Juliene foi aprovada com distinção por banca composta pelos professores: Dra. Ramayana Lira de Sousa – UNISUL (orientadora), Dra. Alessandra Soares Brandão – UFSC (coorientadora), Dra. Laura Loguercio Cánepa – UAM (avaliadora), Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (avaliador), e Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (suplente).


Na foto principal um flagrante da estudante no momento de sua apresentação e logo a baixo com a banca avaliadora. Da esquerda para a direita: Juliene, Dra. Ramayana, Dra. Laura (Skype), Dra. Alessandra e Dr. Artur.

 

 

PPGCL


Conciliação empírica colaborativa de metas entre paciente e terapeuta em pauta

 

(15/07/2016) Andréia da Silva Bez defendeu a tese “Conciliação de metas, relevância e reestruturação cognitiva de crenças intermediárias” na tarde desta quinta-feira (14), no campus de Tubarão. Orientada pelo professor Fábio Rauen, a tese aplica teorias da linguagem para descrever e explicar planos de ação intencional em terapia cognitiva.

 

Pragmática Cognitiva aplicada à Terapia Cognitiva

A autora defende que as interações comunicativas necessárias para a reestruração de crenças intermediárias na terapia cognitiva podem ser descritas e explicadas no domínio de planos de ação intencional. Nesses planos de ação intencional, os terapeutas mobilizam hipóteses abdutivas antefactuais habilitadoras em direção à conciliação empírica colaborativa de metas.

 

"Trata-se de e ações que habilitam, mas não garantem o sucesso terapêuticos que visam a  enfraquecer a conexão entre antecedentes e consequentes de pressupostos condicionais disfuncionais e a fortalecer a conexão entre antecedentes e consequentes de pressupostos condicionais funcionais", explica a autora.

 

Para dar conta da demanda, Andreia revisou e aplicou noções teórico-metodológicas da terapia cognitiva, da teoria da relevância e da teoria da conciliação de metas em um extrato de sessão terapêutica especificamente desenhada para ilustrar o processo de modificações de uma crença intermediária.

 

“Os resultados da análise apontam que a modelação guiada pela noção teórica de conciliação de metas, em articulação com a teoria da relevância, permite descrever e explicar o processo pragmático-cognitivo envolvido na reestruturação cognitiva de uma crença intermediária disfuncional”, explica. A interação comunicativa da sessão terapêutica está a serviço de um plano complexo de ação intencional pautado no empirismo colaborativo e guiado pela noção de metas heteroconciliáveis”, finaliza.

 

Andréia teve sua tese aprovada com distinção por banca composta pelos professores doutores Fábio José Rauen – UNISUL (orientador), Jane Rita Caetano da Silveira - PUCRS (avaliadora), Aline Aver Vanin - UFCSPA (avaliadora), Karin Martins Gomes – UNESC (avaliadoraMaria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora),  e  Andreia da Silva Daltoé – UNISUL (suplente).

 

Na foto principal, um flagrante da estudante no momento da apresentação. Na foto abaixo, a estudante com a banca avaliadora. Da esquerda para a direita: Dra. Andréia, Andréia, Dr. Fábio, Dra. Jane, Dra. Mª. Marta e Dra. Aline que participou via Skype.

 

 

 

PPGCL


Análise do filme A Arca Russa é tema de Dissertação

(14/07/2016) Sérgio Giron defendeu, nesta quarta-feira (13), sua dissertação intitulada “Cinema e discurso: o plano-sequência e a historicidade no filme A Arca Russa”, na Sala 212 Bloco B, do Campus Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A presente dissertação sobre cinema e discurso tem como fundamento algumas preocupações do pesquisador, investigadas através da linha francesa de Análise de Discurso.

 

“A partir da concepção de que discurso é efeito de sentido entre locutores, busquei interpretar no filme A Arca Russa, de Aleksandr Sokúrov, alguns gestos possíveis”, explica.

 

As materialidades que compõem uma produção audiovisual, as imagens, os diversos tipos de som e a construção de uma memória nacional russa criada pelo filme em sua relação conflitante com a Europa/Ocidente são nosso corpus. Assim, o dispositivo teórico analítico da AD procura na relação de memória, historicidade e ideologia — acrescido dos conceitos de cinema como imagem e plano-sequência — a relação discursiva desta narrativa.

 

“Apresentamos e levantamos interpretações sobre os efeitos de sentido que o cinematográfico e o fílmico trazem ao espectador, assim como a montagem cinematográfica sem “cortes” físicos, mas em uma montagem não tradicional”, completa.

 

Sérgio foi aprovado por banca composta pelos professores Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores – UNISUL (orientadora), Dra. Daisi Irmgard Vogel - UFSC (avaliadora), Dra. Nádia Régia Maffi Neckel - UNISUL (avaliadora) e Dr. Antonio Carlos dos Santos (Suplente).

 

Na foto principal um flagrante do mestrando no momento de sua apresentação. Logo abaixo da esquerda para direita: Dra. Daisi, Sérgio, Dra. Giovanna e  Dra. Nádia.

 

 

PPGCL



Editores da Revista Memorare traçam novas ações


(12/07/2016) Na última segunda-feira, com o objetivo de definir novos planos de trabalho, a equipe de editores da Revista Memorare, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e do Grupep-Arqueologia, realizou mais um encontro.


Foram analisados os critérios para elevação do Qualis /Capes do periódico, que hoje conta com a qualificação B3 em História e C em Letras/Linguística.


É de responsabilidade do Qualis relacionar e classificar os veículos utilizados para a divulgação da produção intelectual dos programas de pós-graduação "stricto sensu" (mestrado e doutorado), quanto ao âmbito da circulação local, nacional ou internacional e à qualidade (A, B, C), por área de avaliação.


Na reunião de trabalho, os editores realizaram as indicações de novos membros para o conselho editorial, sendo eles nacionais e internacionais. Além disso, dentro das temáticas da revista: “Linguagem, Cultura, Identidade e Patrimônio”, foram definidos os seguintes temas para serem discutidos em conjunto ou através de dossiês: Patrimônio: Diversidade em contexto; Linguagem: Hipermídia nos meios impressos; Pesquisa em Sambaquis; Marcas da Memória; Identidade e migrações; Imaginário; Planejamento e Gestão Territorial.
 

Os temas propostos contemplarão os próximos números da revista até o final do ano de 2017. Além dos dossiês, a revista continuará publicando artigos submetidos e aprovados referentes a sua temática.

Submissão e fluxo contínuo

A Revista Memorare, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e do Grupep-Arqueologia, está com chamada aberta em fluxo contínuo para o recebimento de artigos. Destaca-se como temas a serem discutidos em conjunto ou através de dossiês: Linguagem, Cultura, Identidade e Patrimônio. Além desses temas, outros assuntos correlatos podem ser discutidos. Os textos devem ser enviados para o e-mail revistamemorare@outlook.com ou submetidos via portal de periódicos. Para mais informações sobre as diretrizes para os autores, acesse:
http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/memorare_grupep/about/submissions#onlineSubmissions


Cíntia Abreu (Grupep)


Tese do PPGCL é premiada pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

 

(11/07/2016) A doutora Márcia Cristiane Nunes Scardueli, egressa do PPGCL, obteve 3° lugar no 20º Concurso IBCCRIM de Monografias de Ciências Criminais, com sua tese intitulada “Lei Maria da Penha e violência conjugal: análise discursiva de efeitos de sentido nas instituições e nos sujeitos envolvidos”, defendida em 3 de agosto de 2015, no Campus Tubarão.

 

O concurso

 

Na última sexta-feira (8) a doutora Márcia Cristiane Nunes Scardueli recebeu a notícia da classificação em 3° lugar no 20º Concurso de Monografias de Ciências Criminais do Instituto Brasileiro De Ciências Criminais – IBCCRIM. Márcia defendeu seu doutorado em agosto de 2015, sob orientação do professor Maurício Eugênio Maliska. Aprovada com distinção, a pesquisa partiu da hipótese de que os sentidos produzidos no processo de aplicação da Lei Maria da Penha pelas instâncias de poder envolvidas (Polícia Civil e Poder Judiciário), como representativos do Estudo, e as instâncias individuais (mulheres vítimas e homens agressores) têm efeitos diversos e contraditórios, o que pode interferir na eficácia da aplicação desse instrumento jurídico, quanto ao enfrentamento desse tipo de violência.

