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2010


2010: um ano pleno

 

(21/12/2010) Programa encerra atividades de 2010 com 6 novos docentes, 23 dissertações defendidas, aprovação em vários editais de fomento e 8 novas bolsas. Ano de 2011 inicia-se com as primeiras qualificações de projetos de Doutorado.

 

O ano de 2010 foi marcado por profundas mudanças no Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. 6 novos professores passaram a integrar o colegiado. Já em dezembro de 2009, a professora Ramayana Lira de Sousa iniciara a sua contribuição lecionando a disciplina Semiótica. No decorrer do ano, os professores Alessandra Soares Brandão, Dilma Beatriz Rocha Juliano, Heloísa Juncklaus Preis Moraes Maurício Eugênio Maliska e Nádia Maffi Neckel completaram a equipe.

 

“Além da inclusão dos novos professores, que substituíram com qualidade os docentes que se transferiram para as universidades federais, vale dizer que o Programa transformou-se intimamente, uma vez que as linhas de Texto e Discurso foram unificadas”, comenta o professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa. “Em 2011, aguardamos a inclusão da professora Andréia da Silva Daltoé, aprovada no último processo seletivo, voltando a equipe a contar com dezesseis docentes”, ressalta.

 

No ano de 2010, foram defendidas 23 dissertações, mantendo a média histórica de formação de mestres. O Programa finaliza o ano com 50 estudantes de mestrado e 25 estudantes de doutorado, numa razão de 2 alunos de mestrado para cada aluno de doutorado.

 

“A tendência é que essa razão ainda diminua, porque no ano de 2011 serão selecionados novos alunos de doutorado e não há previsão de defesas de tese”, explica Layla Antunes de Oliveira, secretária do Programa.

 

Outro aspecto a ser destacado em 2010 foi a aprovação de uma série de projetos junto aos órgãos de fomento. Junto ao FUMDES, foram aprovadas duas bolsas, uma para o curso de Mestrado e outra para o curso de Doutorado. Na FAPESC foi aprovada uma bolsa para o curso de Doutorado. Numa parceria com o curso de Mestrado em Educação, foi aprovado junto à CAPES uma bolsa para o curso de Doutorado (projeto observatório da educação). No final do ano, 4 bolsas de Doutorado foram obtidas da CAPES através de edital do PROSUP/Cursos Novos. Ao todo, 7 estudantes de Doutorado e 1 estudante de Mestrado obtiveram bolsas por meio desses editais.

 

O Programa também viabilizou junto ao FINEP um projeto para ampliação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica da Universidade do Sul de Santa Catarina na ordem de 890 mil reais.

 

Linguagem em Discurso, além de passar a ser publicada na base Scielo e no novo portal de periódicos da Unisul, obteve no mês de dezembro financiamento na ordem de 10 mil reais do CNPq.

 

“Os resultados de 2010 reforçam nossa convicção no investimento na qualidade de nossos cursos. Não é a toa que os órgãos externos têm reconhecido o valor de nosso trabalho”, comemora o professor Fábio José Rauen.

 

PPGCL


Dissertação aborda o ensino da língua nas séries iniciais

 

(17/12/2010) Sali Hadres defendeu a dissertação intitulada Práticas docentes de ensino da escrita através da produção textual: o texto e o outro no ‘ciclo da infância’” nesta última sexta (17), na sala 212 do Bloco B do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A pesquisa de Sali analisou as práticas docentes de produção de texto nas séries iniciais do ensino fundamental, tendo como foco: a discussão sobre o processo de formação dos usuários da língua escrita a partir do desenvolvimento de práticas pedagógicas com base na produção textual; de que forma esse trabalho é realizado; quais as articulações possíveis entre texto e letramento; e que conhecimentos são construídos pelas crianças quando o texto é foco do trabalho com a língua.

 

De acordo com a estudante, os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de se avançar nas questões referentes ao ensino da língua nas séries iniciais. “A entrada do texto, ainda que com certa regularidade, veio marcada por diversas ausências e lacunas teóricas nas discussões e reflexões, ao longo do processo de formação da professora acompanhada na pesquisa, sobre o que seja linguagem, língua, texto, gêneros textuais e suas articulações possíveis aos conceitos de letramento e alfabetização”, explica

 

A banca de avaliação foi composta pela professora Dra. Maria Marta Furlanetto (UNISUL), como orientadora; pela professora Dra. Nelita Bortolotto (UFSC), como avaliadora externa; e pelo professor Dr. Sandro Braga (UNISUL), como avaliador interno.

 

Edna Mazon


Filmes A Novembrada e Cruz e Souza são temas de dissertação

 

(17/12/2010) O estudante Lucio Flávio Giovanella defendeu a dissertação intitulada “O político nos filmes A Novembrada e Cruz e Sousa, o Poeta do Desterro: uma análise discursiva” no último dia 17, no Cine Pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da UNISUL.

 

A dissertação objetivou investigar a forma como o político está tecido no audiovisual. “O cinema em Santa Catarina é um instrumento de construção da identidade cultural do povo catarinense e a expressão cultural de profunda importância para a sociedade”, comenta o estudante.

 

“Esses filmes A Novembrada e Cruz e Sousa, o poeta do Desterro são exemplares da produção cinematográfica catarinense contemporânea e por meio da análise discursiva pudemos mostrar que não há arte “neutra” e que o político se produz de variadas formas”, explica. “Mostramos, ainda, o modo como a análise do discurso trata um material audiovisual no seu procedimento interpretativo e através dele identificamos o lugar do político nessa materialidade específica que é o filme”, complementa.

 

De acordo com Lucio, ao término da pesquisa, pode-se concluir que o efeito de fechamento do discurso cinematográfico, através da imbricação material, produz um fílmico passível de identidade pelo leitor catarinense.

 

Participaram da banca examinadora da dissertação, as professoras Dra. Solange Maria Leda Gallo, orientadora; Dra. Suzy Maria Lagazzi (UNICAMP), avaliadora externa; e Dra. Nádia régia Maffi Neckel (UNISUL), avaliadora interna.

 

Edna Mazon


Dissertação analisa filme produzido por alunos do ensino fundamental

 

(16/12/2010) “Lendo filmes e o poeminha do contra: o fechamento do cinematográfico na simultaneidade do fílmico” foi o título da dissertação da estudante Mara Lucia Salla defendida nesta última quarta (15) no Estúdio de Cinema do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Segundo Mara, “ler um filme” é buscar, na textura da imagem em movimento, do som e do texto verbal, as relações de sentido propostas e passíveis de interpretação por um “leitor”.

 

“Assim nasceu a ideia do curso ‘Lendo Filmes’, um projeto em que alunos de uma escola tradicional recebem aulas de cinema colocando-os diante de elementos cinematográficos na sua singularidade, como a elaboração de um roteiro, definição de enquadramentos, movimentação de câmera, luz, atuação, montagem e a identificação destes elementos dentro de um filme”, explica Mara.

 

 “O objetivo é que os alunos, ao aprenderem o cinematográfico (as partes), compreendam e ampliem suas possibilidades de leitura dos elementos que compõe um ‘todo’ chamado de fílmico”, elucida. “Eu entrava na sala de aula não no papel de professora, mas no de cineasta que faz filmes e propõe uma discussão com alunos do ensino fundamental, na intenção de revelar as camadas do filme, fazer um caminho inverso ao que fazemos quando vamos ao cinema, sair do todo para as suas partes”, completa.

 

“Malabares – os filhos dos outros”, considerado de difícil leitura, foi o filme escolhido como exemplo da hipótese de leitura proposta.

 

“É por meio da análise do discurso que proponho entender o filme enquanto discurso e apontar seus elementos passíveis de análise, para compreender e explicar por que a leitura de um filme poderá ampliar o olhar do espectador”, esclarece. “Quanto perdemos ao consumir um único tipo de cinema? Não perdemos apenas bons filmes, o mais grave é que nos privamos de ler outros sentidos”, conclui.

 

A banca de avaliação foi composta pelas professoras Dra. Solange Maria Leda Gallo (UNISUL), como orientadora; Dra. Nadja de Carvalho Lamas (UNIVILLE), como avaliadora externa; e pela professora Dra. Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL), como avaliadora interna.

 

Na foto, Mara Lucia Salla aparece com seu filho, Pedro, minutos antes da defesa de dissertação.

 

Edna Mazon


Dissertação analisa o diálogo entre psicanálise, mito e neopragmatismo

 

(15/12/2010) Rosa Domingas Ferreira da Fonseca Finardi, mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, defendeu a dissertação intitulada “Linguagem e sujeito: diálogo entre psicanálise, mito e neopragmatismo” nesta última terça (14) no Cine Pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Segundo a estudante, a pesquisa justifica-se pelo fato de que a linguagem é o veículo que nos confere a saída da condição de aparência humana para uma humanidade real conquistada através da socialização.

 

“A questão norteadora da minha pesquisa foi à relação entre o sujeito e a linguagem na psicanálise de Freud, Lacan e Freire Costa e na filosofia neopragmática de Rorty e Davidson”, explica Rosa.

 

“Tomamos como suportes principais os trabalhos sobre o mito em Lévi-Strauss, as mitologias urbanas de Roland Barthes, os jogos de linguagem em Wittgenstein, perpassando por Peirce e James e a pesquisa clínica realizada por nós na leitura da linguagem dos sujeitos contemporâneos”, complementa.  

 

Na defesa pública, a banca de avaliação foi composta pelo professor Dr. Aldo Litaiff (UNISUL), como orientador; pela professora Dra. Kátia Maheirie (UFSC), como avaliadora externa; e pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska (UNISUL), como avaliador interno.

 

Edna Mazon


Dissertação traz à tona a telenovela A Favorita

 

(13/12/2010) “As estruturas de sentido no horário nobre: análise das personagens Flora e Donatela na telenovela A Favorita sob as perspectivas da classificação das personagens e da semiótica da narrativa” foi o título da dissertação do estudante Mário Abel Bressan Júnior defendida na tarde desta última sexta (10) na Sala 116 no Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

De acordo com o estudante, A Favorita marcou o início do autor João Emanuel Carneiro no horário nobre da emissora e registrou uma maneira diferente de apontar os conflitos e o suspense, envolvendo duas mulheres, uma acusando a outra.

 

“O objetivo do dramaturgo era inquietar o telespectador”, comenta Bressan. “Por apresentar este diferencial, optou-se por esta obra televisiva como objeto de análise, por oferecer elementos consistentes que, desde o início da trama, levaram o telespectador a opinar e escolher a sua personagem favorita, Flora ou Donatela”, complementa.

 

Na pesquisa, Bressan analisou, com base nas classificações das personagens de ficção e na semiótica da narrativa, as estruturas de sentido produzidas pelas personagens Flora e Donatela, da telenovela A Favorita, exibida pela Rede Globo no ano de 2008.

 

Segundo o pesquisador, para dar conta desses objetivos, primeiramente foi identificada nas cenas iniciais da telenovela A Favorita, as primeiras leituras dos significados das personagens Flora e Donatela. Em seguida, foram comparados dois momentos da narrativa: o antes e o durante/depois da revelação da assassina, a fim de verificar a caracterização das personagens Flora e Donatela, de acordo com algumas classificações das personagens de ficção. Além disso, foram comparados dois momentos da narrativa: o antes e o durante/depois da revelação da assassina, com a finalidade de aplicar a semiótica da narrativa às personagens Flora e Donatela.

 

“Com a análise, compreendeu-se que Flora poderia gerar o sentido de que ela estava falando a verdade, tornando-se, assim, a ‘favorita’ do público. Donatela sempre demonstrou medo com a saída de Flora da prisão, mostrava-se angustiada, nervosa e autoritária. Flora, ao contrário, permanecia com o olhar de sofrimento, calma, lutando para provar a sua inocência, expressando o drama de sua vida, compartilhando isto com o público. Flora por ser uma personagem esférica (redonda) convenceu mais pelo trágico, conforme observado por Foster”, conclui o estudante.

 

Participaram da avaliação do trabalho, além da professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (orientadora), os professores Dr. Alexandre Rocha da Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), como avaliador externo, e Dra. Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL), avaliadora interna. Colaborou como suplente a professora Dra. Ramayana Lira de Sousa (UNISUL).

 

PPGCL


Literatura é tema de conferência

 

(09/12/2010) O professor Jorge Hoffmann Wolff, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresentou conferência intitulada “Literatura não é documento? Sobre Ana Cristina César e Flora Süssekind”, nesta última terça (07), no Cine pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Na palestra o professor destacou o atual momento da literatura. “Em um momento histórico em que a autonomia do campo da literatura deixou de existir, e em que os pilares da chamada modernidade (as certezas iluministas) sofreram um irresistível abalo, é necessário visitar certos arquivos da literatura e da crítica literárias modernas do Brasil”, comenta.

 

“O ponto de partida é a noção de documento conforme a linhagem historiográfica de Jacques LeGoff, questionadora tanto de monumentos quanto de documentos, fundamentando suas variantes narrativas e críticas na cultura brasileira desde o século XIX – sobretudo os chamados “surtos naturalistas”, como denomina Flora Süssekind, que em Tal Brasil, qual romance? investiga e problematiza uma “ideologia estética”, ou os “surtos de cultura”, nos termos bastante similares de Ana Cristina César, que em Literatura não é documento relaciona literatura e cinema segundo um parti-pris claro deste título”, explica o professor. 

 

Wolff possui graduação em Filosofia (1993), mestrado em Teoria Literária (1997) e doutorado em Teoria Literária (2002) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Foi professor dos cursos de Graduação em Letras e Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) até 2010, quando se transferiu para a Universidade Federal de Santa Catarina, onde é professor adjunto de Literatura Brasileira. Especialista em Teoria Literária e Literatura Brasileira, Wolff tem pesquisado temas como crítica cultural, crítica literária e teoria da modernidade.

 

Além de proferir conferência, Jorge Hoffmann Wolff participou da Banca de defesa de dissertação da estudante Marta Bergamin.

 

Edna Mazon


Romance de Domingos Olímpio é tema de dissertação 

 

(09/12/2010) “Luzia-Homem Só Lâmina: uma leitura do romance de Domingos Olímpio (1903)” foie foi o tema da dissertação de mestrado da estudante Marta Bergamin defendida nesta última terça (07) no Cine Pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A pesquisa de Marta teve por objetivo demonstrar ao leitor que existem outras formas de ler um texto da segunda metade do século XIX. “Assim, a tarefa básica foi a leitura e compreensão dos diferentes pensamentos acerca do naturalismo e, consequentemente, do romance de Domingos Olímpio”, explica.

 

“O romance apresenta um tema simples e do cotidiano de pessoas comuns. Consegue passar para o leitor a sensação de vida. Demonstra a maneira de viver e sentir de pessoas que fazem parte do cotidiano de um grupo de trabalhadores da construção de um presídio, e das pessoas que convivem com esses trabalhadores. Todos são sobreviventes da seca que assola a região Nordeste do Brasil”, comenta a estudante.

 

“Em alguns pontos o livro conserva o romantismo, como por exemplo, quando se trata da romancista Luzia, uma donzela que não possui o respeito e admiração pelos demais personagens, não usa vestimentas de homem nem a determinação e a coragem de enfrentar pessoas e situações como são os estereótipos das donzelas guerreiras”, complementa.

 

Participaram da avaliação do trabalho, além do professor Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos (orientador), os professores Dr. Jorge Hoffmann Wolff, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), como avaliador externo, e Dr. Fernando Simão Vugman (Unisul), avaliador interno. Colaborou como suplente a professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano (Unisul).

 

Edna Mazon


Doce amigo secreto

 

(08/12/2010) Estudantes e docentes do Campus de Pedra Branca realizaram nessa última terça-feira (07) uma pequena confraternização de final de ano. Na ocasião foi realizado sorteio do amigo secreto e feita a revelação no mesmo instante. O presente: chocolate.

 

Confraternização. Nenhuma palavra define tão bem esse sentimento que toma conta das pessoas quando se aproximam as festas de final de ano. É tempo de reunir-se com a família, os amigos e entes queridos.

 

E foi nesse espírito que os estudantes e professores do programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem reuniram-se no intervalo de almoço da última terça-feira (07). Houve sorteio e imediata revelação do amigo secreto doce.

 

“Estes são os últimos dias de aula em que estaremos todos juntos. No próximo ano o foco será o projeto e a dissertação, não havendo tantos encontros de toda a turma”, comenta Walterson, mestrando da turma 2010 e principal organizador da confraternização.

 

Na foto, estudantes e professores do PPGCL do Campus de Pedra Branca após a revelação do amigo secreto doce.

 

Edna Mazon


Conferência discute a Memória da Língua

 

(07/12/2010) “Memória da Língua” foi o tema da conferência da professora Dra. Maria Onice Payer (UNICAMP), realizada nesta última segunda (6) na sala 211 do Bloco B, do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina. Na conferência, a professora apresentou os pressupostos teóricos e aspectos metodológicos que dão base para as análises sobre a memória da língua.

 

Maria Onice publicou o livro “Memória da Língua – Imigração e nacionalidade”, originado da tese de Doutorado em Lingüística defendida no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP.

 

“O trabalho se detém sobre o processo de constituição e o funcionamento da memória discursiva inscrita na produção de linguagem de sujeitos provenientes da imigração de trabalhadores italianos para o Brasil no momento inicial da instauração da república no país”, explica.

 

 “Tomando a língua dos imigrantes como ponto central, faz-se um estudo histórico sobre o estatuto do sujeito imigrante, de suas línguas e das condições que promovem a interdição dessas línguas”, esclarece. “As línguas estrangeiras introduzidas no Brasil pelos imigrantes, dada a especificidade da materialidade que constitui uma língua, ao mesmo tempo em que configuravam a memória e a base de identificação dos sujeitos imigrantes em seu novo espaço sociohistórico, também os configuravam /expunham como “não-nacionais”, enquanto sujeitos a se inscreverem na nova sociedade nacional que se formava e que tinham sido chamados a compor”, complementa.

 

A pesquisadora orienta pesquisas nas áreas de linguagem e ensino e Análise de Discurso. Seu trabalho tem se especializado na área de Lingüística, sempre com ênfase nos temas de Análise de Discurso. Entre suas atuações destacam-se trabalhos sobre: língua e memória da imigração, leitura e escrita; ensino de língua materna e a língua nacional, mídia e sujeito contemporâneo.

 

Maria Onice possui Mestrado e Doutorado em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É Professora Titular da Universidade do Vale do Sapucaí, onde coordena a pesquisa na área de Ciências Humanas. É autora dos livros: Memória da Língua. Imigração e Nacionalidade (Ed. Escuta, São Paulo) e Educação Popular e Linguagem. Reprodução, confrontos e deslocamentos de sentidos (Ed. Unicamp, Campinas).

 

Edna Mazon


Língua de imigrantes: a língua polonesa na região Sul

 

(07/12/2010) A estudante Myrna Estela Mendes Maciel defendeu dissertação intitulada “Língua de imigrantes: a língua polonesa na região Sul”, nesta última segunda (6), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A pesquisa da estudante teve como objetivo estudar a língua polonesa falada em duas comunidades catarinenses – Comunidade de Treze de Maio Alto e Comunidade Benjamin Constant – localizadas no interior de Blumenau, na divisa com Massaranduba.

 

“Buscamos compreender como a língua é usada na escola, na comunidade e nos eventos, relacionando-a com processos históricos da imigração polonesa na Região Sul”, explica. “Realizamos entrevistas e aplicamos questionários, buscando compreender como o silêncio, a memória e a língua são constituídos”, complementa.   

 

Para Myrna, a língua é uma força unificadora e representante de uma nação, que tem o poder de mudar e transformar uma sociedade. “Apresentamos os diferentes modos de uso da língua nos diferentes contextos em que ela se manifesta circula”, comenta. “O recorte proposto nos levou a abordar aspectos da relação entre língua e identidade no processo de imigração no Brasil”, completa.

 

A banca de avaliação foi composta pela professora Dra. Rosângela Morello (UNISUL), como orientadora; pela professora Dra. Maria Onice Payer (UNICAMP), como avaliadora externa; e pela professora Dra. Maria Marta Furlatetto (UNISUL), avaliadora interna.

 

Edna Mazon


Arte e cultura em debate

 

(02/12/2010) Com o objetivo de falar da relação entre arte e cultura, a Universidade da Região de Joinville (Univille), a Universidade do Contestado (UNC) e a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) realizaram o III Seminário Integrado e Interinstitucional Capes/Minc – Arte e Cultura, nos dias 25 e 26 últimos, no Bloco A da Univille.

 

O seminário é resultado de um projeto interdisciplinar das três universidades, que foi inscrito no Ministério da Cultura e que visa refletir sobre temas comuns a cursos de mestrado das instituições. O período de realização do projeto é de dois anos e esse é o último encontro de 2010 – primeiro ano de realização do projeto.

 

“No ano que vem, haverá mais três seminários e acreditamos que com o evento estaremos deslanchando as discussões sobre arte e cultura”, diz a professora Dra. Nadja de Carvalho Lamas, componente do projeto e professora da Univille.

 

Com exibição de filmes, apresentação de trabalhos do mestrado da Univille, debates e mesas-redondas, a iniciativa foi gratuita e aberta ao público.

 

A partir desse seminário, os envolvidos pretendem discutir a relação da arte e da cultura e como as políticas culturais de cidades como Araquari, Barra do Sul, Garuva, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Itapoá, Joinville, Schroeder e São Francisco do Sul pensam suas políticas públicas culturais relacionadas com a arte. Isso será feito durante o 1° Fórum com Gestores Culturais destas cidades.

 

“Política cultural é um assunto muito abrangente e toda manifestação humana é cultural, mas a arte tem uma especificidade. Mesmo sendo cultura, ela trabalha, antes de qualquer coisa, com as produções artísticas e implica em uma investigação. É isso que deve ser discutido”, diz Nadja, reforçando que a importância do seminário é discutir estes temas.

 

CLIC RBS (Adaptado)


Dissertação aborda a recepção leitora de Dom Quixote das crianças

 

(02/12/2010) “A recepção leitora de Dom Quixote das crianças: da prosa às histórias em quadrinhos” foi o título da dissertação da estudante Fernanda Maccari Guollo defendida na tarde da última terça (30) na Sala 104 do Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

De acordo com a estudante, sua pesquisa justifica-se pelo fato de que em pleno século XXI, algumas crianças apresentam déficits na compreensão textual do que leem, muitas vezes devido aos gêneros textuais disponibilizados para a leitura, fato que as desmotivam. “Infelizmente, a carência interpretativa das crianças pode ser constatada, de modo empírico pelos professores no decorrer do ano letivo com atividades interpretativas de caráter básico”, elucida. “Devido ao não entendimento do texto em prosa, há a necessidade de procurar novas direções e recursos que contribuam para o desenvolvimento interpretativo dos jovens leitores”, complementa.

 

A pesquisa de Fernanda tinha como principal objetivo o de verificar a recepção leitora de Dom Quixote das crianças em prosa e em HQs para averiguar qual suporte propicia incentivo à leitura.

 

Segundo a estudante, a Estética da Recepção foi o instrumento que alicerçou a fundamentação teórica e guiou a análise prática da pesquisa. “A Estética da Recepção, está fundamentada nos conceitos de recepção, no horizonte de expectativas, na distância estética e na lógica da pergunta e da reposta, a fim de compreender o processo da recepção do título em questão partindo do ponto base: o leitor”, explica.

 

De acordo com a pesquisadora, ao término da pesquisa, pode-se concluir, dentre outras coisas, que a recepção leitora de ambos os livros não se altera pela ordem da leitura; referente ao texto em prosa: a essência da narrativa foi compreendida, mas as particularidades que permeavam o enredo não, desencadeando um distanciamento estético entre obra e leitor; embora fizessem uso do jogo lógico de perguntas e respostas, poucas foram esclarecidas na leitura por eles realizadas.

 

Participaram da avaliação do trabalho, além da professora Dra. Heloísa Juncklaus Preis Moraes (orientadora), os professores Dr. Gladir da Silva Cabral, UNESC, como avaliador externo, e Dra. Jussara Bittencourt de Sá, UNISUL, avaliadora interna. Colaborou como suplente a professora Dra. Alessandra Soares Brandão, UNISUL.

 

Na foto principal, um flagrante da defesa pública de dissertação.

 

PPGCL


Editora registra discussões sobre literatura 

 

(29/11/2010) A Editora Unisul realizou nesta quinta-feira, 25 de novembro, uma noite de autógrafos com as autoras do livro “Literatura Infantil e Juvenil: leituras, análises e reflexões” Eliane Debus, Chirley Domingues e Dilma Juliano. O lançamento ocorreu na livraria Saraiva MegaStore, no Shopping Iguatemi, em Florianópolis e contou com a presença de linguistas e educadores da área.

 

“Literatura Infantil e Juvenil” consiste em 11 artigos sobre o tema. Trata-se de análises e reflexões que decorreram de um seminário de literatura realizado na Unisul em 2009.

 

Eliane Debus tem várias obras publicadas e garante que um lançamento é sempre uma grande emoção. “A gente sempre gosta dos filhos que gera e este livro provavelmente vai contribuir muito para a área, porque ele traz discussões pertinentes da literatura infantil contemporânea e algumas questões super importantes como a ilustração em livro infantil”.

 

A professora Anelise Zimermann, UDESC, publicou um artigo sobre ilustrações. “Temos um grupo de pesquisa e já publicamos alguns artigos sobre o assunto. Nesse livro, falo sobre a ilustração nos livros infantis e a relação com o universo da criança”.

 

“Em primeiro lugar é um prazer poder dividir um pouco do nosso conhecimento em literatura infantil com todas as pessoas aqui de Florianópolis e como nossos pares, os professores, alunos e estudiosos da área”, comenta Chirley Domingues. “Todos os artigos são importantes, resultado do nosso seminário que começou bem tímido e hoje é nacional com a próxima edição prevista para 2011. No livro, um dos meus artigos é uma análise sobre Monteiro Lobato”, complementa.

 

A professora Dilma Juliano afirma que o 4° Seminário de Literatura Infantil e Juvenil de Santa Catarina está materializado nesta obra. “Os seminários anteriores foram realizados por duas vezes na Unisul e outra no Instituto Estadual de Educação. A cada dois anos são reunidos autores de literatura infantil, críticos, ilustradores, professores e alunos. São oferecidas oficinas e palestras, entre outras atividades. Já estamos planejando o seminário de 2011, visto que o evento tem sido referência no Brasil”.

