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Teoria do Soneto: de Giacomo da Lentini ao século XXI

 

Solange Rech


 

         Dia 27 de junho de 2008, às 09h30min

         Sala 212 do Bloco B do Campus da Grande Florianópolis da Unisul

         Dr. Antonio Carlos Gonçalves dos Santos – UNISUL (orientador);

         Dr. Deonísio da Silva – Estácio de Sá - RJ (avaliador);

         Dr. Fernando Simão Vugman – UNISUL (avaliador); e

         Dr. Aldo Litaiff – UNISUL (suplente)


Resumo:

 

Caminhando para completar oitocentos anos de história praticamente ininterrupta e “sendo um modelo acolhido pelos poetas ainda nos nossos dias”, o soneto é alvo específico deste trabalho. Pretende-se estudar-lhe a teoria visando a esclarecer como e por que uma forma (ô) poética tão complexa resiste ao tempo e se incorporou à cultura dos povos do mundo ocidental. Esse processo de incorporação não alcança apenas as camadas sociais mais instruídas, senão também as de instrução básica, fenômeno que, em termos de aceitação espontânea, só encontra paralelo na trova, esta sim firmada em modelo ainda mais exíguo (apenas uma quadra em redondilha maior) e de mais fácil elaboração. O conjunto teórico vai ser desenvolvido através de sete capítulos, a saber: I – introdução, que se desdobra em definição, surgimento e propagação no ocidente. Nestes campos serão descritos os trabalhos investigativos que permitiram fixar no tempo a origem do soneto, seu inventor e propagadores. II – a forma (ô) do soneto, espaço em que serão comentadas as exigências técnicas, especialmente no tocante à distribuição em estrofes, ao tamanho e aos tipos de verso e de rima. São essas exigências, juntamente com a métrica (capítulo seguinte) que criam o arcabouço do soneto, preestabelecendo suas características de síntese e de sonoridade. III – a estrutura métrica do verso. Através da escansão, resultará desmistificando o grande segredo da musicalidade do soneto, que é conseguida através de compassos estabelecidos tecnicamente. IV – soneto – produto de inspiração, labor e suor. Se a inspiração, geradora da idéia poética, é componente inarredável na elaboração de um soneto, tentar-se-á demonstrar que a tecedura técnica é tarefa de oficina que exige do poeta largo conhecimento do idioma e diversos experimentos. Para encontrar a maneira ideal de preencher a forma (ô) descrita no Capítulo anterior, ele faz uso de diversos recursos, especialmente metaplasmos, os quais serão aqui comentados. V – grandes sonetistas, grandes sonetos. Apresenta uma seleção de poetas, entre muitos, que, através dos últimos sete séculos, se consagraram como cultores exímios desse modelo em diversos países. Traz também os sonetos que venceram o tempo e circulam, até hoje, considerados jóias literárias imorredouras. O capítulo não inclui sonetos e sonetistas de língua portuguesa, os quais merecerão um capítulo especial, o seguinte, visto tratar-se de nossa língua-mãe. VI – o soneto e seus cultores na língua portuguesa, espaço que será usado para demonstrar a caminhada desse modelo, desde o seu início, nas literaturas próprias de Portugal, do Brasil e de alguns países da África. VII – curiosidades sobre o soneto. Serão aqui relatados fatos curiosos e transcritos sonetos que fogem aos padrões estabelecidos, mas que, em última análise, servem para ilustrar a criatividade dos autores e engrandecer a jornada longeva desse modelo poético. Finalmente, o trabalho se encerra com um glossário de termos próprios do fazer poético. Embora não se tenha localizado um único texto que abranja de modo completo a teoria do soneto – o que parece dar um valor singular a esta dissertação -, respaldam esta peça, com seus trabalhos parciais, respeitáveis vozes e fontes.

 

Palavras-chave:

 

Soneto, forma do soneto, estrutura métrica do verso.


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