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A estética da fome em Rio, 40 graus e a cosmética da fome em Cidade de Deus

 

Antônio Teixeira do Prado


Dia 09 de julho de 2007, às 08h30

Auditório Bloco G – Campus de Pedra Branca

Prof. Dr. Fernando Simão Vugman – UNISUL (orientador);

Prof. Dr. Sandro Braga – Estácio de Sá/Fpolis (avaliador);

Prof. Dr. Fábio de Carvalho Messa – UNISUL (avaliador); e

Prof. Dr. Antonio Carlos Gonçalves Santos – UNISUL (suplente)


Resumo:

 

No artigo “Da Estética à Cosmética da Fome”, Jornal do Brasil, julho de 2001, apesquisadora de cinema Ivana Bentes defende que está havendo, pelo cinema nacional, uma retomada dos temas do Cinema Novo como a miséria e a violência, não como forma de denúncia social para desmascarar a sociedade brasileira como acontecia no Cinema Novo, mas como uma “Cosmética da Fome”, na qual miséria e violência são espetacularizadas para entreter e surgem de forma folclorizadas, paternalistas, conformista e piegas. Bentes pontua que o sertanejo do Brasil rural está sendo substituído pelo favelado ignorante e despolitizado do Brasil urbano, ou seja, a idéia na cabeça e uma câmara na mão – um corpo a corpo com o real –, transforma-se em steadecam, a câmara que surfa sobre a realidade, signo de um discurso vazio que valoriza o belo, a qualidade da imagem. E é por isso ela diz que no cinema brasileiro uma passagem da Estética à Cosmética da Fome. Assim, este trabalho visa verificar se há essa passagem da estética à cosmética da fome tendo como base os filmes Rio, 40 Graus (1955), de Nélson Pereira dos Santos, e Cidade de Deus (2002), de Fernando Meireles. Ambos foram rodados no Rio de Janeiro, retratam pobreza em favela e crianças negras, que são vítimas de violência e da exclusão social. O primeiro (inserido em um contexto da pós-modernidade) é ambientado no Morro do Cabuçu, onde cinco garotos descem para vender amendoim nos principais pontos turísticos da cidade num domingo de verão. O segundo ambientado na Cidade de Deus, onde as crianças vivenciam o tráfico de drogas. Rio, 40 Graus é considerado o primeiro filme a fazer denúncia social utilizando praxe neo-realista, ou seja, a utilização de não atores. Isso também ocorre em Cidade de Deus. 

 

Palavras-chave:

 

Estética da fome, cosmética da fome e pós-modernidade.


versão integral

 

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