 

Outra pesquisadora que publicou artigo na obra é Maria Salete de Souza. “A mesa da qual participei tratava de algumas questões da literatura e eu escolhi falar sobre o divertimento do leitor. Nesse sentido, a minha temática está com o título ‘É preciso que o leitor se divirta’. Na verdade, eu pego isso emprestado de Ítalo Calvino. Dessa forma, explorei o livro de Bartolomeu Campos de Queiroz ‘Sei por Ouvir Dizer’ e apliquei toda esta discussão”.

 

Na foto, em pé estão às colaboradoras da obra Maria Salete de Souza e Anelise Zimermann. Sentadas Eliane Debus, Chirley Domingues e Dilma Juliano, organizadoras do livro.

 

SIC/Unisul (Adaptado)


III Seminário Integrado e Interinstitucional tem início em Joinville

 

(25/11/2010) O III Seminário do projeto “As relações culturais e artísticas e a preservação de patrimônio material e imaterial implicados no desenvolvimento regional de Canoinhas, Florianópolis, Tubarão e Joinville”, patrocinado pela CAPES/MINC, tem início nesta quinta (25), na cidade de Joinville/SC.

 

O evento reunirá professores e alunos de três universidades de Santa Catarina: a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), a Universidade do Contestado (UnC) e a Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE).

 

Do Programa de Pós Graduação em Ciências da Linguagem participam as professoras Solange Maria Leda Gallo e Nádia Régia Maffi Neckel, bem como os estudantes Alinne Perone Auzier de Andrade, Lucio Flávio Giovanella, Jorge Alexandre Lucas e Regina Aparecida Milléo de Paula. A professora Giovanna Benedetto Flores, da UNISUL, também participará do Seminário.

 

Para acessar a programação completa, clique aqui.

 

PPGCL


Livraria Saraiva lança livro ‘Literatura Infantil e Juvenil’

 

(24/11/2010) As professoras Eliane Debus, Chirley Domingues e Dilma Juliano lançarão o livro ‘Literatura Infantil e Juvenil: leituras, análises e reflexões’, nesta quinta-feira (25), às 19 horas, na livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, Florianópolis.

 

Um pouco sobre o livro

 

O livro ‘Literatura Infantil e Juvenil: leituras, análises e reflexões’, que faz parte da Coleção Linguagens do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, materializa o trabalho de reflexão e debate ocorridos 4º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil de Santa Catarina, ocorrido em 2009, na UNISUL.

 

Os textos reverberam uma jornada de trabalho que reuniu, não só acadêmicos, mas pessoas interessadas em discutir os caminhos da produção literária dedicada às crianças e jovens, desde as suas ilustrações, suas apropriações didáticas até sua participação na formação de leitores e de sujeitos mais imaginativos e críticos.

 

Os objetivos propostos para o evento atingem, com essa publicação, sua última proposição, a saber: propiciou-se a discussão teórica e aplicada à pesquisa em literatura infantil e juvenil, divulgando estudos que contribuem para a releitura de diferentes enfoques e abordagens sobre esse objeto de pesquisa; e aproximou-se o professor-leitor, e leitores em geral, de escritores e de suas produções literárias, aproximação essa que se efetivou com a presença de escritores do Estado, e também de outras regiões do país, não só no 4º Seminário, mas também no livro.

 

Sabe-se que a literatura produzida para crianças e jovens no Brasil é reconhecida internacionalmente, e é sobre essa relevância de produção, de público e de crítica que se debruça o livro que será lançado nessa quinta (25) no circuito comercial.

 

PPGCL


Professora Jussara Sá ministrou conferência em Sergipe

 

(24/11/2010) A professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá ministrou a conferência “Literatura, música e mídia” na abertura do I Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura (ENILL), que ocorreu entre os dias 17 e 19 últimos, no Campus de Itabaiana da Universidade Federal de Sergipe.

 

“Durante minha conferência procurei evidenciar a importância da linguagem, focalizando a linguagem das artes, na construção e representação de nossa humanidade”, comenta Jussara. “Destaquei a literatura e seu diálogo com outras artes, em especial, com a música, sublinhando também o lugar que a mídia pode ocupar como promovedora das artes e da leitura”, complementa.

 

Segundo a professora, a exposição de suas pesquisas e/ou orientações contribuiu para elucidar o tema apresentado. “A apresentação de pesquisas efetuadas e/ou orientadas por mim contribuiu para ilustrar as reflexões sobre o tema e, além disso, foram muito bem recebidas pelo público presente”, complementa.

 

No evento, a professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá lançou dois livros de sua autoria: ‘A nação em cena: Brasil, teatro, século XIX’ e ‘Cazuza no vídeo O tempo não pára’.

 

O ENILL teve como objetivo fortalecer o diálogo sobre a leitura interdisciplinar entre a comunidade acadêmica, os pesquisadores em linguagem das diversas áreas do saber, e os diversos atores envolvidos no processo educacional, bem como estimular a divulgação da produção dos trabalhos de iniciação científica e de conclusão de curso dos alunos da Universidade Federal de Sergipe.

 

“O I ENILL foi um evento muito bem organizado com espaços e oportunidades para a interação e integração de acadêmicos, professores pesquisadores de diferentes regiões do Brasil”, elogia Jussara.

 

Na foto, professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá (de preto), professora Dra. Mariléia Silva dos Reis (de azul), professora Simone Netto (de vermelho) e professora Edna Mathias (de nude) posam com participantes do evento.

 

Suelen Francez Machado


Emoção no lançamento do livro Nação em Cena

 

(16/11/2010) Doutora Jussara Bittencourt de Sá lançou o livro “Nação em Cena, Brasil, teatro, século XIX” na noite desta última quinta-feira (11), no Espaço Integrado de Artes, Campus Universitário da Unisul de Tubarão.

 

A obra é voltada para o Brasil e o teatro do século XIX

 

“No final do ano 2000, encontrei num canto de uma biblioteca uns livros bem desgastados. Como aprecio livros antigos, resolvi começar a ler um deles. De repente, percebi que os tais livros antigos tratavam-se de peças teatrais de autores como Machado de Assis, José de Alencar, França Júnior, Joaquim Manoel de Macedo, Gonçalves Dias, Visconde de Taunay e outros”, afirma a autora. “O curioso para mim, naquele momento, foi constatar que desconhecia a produção teatral desses romancistas tão lidos e estudados por nós”, confessa.

 

Jussara comenta ainda que em 2001 deu início a uma trajetória que seria percorrida por muita leitura, aulas, pesquisas, escrituras, que iria absorver muitas noites, finais de semana, férias. “Como resultado desse percurso, consegui obter meu doutoramento em 26 de setembro de 2005, e, em especial, escrever a obra que hoje compartilho com os leitores neste evento”.

 

Emocionada, a professora do curso de Letras Maria Felomena Souza Espindola ressalta a importância do lançamento desta obra para Unisul e para Tubarão. “A Jussara foi minha aluna e é uma amiga que admiro muito. Inteligente, dedicada, boa mãe, uma ótima professora que dedica horas do seu dia para ser educadora. É comovente poder estar participando deste momento”.

 

Miryan Maier Nunes, presidente da Academia Tubaronense de Letras, diz que é extremamente graficamente participar deste lançamento. “É um grande momento porque é mais uma obra lançada no mundo das letras, eternizando assim escritores da nossa terra”.

 

“A Jussara e a Academia estão de parabéns. Esperamos que outras obras sejam lançadas por escritores de Tubarão, essa iniciativa só vem engrandecer a cultura do município”, enfatiza a secretária de educação de Tubarão, Rosimeri da Cunha Galvani.

 

Síntese da obra:

 

Esta obra apresenta uma análise das concepções de nação e de nacionalidade em peças do teatro brasileiro, circunscritas à segunda metade do século XIX. Em confronto/diálogo com a cena brasileira, percebe-se a representação do estrangeiro, seja do que vem para cá como imigrante. Pode-se avaliar como os dramaturgos procuram a presença do “outro” para refletir sobre a representação da própria nação. A presença de estrangeiros em confronto, conflito, negociações com o elemento nacional, visto em suas diferentes dimensões de classe, constitui-se, nesse sentido, em chave essencial para a compreensão do imaginário sobre a nação que as peças teatrais do século XIX colocam em cena.

 

Conheça a autora:

 

Jussara Bittencourt de Sá nasceu em Tubarão, é mestra e doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, especialista em Letras e graduada pela Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul. Foi secretária municipal da Educação, Cultura e Esportes, em Tubarão, pela Secretaria de Estado da Educação/SC. Faz parte da Academia Tubaronense de Letras, ocupando a cadeira de número 4. Professora da rede pública, atua na área de projetos educacionais e culturais. É professora da Unisul, no programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e nos cursos de Letras e Comunicação Social.

 

 SIC/Unisul (Adaptado)


Tom descontraído marca Seminário com Maicon Tenfen

 

(11/11/2010) Alunos e docentes de graduação e de pós-graduação da Unisul participaram do Seminário “A Galeria Wilson - Do Sonho à Realidade” com o escritor, colunista e professor universitário Maicon Tenfen, da FURB. O evento aconteceu na Sala de Treinamento do Campus de Tubarão da Unisul às 19 horas e 30 minutos desta quarta (10).

 

“Galeria Wilson” é o mais novo livro de romance de Maicon Tenfen e foi o mote para uma conversa descontraída com estudantes e docentes da Unisul sobre o fazer literário e o ato de ler e de escrever.

 

Filho de agricultores, nascido em Ituporanga, Tenfen falou do orgulho de sua formação humanística e passeou por sua produção literária, destacando, dentre seus doze livros, “Entre a Brisa e a Madrugada”, de 1996, sua primeira produção, e “Um cadáver na banheira”, de 1997.

 

Para Tenfen, a inspiração para suas obras provém de três fontes: da experiência, da leitura e da pesquisa e da criatividade. Para ele, o ato de escrever é um ato de vontade. “Você deve começar”, argumenta. “Depois é continuar a escrever, sem pensar em ninguém, somente no texto”.

 

O escritor também destacou sua produção de crônicas em jornais. Tenfen é colunista semanal do “Diário Catarinense” e diário do “Jornal de Santa Catarina”. “É uma produção interessante, porque você escreve simultaneamente como artista e jornalista”, diz. Para o autor, a escrita no jornal é um exercício especial porque se trata de textos leves que precisam captar a atenção descontraída dos leitores de jornais.

 

Perguntado como lida com a crítica, Tenfen emenda: “Todo mundo que escreve deveria ter uma coluna no jornal por pelo menos seis meses para aprender a lidar com as críticas com a devida humildade”. “A crítica em geral tem sido generosa com meu trabalho, embora, às vezes, eu penso que o crítico leu outro livro. Nada mais natural, porque do ponto de vista da estética da recepção cada leitura é legítima em si mesmo. O verdadeiro dono do texto é o leitor”, explica.

 

Maicon Tenfen possui graduação em Letras (1998) pela Fundação Universidade Regional de Blumenau, mestrado em Literatura Brasileira (2002) e doutorado em Teoria Literária (2006) pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professor titular da Fundação Universidade Regional de Blumenau. Na oportunidade, Tenfen participou da defesa de dissertação “Considerações sobre alucinação no jogo eletrônico ‘Silent Hill 2’ da plataforma PC num viés semiótico-psicanalítico”, de Daniel do Amaral Denardi, orientado pela professora Jussara Bittencourt de Sá.

 

PPGCL


Dissertação discute a alucinação no jogo eletrônico ‘Silent Hill 2’

 

(11/11/2010) Daniel do Amaral Denardi, mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, defendeu a dissertação intitulada “Considerações sobre alucinação no jogo eletrônico ‘Silent Hill 2’ da plataforma PC num viés semiótico-psicanalítico” nesta última quarta (10) na Sala de Treinamento no Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Segundo o estudante, a pesquisa justifica-se pelo fato de que o videogame é uma manifestação cultural da atualidade; pela ausência de estudos na área, que utilizem o videogame como objeto de estudo; e pelas peculiaridades dos games em comparação a outros gêneros.

 

“A minha pesquisa teve como objetivo postular a representação da alucinação no game ‘Silent Hill 2’, de uma plataforma e gênero específicos com base principalmente nas articulações que o enredo e o personagem do game permitem”, explica. “Para alcançar este objetivo foi necessário estabelecer uma base teórica específica para games, que considere suas especificidades, e isto foi feito tendo como referência as teorias já existentes do cinema e literatura, o que permitiu observação a estruturação de um game; tendo esta estruturação, passou-se a utilizar esta base teórica para descrever elementos do game ‘Silent Hill 2’ que permitissem ilustrar aspectos característicos da alucinação psicanalista”, complementa.

 

Na apresentação, Denardi expôs, dentre outras questões, a estrutura narrativa gâmica. “O videogame possui elementos próximos da literatura e do cinema (como personagens, foco narrativo, tempo, espaço e enredo), além de componentes de outras mídias como os jogos de tabuleiro e as HQs”, elucida.

 

A banca de avaliação foi composta pela professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá (UNISUL), como orientadora; pelo professor Dr. Maicon Tenfen (FURB), como avaliador externo; e pela professora Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL), avaliadora interna.

 

O professor Dr. Maicon Tenfen ministrou na noite desta última quarta (10) a conferência intitulada “A Galeria Wilson - Do Sonho à Realidade”.

 

Suelen Francez Machado


Livro “Nação em cena” será lançado em Tubarão 

 

(10/10/2010) Obra da doutora Jussara Bittencourt de Sá, que é voltada para o Brasil e o teatro do século XIX, será lançada esta quinta (11), às 20 horas, no Auditório do Centro Integrado de Artes do Campus de Tubarão da Unisul.

 

“Comecei a estudar a história do teatro e fazendo a minha leitura, analisei mais de dezoito peças e percebi que em muitas delas apareciam a presença do estrangeiro e do imigrante, em uma época que a literatura tinha um movimento romântico que procurava e pregava a identidade nacional. Isso me levou a investigar e a refletir o porquê, de que na poesia e no romance se presa pela identidade nacional e no teatro tem a presença do estrangeiro, parecia que o teatro estava deslocado do contexto”, explica a autora, Jussara Bittencourt de Sá, ao revelar aspectos da obra.

 

Segundo a escritora o livro surgiu de uma adaptação da tese de doutorado realizada por ela. “Uma adaptação, porque a linguagem de uma tese é um pouco mais pesada, tem informações teóricas, por isso eu tentei adequar, tornando a leitura mais leve”.

 

Para a doutora é muito satisfatório concluir a obra e ver o resultado de praticamente quatro anos de estudo e dedicação. Segundo ela, obras marcaram o desenvolvimento do livro. “Duas obras antigas e raras que tive o prazer de ganhar e analisar, ‘Sangue Limpo’ de Paulo Eiró e ‘Amelia Smith’ de Visconde de Taunay, às quais cuidei de reescrever, em meu livro, com o mesmo português da época”.

 

Jussara, também é autora do livro “Cazuza no vídeo o tempo não pára”, é professora da Unisul, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, nos cursos de Letras e Comunicação Social, faz parte da Academia Tubaronense de Letras e participa com contos e poemas em coletâneas, além de organizar outras obras.

 

De acordo com a autora a expectativa quanto ao lançamento do segundo livro dela é grande, e espera poder contar com a presença da comunidade acadêmica e tubaronense no dia do lançamento da obra, que apresenta uma análise das concepções de nação e de nacionalidade em peças do teatro brasileiro, circunscritas na segunda metade do século XIX.

 

SIC/Unisul (Adaptado)


Espaço Unisul/Virtual de aprendizagem é discutido em dissertação

 

(08/11/2010) “Análise discursiva dos comentários postados na ferramenta Fórum da disciplina leitura e produção textual no espaço Unisul/Virtual de aprendizagem” foi o título da dissertação da estudante Simone Atayde Floriano da Silva defendida na noite desta última quinta (4) na Sala de Treinamento no Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Segundo a estudante, a pesquisa buscou analisar, baseando-se nos dispositivos teóricos e analíticos da Análise do Discurso de corrente francesa, os discursos a partir dos comentários postados na ferramenta Fórum no Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA), a fim de verificar qual prática discursiva se instaura nesse processo enunciativo.

 

“Esta pesquisa baseou-se na modalidade do Ensino a Distância (EaD) e foi pautada na UnisulVirtual com ênfase no Espaço Virtual de Aprendizagem (EVA), especificamente na ferramenta Fórum na disciplina de Leitura e Produção Textual”, explica.

 

Para Simone, o ponto de partida teórico da análise estava fundamentado na formulação de Orlandi (2003), que propõe a constituição do discurso pedagógico em que predomina o discurso autoritário.

 

“O fato de que na ferramenta Fórum os participantes estão permeados de múltiplos processos interativos, permitiu-nos pensar que há um deslizamento com referência ao discurso pedagógico (monofônico e de sentido restrito), o que produz um funcionamento do discurso pedagógico menos centrado no discurso autoritário, além de favorecer a instauração do discurso polêmico”, elucida.

 

De acordo com a pesquisadora, foram contemplados nos enunciados à identificação do sujeito acadêmico.

 

“A análise voltou-se à compreensão da relação subjetividade/sujeito/discurso que nos consentiu ver como o sujeito-acadêmico na ferramenta fórum é constituído por vários outros”, comenta. “A partir das posições do sujeito-acadêmico se verifica o funcionamento discursivo no Fórum, sob um viés em que os efeitos de sentidos são atualizados constantemente na prática discursiva no EVA. Desse modo, a produção e circulação de discurso apontam que no Fórum o conhecimento não é tomado como ‘produto’, mas como ‘processo’, sendo o aluno o próprio gerenciador do saber”, conclui.

 

Participaram da banca de avaliação, além do professor Dr. Sandro Braga (orientador); as professoras Dra. Silvia Inês Coneglian Carrilho de Vasconcelos (UFSC), como avaliadora externa; e Dra. Maria Marta Furlanetto (UNISUL), avaliadora interna. Colaborou com suplente o professor Dr. Maurício Eugênio Maliska (UNISUL).

 

Suelen Francez Machado

 


Cartografias dos territórios discursivos é tema de conferência

 

(08/11/2010) “Cartografias dos territórios discursivos” foi o tema da conferência da professora Dra. Silvia Inês Coneglian Carrilho de Vasconcelos (UFSC), realizada nesta última quinta (4) na Sala de Treinamento no Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Na conferência, a professora apresentou possibilidades de pesquisas tendo o discurso como objeto.

 

“O ponto de partida para ter uma produção significativa é concentrar suas pesquisas em um único tema, ou seja, criar uma única e grande pergunta a ser respondida”, comenta. “Há muitos assuntos a serem pesquisados, por exemplo: discursos circulados na sala de aula; análise de quem enuncia na redação de jornal ou agência publicitária; língua estrangeira de sinais; violência no humor; análise do discurso sexual, dentre outros”, sugere.

 

“Através de uma linguagem acessível, a professora Silvia reforçou a importância para todo pesquisador que é ter uma pergunta de investigação. O interessante, na fala de professora, foi o fato de ter ressaltado que essa pergunta pode ser uma só. Por isso a importância de boa questão de pesquisa que pode conduzir toda uma vida acadêmica. Dentre os grandes pesquisadores citou Jean Piaget e sua pergunta norteadora: Como uma criança aprende?”, comenta o professor Dr. Sandro Braga.

 

Silvia Vasconcelos é graduada em Letras pela Universidade Paulista (1976), mestre em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1980), doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela referida instituição (1992) e pós-doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2001). Suas pesquisam tem ensejado a Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente com discurso, mídia, ensino, língua portuguesa como língua materna e língua estrangeira.

 

Na Unisul, a professora participou como avaliadora externa da banca da dissertação de Simone Atayde Floriano da Silva, intitulada “Análise discursiva dos comentários postados na ferramenta Fórum da disciplina leitura e produção textual no espaço Unisul/Virtual de aprendizagem”.

 

Suelen Francez Machado


Professor Fábio Rauen participa de discussões sobre linguagem e cognição

(01/11/2010) O professor Fábio José Rauen participou da V Conferência Linguística e Cognição: Mentes em Interação, entre os dias 28 e 30 de outubro de 2010 no Hotel Engenho Eco Park em Florianópolis.

“Já no primeiro dia do evento (quinta, 28), apresentei minha comunicação, intitulada: ‘Relevance and Genre: Theoretical and Conceptual Interfaces’ (Relevância e Gênero: interfaces teóricas e conceptuais)”, comenta Rauen.

 

“Nesse trabalho, argumentei que é possível que os estudos de gêneros textuais e os estudos sobre teoria da relevância se beneficiem mutuamente, porque há uma interface produtiva entre essas linhas de investigação. Se, por um lado, gêneros são produzidos e manipulados a partir dos princípios defendidos pela teoria da relevância (o cognitivo e o comunicativo); por outro, eles constringem as mesmas relações de relevância”, explica.

Para ilustrar o argumento, Rauen analisou um exemplar de carta-consulta que fez parte da Dissertação de Rosa Maria Schmitz Simoni. Nessa carta consulta, o consulente gostaria de saber como formalizar um contrato de gaveta com a Caixa Econômica Federal, e é instruído por um advogado, numa relação que é toda mediada pelo jornalista que escreve a matéria.

“O gênero carta-consulta é particularmente instigante para a teoria da relevância, porque a cada movimento retórico corresponde um enunciador específico. Ao jornalista, primeiro enunciador, cabe a formatação do texto e a atribuição do título, ao consulente, segundo enunciador, cabe a formulação da carta e ao especialista, terceiro enunciador, cabe a resposta”, argumenta o pesquisador.

O evento foi promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina e pelo GT de Linguística e Cognição da ANPOLL e contou com palestras, mesa-redonda, sessões de comunicação e minicurso. Entre os palestrantes convidados, destacaram-se a presença dos professores Pieter Seuren, do Max Planck Institute da Holanda; Michael Ullman, da Georgetown University e Margarida Salomão, da Universidade Federal de Juiz de Fora.

O texto completo do professor Fábio Rauen pode ser acessado
aqui.
 

Foto: Fábio Rauen (arquivo)
 

PPGCL


Portal de Periódicos divulga revistas
 

(29/10/2010) A unidade universitária Ilha Centro recebeu na manhã de quarta 27 o evento de lançamento do Portal de Periódicos da Unisul. Nele serão reunidas as publicações periódicas produzidas na universidade, o que possibilita maior visibilidade à produção científica institucional. O evento faz parte das atividades da Semana do Livro e da Biblioteca.
 

Lançamento ocorreu na unidade universitária Ilha Centro

A coordenadora do Portal de Periódicos, Tatyane Philippi, afirma que este é o espaço destinado a reunir todas as revistas científicas da Unisul. E que vai favorecer o acesso à informação com a popularização do conhecimento produzido na universidade e por outros pesquisadores que utilizam estas revistas como meio de comunicação nas suas produções.

“O portal é uma iniciativa da universidade e da Biblioteca, com um compromisso da Unisul de manutenção destes periódicos. Está estruturado em instâncias deliberativas e gestores, no qual são descritos comitês executivos, comitê gestor, coordenação do portal e dos editores. Tem uma instrução normativa que define as responsabilidades e atribuições dos envolvidos no processo. Almejamos que o portal dê visibilidade nacional e internacional aos resultados dos trabalhos dos pesquisadores, docentes e alunos”, explica.

O diretor do campus universitário da Grande Florianópolis, Hércules Nunes de Araújo, destaca o avanço que o portal representa. “Avançamos não apenas na pesquisa, mas para a educação como um todo. Ensino, pesquisa e extensão. Além de termos o acesso, registramos o que é produzido na nossa instituição. Com relação à Semana da Biblioteca é quando vemos as pessoas mais felizes na universidade”.

Também participaram da solenidade os professores Fábio Rauen, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, e Gabriela Fiates, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Administração que, na oportunidade, lançaram três revistas no portal.

“Participar do portal de periódicos é um passo firme para a profissionalização da editoração de periódicos científicos na Universidade e um exemplo da eficiência da Biblioteca Universitária”, comenta o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL. “Sentimo-nos honrados em disponibilizar no portal as Revistas Linguagem em (Dis)curso (Qualis A2) e Crítica Cultural (Qualis B), dois dos produtos mais importantes de nosso Programa de Pós-graduação”, completa.

Na foto, a coordenadora do projeto Tatyane Philippi

Unisul/PPGCL


Dissertação aborda comunicação homem computador

 

(28/10/2010) “Teoria da relevância e etiquetagem de rupturas na comunicação homem computador” foi o título da dissertação da estudante Neli Miglioli Sabadin defendida na tarde desta terça (26) na Sala 105 no Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Na pesquisa, Neli analisou o processo de etiquetagem de rupturas de comunicação como parte do Método de Avaliação de Comunicabilidade – MAC da Engenharia Semiótica, a partir da abordagem da Teoria da Relevância de Sperber e Wilson (1986 e 1995). “A pesquisa estabeleceu algumas contribuições da Teoria da Relevância para a etiquetagem inferencial de rupturas da comunicação homem computador”, elucida.

 

Segundo a estudante, para dar conta dos objetivos, foram analisados quatro filmes etiquetados sobre a utilização do software ProfesSort em duas tarefas consecutivas executadas por dois estudantes. “Como o software ProfesSort foi desenvolvido pelo Departamento de Ciência da Computação (DCC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para a disciplina Algoritmos e Estruturas de Dados I (AEDs II) para consolidar o aprendizado de algoritmos de ordenação, a pesquisa também investigou a influência de características intrínsecas de um software destinado ao ensino e à aprendizagem no processo de etiquetagem de rupturas”, explica.

 

Para Neli, apesar de ter havido rupturas de execução, percebe-se que elas foram superadas na exata proporção em que os usuários começam a assimilar os fundamentos da ordenação. “Conforme os termos propostos pela Teoria da Relevância, os usuários são capazes de aumentar o esforço de processamento para superar desafios cognitivos, quando projetam ganhos cognitivos com essas estratégias”, comenta. “Isso sugere que os seres humanos, quando intuem saber o que estão fazendo, estabelecem estratégias de superação de problemas e improvisam soluções mesmo diante de problemas de concepção nos artefatos informáticos”, complementa.

 

Participaram da avaliação do trabalho, além do professor Dr. Fábio José Rauen (orientador), os professores Dr. Jorge Campos da Costa, da Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), como avaliador externo, e Dr. Rafael Avila Faraco – (UNISUL), avaliador interno. Colaborou como suplente o professor Dr. Maurício Eugênio Maliska (UNISUL).

 

Na foto principal, um flagrante do momento em que a estudante assinava a ata de defesa pública de dissertação. Mais abaixo, da esquerda para a direita, Neli Miglioli Sabadin, Jorge Campos da Costa, Rafael Ávila Faraco e Fábio José Rauen.

