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A canção jornalística: concerto de vozes no texto jornalístico

 

Antônio Ricardo Rosa Russo


Dia 10 de agosto de 2009, às 9 horas

Cine Pedra Branca, Bloco A do Campus da Grande Florianópolis da Unisul

Dr. Fábio de Carvalho Messa – UNISUL (orientador);

Dra. Tânia Regina Oliveira Ramos – UFSC (avaliadora);

Dr. Sandro Braga – UNISUL (avaliador); e

Dra. Solange Maria Leda Gallo – UNISUL (suplente)


Resumo:

 

Este trabalho apresenta uma reflexão sobre o fazer jornalístico, especialmente busca questionar as explicações baseadas no binômio subjetividade e objetividade. Buscamos mostrar como a objetividade tornou-se obsessiva aos jornalistas como forma de sustentarem o discurso do profissional e como parâmetro desta atividade. O resultado para o texto em si é a padronização, dentro do fenômeno chamado de clichetização. Buscamos na filosofia da linguagem, na teoria literária de Mikhail Bakhtin, um embasamento teórico que sustente uma nova explicação para esses textos. Desse modo, dimensionamos o texto jornalístico aos conceitos de paráfrase, estilização, apropriação e paródia. A finalidade é revelar que a busca insana do jornalista não é pelo fato, mas pela reprodução dele, chamada aqui de paráfrase do fato. Desse modo, o jornalista deve aceitar a subjetividade como inerente a qualquer atividade humana, especialmente se perpassada pela linguagem e empregar esses recursos literários no seu texto, a fim de qualificá-lo e fugir da padronização. Isso foi justamente o que fez Otto Lara Resende na experiência que teve na página 2 da Folha de S. Paulo. Além disso, tentamos mostrar algumas tendências modernas, especialmente numa análise da revista Veja, na qual qualificamos de jornalismo pós-moderno, no qual os personagens históricos são remontados pela técnica do pastiche. Empregamos também a crônica esportiva, nos exemplos de Ruy Carlos Ostermann e Nelson Rodrigues, cronistas que souberam como poucos explorar toda a subjetividade e técnicas literárias para abordar um assunto às vezes árido e técnico. Nosso objeto central de trabalho é a mídia impressa, mais propriamente os grandes jornais brasileiros. Essa escolha se dá pelo fato da discussão acerca do futuro dos jornais impressos. Tentamos apresentar uma perspectiva para isso por meio de nova abordagem, fugindo do texto essencialmente técnico nas páginas informativas.

 

Palavras-chave:

 

Jornalismo impresso. Objetividade. Subjetividade. Paráfrase e paródia


versão integral

 

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