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012


A objetividade jornalística é (im)possível?

 

Darlete Cardoso


10 de dezembro de 2003  

Dra. Maria Marta Furlanetto– UNISUL (orientadora);

Dr. Francisco José Castilhos Karan – UFSC (avaliador);

Dr. Antônio Carlos Gonçalves dos Santos – UNISUL (avaliador); e,

Dr. Fábio de Carvalho Messa – UNISUL (suplente)  


Resumo:

 

Esta pesquisa apresenta uma reflexão sobre o que se entende por objetividade jornalística, através da análise do funcionamento discursivo e das posições de sujeito atravessadas no discurso do jornalismo. Inscrito na área de estudos da Teoria e análise de linguagens, este trabalho tem como linha de pesquisa a Análise do Discurso de orientação francesa, da qual utilizo seus procedimentos específicos, no âmbito da pesquisa, para promover uma análise comparativa entre as notícias sobre o mesmo fato (acontecimento), coletadas em dias alternados nos veículos de circulação no Estado de Santa Catarina: Diário Catarinense, A Notícia e O Estado, no período compreendido entre 1º e 31 de maio de 2002. A análise é efetuada a partir dos títulos, unidades discursivas que iniciam a cadeia narrativa do texto jornalístico. Em alguns casos analiso também o texto das matérias. O funcionamento discursivo é avaliado através dos ângulos e enfoques escolhidos pelos jornais, com vistas a verificar os efeitos de sentido e as posições de sujeito inscritas no discurso, bem como a regularidade discursiva, no esforço de compreensão da possível ou impossível objetividade do discurso jornalístico. A fundamentação teórica é composta de duas partes. Na primeira, busco no campo da Análise do Discurso a formação do sujeito afetado pela ideologia e pelo inconsciente. Faço um viés para reflexão da noção de sujeito na ciência, destacando-se o paradigma da complexidade empreendido por Edgar Morin e os estudos de Humberto Maturana. Promovo algumas reflexões acerca da noção de sujeito para investir na relação dialética da objetividade e da subjetividade na linguagem. Na segunda parte, trato do jornalismo como discurso social da realidade, passando pelo processo de produção da notícia para chegar à reflexão sobre a problemática da objetividade no jornalismo, geralmente tratada como mito pelo próprio meio. Na terceira parte, empreendo a análise propriamente dita. A idéia, mais que apontar caminhos para um fazer jornalístico responsável, é propor o debate sobre a pretensão de objetividade no discurso do jornalismo como dever ético, sem esquecer que a apreensão do objeto – o fato jornalístico – está permeado pela subjetividade do jornalista, na medida em que a condição humana é própria da existência do homem e está indissoluvelmente ligada à linguagem.

Palavras-chave:

 

Jornalismo, análise do discurso, objetividade, subjetividade.


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