 

O Instituto Brasileiro De Ciências Criminais – IBCCRIM implantou, através do programa de atividades aprovado pela Assembleia Geral Ordinária de 1996, o 20º Concurso IBCCRIM de Monografias de Ciências Criminais. As monografias admitidas tinham de ser resultantes de trabalhos de conclusão de cursos de Pós-Graduação Lato Sensu ou Stricto Sensu. Os temas permitidos eram de forma isolada ou conjuntamente, de Direito Penal, Direito Processual Penal, Criminologia, Criminalística, Medicina Legal, Política Criminal, Direito Penal Internacional bem como de Ciências Sociais afins às áreas do conhecimento humano precitadas.

 

“É com muita alegria que compartilho essa notícia! Tive a grata satisfação de ser classificada em 3º lugar, com a pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem”, relata Márcia.

 

PPGCL


Artigo analisa interpretação da Lei Maria da Penha

(09/07/2016) O professor Fábio José Rauen publicou, em coautoria com a estudante de direito Ana Cláudia Souza Ribeiro o artigo "Processos ostensivo-inferenciais em excertos de interpretação da lei Maria da Penha: estudo de caso" na revista Letrônica da PUCRS. O artigo analisa, do ponto de vista da pragmática cognitiva, como a interpretação da lei vem se adaptando a novos conceitos de família e de feminino.

Pragmática a serviço da interpretação de leis

Neste artigo, os autores analisam, conforme a teoria de conciliação de metas de Rauen (2014) e a teoria da relevância de Sperber e Wilson (1986, 1995), processos ostensivo-inferenciais em excertos de interpretação da Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, da coletânea “Lei Maria da Penha comentada em uma perspectiva jurídico-feminista” (CAMPOS, 2011).

"Nestas teorias, entendemos os enunciados da Lei como estímulos ostensivos, isto é, estímulos que são produzidos deliberadamente para chamar a atenção do intérprete, e entendemos o processo de interpretação como inferencial, isto é, os estímulos ostensivos são pistas que os intérpretes usam para inferir a significação do texto jurídico", explica o professor Fábio Rauen. "Neste processo, os intérpretes são guiados pelos princípios cognitivo e comunicativo de relevância e estes princípios são superordenados por metas a serem conciliadas com a realidade", complementa.

Rauen e Ribeiro consideraram em sua pesquisa o capítulo “Da violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos – artigo 6º”, de Dias e Reinheimer. O artigo demonstra que a interpretação das autoras do item lexical ‘mulher’ é mais ampla do que aquela atrelada à nossão de sexo. De fato, se considerarmos que a Lei Maria da Penha foi elaborada para garantir direitos às vítimas femininas de violência doméstica, e se consideramos lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros do sexo feminino como vítimas femininas de violência doméstica, então a Lei Maria da Penha dá abrigo a essas demandas. Em outras palavras, o que as autoras defendem no capítulo é uma noção de gênero feminino e não uma noção de sexo feminino.

"Trata-se, a rigor, de uma conclusão conciliada com a meta do livro organizado por Campos (2011), desde que se interprete a coletânea como um projeto que visa a comentar a Lei Maria da Penha em uma perspectiva jurídico-feminista também ampliada do que é feminino", esclarece Ana Claudia.

"Concluímos que as autoras conciliaram a meta de produzir uma interpretação jurídico-feminista do Art. 6º da Lei Maria da Penha, estendendo o escopo da Lei a lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros do sexo feminino mediante uma interpretação ad hoc do item lexical ‘mulher’ como gênero", completa.

Segundo os autores concluem, apesar de textualmente inalterada, a interpretação da Lei Maria da Penha vem assimilando a nova realidade social. Se a lei abordava tão somente a defesa e proteção dos direitos do sexo feminino, passou a ser reconsiderada pelos juristas, na tentativa de acompanhar as modificações trazidas ao âmbito familiar. Ou seja, se novos conceitos para os itens lexicais ‘família’ e ‘mulher’ vêm sendo consolidados na prática social, isso vem encontrando reverberação mais recente em jurisprudências, incorporando aos artigos da Lei Maria da Penha outros gêneros que foram surgindo, e ganhando espaço nas relações jurídicas as modificações nas relações interpessoais


PPGCL


Tese estuda o caminho da escrita na Educação Infantil

 

(08/07/16) Realizada na tarde desta sexta-feira (8), no campus de Tubarão, a defesa pública da tese da estudante Clésia da Silva Mendes Zapelini, abordou o tema “A caminho da escrita: uma análise discursiva no entremeio das produções de crianças na Educação Infantil”.

 

A tese objetiva analisar, a partir da Análise do Discurso de linha francesa, o processo de descoberta da produção de crianças da Educação Infantil, procurando observar se é possível pensar em marcas de autoria no processo de alfabetização.

 

“As inquietações a respeito de como as crianças têm suas experiências com a linguagem escrita iniciou ainda na graduação, no Curso de Pedagogia, quando na época tivemos a oportunidade de observá-las, no 1º ano do Ensino Fundamental, no processo de alfabetização. Sob o título "Alfabetização: um processo em construção" (2002), buscamos observar as metodologias desenvolvidas pelo professor e o envolvimento dos alunos nas atividades propostas”, explica a estudante.

 

Os principais resultados apontam que os sentidos que movimentam a elaborações das produções iniciam num processo de vai e vêm entre brincadeiras, conversações e elaborações das produções.

 

“Posteriormente, afetado pelo discurso pedagógico, a produção escrita ganha um novo valor simbólico: entre a produção de números, letras e desenhos a criança vai significando e criando a sua possibilidade de escrita”, complementa.

 

Clésia foi aprovada com distinção por banca composta pelos professores Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora), Dra. Maria Cristina Leandro Ferreira – UFRGS (avaliadora), Dr. Sandro Braga – UFSC (avaliador), Dra. Rosa Batista – UNISUL (avaliadora), Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (avaliadora) e Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann – UNISUL (suplente).

 

 

PPGCL


Dra. Maria Cristina apresenta conferência no PPGCL

 

(08/07/2016) Dra. Maria Cristina Leandro Ferreira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apresentou a conferência “Lendo o mundo pela janela discursiva” nesta última sexta-feira (8), às 14 horas, na Sala de Treinamento do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Utilizando os resultados do projeto de leitura realizado com um grupo de estudantes, Maria Cristina apresentou algumas experiências obtidas. Uma delas foi a rápida definição, por parte dos alunos, sobre o que é leitura. “Obtivemos respostas muito interessantes. Ler é uma vivência que nos torna mais maduros e ninguém escapa a leitura”, destaca ela citando algumas obras de áreas teóricas distintas que embasam o seu trabalho. Entre elas, O que é leitura (Maria Helena Martins), O prazer de ler (Heloisa Seixas), Aspectos da leitura: uma perspectiva psicolingüística (Vilson Leffa), A leitura (Vincent Jouve) e Era uma vez outras histórias (Lucilia Romao e Soraya Pacífico).  Segundo a professora, trabalhar com leitura é abrir possibilidades para outros autores. “Não gosto de guetos teóricos, creio que isso nos aprisiona. Devemos ampliar as leituras e aproveitar elementos que possam ser ressignificados e é isso que faço também na leitura. Essa experiência passa por vários autores, cada um de uma área teórica”, destaca. 

 

Para Maria Cristina, estamos submetidos à leitura de uma forma irremediável, sendo impossível ficar fora dela neste universo de linguagens em que vivemos. Assim, a leitura faz parte do sujeito e com ele tem uma relação.  “Nós somos textos que andam. Nessa urdidura de textos que nos constituem, textos de afeto, de história, entre outros, há uma movência que chamamos de historicidade. Não somos homogêneos, somos diferenciados, o texto também tem essa opacidade e precisa de um investimento para entender”.    

 

A professora ainda considera três níveis de leitura que devem, em seu entendimento, ser proporcionados aos alunos. O primeiro é sensorial – se faz com sentidos. O segundo, emocional – mexe com as emoções e sentimentos e o terceiro,  racional – o nível preferido e mais utilizado pela escola. “Não tem um melhor que o outro, os três são necessários e estão imbricados. Isso faz parte de uma relação que fazemos de aproximação com os sentidos”, observa.

