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O ensino do espanhol no Brasil: silenciamentos e dominâncias

 

Sueli Terezinha de Oliveira


Dia 14 de julho de 2011 às 14 horas.

Cine Pedra Branca do Bloco A do Campus da Grande Florianópolis da Unisul.

Dra. Nádia Régia Maffi Neckel – UNISUL (orientadora);

Dr. Rafael Márcio Chapieski – UnC (avaliador);

Dra. Maria Luiza Milani – UnC (avaliadora);

Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (avaliadora); e

Dr. Maurício Eugênio Maliska – UNISUL (suplente).


Resumo:

 

Este trabalho é uma análise discursiva a respeito das políticas linguísticas voltadas à promoção do ensino da língua espanhola no Brasil e suas contradições. Se por um lado existem Acordos e Leis que favorecem um maior estreitamento nas relações entre o Brasil e os países vizinhos que compõem o Mercosul, que têm como língua oficial o Espanhol, por outro, existe a relação estreita entre o Brasil e a Espanha que, através de uma política linguística bem definida e de ações suportadas pelo governo brasileiro, sobrepõem-se aos interesses do Bloco de países que formam o Mercosul. Para tanto foram analisados documentos que institucionalizam políticas de promoção do Espanhol, como acordos do Mercosul e a Lei 11.161/2005, observando, como fatos específicos, quais têm sido os mecanismos usados pelos Estados Federados no Brasil para implementar a Lei. No contraponto, analisamos o papel do Instituto Cervantes, e a forma como a língua espanhola chega às escolas através de materiais didáticos. Neste caso, focalizamos o 1º texto de alguns livros, nos quais pudemos observar a valorização da língua espanhola da Espanha, como sendo a língua de “prestígio”. A partir das análises, em seu conjunto, constatamos que a preferência por uma ou outra vertente de ensino do espanhol no Brasil vem determinada por ações de organismos reguladores, sejam estes: governo, escolas ou iniciativa privada. Para esse processo de análise o dispositivo teórico-analítico ancora-se principalmente em Pêcheux (1997) a respeito da análise do discurso de linha francesa, Orlandi (1990 - 2008) sobre as questões do discurso e do silenciamento. Em relação ao Mercosul e às políticas linguísticas nos fundamentamos, principalmente, nas obras de Calvet (2005) e Oliveira (2004). Para delinear um histórico sobre a língua espanhola e seu ensino no contexto latino-americano, apoiamo-nos em Picanço (2003), Duarte (2001) e Jaeger (2009).

 

Palavras-chave:

 

Análise do Discurso. Políticas Linguísticas. Mercosul. Ensino de Espanhol.


versão integral

 

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