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Arte e linguagem: leitura das narrativas em imagens de pinturas de Chachá (Richard Calil Bulos)

 

Monalisa Pivetta da Silva


Dia 25 de maio de 2011, às 9 horas

Sala de Treinamento, Bloco A, do Campus de Tubarão da Unisul

Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (orientadora);

Dr. Gladir da Silva Cabral – UNESC (avaliador);

Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (avaliadora); e

Dr. Sandro Braga – UNISUL (suplente)


Resumo:

 

Esta pesquisa desenvolve um estudo sobre as linguagens verbal e não verbal, tendo como foco a linguagem artística. Partiu-se do pressuposto de que a imagem de cenas pode evocar narrativas. Nesse sentido, as imagens representadas em telas (linguagem não verbal) seriam enunciadoras de narrativas (linguagem verbal). Assim, na contemplação de uma tela poderíamos assistir/pensar uma história pelas imagens colocadas em cena. Para tanto, o objetivo da pesquisa foi investigar a relação entre linguagem verbal e não verbal, a partir da análise de imagens de seis obras (telas em óleo) do artista plástico Richard Calil Bulos, o Chachá. Analisamos as obras intituladas Vacas Magras, Fim do defeso, Hora da Missa, Virada do ano, Entardecer e Laguna, com o intuito de observar, na linguagem não verbal, os elementos visuais e as narrativas criadas, linguagem verbal, dos elementos da teoria literária. Entende-se que a leitura de imagem faz-se importante porque aponta para a possibilidade de ler aquilo que vemos. Refere-se, aqui, à apreciação significativa de arte e do universal a ela relacionada na convivência, no contato, na sensibilidade, na observação e na percepção. Observa-se que a linguagem, por meio de narrativas, revela-nos como o homem compreende a própria existência. As análises das obras de Chachá possibilitaram-nos, ainda, conhecer peculiaridades de sua linguagem artística em representar a vida, vivida e imaginada. A representação do cotidiano da comunidade pesqueira do município catarinense também reflete o cotidiano de muitas outras comunidades. Encontram-se nas obras de Chachá a presença de diferentes cores e símbolos que evocam o caráter dialógico, intertextual e polifônico de sua linguagem, à medida que se pode verificar a multiplicidade de vozes presentes e as relações que entre elas se estabelecem. Suas telas são promovedoras de narrativas que desvelam, entre outros aspectos, os tempos e os lugares. Assim, articulou-se pintura (linguagem não verbal) e literatura (linguagem verbal), sob perspectiva da narrativa. Observa-se que a pesquisa sobre a leitura de imagem enquanto narrativa faz-se importante à medida que enseja refletir sobre a possibilidade de ler, pensar e intertextualizar o que se vê. Confirmou-se, mediante análise das imagens, que estas evocam leitura ao serem observadas. Logo, ao criar narrativas, os espectadores estariam traduzindo o não verbal para o verbal, à medida que a obra evoca palavras.

 

Palavras-chave:

 

Linguagem verbal e não verbal. Pintura. Leitura. Literatura. Narrativa. Chachá.


versão integral

 

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