 

Maria Cristina possui graduação em Letras (1973) e em Ciências Jurídicas e Sociais (1974) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui mestrado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982), doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e pós-doutorado em Análise do Discurso, em Paris 3, Sorbonne Nouvelle (2008). É Professora Titular do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando na graduação e pós-graduação. Líder do Grupo "Oficinas de AD: conceitos em movimento", que reúne orientandos e pesquisadores com passagem pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS, a professora é editora da revista Organon do Instituto de Letras.

 

A pesquisadora é especialista em Semântica e Teoria e prática da leitura Análise do Discurso. Entre seus objetos de estudo destacam-se discurso, língua e equívoco; discurso, língua e ideologia; sujeito, leitura e texto; corpo, arte e psicanálise. Mais recentemente vem se interessando na interface da análise do discurso com o campo da psicanálise e das artes, com atenção especial na relação entre ideologia e inconsciente, corpo e discurso, arte, cultura e sujeito.

 

Nesta mesma sexta-feira (8), Maria Cristina participou da banca de defesa de tese de Clésia da Silva Mendes Zapelini, intitulada “Entre desenhos, letras e números: uma análise discursiva de produções escritas de crianças na Educação Infantil”.

 

Tatiani Longo Mazon (PPGCL)


Dissertação analisa a influencia gabarito de respostas com estudantes do PENOA-SC

 

(07/07/2016) A estudante de Mestrado, Gabriela Niero, defendeu nesta quinta-feira (7) sua dissertação intitulada “Influência do gabarito de respostas na autocorreção de exercício de interpretação: estudo de caso com estudantes do PENOA-SC”, às 19h30min, na Sala de Treinamento do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

O objetivo do estudo foi analisar, com base na teoria da relevância, a influência do gabarito de respostas na correção que estudantes do primeiro ano do Ensino Médio diagnosticados com dificuldades de aprendizado fazem de suas próprias interpretações textuais.


Para tanto, foram investigados seis estudantes do Ensino Médio do Programa Estadual Novas Oportunidades de Aprendizagem na Educação Básica (PENOA) da Escola de Educação Básica Caetano Bez Batti do Município de Urussanga, SC, assumindo a hipótese de que esses estudantes, dadas as suas dificuldades em leitura, tenderiam a se comportar como intérpretes ingênuos neste processo.


“Para testar essa predição, propusemos um exercício de interpretação da crônica “A Verdade”, de Luís Fernando Veríssimo, contendo dez questões representando as diferentes categorias de perguntas propostas por Marcuschi (2008), seguida de uma sessão de autocorreção mediada por um gabarito de respostas com erros e de uma sessão de avaliação”, relata.


Do ponto de vista quantitativo, a média que os estudantes atribuem a si próprios é mais aderente à média proposta pela remissão incondicional ao gabarito do que aquela derivada da correção da pesquisadora. Do ponto de vista qualitativo, os estudantes não contestam a autoridade do gabarito salvo em questões subjetivas; não voltam ao texto para conferir a pertinência de suas respostas; e são dependentes do professor para problematizar o instrumento.


“Concluímos, portanto, que os estudantes, confiam ingenuamente no gabarito como preposto da autoridade do professor, sugerindo ser mais relevante confiar nessa presunção do que manter-se em vigilância epistêmica na atividade”, finaliza.
 

Gabriela teve sua dissertação aprovada por banca formada pelos professores Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (orientador), Dra. Sandra Vieira – IFC (avaliadora), Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora) e Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (suplente).

 

Na foto principal um flagrante da mestranda no momento de sua apresentação. Logo abaixo da esquerda para direita: Dr. Fábio, Gabriela, Dra. Silvânia e  Dra. Sandra.

 

 

 PPGCL


Escrita coletiva no Ensino Médio Inovador

 

(07/07/2016) A estudante de Doutorado, Gisele Fucher Fuchs, defendeu nesta quinta-feira (7) a tese intitulada “O funcionamento da autoria na escrita coletiva de estudantes de Ensino Médio Inovador: espaço de negociação”, às 15h30min, na Sala de Treinamento do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Por meio da Análise do Discurso da linha francesa, a pesquisa pretende compreender se é possível pensar a autoria em produções textuais coletivas de alunos de Ensino Médio Inovador (EMI), quando envolvidos em uma proposta de escrita que ultrapasse o espaço da aula.

 

“Sugerimos a escola um projeto que envolvesse os alunos coletivamente em torno de atividades em condições de produções fora do ambiente escolar. Recortamos então materialidade verbal (oral e escrita), gravações de conversas, produções textuais, etc.”, conta Gisele.

 

A partir de Possenti (2002), segundo a estudante, foi possível compreender que a escrita do texto coletivo não acontece por meio de uma soma de frases ou recortes, cada participante contribui a partir de suas vivências, para a escrita do texto, e nesse trabalho de colaboração, são feitas costuras que atravessam os dizeres de um e de outro.

 

Gisele foi aprovada por banca formada pelos professores Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora), Dra. Maria José Rodrigues Faria Coracini – Unicamp (avaliadora), Dra. Márcia Fernandes Rosa Neu – UFPR(avaliadora), Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora), Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann – UNISUL (avaliadora) e Dra. Conceição Aparecida Kindermann – UNISUL (suplente).

 

Na foto principal um flagrante da doutoranda no momento de sua apresentação. Logo abaixo da esquerda para direita: Dra. Márcia, Dra. Andréia, Gisele, Dra. Maria Marta, Dra. Maria José, Dra. Conceição e Dra. Maria Sirlene.

 

 

PPGCL


Autoria e escrita de si

 

(07/07/2016) “Autoria e escrita de si” foi o título da conferência da professora Dra. Maria José Coracini, da Universidade Estadual de Campinas, nesta última quinta-feira (7), às 14 horas, na Sala de Treinamento do Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Perspectiva discursivo-desconstrutivista

 

O objetivo da conferência de Coracini foi o de problematizar as noções de autoria, efeito-sujeito e escrit(ur)a apoiando-se nos trabalhos de Foucault, Derrida e Lacan numa perspectiva filosófica que ela denomina de discursivo-desconstrutivista.

 

A autora apresentou e discutiu quatro perspectivas para a escrit(ur)a: como algo que deriva do ato de escrever, da escritura visível, grafada em alguma superfície, que está imbricada e se (con)funde na palavra; conforme Derrida, como ideia de escrita psíquica ou da escrita do e no inconsciente; conforme Lacan, como aquilo que remete à letra, à traço, que, por sua vez, remete ao Real, retornando ao inconsciente; e como escrita de si, como forma de se dizer, talvez a única maneira, como diria Lacan, de nos construir como sujeito.

 

Maria Jose Rodrigues Faria Coracini é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Graduada em Letras: Francês-Português pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1972), é mestre em Letras (Língua Francesa) pela Universidade de São Paulo (1981) e doutora em Ciência: Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988). Livre Docente (2000) e professora titular (2007) em Linguística Aplicada na Área de Ensino/Aprendizagem de Língua Estrangeira pela Unicamp (2000), Coracini tem pós-doutorado junto ao Centre Inter-Universitaire en Analyse du Discours et Sociocritique des Textes (Ciadest) e ao grupo de pesquisa Marges (Marginalisation et Marginalité dans les discours), em Montréal, Canadá (1992-3); junto à Université de Paris 3 (Sorbonne Nouvelle), Sylled (abril-junho 2006); e junto à Universidade de Lisboa (Faculdade de Ciências da Psicologia e Educação). A autora é especialista em linguística aplicada, com ênfase em ensino-aprendizagem (LM e LE), discurso de/sobre novas tecnologias,discurso de/sobre a pobreza, discurso científico, discurso pedagógico, tradução, identidade, leitura, escrita e subjetividade.

 

“Do ponto de vista teórico, trabalho no espaço movediço e escorregadio das fronteiras opacas e difusas entre discurso, psicanálise e desconstrução, na tentativa de compreender sempre mais as subjetividades em travessia: entre línguas-culturas, entre si e o outro - o outro de si...”, diz a autora em seu currículo Lattes.

 

Nesta mesma quinta-feira, Coracini participou da defesa da tese de doutorado de Giseli Fuchter Fuchs, intitulada “O funcionamento da autoria na escrita coletiva de estudantes de Ensino Médio Inovador: espaço de negociação”.

