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A influência da indústria fonográfica na formação do mercado de consumo musical brasileiro e o Rap como agente da indústria e alternativa de produção independente.

 

Elvis Dieni Bardini


Dia 18 de agosto de 2006, às 14 horas,
Sala Projeção 1 do Campus de Tubarão da Unisul

Dr. Mário Guidarini – UNISUL (orientador);
Dra. Valdézia Pereira – UNISUL (avaliadora);
Dr. Fábio de Carvalho Messa – UNISUL (avaliador); e
Dra. Jussara Bittencourt de Sá – UNISUL (suplente)


Resumo:

 

A pesquisa tem como objeto o mercado musical brasileiro. Apesar da multiplicidade cultural brasileira, este mercado segmenta-se em um número limitado de gêneros e de artistas. Composto em grande parte por produção nacional, o mercado brasileiro é dominado pelas gravadoras transnacionais que, a partir da própria diversidade musical do país, “molda” este mercado e impõe a homogeneização dos gostos e a segmentação do consumo. Por outro lado, amparada pelas inovações tecnológicas, desenvolve-se a produção independente que indica alternativas para o modelo de negócios impostos pelas transnacionais da música. Como exemplo, identifica-se a música rap que em seus elementos estéticos estrutura-se sobre os meios tecnológicos de produção e reprodução dos sons (tecnologias em pleno desenvolvimento na contemporaneidade, ataca o capitalismo e o modelo dominante na indústria da música, porém, enquadra-se rapidamente, neste mesmo modelo. Estas reflexões despertam a seguinte questão: é então, a livre flutuação do mercado da música que determina os produtos da indústria fonográfica atualmente no Brasil, ou ao contrário, é esta indústria que padroniza o mercado e determina o consumo musical? Definiu-se então, como objetivo geral da pesquisa identificar a existência de mecanismos que atuam na padronização dos gostos e na orientação para o consumo musical, no Brasil. Os objetivos específicos definem-se pela análise das estratégias utilizadas pelas transnacionais para esta finalidade; pela comparação entre os perfis de consumo médio brasileiro e do público universitário; e na identificação da música rap na produção musical independente e sua identidade paradoxal entre agente de transformação e agente do sistema de consumo. Como referencial teórico a pesquisa apóia-se nos quadros teóricos de Umberto Eco, ao tratar do movimento dialético entre transnacional e indústria independente na produção musical; Em Adorno ao identificar as estratégias de domesticação do consumo pela indústria; e Jean Baudrillard pelas idéias e análise sobre o sistema de consumo. Para alcançar os objetivos propostos a pesquisa se propôs exploratória, descritiva e explicativa. A partir da observação das práticas e estratégias utilizadas pela indústria fonográfica na divulgação de sua produção, da análise documental de execuções radiofônicas, e da pesquisa de campo empreendida, foi possível identificar a discrepância entre produção musical no Brasil e divulgação/distribuição desta, e o reflexo deste fator na comparação entre os perfis do consumidor universitário e consumidor médio brasileiro e a crescente participação da música rap no sistema de consumo.
 

Palavras-chave:

 

Música, indústria fonográfica, rap e consumo.


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