 

 

Suelen Francez Machado


Inferências e interfaces são discutidas em conferência

 

(28/10/2010) “Teoria da relevância, inferências, interfaces e racionalidade” foi o tema da conferência do professor Dr. Jorge Campos da Costa da Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul, realizada nesta última terça (26) na Sala 105 do Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A conferência, que foi ministrada para docentes e discentes de graduação e de pós-graduação da Universidade e fez parte do Programa de Seminários de Estudos da Linguagem, discutiu, dentre outras questões, as inferências na interface lógico-linguística.

 

Segundo Campos, há de se considerar que uma abordagem via interfaces em que se constrói a descrição através de noções lógicas, linguísticas, comunicativas e cognitivas aumenta o poder de explicação do papel inferencial dos conetivos na linguagem natural. “As relações interdisciplinares entre as áreas são metodologicamente saudáveis, não havendo lugar para afirmações categóricas do tipo ‘a lógica não tem nada a dizer à linguística’”, argumenta.

 

Para o pesquisador, dizer que a lógica da linguagem natural é outra, estranha completamente aos princípios formais, “seria apenas confundir o fato de que as inferências em argumentos cotidianos vão muito além da pura dedução, são mais ricas e criativas e, portanto, não podem ser descritas apenas pela lógica clássica padrão”, comenta. “Os argumentos em linguagem natural são construídos com inferências multiformes; o tratamento de tais argumentos se dá nas interfaces externas entre linguística, lógica e comunicação; os conteúdos semânticos interferem na forma lógica dos argumentos; os argumentos práticos envolvem validade, correção e relevância/problemas de formalização”, explica.

 

Jorge Campos da Costa é graduado em Letras pela Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Mestre e Doutor em Letras/Linguística pela referida instituição, com pós-doutorado no MIT e UMBC, Estados Unidos. Sua linha de pesquisa está nas interfaces da linguística com filosofia, lógica e cognição, especialmente em termos de semântica e pragmática. Seus principais tópicos de estudo são o nome próprio, conetivos, quantificadores e operadores modais. Dedica-se, também, à cultura e à editoração, tendo sido Presidente do Conselho de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul em 2005, ocupando o cargo de Editor-Chefe da Editora da PUCRS

 

Suelen Francez Machado


Unioeste sediará X Encontro do CELSUL

 

(27/10/2010) Assembleia do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul – CELSUL elegeu chapa do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná para a diretoria da entidade (período 2010-2012). X Encontro do CELSUL ocorrerá no Campus de Cascavel em 2012.

 

Na assembleia, foi eleita a chapa formada por docentes do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras para a nova Diretoria do CELSUL, com mandato entre os anos de 2010 e 2012, no Auditório do Bloco G do Campus de Pedra Branca da Universidade do Sul de Santa Catarina, nesta última sexta (22).

 

A nova diretoria do CELSUL é composta pelos seguintes professores:

 

Presidente: Aparecida Feola Sella

Vice-Presidente: Terezinha da Conceição Costa-Hübes

Secretária: Sanimar Busse

Tesoureira: Alcione Tereza Corbari

 

“Além da eleição da nova diretoria do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul (2010-2012), foi feita na assembleia uma avaliação do IX Encontro e foi discutido e aprovado o novo estatuto da associação proposto pela gestão 2008-2010”, comenta Débora de Carvalho Figueiredo, presidente da gestão 2008-2010.

 

O CELSUL – Círculo de Estudos Linguísticos do Sul – é uma associação cujo objetivo é aproximar os linguistas que atuam nas Universidades da região sul do Brasil. Os encontros, desde seu surgimento em 1995, propiciam espaços de troca de experiência e de exposição do melhor da pesquisa em Linguística feita no Brasil e nos estados do Sul. Constitui-se em um dos maiores eventos da área no país.

 

Na foto, a professora Dra. Débora de Carvalho Figueiredo, presidente da gestão 2008-2010.

 

Celsul


Professor Sandro Braga lançou livro no IX CELSUL

 

(27/10/2010) O professor Dr. Sandro Braga, PPGCL, lançou, durante o IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul, na última quinta-feira (21), o livro “O Travesti e a metáfora da modernidade”.

 

“Não é um livro sobre o travesti, mas como essa subjetividade serve para representar todos nós homens e mulheres do mundo contemporâneo”, conta Braga. “O travesti reflete e refrata o seu tempo e aqueles que nele vivem”, completa.

 

Para o antropólogo do laboratório de etnografia metropolitana do IFCS/UFRJ, que assina a apresentação do livro, Hélio Silva, a grande novidade do trabalho de Sandro Braga consiste em demonstrar que, neste ‘regime de inversão simbólica’, ‘o processo subjetivo do travesti’ se faz pela ‘mudança de traje e ornamentos’, ‘mutação do corpo’, temas dos quais vários outros trabalhos se ocuparam com maior ou menor brilho, mas também por ‘uma complexa variação da linguagem de referência a si’, do que raros trataram, poucos se referiram e ninguém discorreu de forma tão ampla e precisa quanto Sandro, associando-a ao legado constituído e dialogando com a tradição ainda recente de estudos sobre o tema.

 

Braga entende que o travesti não está apenas se emoldurando numa plástica de vitrine, mas evocando e dramatizando o andamento desesperado e o ritmo frenético, que a sexualidade, a felicidade e o desejo instauram e impõem a todas as facetas do contemporâneo. “Isso nos leva a sentir que participamos da ação, lançados na corrente, arrastados, fora de controle, ao mesmo tempo confundidos e ameaçados pela impetuosa precipitação gerada pela nossa não-identidade, ou pela falta de sua certeza. Afinal, o que queremos, para onde queremos ir?", questiona.

 

O Professor de Filosofia da Linguística Fábio Lopes da Silva (UFSC) comenta que o travesti, para Braga, é e continuará sendo um mistério. “Não se pense, entretanto, que, com seu gesto, Sandro Braga pretenda fazer do travesti um ser transcendente, inefável. O mistério do travesti é, a um só tempo, enigma radical e traço banal.” E sintetiza dizendo que o travesti é, sim, um mistério ambulante – mas nisso ele não difere de nenhum de nós.

 

O IX CELSUL contou também, dentre outros, com o lançamento do livro “Literatura infantil: leituras, análises e reflexões”, organizado pelas professoras Chirley Domingues, UNISUL, Eliane Santana Dias Debus, UFSC, e Dilma Beatriz Rocha Juliano, PPGCL/UNISUL. Ambos os livros são da Editora Unisul e fazem parte da Coleção Linguagens do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem.

 

PPGCL


Três mesas são o destaque do último dia do IX Celsul

 

(22/10/2010) Fonética, Política linguística e O estatuto do texto, do discurso e dos gêneros nos estudos da linguagem foram temas de três mesas redondas nesta sexta (22) no Campus da Pedra Branca.

 

Na Tenda, o professor Adail Sobral (UCPel) coordenou o tema “O estatuto do texto, do discurso e dos gêneros nos estudos da linguagem”. Além de coordenar a mesa, Sobral apresentou o tema: “Interfaces entre texto, discurso e gênero nos estudos da linguagem: uma perspectiva bakhtiniana”. A mesa também contou com a presença da professora Vera Cristovão (UEL), com o trabalho “O estatuto de textos do meio virtual na educação inicial do professor de inglês”, e com o professor Júlio C. Araújo (UFC), com o trabalho “O conceito de constelação de gêneros nos estudos do texto e do discurso”.

 

No auditório do Bloco C, coordenada pela professora Gisela Collischon (UFRGS), ocorreu a mesa sobre Fonética. Na oportunidade, foram apresentados os trabalhos: Experimentação e argumentação em fonologia: uma avaliação, pela própria professora Gisela; Pistas acústicas para a revisão de uma oposição fonológica no PB, pela professora Adelaide Pescatori Silva (UFPR); e Estudos suprassegmentais no PB: sintaxe e entoação, pela professora Izabel Seara (UFSC).

 

No auditório do Bloco G, houve a mesa intitulada “Política linguística”. A mesa foi coordenada pelo professor Gilvan Oliveira (UFSC), que também apresentou o trabalho: “O Observatório Linguístico da Educação Escolar Indígena: levantamento da legislação orientadora das políticas linguísticas do guarani na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai, em co-autoria com Carlos Maroto Guerola. Rosângela Morello (UNISUL) apresentou o tema “O registro das línguas brasileiras como patrimônio imaterial: política e direito” e a professora Eliana Sturza (UFSM), apresentou o tema “Política linguística: lugares teóricos e práticas de pesquisa”.a tarde da sexta-feira, estão previstas mais uma sessão de trabalhos em Grupos Temáticos e a assembleia do Celsul.

 

Celsul


16 livros são lançados no IX Celsul

 

(21/10/2010) Fechando as atividades de quinta (21) no auditório do Bloco G, o IX Encontro do Celsul contou com o lançamento de 16 livros. Os participantes do Evento tiveram a oportunidade de conhecer os autores e terem seus livros autografados. Durante a atividade foi oferecido um coquetel ao público presente

Na oportunidade foram lançados as seguintes obras:

Linguística de texto e análise da conversação: panorama das pesquisas no Brasil, organizado por Anna Christina Bentes e Marli Quadros Leite;

Teoria da otimidade: fonologia, organizado por Leda Bisol e Luiz Carlos Schwindt;

Topics on relevance theory, organizado por Fábio Rauen e Jorge Campos;

Maria Clara: universos Femininos, organizada por Hercília Fernandes;

Estigma: cultura e atitudes linguísticas, de Vitalina Frosi, Carmen Faggion e Giselle Mantovani Dal Corno;

Diálogos entre linguística e educação, organizado por Otilia Heinig e Kátia Fronza;

A construção de palavras e a arquitetura da faculdade da linguagem, de Lucia Maria Pinheiro Lobato;

Linguagem, tecnologia e educação, organizado por Ana Elisa Ribeiro, Ana Maria Nápoles Villela, Jerônimo Coura Sobrinho e Rogério Barbosa da Silva;

Psycholinguistics: Scientific and Technological Challenges e Sagração do Alfabeto de Leonor Scliar-Cabral;

No mundo da linguagem: Ensaios sobre identidade, alteridade, ética, política e interdisciplinaridade, de Cristine Gorski Severo e Adna Candido de Paula;

Imaginário urbano: espaço de rememoração/ comemoração, de Maria Cleci Venturini;

Letramentos: rupturas, deslocamentos e repercussões de pesquisas em linguística aplicada, de Claudia Lemos Vóvio, Luanda Sito e Paula Baracat de Grande;

Número temático: “Cadernos de Educação: aquisição e o Ensino da Linguagem Escrita”, organizado por Ana Ruth Moresco Miranda e Ana Paula Nobre da Cunha.

A Editora da Unisul lançou dois livros da Coleção Linguagem (foto): “O travesti e a metáfora da modernidade”, do professor Sandro Braga e “Literatura infantil e juvenil: leituras, análises e reflexões”, organizada pelas professoras Chirley Domingues, Dilma Juliano e Eliane Debus.

Celsul


Três mesas redondas marcam segundo dia de Evento

 

(21/10/2010) Dando continuidade ao IX Celsul, três mesas ampliaram o debate na área de linguística na Pedra Branca. Foram temas a gramática do português, questões sobre teoria da relevância e os múltiplos letramentos na formação inicial do professor de português

 

Na tenda, o tema da mesa redonda foram os “Múltiplos letramentos na formação inicial do professor de português” Coordenada pelo professor Marcos Baltar (UFSC), que também apresentou o trabalho “Professor de Língua Portuguesa, agente de letramento & gêneros textuais” contou com a presença das professoras Simone Borges da Silva (UFBA) e Maria Angela Paulino Teixeira Lopes (PUC-MG). Simone apresentou a pesquisa “As múltiplas faces da formação em leitura” e Maria Ângela, “Comunicação: ações de linguagem e mediação formativa – significando práticas letradas do futuro professor”.

 

No auditório do Bloco C, foram debatidos aspectos da história, do uso e das funções da Gramática do português. A mesa foi coordenada pelo professor Juliano Desiderato Antonio (UEM), que também falou sobre “os usos do item agora no texto e na gramática”. A professora Flávia Hirata-Vale (UFSCar) apresentou aspectos da história e do uso das conjunções complexas condicionais ‘considerando que’ e ‘supondo que’. Compôs a mesa também a professora Aparecida Feolla Sella (UNIOESTE), que apresentou o trabalho: “Análise do funcionamento do e em falas colhidas no interior do projeto Crenças e atitudes linguísticas: um estudo da relação do português com línguas em contato”.

 

No auditório do Bloco G, foram discutidos fundamentos, relações interdisciplinares e potencial de aplicação da teoria da relevância. A mesa foi coordenada pelo professor Fabio José Rauen (UNISUL) e contou com a participação da professora Heloísa Pedroso de Moraes Feltes (UCS) e do professor Jorge Campos da Costa (PUC/RS) (foto). Abandonando a mesa e entrando em contato mais direto com a plateia o professor Fábio Rauen discutiu o tema da avaliação da habilidade de inferência em leitura. Para ilustrar a questão, apresentou um estudo de caso com uma questão da Provinha Brasil. Em seguida, a professora Heloísa Feltes (UCS) ilustrou criticamente a construção de uma interface possível entre linguística cognitiva e teoria da relevância. Para completar, o professor Jorge Campos (PUC-RS) discutiu aspectos sobre inferências, interfaces e a racionalidade, sempre tendo como pano de fundo a teoria da relevância.

 

O segundo dia de atividades contou ainda com uma sessão de trabalhos em Grupos de Pesquisa e três conferências. Na tenda, a professora Maria Helena de Moura Neves (U. P. Mackenzie/UNESP-Araraquara/CNPq) apresentou o trabalho “A diluição de fronteiras entre as categorias, na gramática da língua”. No auditório do Bloco C, a professora Lílian Cristine Scherer (PUC/RS) apresentou o tema “Neurolinguística”. No auditório do Bloco G, o professor Pedro Moraes Garcez (UFRGS/CNPq) apresentou a conferência “Fala-em-interação de sala de aula e formação de professores: o futuro é hoje”.

 

Celsul


Exposição de Pôsteres movimenta o IX Celsul

 

(21/10/2010) O segundo dia do IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul (CELSUL) iniciou-se com sessão de pôsteres nos corredores dos Blocos B e G do Campus da Pedra Branca em Palhoça, SC.

 

134 trabalhos de universidades de todo o Brasil foram apresentados na forma de pôster ontem (21) nos corredores do Campus da Pedra Branca. Os trabalhos representam o que de mais importante tem sido produzido por estudantes de graduação e pós-graduação na área de linguística.

 

A modalidade de pôster consiste na elaboração de uma versão gráfica que resume o trabalho acadêmico, cujas dimensões ficam em torno de 90 cm de altura por 60 cm de largura. Os autores dos trabalhos ficam a disposição dos participantes, explicando detalhes da pesquisa, o que permite aos pesquisadores observar uma quantidade extensa de trabalhos em pouco tempo.

 

Além da sessão de pôsteres do dia 21, que foi realizada entre 9 h e 10 h 30 min, o evento contará com uma segunda sessão com outros 132 trabalhos.

 

Na foto, um flagrante da exposição dos pôsteres.

 

Celsul


CELSUL: discussões sobre leitura e escrita

 

(21/10/2010) Estudiosos da linguística, reunidos na Unisul até amanhã, não veem decréscimo no índice de leitura.

 

Mesmo em tempos de internet, com suas leituras rápidas e em fragmentos, o índice de leitura no país não diminuiu - mesmo no suporte papel, pois o mercado editorial está em franco crescimento. Esta é a opinião da professora Debora de Carvalho Figueiredo, presidente do IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul (CELSUL), evento que acontece até amanhã na Unisul, Pedra Branca.

 

“Fala-se muito que a internet vai acabar com o suporte papel, mas não é que temos visto. As pessoas continuam lendo em livros impressos, também os jovens lêem mais do que se imagina. Usa-se muito a internet, claro, mas o livro continua vivo”, ressalta a pesquisadora.

 

“Não diminuiu, ao contrário. A demanda é maior porque o acesso a esse material é também maior hoje, possibilitado pela ampla divulgação de informações pela internet”, opina a professora Solange Leda Gallo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul.

 

Para as duas pesquisadoras, o que pode estar mudando nessa era da internet é o tipo de leitura. “Talvez não seja a considerada alta literatura que esteja sendo consumida, mas livros de auto-ajuda, ou aqueles voltados ao público adolescente. Mas livros estão sendo lidos”, considera a professora Débora.

 

Segundo a professora Solange, a própria internet, com seus espaços de entretenimento, exige habilidade de leitura. “O usuário pode não estar tendo uma leitura linear, mas de fragmentos, que pode gerar alguma atividade imediata. De qualquer forma, está tornando a literatura mais acessível e quando a escola exigir uma leitura mais erudita, esse aluno-usuário terá mais possibilidades de fazer essa leitura do que outro. Uma coisa leva à outra”.

 

O IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul (CELSUL), que termina amanhã, reúne estudiosos de todo o país. São quase mil pessoas e apresentação de cerca de 900 trabalhos sobre gramática, semântica, morfologia, gêneros textuais e estudos de linguagem e do discurso. Entre essa diversidade de temas, dois grandes eixos. Um deles trata dos gêneros textuais, da escrita, incluindo as novas formas, como a digital, e suas várias facetas de acordo com classe social e etnias, por exemplo.

 

O outro grande eixo é o letramento, conceito utilizado pelos pesquisadores da área em substituição à palavra alfabetização, ampliando seu significado para referir-se ao aprendizado da habilidade da escritura e da leitura não apenas no modo clássico, mas também a verbal, visual e digital e, ainda, o uso dessa habilidade para a inserção social.

 

Celsul


Mesas redondas dão continuidade ao IX Celsul

 

(20/10/2010) Três mesas redondas fecharam as atividades matinais do primeiro dia do IX Encontro do Círculo de Estudos Linguístico do Sul nesta quarta (20) no Campus da Pedra Branca.

 

Na tenda, houve a mesa-redonda intitulada “A escrita no ensino de línguas no Brasil: aspectos teórico-metodológicos das pesquisas atuais”, coordenada pelo professor Renilson Menegassi (UEM), que também apresentou o tema “Conceitos bakhtinianos em pesquisas sobre escrita”. Participaram da mesa a professora Lúcia Rotava (UERGS), com o tema “Dimensões teóricas na pesquisa e no ensino da escrita em LE: um olhar com base na experiência com ensino de português como segunda língua ou língua estrangeira (adicional)” e Inês Signorini (UNICAMP), como tema “Metapragmáticas da escrita como objeto de ensino”.

 

No auditório do Bloco G, ocorreu a mesa “Aquisição da escrita e subjetividade”. Esta mesa foi coordenada pela professora Pascoalina Oliveira Saleh (UEPG), que também apresentou o tema “A pontuação e a subjetividade em narrativas escritas infantis”. Completaram a mesa as professoras Cláudia Mendes Campos (UFPR), com o tema “A argumentação na escrita infantil: o sujeito da enunciação deixa ver sobre a constituição do sujeito da linguagem?” e Raquel Salek Fiad (UNICAMP), com o tema “Subjetividade e autoria na aquisição da escrita”.

 

No auditório do Bloco C, ocorreu a mesa intitulada “Da língua ao discurso: modos de subjetivação na contemporaneidade”. Esta mesa foi coordenada pela professora Aracy Ernst (UCPel), que também apresentou o tema “Modos de violência e de subjetividade contemporâneos: discursos neonazistas no Orkut”. A mesa contou também com a participação da professora Solange Gallo (UNISUL), que apresentou o tema: “ Da indeterminação do sentido” e o professor Luiz Francisco Dias (UFMG), que apresentou o tema “A modernidade em fase beta: aventuras dos wikis no mundo livre”.

 

Celsul


Conferência de Moita Lopes abre IX Encontro do Celsul

 

(20/10/2010) Luís Paulo da Moita Lopes abriu o IX Encontro do Celsul com a conferência “Conversa de homem?” nesta quarta (20) no Campus da Pedra Branca da Unisul. A conferência sucedeu a abertura do evento.

 

Moita Lopes argumentou que os estudos que relacionam gênero e linguagem têm enfocado perspectivas feministas com destaque nas questões relativas às desigualdades das mulheres. Contudo, há de se considerar que homens e mulheres são igualmente construídos pela linguagem. Logo, a masculinidade e a heterossexualidade são também construídas.

 

Para o pesquisador, devemos deslocar nossa atenção da ideia de gênero como causa de nossos comportamentos, uma perspectiva essencialista, para a ideia de que a performance constrói o gênero, ou seja, a ação constitui o sujeito e não o inverso. Desse modo, pondera, o gênero não é algo que somos, mas algo que fazemos. Gênero não é algo naturalizável que possa ser analisado com categorias fixas naturalizadas.

 

Em seguida, Moita Lopes ilustrou essas reflexões em uma interação entre homens sobre as relações afetivas de Ronaldo Fenômeno.

 

Luis Paulo é professor titular do Programa Interdisciplinar de Lingüística Aplicada da UFRJ e pesquisador do CNPq. É PhD em Lingüística Aplicada pela Universidade de Londres e foi presidente da Associação de Lingüística Aplicada do Brasil. Atuou como representante da área de Letras e Lingüística no Conselho de Assessores do CNPq e como conselheiro da Associação de Pós-Graduação em Letras e Lingüística (ANPOLL).

 

Moita Lopes já publicou sete livros no Brasil (Oficina de Lingüística Aplicada, Identidades Fragmentadas, Discursos de Identidades, Identidades - Recortes Multi- e Interdisciplinares, Por uma Lingüística Aplicada Indisciplinar, Performances e Para além da Identidade. Fluxos, Movimentos e Trânsitos) e artigos em revistas científicas e capítulos de livros no Brasil, México, Estados Unidos, Holanda e Inglaterra.

 

Celsul


Uma acolhida para estudos linguísticos na Unisul

 

(20/10/2010) A abertura do CELSUL (Círculo de Estudos Linguísticos do Sul) foi realizada na manhã desta quarta, 20, no campus universitário da Grande Florianópolis – Pedra Branca. Mais de 1.200 pessoas de diversos estados do Brasil participam do evento do dia 20 a 22 de outubro.

 

Na programação estão previstas mesas redondas, e discussões nos grupos de trabalho. “Acho que superamos a expectativa. Estamos vendo toda a comunidade acadêmica aqui sendo bem acolhida. Agora eles se dispersam para as mesas e para as atividades mais particulares. É uma emoção muito grande porque nós conhecemos muitos destes pesquisadores e sabemos que estar aqui no mesmo lugar, no mesmo dia é muito importante para a área da linguística”, afirma o coordenador do Programa de Ciências da Linguagem da Unisul, um dos parceiros do evento, Fábio Rauen.

 

O acadêmico do Mestrado em Literatura da UFSC Tiago Costa compõe o quadro de voluntários do evento. “Está bem movimentado, mas já esperávamos isso por se tratar de um grande evento. Aqui no credenciamento entregamos um kit com o caderno com a programação e os resumos dos trabalhos apresentados e uma pastinha”, informa.

 

O curso de Naturologia Aplicada da Unisul participa do evento oferecendo, durante os três dias, a reflexoterapia (massagem nos pés) aos participantes. Priscila Machado, Ana Caroline Faria e Juliana Kalgaro são as acadêmicas envolvidas

 

 

Unisul


IX Celsul começa hoje no Campus da Pedra Branca

 

(20/10/2010) IX Encontro do Celsul teve abertura oficial nesta quarta (20) no Campus. Compuseram a mesa os professores Hércules Araújo, diretor do Campus, Sônia Probst, Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, Fábio Rauen, coordenador do PPGCL, e Débora Figueiredo, Presidente do Celsul.

 

O diretor do Campus, em nome do Reitor, apresentou as boas vinda oficiais da Universidade, destacando o empenho na organização do evento e colocando à disposição dos congressistas as dependências da Pedra Branca.

 

A professora Sônia Probst destacou a importância do Evento, especialmente em meio a questões políticas que direta ou indiretamente correlacionam-se com questões de linguagem e, mais especificamente de letramento.

 

O professor Fábio José Rauen destacou a virtualização do Círculo com a criação de domínio web específico. Segundo ele, isso possibilitou a reedição dos anais dos Encontros de 2000, 2002, 2004, 2006 e 2008 e a publicação antecipada dos anais do IX Encontro.

 

A professora Débora Figueiredo fez um rápido balanço do evento e enalteceu o empenho da Universidade (docentes, funcionários, alunos e colaboradores) para a realização das atividades.

 

Desfeita a mesa, o professor Luís Paulo da Moita Lopes abriu o IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul com a conferência “Conversa de homem?”.

 

Celsul


Comprometimento dos educadores é tema de dissertação

 

(20/10/2010) A estudante Rosana Araújo defendeu a dissertação intitulada “O comprometimento dos educadores dos anos finais do ensino fundamental do município de Urussanga com o ensino da língua portuguesa” no último dia 19, na Sala 104 no Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A dissertação buscou investigar o comprometimento dos educadores dos anos finais do ensino fundamental do município de Urussanga com o ensino de língua portuguesa. “A pesquisa procurou problematizar o ensino da língua portuguesa, buscando a interdisciplinaridade e uma prática pedagógica integral, com a participação de diversos atores na composição desse desafio escolar e social”, comenta a pesquisadora.

 

Segundo a autora, o desenvolvimento do saber linguístico implica em leitura e produção escrita; análise e manipulação da organização estrutural da língua e percepção das diferentes linguagens como forma de compreensão do mundo. “O processo de ensino e aprendizagem, independente da área de conhecimento, é permeado pelo desenvolvimento linguístico, de modo que é necessária a responsabilidade do educador diante do uso da língua portuguesa, para promover uma educação de qualidade e um pensamento crítico”, afirma.

 

De acordo com Rosana, ao término da pesquisa, pode-se concluir que há o reconhecimento, por parte dos educadores, da importância e dos benefícios do uso da língua portuguesa tanto nas práticas pedagógicas quanto no processo de ensino e aprendizagem. “Demonstra-se, com isso, que há um comprometimento dos educadores com o ensino da língua portuguesa nas diversas disciplinas do processo ensino e aprendizagem”, comenta.

 

Participaram da banca examinadora da dissertação, os professores Dr. Maurício Eugênio Maliska, orientador; Dr. Olivier Allain (IF-SC), avaliador externo; Dr. Leandro Castro Oltramari (UNISUL), avaliador interno; e Dr. Fábio José Rauen (UNISUL), suplente.