 

PPGCL


Dissertação analisa o cinema surdo.

(07/07/2016) Orientada pela Profa. Dra. Ramayana Lira de Sousa, a estudante Fabiana Paula Bubniak, defendeu sua dissertação intitulada “Cinema surdo: uma poética pós-fonocêntrica”, na tarde desta quinta-feira (7), Sala 212, Bloco B, do Campus Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

O estudo aborda a manifestação estético-cultural do surdo através do cinema com ênfase na linguagem não-verbal (cinematográfica) e também sua relação com a linguagem verbal (sinalizada). Visualiza-se assim, a comunicação surda como uma minoria linguística que pode utilizar o cinema como um meio de ação política.

 

“Meu objetivo foi relacionar  o conceito de fonocentrismo criado pelo filósofo Jacques Derrida com a noção e audismo combatida pelos estudos surdos”, explica a aluna.

 

Fabiana ressaltou em seu trabalho, a importância do cinema surdo no campo dos estudos surdos, para conseguir analisar os mecanismos de descentramento da voz no cinema, utilizou-se os conceitos de Michel Chion que relacionam o som e a imagem como: valor agregado, percepção transsensorial e relativização da fala.

Fabiana foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Ramayana Lira de Sousa - UNISUL (orientadora), Dra. Amaranta Emília Cesar dos Santos – UFRB (avaliadora) e Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano – UNISUL (avaliadora).

 

 

PPGCL


XXXI Enanpoll conta com participação do PPGCL

 

(05/07/2016) Docentes do PPGCL participam de grupos de trabalho e de atividades do XXXI Encontro da Associação Nacional de Programas de Pós-graduação em Letras e Linguística, realizado nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho de 2016 na Unicamp em Campinas, SP.

 

Evento acadêmico e político

 

Os encontros da Associação Nacional de Programas de Pós-graduação em Letras e Linguística têm um caráter acadêmico e científico. Em todos os anos, cerca de 150 coordenadores de pós-graduação se encontram para discutir os rumos da pesquisa e da formação da área e bianualmente, há um encontro de 45 Grupos de Trabalho da Entidade.

 

O professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL, participou de ambas as atividades. “Na qualidade de coordenadores, nós discutimos aspectos relevantes para a consolidação da qualidade da pós-graduação brasileira”, comenta. “Na qualidade de pesquisador, apresentei trabalho e participei de reunião administrativa do Grupo de Trabalho de Linguística e Cognição", completa.

 

As professoras Solange Gallo, Nádia Neckel e Giovanna Flores também participaram do evento no Grupo de Trabalho em Análise do Discurso. Nádia foi eleita como vice coordenadora do GT para os próximos dois anos.

 

Os próximos encontros da Entidade estão marcados para 2017 e 2018 no estado do Mato Grosso.

 

Nas fotos, flagrantes da participação das professoras no evento.

 

 

 

PPGCL


Pesquisa analisa A Lei do Desejo, de Pedro Almodóvar

(04/07/2016) Na manhã desta segunda-feira (4), a dissertação intitulada “Da invisibilidade à representação: Uma análise das desconstruções do gênero em A Lei do Desejo, de Pedro Almodóvar”, foi defendida pela estudante Marta Brod no campus Pedra Branca.

Estudos de gênero e Teoria Queer

Sob a orientação do prof. Antonio Carlos dos Santos, o objetivo da dissertação foi analisar o filme A Lei do Desejo, do diretor espanhol Pedro Almodóvar, pela perspectiva dos estudos de gênero e as relações de desconstrução binária.

“Selecionamos cinco cenas que representam as personagens do filme convivendo com a sua sexualidade e identidade de gênero escolhida. A análise foi realizada a partir das discussões dos estudos de gênero e da teoria queer”, explica Marta.

O trabalho traz, ainda, uma introdução histórica do new queer cinema e o surgimento de personagens LGBT no que diz respeito ao cinema americano e europeu.

Marta Brod teve sua dissertação aprovada por banca formada pelos professores Dr. Antonio Carlos dos Santos – UNISUL (orientador), Dr. Jair Zandoná – UFSC (avaliador), e Dra. Ramayana Lira de Sousa – UNISUL (avaliadora).

 

Na foto principal um flagrante da mestranda no momento de sua apresentação. Logo abaixo da esquerda para direita: Dra. Ramayana, Dr. Antônio Carlos e Dr. Jair Zandoná.

 

 

PPGCL


Diversidade é tema de tese

 

(28/06/2016) Orientada pelo professor Antonio Carlos dos Santos, a estudante Suzana Raquel Bisognin Zanon, defendeu a tese intitulada “Poliamor: da transgressão da lei à transgressão como lei” na manhã desta segunda-feira (28) no campus Pedra Branca.

 

A doutoranda Suzana Raquel Bisognin Zanon, em sua Defesa Pública de Tese, colocou em debate várias questões: diversidade, preconceito e domínio de um sexo sobre o outro como forma de institucionalização de papeis.

 

“Observamos uma infinidade de tipos de arranjos familiares que se constroem naturalmente e rejeitam a tradição, como é o caso do fenômeno que se abriga na poliafetividade e sintomatiza uma nova forma de amor: o poliamor”, explica a estudante. Tendo em vista que o patriarcado é o sistema cultural que elege a heteronormatividade como padrão único de relacionamento conjugal, é seu estado também fragilizado pelas novas manifestações culturais que se evidenciam na contemporaneidade.

 

A pesquisa reside na afirmação de que o poliamor é sintoma do enfraquecimento da lei simbólica, o Nome-do-Pai, sendo a finalidade de entender as relações poliamorosas como uma nova forma de gozo que rejeita a tradição e sintomatiza o declínio do patriarcado no Ocidente.

 

Suzana foi aprovada por banca composta pelos professores Dr. Antonio Carlos dos Santos – UNISUL (orientador), Dr. André Mitidieri - UESC (avaliador), Dr. Maurício Eugênio Maliska – UNISUL (avaliador), Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (avaliadora) e Dr. Artur de Vargas Giorgi – UNISUL (avaliador).

 

PPGCL


Dissertação aborda cultura, identidade e patrimônio e a inserção na cultura escolar

 

(24/06/16) Realizada na tarde desta sexta-feira (24), no campus de Tubarão, a defesa pública da dissertação da estudante Ketilin Keli da Silva abordou o tema “Cultura, identidade e patrimônio material e imaterial e sua inserção na cultura escolar do Ensino Médio Inovador da Rede Pública de Laguna – SC”.

 

Orientada pela professora Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL, Ketilin buscou identificar de que forma a cultura, a identidade e o patrimônio material estão inseridos na cultura das escolas de Ensino Médio Inovador Saul Ulysséa e a Almirante Lamego, de Laguna - SC. Para alcançar seus objetivos, a estudante realizou uma pesquisa quali-quantitativa, bibliográfica e documental. A metodologia de inventário cultural envolveu saídas de campo a fim de avaliar o patrimônio do município, contato direto com as escolas investigadas onde foram avaliados os documentos pedagógicos e como eles inseriam os elementos da cultura local na sua prática pedagógica. “Entendemos a escola como uma instituição de ensino que se dedica a dar subsídios aos alunos na construção de conhecimento durante sua formação escolar e cidadã. Ela interage com os elementos essenciais, que compõem determinada cultura e estão inseridos em todas as relações humanas, como, por exemplo, linguagem, relações sociais e religiosidade”, reflete Ketilin.

 

Assim, a pesquisa realizada pela estudante trata desta relação entre escola e cultura local, que culmina com a formação de uma cultura escolar única e diversa. Ambas as escolas pesquisadas adotaram em 2011 o Programa Ensino Médio Inovador (ProEmi). Os resultados obtidos indicaram que cultura, identidade e patrimônio material e imaterial estão inseridos na cultura escolar das escolas pesquisadas conforme os planos curriculares e os projetos interdisciplinares analisados.

 

Ketilin Keli da Silva foi aprovada com distinção por banca composta pelos professores Dra. Deisi Scunderlick Eloy de Farias – UNISUL (orientadora), Dra. Márcia Fernandes Rosa Neu – UFPR (avaliadora), Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora) e Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (suplente).

 

 

Tatiani Longo Mazon (PPGCL)


Programa seleciona novos estudantes

 

(20/06/2014) 26 novos estudantes foram selecionados nesta última semana (13-15) para compor as turmas de mestrado e de doutorado em ciências da Linguagem da Unisul. Editais saíram nesta segunda (20).

 

Maratona

 

Verdadeira maratona, a seleção de novos estudantes de mestrado e de doutorado incluem análise de currículo, análise de projeto, exame escrito e entrevista. "Muito tempo antes da seleção presencial propriamente dita, os candidatos se empenham por aprimorar sua trajetória acadêmica e por elabora um bom anteprojeto", explica o professor Fábio José Rauen, coordenador do Curso.

 

Nesta  última segunda (13), os candidatos participaram de um exame escrito sobre obras selecionadas das linhas de pesquisa linguagem e cultura e texto e discurso e, durante a tarde, o Programa oportunizou exame de proficiência em inglês, espanhos e francês.

 

"Tradicionalmente, o PPGCL aproveita as tardes do primeiro dia de seleçao para os candidatos fazerem exame de proficiência", comentou a professora Dilma Juliano, vice-coordenadora. Enquanto isso, os professores já estão empenhados em corrigir os exames escritos", complementa.

 

Na terça-feira (14), todos os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas foram entrevistados. "Cada candidato teve oportunidade de falar sobre sua trajetória acadêmica e defender seu anteprojeto perante uma banca formada pelos professores da linha de pesquisa e do campus de sua escolha", disse Patrícia Amorim, secretária do programa. "Ao todo, foram organizadas quatro bancas para esse fim", complementa.

 

Na quarta-feira (15), por fim, os docentes do Programa se reuniram para deliberar sobre a aprovação e classificação dos candidatos. Este ano foram selecionados 10 estudantes de mestrado e 16 estudantes de doutorado. Para conhecer os candidatos aprovados é só clicar aqui.

 

A reunião de quarta-feira também foi marcada pela integração de dois novos professores do Programa. Alexandre Linck Vargas e Artur de Vargas Giorgi foram aprovados em Processo Seletivo realizado entre 8 e 9 de junho último e passam a integrar a Linha de Pesquisa Linguagem e Cultura no Campus de Tubarão.

 

PPGCL


Novos professores compõem equipe do PPGCL

 

(20/06/2016) Os doutores  Artur de Vargas Giorgi e Alexandre Linck Vargas passam a integrar a equipe do docentes da Linha de Pesquisa Linguagem e Cultura no Campus de Tubarão. Os professores foram aprovados em Processo Seletivo realizado entre 8 e 9 de junho.

 

Seleção Concorrida

 

O processo seletivo de novos docentes da Linha de Cultura foi bem concorrido. Participaram da seleção 18 candidatos de várias partes do Brasil. O processo seletivo constou de análise de currículo, aula prática e entrevista com banca formada pelos professores Fábio José Rauen, Jussara Bittencourt de Sá e Heloisa Juncklaus Preis Moraes.

 

Artur de Vargas Giorgi (foto acima) é bacharel em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) pela  UNAERP/SP. É licenciado em Letras - Língua Portuguesa e Literatura (UFSC), mestre em Teoria Literária (UFSC/CNPq) e Doutor em Literatura (UFSC/CNPq). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária. Entre os temas de seu interesse estão a  teoria literária, a literatura brasileira, a literatura latino-americana, as vanguardas e as neovanguardas, a crítica cultural e as artes visuais. Atualmente, vinha desenvolvendo pesquisa de pós-doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina, com bolsa CAPES (PNPD).

 

Alexandre (foto abaixo) é graduado em Comunicação Social (Cinema e Vídeo) pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Cinema, Audiovisual e Histórias em Quadrinhos. Entre seus temas de pesquisa, destacam-se as teorias da imagem, a crítica cultural, a filosofia da arte, a estética, o roteiro, a direção e a montagem de cinema e artes visuais em geral. É mestre em Ciências da Linguagem, defendendo a dissertação "A morte do homem no morcego". Em 2010, ingressou no Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluindo em 2015 com a tese "A invenção dos quadrinhos: teoria e crítica da sarjeta". Foi professor dos cursos de Publicidade e Propaganda e Fotografia da Facvest - Faculdades Integradas de Lages -, do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Sá - SC, do curso de Jornalismo da SATC (onde também orientou estética, roteiro, direção e montagem de documentários e grandes reportagens), e do curso de Cinema da UFSC (na área de linguagem e roteiro cinematográfico). Atualmente é professor do curso de Cinema e Audiovisual da Unisul nas áreas de roteiro, narrativa e teoria da arte. Alexandre é sócio da SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual). Como cineasta, destacam-se os curtas-metragens: Oculto (2003), Religare (2005) e Deuses de Mentira e o site de críticas sobre histórias em quadrinhos e afins, Quadrinhos na Sarjeta (2011-atual) .

 

 

PPGCL


Dissertação analisa o funcionamento discursivo de boatos

 

Aconteceu nesta sexta-feira (17) a banca de defesa pública de dissertação do estudante Israel Vieira Pereira. Israel foi orientado pela profa. Silvânia Siebert e defendeu o trabalho intitulado “Análise do funcionamento discursivo do boato: um gênero (im)possível?” no campus de Tubarão.

 

O discurso do boato

 

A pesquisa de Vieira analisa o funcionamento discursivo de boatos para encontrar suas principais regularidades e, assim, estabelecer se é possível pensá-los enquanto gênero do discurso.

 

Acreditamos que todo enunciado é passível de uma categorização mínima com base em seus efeitos e estruturas predominantes. Para que pudéssemos encontrar regularidades, decidimos, em nosso trabalho analítico prévio de construção de corpus, estabelecer uma comparação entre duas materialidades inseridas em condições de produção relativamente díspares para refletir sobre quais sentidos ressoam entre elas”, explica o estudante.

 

Para nortear a fundamentação teórica, Vieira utilizou Orlandi (2012a, 2012b, 2013, 2014), para estabelecer relações entre boato e linguagem como proposta pela Análise do Discurso e Serrani (2012) que localiza as recorrências dos boatos e ainda propõe que os sentidos são construídos com base na repetição de certos índices.

 

“Observamos, na pesquisa, que o boato estereotipa o sujeito e desambiguiza as relações entre o homem e o mundo através de uma estrutura contraditoriamente ambígua. Concluindo que o boato pode ser identificado como um gênero não tópico do discurso, pois suas características não são socialmente consagradas, devendo ser predeterminadas pelo pesquisador em seu movimento de análise”, finaliza Israel.

 

Israel foi aprovada com distinção por banca composta pelos professores Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (orientadora), Dra. Silvana Mabel Serrani – UNICAMP (avaliadora), Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora) e Dr. Fábio José Rauen – UNISUL (suplente).

 

 

PPGCL


Silvana Serrani ministra seminário sobre cultura e literatura no ensino de língua

 

(17/06/2016) Referência nos estudos de ensino da língua estrangeira e língua materna, a professora Silvana Mabel Serrani, da Unicamp ministrou seminário no Campus Sul da Universidade do Sul de Santa Catarina na tarde desta sexta-feira (17). O tema abordado foi “O sociocultural e o literário no ensino de língua(s): mídias e discurso”.

 

Em sua apresentação, Silvana defendeu a importância da cultura no ensino de língua(s) com base em suas pesquisas recentes. “A cultura na sala de aula não é um ornamento, um enfeite. É fundamental que o professor conheça o sistema, mas ser somente conhecedor das regras não produz sentidos”.

 

Segundo a autora de diversos livros que abordam a questão, a noção de cultura acaba sendo banalizada, principalmente nas aulas de língua estrangeira. Com o objetivo de auxiliar os estudos nesta área, Silvana organizou, “como se fosse uma bússola”, a proposta multidimensional-Discursiva (MD) que norteia seu trabalho. “Essa proposta seria um caminho possível para resolver dificuldades, preconceitos e inércias, em relação aos fatores socioculturais e a ampliação de gêneros discursivos no ensino-aprendizagem de língua(s”, enfatiza.

 

Uma das questões que a proposta busca responder é como fazer para que o sociocultural e o repertório literário, na prática, não fiquem, como costuma acontecer frequentemente, em lugares secundários ou mesmo inexistentes nos cursos de línguas. Entre as respostas encontradas pela pesquisadora, ela propõe utilizar o material didático, que nem sempre apresenta questões atuais e interessantes, a favor do professor. “O material tem que estar a serviço do professor e a aula é somente a posta do iceberg. Fatores como linguagem, sociedade, subjetividade e aprendizagem interferem e o que influi no processo de aprendizagem são processos metafóricos e metonímicos de relações e sentidos”.