 

Suelen Francez Machado


CELSUL reúne mais de 900 trabalhos na Pedra Branca

 

(19/10/2010) O campus universitário da Grande Florianópolis, Pedra Branca, recebe de 20 a 22 de outubro o CELSUL (Círculo Linguístico do Sul). O encontro é um dos maiores do Brasil e reúne mais de 900 trabalhos de pesquisadores de todas as regiões do país. No evento, a Editora Unisul, em parceria com o PPGCL, lança duas obras da Coleção Linguagens: “O Travesti e a Metáfora da Modernidade” e “Literatura Infantil: leituras, análises e reflexões”.

 

Evento de Linguística na Unisul é um dos maiores do Brasil

 

Desde o surgimento do CELSUL, em 1995, o Círculo foi um espaço de troca de experiência e de exposição do melhor da Linguística feita no Brasil e nos estados do sul. Nesta nona edição, a diretoria optou por manter a sistemática de grupos de trabalhos (GTs) para a apresentação de comunicações.

 

O coordenador do programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, professor Fabio Rauen afirma que o CELSUL é uma ótima oportunidade para a Unisul se firmar como difusora de conhecimento. “Convido o pessoal da área do discurso e de letras, além daqueles que gostam de estudar a linguagem”, estimula.

 

São 37 GTs de inúmeras subáreas da Linguística. O evento conta também com duas sessões de pôsteres, com quatro palestras e nove mesas redondas, totalizando 31 convidados. O participante pode ter um melhor aproveitamento do evento se escolher as atividades na programação.

 

O caderno de resumos, elaborado pela Editora Unisul, tem um apanhado dos trabalhos inscritos. Nele, consta a programação dividida em três grupos. Geral, pôster e de GTs, além dos resumos das apresentações. Todos esses resumos estão em ordem alfabética de acordo com o nome do autor ou do autor principal de cada trabalho.

 

A Editora Unisul lança no segundo dia do CELSUL, 21, ás 189h, com coquetel realizado no hall do Bloco G, os livros O Travesti e a Metáfora da Modernidade, de Sandro Braga, e Literatura Infantil: leituras, análises e reflexões, das autoras Chirley Domingues, Eliane Debus e Dilma Juliano.

 

Portal Unisul


O travesti e a metáfora da modernidade

 

(19/10/2010) Sandro Braga, pesquisador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, lança pela Coleção Linguagens do PPGCL o livro “O travesti e a metáfora da modernidade” nesta quinta (21) na Pedra Branca. O livro é um dos lançamentos editoriais programados no IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul (CELSUL).

 

Fábio Lopes da Silva, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, em texto que compõe a orelha da obra de Braga, diz: “Nem ser aberrante, nem alma feminina presa em corpo masculino” e pergunta: “O que é, então, o travesti”. Essa pergunta serve para refletir que: se “antropólogos, sociólogos e psicanalistas tentam responder a pergunta”, Sandro Braga “prefere torná-la inutilizável”, pois “o travesti, para ele, é e continuará sendo um mistério.

 

Lopes continua: “Não se pense, entretanto, que, com seu gesto, Sandro Braga pretenda fazer do travesti um ser transcendente, inefável. O mistério do travesti é, a um só tempo, enigma radical e traço banal. Em outras palavras, o travesti é, sim, um mistério ambulante – mas nisso ele não difere de nenhum de nós”

 

“Observem as pessoas nas ruas. À primeira vista, parecem todas iguais. Mas não são. Visto de perto, cada indivíduo é um hieróglifo – para si e para os outros (ao menos, alguns outros). Arrisco dizer, aliás, que a decifração desse enigma é o que torna a vida suportável, a despeito do mórbido pressentimento de que hoje será, como escreveu Fernando Pessoa, ‘um dia igual aos outros, da eterna família de serem assim’.”

 

 “Se há algo que singulariza o travesti, não é o fato de ser habitado por um mistério, mas a sua capacidade – maior do que a da maioria – de depurar de si tudo o que não é mistério. Se há algo que singulariza o travesti, é a sua capacidade de iluminar, como um sol que nasce em plena noite, o mistério de cada um de nós”, complementa.

 

Hélio Silva, em texto da capa do livro, questiona: “O que há de nós nele(a)s”. Para este pesquisador, no livro de Sandro Braga “o personagem perde seu exotismo e ganha em complexidade. Perde sua gratuidade para adquirir gravidade. E, sem perder sua graça, deixa de ser risível.

 

Silva reflete que Sandro Braga consegue aproximar o travesti das demais pessoas. “Ao transformar o corpo e se subjetivar em outra forma, absorve e reflete um pouco de todo homem contemporâneo”.

 

Para o pesquisador, o livro de Sandro Braga, para além de seus objetivos, há sua contundência ao demonstrar o que há de nós nele(a)s torna seu texto um dos pontos altos do esforço intelectual para deter a maré montante da obscuridade repressora, irônica ou moralista.

 

“O travesti não está apenas se emoldurando numa plástica de vitrine, mas evocando e dramatizando o andamento desesperado e o ritmo frenético, que a sexualidade, a felicidade e o desejo instauram e impõem a todas as facetas do contemporâneo. Isso nos leva a sentir que participamos da ação, lançados na corrente, arrastados, fora de controle, ao mesmo tempo confundidos e ameaçados pela impetuosa precipitação gerada pela nossa não identidade, ou pela falta de sua certeza. Afinal, o que queremos, para onde queremos ir?”, reforça

 

Ainda para o pesquisador, a grande novidade do trabalho de Sandro Braga consiste em demonstrar que, neste “regime de inversão simbólica”, “o processo subjetivo do travesti” se faz pela “mudança de traje e ornamentos”, “mutação do corpo”, temas dos quais vários outros trabalhos se ocuparam com maior ou menor brilho, mas também por “uma complexa variação da linguagem de referência a si”, do que raros trataram, poucos se referiram e ninguém discorreu de forma tão ampla e precisa quanto Sandro, associando-a ao legado constituído e dialogando com a tradição ainda recente de estudos sobre o tema.

 

Sandro Braga possui graduação em Jornalismo (1998) pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestrado em Linguística – análise do discurso (2001) e doutorado em Linguística – filosofia da linguagem (2007) também pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Tem experiência na área de linguística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente em temas de pesquisas que envolvam práticas discursivas em processos de leitura, bem como questões relacionadas à identidade e à modernidade.

 

O livro é uma adaptação da tese de doutorado “Falas do falo: o travesti e metáfora da modernidade, defendida em 2007, no Programa de Pós-Graduação em Linguística, na Universidade Federal de Santa Catarina e está sendo lançado pela Editora da Unisul com apoio da Pró-reitoria de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

PPGCL


Livro apresenta os muitos tons da literatura infantil

 

(19/10/2010) A Editora Unisul e a Coleção Linguagem do PPGCL lançam o livro “Literatura Infantil: leituras, análises e reflexões”, organizado por Chirley Domingues, Eliane Debus e Dilma Juliano no IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul CELSUL na próxima quinta (21), às 18 horas, com coquetel realizado no hall do Bloco G da Pedra Branca.

 

Panoramas e encantamentos

 

A coletânea, organizada por Eliane Debus, Chirley Domingues e Dilma Juliano, refere-se às discussões desenvolvidas nas mesas-redondas no 4º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil de Santa Catarina. Este livro vem complementar um primeiro, que refletiu as discussões do 3º seminário, também publicado pela Coleção Linguagens do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem em 2008. Intitulado: “A literatura infantil e juvenil de língua portuguesa: leituras do Brasil e d’além-mar”, aquela obra contava com a organização de Eliane Debus.

 

Segundo Maria Marta Furlanetto, em texto que apresenta o livro, “explorando as muitas facetas da leitura e da poesia que aí se imiscui em todos os tons, a obra que agora se concretiza compõe outra leitura, dos grandes que se dispõem a olhar ternamente para os pequenos, traçando-lhes caminhos de salutar formação para o encantamento, bem como da formação literária de quem deve dirigir o olhar da infância e da juventude para uma nova visão das coisas”.

 

A pesquisadora complementa: “Esta coletânea interessa particularmente aos estudantes e profissionais do campo literário e, por extensão, a quem tem paixão pelas letras ou começa a ser iniciado em seus labirintos de dizível e indizível, da aventura e do mistério, encantando pequenos e grandes, mobilizando quem lê e quem escreve, estimulando quem se dispõe à vida”.

 

O texto que compõe a contra capa apresenta com acuidade a obra: “Quando a estética é a relevância, fica garantida a arte literária no primeiro plano do texto, no seu contato mais primitivo com o leitor – pela sensibilidade; e isto já afiança o valor da Literatura Infantil e Juvenil, porque o prazer do texto faz um leitor. Sem descartar as finalidades cognitivas, pedagógicas, é no prazer do texto, na experiência sensorial da leitura, que irá se garantir um leitor – sensível, autônomo e crítico – vida a fora; apto, inclusive, ao uso da linguagem nas suas funções mais pragmáticas do cotidiano.

 

Chirley Domingues é Licenciada em Letras Português/Francês (1992) e Mestre em Literatura Brasileira (1998), pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora dos cursos de graduação em Letras e Pedagogia da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), onde desenvolve pesquisas na área de leitura e formação de professores, atualmente, coordena o curso de Letras da mesma universidade. É organizadora do livro “A cidade escrita: literatura, jornalismo e modernidade em

João do Rio”.

 

Dilma Beatriz Juliano é graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (1981), tem mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em Teoria Literária pela mesma instituição (2003). Atualmente é professora em tempo integral da Universidade do Sul de Santa Catarina

(UNISUL), atuando na linha de pesquisa Linguagem e Cultura do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e no Curso de graduação em Letras. Suas pesquisas convergem para as narrativas ficcionais de massa (telenovelas, minisséries entre outras) e para a literatura brasileira contemporânea, tanto no desenvolvimento de projetos quanto na orientação de trabalhos acadêmicos.

 

Eliane Santana Dias Debus é Doutora em Letras – Teoria Literária (PUC/RS-2001). Atualmente é professora do Departamento de Metodologia de Ensino, do Centro de Educação, da Universidade Federal de Santa Catarina (MEN/CED/UFSC). Eliane também é investigadora Associada do Centro de investigação em Promoção da Literacia e Bem-Estar da Criança – Universidade do Minho (Portugal). É autora de “Monteiro Lobato e o leitor, esse conhecido”, “Festaria de brincança: a leitura literária na educação infantil, entre outras obras.

 

PPGCL


Provinha Brasil é tema de dissertação

 

(15/10/2010) “Competências para a análise crítica de questões da Provinha Brasil: estudo de caso com docentes alfabetizadores de um município catarinense” foi o título da dissertação da estudante Fabiana Zulma Goulart Nazário defendida na noite desta quinta (14) na Sala de Treinamento do Bloco Sede do Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Segundo a estudante, a Provinha Brasil é um instrumento de avaliação da alfabetização infantil. “A Provinha Brasil tem como objetivo oferecer aos professores e aos gestores das escolas públicas e das redes de ensino um diagnóstico do nível de alfabetização dos alunos, ainda no início do processo de aprendizagem, permitindo assim intervenções com vista à correção de possíveis insuficiências apresentadas nas áreas da leitura e da escrita”, explica.

 

Em sua pesquisa, a estudante analisou a capacidade de os professores compreenderem as questões da Provinha Brasil e de interpretarem o alcance dessas questões como diagnose do estágio de alfabetização dos alunos.

 

“Meus dados apontam para necessidade de capacitação em serviço que considere: a internalização de um conjunto mínimo de elementos teóricos próprios da terminologia linguística e a internalização da matriz de competências pressuposta pela metodologia do Programa Pró-letramento e pela Provinha Brasil”, comenta

 

Segundo a autora, caso essas medidas não sejam tomadas, “a Provinha Brasil pouco subsídio pode fornecer aos alfabetizadores e pouco efeito terá sobre a qualificação da alfabetização e a proposição de metodologia que pensem simultaneamente alfabetização e letramento”.

 

Participaram da banca examinadora da dissertação, os professores Dr. Fábio José Rauen, orientador; Dra. Otilia Lizete de Oliveira Martins Heinig (FURB), avaliadora externa; Dra. Maria Marta Furlanetto (UNISUL), avaliadora interna; e Dr. Sandro Braga (UNISUL), suplente.

 

Suelen Francez Machado


Professoras visitam projeto Vídeo nas Aldeias

 

(14/10/2010) As professoras Dra. Alessandra Soares Brandão e Dra. Ramayana Lira de Sousa, PPGCL, visitaram, no dia 9 de outubro, o projeto Vídeo nas Aldeias, em Olinda, Pernambuco.

 

Durante a visita as professoras puderam acompanhar o processo de criação, realização e distribuição dos vídeos. A professora Ramayana salientou a importância de projetos como esse, que buscam democratizar a produção audiovisual, dando oportunidade para que grupos não-hegemônicos possam produzir suas próprias imagens, invertendo a relação colonial (seja manifesta de forma violenta ou paternalista) que ainda pauta a relação com os povos indígenas.

 

A professora Alessandra chamou a atenção para a relevância estética das produções, que têm o potencial de "descolonizar" o olhar do espectador. Em conversa com Vincent Carelli, coordenador do projeto, as professoras discutiram a importância da aproximação entre iniciativas como o VNA e as universidades.

 

Criado em 1987, Vídeo nas Aldeias (VNA) é um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil. O objetivo do projeto foi, desde o início, apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais e de uma produção compartilhada com os povos indígenas com os quais o VNA trabalha.

 

PPGCL


Docentes do PPGCL participam de evento sobre cinema

 

(14/10/2010) As professoras Dra. Alessandra Soares Brandão e Dra. Ramayana Lira de Sousa, PPGCL, participaram do 14º Encontro Anual da Sociedade Brasileira de Estudos do Cinema e do Audiovisual (SOCINE), realizado em Recife, entre 5 e 9 de outubro, na Universidade Federal de Pernambuco.

 

As professoras participaram do Seminário Temático "Cinema, Transculturalidade e Globalização", do qual a professora Ramayana foi uma das coordenadoras. “O Seminário Temático buscou discutir de que modo as questões referentes a nomadismo, transnacionalidade, fronteira, hibridismo, aparecem nas imagens do cinema”, comenta a professora Ramayana.

 

A professora Alessandra apresentou trabalho intitulado "A teta assustada e a estrangeiridade do/no corpo", e a professora Ramayana apresentou paper com o título "Movimentos do corpo em Madame Satã". Ambos os trabalhos desdobram as pesquisas das professoras dentro do PPGCL, que tematizam a relação entre cinema e política, com ênfase em questões transculturais, no caso da professora Alessandra, e nos problemas da violência, no caso da professora Ramayana. 

 

A SOCINE tem agregado pesquisadores das áreas do cinema e audiovisual de todo o Brasil e do exterior para uma ativa troca de conhecimento, representando o principal fórum de debates sobre as especificidades e as interrelações dos meios audiovisuais em seus diversos contextos: teórico, sócio-cultural, econômico e histórico. Os encontros reúnem pesquisas acadêmicas de envergadura que permitem uma reflexão sobre a cinematografia e o audiovisual brasileiro e de outros países a partir de perspectivas teóricas e críticas representativas dos debates atuais.

 

Na foto principal, um flagrante da apresentação da professora Dra. Alessandra Soares Brandão. Mais abaixo, a professora Dra. Ramayana Lira de Sousa.

 

 

PPGCL


Mestres em Ciências da Linguagem publicam o livro ‘Eco de duas vozes’

 

(08/10/2010) As professoras Maria de Fátima Silveira Pavei e Elza de Mello Fernandes publicaram o livro ‘Eco de duas vozes’. As autoras, que são mestres em Ciências da Linguagem pela Unisul, pertencem à Academia Içarense de Letras e Artes. O lançamento da obra ocorre em outubro.

 

O livro está dividido em três partes. Na primeira, intitulada versos, são apresentados 35 poemas de autoria de Elza, na segunda, intitulada prosa, são apresentadas 26 crônicas de autoria de Fátima e, na terceira, as duas autoras brindam os leitores com o texto do novo acordo ortográfico.

 

Nos poemas, ressalta-se a escolha apurada, o tratamento esmerado dos temas e o exercício de uma linguagem para deixar entrever outra linguagem. Os poemas são trabalhados de maneira elegante e madura, própria daqueles que dominam integralmente a arte do vercejar.

 

As prosas tratam de crônicas com temas variados, incluindo o tratamento de paisagens e personagens que de uma maneira ou de outra, povoaram e povoam o cotidiano da autora. O tratamento dado por ela aos textos possibilita ao leitor participar emocionalmente dos acontecimentos vividos ou absorvidos do cotidiano.

 

Todas as crônicas, com suas peculiaridades e o tratamento próprio dispensado pela autora, prendem o leitor e trazem elementos e exemplos ligados ao disposto no novo acordo ortográfico.

 

Maria de Fátima Silveira Pavei defendeu, em 2005, a dissertação intitulada “Influência do título na interpretação de charge: estudo de caso com base na Teoria da Relevância”, sob orientação do professor Dr. Fábio José Rauen.

 

Elza de Mello Fernandes defendeu, em 2004, a dissertação “Terno-de-Reis e Boi-de-Mamão em Içara (SC): as relações dialógicas na linguagem folclórica do ciclo natalino num município multiétnico”, orientada pela professora Dra. Mariléia da Silva Reis.

 

PPGCL/Pinheiro Neto (Adaptado)


Professora Solange Gallo sugere uma ciência portadora do presente

 

(06/10/2010) Professora Solange Maria Leda Gallo, PPGCL, sugere uma ciência que seja portadora do presente. A pesquisadora critica a política que privilegia as pesquisas científicas voltadas para a inovação de processos e produtos industriais. Segundo ela, a ‘ciência’ produzida nesse âmbito, materializa-se na sigla C&T.

 

“Em um trabalho desenvolvido anteriormente, em que analisei o Plano de Ação 2007-2010, do Ministério da Ciência e Tecnologia, pude mostrar quão hegemônico é o discurso político para a produção de C&T e Inovação”, comenta. “Uma expressão tirada desse documento, e que representa bem a posição do governo federal sobre a questão, é o enunciado ‘portadoras de futuro’, ao se referir às áreas capazes de produzir inovação”, complementa.

 

Para Solange, esse discurso deixa implícito que áreas de pesquisa que trabalham com a memória das populações, a identidade ligada a processos de produção artesanal e a cultura, seriam áreas ‘portadoras de passado’. “Acredito que o modo como as coisas são faladas e silenciadas depende da posição que se ocupa ao falar (ou calar). Não há dizer neutro, sem vínculo com a história”, explica.

 

UNISUL (Adaptado)

 

Abaixo segue a matéria na íntegra:

 

Ciência e Cultura

SOLANGE LEDA GALLO - Universalidade ou Identidade? Professora propõe uma ciência que seja portadora do presente

 

Há uma política muito forte, hoje, não só em nível federal, mas desdobrada para o nível estadual e regional, que privilegia as pesquisas científicas voltadas para a inovação de processos e produtos industriais. Essa “ciência”, que se produz nesse âmbito, materializa-se na sigla C&T.

 

Em um trabalho que desenvolvi anteriormente, em que analisei o Plano de Ação 2007-2010, do Ministério da Ciência e Tecnologia, pude mostrar quão hegemônico é o discurso político para a produção de C&T e Inovação. Uma expressão tirada desse documento, e que representa bem a posição do governo federal sobre a questão, é o enunciado “portadoras de futuro”, ao se referir às áreas capazes de produzir inovação.

 

Estaria, então, implícita nesse dizer, uma segunda afirmação, a de que nessa perspectiva da produção de riqueza ligada à economia globalizada, as áreas que trabalham com a memória das populações, sua identidade ligada a processos de produção artesanal e sua cultura seriam, então, áreas “portadoras de passado”?

 

Acredito que o modo como as coisas são faladas e silenciadas depende da posição que se ocupa ao falar (ou calar). Não há dizer neutro, sem vínculo com a história.

 

Considerando isso, o segundo ponto a ser levantado aqui, nesta reflexão, é o lugar onde nos encontramos hoje, neste “presente”, fruto da nossa história, aqui, e que nos confere identidade. Nós, portadores do presente, que somos das ciência humanas e sociais, e que consequentemente temos todos os problemas (sociais e humanos) em nossas mãos, desde o lixo produzido pelas indústrias, até as comunidade excluídas do grande banquete do capital, por meio de muros visíveis e invisíveis.

 

Diante disso, o que podemos pensar? E lembrando: o que podemos pensar depende do ponto de vista que adotamos para pensar. No caso de nossa universidade, por exemplo, podemos pensar, por um lado, que somos um centro produtor de conhecimento, que somos a maior universidade fundacional do Estado de Santa Catarina, e que este campus da Pedra Branca também é um centro, a partir do qual muita coisa está acontecendo neste momento. Somos o centro de um condomínio, que pela razão de nossa existência, está se expandindo e trazendo capital para a cidade onde estamos situados, o município de Palhoça. Esse município, por sua vez, depois da nossa chegada, tem se expandido consideravelmente, ao redor da universidade, onde já alocou sua Prefeitura, a Câmara dos Vereadores e seu primeiro shopping center. Perto de 50% dos nossos alunos são do município da Palhoça e de São José, município também beneficiado com a nossa existência. Temos, inclusive, uma agência especializada na captação e gestão de recursos ligados à C&T. Somos um centro.

 

Por outro lado, podemos pensar, contrariamente, que somos uma universidade periférica, na medida em que não estamos localizados no sudeste do país, onde está o principal polo produtor de conhecimento. Também não somos parte integrante do sistema federal de instituições de ensino superior, nem tampouco somos da rede pública de ensino gratuito. Finalmente, no caso deste campus, não somos sequer a sede da universidade da qual fazemos parte, e ainda aqui, somos de áreas “não portadoras de futuro”. Assim, tomando esse ponto de vista, se há algo que somos, e que nos confere identidade, é a periferia, em vários níveis.

 

E da mesma forma que podemos ser definidos pelo ponto de vista que adotamos, nossos vizinhos também podem. Assim, temos um entorno bastante rico, neste campus, e conectado com a universidade em muitos aspectos. Mas se adotarmos outro ponto de vista, veremos algumas comunidades, ainda, neste mesmo entorno, completamente espremidas, cada vez mais acuadas, em razão da sua pobreza e abandono. Essa população é de gente simples, de jovens sem oportunidade e em muitos casos, sem esperança.

 

Essa população precisa de nós todos, e principalmente de nós, das ciências humanas e sociais, do nosso conhecimento, da nossa legitimidade enquanto universidade.

 

Mas nós também precisamos dela, porque também estamos espremidos pelo capital globalizado, porque também somos regionais em muitos aspectos, porque somos igualmente periferia, em tantos outros sentidos.

 

Por essa razão, nós precisamos conhecer esses nossos vizinhos, compreendê-los e ajudá-los a crescer. Isso trará paz, tranqüilidade, segurança, e principalmente esperança para eles, para nós e para a população que está vindo viver em nosso redor.

 

Para nós e para eles, a afirmação de um lugar próprio e da sua história.

 

Tenho certeza que não faltarão parceiros para esse trabalho. Há muitos interessados nisso, neste momento.

 

Todos sabem que a melhoria de vida se dá em cadeia, em rede. Quando falta um elo, nada flui. Ficamos bloqueados.

 

É preciso, agora, dar o passo definitivo, agirmos com coragem associando todos esses elementos em uma mesma ação inovadora. Ou seja, precisamos ter coragem para, antes de mais nada, admitir nossa ignorância a respeito dessa população e o quanto temos que aprender nessa relação e admitir, também, nossa condição periférica. Depois disso, precisamos saber com que conhecimentos e tecnologias podemos contar, tanto as que já desenvolvemos, tecnologias sociais, quanto as que podemos desenvolver em conjunto.

 

Em seguida precisamos saber quantos são nossos parceiros e, finalmente, o mais importante, precisamos conquistar a confiança dessa população até agora excluída das universidades e dos meios de crescimento social, para podermos trabalhar junto.

 

Temos aqui reunidos membros de pelo menos uns quatro grupos de pesquisa e extensão da Unisul, mais um grupo da Univille, universidade parceira, e um grupo da UNc, também parceira. Além disso temos a coordenadora do COPPIR. Por outro lado temos membros da juventude NSD e do movimento hip hop daqui. Temos membros do corpo docente e discente da universidade. Acho que com este conjunto de pessoas, podemos começar, não precisamos mais.

 

O que estamos experimentando aqui, neste evento, é mais uma aproximação, dentre outras que estão em andamento. Estamos tendo hoje mais uma rápida visão do que podemos ter em conjunto, quase uma promessa de convivência produtiva com a diversidade cultural.

 

Estamos trabalhando aqui, neste seminário, com o financiamento do Ministério da Cultura. Podemos continuar a procurar esse tipo de recurso "alternativo" que possa dar sustentação à nossa ação.

 

Este trabalho de hoje gerará produção científica, e essa produção científica gerará mais aproximação com as culturas. É assim que entendemos a produção de Ciência e Cultura, de uma forma completamente amalgamada. Não só futuro, mas "presente", não só Ciência & Tecnologia, mas Ciência & Cultura, por meio da tecnologia: universalidade e identidade.

 

E na medida em que nossa experiência for trazendo bons resultados, podemos levar esse registro a outros que possam e queiram fazer o mesmo. Estou certa que aí está "nosso presente".

 

SOLANGE MARIA LEDA GALLO, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, na abertura do II Seminário Integrado e Interinstitucional Ciência e Cultura realizado nos dias 27 e 28 de setembro na Unisul.

 

UNISUL


Raymond Duval discute semiótica e ensino de matemática

 

(01/10/2010) Cíntia Rosa da Silva reuniu-se com o pesquisador francês Raymond Duval na UNIBAN, na última quinta (30), para discutir questões relacionadas à correlação entre semiótica e ensino de matemática. O contato com o autor decorre de pesquisa que se iniciou com sua dissertação de mestrado, orientada pelo prof. Dr. Fábio José Rauen e defendida em julho de 2009 no PPGCL.

 

Cintia Rosa da Silva é doutoranda em Educação Matemática pela PUC/SP e mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul. Atualmente, ela participa do grupo de pesquisa PEA-MAT e vem desenvolvendo uma pesquisa que coteja a teorias de registro de representação semiótica de Raymond Duval e a semiótica de Charles Sanders Peirce, que é orientada pelo prof. Dr. Saddo Ag Almouloud. O trabalho é uma decorrência de sua pesquisa de mestrado intitulada “Conversão de registro de representação: desenvolvimento de aplicativos para ensino-aprendizagem de funções”. Almouloud fez parte da banca de Cintia.

 

Raymond Duval é filósofo e psicólogo de formação, mas vem contribuindo significativamente para as pesquisas em educação matemática. Ele está no Brasil participando de atividades acadêmicas no Programa de Educação Matemática da UNIBAN.

 

“Questionei o pesquisador quanto à caracterização semiótica presente em sua teoria de registro de representação semiótica”, conta Cintia. “Ele dedicou duas horas para explicar pacientemente sua compreensão sobre as noções de registro de representação semiótica, a semiologia de Saussure e a semiótica de Peirce”, comemora.

 

“Além de explicitar sua nova área de investigação, a Visualização em Geometria e socializar cinco artigos conosco”, comenta Talita Carvalho Silva de Almeida, colega de doutorado de Cintia que também participou da reunião. “Duval foi atencioso e paciente, contribuiu com expressivas e decisivas informações que conduzirão nossas pesquisas”, completam as estudantes.

 

Para conhecer a dissertação de Cintia, clique aqui.

 

PPGCL


Pedra Branca sedia Seminário

 

(30/09/2010) O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem promoveu nos dias 27 e 28 de setembro o II Seminário Integrado e Interinstitucional Ciência e Cultura, realizado no campus universitário da Grande Florianópolis - Pedra Branca.  

 

O evento faz parte do projeto “As relações Culturais e artísticas e a preservação do patrimônio material e imaterial implicados no desenvolvimento regional de Canoinhas, Florianópolis, Tubarão e Joinville” e é desenvolvido pela UNISUL, UnC e UNIVILLE.  Com duração de dois anos, este projeto prevê a realização de seis seminários, dois em cada uma das instituições participantes. A cidade de Canoinhas realizou o primeiro seminário nos dias 30 e 31 de julho.

 

Nesta segunda edição foram apresentadas as pesquisas dos programas de Pós-Graduação das três instituições, através de apresentações orais dos mestrandos, doutorandos e professores/pesquisadores dos Programas de Pós-graduação.

 

A abertura do evento contou com a participação da Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, professora Dra. Sônia Maria Hickel Probst, do diretor do Campus da Grande Florianópolis, Hércules Nunes de Araújo, representando o Magnífico Reitor da UNISUL, Dr. Ailton Nazareno Soares, e da professora Dra. Solange Maria Leda Gallo, Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e Coordenadora geral do projeto.

 

Logo após, os mestrandos e doutorandos do PPGCL apresentaram suas pesquisas sobre Cultura, Ciência e Discurso. Em seguida houve o evento cultural Ópera Hip Hop e a mesa redonda Ciência e Cultura.

 

No segundo dia de evento (28), a UNIVILLE apresentou trabalhos sobre Ciência, Patrimônio Cultural e Arte e a UnC teve por temática Cultura, Ciência e Desenvolvimento.

 

A equipe do Feito a Mão do PPGCL também exibiu o novo site, onde estão os audiovisuais de cultura produzidos pelo grupo: www.cienciaecultura.com.

 

No final dos debates, foram exibidos três curtas-metragens produzidos pelos acadêmicos de Cinema e Realização Audiovisual da Unisul. Os filmes exibidos foram Mais ou Menos, Balet das Coisas e Fotossensível.

 

“O seminário fortaleceu ainda mais as relações dos três programas, que já tem uma visão das possibilidades de aprofundamento dos temas do projeto. O próximo passo será o de aproximar discentes e docentes das três instituições para o desenvolvimento dos futuros trabalhos”, comenta a professora Solange Maria Leda Gallo. “Também houve o desenvolvimento de uma minuta para um projeto de captação de recursos para um grande trabalho sobre o Contestado que em 2012 comemora 100 anos, e o grupo já planeja apresentar os resultados do trabalho no âmbito estadual”, completa.

 

Na foto principal, um instante do evento cultural Ópera Hip Hop. Mais abaixo, um flagrante da apresentação do PPGCL.

 

 

Edna Mazon


Professora Solange Gallo propõe movimento pela ciência e cultura

 

(29/09/2010) Um movimento em prol da ciência e da cultura, tendo como meio a tecnologia, contrapondo-se ao discurso que coloca sempre a ciência ao lado da tecnologia foi o ousado desafio que a professora Solange Maria Leda Gallo, PPGCL, propôs nesta última terça (28) durante o II Seminário Integrado e Interinstitucional Ciência e Cultura.

 

Segundo a professora, é perceptível esse movimento que une ciência e tecnologia no discurso dos que se denominam ‘portadores do futuro’.  “Então, nós que produzimos conhecimento na área das ciências humanas somos portadores do passado, porque muitas vezes trabalhamos com a memória?”, questiona. “Cientistas sociais e de toda a área das ciências humanas, devem propor-se como portadores do presente, inseridos na realidade em que participam e para qual podem contribuir com os avanços do conhecimento gerado por suas pesquisas”, afirma.

 

A intervenção-manifesto da professora Solange proporcionou um panorama de pesquisas desenvolvidas por professores e alunos da Unisul integrados ao projeto “As relações culturais e artísticas e a preservação de patrimônio material e imaterial implicados no desenvolvimento regional de Canoinhas, Florianópolis, Tubarão e Joinville”, patrocinado pela Capes/Minc.

 

O evento reuniu professores e alunos de três universidades de Santa Catarina: a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), a Universidade do Contestado (UnC) e a Universidade da Região de Joinville (Univille).

 

O terceiro seminário do projeto acontecerá em novembro, em Joinville. Em 2011, cada uma das instituições participantes sediará mais um evento. “Assim teremos uma ideia do que está sendo discutido e pesquisado em ciência e cultura nestas três universidades, a cada evento tendo como tema o foco dos Programas de Pós-graduação participantes do projeto”, observa a professora Giovanna Flores.

 

Na foto, da esquerda para a direita, Marcos Antônio Batista, Solange Maria Leda Gallo, Fátima Lima, Ramayana Lira de Sousa e Ana Paula Cardozo da Silva.

 

UNISUL (Adaptado)


Educação permanente: a pesquisa como valor

 

(23/09/2010) O professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, foi entrevistado por Eloy Simões, jornalista, publicitário e docente da Universidade do Sul de Santa Catarina. Na ocasião, Rauen falou sobre educação permanente: a pesquisa como valor.

 

No início da matéria, Eloy Simões elogia o trabalho realizado pelo professor Fábio José Rauen no Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. “Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha quando conversei pela primeira vez com o professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. Objetivo, ele mostrou-me cada detalhe do que fazia e da área que dirige. Tudo funcionando com perfeição”, enaltece.

 

Segundo a matéria, para o professor Fábio José Rauen o desenvolvimento histórico é irresistível. “Cada vez mais o mercado de trabalho está demandando profissionais em perene estado de aprendizagem. Reconhecer essa realidade e, principalmente, aderir a essa realidade é o que de mais sensato a universidade pode fazer”, afirma. “Não vejo a menor dificuldade em encarar isso, porque essa permanente sede por conhecimento faz parte do DNA dos pesquisadores que compõem o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem”, complementa.

 

Para Rauen, a existência em si mesmo do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem já manifesta o firme propósito de a Unisul se constituir verdadeiramente como universidade. “O papel do PPGCL foi e continua sendo o de ser vanguarda institucional. Fomos o primeiro curso de mestrado e o primeiro curso de doutorado reconhecido pela Capes”, comenta.

 

Para acessar a matéria completa, clique aqui.

 

PPGCL/UNISUL


Mestrado e Doutorado obtêm nota 4 na CAPES

 

(16/09/2010) Os cursos de mestrado e de doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul receberam nota 4 na avaliação trienal 2007-2009 da CAPES. Resultados da avaliação foram divulgados nesta semana pela Agência.

 

O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem obteve nota 4 na última avaliação trienal da CAPES. Os Programas que possuem doutorado recebem notas que vão de 1 a 7. As duas primeiras notas descredenciam os cursos e as duas últimas são destinadas aos programas de excelência internacional, algo em torno de 10% do total de programas avaliados. As notas 3, 4 e 5 agrupam cerca de 85% dos Programas do país.

 

“Esse resultado é muito expressivo, porque consolida a liderança de nosso Programa na Universidade e reflete os avanços que obtivemos nesses últimos anos”, comenta o professor Fábio José Rauen, Coordenador do PPGCL. “Somente 19% dos Programas elevaram sua nota nessa avaliação e estamos entre esse grupo seleto”, comemora.

 

Na área de Letras e Linguística: 35 Programas obtiveram a nota 3 (30,9%); 37 Programas obtiveram a nota 4 (33,6%); 27 Programas obtiveram a nota 5 (24,5%); 8 Programas obtiveram a nota 6 (7,3%); e 4 Programas obtiveram a nota 7 (3,6%). Nenhum Programa foi, portanto, classificado com as notas 1 ou 2.

 

A avaliação da CAPES ocorreu entre os dias 19 de julho e 14 de agosto deste ano e contou com a participação de 877 avaliadores, organizados em 46 comissões. Os avaliadores analisaram os dados referentes ao período de 2007 a 2009 que foram informados pelos 2.718 programas avaliados. Os resultados foram chancelados na 120ª reunião do Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) entre os dias 30 de agosto a 3 de setembro de 2010.

 

Além do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem os cursos de Mestrado em Administração, Educação e Ciências da Saúde da Unisul foram avaliados pela agência, todos obtendo a nota 3.

 

Você pode ter acesso ao Documento da Capes clicando aqui.

 

PPGCL


Seminário reunirá pesquisas de três universidades catarinenses

 

(15/09/2010) Ciência e Cultura é o tema do seminário que vai reunir pesquisas de professores e alunos de três instituições de ensino de Santa Catarina: a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Universidade do Contestado (UnC) e Universidade da Região de Joinville (Univille). Matéria sobre o evento foi publicada como Capa no sítio do Ministério da Cultura nessa última segunda (13).

 

O II Seminário Integrado e Interinstitucional acontece nos dias 27 e 28 deste mês, no campus Grande Florianópolis, da Unisul, e faz parte do projeto “As Relações Culturais e Artísticas e a Preservação de Patrimônio Material e Imaterial Implicados no Desenvolvimento Regional de Canoinhas, Florianópolis, Tubarão e Joinville”, desenvolvido com patrocínio do Programa Pró-Cultura da Capes/Minc pelas três universidades. Com duração de dois anos, o programa prevê a realização de seis seminários, dois em cada uma das instituições participantes.

 

Cada seminário destaca o foco das pesquisas desenvolvidas pela instituição que sedia o evento. Desta vez, o tema será Ciência e Cultura, pois o projeto é desenvolvido na Unisul por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e do Núcleo de Discurso Cultura e Mídia. “Vamos enfocar especificamente a relação da universidade enquanto produtora de ciência e sua relação com a cultura de seu entorno e com a comunidade”, diz a professora Solange Leda Gallo, coordenadora do seminário.

 

O primeiro seminário, realizado em agosto na UnC, teve como tema Economia, Cultura e Desenvolvimento. O próximo, que acontecerá na Univille, destacará a arte sob o aspecto da ciência.

 

As inscrições são gratuitas, dão direito a certificado, e podem ser feitas no próprio local de realização do seminário.

 

Veja a programação completa aqui.

 

(Comunicação Social/MinC)


Infográfico é ferramenta de trabalho para professores 

 

(14/09/2010) André Henrique Nunes do Carmo, estudante do curso de letras e bolsista de iniciação científica, (UNISUL/PIBIC/CNPq), apresentou o trabalho intitulado “Infografia: uma necessidade da escola do século XXI para formação dos estudantes de ensino fundamental e ensino médio”, nesta última quinta (09), na V Jornada Unisul de Iniciação Científica (JUNIC).

 

O Projeto de iniciação científica de André Henrique do Carmo, orientado pelo professor Sandro Braga, analisou o perfil de leitura dos estudantes do ensino fundamental e médio. Além disso, o trabalho pretendia saber se os alunos sabem identificar e diferenciar tabela, gráfico e infográfico e, qual o nível de compreensão dos estudantes com relação à leitura desse material. A pesquisa foi realizada durante um ano e foram entrevistados 100 alunos do 9º ano do ensino fundamental.

 

Segundo o estudante, infográficos são recursos gráficos visuais para apresentação sucinta e atraente de determinadas informações. O tema da pesquisa é a utilização de infográficos produzidos em matérias jornalísticas como ferramenta de pesquisa. “O infográfico faz o aluno pensar. Através desse recurso o estudante tem a chance de analisar dados e interpretar um fato ou informação”, explica.

 

“Os infográficos pode ser usados como suporte nas atividades feitas em sala de aula. Antes os estudantes eram acostumados a ensinos de enciclopédia. O estudante só precisava saber. Hoje é diferente. Se fizermos uma análise dos vestibulares, concluímos que os estudantes têm que pensar e interpretar fatos para responder questões”, conta Carmo. “As questões do Enem, por exemplo, exercitam a habilidade de ler e interpretar esse material. A ideia do projeto é ver se os estudantes estão preparados para essa interpretação”, complementa.

 

Os resultados da pesquisa foram apresentados na V Jornada Unisul de Iniciação Científica. O JUNIC é um evento de divulgação científica promovido pela universidade, onde se mostra os resultados de pesquisas feitas por acadêmicos da universidade sob a orientação de professores.

 

SIC/UNISUL (Adaptado)


Jornada de divulgação científica movimenta a Unisul

 

(14/09/2010) A V Jornada Unisul de Iniciação Científica, JUNIC, e o V Seminário de Pesquisa movimentaram o Campus de Tubarão da Unisul nesta última quinta (9). Os alunos de graduação André Carmo, Bruno Andrade, Fernando Maria e Helena Schmid, orientados por docentes do PPGCL, apresentaram seus trabalhos de pesquisa.

 

A JUNIC tem como principal objetivo divulgar resultados de pesquisas fomentadas com recursos institucionais, PUIC e PUIP; com recursos do governo do Estado de Santa Catarina, PMUC e Artigo 170; e com recursos do governo Federal, PIBIC. Além de consolidar ações empreendidas na área de pesquisa, a JUNIC é uma contrapartida às exigências do programa PIBIC do CNPq.

 

A abrangência da JUNIC na região estende-se com a realização simultânea do Seminário de Pesquisa, que promove integração e debates entre diferentes grupos de pesquisa da instituição e representantes da comunidade científica, visando aprimorar suas ações no desenvolvimento da ciência e tecnologia da região.

 

Neste ano, a V Jornada Unisul de Iniciação Científica contou com a participação de quatro estudantes orientados por professores do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, financiados pelo Programa PIBIC/CNPq: André Henrique Nunes do Carmo, orientado pelo professor Dr. Sandro Braga; Bruno Poluceno de Andrade, orientado pela professora Dra. Marci Fileti Martins; Fernando de Souza Maria, orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen; e Helena Karla Isoppo Schmid, orientada pela professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá.

 

Veja abaixo os quatro trabalhos apresentados:

 

“Infografia: uma necessidade da escola do século XXI para formação dos estudantes de ensino fundamental e ensino médio”

André Henrique Nunes do Carmo - PIBIC

Dr. Sandro Braga (orientador)

 

“O gesto autônomo”

Bruno Poluceno de Andrade - PIBIC

Dra. Marci Fileti Martins (orientadora)

“Processos interacionais em mensagens postadas no fórum virtual Religião é veneno: análise com base na teoria da relevância”

Fernando de Souza Maria – PIBIC

Dr. Fábio José Rauen (orientador)

“Análise de gênero e função social nas designações das ruas de municípios das microrregiões da AMUREL e AMREC”

Helena Karla Isoppo Schmid - PIBIC

Dra. Jussara Bittencourt de Sá (orientadora)

 

PPGCL/UNISUL


Dissertação analisa identidades corporais conflitantes

 

(10/09/2010) “Discursos midiáticos e identidades corporais conflitantes: modelagem na revista Manequim” foi o título da dissertação de Ana Maria Riquelme Vega, defendida na quinta-feira (2), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Em sua pesquisa, a estudante analisou criticamente o discurso de uma revista feminina voltada à moda, partindo da proposição de que as revistas femininas compartilham do modelo de corpo magro alinhado à moda do momento e, embora vendam a noção de que moda é escolha individual, prescrevem o que a leitora-mulher deve ou não usar em termos de vestuário para se aproximar deste modelo ‘ideal’.

 

“A questão inicial investigada neste trabalho é a constante busca da mulher para se aproximar do padrão corpóreo da beleza vigente, ao mesmo tempo mantendo a ilusão de poder construir-se como indivíduo distinto, possuidor de um estilo próprio e exclusivo”, explica Ana Maria. “Esse padrão é construído, legitimado e disseminado pela mídia, que também tem o poder de nos apresentar diferentes formas para alcançá-lo”, completa.

 

Um dos objetivos da pesquisadora foi o de investigar as escolhas visuais presentes em processos de manutenção, criação ou alteração de padrões de beleza, identidade e consumo. “Para tanto, analisei matérias e textos sobre vestuário e modelagem da revista Manequim, que tem circulação nacional”, afirma a estudante.

 

Participaram da banca examinadora da dissertação, os professores Dra. Débora de Carvalho Figueiredo, orientadora; Dr. Adair Bonini (UFSC), avaliador externo; e Dra. Rosângela Morello, avaliadora interna.

 

Edna Mazon


“Fazendo Gênero” conta com docentes do PPGCL

 

(30/08/2010) As professoras Alessandra Soares Brandão, Ramayana Lira de Sousa e Jussara Bittencourt de Sá participaram do Seminário Internacional Fazendo Gênero – Diásporas, Diversidades, Deslocamentos, que ocorreu nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina, entre os dias 23 e 26 de agosto.

 

O evento é um dos principais fóruns para discussão de questões relativas a gênero no país. As professoras participaram do Simpósio Temático “As fronteiras no cinema e do cinema”. O Simpósio, no âmbito da análise de filmes, priorizou o estudo de obras em que são apresentadas questões relativas à representação, na perspectiva de gênero, de identidades e alteridades no cruzamento no contexto do século XXI.

 

Alessandra Soares Brandão apresentou o trabalho intitulado “Trânsito e mobilidade: En la Puta Vida e as simultaneidades transfronteiriças do corpo”. “O trânsito é uma experiência de simultaneidade e dilatação do presente, um movimento dinâmico que implica o deslizamento para uma dimensão espacial dada por deslocamentos, transferências e descentralização (Perniola)”, comenta. “Esses deslocamentos têm tido considerável relevo no cinema latino-americano recente. O filme En la Puta Vida, de Beatriz Flores Silva, explora a relação entre o deslocamento espacial e as (re)negociações de identidades dadas nas simultaneidades transfronteiriças construídas pelo próprio corpo das personagens”, complementa.

 

Ramayana Lira de Sousa discutiu sobre o estudo “Uma pequena utopia: El Niño Pez nada além das fronteiras”. “A heterogeneidade do continente latino-americano abarca interseções de fluxos transfonteiriços, transculturais e translocais, possibilitando a transformação de subjetividades e pontos de vista. O ‘nacional’ já não é parâmetro para se pensar o trânsito, exigindo um olhar sobre as passagens entre locais historicamente situados e culturalmente específicos”, comenta. “O filme argentino El Niño Pez, de Lucía Puenzo, questiona o pertencimento (nacional, cultural, linguístico, de classe e de gênero) na história de duas adolescentes - uma rica colegial argentina e uma índia guarani paraguaia empregada da família argentina - que, em busca de um (não-)lugar onde concretizar seu amor, remetem suas esperanças à utopia da casa do lago, no Paraguai”, complementa.

 

Também participou do evento a professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá, com o trabalho “Beija-flor e Rosa-choque: a arte com sabor de fruta mordida”, que foi apresentado no Simpósio Temético “Migrações da canção brasileira: gênero, regionalismos, sentimentos e preconceitos”.

 

 

PPGCL


Pró-reitoria apresenta as UNAs ao Programa

 

(30/08/2010) Docentes e discentes do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem reuniram-se na terça-feira (24) no campus de Pedra Branca e na sexta (27) no campus de Tubarão para exposição da professora Dra. Sônia Maria Hickel Probst, Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, sobre as novas diretrizes da Universidade à luz da educação permanente.

 

As Unidades Administrativas, UNAs, sinalizam uma nova dinâmica na caminhada processual na Unisul, cuja finalidade é qualificar e dar sustentabilidade às ações de ensino, pesquisa e extensão, estruturadas, nos diferentes níveis e modalidades, em áreas de conhecimento e sob o enfoque da educação permanente.

 

“Quando se fala da educação permanente, a Unisul quer ser encarada como uma universidade em que o aluno possa ingressar desde o ensino infantil até a graduação, mestrado ou doutorado, para que ele vislumbre a possibilidade de estar continuamente aprendendo, já que estamos inseridos na era do conhecimento”, comenta a professora Sônia Maria Hickel Probst. “Por isso, fala-se em educação permanente. Atualmente, ninguém pode dizer ao término do curso que já sabe tudo, pois isso não é uma verdade, tendo em vista que a evolução do conhecimento é muito rápida”, complementa.

 

Em seguida, a professora Sônia fez uma breve apresentação das áreas de atuação da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação e dos três setores que dela fazem parte: a pesquisa, a pós-graduação e a inovação e tecnologia (AGETEC).

 

Na sequência, a professora fez um pequeno retrospecto da evolução da pesquisa e da formação de cientistas no Brasil, enfatizando as dificuldades e as ações empreendidas para, em seguida, cotejar a situação atual em nível nacional e institucional.

 

“A academia ainda não sabe fazer pesquisa, montar projetos para buscar fonte de financiamento e este é o grande desafio da Unisul e para vocês, futuros mestres e doutores”, conclui.

 

Em Tubarão, a apresentação contou também com a participação de funcionários da Gerência de Pesquisa e Extensão – GEPEX, que tem a função de auxiliar os docentes pesquisadores nas demandas que envolvem a prospecção, elaboração e gerenciamento de projetos que necessitam de fomento externo.

 

Edna Mazon e Suelen Francez Machado


Encerra-se a Semana de Qualificação de Projetos de Dissertação

 

(30/08/2010) A Semana de Qualificação de Projetos de Dissertação encerrou-se com a apresentação de quatro projetos de pesquisa da Linha Texto e Discurso, nesta última sexta (27), no Campus Sul em Tubarão.

 

A Semana de Qualificação de Projetos é etapa essencial da formação acadêmica em um curso de stricto sensu. Em essência, um curso de mestrado deve formar pesquisadores, e a elaboração da dissertação é o instrumento privilegiado que revela as capacidades e habilidades que o estudante está desenvolvendo para dar conta de uma pesquisa de alto nível. Isso exige dele uma sólida antecipação de todas as etapas da pesquisa.

 

Segundo o professor Fábio José Rauen, docente da disciplina Introdução à Produção Acadêmica e autor de três livros sobre Metodologia da Pesquisa, um projeto de dissertação contém, em geral, três capítulos fundamentais: introdução, fundamentação teórica e metodologia.

 

Na introdução, o estudante aborda o objeto de sua pesquisa. Nesse capítulo, ele contextualiza e justifica a relevância do tema de seu trabalho, para então eleger um problema de pesquisa (uma questão, às vezes, um conjunto de questões que ele pretende responder com o trabalho). Escolhido o problema ou as questões de pesquisa, o pesquisador apresenta seus objetivos gerais e específicos e antecipa os conteúdos dos demais capítulos.

 

Na fundamentação teórica, o estudante deve ser capaz de tratar de um conjunto de elementos teóricos basilares para dar conta de três metas: conhecer o objeto, elaborar a metodologia e antecipar a análise dos dados ou achados a serem obtidos na pesquisa.

 

Na metodologia, o estudante define que tipo de método dará conta de sua investigação, incluindo, em certos casos, hipóteses de pesquisa. Nesse capítulo, espera-se que o estudante antecipe como irá coletar e analisar os dados, bem como apresente o cronograma de execução do trabalho.

 

Veja a lista de trabalhos apresentados e aprovados no evento:

 

Jucirlei Pereira Casagrande

“Leitura de crônicas em sala de aula: modos de produção de sentido”

Banca:

Dr. Sandro Braga (orientador);

Dra. Maria Marta Furlanetto;

Dr. Maurício Eugênio Maliska.

Manoel Mathias Ferreira

“Análise de um debate político-discursivo entre agricultores e aparelhos ideológicos de estado”

Banca:

Dr. Sandro Braga (orientador);

Dra. Maria Marta Furlanetto;

Dr. Maurício Eugênio Maliska.

Erly Perini Popoaski

“Escola vivida – fragmentos do ethos do colégio Dehon: uma análise discursiva em depoimentos de alunos, professores e dirigentes”

Banca:

Dra. Maria Marta Furlanetto (orientadora);

Dr. Sandro Braga;

Dr. Fábio José Rauen.

 

Rosane Lemos Barreto

“Discurso de docentes do ensino fundamental I sobre sujeitos com patologia de linguagem: estudo com base na análise do discurso de linha francesa”

Banca:

Dr. Maurício Eugênio Maliska (orientador);

Dr. Fábio José Rauen;

Dr. Sandro Braga.

 

Na foto principal, um flagrante da banca de docentes da linha texto e discurso. Da esquerda para a direita, os professores Maria Marta Furlanetto, Sandro Braga, Fábio José Rauen e Maurício Eugênio Maliska.

 

PPGCL


Estudantes de Pedra Branca qualificam projetos de dissertação

 

(25/08/2010) Nove trabalhos foram apresentados na semana de qualificação de projetos de dissertação, nesta última segunda (23), no Campus da Grande Florianópolis em Pedra Branca.

 

A Semana de Qualificação de projetos de dissertação é uma etapa obrigatória na formação dos futuros mestres em Ciências da Linguagem. O projeto é apresentado oralmente e avaliado por três docentes: o orientador, que preside a comissão avaliadora, juntamente com mais dois docentes na qualidade de arguidores.

 

“A partir da semana de qualificação de projetos pode-se perceber a riqueza de materiais e ideias produzidas pelos docentes e discentes”, comenta a professora Dra. Solange Maria Leda Gallo, coordenadora do Programa no campus de Pedra Branca. “Cada tema é trabalhado de acordo com a teoria e o método que sustenta a reflexão, sem deixar de trazer marcas do próprio aluno e do seu orientador, o que torna os trabalhos muito instigantes”, destaca.

 

Veja a lista dos projetos apresentados:

 

Cristina Castellano

“Museu, linguagem e a coleção etnográfica Ticuna: da transformação dos contextos”

Banca:

Dr. Aldo Litaiff (orientador);

Dra. Solange Maria Leda Gallo;

Dra. Alessandra Soares Brandão.