 

Silvana faz uma crítica à forma como alguns livros didáticos de língua estrangeira utilizam imagens e expressões que não valorizam questões culturais e fortalecem clichês e estereótipos de maneira negativa. “Os professores e os alunos precisam ser os protagonistas. Precisam buscar dados e informações para desconstruir estes estereótipos”, ressalta Silvana.

A palestra contou com a presença de professores e alunos do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem.

 

Tatiani Longo Mazon (PPGCL)


Pesquisa virtual é objeto de tese

 

(25/05/2016) A doutoranda Kátia Cristina Schuhmann Zílio defendeu nesta quarta-feira (25) sua tese intitulada: “O processo busca/pesquisa na internet: gestos de leitura e condições de produção da autoria na escola”, na Sala 212, Bloco B do Campus Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Gestos de leitura e produção de autoria na escola

 

O estudo analisa discursivamente o processo de pesquisa, bem como questionar como se faz pesquisa e de que forma ela se instala na escola e na academia. O objetivo é apresentar procedimentos de busca do sujeito aluno, por meio de uma análise discursiva, visando à qualificação dessa prática. A investigação se deu com alunos matriculados em duas escolas de ensino básico no quinto ano escolar. As escolas fazem parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID).

 

“Pesquisar e refletir como se dá a pesquisa, a circulação da informação e como ela se transforma em conhecimento é importante para uma sociedade que, cada vez mais, acolhe informações”, afirma Kátia. “O processo de identificação da informação e os procedimentos de pesquisa que atuam para a construção do conhecimento são relevantes para formação da autonomia do aluno leitor-autor”, finaliza.  

 

Kátia foi aprovada por banca composta pelos professores Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (orientadora), Dra. Solange Mittmann - UFRGS (avaliadora), Dra. Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia – UFP (avaliadora), Dra. Nadia Regia Maffi Neckel – UNISUL (avaliadora) e Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (avaliadora).

 

 

PPGCL


PPGCL participa do II Congresso Ibero-americano de Humanidades, Ciências e Educação

 

Integrantes do Núcleo de Estudos do Imaginário e Cotidiano, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, participaram do GT Imaginário e Cotidiano, coordenado pela Prof. Heloisa Juncklaus Preis Moraes, no II Congresso Ibero-americano de Humanidades, Ciências e Educação promovido pela Unesc entre 18 e 20 de maio. 

 

Trabalhos apresentados

 

"A materialização da sustentabilidade na moda" foi a comunicação apresentada pela doutoranda Graziela Kauling.

 

Marília Koenig, integrante do Núcleo de Estudos, em co-autoria com Cláudia Nandi Formentin, ambas doutoras em Ciências da Linguagem pela Unisul, apresentou o trabalho "O papa é pop: a abordagem mítica de Francisco na multimídia, uma análise por meio dos estudos do imaginário e do mito".

 

"Imaginário virtualizado: espetáculo e visibilidade da morte em rede social" foi a discussão proposta em comunicação oral pelas doutoras Edla Maria Silveira Luz e Heloisa Juncklaus Preis Moraes.

 

Leidiane Coelho Jorge, em co-autoria com a Prof. Heloisa Juncklaus P. Moraes, apresentou, no GT Imaginário e Cotidiano, o trabalho "Os dispositivos simbólicos utilizados para a reafirmação da condição indígena: uma análise sob a ótica do Regime Noturno da Imagem".

 

O doutorando Willian Corrêa Máximo apresentou a comunicação oral da pesquisa " O dilúvio mítico e o mito da grande enxhente de Tubarão (1974): recorrências e convergências no imaginário, no GT Imaginário e Cotidiano, em co-autoria com a Prof. Heloisa Juncklaus Preis Moraes.

 

"O imaginário religioso na obra 'Operários de Primeira Hora' de Valdemar Mazzurana sob a perspectiva do Regime Noturno da imagem" foi a comunicação oral apresentada por Luiza Liene Bressan e Heloisa Juncklaus Preis Moraes.

 

Núcleo de Estudos do Imaginário e Cotidiano (adaptado)


Curso de Letras promove aula magna


(17/05/2016) Palestra sobre Gestão Profissional foi o tema da aula magna do curso de letras ministrada pelo professor José Antonio Matiolla, diretor do Colegio Dehon. O evento, realizado nesta segunda (16) no Salão Nobre da Unisul de Tubarão contou com a participação do Professor Sebastião Salésio Herdt, reitor da Universidade.


Aula especial


Os alunos de letras foram brindados com excelente aula magna ministrada pelo professor José Antonio Matiolla. Matiolla, que é mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul, falou sobre a importância da gestão da carreira profissional. Para ele, a qualidade do futuro profissional já se mede pela qualidade que o estudante atribui à sua formação na universidade.


A noite começou bem. Estudantes e professores foram recebidos pela coordenadora do curso, professora Jussara Bittencourt de Sá, pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, professor Fábio José Rauen, e pelo Diretor do Campus, professor Heitor Wensing Júnior. Em seguida, alunos do curso abriram as atividades apresentando dois números musicais.


Mais à frente, o professor Sebastião Salésio Herdt, reitor da Universidade, dirigiu palavras de incentivo aos estudantes, destacando que sua formação em Letras foi fundamental para o que ele considera essencial na administração acadêmica: a gestão de pessoas.


Para a professora Jussara Bittencourt de Sá, coordenadora do curso, eventos como este são fundamentais para a revitalização da graduação em letras e das licenciaturas em geral. “É muito bom ver o salão nobre repleto de estudantes de letras”, comemora entusiasmada.


Ao final da aula, os alunos foram recepcionados com um coquetel.


Na foto principal, flagrante da apresentação do professor Matiolla. Na foto abaixo, apresentação do professor Salésio.

 


PPGCL


Reunião administrativa encerra o 4º Encontro da Rede Sul Letras

(16/05/2016) Reunião com coordenadores encerra atividades do 4º Encontro da Rede Sul Letras. Realizado no Campus da Pedra Branca da Unisul em Palhoça (SC) nos dias 11, 12 e 13 de maio, o evento contou com participantes de toda a região Sul do país.

Formação de redes de pesquisa

O 4 Encontro da Rede Sul Letras contou com mais de 300 trabalhos submetidos, entre professores e estudantes de doutorado, mestrado e ainda alunos da iniciação científica na graduação. Segundo o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, Fábio José Rauen, “o objetivo do Encontro foi oferecer aos grupos de pesquisa formalizados ou em formalização no CNPq espaço para a discussão de pesquisas concluídas ou em andamento e para a formação de redes de parceria a partir de perspectivas comuns”.

A mestranda Gabriela Niero apresentou, no eixo Estudos da Língua e Linguagem, o estudo “Influência do gabarito de respostas de um exercício de interpretação e correção que alunos do Ensino Médio fazem de suas próprias interpretações: Análise com base na Teoria da Relevância”. A estudante considera que o evento possibilita à UNISUL ampliar as pesquisas em linguagem: “Temos a possibilidade de divulgar trabalhos produzidos, além de receber trabalhos de outras instituições como forma de ampliar as redes de pesquisa”.

A 4ª edição do encontro contou com 12 eixos temáticos divididos para melhor organização dos trabalhos de duas grandes áreas: Linguística e literatura. As discussões em cada eixo temático foram realizadas em oito sessões na forma de simpósios temáticos distribuídos nos dois primeiros dias do evento.

O terceiro dia do evento foi dedicado à reunião político-administrativa de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística com a Coordenação de Área na Capes, bem como à Reunião de Avaliação do Evento. Para o Prof. Dr. Dermeval da Hora Oliveira, coordenador da Área de Letras e Linguística da CAPES, a importância do evento está na comunicação que ele proporciona entre os Programas de Pós-Graduação: “Programas de vários níveis de avaliação que estão aqui para apresentar o resultado das suas pesquisas e é sempre bom saber o que os colegas próximos estão fazendo”, diz.