Leonardo Amorim Roat

“Novas mídias na cena contemporânea: possibilidades de (re) significação dos axiomas da linguagem cênica consolidada”

Banca:

Dr. Fernando Simão Vugman (orientador);

Dra. Alessandra Soares Brandão;

Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano.

Simone Boeira Amaral

“Análise do gênero do filme Segurança Nacional como filme que busca apresentar o Brasil como potência internacional, propondo uma nova mitologia para a identidade no país”

Banca:

Dr. Fernando Simão Vugman (orientador);

Dra. Ramayana Lira Sousa;

Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano.

Bruno Rodrigues Gonzalez

“Estereótipos, clichês e fantasia: o Brasil sob a ótica do cinema estrangeiro”

Banca:

Dr. Fernando Simão Vugman (orientador);

Dra. Ramayana Lira Sousa;

Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano.

Nágila Cristina Hinckel

“Os recursos educacionais abertos e a materialização do sujeito leitor aprendente no projeto OPENLEARN da OPEN UNIVERSIT”

Banca:

Dra. Solange Maria Leda Gallo (orientadora);

Dra. Maria Marta Furlanetto;

Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano.

Jorge Alexandre Lucas

“Os múltiplos sentidos da ciência: do acadêmico ao político, da pesquisa a inovação tecnológica”

Dra. Solange Maria Leda Gallo (orientadora);

Dra. Rosângela Morello;

Dr. Sandro Braga.

Kenya Simas Tridapalli

“Educação escolar indígena: conquistas, desafios e perspectivas do ensino bilíngue e intercultural da língua MBYÁ-Guarani em Santa Catarina”

Dra. Rosângela Morello (orientadora);

Dr. Aldo Litaiff;

Dr. Fernando Simão Vugman.

Juliana Melek Bublitz

“A identidade autoral em trabalhos de conclusão de curso de alunos de administração”

Dr. Aldo Litaiff (orientador);

Dr. Sandro Braga;

Dra. Rosângela Morello.

Carolina Bithencourt Rubin

“Discurso, representação e identidade: depoimentos de garotas com transtornos alimentares”

Dr. Sandro Braga (orientador);

Dra. Rosângela Morello;

Dra. Solange Maria Leda Gallo.

 

Edna Mazon


Quatro projetos abrem Semana de Qualificação

 

(23/08/2010) Semana de Qualificação de Projetos de Dissertação abre com a apresentação de quatro projetos de pesquisa, nesta última sexta (20), no Campus Sul em Tubarão.

 

Os trabalhos representam as pesquisas em andamento na linha de Linguagem e Cultura do curso de mestrado em Ciências da Linguagem que são sediados no Campus Sul.

 

“A qualificação de projetos é uma etapa essencial para o aprimoramento das propostas de pesquisa”, disse o professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa. “É nessa oportunidade que a banca pode de fato interferir nos rumos da pesquisa, chamando a atenção para aspectos que precisam ser corrigidos e que garantirão a cientificidade do trabalho”, complementa.

 

A semana de qualificação prossegue nesta segunda-feira (23) com a apresentação de 9 projetos de alunos do campus de Pedra Branca e se encerra na próxima sexta-feira (27) com a apresentação de mais 4 trabalhos em Tubarão, agora da linha Texto e Discurso.

 

 

Veja a lista de trabalhos apresentados:

 

Fábio Bitencourt Cadorin

“Exame de processos de representação da identidade cultural local em reportagens do telejornal ‘Câmera Aberta’, veiculadas pela Unisul TV”

Banca:

Dra. Jussara Bittencourt de Sá (orientadora);

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes;

Dra. Ramayana Lira de Sousa.

José Carlos dos Santos Debus

"O cinema que pensa a pedagogia: autonomia e emancipação nas práticas pedagógicas recriadas nos filmes 'entre os muros da escola' e 'o contador de histórias''

Banca:

Dra. Ramayana Lira de Sousa (orientadora);

Dra. Jussara Bittencourt de Sá;

Dra. Alessandra Soares Brandão.

Tatiana Czornabay Manica

“A mulher e a heroína: análise sobre a representação de Anita Garibaldi em obras ficcionais”

Banca:

Dra. Jussara Bittencourt de Sá (orientadora);

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes;

Dra. Ramayana Lira de Sousa.

Fernanda Maccari Guollo

“A recepção leitora de Dom Quixote das crianças: da prosa às histórias em quadrinhos”

Banca:

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (orientadora);

Dra. Jussara Bittencourt de Sá;

Dra. Alessandra Soares Brandão.

 

Suelen Francez Machado


Cultura é tema de seminário em Canoinhas

 

(11/08/2010) Pesquisadores e bolsistas do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e do Núcleo de Discurso Cultura e Mídia da Universidade do Sul de Santa Catarina participaram do 1º Seminário Integrado e Interinstitucional Economia, Cultura e Desenvolvimento na cidade de Canoinhas nos dias 30 e 31 de julho.

 

O 1º Seminário Integrado e Interinstitucional Economia, Cultura e Desenvolvimento reuniu professores e alunos bolsistas da Unisul, Univille e UnC. O evento faz parte do projeto "As relações Culturais e Artísticas e a Preservação de Patrimônio Material e Imaterial Implicados no Desenvolvimento Regional de Canoinhas, Florianópolis, Tubarão e Joinville", desenvolvido pelas três universidades mencionadas acima e com o patrocínio da Capes/Minc.

 

O projeto, com dois anos de duração, prevê a realização de seis seminários para a troca de experiências entre os participantes sobre o andamento das pesquisas que cada instituição realiza na sua área de atuação sobre as relações culturais e como elas são definidas e estabelecidas nos campos político, jurídico e administrativo. O projeto também pretende compreender as relações culturais nos espaços da cidade a partir de seu patrimônio estadual e como se inscrevem os sujeitos cidadãos nessa relação de pertencimento ou resistência nas relações culturais.

 

O evento iniciou com o 1º Fórum dos Gestores Culturais da região, apresentação de comunicações orais de mestrandos e doutorandos, além da palestra da professora Ana Carla Reis sobre economia cultural e desenvolvimento. Pela Unisul, participaram os bolsistas Bruno de Andrade, iniciação científica; Antonio Lopes, iniciação científica; Lúcio Flávio Giovanella, mestrando em Ciências da Linguagem; juntamente com as professoras do curso de Comunicação Social, Giovanna Flores e Mara Salla, mestranda em Ciências da Linguagem.

 

No segundo dia, uma mesa redonda sobre economia cultural e desenvolvimento regional reuniu as professoras Solange Maria Leda Gallo, Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul; Nadja de Carvalho Lamas; Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da Univille; e Maria Luiza Milani, Mestrado em Desenvolvimento Regional da UnC.

 

O próximo seminário    ocorrerá no campus da Grande Florianópolis da Universidade do Sul de Santa Catarina nos dias 27 e 28 de setembro.

 

Assessoria de Comunicação da Universidade do Sul de Santa Catarina (Adaptado)


Emoção marca aula inaugural no campus de Tubarão

 

(10/08/2010) História, currículo dos cursos de mestrado e de doutorado, caracterização e disciplinas foram alguns dos assuntos abordados em palestra do professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa, nesta última sexta (6), no campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Como parte das atividades inaugurais das turmas 2010 do Campus de Tubarão, o PPGCL organizou uma conferência intitulada “De despropósitos e peraltagens: a leitura e a escrita literária e os (des)arranjos com as palavras”, ministrada pela professora Dra. Eliane Santana Dias Debus. Posteriormente, os alunos foram acolhidos pelo professor Dr. Fábio José Rauen com uma palestra sobre a concepção dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem.

 

“A aula inaugural é uma ótima ocasião para apresentar e explicar a organização, bem como a história dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem para os novos alunos”, comenta Fábio José Rauen. “Contudo, o mais importante é fazer cada novo aluno sentir-se acolhido, de fazer parte de algo que vale muito a pena”, completa.

 

Na ocasião, alguns alunos da turma 2009, com o auxílio das professoras Jussara Bittencourt de Sá e Heloísa Juncklaus Preis Moraes, presentearam seus novos colegas com um belo poema recitado por Gutemberg Alves Geraldes Júnior e uma linda música cantada por Fábio Bitencourt Cadorin.

 

Na foto principal, um flagrante do professor Fábio José Rauen. Mais abaixo, da esquerda para a direita: Jussara Bittencourt de Sá, Heloísa Juncklaus Preis Moraes, Gutemberg Alves Geraldes Júnior, Tatiana Czornabay Manica, Suelen Francez Machado, Fernanda Maccari Guollo, Fabio Bitencourt Cadorin e Erly Perini Popoaski.

 

 

Suelen Francez Machado


Conferência discute a leitura e a escrita literária

 

(10/08/2010) A professora Dra. Eliane Santana Dias Debus, da UFSC, ministrou a conferência “De despropósitos e peraltagens: a leitura e a escrita literária e os (des)arranjos com as palavras”, nesta última sexta (6), na sala de treinamento do bloco sede do campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

No evento, que abriu as atividades letivas das turmas 2010 dos cursos de mestrado e de doutorado do PPGCL em Tubarão, a professora discutiu questões que norteiam o ato de ler e escrever, a conferencista trouxe dois poemas para serem vivenciados e discutidos: “Biblioteca verde”, de Carlos Drummond de Andrade, e “O menino que carregava água na peneira”, de Manoel de Barros.

 

“Foi uma excelente escolha trazer estes poemas, já que, de certo modo, eles ilustraram a temática da conferência”, comenta Fábio José Rauen, coordenador do Programa. “É nítido e contagiante o prazer que a professora Eliane Debus tem pela literatura. Ao escutá-la lendo as obras, sentimo-nos como se estivéssemos vivenciando a história”, elogia.

 

“Eu procurei sensibilizar os participantes para a importância da leitura literária a partir da memória de leitura individual e coletiva. Isso permite ir além de reflexões sobre o exercício do ser escritor e leitor de leitura/escrita literária e sua especificidade”, comenta Eliane. “Cada leitor constrói seu protocolo de leitor. O modo e o local em que a leitura ocorrerá é específico para cada leitor. Há pessoas que necessitam do silêncio, no entanto, há também aquelas, por exemplo, que leem em lugares agitados”, explica.

 

Eliane Santana Dias Debus, que até o primeiro semestre desse ano compunha o quadro docente do PPGCL, atualmente é professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Graduada em Letras Português e Inglês pela Fundação Educacional de Criciúma, Eliane é mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Suas pesquisas são direcionadas para literatura brasileira, atuando principalmente com literatura infantil e juvenil, literatura e ensino, mediadores de leitura, leitura literária e formação de professores.

 

Suelen Francez Machado


Livro de Fernando Vugman é resenhado

 

(05/08/2010) O site Escritores do Sul publicou resenha do livro “A casa sem fim”, de Fernando Vugman. Intitulada “Tom sobre tom - A construção de Fernando Vugman”, a resenha percorre os vários contos do livro, que foi publicado pela editora da Unisul em 2009.

 

Maria Marta Furlanetto, uma leitora contumaz. Assim, a professora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e do curso de Letras da Unisul se apresenta. Dra. em Linguística Aplicada e pesquisadora na linha Texto e discurso, Maria Marta reflete em sua resenha a qualidade do livro de contos do colega de trabalho e pesquisador Fernando Simão Vugman.

 

Para Furlanetto, no livro “A casa sem fim”, cujos contos foram escritos de 1978 a 2009, há uma longa e desconcertante construção de vida. Não é surpresa serem os contos autobiográficos. Para Marta, o autor não se incomoda em contar histórias que não tenham final luminoso – ainda que ele seja o personagem, ou porque ele é o personagem. Múltiplas casas passeiam em seu texto e é por esse desfile que o texto da resenha percorre.

 

Você pode ter acesso à resenha completa, clicando aqui.

Detalhes do livro podem ser obtidos aqui.

 

PPGCL


Turmas 2010 iniciam o ano letivo em Pedra Branca

 

(28/07/2010) Exposição sobre o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem abriu o ano letivo das turmas 2010 no campus de Pedra Branca, nesta última segunda (26) na Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Alunos da 2ª turma de doutorado e da 11ª turma de mestrado foram acolhidos pela coordenação com uma palestra sobre o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. História, currículo dos cursos de mestrado e de doutorado, estrutura e funcionamento das atividades, entre outros temas, foram destacados na atividade.

 

“A abertura das atividades é uma excelente oportunidade de explicar aos novos estudantes como os cursos de mestrado e de doutorado são organizados”, comenta o professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do Programa. “Além disso, os estudantes também têm a chance de conhecer a história do Programa e podem sentir-se parte dessa história”, complementa.

 

Na ocasião, fez parte da programação uma apresentação sobre as pesquisas desenvolvidas no campus Norte. Expuseram suas pesquisas, os professores Dr. Fernando Vugman, Dr. Aldo Litaiff, Dra. Solange Gallo, Dra. Rosângela Morello e Dra. Dilma Juliano.

 

“Tínhamos a alternativa de trazer um palestrante externo, no entanto, nem todos os professores têm a oportunidade de conversar com a turma toda, incluindo mestrado e doutorado, durante o período das disciplinas, já que os alunos permanecem juntos apenas durante as primeiras disciplinas do curso, que são obrigatórias da área de concentração”, comenta a professora Dra. Solange Gallo, coordenadora adjunta do Programa. “Diante disso, achamos interessante aproveitar o momento para mostrar ao corpo discente todas as pesquisas desenvolvidas pelos nossos professores”, complementa.

 

Na sequência das atividades, os alunos iniciaram as disciplinas obrigatórias da área de concentração: estudos linguísticos, estética e filosofia da linguagem.

 

As aulas no campus de Pedra Branca acontecem nas segundas e terças-feiras. No próximo dia 5 de agosto, acontecerá a aula inaugural no campus de Tubarão.

 

Edna Mazon


O mito de Lilith e as composições de Rita Lee

 

(19/07/2010) “A migração poética: as metáforas do mito de Lilith em composições de Rita Lee” foi o título da dissertação do estudante Liomar Vanderlan Fernandes defendida na manhã desta sexta (16) na sala 105 do bloco sede do campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A pesquisa de Fernandes analisou o modo como transita o mito de Lilith em versos de canções da compositora e cantora Rita Lee. “Rita Lee sempre procurou um rock mais progressivo, buscando assuntos polêmicos”, comenta. “Busquei analisar as metáforas que aproximam a palavra, a frase e o discurso de letras de música de Rita Lee com o perfil de Lilith. São alguns dos ‘títulos’ de Lilith, por exemplo: rainha do mal, rainha da noite, mãe dos demônios”, complementa.

 

Para Fernandes, a música é uma arte que transcende as mudanças históricas. “O fato é que a música diz assim como a poesia canta. Logo, assim como um compositor aproveita-se dos sons dos diferentes instrumentos e do contraste entre notas graves e agudas, o poeta obtém efeitos musicais”, esclarece.

 

Segundo o pesquisador, o mito é a mais antiga forma de literatura. “O mito não é regido pelo pensamento, mas pelo sentimento, tentando explicar a realidade”, comenta. “Com o presente estudo percebeu-se alguns aspectos do inconsciente feminino e suas relações com o mito de Lilith presentes, através de metáforas, no cotidiano feminino, nas canções de Rita Lee”, conclui o estudante.

 

Participaram da banca examinadora da dissertação, as professoras Dra. Jussara Bittencourt de Sá, orientadora; Dra. Roseméri Laurindo (FURB), avaliadora externa; Dra. Maria Marta Furlanetto (UNISUL), avaliadora interna; e Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes (UNISUL), suplente.

 

Suelen Francez Machado


Autor-jornalista e autor-marca são abordados em conferência

 

(19/07/2010) “O autor-jornalista e o autor-marca a partir de três dimensões (singular, particular e universal) do jornalismo” foi o tema da conferência da professora Dra. Roseméri Laurindo da Universidade Regional de Blumenau (FURB), realizada nesta última sexta (16) na sala 105 do bloco sede do campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Na conferência, Roseméri Laurindo apresentou um conjunto de questões que norteiam sua pesquisa. “Entre minhas preocupações de pesquisa, procuro responder como contemplar a produção jornalística a partir da indissociabilidade teoria e prática e como considerar o postulado de superação da dimensão particular da experiência do pesquisador Adelmo Genro Filho, visando ampliar a dimensão universal da humanidade”.

 

Em sua pesquisa, a conferencista cunhou a distinção autor-jornalista e autor-marca. “O autor-jornalista expressa com clareza a dimensão singular, da experiência mediata, do corpo-a-corpo com a vida que não se aprisiona, pois é cristalização dos ideais particulares e universais. O autor-marca é a expressão típica do jornalismo de nosso tempo. Espaço de lógica de mercado, dominada pela cultura da marca, da entronização da publicidade na linguagem jornalística”, explica.

 

Roseméri Laurindo publicou o livro “Jornalismo em três dimensões: singular, particular e universal”. “O livro faz reflexão sobre o papel do jornalista na escrita contemporânea: autor-jornalista e autor-marca. Ao focalizar a autoria como função variável e complexa do discurso jornalístico, o livro traz um modo para classificação do jornalismo a partir da função-autor”, esclarece.

 

Roseméri Laurindo é graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia e doutora em Ciências da Comunicação – Especialidade Jornalismo pela Universidade Nova de Lisboa – Portugal. Na Unisul, a professora participou como avaliadora externa da banca da dissertação de Liomar Vanderlan Fernandes, intitulada “A migração poética: as metáforas do mito de Lilith em composições de Rita Lee”.

 

Suelen Francez Machado


Conferência discute os usos sociais da escrita

 

(14/07/2010) A professora Dra. Mary Elisabeth Cerutti-Rizzatti, da Universidade Federal de Santa Catarina, ministrou conferência intitulada “Usos sociais da escrita: alfabetismo e letramento” na última terça-feira (13), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do Campus da Grande Florianópolis da Unisul.

 

A conferência, que contou com a presença de docentes e discentes da Unisul, proporcionou a conceituação de letramento como fenômeno que implica os usos sociais da língua escrita e a compreensão dos processos sociais.

 

“O papel da escola não pode ser apenas o de conhecer as práticas de letramento do entorno e acomodar-se. Se os alunos utilizam o material – papel – apenas para passar bilhetinhos uns para os outros, a nossa função é ressignificar esta prática e todas as outras”, comenta a professora. “O grande desafio para os professores de língua portuguesa atualmente é como fazer com que os estudantes prestem mais atenção nas aulas, entrem em interação e, a partir daí, consigam ver o sentido de suas práticas e dediquem-se mais”, complementa.

 

Mary Elisabeth Cerutti-Rizzatti, mestre em Linguística e Letras pela PUC/RS e doutora em Letras pela UFRGS, é docente da Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em língua portuguesa, literatura infantil e infanto-juvenil e leitura, análise e produção textual.

 

Edna Mazon


Dissertação aborda a língua escrita nas escolas

 

(14/07/2010) A estudante Sebastiana Geny dos Santos defendeu dissertação intitulada “A apropriação da língua escrita na escola: o gênero lenda como ação didático-pedagógica no processo de alfabetização” na última terça-feira (13), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do campus da Grande Florianópolis da Unisul.

 

Segundo Sebastiana, o objetivo da pesquisa foi apresentar os processos de apropriação da língua escrita por crianças em fase de alfabetização. “Procuramos descrever a proposição de encaminhamento metodológico para o processo de apropriação da língua escrita, em uma classe de alfabetização, valendo-se da lenda como gênero-instrumento na ação didático-pedagógica”, explica a estudante.

 

“Partimos do pressuposto de que a língua é usada socialmente como forma de ação e interação social fundamentada no universo sócio-histórico-cultural da criança. Assim, descrevemos atividades baseadas na sequência didática aplicada em uma escola pública do Distrito Federal, e também analisamos as produções textuais recolhidas no ano de 2005”, complementa.

 

A banca foi composta pelos professores Dr. Sandro Braga, orientador; Dra. Mary Elisabeth Cerutti-Rizzatti (UFSC), avaliadora externa; e Dra. Maria Marta Furlanetto, avaliadora interna.

 

Edna Mazon


Curso de oratória é tema de dissertação

 

(12/07/2010) A estudante Susete Cani defendeu dissertação intitulada “Cursos de oratória: a inconsistência do discurso” nesta sexta-feira (9), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do campus da Grande Florianópolis da Unisul.

 

A pesquisa teve por objetivo avaliar os cursos de oratória, mais especificamente o conjunto de textos publicados na obra “Como falar corretamente e sem inibições” do autor Reinaldo Polito, escolhida por ser uma obra conhecida e ter uma vendagem muito grande no Brasil. “Acredito na inconsistência do discurso produzido em cursos de oratória, principalmente na obra “Como falar corretamente e sem inibições” e estabeleci a compreensão desse funcionamento como objetivo geral”, explica a estudante.

 

Segundo Susete, a teoria escolhida como base para a dissertação foi a Análise do Discurso de linha francesa, por ter amplitude nos estudos da linguagem e por sua abrangência no contexto social, histórico e ideológico.

 

“Considero que há uma relação consequente entre a proposta dos cursos de oratória e as condições sociais e ideológicas do mundo capitalista e da sociedade neoliberalista que vivemos nos dias atuais, em que todos ‘podem’, independentemente das suas condições materiais de existência. Os títulos são grandes atrativos para a demanda de vendas, pois representam a solução para problemas que alguns indivíduos sentem para falar, se expressar”, esclarece a pesquisadora.

 

A dissertação da estudante foi orientada pela professora Solange Maria Leda Gallo. Participaram da banca as professoras Maria Ester Wollstein Moritz, avaliadora externa e Marci Fileti Martins, avaliadora interna.

 

Edna Mazon


Humor é tema de conferência

 

(09/07/2010) “Humor: a interface entre cognição e relevância” foi o tema da conferência do professor Dr. Sebastião Lourenço dos Santos da Universidade Tuiuti do Paraná, realizada nesta última quinta (8) na Sala de Treinamento do Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

A conferência, que foi ministrada para docentes e estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade e fez parte do Programa de Seminários de Estudos da Linguagem, traçou um percurso teórico e analítico da aplicação da teoria da relevância na análise de piadas.

 

Em sua pesquisa, Santos questionou por que as pessoas riem ou não riem após ouvir uma piada ou mesmo riem de uma piada que já conhecem; qual seria a causa do humor na piada; e se o final da piada por si mesmo seria suficiente para provocar o riso.

 

“Meu interesse é considerar a piada como objeto de estudo”, adverte o conferencista. “Nesse sentido, não abordo o que a piada significa, mas como o mecanismo cognitivo humano processa a interpretação da piada”, complementa.

 

Para dar conta dessas questões, Santos utilizou-se da teoria da relevância de Sperber e Wilson, articulando-a com o conceito de incongruência (no sentido de algo que gera uma quebra de expectativa da normalidade).

 

O pesquisador define a piada como “um gênero narrativo que desempenha uma função comunicativa com um valor de entretenimento humorístico crítico, irônico, de sátira social sobre o comportamento de uma comunidade, uma vez que aborda temas que envolvem crenças, convenções, tabus, poder, moral, comportamentos e demais valores identitários de uma determinada cultura”.

 

“Do ponto de vista discursivo a piada ressalta o quanto de ridículo, paradoxal, incoerente, existe entre um evento, objeto, pessoa, ideia ou comportamento do mundo real e sua representação em um mundo discursivo provável, ou possivelmente provável, enfatizando sempre, e apenas, um deles”, argumenta.

 

Sebastião Lourenço dos Santos é licenciado em Letras Português-Espanhol pela Universidade Tuiuti do Paraná e mestre e doutor em estudos linguísticos pela Universidade Federal do Paraná. Em 2009, defendeu a tese “A interpretação da piada na perspectiva da Teoria da Relevância”, orientada pela professora Dra. Elena Godoi. Na Unisul, o professor participou como avaliador externo da banca da dissertação de Eloíse Machado de Souza Alano, intitulada “Processos interacionais em escrita coletiva de texto por alunos da 5ª série (6º ano) do ensino fundamental: análise com base na teoria na relevância”.

 

PPGCL


Dissertação aborda produção coletiva de texto

 

(08/07/2010) “Processos interacionais em escrita coletiva de texto por alunos da 5ª série (6º ano) do ensino fundamental: análise com base na teoria na relevância” foi o título da dissertação da estudante Eloíse Machado de Souza Alano defendida na tarde desta quinta (8) na Sala de Treinamento do Campus de Tubarão da Universidade do Sul de Santa Catarina.
 

A pesquisa de Eloíse, fundamentada na Teoria da Relevância, analisou como seria a interação de alunos do 6º ano (5ª série) do ensino fundamental no decorrer da escrita coletiva de um texto. Para dar conta desse objetivo, ela solicitou a um grupo de quatro alunos da Escola de Ensino Básico Senador Francisco Benjamim Gallotti de Tubarão (SC) que criasse coletivamente um final para uma narrativa incompleta. A conversa, que foi gravada em áudio e vídeo, foi depois transcrita e analisada conforme a teoria.

 

“Minha pesquisa foi pensada a partir do trabalho de iniciação científica (PIBIC/CNPq) de Manuela Camila da Silva que analisou como crianças da primeira série produziram coletivamente um texto”, explica Eloíse. “Um dos objetivos de meu trabalho foi o de verificar se haveria alguma diferença nas competências e habilidades das crianças nesse tipo de trabalho e meus achados apontam para o desenvolvimento de competências tanto de negociação e como de produção textual”, complementa.

 

Na análise de 657 turnos de fala, pôde-se perceber que o enredo foi definido pelo grupo relativamente cedo e que a maior parte da interação foi dedicada à discussão de formas relativamente bem sucedidas de textualização. Todavia, da mesma maneira como ocorrera com a pesquisa de Silva (2009), a equipe descartou ideias que tornavam o enredo mais complexo.

 

“O texto final não refletiu adequadamente a riqueza da discussão, sugerindo a utilização de estratégias de maximização da relevância pela minimização de esforço cognitivo no processo de textualização”, destaca a pesquisadora. “Isso aponta para a necessidade de o professor estar mais próximo do processo criativo para poder avaliar com mais cuidado o produto textual”, complementa.

 

Participaram da avaliação do trabalho, além do professor Dr. Fábio José Rauen (orientador), os professores Dr. Sebastião Lourenço dos Santos, da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), como avaliador externo, e Dra. Débora de Carvalho Figueiredo (Unisul), avaliadora interna. Colaborou como suplente o professor Dr. Maurício Eugênio Maliska (Unisul).