A 5ª Edição

O V Encontro Rede Sul Letras já tem local definido. Será na Universidade de Caxias do Sul - Programa de Pós-graduação em Letras, Cultura e Regionalidade e Programa de Doutorado em Letras - Associação Ampla UCS/UNIRITTER.

 



PPGCL


Primeiro dia do 4º Encontro da Rede Sul Letras

 

(11/05/2016) Na manhã dessa quarta-feira (11), teve início no Campus Pedra Branca o 4º Encontro da Rede Sul Letras, com o tema “Formação de Redes de Pesquisa”. Foram mais de 300 trabalhos submetidos, entre professores e estudantes de doutorado, mestrado e ainda alunos da iniciação científica na graduação.

 

Início dos trabalhos

 

Segundo o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, Fábio José Rauen, “o objetivo do Encontro é oferecer aos grupos de pesquisa formalizados ou em formalização no CNPq espaço para a discussão de pesquisas concluídas ou em andamento e para a formação de redes de parceria a partir de perspectivas comuns.”

 

O credenciamento dos inscritos começou às 8h, e aos poucos pesquisadores de toda a região sul do país chegavam para o início dos trabalhos.

 

Às 9h, teve início a conferência “O papel dos estudantes na Consolidação de Programas de Pós-graduação em Letras e Linguística”, proferida pelo prof. Dermeval da Hora Oliveira, coordenador da Área de Letras e Linguística da CAPES. Na palestra, prof. Demerval estimulou a conscientização quanto à necessidade da divulgação dos resultados das pesquisas, além de explicar os métodos de avaliação da CAPES.

 

A presente edição do Rede Sul Letras conta com doze eixos temáticos divididos para melhor organização de trabalhos, entre eles o eixo Estudos da Língua e Linguagem, no qual a mestranda Gabriela Niero apresentou o estudo “Influência do gabarito de respostas de um exercício de interpretação e correção que alunos do Ensino Médio fazem de suas próprias interpretações: Análise com base na Teoria da Relevância”. A estudante considera que o evento possibilita à UNISUL ampliar as pesquisas em linguagem: “Temos a possibilidade de divulgar trabalhos produzidos, além de receber trabalhos de outras instituições como forma de ampliar as redes de pesquisa.”

 

O 4º Encontro Rede Sul Letras terá continuidade nessa quinta-feira (12) e vai até sexta-feira (13). O terceiro dia do evento será dedicado à reunião político-administrativa de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Letras e Lingüística com a Coordenação de Área na Capes, bem como à Reunião de Avaliação do Evento.

 

 

PPGCL


PPGCL participa do evento “Escutando Imagens: Psicanálise e Cinema”

 

(29/04/2016) No dia 29 de abril de 2016 ocorreu, no Cinema do CIC, a Atividade “Escutando Imagens: Psicanálise e Cinema”, promovida pela Maiêutica Florianópolis – Instituição Psicanalítica em parceria com o Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul e o Cinema do CIC.

 

Debate

 

Após a exibição do filme “Um corpo que caí”, de Alfred Hitchcock, houve um debate aquecido pela participação da Profa. Ana Carolina Cernicchiaro (professora do Curso de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul) e da psicanalista Tânia Nothen Mascarello (da Maiêutica). O evento inaugurou uma nova fase da atividade Escutando imagens...” e contou com a coordenação do psicanalista e prof. Maurício Maliska (professor do Curso de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul).

 

PPGCL


XI Semana dos Povos Indígenas movimenta escolas da região

 

(19/04/2016) A XI Semana dos Povos indígenas está movimentando escolas da região com oficinas acerca da cultura indígena e do trabalho do arqueólogo. O evento ocorre entre 18 e 20 de abril no Grupep-Arqueologia, na Unisul, em Tubarão, e entre 25 e 27 de abril no Parque Ambiental da Tractebel, em Capivari de Baixo.

 

Resgatando a memória indígena

 

As atividades desenvolvidas buscam oportunizar aos estudantes e à comunidade geral o contato com a cultura dos povos que habitaram nossa região. “É uma semana que é reservada para dar visibilidade às atividades desenvolvidas pelos indígenas, para trabalhar histórias orais através de lendas e para apresentar a rotina dos arqueólogos”, afirma Anne Karoline, bolsista de na área de Educação Patrimonial no Grupep-Arqueologia.

 

A edição deste ano tem como tema a alimentação indígena, desde o período pré-histórico até o tempo atual. Tipos de alimentos, mitos relacionados, tabus alimentares e formas de plantio de algumas das principais espécies utilizadas serão o foco de atividades educativas, palestras e oficinas lúdico-pedagógicas que levam os participantes a entrar em contato com a cultura dos diversos grupos que habitaram Santa Catarina.

 

A XI Semana dos Povos Indígenas, voltada ao público do ensino infantil, fundamental e médio, é uma realização do Grupep-Arqueologia/Unisul e este ano conta com o apoio da Tractebel Energia e do Ministério da Cultura. Os organizadores esperam mobilizar em torno de três mil crianças e jovens de instituições de ensino de Tubarão e região.

 

As oficinas ofertadas são: roda rítmica indígena e pinturas nativas; arte rupestre brasileira; ceramistas de Santa Catarina; escavação arqueológica simulada; dança circular; filtro dos sonhos; oficina de alimentos indígenas – Ekos Maloca; contação de história e espaço infantil; oficina de Maraca.

 

Seguem abaixo fotos do evento

 

 

 

Grupep-Arquelogia (adaptado)


PPGCL participa da II Semana Marcas da Memória

 

(18/04/2016) De 8 a 14 de abril, aconteceu a II Semana Marcas da Memória: Direitos Humanos, Justiça de Transição e Anistia, que teve como objetivo ser um espaço para a Universidade e para a comunidade em geral participarem de uma reflexão crítica sobre os regimes de exceção vividos na América do Sul, em especial no Brasil, bem como suas ressonâncias no presente.

 

Direitos Humanos, Justiça de Transição e Anistia

 

O projeto nasce a partir de pesquisas que professores e alunos vem desenvolvendo nesta temática e, agora na sua segunda edição, contou com a parceria da Comissão de Anistia/Ministério da Justiça; do Coletivo Memória, Verdade e Justiça de SC; do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem; dos Programas do Governo Federal PARFOR e PIBID; e dos Cursos de graduação em Relações Internacionais, Direito, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Psicologia e Licenciaturas.

 

Conforme a Professora Camila Tribess (Comissão de Anistia/MJ), que ministrou oficinas pedagógicas “o evento vem se consolidando como um espaço democrático de debate e discussão acadêmica é de essencial importância para trazermos a questão da ditadura, tão pouco discutida nos currículos escolares, para dentro do ambiente acadêmico.”

 

Na segunda-feira (11), o debate se desenvolveu em torno do documentário curta-metragem "Labirinto de Papel", produzido com o apoio da Comissão de Anistia e que retrata as dificuldades de pesquisa sobre o tema da ditadura no contexto do Tocantins. “A presença de estudantes de diversas áreas, de graduação e pós-graduação, também trouxe profundidade para o debate, que correu com respeito e democraticamente”, ressalta Camila.

 

A coordenação do evento esteve a cargo da Profa. Andréia S. Daltoé e do Prof. Fábio J. Rauen, ambos do PPGCL, e da Profa. Carla Marinho Borba, Coordenadora do Curso de Relações Internacionais, contando com a colaboração dos palestrantes: Derlei Catarina de Luca e Marilena Deschamps Silveira, na mesa Testemunho e Memória; Camila Tribess, nas oficinas pedagógicas; Raquel Felau Guisoni e Rogério Santos da Costa, na mesa Marcas da ditadura: Ontem e Hoje; Fábio Fernandes Maia e Andréia da Silva Daltoé, na mesa Comissão da Verdade e Justiça de Transição; Prudente José Silveira Melo, na palestra de encerramento: “As greves contra a Ditadura e o direito à memória, verdade, justiça e reparação pelos trabalhadores”.

 

Para o pesquisador do Grupep Geovan Martins Guimarães, a participação dos acadêmicos da Unisul foi importante para o debate. “O momento é ímpar em nossa história, pois percebemos jovens reproduzindo esse discurso pró-regime militar. Trazer esse debate para meio acadêmico é reafirmar o compromisso da Universidade em educar para garantir a consolidação de nossa Democracia.”

 

A aluna de História Paula Felipe observou: “na minha própria casa, temos o costume de dizer: "Não posso esquecer a identidade, pois não quero morrer como indigente". Isso percebemos ser muito comum na época da ditadura, pois se você não tinha um documento de identidade consigo, você não era alguém, ou se não tivesse carteira de trabalho assinada você era um "vagabundo", e estando na rua poderia estar “tramando” algo. Hoje em dia se você morrer no meio da rua, você não é enterrado numa vala comum, mas isso ainda mostra o medo, que ainda é presente. Nas manifestações de 2013, que minha mãe também falou que gostaria de ir, disse: "Não vou porque não quero levar tiro de bala de borracha". Percebemos ainda esse medo das autoridades, medo de policiais, que por vezes não são preparados para movimentos sociais, o que causa esse medo intrínseco que ainda vive conosco”.

 

Ainda para o aluno Murilo Medeiros, acadêmico do 9º semestre de Relações Internacionais, “Cada reflexão lá levantada vale cada segundo das noites do evento. Isto porque rememorar nosso passado histórico é sempre relevante, principalmente quando tantas variáveis dele parecem se repetir no presente. Estamos em outro contexto histórico muito diferente de 1964 - é certo. Entretanto, a precaução com aquilo que pode suprimir nossos direitos e colocar em cheque nossa liberdade deve ser perene. Assim, os apontamentos levantados no evento tornam-se imprescindíveis tanto do ponto de vista do conhecimento da construção de nossa sociedade e país, quanto das reflexões que nos garantem como verdadeiros cidadãos de um Estado Democrático de Direito. Espero que a Unisul e as outras universidades promovam mais atividades como esta, afinal, qual outro papel da Universidade é mais importante que este, o da promoção da dúvida, da reflexão e do pensamento crítico acerca de nossa vida e sociedade?”.

 

Na foto principal, os professores Fábio Maia e Profa. Andréia da Silva Daltoé sentados e professora Carla Borba em pé ao lado. Nas fotos abaixo, da esquerda para a direita, professores Raquel Felau Guisoni e Rogério Santos da Costa; Prof. Prudente José Silveira Mello, professoras Camila Tribess e Carla Borba; e nas últimas duas fotos o público prestigiando o evento.

 

 

 

PPGCL


Mafalda é objeto de tese

 

(12/04/2016) A doutoranda Silvana Colares Lúcio de Souza defendeu nesta segunda-feira (11) sua tese intitulada: “Os efeitos de sentido da ironia e do humor: uma análise do discurso contestatório nas histórias em quadrinhos da Mafalda”, na Sala 212, Bloco B do Campus Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Os efeitos de sentido da ironia e do humor

 

O estudo teve como objetivo analisar os processos discursivos de produção dos sentidos de ironia e do humor no discurso contestatório, a partir de pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa.

 

Para a pesquisa foram utilizadas amostras das histórias em quadrinhos da Mafalda de Joaquim Salvador Lavado, Quino. Segundo Silvana, “Nas tirinhas o autor, através dos personagens, beneficiou-se da ironia e do humor para exibir diversas questões polêmicas, retratar problemas políticos, sociais e culturais da época, o que produziu discurso contestatório.”

 

Silvana foi aprovada por banca composta pelos professores Dr. Maurício Eugênio Maliska – UNISUL (orientador); Dra. Mariângela Peccioli Galli Joanilho – UEL (avaliadora); Dr. Sandro Braga – UFSC (avaliador); Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (avaliadora); Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora); Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores – UNISUL (suplente).

 

 

PPGCL


Unisul promove II Semana Marcas da Memória

 

(01/04/2016) A II Semana Marcas da Memória é um projeto produzido pela comissão de Anistia do Ministério da Justiça dedicado a memória e os reflexos no presente dos regimes de exceção, vividos na América do sul.

 

Direitos Humanos, Anistia e Justiça de Transição

 

O evento está sendo realizado pela Comissão da Anistia/Ministério da Justiça juntamente com Coletivo Memória, Verdade e Justiça de SC, Parfor, Pibid, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e Cursos de Graduação: Direito, Relações Internacionais, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Psicologia e Licenciaturas.

 

O público alvo do evento é de alunos e professores do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e alunos e professores dos cursos de graduação envolvidos. Entre os palestrantes estará Marilena Deschamps Silveira, psicanalista, membro efetivo da Sogmund Freud Associação Psicanalítica, coordenadora do Clínicas do Testemunho Núcleo SC / Instituto APPOA e SIG.

 

PPGCL


Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva inicia atividades

 

(23/03/2016) O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva, liderado pelo professor Fábio José Rauen, iniciou suas atividades nesta última quarta (23) no prédio da pós-graduação em Tubarão. Na pauta, a apresentação da tese de Andreia da Silva Bez sobre teoria de conciliação de metas e reestruturação cognitiva de crenças intermediárias.

 

Breve histórico do grupo

 

A implantação do “Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva” (GPPC) decorre das atividades sistemáticas do “Grupo de Estudos em Teoria da Relevância” desde 2011, como parte das atividades do Grupo de Pesquisa “Análise do Discurso: Pesquisa e Ensino” (GADIPE) do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul.

 

Neste período, o grupo contou com a participação de docentes e estudantes do programa interessados no desenvolvimento de questões ligadas à pragmática cognitiva, especialmente aquelas vinculadas à teoria da relevância. A partir de 2013, as discussões do Grupo de Pesquisa foram responsáveis pela proposição da “teoria de conciliação de metas” (RAUEN, 2013, 2014) e, desde então, vem sendo responsável pelo desenvolvimento dessa abordagem. A proposição do Grupo decorre do amadurecimento e da qualificação das pesquisas vinculadas.

 

“Trata-se de Grupo interinstitucional (Unisul, IFSC, IFC, Unibave) com vistas ao desenvolvimento de pesquisas qualificadas na área de pragmática cognitiva comprometidas direta ou indiretamente com o desenvolvimento da teoria de conciliação de metas”, esclarece Rauen. “Vamos desenvolver pesquisas em duas linhas, denominadas Pragmática Cognitiva e Ensino de Matemática e Pragmática Cognitiva e Processos Interacionais”, complementa.

 

Filiação

 

O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva (GPPC) está afiliado à linha de pesquisa Texto e Discurso do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul. O Grupo estará vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul e à UnA “Educação, Humanidades e Artes” do Campus de Tubarão da Unisul. Do ponto de vista de sua vinculação externa, o Grupo estará associado à Rede de Pesquisa “Processos interativos: aspectos lógicos, cognitivos e comunicacionais” (PROINT) formada pela PUCRS, UCS, Unisul, UFPR e UEPG, e à Associação Brasileira de Pragmática (ABRAP).

 

Integram a equipe os seguintes pesquisadores: Fábio José Rauen (Unisul), Andreia da Silva Bez (IFC), Bazilício de Andrade Filho (IFSC),    Fátima Hassan Caldeira (Unisul); Gabriela Niero (Unisul), Leila Minatti Andrade (IFSC); Manuela Matias (Unisul), Marleide Coan Cardoso (IFSC); Sandra Vieira (IFC), Suelen Franez Machado Luciano (Unisul/Senac) e Vanessa Cataneo (Unibave).

 

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Reunião do Colegiado planeja ano letivo

 

(10/03/2016) Docentes e colaboradores do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem reuniram-se na última quarta-feira (9) para traçar o planejamento das atividades de 2016. Na pauta, entre outros assuntos, coleta de dados da Capes e o processo seletivo de estudantes de mestrado e doutorado.

 

Encontro produtivo

 

A primeira reunião do Colegiado de 2016, que ocorreu no Campus da Pedra Branca em Palhoça, teve como pauta principal o Relatório 2015 da Capes. Na oportunidade foi possível planejar melhorias e estabelecer metas para o programa.

 

Além disso, o colegiado discutiu casos pontuais sobre o evento Sul Letras e definiu os detalhes do processo seletivo de ingresso de novos estudantes de mestrado e de doutorado.

 

Seleção 2016

 

Inscrições para o processo seletivo de novos estudantes abriram no dia 7 de março e vão até o dia 29 de abril. A seleção ocorre entre os dias 13 e 15 de junho. As aulas começarão no início de agosto em ambos os campi, Tubarão e Palhoça.

 

Nas fotos, flagrantes da reunião.

 

 

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MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

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