 

Na foto principal, um instante da apresentação da estudante. Mais abaixo, a estudante é ladeada pelo professor Sebastião Lourenço dos Santos, à esquerda, Fábio José Rauen e Débora de Carvalho Figueiredo, à direita.
 

 

PPGCL


 

XXV ENANPOLL discute Plano Estratégico

 

(05/07/2010) XXV Encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL) discutiu o Plano Estratégico de Letras e Linguística de 1º a 3 de julho últimos na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais em Belo Horizonte. Participaram do evento, coordenadores e pesquisadores de mais de 120 Programas de Pós-graduação da área.

 

O Plano Estratégico de Letras e Linguística é uma iniciativa da Coordenação de Área de Letras e Linguística da CAPES e tem como objetivo estabelecer os rumos da Avaliação e da Pesquisa para os próximos triênios. Uma comissão formada por pesquisadores renomados apresentou uma primeira versão no primeiro dia do evento (foto)

 

O ponto mais polêmico do documento foi a proposta de divisão dos Programas de Letras e Linguística em duas áreas autônomas destinadas aos estudos linguísticos e estudos literários. Segundo a comissão, essa divisão reflete uma tendência já detectada no campo. A partição do campo em dois segmentos, contudo colocaria em xeque a situação de Programas com algum grau de intersecção, segundo muitos dos Programas representados na ANPOLL.

 

“Entre as situações limítrofes: há os Programas que possuem duas áreas de concentração destinadas justamente aos estudos linguísticos e literários; há os Programas que se destinam a objetos específicos como os de línguas estrangeiras, que trabalham simultaneamente os dois tipos de estudos; e há, em especial, os Programas que se constituíram na interface, ou seja, que não poderiam em tese ser classificados em nenhum desses rótulos, como é o caso do Programa em Ciências da Linguagem da Unisul, por exemplo”, explica o professor Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL.

 

Além das discussões do Plano Estratégico, o XXV ENANPOLL contou com a apresentação e análise de pesquisas em 34 Grupos de Trabalhos (GTS). Também houve uma cerimônia comemorativa pelos 25 anos da Associação, na quinta-feira (1º), no auditório da Reitoria da UFMG, e no sábado (3) foi eleita a nova Diretoria.

 

O evento contou com a participação de três docentes do PPGCL. O professor Fábio José Rauen representou a Coordenação, e as professoras Solange Gallo e Débora de Carvalho Figueiredo participaram dos Grupos de Trabalho de Análise do Discurso e de Linguística Aplicada, respectivamente.

 

PPGCL


Ensaio sobre autoria encerra Seminários Avançados

 

(02/07/2010) A doutoranda Conceição Aparecida Kindermann encerrou uma sequência de 8 (oito) apresentações que compuseram os Seminários Avançados do curso de Doutorado em Ciências da Linguagem. Seu trabalho, intitulado “O ciberespaço como instância para a constituição do sujeito: autor e leitor”, foi apresentado simultaneamente nos campi de Tubarão e Pedra Branca através da videoconferência, nesta quarta (30).

 

Segundo Conceição, sua pesquisa procura contribuir com o desenvolvimento de práticas sociais a partir da escola, como instância em que o sujeito pode se constituir como leitor e autor. “A cena a ser analisada não se centra mais em uma sala de aula, situada no tempo e espaço, mas em um espaço virtual de aprendizagem, o EVA. Desta forma, tem como foco a escrita e a leitura a partir do Ensino a Distância – EaD”.

 

A pesquisa tem como metodologia norteadora os dispositivos teórico-metodológicos da Análise de Discurso. “O pesquisador, ao recortar o seu objeto, o seu corpus, já começa a fazer a análise; é importante, então, que a teoria intervenha a todo momento para dar base à relação entre o analista e o seu objeto”, explica.

 

“É interessante destacar que, do ponto de vista de sua relevância, esta pesquisa toca questões teóricas, uma vez que trata de escrita (autoria) e de leitura não relacionadas a suportes como o papel – mas, agora, no espaço virtual – e, ao mesmo tempo, contribui com a área da linguística aplicada ao ensino, pois busca não só descrever, mas também analisar esta nova instância que é o ciberespaço, em que se fazem significar novas funções sociais de escrita e da leitura”, esclarece.

 

O seminário avançado é uma etapa obrigatória para a formação dos futuros doutores em Ciências da Linguagem. “Após o término da disciplina “Seminários Avançados” os doutorandos tem o prazo máximo de 6 (seis) meses para a solicitação de matrícula em qualificação de projeto de tese”, comenta o professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa.

 

“Foi muito satisfatório assistir as apresentações dos seminários. A partir dessas experiências foi possível perceber a riqueza das pesquisas produzidas pelo grupo de docentes e discentes do Programa”, comenta a professora Dilma Beatriz Rocha Juliano. “É relevante destacar a eficácia da transmissão por videoconferência, já que viabilizou as apresentações simultâneas entre os campi de Tubarão e Pedra Branca, complementa.

 

O trabalho da Conceição Aparecida Kindermann está sendo orientado pela professora Dra. Maria Marta Furlanetto. A comissão foi composta pelos professores: Rosângela Morello, Marci Fileti Martins e Sandro Braga. Participaram do seminário, docentes, colaboradoras e alunos do Programa.

 

Suelen Francez Machado


Dissertação avalia linguagem nas salas de aula

 

(02/07/2010) O estudante Rafael Merenda Puerto defendeu dissertação intitulada “A linguagem mitológica e científica: diálogos e confrontos em sala de aula” na última terça-feira (29), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do campus da Grande Florianópolis da Unisul.

 

A pesquisa do estudante teve como objetivo avaliar a linguagem nas salas de aula e nos livros didáticos. “Foram avaliados livros oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação com o conhecimento Guarani, construído coletivamente através de sua mitologia e, especificamente de sua cosmologia”, explica o estudante. “A narrativa mitológica exerce o mesmo papel do discurso científico em nossa cultura como produtor de verdades contextuais que regem os diferentes convívios coletivos, sendo, portanto, relevante”, complementa.

 

Rafael Merenda realizou algumas pesquisas sobre Guarani e o modo de utilização da linguagem em escolas nas localidades de Massiambu e Morro dos Cavalos no município de Palhoça (SC).

 

A banca foi composta pelos professores Dr. Aldo Litaiff, orientador; Maria Dorothea Post Darella (UFSC) avaliadora externa, e Dra. Marci Fileti Martins, avaliadora interna.

 

Na foto, um flagrante do estudante defendendo a dissertação.

 

Edna Mazon


Ensaio discute a linguagem corporal do carnaval de Paulo Barros

 

(23/06/2010) “Por um corpoliminar: a linguagem corporal na inauguração estética do carnaval de Paulo Barros” foi o título do ensaio apresentado pelo doutorando Thiago Silva de Amorim Jesus, nesta quarta (23), por videoconferência.

 

Thiago pertence à primeira turma de doutorado em Ciências da Linguagem e é o quinto estudante a apresentar sua pesquisa nos Seminários Avançados do curso. Sua pesquisa dá continuidade à sua dissertação de mestrado intitulada ‘A linguagem do corpo no ritual carnavalesco do sul do Brasil’, defendida em 2009.

 

“A escolha do tema da pesquisa decorre de uma pré-disposição pessoal e profissional, que está intimamente ligada a minha trajetória”, comenta.

 

Em seu ensaio, Thiago propõe-se a analisar o carnaval carioca produzido pelo carnavalesco Paulo Barros. “A escolha do objeto de estudo do trabalho realizado pelo carnavalesco Paulo Barros sugere a percepção do pesquisador diante dos acontecimentos do carnaval contemporâneo, pois o respectivo carnavalesco é considerado um dos mais significativos nomes da nova geração de talentos cariocas, além de constituir-se figura polêmica e transgressora de alguns conceitos e configurações estéticas já consolidadas na Sapucaí por outros carnavalescos ao longo das últimas décadas”, explica o doutorando.

 

A pesquisa lança quatro objetivos: estabelecer qual inauguração estética é proposta pela linguagem carnavalesca levada ao público pelo carnavalesco Paulo Barros; verificar a importância do uso da linguagem corporal proposta pelo carnavalesco em seus desfiles; identificar características que possam definir o perfil do corpo carnavalesco exibido em seus desfiles; e propor a existência de um corpoliminar no rito de passagem carnavalesco.

 

“A análise baseia-se em duas noções fundamentais: a primeira é a noção de que o corpo – enquanto linguagem – é um símbolo do carnaval brasileiro; e a segunda é a noção de que o carnaval – enquanto ritual de passagem – é um espaço polissêmico que engendra diferentes elementos estéticos em seu desfile”, esclarece Thiago.

 

O trabalho, que está sendo orientado pelo professor Fernando Vugman, foi avaliado pelos professores Aldo Litaiff, Jussara Sá e Alessandra Brandão. Além disso, alunos e docentes e convidados dos dois campi participaram da apresentação e dos debates por videoconferência.

 

PPGCL


A imagem dos índios brasileiros é tema de dissertação

 

(23/06/2010) A estudante Cybelle Saraiva Sampaio defendeu dissertação intitulada “A imagem dos índios brasileiros: um contraste de olhares entre o cinema nacional e a série Vídeo nas Aldeias” nesta terça-feira (22), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do campus da Grande Florianópolis da Unisul.

 

A pesquisa da estudante teve como objetivo comparar, através de dois olhares distintos, a construção da imagem dos índios brasileiros. “O primeiro o olhar é o da sociedade ‘branca’ através de duas produções fílmicas: Guarani e Caramuru, a invenção do Brasil; e, segundo, a percepção/concepção dessa imagem pelos próprios índios, a sua autoimagem”, comenta a estudante. “A partir do objetivo geral pretende-se demonstrar que a imagem dos índios brasileiros, enquanto narrativa mítica, é construída de forma estereotipada no imaginário nacional”, complementa.
 

Segundo a pesquisadora, foram seguidos dois eixos teóricos para fundamentar a pesquisa. “O primeiro eixo teórico é o conceito de mito, visto em Levi-Strauss e em Roland Barthes. Ambas a noções tratam o mito como narrativa/linguagem. O segundo é o conceito de “habitus”, de crença enquanto hábito de ação trazido pelos pensadores Pierre de Bourdieu e Charles S. Pierce”, explica Cybelle.

 

No final da apresentação a estudante apresentou uma sequência de cenas do cinema nacional e da série Vídeo nas Aldeias que utilizou para análise no seu trabalho.

 

A banca foi composta pelos professores Dr. Aldo Litaiff, orientador; Dra. Antonella Imperatriz Tassinari, avaliadora externa e Dr. Fernando Simão Vugman, avaliador interno.

 

Na foto, um flagrante da estudante defendendo a dissertação.

 

Edna Mazon


IX CELSUL conta com mais de 800 trabalhos aprovados

 

(21/06/2010) O IX Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul – CELSUL tem mais de 800 trabalhos aprovados para comunicação nos Grupos de Trabalho e apresentação de pôsteres.

 

Os proponentes de comunicações selecionaram um grupo temático (GT) dentro da lista de 38 grupos temáticos divulgada no site do evento e encaminharam o resumo de seu trabalho em formulário específico diretamente para os coordenadores do GT selecionado. Os trabalhos submetidos foram avaliados e selecionados pelos coordenadores dos GTs e, então, encaminhados à Coordenação do Evento.

 

“Tivemos uma adesão significativa da comunidade acadêmica em 2010”, comenta a professora Débora de Carvalho Figueiredo, presidente do Celsul. “Foram aprovados 654 comunicações, o que dá uma média em torno de 17 trabalhos por Grupo de Trabalho. Vários desses grupos tiveram de abrir sessões extras”, comemora.

 

A outra modalidade de apresentação de trabalho é a de pôster. Para essa modalidade, os proponentes encaminharam o resumo de seu trabalho em formulário específico diretamente para a diretoria do evento.

 

“Este ano, também será apresentado em pôster um conjunto expressivo de trabalhos aprovados nos GTs, mas que não pôde ser alocado nas salas por restrição de horário”, revela Suelen Francez Machado, que está colaborando com a secretaria do evento. “Contabilizamos esse ano um total de 222 pôsteres”.

 

Ao todo, foram aprovados 876 trabalhos, o que projeta um evento de significativa importância para os estudos da linguagem no sul do país.

 

CELSUL


Diretoria resgatará a memória dos Encontros do Celsul

 

(21/06/2010) Diretoria pretende lançar no IX Encontro do Celsul um conjunto de anais do evento desde a edição de 2000 em Curitiba. O projeto é uma das plataformas de campanha da atual diretoria.

 

Além de lançar o site do Celsul em 2009, a atual diretoria do Celsul pretende reeditar no evento os anais dos encontros de 2000, 2002, 2004, 2006, 2008, bem como editar na internet o Caderno de Resumos e os Anais de Trabalhos de 2010 com apoio da Universidade do Sul de Santa Catarina, Unisul.

 

“Todos os eventos anteriores tiveram seus anais publicados em CD, mas a memória do evento fica restrita àqueles que estão de posse desses materiais”, explica o professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul. “Com o projeto de memória do evento, pretendemos universalizar esse conhecimento, como já fizemos no IV SIGET em Tubarão no ano de 2007. Desse modo, os pesquisadores poderão ter acesso a um rico material sobre a pesquisa linguística no sul do país”, complementa.

 

CELSUL


Processo seletivo seleciona novos estudantes

 

(18/06/2010) Exame Escrito, exame de proficiência em língua estrangeira e entrevistas marcaram a seleção de novos estudantes dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem nas dependências do Campus da Pedra Branca nessa semana (15 e 16 de junho).

 

A composição das médias dos candidatos aos cursos de mestrado e de doutorado é formada por duas avaliações. A primeira provém da análise do exame escrito a partir de um conjunto de leituras estabelecidas em edital. A segunda provém da análise do currículo, do anteprojeto de pesquisa e do desempenho do candidato em entrevista individual perante banca de docentes da linha a que ele se candidatou.

 

Além dessas etapas, os candidatos aproveitam o processo seletivo para realizar o exame de proficiência em língua estrangeira moderna (inglês, espanhol ou francês). No curso de mestrado, o estudante deve comprovar proficiência em uma língua estrangeira; no curso de doutorado, deve comprovar proficiência em duas línguas.

 

“A avaliação dos exames escritos e de proficiência é cega, isto é, os docentes do Programa não tinham acesso ao nome do candidato na folha de teste”, comenta o professor Fábio José Rauen, coordenador do Programa. “Esse método permite que as bancas de entrevista de cada linha de pesquisa avaliem com maior isenção as competências de cada um dos candidatos”, complementa.

 

A divulgação da lista de aprovados será efetuada até o dia 25 de junho de 2010, através de Edital específico no sítio do Programa. As aulas iniciam-se no dia 26 de julho em Pedra Branca, Palhoça (SC) e no dia 5 de agosto em Tubarão (SC).

 

Na foto principal, um flagrante da seleção de alunos para o doutorado. Mais abaixo, candidatos do mestrado em um momento do exame escrito.

 

 

PPGCL


Volkswagen/fusca é objeto de análise semiótica

 

(11/06/2010) “A construção e a transformação da imagem do Volkswagen/Fusca: da Alemanha de Hitler para a América da década de 60” foi o título da dissertação da estudante Juliana Bonfante de Souza, defendida nesta última quarta (9), no Cine Pedra Branca, Bloco A, do campus da Grande Florianópolis da UNISUL.

 

Segundo Juliana, o principal objetivo da dissertação foi observar a partir da análise semiótica de Charles Sanders Peirce a construção e a transformação da imagem do Volkswagen/Fusca em dois períodos importantes de sua existência: seu nascimento na Alemanha de Hitler e sua aceitação no Brasil e Estados Unidos na década de 60.

 

“Neste estudo aprofundei uma abordagem semiótica da (re)significação do Fusca”, explica a autora. “Meu trabalho observou como o Fusca, de veículo nazista concebido nos anos 30, passou a ser o carro mais simpático e popular do mundo, vencendo barreiras políticas nas Américas e restante do mundo”.

 

A banca contou com a participação dos professores Dr. Aldo Litaiff, orientador; Dra. Tania Regina Raitz, UFSC, avaliadora externa; Dr. Fernando Simão Vugman, avaliador interno e Dra Dilma Beatriz Rocha Juliano, suplente.

 

Na foto principal, Juliana Bonfante de Souza posa para a foto. Mais abaixo, da esquerda para direita, Dilma Beatriz Rocha Juliano, Fernando Simão Vugman, Juliana Bonfante de Souza, Aldo Litaiff e Tania Regina Raitz.

 

Edna Mazon


Programa seleciona novos estudantes

 

(09/06/2010) Acontece na próxima semana o processo seletivo de ingresso de estudantes para os cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem, turma 2010. Exame escrito e exame de proficiência em inglês, francês e espanhol serão realizados na próxima segunda-feira (14) no Campus da Pedra Branca em Palhoça (SC). Entrevistas ocorrem na terça (15) no mesmo campus.

 

Este ano, o PPGCL abriu 34 vagas, sendo 22 vagas para o curso de mestrado e 12 vagas para o curso de doutorado, distribuídas nas duas linhas de pesquisa e nos dois campi em que o Programa atua. 36 candidatos se inscreveram para o curso de mestrado e 30 candidatos se inscreveram para o curso de doutorado, totalizando 66 inscrições.

 

“O primeiro passo no processo seletivo é a homologação das inscrições, onde verificamos se os candidatos apresentam toda a documentação exigida pelo edital e se preenchem os requisitos necessários para habilitarem-se aos cursos” disse a Srta. Suelen Francez Machado, secretária do Programa no Campus Sul. “O resultado desse trabalho é o edital de homologação, que foi publicado nesta terça”, complementa.

 

Seguem para as próximas fases da seleção 52 candidatos, 26 para cada curso. “São 11 candidatos ao curso de mestrado em Tubarão e 15 candidatos em Pedra Branca; e 13 candidatos ao doutorado tanto em Tubarão como em Pedra Branca”, esclarece Srta. Edna Mazon, responsável pela secretaria no Campus Norte.

 

“Sou formada em Letras e o fato de trabalhar aqui no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem foi crucial para minha escolha por fazer o Mestrado em Ciências da Linguagem”, comenta Srta. Layla Antunes de Oliveira, secretária do Programa no Campus Sul e candidata ao curso de Mestrado. “Hoje o contato que tenho com os docentes do Programa é profissional, e a partir do ingresso como aluna regular, este contato passará a ser também acadêmico, por isso sinto-me em uma situação muito peculiar e ao mesmo tempo privilegiada: sou candidata ao processo seletivo e atuo como secretária do Programa”, complementa.

 

PPGCL


Ensaio discute jornal na sala de aula

 

(09/06/2010) Vanessa Wendhausen Lima apresentou o trabalho “A utilização do jornal escolar como metodologia de ensino e aprendizagem do gênero notícia” nesta quarta (9) por videoconferência. O ensaio faz parte dos Seminários Avançados do curso de Doutorado em Ciências da Linguagem.

 

Professores e estudantes dos cursos de mestrado e de doutorado em Ciências da Linguagem participaram de mais uma sessão dos Seminários Avançados do Curso de Doutorado em Ciências da Linguagem simultaneamente nos campi Norte (Cine Pedra Branca) e Sul (Sala de Videoconferência da Biblioteca). Na pauta, o projeto de Vanessa Wendhausen sobre a utilização do jornal como metodologia para a aprendizagem do gênero notícia.

 

Segundo Vanessa, discussões sobre formas de aprimorar o ensino e a aprendizagem no Ensino Fundamental têm sido cada vez mais frequentes, especialmente com a implantação do Ensino Fundamental (EF) de nove anos em 2008. Nessa época, a estudante deu início a uma série de cursos de auxílio e aperfeiçoamento para os professores. “Através desse contato, pude constatar a insatisfação e a dificuldade geradas com termos que vinham tornando-se cada vez mais frequentes nas publicações do Ministério da Educação (MEC) e tomando corpo também nos novos livros didáticos. Entre os citados como mais problemáticos estavam os termos letramento e gênero”, comenta Vanessa.

 

Vanessa argumenta que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) sugerem que os projetos são meios de favorecer condições reais para a escuta, leitura e produção de textos orais e escritos, citam tipos de projetos eficazes para o trabalho em sala de aula. Entre essas possibilidades, destaca-se a utilização do jornal.
 

“Meu trabalho pretende analisar a influência de oficinas de elaboração de jornal escolar fundamentadas em conceitos sociorretóricos na apreensão de movimentos e passos retóricos do gênero notícia”, diz Vanessa. “Para isso, irei trabalhar com estudantes do 8º ano (7ª série) do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública do município de Tubarão e minha hipótese é a de que haverá uma melhoria, do ponto de vista sociorretórico, no desempenho desses estudantes no que se refere à produção de notícia, depois da participação nessas oficinas”, completa.

 

O ensaio de Vanessa foi avaliado por uma banca formada pelos professores Débora de Carvalho Figueiredo, Maria Marta Furlanetto,  e Sandro Braga. O trabalho está sendo orientado pelo professor Fábio José Rauen e faz parte da linha de pesquisa Texto e Discurso. Com base nas contribuições das discussões, a estudante irá desenvolver seu projeto definitivo de tese.

 

 

PPGCL


Seminário discute a condição do leitor enquanto poeta

 

(04/06/2010) O doutorando Gutemberg Alves Geraldes Júnior apresentou ensaio intitulado “A condição do leitor enquanto poeta: um estudo da construção do lugar de poeta do leitor através da poesia de Paulo Leminski enquanto objeto estético”, em videoconferência para os campi de Tubarão e Pedra Branca, nesta última quarta (2).

 

A pesquisa do doutorando, orientada pela professora Dra. Jussara Bittencourt de Sá, tem como objetivo central estudar o processo de construção do lugar de poeta do leitor através da poesia de Paulo Leminski enquanto objeto estético. “O indivíduo para ler poesia há que ser tão poeta, quanto aquele a quem chamamos autor”, defende Geraldes Júnior, fazendo suas as palavras de Leminski.

 

Segundo o estudante, a contribuição de Paulo Leminski para a história da poesia brasileira contemporânea, ao longo dos tempos, tem se mostrado inegável. “Os poemas de Paulo Leminski vêm conquistando, a cada dia, mais e mais admiradores, leitores e, logicamente, ampliado o debate acerca da sua fortuna crítica”, comenta. “O estudo proposto por este projeto traz mais uma possibilidade, mais um campo fértil para que se possa discutir a obra do poeta curitibano, no entanto, também pretende empreender uma reflexão sobre da construção do lugar de poeta do leitor mediante a poesia leminskiana enquanto objeto estético. Muito embora, entrelaçar estes conceitos (poesia, leitor/autor, objeto estético) não seja das tarefas mais fáceis devido à diversidade de olhares lançados sobre os mesmos”, complementa.

 

A apresentação do estudante compõe a disciplina Seminários Avançados do curso de doutorado em Ciências da Linguagem. Participaram do seminário, docentes, colaboradoras e alunos do Programa. A comissão de avaliação foi composta pelos professores: Aldo Litaiff, Heloisa Juncklaus Preis Moraes e Dilma Beatriz Rocha Juliano.

 

Suelen Francez Machado


Filme de Mara Salla ganha prêmio em São Paulo

 

(04/06/2010) O filme “Malabares - Os filhos dos outros” de Mara Lúcia Salla, cineasta, docente da Unisul e estudante do curso de mestrado em Ciências da Linguagem, foi premiado no 1º Festival de Cinema “Um novo olhar”, de Ribeirão Pires (SP). O curta levou o troféu de melhor desenho de som, que teve a assinatura de Luiz Paulo Castro.

 

Rodado em municípios da Grande Florianópolis, “Malabares – Os filhos dos outros” trata, de forma poética, da violência e do descaso com a infância. A história mostra um pequeno circo que chega a uma cidade de interior e depara-se com a realidade absurda daquele lugar; cenas oníricas misturam-se ao cotidiano das famílias dessa comunidade e dos que trabalham no circo. No enredo, duas mágicas apresentam um número que surpreende à plateia, mas as artistas tornam-se espectadoras de uma terrível realidade e presenciam o estranho comportamento das famílias daquela cidade.

 

“Fazer o desenho de som do ‘Malabares’ foi um belo e instigante desafio. Sem nenhum som direto, tanto de ambiências quanto diálogos e com um conteúdo tão forte e impactante, o filme não poderia ter um som de menor magnitude. Definir se o som seria naturalista ou não, se teria trilha sonora, se seria original ou adaptada não foi fácil. Duas coisas foram fundamentais para esse trabalho: acompanhar todo o processo de filmagem nas locações para perceber a carga emocional e as referências que tanto a diretora como os outros profissionais envolvidos queriam dar a trama e, principalmente, a liberdade e a confiança depositados em meu trabalho por Mara Salla”, comenta Luiz Paulo Castro. “Diferentemente da maioria dos filmes do circuito comercial o som de ‘Malabares’ se dá, em sua maior parte na perspectiva da câmera, como na vida real quando em meio a todos os sons que nos envolvem normalmente, como por exemplo, carros passando, passarinhos, vento, pessoas conversando, só escutamos aquilo que é objeto de nossa total atenção. O prêmio é um reconhecimento não só para mim, mas, também, de que a parceria som e imagem não é somente outra forma de se escrever audiovisual”, complementa.

 

O filme foi exibido em inúmeros festivais de cinema no Brasil e foi selecionado para o FEMINA 2010 – Festival Internacional de Cinema Feminino, que será realizado no início de junho, no Rio de Janeiro.

 

Mara Salla, entre diversos trabalhos na sua área, realizou o curta “Por causa do Papai Noel”, adaptado da crônica da escritora catarinense Urda Alice Krueger, que foi selecionado em vários festivais nacionais e no exterior, como Rússia e Portugal. Atualmente, a cineasta está em fase de captação de recursos para o terceiro filme, que foi aprovado pelo Ministério da Cultura.

 

A cineasta é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, na linha de pesquisa análise discursiva de processos semânticos, graduada em Cinema e Vídeo e professora de Edição e Montagem e de Crítica análise fílmica do curso de Cinema e realização audiovisual da Unisul.

 

SIC/UNISUL (adaptado)


Ciências da Linguagem participa de IV SINPEL


(02/06/2010) Os mestrandos Manoel Mathias Ferreira e Simone Atayde Floriano Silva, juntamente com o orientador professor Dr. Sandro Braga, apresentaram estudos prévios de suas dissertações durante o IV SINPEL – Seminário de Pesquisas Integradas em Linguística, nesta última quinta (27), na Universidade Federal de Santa Catarina.

 

A mestranda Simone Atayde Floriano Silva apresentou trabalho intitulado “Análise discursiva da construção do Ethos nas materialidades linguísticas do Fórum no ensino a distância no EVA (Unisul)”.

 

Também na perspectiva teórica da Análise do discurso, Manoel Mathias Ferreira apresentou a comunicação “Análise de um confronto político-discursivo dentre agricultores e os aparelhos ideológicos de Estado”.

 

Segundo os participantes do evento, as discussões decorrentes das apresentações serviram para a reflexão dos trabalhos em andamento.

 

O evento, aberto aos demais cursos de pós-graduação catarinenses, tem como principais objetivos, integrar acadêmicos de mestrado e doutorado com as pesquisas em desenvolvimento no programa de Pós-graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina, e envolver acadêmicos da graduação para que possam entrar em contato com as pesquisas em desenvolvimento.

 

PPGCL


Professor Sandro Braga participa de debate

(27/05/2010) O professor Dr. Sandro Braga, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, da UNISUL, e a professora Dra. Susan Aparecida de Oliveira, da UFSC, participaram de debate após a exibição do filme “Madame Satã” (Karim Aïnouz, 2002), nesta última quarta (26), na IV Semana de Letras e IV SINPEL na UFSC.

O debate procurou discutir questões de identidade e diversidade. “Ao longo da última década, a indústria do entretenimento tem refletido, de forma acentuada, as mudanças culturais em relação à sexualidade”, comenta Sandro Braga. “Chamo a atenção para o que muda e o que permanece nas formas de produção e representação de subjetividades”, complementa.

A professora Susan Aparecida de Oliveira destacou a relação do duplo na personagem João/Jamaci construído pela força do masculino e o poder mítico do feminino.

O evento foi promovido pela professora Dra. Simone Schmidt e pelos acadêmicos da disciplina Estudos literários II: gênero, identidades, etnias e representações.

Na foto principal, um flagrante do professor Sandro Braga. Mais abaixo, o público presente no evento.

 



PPGCL


Coleção museológica é tema de mesa redonda

(26/05/2010) O professor Dr. Aldo Litaiff e o doutorando Hans Peder Behling, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, da UNISUL, juntamente com Wanderlei Cardoso Moreira, representante da Comunidade Guarani de Santa Catarina, participaram de mesa redonda intitulada “Retorno de Coleções Museológicas às Comunidades de Origem”, nesta última quinta (20), na UFSC.

O evento iniciou com a doação de acervo ao museu da UFSC e breve explanação sobre a Semana Nacional do Museu. Em seguida, os integrantes da mesa fizeram as suas apresentações e foi aberto espaço para perguntas, debates e comentários da plateia.

Para o professor Aldo Litaiff, o trabalho com artefatos culturais guarani precisa respeitar o significado simbólico atribuído, por eles, a esses produtos culturais, além de pactuar com os atores a quem esses artefatos pertencem sobre a decisão de e como expô-los ou não. Litaiff, ainda em 2010, publicará um livro sobre mitologia Guarani, apresentando narrativas colhidas durante dois anos em aldeias do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo.

Durante a discussão, foi proposta a formação de um banco de dados digital com as informações etnográficas coletadas pelos pesquisadores brancos que possa ser compartilhado e criticado pelas nações indígenas.

“O objetivo central é promover um estudo de comunicação e linguagem da relação entre mitologia e práticas guarani identificando os principais valores que orientam as crenças e os hábitos em diferentes contextos sociais caracterizados nas relações entre integrantes do grupo e com indivíduos de outros grupos indígenas e não- indígenas, comenta Behling. “Este estudo busca apoio nas pesquisas com índios canadenses, e também no constructo teórico e metodológico desenvolvido no Canadá a partir de pesquisas realizadas com indígenas brasileiros”, complementa.

O evento integra a VIII Semana de Museus da UFSC, e abordou, dentre outras coisa, as questões sobre o direito das comunidades indígenas de se posicionarem sobre a exposição pública de seus objetos de cunho religioso ou etnográfico.

Participaram do evento, professores e pesquisadores da UNISUL e da UFSC, bem como alunos do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem e alunos do curso de graduação em Museologia da UFSC.

Suelen Francez Machado


Revista Linguagem em (Dis)curso comemora dez anos

(25/05/2010) A revista Linguagem em (Dis)curso comemora dez anos, lançando o primeiro número do décimo volume. Nesse percurso, o periódico foi classificado como Qualis A Nacional pela Capes e indexado na base Scielo, além de em outras treze bases de dados nacionais e internacionais.

“Linguagem em (Dis)curso nasceu da necessidade de o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem ter um veículo de publicação de trabalhos acadêmicos em letras e linguística”, rememora o professor Fábio José Rauen. “Os dois primeiros volumes (quatro números) foram publicados ainda de forma desbravadora. A partir de 2003, com a editoria competente e profissional do professor Adair Bonini, o periódico foi se consolidando como um marco de referência das pesquisas na área de texto e discurso no Brasil e no mundo”, complementa.

O ano de 2009 foi marcado por grandes conquistas do periódico, sendo aceito para inclusão na base Scielo e classificado no extrato A2 da base Qualis da Capes da área de Letras/Linguística. A base Scielo é considerada a melhor base nacional de periódicos científicos, e a base Qualis é o instrumento que a Capes utiliza para classificar os periódicos científicos conforme sua qualificação (o extrato A é o mais elevado). Com essas conquistas, a Linguagem em (Dis)curso passou a integrar o grupo de elite dos periódicos nacionais e internacionais avaliados pela base Scielo e pela Capes.

Para professora Débora de Carvalho Figueiredo, que assume a editoria da revista a partir do próximo número, é uma honra assumir a função de editora-chefe. “Sinto-me honrada em assumir a função de editora-chefe de um periódico do calibre acadêmico da Linguagem em (Dis)curso, e espero contribuir para a consolidação do lugar de destaque que a revista alcançou no cenário editorial brasileiro de periódicos na área de texto e discurso”, comenta.

O primeiro número do décimo fascículo homenageia o professor José Luiz Meurer, falecido no final do ano passado, um dos grandes expoentes dos estudos de texto e discurso no Brasil. Entre os textos desse número destacam-se três artigos e seis ensaios:


Gêneros textuais e reescrita: uma proposta de intervenção para o ensino de língua materna, de Adair Vieira Gonçalves;


Estratégias de referenciação no discurso midiático – práticas ideológicas de inclusão e exclusão de dizeres no discurso sobre a guerra, de Carla Leila Oliveira Campos;


Os significados sociais construídos pela primeira página de jornais mineiros, de Flaviane Faria Carvalho;


Sobre a função das representações conceituais simbólicas na gramática do design visual: encaixamento ou subjacência?, de Bernardete Biasi-Rodrigues e Kennedy Cabral Nobre;


A leitura em língua estrangeira e os efeitos da frequência e da consistência do insumo lexical em L2, de Márcia C. Zimmer;


The metapragmatics of and everything in Persian, de Vahid Parvaresh e Manoochehr Tavangar;
Literal/metafórico — um percurso discursivo, de Maria Marta Furlanetto;


Uma tentativa de análise linguística de um texto do gênero “relato histórico”, de Terezinha da Conceição Costa-Hübes; e


“Sua casinha é meu palácio”: por uma concepção dialógica de referenciação, de Francisco Alves Filho

 

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Suelen Francez Machado


Comodificação feminina é tema de seminário

(14/05/2010) A doutoranda Edinéia A. C. de Oliveira apresentou o trabalho intitulado “A comodificação feminina na rede de práticas discursivas multimodais que promovem o funk: um exemplo discursivo da transformação da mulher em um produto sexual e comercial na modernidade tardia”, simultaneamente nos campi de Tubarão e Pedra Branca através da videoconferência, nesta quarta (12).

A pesquisa da estudante, dentre outros objetivos, busca compreender o processo de comodificação feminina na rede de práticas discursivas multimodais que promovem o Funk. “Esta pesquisa olhará para textos pautados na multimodal idade, observando a comodificação feminina na rede de práticas discursivas multimodais que promovem o Funk, dando ênfase às capas de CDs deste gênero musical e as metáforas associadas às ‘mulheres fruta’”, explica.

A apresentação da doutoranda compõe a disciplina seminários avançados do curso de doutorado em Ciências da Linguagem. Participaram do seminário, docentes, colaboradoras e alunos do Programa. A comissão foi composta pelos professores: Dra. Maria Marta Furlanetto, Sandro Braga, Fábio José Rauen e Débora de Carvalho Figueiredo (orientadora).

Na foto principal, um flagrante da doutoranda Edinéia Aparecida Chaves de Oliveira apresentado o trabalho.

Suelen Francez Machado


Iniciam-se as apresentações dos Seminários Avançados

(05/05/2010) O doutorando Hans Peder Behling iniciou uma sequência de 8 (oito) apresentações que compõem os Seminários Avançados do curso de Doutorado em Ciências da Linguagem. Seu trabalho foi apresentado simultaneamente nos campi de Tubarão e Pedra Branca através da videoconferência, nesta quarta (5).

Hans Peder Behling apresentou o trabalho intitulado “Cibermito Guarani”. “O objetivo central deste trabalho é promover um estudo de comunicação e linguagem da relação entre mitologia e práticas guarani identificando os principais valores que orientam as crenças e os hábitos em diferentes contextos sociais caracterizados nas relações entre integrantes do grupo e com indivíduos de outros grupos indígenas e não indígenas”, explica o estudante.

O seminário avançado é uma etapa obrigatória para a formação dos futuros doutores em Ciências da Linguagem. No Seminário, quatro docentes compõem a comissão examinadora, três na qualidade de ‘argüidores’ e o orientador que preside a comissão, que é apresentado oralmente pelos estudantes.

“Foi muito satisfatório assistir à primeira edição dos seminários, pois a partir desta experiência é possível perceber a riqueza de materiais e ideias produzidos pelo grupo de docentes e discentes”, destaca a professora Solange Gallo, coordenadora adjunta do Programa.

Participaram do seminário, docentes, colaboradoras e alunos do Programa. A comissão foi composta pelos professores: Dra. Jussara Bittencourt de Sá, Ramayana Lira de Sousa, Fernando Simão Vugman e Aldo Litaiff (orientador).

Na foto principal, um flagrante do doutorando Hans Peder Behling apresentado o trabalho. Mais abaixo, os docentes e discentes do campus de Tubarão.



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Suelen Francez Machado


Professor Fábio José Rauen participa do Programa Ciência & Pesquisa

(05/05/2010) O professor Dr. Fábio José Rauen, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, foi entrevistado pelo professor Dr. Gilson Rocha Reynaldo, apresentador do Programa Ciência & Pesquisa, nesta última quarta (28).

No Programa, Fábio José Rauen fala, dentre outras coisas, sobre os cursos de Mestrado e de Doutorado em Ciências da Linguagem, bem como os demais Mestrados da Unisul. “Olhando pelo aspecto histórico percebe-se um amadurecimento muito grande nos cursos de Pós-graduação da instituição”, comenta o professor. “Atualmente, temos os cursos de Mestrado e de Doutorado em Ciências da Linguagem; Mestrado em Administração; Mestrado em Educação; e Mestrado em Saúde”, complementa.

Na seqüência, Rauen apresenta o perfil dos profissionais que ingressam nos cursos de Mestrado e de Doutorado em Ciências da Linguagem. “O Ciências da Linguagem não é um Programa apenas para profissionais da área de Letras”, comenta. “Trata-se de um modelo que quer pensar como a comunicação humana é importante para todas as profissões. Por exemplo, na área jurídica, toda a ação profissional ocorre por meio da linguagem. É por meio dela que se travam relações com o judiciário, com os clientes e com a sociedade. Um curso como o de Ciências da Linguagem é perfeito nessas circunstâncias”, complementa.

Rauen é autor de três livros de metodologia da pesquisa. “Sabidamente a iniciação formal à pesquisa deve ocorrer na graduação e é nessa fase da escolarização que a introdução aos métodos de pesquisa é essencial”, comenta. “Todavia, a iniciação à pesquisa deveria ocorrer desde muito cedo, na educação infantil mesmo”, defende.

Fábio José Rauen, docente e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, é graduado Letras Português/Inglês pela Fundação Educacional do Norte Catarinense. Mestre e doutor em Lingüística pela Universidade Federal de Santa Catarina, e pós-doutor em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

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Suelen Francez Machado


Dissertação aborda a leitura compartilhada de obras literárias

 

(08/04/2010) “Leitura compartilhada promovendo o encontro de leitores com a literatura” foi o título da dissertação da estudante Cláudia Maria Poglia, defendida nesta última quarta (7), na sala 116 do Campus de Tubarão da Unisul.

 

A dissertação de Cláudia refletiu sobre o modo como as crianças das séries iniciais recebem o texto literário a partir da leitura compartilhada. “Este tipo de leitura nas suas múltiplas dimensões exerce um papel fundamental na formação do leitor, trazendo consigo marcas específicas da língua escrita”, explica a estudante.

 

Segundo a pesquisadora, a intervenção consistiu em atividades de leitura compartilhada, buscando perceber como os alunos recebiam tais atividades. “Os instrumentos usados para a coleta de dados da pesquisa constituíram-se de conversas informais, registros escritos e fotográficos”.

 

“Acredito que o resultado da pesquisa foi contemplado, pois a recepção do texto para as crianças foi um elemento primordial no processo da leitura”, explica a aluna. “Observei que as leituras não ficaram restritas ao ambiente escolar, nem tampouco se limitaram a leituras individualizadas,” complementa.

 

A banca contou com a participação das professoras Dra. Eliane Santana Dias Debus; orientadora; Dra. Tania Mariza Kuchenbecker Rösing, avaliadora externa; e Dra. Lilane Maria de Moura Chagas, avaliadora externa.

 

PPGCL


Leitura e formação do leitor em debate no Programa

(08/04/2010) A professora Dra. Tânia Mariza Kuchenbecker Rösing, da Universidade de Passo Fundo – UPF, ministrou conferência intitulada “Leitura e formação do leitor”, nesta última quarta (7), na Sala 116 do Campus de Tubarão da Unisul.

Tânia desenvolve na cidade de Passo Fundo/RS, capital nacional da literatura, uma movimentação cultural permanente com o objetivo de incentivar a prática da leitura. A trajetória das “Jornadas Literárias” orienta-se pela formação de leitores de textos literários, entendedores de linguagens peculiares às distintas manifestações culturais numa perspectiva crítica e emancipadora.

“Há um grande interesse, especialmente das crianças e dos jovens, pelas opções viabilizadas pela internet, centrando suas atenções no texto eletrônico. Diante disso, o binômio sustentador das ações das Jornadas se amplia, passando a se constituir no trinômio educação-cultura-tecnologia, observando-se as características desses usuários contemporâneos”, comenta a professora. “Precisamos formar mediadores de leitura, pois as pessoas não têm ideia de vocábulo, não entendem o porquê das palavras, além disso, os professores precisam seduzir seus alunos à leitura”, complementa.

Tânia Rösing possui graduação em Pedagogia (1977) e Letras (1969) pela Universidade de Passo Fundo. Tem mestrado (1987) e doutorado (1994) em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A professora tem atuado principalmente com leitura, formação de leitores, literatura, ensino de literatura e múltiplas linguagens. Ela coordena o Centro de Referência de Literatura e Multimeios, Mundo da Leitura e as Jornadas Literárias de Passo Fundo.

PPGCL


Lendo imagens: um passeio de “ida e volta”

(29/03/2010) A estudante Maria Laura Pozzobon Spengler defendeu dissertação intitulada “Lendo imagens: um passeio de ‘ida e volta’ pelo livro de Juarez Machado”, nesta última sexta (27), na Sala de Treinamento do Campus de Tubarão da Unisul.

A pesquisa da estudante teve como objetivo refletir como os leitores de diferentes níveis de ensino apropriam-se do livro de imagem “Ida e Volta”, de Juarez Machado. “Realizamos atividade de intervenção com alunos do 1º e do 5º ano do Ensino Fundamental em uma escola da rede privada de ensino do município de Gaspar, Santa Catarina”, comenta a pesquisadora. “As atividades de intervenção aconteceram em três momentos diferentes e nos forneceram elementos relevantes para a compreensão dos dados da pesquisa”, complementa.

Segundo Maria Laura, a intervenção permite perceber de que forma o uso do livro de imagem pode fornecer possibilidades de construção de conhecimento através da observação e da significação dos elementos presentes nas imagens do livro. “Esta pesquisa está apoiada nos fundamentos teóricos de Literatura Infantil. Para fundamentar as análises das imagens do livro, utilizou-se a teoria da Semiótica, de Charles Sanders Peirce (2003), tal como estudada por Lúcia Santaella (2008)”, explica.

Ainda conforme Maria Laura, a partir da análise e interpretação das narrativas produzidas pelos alunos envolvidos na pesquisa, foi possível evidenciar a importância do repertório de leitura de cada leitor, bem como a necessidade da mediação do adulto na leitura de um livro composto exclusivamente por imagens. “As análises nos permitiram observar a importância do uso do Livro de Imagem como suporte para ressiginificação de elementos cotidianos e especialmente como facilitador da alfabetização visual que se faz tão necessária na contemporaneidade”, comenta.

A banca foi composta pela professora Dra. Eliane Santana Dias Debus – UNISUL (orientadora); pela professora Dra. Maria Zilda da Cunha – USP (avaliadora externa); pelo professor Dr. Sandro Braga – UNISUL (avaliador interno); e pela professora Dra. Ramayana Lira de Sousa UNISUL (suplente).

Na foto principal, um flagrante da estudante defendendo a Dissertação. Mais abaixo, da esquerda para a direita Dra. Maria Zilda da Cunha, Dr. Sandro Braga, Dra. Ramayana Lira de Sousa e Dra. Eliane Santana Dias Debus.


PPGCL


"Literatura infantil e as novas tecnologias" é tema de conferência

(26/03/2010) A professora Dra. Maria Zilda da Cunha, da USP, proferiu a conferência intitulada “Literatura infantil e as novas tecnologias” e lançou o livro “Na tessitura dos signos contemporâneos: novos olhares para a literatura infantil e juvenil”, nesta última quinta (25), no Auditório do Bloco da Saúde da Unisul de Tubarão.

Segundo a professora, a literatura para crianças e jovens é um fenômeno estético, considerando sua complexidade e intrínseca relação com a cultura, história e evolução social, que compreende novas tecnologias de comunicação e trabalha com novas formas de produção de linguagem.

“A literatura infantil é arte que estabelece diálogos com outras artes e com as demais formas de representação”, explica a professora. “Devemos usufruir dos resultados empreendidos pelas interfaces criadas entre a arte, ciência e tecnologia”, esclarece.

A pesquisa de Maria Zilda objetiva analisar as mudanças que permeiam o leitor contemporâneo. “Atualmente temos um desafio, já que o livro não é apenas composto de linguagem verbal escrita, nem é a única fonte de cultura, informação e lazer”, comenta. “Há emergência de um novo perfil de leitor”, complementa.

Para a professora, a literatura é arte da palavra escrita. “Com a invenção da fotografia a hegemonia da cultura das letras recebeu grande golpe, pois a fotografia traz a consciência do duplo, uma consciência que pode ser até maliciosa”, explica.

De acordo com Maria Zilda, a hibridização permitida pela digitalização inaugura uma nova Era e o nascimento de uma linguagem denominada hipermídia, ou seja, a informação digital.

“O leitor e a leitura mudaram juntamente com os textos. Ambos ficaram mais híbridos, e os leitores vão construindo seus múltiplos links, leituras e textos”, comenta. “O educador deve ser plugado e saber tecer a rede textual com as novas formas de literatura. Embora o livro continue sendo importante, seu conceito mudou, pois a acessibilidade do livro na modernidade não se restringe apenas às bibliotecas: pode-se encontrá-lo em diversos meios de comunicação, em especial a internet”, complementa.

Maria Zilda da Cunha, docente da Universidade de São Paulo, é graduada em Pedagogia, Letras e Psicologia, além de especialista em Psicopedagogia e Psicomotricidade. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, e doutora em Letras pela USP.
 


Novos olhares sobre a Literatura Infantil e Juvenil

O livro “Na tessitura dos signos contemporâneos: novos olhares para a literatura infantil e juvenil”, editado pelas Editoras Paulinas e Humanitas, faz uma leitura crítica de obras de literatura infantil e juvenil construindo critérios que balizam a mediação do professor entre a criança e a literatura. O texto recorre às categorias do conhecimento de Peirce e incorpora estudos sobre as matrizes de linguagem e pensamento de Santaella, enfocando três aspectos da produção de linguagem: o modo artesanal; os processos mediados pela tecnologia; e as produções derivadas de matrizes numéricas. A intertextualidade apresenta-se em todo seu trabalho, em especial com O país das mil cores, de Octaviano Correia e artes e experimentações literárias, no livro e na hipermídia, de Angela Lago.

PPGCL


Novos docentes integram equipe do PPGCL

 

(22/03/2010) Reunião de trabalho, nesta última quarta (17), integra quatro novos docentes que atuarão nos cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Linguagem no Campus Sul.

 

O objetivo da reunião foi o de apresentar a proposta do Programa, planejar as ações a serem realizadas em 2010, bem como discutir novos projetos e grupos de pesquisa.

 

“Dentre as alterações mais importantes, cabe destacar a nova formatação dos cursos em duas linhas de pesquisa: uma dedicada aos estudos do texto e do discurso e outra dedicada aos estudos da linguagem e da cultura”, explica o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL.

 

 

A linha dedicada ao texto e ao discurso passa a contar em Tubarão com quatro docentes: Sandro Braga, Maurício Maliska, Fábio José Rauen e Maria Marta Furlanetto (foto). O professor Maliska possui Doutorado em Lingüística pela Universidade Federal de Santa Catarina, com estágio de Doutorado (sanduíche) na École Doctorale Recherches en Psychanalyse et Psychopathologie - Université Paris VII (Denis Diderot). Maliska trabalha em pesquisas que aproximam a análise do discurso com a psicanálise.

 

 

A linha dedicada à linguagem e à cultura, por sua vez, também passa a contar com quatro docentes: Heloísa Juncklaus Preis Moraes, Jussara Bittencourt de Sá, Ramayana Lira de Sousa e Alessandra Soares Brandão (foto). As professoras Ramayana e Alessandra possuem Doutorado em Inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina. Ambas atuam na área de artes e comunicação, com ênfase em cinema. Heloísa é doutora em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e tem se interessado com pesquisas sobre novas tecnologias da comunicação.

 

Na foto abaixo, um flagrante com os novos professores. Da esquerda para a direita Maurício Maliska, Ramayna Lira de Sousa, Alessandra Soares Brandão e Heloísa Juncklaus Preis Moraes.

 

 

PPGCL


Reunião traça novos rumos para o PPGCL

 

(08/03/2010) Docentes do Programa reuniram-se no Campus da Pedra Branca, nesta última quarta (3), para revisar o relatório da Capes relativo ao ano de 2009 e para organizar as atividades acadêmicas para o ano de 2010.

 

Todos os anos os Programas de Pós-graduação devem relatar as atividades de ensino, pesquisa e extensão. O ano de 2009 foi particularmente importante, porque ele encerrou o triênio de avaliação da Capes. A cada três anos, a Capes reúne-se para rever as notas dos Programas. É com acontece em 2010. O curso de Mestrado em Ciências da Linguagem recebeu em 2007, relativo ao triênio 2004-2006, nota 3. Em 2008, o curso de Doutorado em Ciências da Linguagem foi autorizado a funcionar com nota 4.

 

Em 2010, o corpo docente do Programa passará por significativa renovação. Cinco novos professores passam a integrar a equipe. Em Pedra Branca, a professora Dilma Beatriz Juliano assume vaga na linha de Pesquisa Linguagem e Processos Culturais. Em Tubarão, a mesma linha recebe o reforço das professoras Ramayana Lira de Sousa, Alessandra Soares Brandão e Heloísa Juncklaus Preis Moraes, e a linha Análise Discursiva de Processos Semânticos contará com o professor Maurício Maliska.

 

“Trata-se de uma renovação natural. Escolhemos professores com qualificação excepcional, com experiência acadêmica consolidada na graduação da própria Unisul e que mereciam essa promoção”, disse o professor Fábio Rauen, coordenador do PPGCL.

 

Em 2009, o professor Fábio de Carvalho Messa assumiu vaga na Universidade Federal do Paraná. Em 2010, a professora Mariléia Silva dos Reis assumiu vaga na Universidade Federal de Sergipe, e os professores Adair Bonini, Jorge Hoffmann Wolff, Maria Ester Wollstein Moritz assumiram vagas na Universidade Federal de Santa Catarina.

 

“Os docentes que saem merecem todo o nosso respeito, dada a importância que eles tiveram na elaboração e na consolidação dos cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Linguagem”, enaltece Rauen. “Temos certeza que ganhamos verdadeiros parceiros nessas universidades”, completa.

 

PPGCL


PPGCL participa de Semana de Formação Docente

 

(02/03/2010) Docentes, egressos e discentes do PPGCL ministraram palestras, oficinas e minicursos na Semana de Formação Docente, em vários Campi da Universidade, nesta última semana do mês de fevereiro.

 

A Semana de Formação Docente é um evento organizado pelo setor de assistência pedagógica, juntamente com as Unidades Acadêmicas e todos os setores da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). No evento, foram desenvolvidas oficinas, minicursos e palestras para estimular os professores a uma participação mais efetiva nas ações implantadas pela atual gestão da universidade, a partir do Plano de Gestão 2009-2013 da Universidade.

 

Para a professora Andréia da Silva Daltoé, coordenadora do evento, as atividades têm como objetivo rever aspectos teórico-práticos que permitam garantir a indissociabilidade: ensino, pesquisa e extensão. “Quisemos harmonizar orientações sobre o Programa de Disciplina, enfatizando o comprometimento com o planejamento didático-pedagógico em sala de aula”, comenta a professora.

 

Participaram do evento: os docentes do PPGCL Fábio José Rauen com a palestra intitulada “Elaboração de Projetos de Pesquisa (UNITEC)” e Solange Leda Maria Gallo com a oficina “O filme: uma análise do ponto de vista cinematográfico e discursivo”. Entre os egressos, destacam-se a oficina “Reforma Ortográfica: o que muda?”, desenvolvida pela professora Perpétua Guimarães Prudêncio; e o minicurso intitulado “Elaboração de provas operatórias”, ministrado pela professora Lis Airê Fogolari. Entre os alunos, o professor Célio Tibes ministrou a oficina “Montagem de blogs: ferramenta educativa”.

 

Elizéia Bomfim de Quadros


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